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1.PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA Art. 5, LVII da CF - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.” O Princípio traduzido por esta afirmativa é o da: Alternativas (a) Ampla defesa. (b) Paridade de armas. (c) Plenitude da defesa. (d) Presunção da inocência. 2. PRINCÍPIO DO ‘’NEMO TENETUR SE DETEGERE’’ Veda a autoincrimação. Ninguém é obrigado a criar prova contra si mesmo. Art. 5, LXIII da CF - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; • Caso não seja informado de seus direitos, para o STJ – nulidade relativa, para o STF – existe prova ilícita. Jurandir, casado com Maria e pai de Josué, de apenas 06 meses de idade, angustiado com a situação financeira da família após mais de sete meses desempregado, aceita convite de traficante da localidade onde reside para vender uma carga de entorpecentes e, com isso, receber R$500,00. Durante seu primeiro dia vendendo drogas, é abordado por policiais militares e preso em flagrante delito, sendo imediatamente apresentado à Autoridade Policial que, em observância ao Art. 6º, inciso V, do CPP, passa a ouvi-lo, insistindo para Jurandir falar tudo o que ocorrera. Em relação à atuação do Delegado de Polícia, assinale a afirmativa correta. (a) Agiu de maneira correta, porquanto cumpriu, na íntegra, o disposto no Art. 6º, inciso V, do CPP, que diz “logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura”. (b) Agiu em desconformidade com o que dispõe o princípio da não autoincriminação, pois deveria, obrigatoriamente, informar Jurandir acerca de seu direito ao silêncio; entretanto, nenhuma consequência jurídica haverá uma vez que Jurandir foi, de fato, preso em flagrante delito. (c) Procedeu em desconformidade com o que dispõe o princípio da não autoincriminação, pois deveria obrigatoriamente informar Jurandir acerca de seu direito ao silêncio. Assim, a prova produzida deve ser considerada ilícita pois restou violado o direito do preso ao silêncio e à não autoincriminação, nos termos do Art. 5º, inciso LXIII, da Constituição do Brasil de 1988. (d) Atuou de maneira correta, uma vez que o direito ao silêncio e à não autoincriminação, decorrente da Constituição do Brasil de 1988 (Art. 5º, inciso LXIII) visa proteger tão só aqueles que são detidos por serem suspeitos da prática de algum crime e não aqueles presos em flagrante delito. (e) Procedeu de maneira incorreta, pois não poderia ouvir Jurandir sem antes comunicar sua prisão ao Ministério Público 3. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO • Exigido apenas na fase judicial • Ciência e a possibilidade de reação. O detento André foi processado e julgado criminalmente sob a alegação de ter causado dano ao patrimônio público. Durante o curso do processo, o promotor de justiça juntou aos autos prova documental da qual o juízo criminal não deu ciência à defesa antes da prolação da sentença. Nesse caso, o princípio violado foi: Alternativas (a) do juiz natural (b)do direito de permanecer em silêncio (c)da presunção de não culpabilidade (d) do contraditório 4.PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA • Defesa técnica – exercida por um profissional da advocacia • Autodefesa – exercida pelo acusado É correto afirmar sobre o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Alternativas (a) O contraditório é de observância obrigatória durante a investigação criminal. (b) O contraditório obriga o magistrado a sempre ouvir o Ministério Público antes de proferir decisões contrárias ao acusado. (c) Nos crimes dolosos contra a vida, é dispensada a observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. (d) O princípio do contraditório é exclusivo da acusação, ao passo que o princípio da ampla defesa deve beneficiar a defesa do acusado. (e) A ampla defesa assegura ao acusado a utilização dos meios e recursos inerentes durante o curso da ação penal. 5. LEI PROCESSUAL NO TEMPO • Norma genuinamente processual - Aplicação imediata da lei (tempus regit actum) • Norma processual material (mista ou hibrida) – possui naturezas diversas, caráter penal e processual De acordo com o Código de Processo Penal, a lei processual penal aplicar-se-á Alternativas (a) sempre que uma norma prevista na Parte Geral do Código Penal for desrespeitada. (B) apenas quando houver sentença condenatória transitada em julgado. (C) imediatamente, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. (D) de forma subsidiária, portanto se a lei material (lei de direito penal) falhar. (E) retroativamente quando, de qualquer modo, favorecer o agente, aplicando-se inclusive aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 6.INQUÉRITO POLICIAL Conceito: É o procedimento administrativo inquisitório e preparatório, presidido pela autoridade policial, com o objetivo de identificar fontes de prova e colher elementos de informação quanto à autoria e a materialidade da infração penal, a fim de permitir que o titular da ação penal possa ingressar em juízo. • É um procedimento administrativo, dele não resulta nenhuma pena • Eventuais vícios constantes da fase investigatória não terão condão de contaminar o processo penal subsequente com nulidade 6.1.Características do inquérito policial • Escrito Art. 9o Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade. • Dispensável Art.39 § 5o O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias. • Sigiloso – em regra o elemento surpresa é essencial para assegurar as investigações. Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. ✓ Advogado tem acesso ao IP Lei n. 8.906/94 (redação dada pela Lei n. 13.245/16) “Art. 7º São direitos do advogado: (...) XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital; Súmula vinculante n. 14 do STF: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Situação: O delegado de polícia acabou de ouvir a testemunha X. Neste caso, o depoimento dela será juntado aos autos do inquérito policial? Depende do teor do depoimento, pois, muitas vezes, o depoimento poderá configurar uma verdadeira “diligência em andamento”. Exemplo: a testemunha relatou onde determinada droga foi armazenada ou onde uma munição foi escondida. ✓ não há necessidade que o advogado tenha procuração para ter acesso aos autos. A exceção ocorre quando o procedimento investigatório envolve segredo de justiça • Inquisitorial – não está sujeito ao contraditório e ampla defesa • Discricionário – liberdade de atuação dentro da lei CPP, art. 14: “O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. ✓ Tanto a vítima quanto o indiciado podem requererdiligência • Indisponível – o delegado não pode arquivar o IP CPP, art. 17: “A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito.” • Temporário 6.2. FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO IP • Dependendo da espécie da ação penal, o delegado precisará (ou não) de requerimento da vítima a) Crimes de ação penal pública incondicionada – ❖ pode ser de ofício pelo delegado ❖ requisição pelo MP ❖ requerimento do ofendido (ou representante legal) – o delegado não é obrigado a instaurar o IP, caso indefira, cabe recurso ao chefe de polícia. CPP, art. 5º, §2º: “Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia.” ❖ APF ❖ Notícia crime (notitia criminis) – o delegado deve verificar a informação antes de instaurar o IP (VPI), inclusive não se pode instaurar IP baseando-se em denúncia anônima. b) Crimes de ação penal pública condicionada ou de ação penal de iniciativa privada – não pode ser instaurado de ofício, pois há necessidade da manifestação da vítima ( ou de seu representante legal). 6.3.CONCLUSÃO DO IP 6.4. ARQUIVAMENTO • Na redação antiga do art. 28, CPP, a decisão de arquivamento era uma decisão judicial. Caso o juiz não concorde com o arquivamento, ele enviaria o inquérito ao procurador-geral. Caso este deliberasse pelo oferecimento da denúncia, o mesmo juiz seria o competente para o julgamento do processo, ou seja, o mesmo juiz que rejeitou o arquivamento julgaria o processo. • Na nova redação do art. 28 do CPP, não há mais controle jurisdicional do arquivamento. Isso ocorre porque, atualmente, há uma decisão interna do MP “Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma da lei. §1º Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. §2º Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial.” 6.5. DESARQUIVAMENTO DO IP E OFERECIMENTO DA DENÚNCIA 6.6. ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO • Arquivamento implícito ocorre quando o Ministério Público deixa de se manifestar expressamente quanto a determinado fato delituoso e/ou quanto a algum investigado. 6.7.ARQUIVAMENTO INDIRETO • O arquivamento indireto ocorre quando o órgão ministerial deixa de oferecer denúncia em virtude da incompetência do juízo, mas este se considera competente para o feito. ✓ Exemplo: o promotor recebe o inquérito policial e declina da competência. Entretanto, o juiz do caso não concorda e acredita ser competente para a demanda. 6.8. TRANCAMENTO DO IP • O trancamento do inquérito policial, por sua vez, continua sendo uma decisão judicial. Isso ocorre quando a tramitação do inquérito policial caracterizar um constrangimento ilegal (exemplo: instaura-se um IP para apurar uma conduta atípica). 6.9. TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA • Crimes de menor potencial ofensivo não se lavra APF e instaura IP, mas lavra TCO e o acusado se compromete em comparecer em Juízo para a audiência de conciliação ou especial. 1. Acerca do Inquérito Policial, é correto afirmar que: Alternativas (A) O ofendido não poderá requerer diligências no inquérito. (B) A autoridade policial mandará arquivar os autos do inquérito assim que concluído. (C) Depois de arquivado o inquérito, a autoridade policial não poderá proceder a novas pesquisas, mesmo se de outras provas tiver notícia. (D) O inquérito pode ser iniciado mesmo sem a representação do ofendido, nos casos de ação penal pública condicionada à representação. (E) Concluído o inquérito, o Ministério Público só poderá devolvê-lo à autoridade policial em caso de novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 2.Diante da ocorrência de uma infração de menor potencial ofensivo, a autoridade: Alternativas (A) que tiver conhecimento do fato lavrará o termo circunstanciado e encaminhará o autor do fato imediatamente ao juizado especial criminal, quando possível. (B) policial representará pela prisão temporária. (C) que tiver conhecimento da ocorrência do fato lavrará o auto de prisão em flagrante se presentes as circunstâncias que autorizem a prisão nos termos do art. 302 do CPP . (D) que tomar conhecimento da ocorrência do fato instaurará o inquérito policial por portaria. (E) policial representará pela prisão preventiva. 3.Sobre o inquérito policial, assinale a alternativa correta. Alternativas (a) No caso de réu solto, o inquérito deve terminar em 30 dias, prorrogáveis por autorização do Ministério Público. (b) No caso de réu preso, o prazo pera terminar o inquérito é de 10 dias, contados a partir da execução da prisão. (c) No caso de réu preso, o prazo pera terminar o inquérito é de 10 dias, contados a partir da expedição do mandado de prisão. (d) No caso de réu solto, o inquérito deve terminar em 90 dias, prorrogáveis por autorização do juiz. (e) No caso de réu solto, o prazo para a conclusão do inquérito é de 45 dias 4. Sobre as características do inquérito pode se dizer que ele é: Alternativas (a) inquisitivoe público. (B) acusatório e informativo (c) sigiloso e contraditório (d) inquisitório e informativo. (e) sigiloso e acusatório. 5. Diante da ocorrência de uma infração de menor potencial ofensivo, a autoridade: Alternativas (a) que tiver conhecimento do fato lavrará o termo circunstanciado e encaminhará o autor do fato imediatamente ao juizado especial criminal, quando possível. (b) policial representará pela prisão temporária. (c) que tiver conhecimento da ocorrência do fato lavrará o auto de prisão em flagrante se presentes as circunstâncias que autorizem a prisão nos termos do art. 302 do CPP. (d) policial representará pela prisão preventiva. (e) que tornar conhecimento da ocorrência do fato instaurará o inquérito policial por portaria. 6.Relativamente ao inquérito policial, assinale a opção correta. Alternativas (a) O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. (b) É vedada a requisição de diligências pelo indiciado em inquérito policial, por ser providência a cargo exclusivo dos órgãos de persecução penal. (c) A autoridade policial poderá mandar arquivar autos de inquérito. (d) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não poderá proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver notícia. 7. Acerca do inquérito policial, assinale a opção correta. Alternativas (a) As diligências requeridas pelo ofendido no curso do inquérito policial deverão ser realizadas pela autoridade policial. (b) Os instrumentos do crime, bem como os objetos que interessarem à prova, não acompanharão os autos do inquérito. (c) Nos crimes de ação privada, a lei permite que autoridade policial instaure inquérito policial ainda que não haja o requerimento ofendido. (d) Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito não é cabível recurso. (e) Nos crimes em que a ação pública depender de representação o inquérito não poderá sem ela ser iniciado. 8. Assinale a alternativa correta. Alternativas (a) Discordando das razões invocadas pelo Ministério Público, o Juiz de Direito poderá indeferir a promoção de arquivamento do inquérito policial, remetendo osautos ao Procurador-geral de Justiça. (b) Na solução do conflito de atribuições entre órgãos do Ministério Público, tendo por objeto o foro competente para a propositura de virtual ação penal, o Procurador-geral de Justiça deverá designar outro Promotor de Justiça para atuar no feito e, dessa forma, preservar a independência funcional do vencido. (c) Pela atual sistemática processual penal, deferido o arquivamento do inquérito por falta de base empírica para a denúncia, não será possível seu desarquivamento, ainda que surjam novas provas no seu sentido substancial. (d) A prestação de serviços à comunidade, proposta pelo Ministério Público no acordo de não persecução penal, tem natureza de sanção penal. 9. No que se refere ao inquérito policial, assinale a opção correta. Alternativas (a) O inquérito policial é nulo se não observar os princípios do contraditório e da ampla defesa. (b) A característica pública das investigações auxilia na apuração dos fatos e na identificação dos culpados. (c) O delegado pode arquivar o inquérito quando verificar que o fato criminoso não ocorreu. (d) O inquérito policial é um processo administrativo com valor probatório pleno. (e) O inquérito é procedimento dispensável quando o titular da ação penal tiver informações suficientes para propor a ação. 10. Quanto ao inquérito policial, assinale a opção correta. Alternativas (A) Mesmo com a extinção da punibilidade do investigado, o delegado não pode arquivar o inquérito policial. (B) O juiz pode fundamentar a sentença exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. (c) No crime de estupro, a instauração do inquérito policial depende de representação da vítima no prazo legal. (d) Em regra é cabível o desarquivamento do inquérito quando este tiver ocorrido por atipicidade do fato. (e) O inquérito é um procedimento indispensável para reunir elementos para a propositura da ação penal. 11. Valdo está sendo investigado pelo crime de extorsão, em liberdade. Há indícios de que agiu com um comparsa. Nessa situação hipotética, em tese, Alternativas (a) o crime imputado na investigação não preenche os requisitos de admissibilidade para decretação de prisão temporária. (b) como Valdo está solto, o inquérito deverá terminar no prazo de trinta dias, podendo ser prorrogado. (c) ao ser indiciado, Valdo deve ser ouvido e o termo, após ter sido lido em voz alta, deve ser assinado pelo escrivão, dispensando-se a assinatura por testemunhas, caso Valdo saiba ler e escrever. (d) para a instauração do inquérito policial, é necessária representação da vítima de extorsão. (e) caso Valdo denuncie o comparsa à autoridade, terá sua pena reduzida de um a dois terços. 12. Durante o inquérito policial, Bernardo, advogado de Júlia, indiciada pela suposta prática do crime de roubo, foi impedido pelo delegado de polícia de ter acesso às provas já produzidas e documentadas nos autos do inquérito. Nesse caso, é correto afirmar que Alternativas (a) agiu bem o delegado, porque o inquérito é sigiloso. (b) agiu mal o delegado. De acordo com enunciado de súmula vinculante, o delegado de polícia é obrigado a permitir o acesso a todos elementos já documentados nos autos do inquérito ao advogado. Contudo, o delegado pode deixar de exibir diligência em curso ainda não documentada. (c) agiu bem o delegado, visto que somente Júlia poderia ter acesso aos autos do inquérito, inclusive aos elementos decorrentes de diligências em curso, ainda não documentadas. (d) cabe à autoridade policial decidir fundamentadamente se permitirá ao advogado o acesso a todos elementos já documentados nos autos do inquérito. Portanto, agiu bem o delegado de polícia. (e) agiu mal o delegado, visto que ao advogado é sempre permitido o acesso aos elementos já documentados nos autos do inquérito e a todos os elementos decorrentes de diligências em curso, ainda que não documentadas. 13. João, indiciado em inquérito policial pela suposta prática de crimes de estelionato e falsidade ideológica, foi submetido a identificação criminal, embora civilmente identificado. Nesse caso, é correto afirmar que Alternativas (a) o indiciado sempre poderá se recusar à identificação criminal. (b) o indiciado somente poderá ser submetido a identificação civil. (c) poderá o civilmente identificado ser submetido à identificação criminal, quando houver necessidade para a investigação ou dúvida quanto à identidade civil, nas hipóteses legalmente previstas. (d) a CRFB/88 proíbe a identificação criminal. (e) a lei não prevê hipótese excepcional de identificação criminal. 14. Em regra, é possível desarquivar o inquérito policial quando fundamentado na Alternativas (a) atipicidade do fato. (b) falta de justa causa para a ação penal. (c) decadência do direito de representação do ofendido. (d) comprovação de coação moral irresistível. (e) menoridade do autor do fato. 15. Com relação ao inquérito policial, assinale a opção correta. Alternativas (a) É indispensável sua instauração e conclusão com indiciamento para o oferecimento da denúncia. (b) Não é admitida sua instauração em crime de ação penal pública condicionada a representação. (c) O delegado pode arquivar o inquérito policial quando não identificar o autor da infração penal. (d) O inquérito policial é um procedimento administrativo sigiloso que reúne informações para subsidiar a ação penal. (e) A instauração do inquérito policial, de ofício, pelo delegado é obrigatória em se tratando de crimes de ação penal privada. 16.Com relação a inquérito policial, é correto afirmar que Alternativas (a) é um processo administrativo judicialiforme. (b) observa, obrigatoriamente, as garantias do contraditório e da ampla defesa. (c) não tem prazo fixado em lei para ser concluído. (d) é um procedimento dispensável. (e) exige requerimento da vítima para ser instaurado.