Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 3 
2 O ENVELHECIMENTO ............................................................................... 4 
3 SAÚDE E DOENÇA MENTAL .................................................................... 6 
4 DEMÊNCIA ................................................................................................. 7 
5 CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICOS ......................................................... 9 
6 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO .......................................................... 11 
7 TIPOS DE DEMÊNCIAS ........................................................................... 13 
8 DOENÇA DE ALZHEIMER ....................................................................... 15 
9 FISIOTOLOGIA ......................................................................................... 17 
10 EVOLUÇÃO CLÍNICA ............................................................................ 19 
11 ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO ..................................................... 21 
12 INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS ................................................ 21 
13 INTERVENÇÕES NÃO FARMOLÓGICAS ............................................ 22 
14 QUAL A LIGAÇÃO ENTRE DEMÊNCIA E DOENÇA DE ALZHEIMER . 24 
15 QUAL A CAUSA DA DOENÇA DE ALZHEIMER?................................. 25 
16 QUAIS OS FATORES DE RISCO PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER?
 26 
17 COMO REDUZIR O RISCO DE DESENVOLVER DOENÇA DE 
ALZHEIMER OU OUTRO TIPO DE DEMÊNCIA? .................................................... 27 
18 COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE DOENÇA DE ALZHEIMER? ... 29 
19 QUAL É A IMPORTÂNCIADE UM DIAGNÓSTICO PRECOCE? .......... 30 
20 COMO É QUE A DOENÇA DE ALZHEIMER PROGRIDE? .................. 33 
21 TRATAMENTO e medicação PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER? ..... 35 
21.1 Incapacidade cognitiva .................................................................... 36 
22 COMO SE SUSPEITA DE DEMÊNCIA? ............................................... 38 
 
2 
 
23 QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA DEPRESSÃO, 
DELIRIUM E DOENÇA MENTAL? ............................................................................ 40 
23.1 Quedas............................................................................................ 45 
24 DEFINIÇÃO ........................................................................................... 45 
25 EPIDEMOLOGIA ................................................................................... 46 
26 FATORES RELACIONADOS A QUEDAS ............................................. 48 
27 BIBLIOGRÁFIA ...................................................................................... 55 
 
 
 
 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um 
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é 
que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
4 
 
2 O ENVELHECIMENTO 
 
Fonte::drvictorsorrentino.com.br 
No estudo do envelhecimento populacional, é preciso levar em conta a questão 
de gênero. A população idosa brasileira é, em sua maioria, feminina. As mulheres, por 
terem o benefício de uma expectativa de vida maior, assumem o papel de cuidadoras 
e, nas grandes cidades, tendem a viver sozinhas depois da viuvez. Camarano, Kanso 
e Mello (2004, apud Felix, 2018) alertam para o risco de desvantagem que pode trazer 
esta situação dependendo da condição laboral experimentada durante a vida. 
 
A proposta de envelhecimento ativo surgiu pela Organização Mundial da 
Saúde1 com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, oportunizando saúde física e 
psicológica a esta população através de três pilares basilares: saúde, segurança e 
participação. O envelhecimento ativo também preconiza que as pessoas idosas 
participem na sociedade de acordo com as suas necessidades, desejos e 
capacidades (SOUZA, et al. 2018). 
 
O envelhecimento ainda é caracterizado pelo progressivo abrandamento da 
atividade do sistema nervoso e de toda a ação humana dele dependente, no processo 
de envelhecimento, podemos considerar com algum sentido a existência de várias 
idades, a idade biológica, que se refere ao funcionamento dos sistemas vitais do 
organismo humano e é especialmente importante para a consideração dos problemas 
 
5 
 
de saúde, pois a capacidade de auto regulação do funcionamento dos diferentes 
sistemas diminui com o tempo (SOUZA, et al. 2018). 
 
A idade psicológica, que tem como base as capacidades de natureza 
psicológica que as pessoas utilizam para se adaptarem às mudanças de carácter 
ambiental, o que inclui sentimentos, memória, emoções, inteligência e motivações que 
sustentam a autoestima e o controle pessoal, a idade sócio cultural, que diz respeito 
ao conjunto de papéis sociais que os indivíduos adotam relativamente a outros 
membros da sociedade e à cultura a que pertencem, idade essa que é julgada com 
base nos comportamentos, hábitos e estilos de relacionamento, etc. (BIRREN, 2001; 
apud FARIA et al., 2014). 
 
Assim, devemos considerar que o processo de envelhecimento se reveste de 
vários componentes, sendo os principais, o biológico, o social e o psicológico. Estes 
componentes incorporam características próprias: a biológica reflete uma 
vulnerabilidade crescente e de onde resulta uma maior probabilidade de morte; a 
social é relativa aos papéis sociais apropriados às expectativas da sociedade para 
este nível etário; a psicológica é definida pela capacidade de auto regulação do 
indivíduo face ao processo de senescência. 
 
Segundo Faria, 2014 neste âmbito podemos ainda abordar diferentes padrões 
de envelhecimento, que sumariamente abordamos: o primário, o secundário e o 
terciário. Envelhecimento primário refere-se às mudanças intrínsecas ao processo de 
envelhecimento que são de todo irreversíveis e que corresponde ao conceito e à 
imagem que fazemos do envelhecimento. Envelhecimento secundário refere-se às 
mudanças causadas pela doença que estão correlacionadas com a idade, mas que 
podem ser reversíveis ou prevenidas. Envelhecimento terciário “refere-se às 
mudanças que ocorrem de forma precipitada na velhice, o que sugere um 
envelhecimento rápido que precede imediatamente a morte. O envelhecimento 
constitui um dos maiores desafios de saúde pública, exigindo do poder político e da 
sociedade que as necessidades resultantes de uma população cada vez mais 
envelhecida sejam contempladas de forma satisfatória. 
 
6 
 
3 SAÚDE E DOENÇA MENTAL 
 
Fonte::alessandrafaria.com 
 
Saúde mental pode definir-se como o equilíbrio emocional entre o património 
interno e as exigências ou vivências externas, é o reconhecimento dos seus limites e 
a procura de ajuda quando necessário, saúde mental é estar bem consigo e com os 
outros, é saber lidar com as emoções agradáveis ou desagradáveis: alegria/tristeza; 
coragem/medo; amor/ódio; serenidade/raiva; ciúmes; culpa; frustrações, é acima de 
tudo, aceitar as exigências da vida, a saúde mental é construída ao longo de todoo 
ciclo vital do indivíduo (CARVALHO, 2010). 
 
A doença mental é classificada como um desvio psicológico ou comportamental 
das formas normais de comportamento, que afeta negativamente a vida do indivíduo. 
Doença mental os transtornos mentais envolvem não apenas o setor saúde, mas 
necessariamente vários setores da sociedade como a educação, emprego, justiça e 
assistência social, entre outros é importante que exista um engajamento e um esforço 
conjunto entre o Estado, associações de portadores de transtornos mentais, familiares 
e sociedade civil organizada, 8 no sentido de desenvolver diretrizes específicas e 
serviços de saúde nesta área (FUNK; SARACENO, 2004 apud SANTOS, 2008). 
 
Segundo Sequeira, é uma “situação patológica, em que o indivíduo apresenta 
distúrbios na sua organização mental. Todas as afecções que afetam o corpo podem 
 
7 
 
provocar doença mental, desde que tais afecções provoquem um desequilíbrio em 
termos de organização mental”. 
 
“A doença mental causa muitas vezes, além de problemas emocionais, 
problemas cognitivos”. A nossa capacidade de prestar atenção, recordar, trabalhar a 
informação recebida do nosso interior e do meio exterior, deve-se à cognição. Esta 
permite-nos comunicar com os outros, planejar as nossas intervenções, executá-las, 
avaliar os resultados, etc. Ao longo da vida, toda a atividade desenvolvida, por mais 
simples que seja, depende da articulação das várias capacidades que a pessoa 
possui. Quando essas capacidades se apresentam alteradas, tal fato vai comprometer 
acentuadamente, a interação com o meio que nos rodeia. As doenças mentais estão 
maioritariamente associadas a alterações estruturais e funcionais do cérebro, 
repercutindo-se frequentemente em alguns processos cognitivos, como a memória 
(NUNES 2008; apud VAZ, 2009). 
4 DEMÊNCIA 
 
Fonte: luizsperry.uol.com.br 
A demência não deve ser considerada uma doença, mas sim uma síndrome: 
“uma síndrome decorrente de uma doença cerebral, usualmente de natureza 
crónica ou progressiva, na qual há perturbação de múltiplas funções corticais 
superiores, incluindo memória, pensamento, orientação, compreensão, 
 
8 
 
cálculo, capacidade de aprendizagem, linguagem e julgamento” 
(Organização Mundial de Saúde, 1993, p. 45). 
 A demência é a perda da capacidade de tomar decisões razoáveis caracterizada 
por declínio cognitivo ou modificações comportamentais (neuropsiquiátricas) em 
relação a um nível prévio de desempenho que causa perda da independência para as 
atividades de vida diária. A doença de Alzheimer e a demência vascular são as 
principais formas de demência no idoso, correspondendo a cerca de 80% a 90% das 
causas. A identificação do declínio cognitivo visa intervir precocemente em causas 
secundárias e reversíveis, bem como planejar o cuidado dos pacientes com demência. 
 
 Estes distúrbios são suficientes para interferir no quotidiano da pessoa 
(trabalho, atividades diárias). A pessoa fala uma coisa, passa dois minutos, repete a 
mesma coisa. Faz uma pergunta, e em seguida repete, depois repete outra vez. E 
muitas vezes os familiares ficam irritados “Já te respondi! ” Esses fenômenos, quando 
você percebe que a memória da pessoa vai indo para o espaço. Esses quadros 
evoluem, lentamente no decorrer de muito tempo. 
 
 “À semelhança da depressão, epilepsia e de tantas outras doenças, conhecidas 
pelo seu nome no singular, não existe uma demência, mas sim diversas doenças que 
causam demência e síndromes demenciais”. O indivíduo passa a ter um interesse 
sexual inadequado, impróprio e de difícil reconhecimento por parte dos familiares, por 
exemplo o indivíduo que teve sempre um histórico de decência, de adequação de 
relacionamentos passa a ter interesse sexual por pessoas da família, isso é um 
comportamento que não tem haver com a imoralidade, mas que pode estar incluso 
dentro do conjunto de sintomas próprio da demência. (RIBEIRO, 2013) 
 
9 
 
5 CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICOS 
 
Fonte: http:psiqweb.net 
“O diagnóstico clínico da DA se baseia na observação de quadro clínico 
Compatível e na exclusão de outras causas de demência por meio de exames 
laboratoriais e de neuroimagem estrutural. O diagnóstico definitivo Só é 
possível por exame anatomopatológico” (CARAMELLI; 
BARBOSA,2002: apud ADACHI, 2013). 
A característica primária da demência é o progresso de défices cognitivos 
variados, como a diminuição da memória e de pelo menos uma perturbação cognitiva, 
como afasia, apraxia, agnosia ou perturbação na capacidade de execução. Os défices 
cognitivos devem ser razoavelmente graves para causarem diminuição do 
funcionamento ocupacional ou social. “A demência pode estar etiologicamente 
relacionada com um estado físico geral, com os efeitos persistentes da utilização de 
substâncias (incluindo exposição a tóxicos) ou com uma combinação de fatores” À 
perda ou diminuição cognitiva de forma parcial ou total, permanente ou esporádica, 
em pessoas que, até então, tiveram um desenvolvimento intelectual normal, chama-
se demência. (SHENK, 2018) 
 
 Esta síndrome apresenta várias características: 
 Prejuízo da memória, que pode ser desde um simples esquecimento até 
um severo esquecimento, não se recordando da própria identidade, 
desorientação espacial e temporal; 
 
10 
 
 Problemas de comportamento, como insónia, agitação, choro fácil, 
comportamentos inadequados, desinibição social, alterações da 
personalidade, 
 Perda de habilidades adquiridas ao longo da vida, como vestir, cuidar da 
casa, cozinhar, dirigir, organizar os compromissos, problemas com a 
linguagem, etc. 
Esta deterioração mental vai provocar o prejuízo nas capacidades da pessoa 
no desempenho das suas atividades de vida diária, nas atividades profissionais, 
atividades familiares, atividades sociais. 
 
Existem várias causas que podem levar à demência, sendo algumas 
potencialmente reversíveis: disfunções metabólicas, endócrinas, hidroeletrolíticas, 
quadros infecciosos, défices nutricionais e distúrbios psíquicos como a depressão. Os 
sintomas iniciais da demência variam, mas a perda de memória a curto prazo é a 
característica principal e única que alerta o médico assistente e o familiar ou pessoa 
significativa. Todavia, nem todos os problemas cognitivos, nos idosos, são devidos à 
demência, pelo que o estudo cuidadoso da pessoa idosa, com a colaboração da 
família ou da pessoa significativa, é crucial para a identificação do problema e para a 
formulação de um diagnóstico clínico correto. 
 
As pessoas com esta síndrome apresentam diminuída a capacidade de 
aprendizagem de coisas novas e esquecem as coisas que previamente aprenderam. 
Na fase inicial da síndrome a pessoa pode perder valores, tais como as chaves de 
casa, a carteira, esquecer-se de desligar o fogão, ou perder-se em zonas que não lhe 
sejam familiares. Numa fase mais avançada o esquecimento pode atingir a sua 
profissão ou as suas habilitações escolares, datas de aniversário, nomes de 
familiares, e por vezes até o seu próprio nome. 
 
“A deterioração da função da linguagem (afasia) pode manifestar-se pela 
dificuldade em nomear pessoas e objetos”. O discurso da pessoa torna-se vago ou 
vazio, usando excessivamente palavras indefinidas como “coisa”, “aquilo”. A 
compreensão da linguagem escrita e falada, bem como a repetição da linguagem, 
podem estar igualmente comprometidas. Em fases avançadas a pessoa pode 
 
11 
 
permanecer muda ou apresentar um padrão deteriorado de discurso caracterizado por 
ecolalia (isto é, eco do que é ouvido) ou palilalia (distúrbio da fala que consiste na 
repetição involuntária de uma ou mais palavras, geralmente acabadas de proferir). 
 
A apraxia (diminuição da capacidade para executar atividades motoras) embora 
a função sensorial e a compreensão da tarefa requerida estarem intactas surge muitas 
vezes em pessoas com demência, o que irá provocar a diminuição dacapacidade de 
realizar tarefas conhecidas, como escovar o cabelo, acenar ou dizer adeus, cozinhar, 
vestir-se, etc. A agnosia (deterioração da capacidade para reconhecer ou identificar 
objetos) é também encontrada em pessoas com demência, apesar de manterem 
intacta a função sensorial. As perturbações da capacidade de execução manifestam-
se comumente na demência. “A capacidade de execução envolve a capacidade de 
pensamento abstrato e de planear, iniciar, sequenciar, monitorizar e parar um 
comportamento complexo” A pessoa tem dificuldade em lidar com novas tarefas e 
evita situações que requeiram processamento de informação nova e complexa. 
6 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO 
 
Fonte: http://alzheimerportugal.org 
Para iniciar uma avaliação em um paciente com comprometimento cognitivo e 
com uma possível síndrome demencial, a anamnese clínica e o exame neurológico 
são de extrema importância. Não raramente, nesses casos, o transtorno cognitivo, o 
 
12 
 
qual pode se apresentar como distúrbios de linguagem, memória, ou mesmo como 
anosognosia (incapacidade de reconhecer a própria limitação) o impede de relatar 
com precisão suas dificuldades, e por isso o relato de um acompanhante, de 
preferência alguém de estreito convívio com o paciente em questão, é de suma 
importância. (PARMERA; NITRINI, 2015) 
 
As metas chave da evolução clínica primária devem se estabelecer se uma 
síndrome demencial está presente ou não, caracterizar os domínios cognitivos 
acometidos, a gravidade desse acometimento assim como seu prejuízo funcional, e 
por fim determinar sua etiologia para definir o tratamento adequado. Por vezes mais 
de uma avaliação ou consulta é necessária para abarcar todos esses aspectos, e 
várias entrevistas com diferentes familiares são necessárias para caracterizar 
adequadamente a patologia em investigação. 
 
Segundo Parmera e Nitrini o processo de anamnese necessita abordar 
inicialmente o paciente e após isso entrevistar o informante, sempre que possível na 
ausência daquele, sobretudo quando se encontrar em fases leves ou moderadas da 
doença, podendo haver certa crítica conservada em relação à própria condição, e 
assim tal exposição poderia gerar estresses e conflitos desagradáveis. Além disso, 
algumas alterações comportamentais como hipertextualidade ou desinibição podem 
acarretar constrangimento e inibir o informante de relatar adequadamente o panorama 
do quadro investigado. 
 
Durante a entrevista é interessante já observar algumas possíveis alterações 
de linguagem, como a fluência ao falar, se ocorrem pausas ou dificuldade de 
nomeação, assim como aspectos da memória como dificuldade de lembrar onde 
guardou objetos, repetir as mesmas histórias várias vezes para pessoas de seu 
convívio ou mesmo expressar desculpas por não se lembrar de determinados fatos 
“por não serem importantes”, algo observado em pacientes com doença de Alzheimer 
(DA). 
 
De acordo com Nunes (2008), o Mini Mental State Examination (MMSE) é um 
dos instrumentos de avaliação mais utilizados nos estudos epidemiológicos de 
 
13 
 
rastreios populacionais de demência, devido à sua fácil aplicação, ampla difusão na 
literatura e elevada sensibilidade na avaliação breve do estado mental. Constitui um 
instrumento de avaliação cognitiva de referência nos idosos com demência, uma vez 
que possibilita o despiste de défice cognitivo de acordo com o grau de escolaridade. 
 
De forma a caracterizar e perceber em que fase se encontra o estádio da 
demência e quais as alterações presentes, existem alguns instrumentos para avaliar 
o estádio da demência, sendo as mais utilizadas, segundo Barreto (2005): 
 
 A Escala Global de Deterioração (Global Deterioration Scale), que avalia 
a existência de demência ou não em 7 estádios; 
 A Avaliação Clínica da Demência (Clinical Dementia Rating), que permite 
avaliar a demência em cinco estádios – normal, suspeito, ligeiro, 
moderado e grave. 
7 TIPOS DE DEMÊNCIAS 
 
Fonte: www.blogcdn.com 
Encontram-se vários tipos de demência e estas são classificadas quanto à sua 
causa. As formas mais comuns de demência são: demência vascular, demência 
frontotemporal, demência dos corpos de Lewy, e a doença de Alzheimer (DA). A 
demência de Alzheimer representa aproximadamente 50% a 75% dos casos de 
demência e a demência vascular cerca de 15 a 25% (Nunes 2008, apud CARVALHO 
et al., 2014). 
 
14 
 
“As demências vasculares constituem um conjunto heterogéneo de 
perturbações de etiologia vascular e que originam uma síndrome demencial” 
(Sequeira 2007, apud CARVALHO et al., 2014). 
Esta forma de demência caracteriza-se essencialmente por uma alteração do 
funcionamento cognitivo, em consequência de lesões cerebrovasculares de natureza 
isquêmica ou, mais raramente, de natureza hemorrágica. 
A demência frontotemporal define-se como uma síndrome neuropsicológica 
marcada por disfunções dos lobos frontais e temporais, os sintomas ela não atinge a 
memória especificamente, ela atinge em longo prazo, nos estágios inicial ela não 
comete a memória, ela comete a personalidade, o comportamento. A demência 
frontotemporal não tem cura é comum em pessoas de 45 á 65 anos. Os primeiros 
sintomas são perceptíveis quando o paciente não consegue conviver em sociedades 
como de costume, ficam hipersexualizadas, falam palavrões, perdem o tato em 
relacionamentos pessoais, ficam desinibidas. 
A demência dos corpos de Lewy caracteriza-se como sendo um declínio 
cognitivo flutuante, acompanhado por alucinações visuais e sintomas extrapiramidais; 
o quadro demencial apresenta-se como de rápido início e declínio progressivo. 
(KHOURY, 2017). 
 A demência de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que destrói as 
células nervosas do córtex cerebral, levando à atrofia progressiva do cérebro. 
Caracteriza-se por um carácter progressivo e irreversível, de aparecimento insidioso, 
conduzindo a uma inexorável degeneração cerebral com afetação de todas as áreas 
cognitivas e da personalidade. 
As frequências relativas das causas das demências diferem dependendo da 
idade (Tabela 1). 
 <65 A >65 A 
Doença de Alzheimer 34% 55 % 
Demência vascular 18% 20% 
 
15 
 
Tabela 1 - Frequência dos tipos de demência segundo a idade 
 
8 DOENÇA DE ALZHEIMER 
 
Fonte: institutoalzheimerbrasil.org.br 
É uma doença lenta e fatal do cérebro, que afeta uma a cada 10 pessoas com 
mais de 65 anos. Ninguém está imune. A doença avança gradualmente, enquanto 
dois fragmentos de proteínas anormais chamados placas e redes acumulam – se no 
cérebro e matam células cerebrais, elas começam no hipocampo, a parte do cérebro 
onde as memórias são inicialmente formadas. Ao longo de muitos anos, as placas e 
redes destroem lentamente o hipocampo e, formar novas memórias se torna cada vez 
mais difícil. (SHENK, 2018). 
 
“A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, lenta, progressiva e 
que age de maneira silenciosa. É caracterizada pela degeneração ou morte 
dos neurônios (células do cérebro), havendo perturbação de várias funções 
Cognitivas, entre as quais a memória, a atenção, o aprendizado, a orientação 
e a linguagem. É comum em indivíduos com idade acima de 65 anos, mas 
também pode acometer pessoas mais jovens. Os sintomas mais comuns da 
Demência frontão-temporal 12% ------- 
Demência corpos de Lewy 7% 20% 
Outras 29% 5 % 
 
16 
 
doença de Alzheimer são: perda gradual da memória, declínio no 
desempenho para tarefas cotidianas, dificuldade no raciocínio, diminuição do 
senso crítico, desorientação temporal e espacial, mudança de 
comportamento ou da personalidade, dificuldade no aprendizado e 
dificuldades na área da linguagem. ” (PORTAL DA SAÚDE SUS, 2013; apud 
 ADACHI, 2013) 
Simples recordações de algumas horas ou dias atrás, que talvez consideremos 
como certas, não existem mais. Depois disso, mais placas e redes se espalham para 
outras regiões do cérebro, matando célulase comprometendo a função por onde 
passam. Essa propagação é o que causam os diferentes estágios de Alzheimer, do 
hipocampo a doença se espalha para a região do cérebro onde a linguagem é 
processada. Quando isso acontece, fica cada vez mais difícil encontrar a palavra 
certa. Em seguida, a doença se arrasta para a parte frontal do cérebro, onde se 
produzem os pensamentos lógicos, muito gradualmente, a pessoa começa a perder a 
habilidade de resolver problemas, entender conceitos e fazer planos, em seguida as 
placas e redes invadem a parte do cérebro onde as emoções são reguladas, quando 
isso acontece, o paciente perde gradualmente o controle do humor e sentimentos. 
 
A doença de Alzheimer foi diagnosticada pela primeira vez pelo neurologista 
alemão Alois Alzheimer em 1907,quando publicou o caso de um paciente que tinha 
perdido suas faculdades mentais gradualmente em quatro anos, como também foi 
evidenciado pela autópsia post mortem anomalias no cérebro (placas emaranhadas 
neurofibrilares dentro de amiloide e os neurônios).O fato de não ser evidenciado um 
diagnóstico até 1907 não significa que a doença de Alzheimer não existia, já que na 
maioria dos casos, era confundida com outras demências. (Correa 1996; apud 
RIBEIRO ,2016) 
 
Ainda segundo o mesmo autor, depois, a doença se move para onde o cérebro 
faz sentido daquilo que vê, ouve e sente o cheiro, neste estágio, o Alzheimer causa 
estragos nos sentidos da pessoa e pode dar início a alucinações, com o tempo, as 
placas e redes apagam as memorias mais antigas e preciosas da pessoa que estão 
armazenadas aqui, atrás do cérebro. 
Perto do fim, a doença compromete o equilíbrio e a coordenação da pessoa, e 
no último estágio, destrói a parte do cérebro que regula a respiração e o coração. O 
avanço desde um ligeiro esquecimento até a morte é lento e contínuo e acontece em 
 
17 
 
média de 8 á 10 anos. E implacável, e por ora, incurável. Uma vez que existe uma 
maior incidência da demência de Alzheimer nos grupos mais idosos, pretende-se 
abordá-la mais detalhadamente. 
 A demência do tipo Alzheimer, amplamente conhecida por doença de 
Alzheimer, é atualmente o tipo de demência mais frequente no conjunto global das 
demências, podendo representar entre 60% a 70% dos casos de demência. 
 
Fatores de risco 
 
Todos os seres humanos podem vir a desenvolver a doença, mas sendo um 
problema multifatorial o seu aparecimento pode estar dependente de alguns fatores, 
nomeadamente: 
 A idade, na medida em que com o avançar da idade nota-se um aumento 
da probabilidade e prevalência da doença; com o envelhecimento 
progressivo da população, a tendência é para um aumento do número 
de pessoas com doença de Alzheimer; 
 O sexo, já que existe uma maior prevalência no sexo feminino; no 
entanto, esta conclusão pode advir do facto de, por norma, as mulheres 
viverem mais tempo que os homens; 
 Fatores genéticos, ambientais e de nível educacional, apesar da causa 
ainda ser desconhecida, estão certamente implicados no 
desenvolvimento da doença; segundo Pereira e Filho (2001), a maioria 
dos casos é esporádica, mas cerca de 10% das pessoas com doença 
de Alzheimer apresentam história familiar. 
9 FISIOTOLOGIA 
A doença de Alzheimer caracteriza-se, histopatologicamente, pela maciça 
perda sináptica e pela morte neuronal observada nas regiões cerebrais responsáveis 
pelas funções cognitivas, incluindo o córtex cerebral, o hipocampo, o córtex entorrinal 
e o estriado ventral. As características histopatológicas presentes no parênquima 
cerebral de pacientes portadores da doença de Alzheimer incluem depósitos fibrilares 
 
18 
 
amiloides localizados nas paredes dos vasos sanguíneos, associados a uma 
variedade de diferentes tipos de placas senis, acúmulo de filamentos anormais da 
proteína tau e consequente formação de novelos neurofibrilares (NFT), perda 
neuronal e sináptica, ativação da glia e inflamação8. Baseadas nesses marcadores 
neuropatológicos, duas hipóteses principais foram propostas, a fim de explicar a 
etiologia da doença. De acordo com a hipótese da cascata amiloidal, a 
neurodegeneração na doença de Alzheimer inicia-se com a clivagem proteolítica da 
proteína precursora amiloide (APP) e resulta na produção, agregação e deposição da 
substância βamiloide (Aβ) e placas senis9. (BENETTE; COSTA, 2007) 
De acordo com a hipótese colinérgica, a disfunção do sistema colinérgico é 
suficiente para produzir uma deficiência de memória em modelos animais, a qual é 
semelhante à doença de Alzheimer. Cérebros de pacientes portadores da doença de 
Alzheimer mostraram degeneração dos neurônios colinérgicos11, ocorrendo também 
uma redução dos marcadores colinérgicos, sendo que a colina acetiltransferase e a 
acetilcolinesterase tiveram sua atividade reduzida no córtex cerebral de pacientes 
portadores da doença de Alzheimer. 
Segundo Benette, o fator genético é considerado como preponderante na 
etiopatogenia da doença de Alzheimer. Além do componente genético, foram 
apontados como agentes etiológicos a toxicidade a agentes infecciosos, ao alumínio, 
a substâncias reativas de oxigênio (ROS) e a aminoácidos neurotóxicos, e a 
ocorrência de danos em microtúbulos e proteínas associadas. É importante também 
salientar que esses agentes podem ainda atuar por dano direto no material genético, 
levando a uma mutação somática nos tecidos. Cerca de 1/3 dos casos de doença de 
Alzheimer apresenta familiaridade e se comporta de acordo com um padrão de 
herança monogênica autossômica dominante. Esses casos, em geral, são de 
acometimento precoce, e famílias extensas têm sido periodicamente estudadas. Os 
pacientes afetados pela doença de Alzheimer têm 50% de chance de ter filhos também 
afetados pela patologia. 
 
 
19 
 
10 EVOLUÇÃO CLÍNICA 
Na fase inicial verificam-se défices de memória que são normalmente os 
primeiros sinais, nomeadamente, a nível da memória a curto prazo. O indivíduo é 
capaz de relatar detalhadamente acontecimentos passados, mas revela dificuldades 
na sua contextualização temporal e espacial e desorientação, no sentido em que 
perde a noção de tempo. Perde-se na rua, em sítios pouco familiares ou que foram 
alvo de modificações recentes, e perde a noção do mês e ano em que se encontra. 
Posteriormente, esta desorientação afeta também lugares habituais como a própria 
habitação. 
A linguagem vai sofrendo alterações, na medida em que numa primeira fase 
surge afasia nominal, o discurso torna-se impreciso e o pensamento cada vez mais 
concreto. A capacidade de resolução vai-se deteriorando, surgindo dificuldades na 
realização de cálculos, confunde o dinheiro e apresenta dificuldades em tomar 
decisões. Subtilmente, vão surgindo alterações da personalidade, nomeadamente 
egocentrismo, desinibição e apatia. Perde a postura habitual, faz comentários 
inadequados e utiliza palavras inapropriadas. A vida social torna-se caótica, 
esquecendo as obrigações sociais, como por exemplo pagamentos de serviços 
prestados. O autocuidado está igualmente comprometido, já que existe uma 
despreocupação pelo arranjo pessoal e higiene pessoal, esquecendo-se mesmo de 
mudar de roupa e lavar-se. 
 As perturbações do humor revelam-se através da ansiedade e insegurança, 
tornando-se geralmente pessimista, com possível depressão consequente. A apatia é 
progressiva, revelando desinteresse por atividades que eram habitualmente do seu 
agrado. Esta é uma fase em que os familiares adotam uma tolerância excessiva face 
aos défices cognitivos do doente. 
Nas fases mais avançadas da doença as alterações cognitivas vão-se 
acentuando e acabam por levar à perda da autonomia. O doente apresenta apraxia 
(mostrando dificuldades, por exemplo, em abrir uma porta ou vestir-se, acabando por 
não ser capaz de o fazer), e agnosia (dificuldade em interpretar informações 
sensoriais, conduzindo à incapacidade em reconhecer rostos, objetos,lugares, de 
 
20 
 
identificar sons e cheiros). Com estas limitações o indivíduo não consegue identificar 
as pessoas que o rodeiam, sentindo-se cada vez mais ausente e ficando tudo cada 
vez mais estranho e confuso. 
A afasia aumenta e a linguagem torna-se restrita a poucas palavras, perdendo 
progressivamente a capacidade de comunicar verbalmente. As alucinações e as 
distorções perceptivas são frequentes nas fases avançadas. O doente é incapaz de 
reconhecer a sua imagem refletida num espelho, vê objetos e pessoas estranhas 
dentro da sua própria habitação, acredita que está a ser observado pela televisão e 
não reconhece a casa onde reside, chegando a acusar os familiares de sequestro. 
Relativamente aos fenómenos delirantes, surgem em cerca de um terço dos doentes, 
sustentados por ideias como estar a ser roubado, que o cônjuge lhe é infiel e que as 
pessoas com quem vive planeiam algo grave contra si. Com a evolução da doença, a 
agitação agrava-se e o indivíduo torna-se hostil, com atitudes de agressividade, gritos 
e até violência, que se agrava no final do dia. A deambulação é de igual modo uma 
das formas da agitação. O indivíduo desloca-se continuamente pela casa sem objetivo 
ou motivo aparente. O ritmo de sono-vigília também está alterado. O indivíduo passa 
longos períodos acordado durante a noite, adormecendo apenas por curtos períodos. 
Há uma progressiva perda de autonomia, necessitando de uma terceira pessoa para 
a satisfação das suas necessidades. (BENETTE; COSTA, 2007) 
Na fase terminal do processo demencial a inércia instala-se. O doente entra em 
mutismo e raramente reconhece os familiares. Deixa de ter reflexos de marcha, 
perdendo a postura ereta e permanece grande parte do tempo no leito. Há limitações 
a nível dos vários domínios do autocuidado, nomeadamente a nível da alimentação, 
da eliminação urinária e intestinal, e problemas de saúde tais como obstipação, 
infeções respiratórias ou urinárias, e úlceras de pressão surgem ou agravam-se. 
 
 
21 
 
 
Fonte::hypescience.com 
11 ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO 
O tratamento das demências deve ser personalizado e adaptado a cada caso, 
no qual se incluem estratégias farmacológicas e não farmacológicas. Deve-se ter 
sempre presente que não existem demências, mas sim doentes com demência. Para 
cada doente é fundamental elaborar um plano de cuidados específico, reformulado de 
acordo com a evolução da situação. A farmacoterapia deve ser complementada por 
estimulação cognitiva global, psicoterapia, musicoterapia, cuidados de enfermagem, 
etc. 
12 INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS 
Este tipo de intervenção deve ter em atenção a etiologia da demência e o 
conjunto de perturbações associadas. Ainda não existe um tratamento que possibilite 
a remissão da demência, mas já é possível obter, em certos casos, a diminuição da 
velocidade de progressão e a estabilização das perturbações cognitivas e 
psicocomportamentais. 
O tratamento farmacológico para a demência incide, essencialmente, ao nível 
dos inibidores das colinesterases (tacrina; donepezilo; rivastigmina; galantamina) e ao 
nível dos antagonistas dos receptores glutamatergicos (memantina). 
 
 
22 
 
Na decisão sobre terapêutica deve-se ponderar sobre as repercussões dos 
sintomas psiquiátricos e comportamentais e o risco dos efeitos adversos dos 
medicamentos, tendo sempre como principal objetivo o bem-estar do doente. O 
tratamento de alguns sintomas é fundamental e pode fazer a diferença entre a 
manutenção do doente no domicílio ou a sua institucionalização. 
13 INTERVENÇÕES NÃO FARMOLÓGICAS 
 
Fonte:vidanutritiva.net 
A Atenção Psicossocial é vista aqui como parte do que se costuma chamar de 
“Clínica Ampliada”, na qual o tratamento medicamentoso, a atenção psicológica, o 
estímulo à participação da família são essenciais e inter-relacionados desse modo, 
um conjunto de cuidados integrados e articulados é imprescindível como forma de 
apoio na gestão do bem estar e da qualidade de vida do paciente (TENÓRIO, 2001 
APUD SANTOS 2008 ). 
 
A necessidade de melhorar a qualidade de vida dos doentes com demência e 
das suas famílias tem contribuído para uma maior sensibilização sobre a importância 
dos programas de reabilitação. 
Independentemente das técnicas que se utilizem, as intervenções não 
farmacológicas assentam em grande parte na reabilitação, entendendo esta como a 
participação ativa da pessoa com incapacidade no sentido de reduzir o impacto da 
doença e as dificuldades no quotidiano. 
 
23 
 
As técnicas com possibilidades de serem utilizadas englobam modalidades de 
intervenção psicoterapêutica cujos principais objetivos são: promover ou manter a 
autonomia; melhorar a função cognitiva ou evitar o seu agravamento brusco; melhorar 
o estado de saúde geral; estimular as capacidades cognitivas, a identidade pessoal e 
a autoestima e minimizar o stress. As principais modalidades de intervenção são: 
 
 Estimulação cognitiva: dirige-se essencialmente à esfera mnésica como 
forma de treinar a memória, atenção, o processamento da informação, 
etc.; 
 Terapia de orientação para a realidade: é um conjunto de técnicas 
simples nas quais se proporciona informação básica (orientação 
temporal); 
 Terapia por reminiscência: pretende-se que a doente reviva 
acontecimentos agradáveis como forma de estimulação da memória; 
 Musicoterapia: é uma técnica que permite o relaxamento, diminui a 
ansiedade e facilita o contato com os outros. 
 Existe também outro tipo de estratégias que pretendem contribuir para a 
promoção de um envelhecimento ativo e saudável e para a criação de 
respostas adequadas às necessidades da população idosa, tais como: 
 Cuidados de enfermagem: visam maximizar as potencialidades do 
idoso, minimizando a sua dependência; 
 Apoio psicológico: intervém a nível psicológico integrado num plano 
estruturado e individualizado de suporte à díade idoso/família; 
 Apoio social: visa essencialmente modificar o meio do idoso, de modo a 
tornar mais favorável o seu quotidiano; 
 Convívio social: assenta no objetivo de permitir aos idosos que 
permaneçam integrados e motivados na vida laboral e social; 
 Intervenção familiar: através de programas que, numa abordagem 
psicoeducativa, envolvem aspetos relacionados com o conhecimento da 
própria doença; 
 Psicoeducação: é uma técnica que visa melhorar a compreensão e 
atitude pelos doentes e sua família, face à demência; é encarada como 
parte do tratamento e está enquadrada no projeto terapêutico. 
 
24 
 
 
Todo este conjunto de intervenções tem aqui um papel fundamental, como 
também na estimulação e preservação das capacidades da pessoa com doença de 
Alzheimer. Pretende orientá-la e à família/cuidadores para melhorar a respectiva 
qualidade de vida, com melhores e maiores cuidados, preservando ou retardando a 
deterioração progressiva e o estresse dos prestadores de cuidados. Uma correta 
avaliação inicial de forma a detectar as necessidades, com adequada formulação de 
diagnósticos, leva a poder intervir de forma eficaz, obtendo resultados que tragam 
ganhos em saúde para a pessoa cuidada e para o cuidador. 
De salientar que qualquer técnica a implementar deverá ter por base uma 
avaliação neuropsicológica exaustiva, de modo a identificar os défices e as funções 
que podem ser estimuladas, o tipo de demência e o estádio em que se encontra. 
14 QUAL A LIGAÇÃO ENTRE DEMÊNCIA E DOENÇA DE ALZHEIMER 
Se anteriormente referimos que a demência inclui alterações cognitivas 
provocadas por alterações a nível cerebral, mais concretamente a nível neuronal, é 
aqui que a ligação se estabelece. A doença de Alzheimer é a principal causa de 
demência, responsável por cerca de 60 a 80% dos casos. 
Trata-se de uma doença neurodegenerativa, uma vez que leva à morte 
progressiva dos neurónios, irreversível e de evolução lenta; como tal, existem 
alterações cerebrais específicas associadasà doença. Verifica-se uma acumulação 
anormal da proteína beta-amiloide, que leva à formação de várias placas entre os 
neurónios, e no interior dos mesmos é possível observar a formação de tranças 
fibrilares, causada pela agregação anormal da proteína tau. A conjugação destas 
alterações leva a danos ao nível das ligações entre os neurónios (sinapses), que 
acabam por provocar a morte dos mesmos. 
 
 Se compararmos um cérebro “saudável” com um cérebro de uma pessoa com 
doença de Alzheimer, este segundo terá um tamanho consideravelmente menor 
devido à morte neuronal que é característica da doença. Estas alterações cerebrais 
ocorrem de forma gradual e têm início vários anos antes dos primeiros sinais de alerta 
 
25 
 
se manifestarem. À medida que se vão acumulando e desenvolvendo, estas 
alterações neuronais são responsáveis pelo agravamento e deterioração quer das 
funções cognitivas da pessoa, quer da sua capacidade de desempenho e autonomia 
diária (Diamond, 2011). 
 
Para além da doença de Alzheimer, existem ainda outras causas que estão na 
origem da demência e que constituem outros tipos de demência. A cada um deles 
estão associados sintomas diferentes e distintos, bem como alterações cerebrais 
distintas. 
15 QUAL A CAUSA DA DOENÇA DE ALZHEIMER? 
 
Fonte:vitalmente.com 
Atualmente, e de acordo com os resultados obtidos em vários estudos e 
trabalhos científicos, podemos afirmar que os investigadores detêm um maior 
conhecimento acerca das alterações químicas que afetam e danificam as células 
cerebrais nos casos de Doença de Alzheimer. No entanto, a causa para estes 
fenômenos ainda não foi descoberta. 
 
 Apesar de tudo, é consensual na comunidade científica a ideia de que, tendo 
em conta a complexidade da doença, esta tenha uma origem multifatorial, resultando 
da combinação de vários fatores de risco. 
 
26 
 
16 QUAIS OS FATORES DE RISCO PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER? 
Em primeiro lugar, importa ressalvar que quando falamos de fatores de risco, 
estamos a referir-nos a características da própria pessoa, a características do seu 
estilo de vida e do ambiente/contexto onde se insere, e que poderão contribuir para 
uma maior probabilidade de vir a ter doença de Alzheimer ou outro tipo de demência 
(Diamond, 2011). 
 
Em seguida, vamos enumerar os principais fatores de risco que são atualmente 
indicados e confirmados por vários estudos científicos divididos em dois grandes 
grupos: fatores de risco não-modificáveis e fatores de risco modificáveis. 
 
Relativamente aos fatores de risco não-modificáveis, temos os seguintes: 
 
 Idade: é o principal fator de risco para a doença de Alzheimer, uma vez 
que a prevalência aumenta significativamente à medida que as pessoas 
ultrapassam os 65 anos de idade; 
 História familiar: pessoas que tenham um parente com doença de 
Alzheimer (irmão ou irmã) têm maior probabilidade de desenvolver a 
doença, comparativamente com pessoas que não tenham. Este risco 
aumenta caso o grau de parentesco seja de 1º grau (pai ou mãe), ou 
caso exista mais do que um familiar com diagnóstico; 
 Alterações genéticas: através de vários estudos, foram descobertos 
alguns genes que aumentam a probabilidade de diagnóstico de doença 
de Alzheimer. O mais estudado e comprovado até hoje é o gene APOE-
e4. Ao nascermos, todos herdamos uma cópia do gene APOE de cada 
um dos nossos pais; no entanto, aqueles que herdam uma cópia da 4ª 
variante do gene (o APOE-e4) têm uma maior probabilidade de 
desenvolver doença de Alzheimer. Caso herdem duas cópias, têm um 
risco ainda mais elevado. No entanto, importa ressalvar que, em ambos 
os casos, trata-se de uma questão de maior probabilidade e não de 
certeza/confirmação de diagnóstico. 
 
 
27 
 
Quando falamos em fatores de risco modificáveis, referimo-nos aos seguintes: 
consumo excessivo de álcool; obesidade; fumar; hipertensão; colesterol elevado; 
diabetes (tipo 2); depressão; isolamento e traumas cerebrais. 
17 COMO REDUZIR O RISCO DE DESENVOLVER DOENÇA DE ALZHEIMER OU 
OUTRO TIPO DE DEMÊNCIA? 
Uma vez que a causa e a cura para a doença de Alzheimer ainda permanecem 
desconhecidas, a adopção de um estilo de vida saudável e a redução de 
comportamentos/hábitos como os anteriormente mencionados, assumem uma 
elevada pertinência e significado na tentativa de reduzir o risco de desenvolver doença 
de Alzheimer ou outro tipo de demência. 
 
Como tal, e de acordo com a Alzheimer Austrália, que desenvolve o programa 
Hour Brain Matters, aqui ficam cinco “sugestões” de comportamentos/estilos de vida 
que reduzem o risco de termos doença de Alzheimer ou outro tipo de demência, 
assentes no pressuposto de que certas medidas preventivas podem de facto ser 
benéficas para a saúde do nosso cérebro. 
 
 Cuide do seu coração. 
Muitas pessoas desconhecem o facto de existir uma forte relação entre a saúde 
do nosso coração e a saúde do nosso cérebro, isto é, aquilo que é benéfico para o 
coração é também benéfico para o cérebro. Como tal, é importante adotar alguns 
comportamentos ou modificar alguns estilos de vida, como por exemplo: 
controlar/verificar a pressão sanguínea de forma regular; evitar fumar; controlar o peso 
e realizar exames de rotina com alguma frequência. 
 Pratique exercício físico. 
São vários os estudos que comprovam a importância do exercício físico para um 
melhor funcionamento cerebral e o seu impacto na redução do risco de desenvolver 
algum tipo de demência. Para além de estimular a corrente sanguínea até ao cérebro, 
o exercício físico está também associado a um maior volume cerebral, bem como 
estimula o crescimento e as ligações entre as células cerebrais (neurónios). 
 
28 
 
 
Apesar de ainda não ser consensual e clara a quantidade de exercício 
necessária, ou a periodicidade necessária para reduzir o risco, sugere-se a prática 
diária de exercício (moderado a intenso) com a duração de 30 minutos. Ficam em 
seguida algumas sugestões: praticar caminhadas regularmente (contribui para o 
aumento do tamanho do hipocampo, área cerebral responsável pela memória); 
dançar; nadar; andar de bicicleta; treino de resistência. 
 Desafie o seu cérebro. 
Investigadores descobriram que quando desafiamos o nosso cérebro com novas 
tarefas e atividades, estamos a estimular e promover a criação de novas ligações 
neuronais e a fortalecer as existentes. Desta forma, estamos a possibilitar que o nosso 
cérebro tenha uma maior “reserva” que lhe permita melhor lidar e manter-se funcional, 
caso se venha a verificar algum dano ou morte neuronal. Ficam em seguida algumas 
sugestões: envolver-se em hobbies de acordo com os seus interesses; aprender algo 
novo ex: tocar um instrumento musical); ler e pesquisar ou aprofundar temas de 
acordo com os seus interesses. 
 Mantenha uma dieta saudável. 
Apesar de não existirem evidências estatísticas significativas que nos indiquem 
se existem alimentos específicos que reduzam o risco de desenvolvermos demência, 
há, no entanto, estudos que sugerem que uma dieta saudável e equilibrada poderá 
contribuir para manter o cérebro saudável e em bom funcionamento. No entanto, 
deixamos de seguida algumas recomendações quanto à dieta alimentar, retiradas de 
uma guideline australiana uma vez que se acredita terem um forte impacto na redução 
do risco de doenças cardiovasculares e também de demência (Farrow, 2010): evitar 
o consumo de gorduras saturadas; comer duas peças de fruta por dia; comer cinco 
porções de legumes por dia; consumir alimentos ricos em ómega 3 (ex: peixes e 
nozes) e não beber mais do que dois copos de vinho por dia. 
 Mantenha-se socialmente ativo. 
Vários estudos demonstraram o efeito positivo das interações sociais, sobretudo 
no que diz respeito à diminuição do risco de desenvolver algum tipo de défice cognitivo 
 
29 
 
ou demência. Acredita-se ainda que a conjugação de atividades sociais com o 
exercício físico e/ou mentalpoderá diminuir ainda mais este risco. 
 Como tal, é fundamental que as pessoas se mantenham envolvidas em 
atividades na comunidade, que estas sejam do seu interesse e na qual participem 
pessoas significativas, cuja companhia seja do seu agrado. Deixamos de seguida 
alguns exemplos: conversar com familiares e amigos (melhor ainda, conversar 
enquanto fazem uma caminhada); ir ao teatro ou assistir a um concerto; manter 
contato com os vizinhos; integrar um grupo de voluntariado. 
Para além destes cinco tópicos, a Alzheimer Austrália alerta ainda para a 
importância de evitarmos traumatismos cranianos, sobretudo situações graves que 
envolvam a perda de consciência, uma vez que existe um maior risco de demência 
associado. (SAMPAIO, 2006) 
 
Como tal, é fundamental que se proteja adequadamente a cabeça aquando da 
prática de certo tipo de atividades (ex: andar de bicicleta ou andar de motorizada), e 
se procure minimizar o risco de queda, sobretudo nas pessoas mais idosas. 
 
Por último, é ainda referida a importância de controlar e prevenir (novos) 
episódios e estados depressivos, uma vez que existem cada vez mais estudos que 
apontam para uma relação de risco entre a depressão e a demência. 
18 COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE DOENÇA DE ALZHEIMER? 
De acordo com Bouse (1994) citado por Ribeiro (2016) para realizar uma 
avaliação semiológica mais detalhada nos pacientes com doença de 
Alzheimer, são recomendados também testes neuropsicológicos que 
permitam confirmar o diagnóstico de demência e quantificar o grau da 
mesma, assim como aprofundar o conhecimento do perfil neuropsicológico 
da deterioração mental da DA, avaliar seu curso evolutivo e as possíveis 
respostas terapêuticas. 
 
Não existe um teste único que permita realizar o diagnóstico de doença de 
Alzheimer. Este processo é feito por exclusão, isto é, através de diferentes 
abordagens terapêuticas os médicos especialistas (neurologista ou psiquiatra) 
 
30 
 
avaliam o estado de saúde da pessoa e procuram identificar outras condições ou 
patologias que possam levar ao mesmo tipo de sintomas. Após excluir todas as 
hipóteses (algumas delas reversíveis), o médico poderá assim determinar se se trata 
de um caso de doença de Alzheimer ou de outro tipo de demência (Mendes et al. 
2005). 
 
Este é um processo complexo, uma vez que envolve várias etapas e envolve 
obrigatoriamente os seguintes exames / dados: 
 História clínica e familiar da pessoa: obtida através da própria pessoa e 
adjuvada com informação do cuidador principal; é também fundamental 
que sejam mencionados os sinais de alerta manifestados, o início dos 
mesmos e as alterações observadas nas atividades de vida diária; 
 Análises laboratoriais ao sangue e urina: de modo a excluir outro tipo de 
patologias ou estados de saúde decorrentes de alterações ao nível da 
função hepática, função renal, tiroideia, vitamina B12, ácido fólico, etc; 
 Avaliação neuropsicológica: através de vários testes de pergunta -
resposta, que irão avaliar e quantificar o desempenho da pessoa ao nível 
das várias funções cognitivas (memória, linguagem, cálculo, orientação, 
etc.) - exames de imagem: é geralmente realizada uma TAC crânio-
encefálica, bem como uma ressonância magnética, no sentido de detectar 
possíveis alterações cerebrais já existentes. 
19 QUAL É A IMPORTÂNCIADE UM DIAGNÓSTICO PRECOCE? 
Por vezes, e na grande maioria dos casos de Doença de Alzheimer, os 
primeiros sinais ou sintomas da doença são ignorados ou desvalorizados pela própria 
pessoa e pelos seus familiares, uma vez que existe alguma dificuldade em distinguir 
o que são alterações próprias do envelhecimento e o que poderão ser sinais de alerta. 
Apresentamos de seguida um quadro que compara sinais de alerta típicos da doença 
de Alzheimer ou de outra demência, com sinais relativos a alterações próprias do 
envelhecimento. 
 
 
31 
 
No entanto, à medida que a doença vai evoluindo, vão surgindo sintomas mais 
notórios, que começam a afetar o desempenho da pessoa em certas atividades do 
dia-a-dia, sobretudo naquelas que exigem uma maior capacidade de raciocínio e de 
análise/interpretação e consequente resposta (ex: gerir as compras da casa, gerir a 
medicação, etc.). Nalguns casos, é a própria pessoa que identifica nela mesma estas 
alterações, enquanto noutros casos são os familiares mais próximos (cônjuge e/ou 
filhos) que se vão apercebendo e observando as alterações na memória, no 
comportamento e na capacidade de desempenho. 
 
O conhecimento destes sinais de alerta é fundamental para que se consiga 
alcançar um diagnóstico cada vez mais precoce, que permite e promove a 
oportunidade de a pessoa se “ajustar”, adaptar e reagir ao diagnóstico, bem como 
participar ativamente no planeamento do seu futuro (Leifer, 2003). 
 
1 - Perda de memória que afeta a rotina diária. 
 Esquecimento de informações recentes (défices na memória a curto - 
prazo). 
 Repetir várias vezes a mesma questão, ou repetir temas de conversa 
após um curto período de tempo. 
2 - Dificuldade em planear ou resolver problemas. 
 Perder a capacidade de desenvolver e seguir um plano de trabalho. 
 Ter dificuldade em seguir uma receita familiar. 
 Ter dificuldade em lidar com números e gerir as contas mensais. 
3 - Dificuldade em executar tarefas familiares. 
 Ter dificuldades em executar tarefas diárias habituais (ex: cozinhar, 
vestir-se). 
 Ter dificuldades em conduzir até um local conhecido. 
4 -Perda da noção de tempo e/ou lugar. 
 Perder a noção de datas, estações do ano e da passagem do tempo. 
 Ter dificuldades em entender alguma coisa que não esteja a acontecer 
naquele preciso momento. 
 Esquecer-se onde está no momento, ou como chegou até lá. 
5 - Dificuldade em perceber imagens visuais e relações especiais. 
 
32 
 
 Ter dificuldades na leitura. 
 Ter dificuldades em calcular distâncias e determinar uma cor ou o 
contraste. 
6 - Problemas de linguagem. 
 Ter dificuldades em acompanhar ou inserir-se numa conversa. 
 Parar a meio de uma conversa e não saber como continuar ou repetir 
várias vezes a mesma coisa. 
 Ter dificuldades em encontrar palavras adequadas para se expressar ou 
dar nomes errados às coisas. 
7 - Trocar o lugar das coisas. 
 Colocar objetos em lugares desadequados (ex: os óculos no frigorífico). 
 Perder objetos e não ser capaz de voltar atrás no tempo para se lembrar 
de quando ou onde os usou. 
 Acusar os outros de lhe roubar as suas coisas. 
8 - Discernimento fraco ou diminuído. 
 Não ser capaz de perceber/identificar situações de burla, e ceder a 
pedidos de dinheiro. 
 Vestir-se desadequadamente consoante a estação ou ocasião. 
 Não ir logo ao médico quando tem uma infeção, pois não reconhece a 
infeção como algo problemático. 
9 - Afastamento do trabalho e da vida social. 
 Começar a abandonar os hobbies, atividades sociais, projetos de 
trabalho ou desportos favoritos. 
 Evitar situações de interação social, com receio que as outras pessoas 
se apercebam das suas dificuldades. 
 Maior isolamento e tendência para querer ficar em casa. 
10 - Alterações de humor e personalidade 
 Tornar-se confuso (a), desconfiado (a), deprimido (a), com medo ou 
ansioso (a). 
 Irritar-se com facilidade em casa, no trabalho, com os amigos ou em 
locais onde se sinta fora da sua “zona de conforto”. 
 Súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – 
sem que haja qualquer razão para tal facto. 
 
33 
 
20 COMO É QUE A DOENÇA DE ALZHEIMER PROGRIDE? 
Como já referido anteriormente, a doença de Alzheimer é progressiva e 
degenerativa, pelo que vai piorando e agravando ao longo do tempo. São 
habitualmente sugeridas três fases que descrevem a evolução da doença e a forma 
como as capacidades da pessoa se vão alterando ao longo do tempo (Alzheimer fase 
inicial / ligeira; fase intermédia / moderada; fase final / avançada / grave. Importa 
salientarque cada pessoa tem o seu padrão de evolução e que a velocidade com que 
as suas capacidades se deterioram também difere de caso para caso. No entanto, 
existem alguns padrões que são comuns a todos os casos e que permitem a sugestão 
da existência destas três fases, que pretendem ser um guia geral acerca do que 
esperar com a evolução da doença (Sereniki; Vital, 2008) 
 
O quadro seguinte indica algumas características e comportamentos mais 
frequentes em cada uma das diferentes fases. 
 
FASE INICIAL / LIGEIRA 
- Maior apatia 
- Perder interesse em hobbies 
- Maior lentidão na compreensão de ideias complexas 
- Demorar mais tempo a completar tarefas habituais/rotineiras 
- Esquecer-se de acontecimentos / informações recentes 
- Dificuldade em lidar com dinheiro 
- Perda de espontaneidade 
- Alterações na personalidade e no humor (estar mais irritado (a), ansioso ou 
preocupado quando falha alguma tarefa) 
FASE INTERMÉDIA / MODERADA 
- Esquecimentos cada vez mais frequentes 
- Tornar-se muito repetitivo (a) 
- Memória a longo-prazo está geralmente preservada, mas por vezes 
confundem ou esquecem alguns detalhes de acontecimentos passados 
 
34 
 
- Perder-se com facilidade 
- Maior confusão relativamente ao tempo e ao espaço 
- Ter muita dificuldade em realizar operações de cálculo simples 
- Esquecer-se do nome de familiares ou amigos, ou confundir membros da 
família entre si 
- Dificuldades ao nível da linguagem, da escrita e da leitura 
- Inquietação, agitação, ansiedade e deambulação – Sobretudo ao final da tarde 
ou à noite 
- Comportamentos socialmente inapropriados 
- Alucinações, delírios, paranoia e irritabilidade 
- Incapacidade de realizar tarefas que envolvem etapas e sequências (ex: 
vestir-se, pôr a mesa, cozinhar) 
- Dificuldade em reconhecer familiares e amigos 
 FASE AVANÇADA / GRAVE 
- Não reconhecer familiares ou amigos 
- Não ser capaz de comunicar oralmente 
- Perda da capacidade de compreender o discurso dos outros - Dependência 
total ao nível da higiene, alimentação, vestir, etc. 
- Perda da capacidade de andar – na cama todo o dia 
- Incontinência total (urinária e fecal) 
- Dificuldade em engolir e mastigar alimentos 
- Perda de peso 
- Risco elevado de úlceras de pressão: 
 
 
35 
 
21 TRATAMENTO E MEDICAÇÃO PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER? 
 
Fonte:www.tacerto.com 
De acordo com Lozano (1977) citado por Ribeiro (2016) aproximadamente 
em 80% dos casos é a família quem se responsabiliza pelo enfermo. Em 
muitas vezes isso é feito em condições dramáticas e sem nenhum tipo de 
ajuda, subvenção (subsídio ou auxílio pecuniário, informação, apoio ou 
consideração. 
Apesar do grande avanço em termos de fisiopatologia e de marcadores das 
demências ocorridos na última década, o tratamento ainda é pouco eficaz sobre a 
melhora dos sinais e sintomas e sobre o curso clínico, principalmente na DA. Não há, 
ainda no caso de demências de etiologia neurodegenerativa, tratamento capaz de 
evitar a progressão da doença. Tanto os tratamentos não medicamentosos quanto os 
medicamentos podem apenas reduzir a velocidade das perdas, diminuindo o uso de 
antipsicóticos que podem ser nocivos e aumentar a mortalidade em pacientes com 
demência. (GUERRA, 2017) 
 
O tratamento inicial é realizado com inibidores da enzima acetilcolinesterase, 
objetivando aumentar a disponibilidade de acetilcolina na fenda sináptica. O déficit 
colinérgico é o principal marcador fisiopatológico da DA e da doença de Lewy, por 
exemplo. Essa classe de drogas pode ter algum efeito eficaz entre pacientes com 
demência até o momento. Portanto, os inibidores da acetilcolinesterase somente são 
indicados a casos de DA, doença de Lewy e demência vascular. 
 
36 
 
 
 
Para além desta intervenção farmacológica, existe ainda a intervenção não-
farmacológica. De acordo com o projecto European Collaboration on Dementia 
(Eurocode), conduzido pela Alzheimer Europe e financiado pela Comissão Europeia, 
o tratamento da doença de Alzheimer deve conciliar estes dois tipos de tratamentos. 
 
Quando falamos em tratamento não farmacológico, estamos a referir-nos a um 
conjunto de intervenções não químicas que procuram, entre outros aspectos. 
Maximizar o funcionamento cognitivo da pessoa (retardar a evolução do doença e 
consequente perda de capacidades); 
 
 Ajudar no processo de adaptação à doença; 
 Diminuir a sobrecarga dos cuidados prestados pelo cuidador. 
 
21.1 Incapacidade cognitiva 
A cognição é o conjunto de funções cerebrais formadas pela memória 
(capacidade de armazenamento de informações), função executiva (capacidade de 
planejamento, antecipação, sequenciamento e monitoramento de tarefas complexas), 
linguagem (capacidade de compreensão e expressão da linguagem oral e escrita), 
praxia (capacidade de executar um ato motor), gnosia (capacidade de reconhecimento 
de estímulos visuais, auditivos e táteis) e função visuoespacial (capacidade de 
localização no espaço e percepção das relações dos objetos entre si). O 
funcionamento integrado destas funções nos permite interagir com as pessoas e com 
o mundo, com o objetivo de resolvermos as dificuldades do cotidiano, é responsável 
pela nossa capacidade de decidir, que, juntamente com o humor (motivação), é 
fundamental para a manutenção da autonomia. A individualidade é resultante do 
 
37 
 
acúmulo de conhecimentos da nossa história e da cultura que herdamos. A perda da 
cognição ou incapacidade cognitiva é, portanto, o “desmoronamento” ou o 
“apagamento” da identidade que nos define como ser pensante. 
 
O envelhecimento fisiológico não afeta a cognição de forma significativa. Ocorre 
uma atrofia do sistema nervoso central, o que pode ser percebido em toda tomografia 
computadorizada de crânio. O lobo frontal parece ser a região mais acometida, de 
forma irregular. As únicas consequências são maiores lentificações no processamento 
cognitivo, redução da atenção (déficit atentivo), maior dificuldade no resgate das 
informações aprendidas (memória de trabalho), redução da memória prospectiva 
(“lembrar-se de lembrar”) e memória contextual (dificuldades com detalhes). Estas 
alterações não trazem nenhum prejuízo significativo na execução das tarefas do 
cotidiano. As alterações dos órgãos dos sentidos (visão, audição, entre outros) 
dificultam o acesso às informações e ao aprendizado. 
 
Desta forma, o envelhecimento normal é aquele apresentado por Dona 
Conceição, que mantém sua capacidade de resolver os problemas do dia-a-dia, 
embora de forma mais lenta. Por outro lado, Dona Ofélia apresenta “lapsos de 
memória” preocupantes, pois estão trazendo importantes repercussões no seu 
funcionamento habitual. Ela não é mais capaz de resolver os problemas da casa, como 
fazer compras, controlar as finanças, sair sozinha e cozinhar. Portanto, não podemos 
atribuir estas mudanças ao envelhecimento normal. 
 
38 
 
 
22 COMO SE SUSPEITA DE DEMÊNCIA? 
Demência significa a perda do funcionamento harmonioso das funções 
cognitivas e comportamentais, comprometendo a autonomia e a independência do 
indivíduo. A prevalência de demência é estimada em cerca de 5% da população idosa 
em geral e aumenta com a idade, dobrando a cada cinco anos, aproximadamente, 
após os 65 anos de idade. Em Catanduva, no Brasil, a prevalência de demência foi 
de 7,1% entre os habitantes com 65 anos ou mais; 1,6%, entre os de 65 a 69 anos; 
3,2%, entre os de 70 a 74 anos; 7,9%, entre os de 75 a 79 anos; 15,1%, entre os de 
80 a 84 anos e 38,9%, entre os maiores de 85 anos. 
 
Segundo o DSM IV-TR, Manual de Classificação de Doenças Mentais da 
Associação Americana de Psiquiatria (2002), o diagnóstico de demência deve ser 
dado na presença de múltiplos déficits cognitivos, que incluem o comprometimento da 
memória e outra função cognitiva (linguagem, função executiva, gnosia e praxia). A 
repercussão deve ser grave o suficiente para comprometer o funcionamentosocial e 
ocupacional (atividades de vida diária) e representar um declínio em relação a um 
nível anteriormente avaliado. O diagnóstico não pode ser dado exclusivamente 
Figura 1 – Esquema do esquecimento 
Fonte: Moraes (2008). 
 
39 
 
durante o curso de um delirium (confusão mental aguda), nem ser explicado por 
doença psiquiátrica, como depressão maior e esquizofrenia. 
 
As queixas relacionadas à memória seguem, normalmente, uma hierarquia 
cronológica. Inicialmente, o déficit é secundário ao comprometimento da memória e é 
descrito como esquecimento para fatos recentes, perda de objetos, acidentes 
domésticos, desorientação temporal e espacial, e repetição de fatos, respeitando o 
gradiente temporal (memória episódica recente, intermediária e remota). Com a 
evolução da doença, há maior comprometimento da memória, com empobrecimento 
do conhecimento do mundo, nomeação inadequada, discurso pobre e dificuldade de 
compreensão de conceitos. Em fases mais avançadas da doença, o paciente 
apresenta, inclusive, dificuldades de repetir instruções simples (memória de curto 
prazo). 
 
Afasia – alterações da linguagem representadas pela presença de: 
 Anomia (dificuldade de nomeação de objetos ou de achar a palavra 
apropriada); 
 Circunlóquios explicativos (invenção de histórias para justificar a 
dificuldade cognitiva, rodeio de palavras); 
 Parafasias (substituição de palavras); 
 Logorréia (fala incessante), discurso pobre, termos vagos (coisa, troço), 
neologismos, erros gramaticais e frases inacabadas. 
 
Disfunção executiva – percebida pela presença de: 
 Desatenção, distração; 
 Dificuldade na realização de atividades que exigem sequenciamento, 
planejamento e mudança de estratégias (fazer a barba, fazer compras, 
sair de casa); 
 Perseveração motoras ou verbais (rituais); 
 Dificuldade na resolução de problemas do cotidiano ou de tomar 
decisões; 
 Inadequação no julgamento de situações ou problemas do cotidiano. 
 
 
40 
 
O comprometimento do lobo frontal também está associado à desregulação do 
comportamento social e controle das emoções, com desinibição, inquietação motora, 
perambulação, jocosidade inadequada, hipersexualidade, hiperfagia, agressividade, 
comportamento antissocial, labilidade emocional, apatia sem o colorido negativista do 
deprimido e sem ideação suicida, perda de iniciativa ou motivação, desinteresse por 
atividades ou passatempos e irritabilidade. Apraxia – é a incapacidade de executar 
atividades motoras, apesar do funcionamento motor intacto. Caracteriza-se pela 
dificuldade para vestir-se, amarrar os sapatos, pentear o cabelo, andar, cozinhar, 
acender o cigarro, usar a chave, entre outros. 
 
Agnosia – é a incapacidade de reconhecer ou identificar objetos, apesar do 
funcionamento sensorial intacto. O paciente ou familiar menciona dificuldade de 
decodificação ou reconhecimento do estímulo, na ausência de comprometimento dos 
órgãos do sentido. Nas fases avançadas ocorre agnosia de objetos, cores e faces 
(prosopagnosia). 
23 QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA DEPRESSÃO, DELIRIUM 
E DOENÇA MENTAL? 
As desordens depressivas representam um grupo de entidades clínicas ou 
síndromes independentes caracterizadas pela baixa do humor e variabilidade na 
gravidade. Deve ser diferenciada de tristeza, ou seja, existe a depressão-sintoma e a 
depressão-doença. A tristeza é um sentimento presente em vários momentos da vida. 
Por exemplo: na reação ao luto, a tristeza está presente, mas é insuficiente para 
inviabilizar completamente os projetos de vida da pessoa, que preserva o interesse 
em algumas atividades. 
 
Shader (2005) citado por Furlanetto, (2006) observa que, na sua experiência 
clínica, a desmoralização per se geralmente não responde aos antidepressivos, 
embora agentes dopaminérgicos possam ocasionalmente ser úteis. Os clínicos, uma 
vez que reconheçam a presença de desmoralização, devem trabalhar com o paciente 
para promover o sentimento de capacidade, domínio (mastery) e o retorno da 
esperança. Encorajamento, suporte e educação são essenciais. Esforços para 
 
41 
 
restabelecer o sentimento de capacidade devem ser empregados e ser consistentes 
com o nível de compreensão e as atitudes do paciente. 
 
 O paciente supera a perda progressivamente, num período variável de 4 a 12 
meses. O envelhecimento está associado a diversas perdas, desde familiares 
queridos, cônjuges, filhos, perda do prestígio social e do nível socioeconômico e, 
finalmente, da própria independência física. Entretanto, estas perdas são superáveis 
e podem permitir uma vida psíquica normal. A depressão maior é, atualmente, a 
principal causa de incapacidade no mundo moderno e constitui-se em verdadeira 
“epidemia silenciosa”, cuja importância na morbimortalidade geral se aproxima aos 
observados nas doenças crônico-degenerativas. No idoso, a depressão maior está 
associada a vários sintomas somáticos, que dificultam o diagnóstico. A prevalência de 
depressão maior varia de 10%, nos idosos residentes na comunidade, até 30%, nos 
idosos institucionalizados. Os critérios diagnósticos de depressão maior, segundo o 
DSM-IV, incluem a presença de cinco ou mais sintomas durante o período de duas 
semanas (todos os dias ou quase todos os dias) e que representaram uma alteração 
do seu funcionamento anterior. Pelo menos um dos sintomas é humor deprimido ou 
perda do interesse ou prazer (anedonia): Interesse ou prazer acentuadamente 
diminuídos: o idoso deixa de sentir prazer com atividades que anteriormente eram 
agradáveis, tendendo ao isolamento social e familiar; Humor deprimido indicado por 
relato subjetivo (sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa) ou 
observação feita por outros: o idoso menciona sensação de vida vazia, demonstra 
fácil irritabilidade (“rabugento”) ou considera-se um peso para a família, afirmando ser 
a morte a única solução. Tendência à emotividade excessiva, com crises de choro 
frequentes; Perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta, ou diminuição 
ou aumento do apetite: a inapetência é o sintoma mais comum e importante causa de 
emagrecimento no idoso. Pode predominar e mascarar sintomas como baixa do 
humor e anedonia, dificultando o diagnóstico de depressão (depressão mascarada). 
 
 
 
 
Figura 2 – TIME das demências reversíveis 
 
42 
 
Insônia ou hipersonia: habitualmente a insônia é terminal (matinal, despertar 
cedo e piora matinal da sintomatologia depressiva) ou sono entrecortado e dificuldade 
para dormir novamente. Portanto, a queixa de insônia, tão comum no consultório, deve 
sugerir prontamente o diagnóstico de depressão; 
 
 Agitação ou retardo psicomotor; 
 
 Fadiga ou perda de energia: por vezes simulando doenças consumptivas, 
insuficiência cardíaca congestiva, hipotireoidismo, parkinsonismo (bradicinesia), 
polimialgia reumática, entre outros; sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou 
inadequada; 
 Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se: lentificação do 
pensamento com déficit atencional significativo, por vezes simulando síndrome 
demencial (“pseudodemência”); 
 Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida recorrente. 
 
As principais causas de demência irreversível não-Alzheimer incluem: 
Demência vascular: representa a segunda causa de demência no idoso, 
responsável por 15% a 20% de todas as demências. No Brasil, em Catanduva, esteve 
presente em 18% dos idosos com demência. Resulta da presença de doença 
cerebrovascular isquêmica ou hemorrágica, assim como da injúria cerebral resultante 
do hipofluxo cerebral. A associação entre doença cerebrovascular e demência 
remonta da Antiguidade. O termo “esclerose” foi muito utilizado para descrever a 
importância das doenças cerebrovasculares como principal causa de demência 
associada ao envelhecimento. A descrição da doença de Alzheimer como principal 
causa de demência resultouna “alzheimerização” das demências e, muitas vezes, os 
termos “doença de Alzheimer” e “demência senil” são considerados sinônimos. 
Os critérios para o diagnóstico de demência vascular, segundo o DSM-iv, são: 
Desenvolvimento de múltiplos déficits cognitivos manifestados tanto por (1) 
quanto por (2): 
Comprometimento da memória: amnésia 
Uma das seguintes perturbações cognitivas: 
 
43 
 
Afasia: perturbação da linguagem; 
Apraxia: capacidade prejudicada de executar atividades motoras, apesar do 
funcionamento motor intacto; 
Agnosia: incapacidade de reconhecer ou identificar objetos, apesar do 
funcionamento sensorial intacto; 
Disfunção executiva: perturbação do funcionamento executivo (i.e., 
planejamento, organização, sequenciamento, abstração). 
Os déficits cognitivos nos critérios (1) e (2) causam comprometimento 
significativo do funcionamento social ou ocupacional e representam um declínio 
significativo em relação a um nível anteriormente superior de funcionamento. 
 
Sinais e sintomas neurológicos focais (por exemplo: exagero dos reflexos 
tendinosos profundos, resposta extensora plantar, paralisia pseudobulbar, 
anormalidades da marcha, fraqueza em uma das extremidades) ou evidências 
laboratoriais indicativas de uma doença cerebrovascular (por exemplo: múltiplos 
infartos envolvendo o córtex e a substância branca) considerados etiologicamente 
relacionados à perturbação. 
 
Os déficits não ocorrem exclusivamente durante o curso de um delirium. 
Demência por corpos de Lewy: a Demência por Corpos de Lewy (DCL) representa a 
segunda causa de demência degenerativa, responsável por 15% a 25% dos casos. O 
diagnóstico correto é fundamental para o manejo farmacológico. A sintomatologia 
cognitiva, comportamental, motora, autonômica e os distúrbios do sono respondem 
bem ao uso de anticolinesterásicos e apresentam grande hipersensibilidade ao 
antipsicóticos, podendo induzir a complicações potencialmente fatais. As 
manifestações centrais da doença são: presença de parkinsonismo precoce e 
espontâneo, flutuação cognitiva e alucinações visuais recorrentes e complexas. Além 
disso, é frequente a presença de alterações do sono REM (sonhos vívidos e 
pesadelos). 
 
A sintomatologia apresentada por Dona Ofélia teve início insidioso e 
caracterizado pela presença de esquecimento progressivo. Não houve evolução em 
degraus e não foi percebido déficit motor ou alteração da marcha. Além disso, o único 
 
44 
 
fator de risco para doença cerebrovascular é a idade. Como já vimos, a Tomografia 
Computadorizada (TC) de crânio foi normal para a idade. Desta forma, o diagnóstico 
de demência vascular torna-se pouco provável. O diagnóstico de Corpos de Lewy 
pode também ser descartado pela ausência de parkinsonismo e alucinações visuais 
precoces. Os únicos sintomas psicóticos apresentados pela paciente são as ideias 
delirantes de roubo e perseguição. Não houve relato de alucinações visuais. A única 
flutuação observada é a piora da agitação psicomotora no final do dia, ao entardecer, 
quando a paciente insiste que não está em sua casa e pede insistentemente para ser 
levada para sua verdadeira casa. Não há desinibição, comportamento anti-s ocial, 
hipersexualidade ou qualquer outro sintoma que sugira o diagnóstico de demência 
frontão-temporal. 
 
Figura 3 – Principais causas de demências irreversíveis 
Fonte: Moraes (2008). 
 
45 
 
23.1 Quedas 
 
Fonte:saudebrasilnet.com.br 
24 DEFINIÇÃO 
As quedas trazem aos idosos serias consequências físicas, psicológicas e 
sociais, sendo que geralmente o que mais gera mais preocupação para as pessoas 
são os danos físicos. Estes realmente são muito perigosos, pois podem levar as 
pessoas a morte, porém, a maioria das quedas não leva a este tipo de ocorrência 
e sim trazem outras consequências que muitas vezes são, negligenciadas. Para os 
idosos e sua família a dependência pós queda,os danos sociais e psicológicos são 
problemas muito difíceis de serem superados (Maia et al 2019 ;Borges 2016 ). 
 
A queda é um evento frequente no idoso. Uma lesão por queda pode ser 
custosa para o idoso, em termos de morbidade, funcionalidade e independência, e em 
termos de custos de saúde (privada ou pública) e institucionalizações. Antigamente, 
acreditava-se que a queda era um evento inevitável no idoso, então não era objeto de 
estudos. Isso mudou muito nos últimos 20 anos (GUERRA, 2017). 
 
A etiologia da queda pode ser identificável. Os componentes ambientais e 
fisiológicos alterados são os mais fáceis de serem identificados. Uma queda é 
resultado de uma miríade de interações entre ambiente, morbidades, sistema 
sensorial prejudicado, bem como sistemas vestibular, proprioceptivo e motor. 
 
 
46 
 
Segundo Guerra, no estudo dos mecanismos e da interação dos sistemas 
ligados à manutenção da postura e do equilíbrio, conclui-se que 2 fatores devem 
acontecer: perturbação do equilíbrio e falha do sistema de controle postural na 
compensação, itens que podem ser mais detalhados e estudados em seus 
pormenores, porém nossa ênfase será na identificação de fatores de risco e na 
tentativa de prevenção de quedas. 
25 EPIDEMOLOGIA 
Para Kuchemann (2012) citado por Borges (2013) atualmente a faixa etária 
80 anos e mais é composta por 2.935.585 pessoas (IBGE. 2011), o que 
representa 14% da população idosa. 
A queda é um evento súbito e por isso, como indicador epidemiológico, é 
estimada em taxa de incidência (número de casos novos por ano). Quadro abaixo – 
Percentual de incidência de quedas dos idosos por faixa de idade. 
 
 
 
Estudos prospectivos (estudos que analisam uma comunidade por um 
determinado período de tempo) Dados Norte – Americanos apontam para 16.000 
óbitos secundários a quedas no ano. Cerca de 1/3 dos idosos acima de 65 anos cai 
anualmente, e, acima dos 80 anos, o risco chega à 50%. Acredita - se que o custo 
anual do tratamento das fraturas de quadril chegue a US$ 10 bilhões, e cerca de 90% 
das fraturas de quadril são causadas por quedas (GUERRA, 2017).1 
 
Um estudo transversal em 7 estados brasileiros mostrou prevalência de queda 
em torno de 35% para homens idosos e de 40% para mulheres idosas, e um estudo 
 
47 
 
americano com cerca de 150.000 idosos mostrou 5,3% de internações decorrentes de 
lesões por quedas, evento mais comum emmulheres. É animador saber que os idosos 
mais saudáveis caem menos. A Caderneta da Pessoa Idosa é um instrumento que 
ajuda a identificar os idosos que caem com mais frequência, principalmente, nos 
últimos 12 meses. 
 
Esses dados são interessantes, pois refletem um pouco da realidade brasileira. 
Em idosos asilados, 50% estão sujeitos a quedas e a prevalência média nas 
instituições é de cerca 43%. Essas estatísticas nos confirmam a impressão de que 
quanto pior a capacidade funcional, maior o risco de quedas. Os idosos asilados 
apresentam maior limitação de movimento e marcha e, por isso, maior chance de cair. 
Como consequência da queda pode haver a hospitalização que é mais frequente na 
faixa etária mais elevada. 
Nessas instituições, a prevalência de quedas é maior (cerca de 43%) o 
1ambiente em que mais acontece é o quarto, e fatores como depressão, número de 
medicações e etnia caucasiana estão relacionados com maior probabilidade. Mais da 
metade das quedas ocorre dentro de casa, porém a taxa aumenta em instituições ou 
hospitais. O risco de lesão também é maior fora do domicílio. 
As quedas podem provocar sintomas de ansiedade e depressão. A perda de 
confiança na capacidade de deambular com segurança pode resultar em piora do 
declínio funcional, depressão, sentimento de inutilidade e isolamento social. Após a 
queda, o idoso pode restringir sua atividade por precaução, dor ou incapacidade 
funcional. A fratura de fêmur é o exemplo mais importante desse declínio funcional 
que é encontrado também em outras fraturas, gerando um grande impacto negativo 
na independência. A reabilitação pós-queda pode ser demorada e pode haver 
acamamento prolongado, levando a complicações maiores ainda, como 
tromboembolismo venoso, úlceras por pressão e incontinência urinária. O idoso mais 
restrito pode demandar um tempo maior do seu cuidador, acarretando problemas de 
relacionamento. Os “caidores” apresentam maior institucionalização. 
 
48 
 
26 FATORES RELACIONADOS A QUEDAS 
 
Fonte:media.rtp.pt 
As fraturas são resultados de 5% a 10% das quedas, sendo que 1 % á 2% 
são fraturas de colo de fêmur, e esta tem um custo pessoal, familiar e 
socioeconômico altíssimo. Quando investigadas 90 % delas são resultados 
de uma queda e, quando invariavelmente as pessoas são hospitalizadas e a 
maioria sofre intervenção cirúrgica. Dos outros tipos de fratura, mais da 
metade ocorre nos membros inferiores ou superiores, mas fraturas também 
importantes são as de costelas, pelve, face e crânio. Felizmente fratura de 
coluna vertebral. Em um ano 40% desses idosos ou morrem ou vão para casa 
de repouso. (Paschoal, Lima 2006; apud Borges, 2016). 
Vários estudos apontam para um aumento do risco de quedas com o aumento 
da idade e relacionado também a mulheres. A maioria dos fatores é interdependente 
e a combinação destes é mais importante do que cada um analisado separadamente. 
Por exemplo: idade e função cognitiva, confusão mental e dependência, doença 
neurológica e distúrbio de marcha. Há relação também com algum grau de 
comprometimento nas atividades de vida diária, (AVD) presença de várias doenças 
clínicas e viver só ou passar a maior parte do tempo sozinho. Sintomas psicológicos, 
como depressão e ansiedade, também são fatores de risco. (SAMPAIO, 2006). 
 
 
49 
 
De acordo com o mesmo autor, há uma confluência de fatores que aumentam 
o risco de quedas. Mesmo que a pessoa ainda não tenha caído, você pode identificar 
se ela está correndo um risco maior de cair. Esta informação é a missão principal do 
estudo deste tema: identificar e prevenir. A maioria das quedas ocorre durante o dia e 
somente 20% à noite. É mais comum dentro de casa nos cômodos mais utilizados 
(quarto e banheiro). Assim, podemos inferir que não só há um perfil de idoso mais 
propenso a quedas, como há um cenário mais comum no qual ocorre o evento. 
 
Podemos classificar os fatores contribuintes para as quedas como: 
 Intrínsecos – são aqueles relacionados ao indivíduo, levando à instabilidade 
postural. São responsáveis por cerca de 70% dos incidentes de queda. 
 Extrínsecos – são aqueles relacionados ao ambiente que cerca o indivíduo. 
São responsáveis por 30% dos incidentes de queda. 
 
Fatores intrínsecos 
 Alterações ligadas ao envelhecimento 
Uma das mais importantes mudanças da idade é a diminuição da velocidade 
de integração central dos mecanismos envolvidos no reflexo postural. Ou seja, a 
resposta neurológica e, consequentemente, motora aos estímulos está lentificada. As 
alterações descritas a seguir compõem o quadro das alterações ligadas à idade que 
predispõem o indivíduo idoso a quedas: diminuição da visão e da audição, distúrbios 
vestibulares, distúrbios da propriocepção, aumento do tempo de reação, hipotensão 
postural, degeneração articular, diminuição da massa muscular, sedentarismo, 
deformidades dos pés, perda da massa muscular (diminuição do tamanho e da 
quantidade de fibras musculares), aumento de colágeno muscular (fibrose muscular) 
e perda das fibras nervosas de condução rápida. 
Estas alterações conferem uma marcha característica da pessoa idosa ou 
marcha senil, caracterizada por: 
 Base alargada 
 Diminuição do balanço dos braços 
 Postura encurvada 
 Flexão de quadril e joelhos 
 
50 
 
 Dificuldade para retornar 
 Passos curtos 
 Lentidão 
 
Doenças específicas 
Há uma forte relação entre distúrbio de equilíbrio e marcha e quedas. Por isso, 
doenças neurológicas – como hematoma subdural, demência, doença de Parkinson, 
acidente vascular encefálico (AVE), delirium, neuropatia periférica, epilepsia, 
traumatismo craniencefálico (TCE), tumores do sistema nervoso central (SNC) e 
labirintopatia – podem afetar o equilíbrio e a marcha e serem fatores de predisposição 
a quedas. Algumas doenças clínicas também podem ocasionar quedas, dentre elas: 
doença coronariana (DAC), insuficiência cardíaca (IC), síncope de origem 
cardiogênica, hipertensão arterial (HAS), arritmia, insuficiência vértebrobasilar, 
hipotensão ortostática, desidratação, insuficiência renal (por deficiência de vitamina 
D), síndrome vaso-vagal, sangramento oculto, hipo e hiperglicemia, hipo e 
hipertireoidismo, distúrbios hidroeletrolíticos, infecções, depressão, anemia, 
hipotermia, alcoolismo, incontinência urinária, doença pulmonar e embolia pulmonar. 
Não podemos esquecer que maus-tratos, principalmente em pacientes demenciados, 
podem estar arrolados neste processo. Qualquer doença aguda pode diminuir 
transitoriamente a perfusão cerebral e aumentar a possibilidade de perda de 
consciência e quedas. Você pode perceber que devemos investigar as doenças 
clínicas na abordagem do paciente que apresente quedas. 
 
Medicamentos 
As medicações possuem importante papel na origem das quedas, não só por 
seus efeitos intrínsecos, mas por alteração da farmacocinética e farmacodinâmica 
causada pela idade. Esta se dá por alteração da gordura corporal (aumento de 35%), 
diminuição do metabolismo renal e hepático. Vários estudos associam uso de 
medicamentos a quedas. As classes incluem drogas: 
 Psicoativas, 
 Cardiovasculares e vasodilatadores, 
 Uso de mais de quatro medicações (poli farmácia). 
 
51 
 
Os benzodiazepínicos e neurolépticos são mais constantemente implicados no 
risco de quedas e os antidepressivos também. O uso de álcool aumenta o risco de 
quedas, mas não há associação com as lesões. Resumindo, as drogas psicoativas 
têm um efeito de lentificação da resposta, sonolência, hipotensão postural e outros 
efeitos anticolinérgicos, como visão turva. Já os anti-hipertensivos podem aumentar a 
chance de queda por hipotensão postural. É de vital importância que você entenda os 
efeitos colaterais que ocorrem com as medicações para correlacionar com o risco de 
quedas e verificar qual medicação usada pelo paciente pode ser mais nociva. 
Algumas considerações em relação ao perfil do cuidador: Indivíduos entre 75 e 84 anos que necessitam de ajuda para AVD têm 
possibilidade de quedas 14 vezes maior do que os independentes. 
 Não conseguir levantar-se sem assistência em menos de cinco minutos 
após a queda, aumenta o risco de hospitalização ou, até mesmo, de 
óbito. Aqueles que conseguem se levantar estão em melhores condições 
físicas. 
 Fatores extrínsecos 
 Riscos ambientais 
 Tipos de movimentação executada pelo indivíduo. 
Mais de 70% das quedas acontecem em casa, principalmente no quarto, na 
cozinha, no banheiro e na sala de jantar. Alguns trabalhos demonstram que 10% das 
quedas ocorrem em escadas, especialmente ao descer, sendo o primeiro e o último 
degraus, os mais perigosos. O simples fato de abrir uma porta já é fator de risco para 
queda, pois houve uma mudança de ambiente e, como há uma dificuldade de visão 
de profundidade, pode acarretar uma queda. O idoso também pode se colocar em 
risco de cair ao subir em bancos e usar calçados inadequados. A seguir, 
apresentamos uma lista dos principais obstáculos a uma deambulação segura em 
casa. 
Riscos nas áreas comuns da casa 
 Iluminação inadequada 
 Tapetes soltos ou com dobras 
 Degraus altos ou estreitos 
 
52 
 
 Ausência de corrimão 
 Obstáculo no caminho 
 Piso irregular 
 Fios soltos no chão 
 Acúmulo de mobília 
 Riscos nos aposentos 
 Camas e cadeiras com altura inadequada 
 Telefones pouco acessíveis 
 Prateleiras excessivamente altas ou baixas 
 Riscos no banheiro 
 Piso escorregadio 
 Falta de barras de apoio Vaso sanitário baixo. 
 
Em 1998, um estudo avaliou se os fatores de risco ambiental doméstico 
aumentam as chances de lesões provocadas por quedas entre idosos da comunidade. 
Nesta avaliação, foram considerados: presença de tapetes, acúmulo de móveis ou 
objetos, fios no chão, interruptores mal posicionados, gavetas ou prateleiras muito 
baixas (< 70cm) ou muito altas (acima do nível dos olhos), ausência de barra de apoio 
nos banheiros, altura do vaso sanitário e uso de piso antiderrapante no boxe. Foram 
realizadas entrevistas com idosos com história de quedas usando questionário para 
registrar o ambiente doméstico, o histórico, o estado mental, as circunstâncias da 
queda e o uso de medicamentos. Por meio deste estudo foram encontradas as 
seguintes conclusões: 
 Local mais frequente de quedas: quarto. 
 Relação da queda com algum fator de risco ambiental: 20,9%. 
 Possível utilidade de intervenção de estrutura física: barra de apoio e 
piso antiderrapante no banheiro. 
 
 
53 
 
 
Fonte:portalamigodoidoso.com.br 
Por fim, vimos que os riscos ambientais existem, mas há uma baixa correlação 
com a queda. O importante é preparar o idoso para os riscos do meio ambiente. 
 
54 
 
 
Fonte:www.filhao.com.br 
 
 
 
55 
 
27 BIBLIOGRÁFIA 
ADACHI, Leda Harumi Da Costa. Conhecendo os cuidadores do programa de 
apoio aos cuidadores da demência do hospital conceição e a sua participação 
no grupo de apoio. Demencias e Síndromes Geriátricas, Porto Alegre, p. 1-27, 6 ago. 
2013. 
 
BENETTE, Tereza Sanchez; COSTA, Leila Pessoa Da. Indisciplina na sala de aula: 
ALGUMAS REFLEXÕES. Demências e Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-24, 4 jan. 
2007. 
 
BORGES, Flavia Queiroz. A Abordagem das Quedas no Idoso na Atenção 
primaria a Saúde. Demências e Síndromes Geriátricas, Uberaba, p. 1-39, 17 dez. 
2016. 
 
CARVALHO, Danielle Alves de. Desafios na Saúde Mental na Atenção Básica. 
Demências, Coríntio, p. 1-29, 8 out. 2010. 
 
CARVALHO, Ana; FARIA, Sílvia; TABORDA, Ana; MELO, Marta; GONÇALVES, 
Cláudia; PAQUETE, Patrícia Soares; COSTA, Ana; BRANCO, Rita Maldonado; 
LOPES, Lígia; ALVES, Jorge Lino. Demência na Terceira Idade. Demências e 
Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-146, 6 dez. 2014. 
 
KHOURY, Júlia Machado. Demência frontotemporal: saiba quais são os sintomas. 
Demências e Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-10, 17 mar. 2017. 
 
FARIA, Ana Carvalho Sílvia; MELO, Ana Taborda Marta; GONÇALVES, Cláudia; 
PAQUETE, Patrícia Soares; COSTA, Ana; BRANCO, Rita Maldonado; LOPES, Lígia. 
Demência na Terceira Idade: Contributos Teóricos, Competências a Mobilizar e 
Estratégias de Intervenção. Demências e Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-146, 
6 dez. 2014. 
 
 
 
56 
 
FURLANETTO, Letícia Maria and BRASIL, Marco Antônio. Diagnosticando e 
tratando depressão no paciente com doença clínica. J. bras. psiquiatr. [Online]. 
2006, vol.55, n.1 
 
FERREIRA, Humberto Medrado Gomes. Conflito Interpessoal em equipes de 
trabalho: O papel do líder como gerente das emoções do grupo. Demências e 
Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-15, 14 ago. 2018. 
 
GUERRA, Cesar Augusto. Geriatria. Demências e Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-
53, 6 set. 2017. 
 
MAIA,B.C.et al., Consequências das quedas em idosos vivendo na comunidade: 
revisão sistemática Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v .14 n.2.Rio de 
Janeiro,2011. 
 
MENDES, Márcia R.S.S. Barbosa et al. A situação social do idoso no Brasil: uma 
breve consideração. Acta paul. Enferm. São Paulo, v. 18, n. 4, p. 422-426, 
Dec. 2005 
 
PARMERA, Jacy Bezerra; NITRINI, Ricardo. Demências: da investigação ao 
diagnóstico. Demências e Síndromes geriátricas, [S. l.], p. 1-6, 6 jul. 2015. 
 
RIBEIRO, Hewdy Lobo. O que é Demência. Demências e Síndromes Geriátricas, São 
Paulo, p. 1-23, 1 jul. 2013. 
RIBEIRO, Cleris Ferreira. A principal causa de demência nos idosos e seus impactos 
na vida dos familiares. Demências, Belo Horizonte, p. 1-60, 6 out. 2016. 
 
SANTOS, Fausto Pereira dos. Diretrizes Assistenciais em Saúde Mental na Saúde 
Suplementar. Demencias e Síndromes Geriátricas, [S. l.], p. 1-75, 6 dez. 2008. 
 
SAMPAIO, Luís Fernando Rolim. Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. 
Demências e Síndromes Geriátricas, Brasília, p. 1-92, 6 out. 2006. 
 
 
57 
 
SERENIKI, Adriana; VITAL, Maria Aparecida Barbato Frazão. A doença de 
Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Rev. psiquiatr. Rio Gd. 
Sul, Porto Alegre, v. 30, n. 1, supl. 2008. 
 
SHENK, David. O que é a doença de Alzheimer. Demências e Síndromes 
geriátricas [S. l.], p. 1-15, 6 fev. 2018. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 702/GM, de 12 de abril de 2002. Cria 
mecanismos para a organização e implantação de redes estaduais de 
assistência à saúde do idoso. Diário Oficial da União, Brasília, p. 28, 16 abr. 2002. 
CARVALHO, A. M.; COUTINHO, E. S. F. Demência como fator de risco para 
fraturas graves em idosos. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 36, n. 4, p. 448-
454, ago. 2002. 
GUIMARAES, R. M.; CUNHA, U. G. V. Sinais e sintomas em geriatria. 2. ed. São 
Paulo: Atheneu, 2004. 
SOUZA, Maihelly Martins de et al. Terceira idade e saúde mental: Contribuições 
da psicologia para a saúde mental no projeto Feliz Idade. Demencias e Síndromes 
Geriátricas, [S. l.], p. 1-8, 14 dez. 2018. 
 
VAZ, Alexandra Marante. Ansiedade, Stress, Depressão e Lapsos de Memória. 
Demências e Síndromes Geriátricas, Coimbra, p. 1-83, 6 set. 2009.

Mais conteúdos dessa disciplina