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Seja muito bem-vindo! 
 
Você acaba de adquirir o material: Caderno Mapeado Extreme para o Instituto-Geral 
de Perícias do Estado do Rio Grande do Sul - IGP RS. 
 
Esse material é totalmente focado no certame e aborda ponto a ponto do edital da 
disciplina de Criminalística. 
 
Nele foi inserido toda a teoria sobre a matéria cobrada no certame, para facilitar a sua 
compreensão, e marcações das partes mais importantes. 
 
Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova com foco na 
banca Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências – FUNDATEC. 
 
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus 
questionamentos para o suporte: suporte@cadernomapeado.com.br e WhatsApp. 
 
 
Bons Estudos! 
Rumo à Aprovação!! 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS .......................................................................................................................... 8 
CRIMINALÍSTICA ........................................................................................................................................... 9 
Fundamentos da Criminalística ................................................................................................................. 9 
1) Introdução.................................................................................................................................................. 9 
2) Criminalística x Criminologia (delimitação necessária) .................................................................. 9 
a) Esquema comparativo essencial ............................................................................................................... 9 
3) Lugar da Criminalística no processo penal (visão integrada) ...................................................... 10 
4) Cadeia de custódia como eixo de validade ...................................................................................... 10 
5) Como o tema costuma ser cobrado (situações típicas) ................................................................ 11 
6) Breve histórico da Criminalística ........................................................................................................ 11 
a) Linha do tempo resumida ........................................................................................................................ 12 
7) Doutrina da Criminalística ................................................................................................................... 12 
8) Criminalística no processo penal brasileiro ..................................................................................... 12 
a) Esquema de fixação – Doutrina da Criminalística ................................................................................ 13 
9) A base científica da Criminalística ..................................................................................................... 13 
9.1) Princípio de Locard (ou da Troca) ................................................................................................... 13 
9.2) Princípio da Correspondência dos Vestígios ................................................................................ 13 
9.3) Princípio da Reconstrução Fática .................................................................................................... 14 
9.4) Princípio da Causalidade ................................................................................................................... 14 
9.5) Princípio da Probabilidade ............................................................................................................... 14 
9.6) Princípio da Observação e Documentação ................................................................................... 15 
a) Princípios da Criminalística ...................................................................................................................... 15 
10) Finalidade da Criminalística .............................................................................................................. 16 
a) Constatação do fato ................................................................................................................................. 16 
b) Verificação dos meios e modos .............................................................................................................. 16 
c) Indicação da autoria ................................................................................................................................. 17 
d) Finalidade da Criminalística ..................................................................................................................... 17 
11) Métodos da Criminalística ................................................................................................................. 17 
a) Método da Observação ........................................................................................................................... 18 
b) Método da Comparação .......................................................................................................................... 18 
c) Método da Experimentação .................................................................................................................... 18 
d) Método da Mensuração .......................................................................................................................... 18 
e) Método da Reprodução Simulada ......................................................................................................... 19 
f) Métodos da Criminalística ........................................................................................................................ 19 
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Tipos de Provas e Corpo de Delito .......................................................................................................... 20 
1) Introdução................................................................................................................................................ 20 
1.1) Tipos de provas no processo penal ................................................................................................ 20 
1.1.1) Valor e natureza da prova pericial .............................................................................................. 21 
a) Caráter técnico e possibilidade de complementação .......................................................................... 21 
1.2) Diferença entre prova direta e indireta ......................................................................................... 21 
a) Prova direta................................................................................................................................................ 22 
b) Prova indireta ............................................................................................................................................ 22 
1.3) Prova material e imaterial ................................................................................................................ 22 
a) Prova material ........................................................................................................................................... 22 
b) Prova imaterial ..........................................................................................................................................obscuros. 
Fundamentado: deve expor as conclusões de forma lógica e técnica. 
Complementação: se o juiz considerar o laudo insuficiente, poderá determinar a realização de nova 
perícia ou esclarecimentos adicionais (art. 181, CPP). 
 
d) Dispensa de perícia (arts. 167 e 184, CPP) 
Em alguns casos, admite-se a dispensa da perícia: 
Quando não for possível realizar o exame direto, podendo ser suprido por outras provas (ex.: corpo 
desaparecido). 
Quando os vestígios desaparecerem, sendo utilizados testemunhos e documentos como forma in-
direta de corpo de delito. 
 
 
 
e) Esquema – Perícias em geral 
Aspecto Descrição 
Quem realiza Peritos oficiais (concursados) ou não oficiais (nomeados) 
Atuação Responder quesitos, elaborar laudo técnico 
Laudo Deve ser claro, descritivo e fundamentado 
Complementação Juiz pode requisitar nova perícia 
Dispensa Quando impossível realizar exame direto (vestígios desaparecidos) 
 
11) Peritos e Intérpretes (Capítulo VI do CPP) 
Os peritos são auxiliares da Justiça encarregados de realizar exames técnicos ou científicos que 
dependam de conhecimento especializado. Sua atuação é disciplinada no Capítulo VI do CPP (arts. 
275 a 281), complementando o que já vimos nos arts. 159 e seguintes. 
Função principal: realizar exames periciais e apresentar laudos claros, objetivos e fundamentados. 
Escolha: devem ser preferencialmente oficiais; na falta destes, nomeiam-se peritos ad hoc. 
Responsabilidade: podem ser responsabilizados civil, penal e administrativamente por dolo ou ne-
gligência na elaboração do laudo. 
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 Exemplo prático: 
Em crime de incêndio, engenheiros podem ser nomeados como peritos ad hoc para verificar a causa 
do fogo, quando não houver corpo de bombeiros com setor pericial disponível. 
 
a) Impedimentos e suspeições dos peritos 
Assim como juízes e testemunhas, os peritos estão sujeitos às hipóteses de impedimento e suspeição 
(art. 279, CPP). 
 Impedimentos: se tiver interesse direto na causa ou vínculo com as partes. 
 Suspeição: se houver amizade íntima, inimizade capital ou outro fator que comprometa a impar-
cialidade. 
 
b) Intérpretes no processo penal 
Os intérpretes são auxiliares do juízo designados para traduzir idiomas estrangeiros ou linguagem 
especializada (inclusive sinais). Estão previstos nos arts. 236 e 281 do CPP. 
 Finalidade: assegurar o direito de defesa e o pleno contraditório quando as partes, testemunhas 
ou documentos estão em idioma/língua não compreensível pelo juízo. 
 
 Exemplo prático: 
Em um processo por tráfico internacional, um intérprete é nomeado para traduzir conversas telefô-
nicas interceptadas em outro idioma. 
 
c) Diferenças entre peritos e intérpretes 
Critério Peritos Intérpretes 
Objeto Exames técnicos e científicos Tradução de idiomas e linguagens 
Nomeação 
Preferência a peritos oficiais; se não houver, 
nomeação ad hoc 
Nomeados pelo juiz, conforme neces-
sidade 
Produto Laudo pericial Tradução ou versão juramentada 
Finalidade Produzir prova técnica Garantir compreensão e comunicação 
 
c) Jurisprudência relevante 
 STJ: admite a nomeação de peritos ad hoc em locais sem peritos oficiais, desde que possuam 
conhecimento técnico adequado. 
 STF: reconhece a nulidade de prova pericial realizada por perito impedido ou suspeito, pois com-
promete a imparcialidade do exame. 
 
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d) Síntese: 
Os peritos produzem a prova técnica, respondendo a quesitos do juiz e das partes. 
Os intérpretes asseguram a compreensão do processo quando houver barreiras linguísticas. 
Ambos são auxiliares da Justiça e devem atuar com imparcialidade, sob pena de nulidade do exame 
ou da tradução. 
 
 
12) Sistema da persuasão racional 
O processo penal brasileiro adota o sistema da persuasão racional ou do livre convencimento moti-
vado. Isso significa que o juiz tem liberdade para apreciar as provas, mas deve sempre fundamentar 
sua decisão (art. 155, CPP e art. 93, IX, CF). 
 Livre convencimento: o magistrado não está preso a uma hierarquia entre as provas (por exem-
plo, a testemunhal não é automaticamente inferior à documental). 
 Motivação obrigatória: a decisão só é válida se for devidamente fundamentada com base nos 
elementos dos autos. 
 
a) Limites do livre convencimento (art. 155, CPP) 
O juiz não pode decidir com base apenas nos elementos colhidos no inquérito policial, sendo ne-
cessário que a prova seja produzida sob contraditório em juízo. 
 Exemplo prático: uma confissão feita na delegacia precisa ser confirmada em juízo para ter valor. 
 
b) Hierarquia probatória na prática 
Embora o sistema seja de liberdade de apreciação, alguns meios de prova têm força obrigatória 
em determinadas situações: 
Nos crimes que deixam vestígios → é indispensável o exame de corpo de delito (art. 158, CPP). 
A confissão, sozinha, não autoriza condenação sem outras provas. 
A palavra da vítima pode ter grande valor, especialmente em crimes praticados na clandestinidade 
(ex.: crimes sexuais, violência doméstica). 
 
c) Princípios aplicáveis à prova 
Contraditório e ampla defesa (art. 5º, LV, CF): todas as provas devem ser produzidas com a parti-
cipação das partes. 
Legalidade da prova: não se admite prova obtida por meios ilícitos (art. 5º, LVI, CF). 
Proporcionalidade: em casos excepcionais, pode haver flexibilização de restrições, desde que para 
proteger bem jurídico de maior relevância. 
Imparcialidade: o juiz deve avaliar a prova de forma neutra, sem favorecimento a qualquer parte. 
 
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d) Tabela – Apreciação da prova 
Princípio Aplicação prática 
Persuasão racional Juiz aprecia livremente, mas deve fundamentar 
Prova em contraditório Elementos do inquérito não bastam 
Exame de corpo de delito Obrigatório em crimes com vestígios 
Confissão Precisa ser corroborada por outras provas 
Palavra da vítima Valor reforçado em crimes clandestinos 
 
13) Resumo 
A prova é o instrumento essencial para a busca da verdade real no processo penal. O sistema 
brasileiro adota o princípio do livre convencimento motivado, conferindo ao juiz Liberdade na 
apreciação das provas, desde que haja fundamentação. 
 
a) Tipos de prova 
 Prova confessional: é a admissão do acusado sobre a prática do crime. Possui alto valor, mas 
não é absoluta, devendo ser corroborada por outros elementos. Pode ser judicial, extrajudicial, es-
pontânea, provocada, plena ou qualificada. 
 Prova testemunhal: relato de pessoas que presenciaram ou tiveram conhecimento dos fatos. É 
valiosa, mas sujeita à falibilidade da memória e da percepção humana. Nos crimes que deixam ves-
tígios, não substitui o exame pericial. 
 Prova documental: documentos escritos, digitais, audiovisuais ou técnicos que comprovam fa-
tos. O valor depende da autenticidade e integridade, sendo cada vez mais relevante a preservação 
da cadeia de custódia em documentos eletrônicos. 
 Prova pericial: exame técnico ou científico realizado por peritos. É indispensável nos crimes que 
deixam vestígios (art. 158, CPP), sob pena de nulidade absoluta do processo. 
 
b) Corpo de delito e cadeia de custódia 
O corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais que demonstram a ocorrência do crime. O 
exame de corpo de delito pode ser direto (sobre os vestígios remanescentes) ou indireto (quando 
não há possibilidade de exame direto). 
A cadeia de custódia assegura a integridade da prova material, registrando todas as etapas desde 
a coleta até a apresentação em juízo, sendo essencial paragarantir a confiabilidade do processo 
penal. 
 
c) Peritos e intérpretes 
Os peritos são responsáveis pela produção da prova técnica, devendo ser oficiais (concursados). Na 
ausência destes, admite-se a nomeação de peritos ad hoc. Os intérpretes, por sua vez, garantem a 
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compreensão de línguas estrangeiras ou sinais, assegurando a ampla defesa e o contraditório. Am-
bos são auxiliares da Justiça e devem atuar com imparcialidade. 
 
d) Apreciação judicial 
O juiz aprecia a prova segundo a persuasão racional, mas respeitando limites legais: 
Não pode condenar apenas com base em elementos do inquérito; 
Nos crimes com vestígios, é obrigatório o exame de corpo de delito; 
A confissão isolada não é suficiente para a condenação; 
A palavra da vítima pode ter grande valor, especialmente em crimes praticados na clandestinidade. 
 
Importante! 
O estudo dos tipos de prova e do corpo de delito revela a preocupação do processo penal em 
equilibrar a busca pela verdade com a proteção das garantias fundamentais. A prova confessional, 
testemunhal, documental e pericial têm funções distintas, mas convergem para formar um conjunto 
probatório consistente. O corpo de delito e a cadeia de custódia são pilares de validade da prova 
técnica. Já peritos e intérpretes atuam como auxiliares da Justiça, reforçando a cientificidade e a 
legitimidade do processo. Para o concurseiro, compreender a integração desses elementos é essen-
cial para responder tanto questões objetivas quanto discursivas, já que o tema é cobrado de forma 
recorrente e detalhada nos editais. 
 
 
a) Classificação Geral das Provas no Processo Penal 
Tipo de 
Prova 
Descrição 
Origem/Instru-
mento 
Exemplo Prá-
tico 
Valor Probatório 
Prova peri-
cial (técnica) 
Resulta de exame técnico 
realizado por perito ofi-
cial, com base científica. 
Laudo pericial, re-
latório técnico. 
Exame de DNA, 
confronto balís-
tico. 
Alto – pela objeti-
vidade e rigor téc-
nico. 
Prova teste-
munhal (ima-
terial) 
Relato de pessoas sobre 
fatos que presenciaram ou 
tomaram conhecimento. 
Depoimento oral 
ou escrito. 
Testemunha que 
viu o autor fu-
gindo. 
Médio – depende 
da credibilidade 
da fonte. 
Prova docu-
mental 
Registro escrito, digital ou 
audiovisual de fatos rele-
vantes. 
Documentos, 
imagens, áudios, 
e-mails. 
Contrato falso, 
gravação de 
conversa. 
Alto – especial-
mente quando au-
tenticado. 
Prova mate-
rial (real) 
Elementos físicos ou bio-
lógicos ligados ao crime. 
Vestígios coleta-
dos e preserva-
dos. 
Arma, cápsulas, 
manchas de san-
gue. 
Muito alto – é a 
base da criminalís-
tica. 
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Tipo de 
Prova 
Descrição 
Origem/Instru-
mento 
Exemplo Prá-
tico 
Valor Probatório 
Prova con-
fessional 
Declaração do acusado 
assumindo o fato. 
Interrogatório ju-
dicial. 
Réu que admite 
o crime. 
Relevante, mas 
não substitui o 
corpo de delito. 
Prova cir-
cunstan-
cial/indireta 
Demonstra fatos secundá-
rios que indicam o fato 
principal. 
Indícios e dedu-
ções lógicas. 
Resíduos de pól-
vora nas mãos 
do suspeito. 
Alto, quando coe-
rente com o con-
junto. 
 
b) Diferença entre Prova Direta e Prova Indireta 
Aspecto Prova Direta Prova Indireta (ou Indiciária) 
Relação com o 
fato 
Demonstra o fato de forma imediata. 
Depende de inferência lógica para de-
monstrar o fato principal. 
Exemplo típico 
Filmagem do autor cometendo o 
crime. 
Vestígio de pólvora ou DNA que indica 
o autor. 
Caráter Imediato e autossuficiente. Mediato, exige raciocínio técnico. 
Meio de obten-
ção 
Observação direta, testemunho ocu-
lar, registro audiovisual. 
Exame pericial, análise de vestígios. 
Utilização na cri-
minalística 
Menos frequente, pois nem sempre o 
crime é presenciado. 
Predominante — é o foco da investiga-
ção científica. 
Valor probatório Elevado quando inequívoco. 
Elevado quando coerente com outros 
elementos. 
 
c) Diferença entre Prova Material e Imaterial 
Aspecto Prova Material Prova Imaterial (ou Pessoal) 
Natureza Física, concreta, tangível. Subjetiva, verbal ou simbólica. 
Percepção 
Pode ser tocada, medida, fotografada ou ana-
lisada. 
Baseia-se em declarações, pala-
vras ou sons. 
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Aspecto Prova Material Prova Imaterial (ou Pessoal) 
Exemplo 
Arma de fogo, corpo da vítima, mancha de 
sangue, documento. 
Depoimento, confissão, conversa 
gravada. 
Método de 
análise 
Exame técnico-pericial. Avaliação psicológica e lógica. 
Confiabilidade Elevada, pois é verificável e reprodutível. Relativa, sujeita à falha humana. 
Caráter jurí-
dico 
Fundamenta a materialidade do crime. Complementa a prova técnica. 
Importância 
Essencial em crimes com vestígios (art. 158 do 
CPP). 
Importante para reforçar a narra-
tiva dos fatos. 
 
d) Valor Jurídico e Hierarquia das Provas 
Critério Descrição Consequência Jurídica 
Ausência de hierar-
quia formal 
Nenhum tipo de prova é, por si 
só, superior aos demais. 
O juiz deve valorar todas as provas de 
forma motivada. 
Predominância da 
prova técnica 
Em crimes que deixam vestígios, 
a perícia é indispensável. 
O laudo pericial tem peso decisivo na 
comprovação da materialidade. 
Prova pericial × 
confissão 
A confissão não substitui o 
exame pericial. 
A falta de perícia gera nulidade (art. 158 
CPP). 
Complementari-
dade 
As provas se reforçam mutua-
mente. 
Um conjunto coerente tem maior valor 
que uma prova isolada. 
Contraditório e 
ampla defesa 
Todas as provas devem ser aces-
síveis às partes. 
O perito e as conclusões podem ser ques-
tionados por assistentes técnicos. 
 
e) Fases de Valoração da Prova Pericial 
Etapa Descrição Responsável Objetivo 
Produção 
Coleta dos vestígios e realiza-
ção da perícia. 
Perito oficial. 
Garantir autenticidade e ri-
gor técnico. 
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Etapa Descrição Responsável Objetivo 
Documen-
tação 
Registro fotográfico, croquis e 
laudo pericial. 
Perito e órgão pericial. 
Criar suporte objetivo para 
o exame. 
Análise ju-
dicial 
Avaliação do conteúdo do 
laudo no processo. 
Juiz e partes. 
Verificar coerência, clareza e 
fundamentação. 
Comple-
mentação 
Possibilidade de nova perícia 
ou esclarecimentos. 
Juiz (art. 181 CPP). 
Esclarecer dúvidas ou diver-
gências. 
Valoração 
final 
Integração da prova técnica 
com as demais. 
Juiz (livre convenci-
mento motivado). 
Formar a convicção sobre o 
fato. 
 
f) Complementaridade das Provas 
Combinação de Provas Função Integrada Resultado Esperado 
Pericial + Testemunhal Técnica e narrativa humana. Reforço mútuo e contextualização. 
Pericial + Documental Técnica e documental. Confirmação objetiva de dados. 
Pericial + Circunstancial Técnica e lógica dedutiva. Formação de linha investigativa sólida. 
Material + Imaterial Fato físico e relato subjetivo. Conjunto completo de evidências. 
Científica + Confessional Prova técnica e autodeclaração. Validação ou refutação de confissões. 
 
 
g) Valor da prova pericial 
A prova pericial é a que decorre de exame técnico e científico realizado por profissional habili-
tado, o perito oficial, sobre fatos, objetos, substâncias ou pessoas envolvidas em uma infração penal. 
Ela é fundamental para a comprovação da materialidade do delito e, em muitos casos, para a iden-
tificação da autoria. 
O valor da prova pericialé reconhecido por seu caráter técnico, objetivo e reprodutível, o que lhe 
confere alto grau de credibilidade no processo penal. 
Contudo, conforme o princípio do livre convencimento motivado (art. 155 do CPP), o juiz não está 
obrigado a acatar integralmente o laudo pericial, podendo apreciá-lo em conjunto com as demais 
provas — desde que fundamente sua decisão. 
A doutrina moderna (Paulo de Tarso Lyra, Genival Veloso de França e Juarez Cirino dos Santos) des-
taca três características principais da prova pericial: 
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Característica Descrição 
Técnica 
Baseia-se em conhecimentos científicos e métodos padronizados. O perito deve 
utilizar técnicas verificáveis e controladas. 
Objetiva 
O resultado não depende da opinião do perito, mas da aplicação correta de mé-
todos científicos sobre o vestígio. 
Reprodutível 
Outro perito, seguindo o mesmo procedimento, deve alcançar o mesmo resultado 
— garantindo segurança e transparência. 
 
 
 
Local de Crime e Cadeia de Custódia 
1) Introdução 
Vamos iniciar os estudos sobre: 
3. Local de Crime e Cadeia de Custódia: Classificação dos locais de crime (natureza do fato, da 
área, interno/externo, mediato, imediato, relacionado, idôneo/inidôneo). Isolamento do local. 
Processamento do local e divisão de atribuições. Protocolos de DVI e desastres em massa. 
Etapas da cadeia de custódia. Documentação e controle de vestígios. 
 
 
O local de crime representa a principal fonte de informações para a investigação criminal. É nele 
que se encontram os vestígios materiais capazes de comprovar a ocorrência do fato, indicar a autoria 
e esclarecer a dinâmica da ação criminosa. A preservação e o correto processamento do local são 
condições indispensáveis para garantir a fidedignidade da prova pericial e a efetividade da perse-
cução penal. 
Em concursos, esse tema aparece de forma recorrente porque envolve tanto conceitos básicos de 
classificação dos locais quanto aspectos práticos ligados à cadeia de custódia, ao isolamento, ao 
processamento pericial e à divisão de atribuições entre os profissionais que atuam na cena do crime. 
Além disso, normas específicas de atendimento em desastres em massa e protocolos de DVI (Disaster 
Victim Identification) também costumam ser objeto de cobrança, dada sua relevância social e huma-
nitária. 
Estudar este capítulo é essencial porque: 
Permite compreender como o local de crime deve ser preservado; 
Explica a importância da cadeia de custódia dos vestígios; 
Destaca os riscos de contaminação ou adulteração da prova; 
Contextualiza protocolos internacionais aplicáveis em situações complexas, como acidentes aéreos 
ou catástrofes naturais. 
 
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a) Local de Crime e Cadeia De Custódia 
 Classificação dos locais: natureza do fato, da área, interno/externo, mediato, imediato, relacio-
nado, idôneo/inidôneo. 
 Isolamento do local: preservação inicial pela autoridade policial. 
 Processamento e divisão de atribuições: coleta, registro e análise de vestígios. 
 Protocolos DVI e desastres em massa: normas internacionais de identificação de vítimas. 
 Cadeia de custódia: etapas (reconhecimento, coleta, acondicionamento, transporte, processa-
mento, armazenamento, descarte). 
 Documentação e controle de vestígios: registros escritos, fotográficos e digitais. 
 
2) Classificação dos Locais de Crime 
A classificação dos locais de crime é fundamental para orientar a atuação pericial e as estratégias 
de preservação e coleta de vestígios. Essa categorização permite compreender o contexto em que 
os fatos ocorreram e as limitações práticas do trabalho pericial. 
 
a) Quanto à natureza do fato 
 Local de crime doloso: decorre de conduta intencional, como homicídio, latrocínio, roubo. 
 Local de crime culposo: resultado de imprudência, negligência ou imperícia, como acidentes de 
trânsito fatais. 
 Local de crime preterdoloso: combina dolo e culpa, como lesão corporal seguida de morte. 
 
 Exemplo prático: 
Em um homicídio doloso, a cena apresenta vestígios de disparos de arma de fogo; em um acidente 
de trânsito culposo, os vestígios podem incluir frenagens e posição final dos veículos. 
 
b) Quanto à natureza da área 
Local urbano: dentro de cidades, com presença de edificações e fluxo populacional. 
Local rural: áreas afastadas, geralmente com acesso restrito e vestígios expostos a intempéries. 
 
c) Quanto ao ambiente (interno ou externo) 
Local interno: espaço fechado, como uma residência, loja ou escritório. Vestígios tendem a ser mais 
preservados. 
Local externo: via pública, campo aberto, praia. Vestígios ficam sujeitos a ação do clima, trânsito de 
pessoas e animais. 
 
d) Quanto à divisão espacial 
Local imediato: é o ponto exato onde ocorreu a ação criminosa (ex.: sala em que ocorreu um homi-
cídio). 
Local mediato: áreas próximas, ligadas ao fato, onde podem existir vestígios complementares (ex.: 
quintal da casa onde o autor fugiu). 
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Local relacionado: ambientes distantes, mas vinculados ao crime (ex.: veículo usado para transporte 
da vítima em um sequestro). 
 
e) Quanto à preservação dos vestígios 
Local idôneo: permanece intacto, sem interferências, até a chegada da perícia. 
Local inidôneo: já sofreu alteração por curiosos, policiais ou familiares, comprometendo a fidedig-
nidade dos vestígios. 
 
f) Esquema – Classificação dos locais de crime 
Critério Classificação Exemplo prático 
Natureza do 
fato 
Doloso, culposo, preterdo-
loso 
Homicídio, acidente de trânsito, lesão seguida de 
morte 
Natureza da 
área 
Urbano ou rural Rua movimentada / Fazenda 
Ambiente Interno ou externo Quarto / Estrada 
Divisão espacial 
Imediato, mediato, relacio-
nado 
Sala do crime / quintal / veículo 
Preservação Idôneo ou inidôneo Cena intacta / local mexido por curiosos 
 
3) Isolamento do Local de Crime 
O isolamento do local de crime é a primeira providência a ser adotada pelas autoridades que che-
gam à cena. Trata-se do conjunto de medidas destinadas a resguardar o ambiente contra alterações, 
contaminações ou destruições, garantindo que os vestígios permaneçam íntegros até a chegada da 
equipe pericial. 
 
a) Quem deve realizar o isolamento 
Primeiros policiais que chegam ao local (normalmente policiais militares ou civis) têm o dever de 
preservar a cena. 
Compete a eles delimitarem a área, impedir acesso indevido e registrar quem entra e sai do espaço. 
A perícia oficial só assume o local após a chegada dos peritos. 
 
b) Como se realiza o isolamento 
 Delimitação física: uso de fitas zebrada, barreiras móveis, cones ou viaturas. 
 Controle de acesso: apenas pessoas autorizadas podem entrar, devendo seus nomes ser regis-
trados. 
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 Proteção contra intempéries: em locais externos, pode ser necessário uso de lonas ou cobertu-
ras para proteger vestígios da chuva, vento ou sol. 
 
 Exemplo prático: 
Em um homicídio em via pública, os policiais delimitam toda a área onde há sangue, cápsulas e 
objetos pessoais da vítima, evitando a aproximação de curiosos. 
 
c) Importância do isolamento 
Garante a autenticidade dos vestígios. 
Evita a contaminação (ex.: pisadas em manchas de sangue, manipulação de objetos). 
Permite à perícia reconstruir a cena com maior fidedignidade. 
Constitui dever funcional: a falta de preservação pode gerar responsabilização administrativaou até 
mesmo nulidade probatória. 
 
d) Problemas comuns 
 Curiosos que entram no local antes do isolamento. 
 Socorristas que movem objetos ao prestar atendimento (situação compreensível, mas que pode 
alterar a cena). 
 Policiais que manipulam vestígios sem necessidade, comprometendo a cadeia de custódia. 
 
e) Esquema – Isolamento do local 
Etapa Descrição Exemplo prático 
Delimitação Criar barreiras físicas Fita zebrada ao redor da cena 
Controle Restringir entrada Registrar quem acessa 
Proteção Evitar ação do tempo Cobrir vestígios com lona 
Responsáveis Primeiros policiais no local PM que atende ocorrência de homicídio 
 
4) Processamento do Local e Divisão de Atribuições 
 
a) O que é o processamento do local de crime 
O processamento do local consiste no conjunto de atividades realizadas pela equipe pericial para 
coletar, registrar e analisar os vestígios encontrados. É a etapa em que o trabalho técnico-cientí-
fico transforma a cena em informação útil para a investigação e o processo penal. 
 
b) Etapas do processamento 
Observação inicial: o perito faz uma avaliação geral da cena, sem alterar nada. 
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Registro do local: fotografias, filmagens, croquis e anotações descrevem a cena de forma detalhada. 
Busca de vestígios: procura minuciosa por evidências (sangue, armas, fibras, digitais, eletrônicos 
etc.). 
Coleta e acondicionamento: recolhimento cuidadoso dos vestígios, devidamente embalados e 
identificados. 
Encaminhamento para exames: envio dos vestígios aos laboratórios competentes, respeitando a 
cadeia de custódia. 
 
c) Divisão de atribuições na equipe pericial 
Perito criminal: coordena o processamento, descreve a cena, analisa vestígios físicos, elabora laudo. 
Fotógrafo pericial: registra a cena em diferentes ângulos, assegurando documentação visual fide-
digna. 
Papiloscopista: coleta impressões digitais, palmares ou plantares. 
Auxiliares técnicos: colaboram na coleta e transporte dos vestígios. 
Autoridade policial: acompanha o trabalho e garante a segurança da equipe. 
 
 Exemplo prático: 
Em um homicídio dentro de residência, o perito criminal descreve o local e coleta projéteis; o fotó-
grafo registra imagens; o papiloscopista coleta digitais em portas e copos; auxiliares acondicionam 
materiais. 
 
d) Importância da divisão de funções 
Evita sobreposição de tarefas. 
Assegura maior eficiência e rapidez no trabalho. 
Facilita a rastreabilidade da prova (quem coletou, embalou e encaminhou). 
Reduz falhas e contaminações por excesso de manipulação. 
 
e) Tabela– Divisão de atribuições 
Profissional Função principal 
Perito criminal Coordena, descreve, analisa vestígios 
Fotógrafo pericial Registro visual da cena 
Papiloscopista Coleta de impressões digitais 
Auxiliares Apoio na coleta, embalagem, transporte 
Autoridade policial Segurança e acompanhamento 
 
5) Protocolos de DVI e Atuação em Desastres em Massa 
 
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a) O que é DVI (Disaster Victim Identification) 
O DVI é o processo internacionalmente padronizado para identificação de vítimas em desastres 
de grande proporção (acidentes aéreos, desmoronamentos, incêndios, enchentes, atentados, entre 
outros). A coordenação desses protocolos é realizada pela INTERPOL, que fornece diretrizes para 
atuação integrada de peritos, médicos-legistas, policiais e equipes de resgate. 
O objetivo é assegurar a identificação científica e humanitária das vítimas, garantindo dignidade 
aos mortos e segurança jurídica para seus familiares. 
 
b) Etapas do DVI segundo a INTERPOL 
 Levantamento do local (fase pós-desastre): isolamento, busca e recuperação de corpos ou 
fragmentos humanos. 
 Exame post mortem: análise do corpo (impressões digitais, arcada dentária, DNA, características 
físicas, objetos pessoais). 
 Exame ante mortem: coleta de dados dos familiares (fichas médicas, registros odontológicos, 
DNA de parentes próximos). 
 Comparação de dados: cruzamento entre informações post mortem e ante mortem. 
 Identificação e entrega: elaboração de relatório oficial confirmando a identidade, com posterior 
liberação do corpo à família. 
 
c) Atuação da Criminalística em desastres em massa 
Nos desastres, o trabalho da Criminalística exige: 
 Rigor científico: cada vestígio deve ser tratado de forma independente e documentado deta-
lhadamente. 
 Organização em equipes multidisciplinares: médicos-legistas, odontologistas forenses, papi-
loscopistas, geneticistas e peritos criminais atuam de forma integrada. 
 Preservação de objetos pessoais: anéis, roupas, documentos, celulares auxiliam na identificação. 
 Registro sistemático: planilhas, fotografias e etiquetas são usados para evitar confusão entre 
vítimas. 
 
 Exemplo prático: 
Em um acidente aéreo, equipes DVI recolhem fragmentos corporais, colhem digitais e DNA, fotogra-
fam pertences e cruzam os dados com fichas médicas e odontológicas fornecidas por familiares. 
 
d) Importância para concursos 
O tema DVI aparece em editais porque envolve: 
Cadeia de custódia em larga escala; 
Aplicação de métodos científicos variados; 
Integração entre Criminalística, Medicina Legal e identificação civil; 
Garantia de direitos fundamentais das vítimas e familiares. 
 
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e) Esquema – DVI e desastres em massa 
Etapa Atividade principal 
Levantamento do local Busca, isolamento e recuperação de corpos 
Exame post mortem Impressões digitais, arcada dentária, DNA, objetos pessoais 
Exame ante mortem Fichas médicas, registros odontológicos, DNA de parentes 
Comparação de dados Confronto entre dados post e ante mortem 
Identificação e entrega Confirmação oficial da identidade e liberação à família 
 
6) Etapas da Cadeia de Custódia (Arts. 158-A a 158-F do CPP) 
A cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos documentados que garantem a rastreabili-
dade do vestígio, desde sua coleta até o descarte autorizado. O objetivo é assegurar que a prova 
apresentada em juízo seja a mesma encontrada no local do crime, sem adulterações, perdas ou 
substituições. 
 
a) Reconhecimento 
O vestígio é identificado como potencialmente relevante para a investigação. 
 Exemplo: cápsulas de munição encontradas no chão após um homicídio. 
 
b) Isolamento 
O local é protegido para evitar contaminação ou manipulação inadequada. 
 Exemplo: delimitação com fita de segurança e controle de entrada de pessoas. 
 
c) Coleta 
Os vestígios são recolhidos com técnicas adequadas, utilizando luvas, pinças, envelopes, sacos plás-
ticos ou caixas, sempre com cuidado para evitar contaminação. 
 Exemplo: coleta de manchas de sangue com swabs estéreis para exame de DNA. 
 
d) Acondicionamento 
Os materiais coletados são embalados em recipientes apropriados, lacrados e identificados com eti-
quetas contendo número, data, hora e responsável pela coleta. 
 Exemplo: cartucho de munição lacrado em embalagem individual. 
 
e) Transporte 
O vestígio é transferido ao laboratório ou setor técnico, respeitando segurança e controle. 
 Exemplo: drogas apreendidas levadas ao Instituto de Criminalística com protocolo oficial. 
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f) Recebimento e processamento 
No laboratório, o material é registrado, aberto sob condições controladas e submetido a exame 
técnico-científico. 
 Exemplo: projétil encaminhado ao setor de balística para confronto com determinada arma defogo. 
 
g) Armazenamento 
Após a análise, o vestígio pode ser guardado até a decisão judicial final. 
 Exemplo: drogas apreendidas armazenadas em depósito de custódia até determinação de des-
truição. 
 
h) Descarte ou devolução 
Finalizado o processo, os vestígios são descartados conforme decisão judicial ou devolvidos ao pro-
prietário, quando cabível. 
 Exemplo: devolução de veículo apreendido após perícia em caso de acidente de trânsito. 
 
i) Quadro – Etapas da cadeia de custódia 
Etapa Descrição Exemplo prático 
Reconhecimento Identificação do vestígio Cápsula de munição 
Isolamento Proteção do local Fita zebrada em cena de crime 
Coleta Recolhimento técnico Swab em mancha de sangue 
Acondicionamento Embalagem e lacre Cartucho em envelope lacrado 
Transporte Envio controlado Drogas levadas ao Instituto 
Processamento Análise em laboratório Confronto balístico 
Armazenamento Guarda até decisão Depósito judicial 
Descarte/devolução Destinação final Destruição de drogas 
 
 
7) Documentação e Controle de Vestígios 
 
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a) Importância da documentação 
A prova pericial só tem validade se houver registro fiel e seguro de cada vestígio coletado. A 
documentação garante que o material encontrado no local seja rastreável, íntegro e confiável até 
sua análise em laboratório e posterior uso em juízo. 
Sem a devida documentação, a cadeia de custódia pode ser quebrada, comprometendo a credibili-
dade da prova e, em consequência, todo o processo penal. 
 
b) Formas de documentação dos vestígios 
Fotográfica: imagens tiradas antes, durante e depois da coleta, mostrando a posição e o estado 
original dos vestígios. 
Filmagem: utilizada em locais de maior complexidade, para registrar a cena de forma dinâmica. 
Croquis (esquemas desenhados): representação gráfica do local, indicando posições de objetos, 
corpos, manchas, portas e janelas. 
Registro escrito: anotações detalhadas feitas pelos peritos, descrevendo o vestígio, o modo de co-
leta, horário e responsáveis. 
Etiquetagem: cada item coletado recebe identificação única (número de lacre, data, hora e nome 
do responsável). 
 
 Exemplo prático: 
Em um local de homicídio, a arma encontrada ao lado do corpo deve ser fotografada in loco, descrita 
em relatório, lacrada em embalagem própria e identificada com etiqueta numerada antes de ser 
transportada. 
 
c) Controle de vestígios 
O controle é realizado por meio de: 
Protocolo de entrada e saída: documento que registra cada movimentação do vestígio. 
Livro de cadeia de custódia: histórico cronológico com informações sobre quem coletou, transpor-
tou, analisou e armazenou o material. 
Assinaturas ou registros digitais: asseguram responsabilidade individual sobre o manuseio. 
 
d) Riscos da ausência de documentação adequada 
Quebra da cadeia de custódia: impossibilidade de garantir a autenticidade do vestígio. 
Contaminação da prova: mistura ou troca de materiais sem controle. 
Nulidade processual: laudos periciais podem ser desconsiderados judicialmente. 
 
e) Quadro – Documentação e controle dos vestígios 
Etapa Meio de registro Finalidade 
Fotografia Imagens estáticas Mostrar posição original 
Filmagem Registro dinâmico Cenas complexas 
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Etapa Meio de registro Finalidade 
Croquis Esquema gráfico Indicar posições de objetos e vestígios 
Relatório escrito Descrição detalhada Complementar prova fotográfica 
Etiquetagem Código único Identificar material 
Protocolo Controle de entradas/saídas Garantir rastreabilidade 
 
8) Resumo 
O local de crime é a principal fonte de vestígios materiais para a investigação criminal. Sua correta 
preservação e processamento permitem a comprovação da materialidade do delito, a reconstituição 
da dinâmica e a possível identificação da autoria. 
 
a) Classificação dos locais 
Natureza do fato: doloso, culposo ou preterdoloso. 
Natureza da área: urbano ou rural. 
Ambiente: interno ou externo. 
Divisão espacial: imediato, mediato e relacionado. 
Preservação: idôneo (intacto) ou inidôneo (alterado). 
 
b) Isolamento do local 
É a primeira medida a ser adotada, geralmente pelos policiais que chegam antes da perícia. Garante 
a integridade dos vestígios por meio de barreiras físicas, controle de acesso e proteção contra in-
tempéries. 
 
c) Processamento do local 
Realizado pela equipe pericial, inclui observação, registro fotográfico e croqui, busca de vestígios, 
coleta, acondicionamento e encaminhamento ao laboratório. A divisão de atribuições entre perito 
criminal, fotógrafo, papiloscopista, auxiliares e autoridade policial assegura eficiência e rastreabili-
dade. 
 
d) Protocolos de DVI e desastres em massa 
Em eventos de grande magnitude, como acidentes aéreos, enchentes e incêndios, aplicam-se pro-
tocolos padronizados da INTERPOL, divididos em fases: levantamento do local, exames post mortem, 
coleta de dados ante mortem, comparação e identificação final. O objetivo é garantir dignidade às 
vítimas e segurança jurídica às famílias. 
 
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e) Cadeia de custódia 
Prevista no CPP (arts. 158-A a 158-F), envolve as etapas de reconhecimento, isolamento, coleta, acon-
dicionamento, transporte, recebimento e processamento, armazenamento e descarte ou devolução. 
É o alicerce da confiabilidade da prova técnica. 
 
f) Documentação e controle dos vestígios 
O registro deve ser feito por meio de fotografias, filmagens, croquis, relatórios escritos e etiqueta-
gem dos materiais. O controle é mantido por protocolos de entrada e saída e livro de cadeia de 
custódia, garantindo a rastreabilidade. 
 
 Importante! 
 
O estudo do local de crime e da cadeia de custódia demonstra a centralidade da Criminalística no 
processo penal. A correta classificação do local, o isolamento imediato, o processamento científico 
dos vestígios e a aplicação dos protocolos de custódia e documentação formam um sistema inte-
grado que assegura a autenticidade, integridade e validade da prova. Para o concurseiro, dominar 
esses pontos significa compreender como o Direito Processual Penal se conecta à prática da inves-
tigação criminal, tema frequentemente explorado em provas objetivas e discursivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parabéns por ter concluído o estudo da matéria! 
 
Bora para cima! 
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1.4) Hierarquia entre as provas ............................................................................................................... 23 
1.5) Conclusão da seção ............................................................................................................................ 23 
3) Corpo de Delito e sua importância .................................................................................................... 23 
4) Perícias, Peritos e Intérpretes .............................................................................................................. 24 
a) Sistema Probatório No CPP ..................................................................................................................... 24 
5) Prova Confessional ................................................................................................................................ 24 
a) Natureza Jurídica ...................................................................................................................................... 24 
b) Classificação da Confissão ....................................................................................................................... 24 
c) Valor Probatório ........................................................................................................................................ 25 
d) Jurisprudência relevante (STF e STJ):...................................................................................................... 25 
e) Esquema – Prova Confessional ............................................................................................................... 25 
6) Prova Testemunhal ................................................................................................................................ 25 
a) Regras legais .............................................................................................................................................. 25 
b) Importância e Limites ............................................................................................................................... 26 
c) Proibição de prova testemunhal exclusiva ............................................................................................ 26 
d) Jurisprudência importante ...................................................................................................................... 26 
e) Quadro – Prova Testemunhal .................................................................................................................. 26 
7) Prova Documental.................................................................................................................................. 26 
a) Espécies de documentos aceitos no processo penal ........................................................................... 27 
b) Valor probatório ....................................................................................................................................... 27 
c) Admissibilidade de documentos eletrônicos ........................................................................................ 27 
d) Jurisprudência relevante .......................................................................................................................... 27 
e) Esquema – Prova Documental ................................................................................................................ 27 
8) Prova Pericial ........................................................................................................................................... 28 
a) Regra da indispensabilidade (art. 158, CPP) .......................................................................................... 28 
b) Características da prova pericial ............................................................................................................. 28 
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5 
 
c) Tipos de perícia mais comuns ................................................................................................................. 28 
d) Jurisprudência relevante .......................................................................................................................... 28 
e) Quadro – Prova Pericial ............................................................................................................................ 29 
9) Corpo de Delito e Cadeia de Custódia .............................................................................................. 29 
a) Exame de Corpo de Delito (art. 158, CPP) ............................................................................................. 29 
b) Cadeia de Custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP) ................................................................................ 29 
c) Jurisprudência relevante .......................................................................................................................... 30 
d) Tabela – Corpo de Delito e Cadeia de Custódia .................................................................................. 30 
10) Perícias em Geral (Arts. 159 a 184 do CPP) ................................................................................... 30 
a) Quem realiza a perícia (art. 159, CPP) .................................................................................................... 30 
b) Nomeação e atuação dos peritos .......................................................................................................... 31 
c) Requisitos do laudo pericial (art. 160, CPP) ........................................................................................... 31 
d) Dispensa de perícia (arts. 167 e 184, CPP) ............................................................................................ 31 
e) Esquema – Perícias em geral ................................................................................................................... 31 
11) Peritos e Intérpretes (Capítulo VI do CPP) .................................................................................... 31 
a) Impedimentos e suspeições dos peritos ............................................................................................... 32 
b) Intérpretes no processo penal ................................................................................................................ 32 
c) Diferenças entre peritos e intérpretes .................................................................................................... 32 
c) Jurisprudência relevante .......................................................................................................................... 32 
d) Síntese: ....................................................................................................................................................... 33 
12) Sistema da persuasão racional .......................................................................................................... 33 
a) Limites do livre convencimento (art. 155, CPP)..................................................................................... 33 
b) Hierarquia probatória na prática ............................................................................................................ 33 
c) Princípios aplicáveis à prova .................................................................................................................... 33 
d) Tabela – Apreciação da prova ................................................................................................................. 34 
13) Resumo ................................................................................................................................................... 34 
a) Tipos de prova ...........................................................................................................................................34 
b) Corpo de delito e cadeia de custódia .................................................................................................... 34 
c) Peritos e intérpretes .................................................................................................................................. 34 
d) Apreciação judicial.................................................................................................................................... 35 
a) Classificação Geral das Provas no Processo Penal ............................................................................... 35 
b) Diferença entre Prova Direta e Prova Indireta ...................................................................................... 36 
c) Diferença entre Prova Material e Imaterial ............................................................................................ 36 
d) Valor Jurídico e Hierarquia das Provas .................................................................................................. 37 
e) Fases de Valoração da Prova Pericial ..................................................................................................... 37 
f) Complementaridade das Provas .............................................................................................................. 38 
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6 
 
g) Valor da prova pericial ............................................................................................................................. 38 
Local de Crime e Cadeia de Custódia ..................................................................................................... 39 
1) Introdução................................................................................................................................................ 39 
a) Local de Crime e Cadeia De Custódia .................................................................................................... 40 
2) Classificação dos Locais de Crime ...................................................................................................... 40 
a) Quanto à natureza do fato ...................................................................................................................... 40 
b) Quanto à natureza da área ...................................................................................................................... 40 
c) Quanto ao ambiente (interno ou externo) ............................................................................................ 40 
d) Quanto à divisão espacial ........................................................................................................................ 40 
e) Quanto à preservação dos vestígios ...................................................................................................... 41 
f) Esquema – Classificação dos locais de crime ......................................................................................... 41 
3) Isolamento do Local de Crime ............................................................................................................. 41 
a) Quem deve realizar o isolamento ........................................................................................................... 41 
b) Como se realiza o isolamento ................................................................................................................. 41 
c) Importância do isolamento...................................................................................................................... 42 
d) Problemas comuns ................................................................................................................................... 42 
e) Esquema – Isolamento do local .............................................................................................................. 42 
4) Processamento do Local e Divisão de Atribuições ......................................................................... 42 
a) O que é o processamento do local de crime ........................................................................................ 42 
b) Etapas do processamento ....................................................................................................................... 42 
c) Divisão de atribuições na equipe pericial .............................................................................................. 43 
d) Importância da divisão de funções ........................................................................................................ 43 
e) Tabela– Divisão de atribuições ............................................................................................................... 43 
5) Protocolos de DVI e Atuação em Desastres em Massa ................................................................. 43 
a) O que é DVI (Disaster Victim Identification).......................................................................................... 44 
b) Etapas do DVI segundo a INTERPOL ..................................................................................................... 44 
c) Atuação da Criminalística em desastres em massa .............................................................................. 44 
d) Importância para concursos .................................................................................................................... 44 
e) Esquema – DVI e desastres em massa ................................................................................................... 45 
6) Etapas da Cadeia de Custódia (Arts. 158-A a 158-F do CPP) ....................................................... 45 
a) Reconhecimento ....................................................................................................................................... 45 
b) Isolamento ................................................................................................................................................. 45 
c) Coleta .......................................................................................................................................................... 45 
d) Acondicionamento ................................................................................................................................... 45 
e) Transporte .................................................................................................................................................. 45 
f) Recebimento e processamento ............................................................................................................... 46 
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7 
 
g) Armazenamento ....................................................................................................................................... 46 
h) Descarte ou devolução ............................................................................................................................ 46 
i) Quadro – Etapas da cadeia de custódia ................................................................................................. 46 
7) Documentação e Controle de Vestígios ............................................................................................ 46 
a) Importância da documentação ............................................................................................................... 47 
b) Formas de documentação dos vestígios ............................................................................................... 47 
c) Controle de vestígios ................................................................................................................................ 47d) Riscos da ausência de documentação adequada ................................................................................ 47 
e) Quadro – Documentação e controle dos vestígios .............................................................................. 47 
8) Resumo ..................................................................................................................................................... 48 
a) Classificação dos locais ............................................................................................................................ 48 
b) Isolamento do local .................................................................................................................................. 48 
c) Processamento do local ........................................................................................................................... 48 
d) Protocolos de DVI e desastres em massa ............................................................................................. 48 
e) Cadeia de custódia ................................................................................................................................... 49 
f) Documentação e controle dos vestígios ................................................................................................ 49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Pessoal! 
Antes de iniciarmos o estudo de Criminalística, apresentaremos os assuntos que são cobrados no 
edital. Siga firme com os estudos que a aprovação virá!! 
CONTEÚDO 
Histórico e doutrina da Criminalística. Postulados da criminalística. Noções e princípios da Criminalística. 
Tipos de provas: prova confessional, prova testemunhal, prova documental e prova pericial . Métodos da 
Criminalística. Corpo de Delito: conceito. Classificação dos locais de crime: Quanto à natureza do fato; 
Quanto à natureza da área: local de crime interno e local de crime externo; Quanto à divisão: local mediato, 
imediato e relacionado; Quanto à preservação: idôneo e inidôneo; Isolamento de local. Processamento de 
locais de crimes e divisão de atribuições. Protocolos de DVI e atendimento de desastres em massa. Docu-
mentos criminalísticos: auto, laudo pericial, parecer criminalísticos. Finalidade da criminalística: constatação 
do fato, verificação dos meios e dos modos e possível indicação da autoria. Etapas da Cadeia de Custódia; 
Documentação e controle dos vestígios; 
 Importante! 
O Caderno Mapeado Extreme não aborda todos os assuntos dispostos no edital, ele contempla os 
temas mais importantes que tem a maior probabilidade de cair na sua prova. A proposta é que o 
aluno consiga estudar/revisar em 7 dias. 
 
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CRIMINALÍSTICA 
 
 
Fundamentos da Criminalística 
1) Introdução 
Vamos iniciar os estudos sobre: 
Finalidade: constatação do fato, verificação de meios, modos e possível indicação da autoria. 
Métodos da Criminalística. 
 
A Criminalística ocupa posição central nas rotinas investigativas e no processo penal, pois trans-
forma vestígios materiais em informação técnica confiável, apta a subsidiar decisões de grande 
impacto: decretação de prisões, recebimento de denúncias, sentenças condenatórias ou absolutó-
rias. Em provas de concursos, o tema aparece tanto em noções gerais (conceitos, finalidades, prin-
cípios e métodos), quanto em abordagens aplicadas (cadeia de custódia, cena de crime, vestígios e 
exames periciais). Dominar esses fundamentos permite ao concurseiro transitar com segurança do 
plano teórico ao prático, reconhecendo o que é prova técnica, como ela é produzida e validada. 
 
2) Criminalística x Criminologia (delimitação necessária) 
Embora caminhem juntas no universo das ciências criminais, Criminalística e Criminologia têm fo-
cos e métodos distintos. A Criminalística volta-se ao “ser” material do delito, lidando com o vestígio 
objetivo (mancha de sangue, projétil, impressão digital, assinatura, log de acesso, partículas, resí-
duos). Já a Criminologia analisa o fenômeno crime em perspectiva macro e micro (fatores sociais, 
econômicos, psicológicos, institucionais), buscando explicá-lo e preveni-lo. Em suma: a Criminalística 
explica o como (meios, modos, dinâmica) e aponta o quem (autoria provável) a partir da matéria-
prima do caso; a Criminologia explica o porquê (etiologia, controle social). 
 
a) Esquema comparativo essencial 
Critério Criminalística Criminologia 
Objeto imediato Vestígios materiais do delito Crime como fenômeno social 
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Critério Criminalística Criminologia 
Finalidade 
Comprovar materialidade, reconstruir di-
nâmica e indicar autoria 
Explicar causas e padrões, avaliar po-
líticas de controle 
Método preva-
lente 
Empírico-experimental, técnico-científico 
Interdisciplinar (sociologia, psicolo-
gia, direito etc.) 
Produto típico Laudo/parecer pericial, relatório técnico 
Diagnósticos, teorias explicativas, es-
tudos empíricos 
 
3) Lugar da Criminalística no processo penal (visão integrada) 
A Criminalística não substitui o juízo de valor jurídico; ela qualifica a prova ao trazer certezas e 
probabilidades mensuráveis. Na prática: 
Na investigação, contribui para constatação do fato (materialidade), verificação dos meios e modos 
(dinâmica) e possível indicação da autoria (nexo entre vestígio e investigado). 
No processo, entrega laudos e pareceres que serão submetidos ao contraditório, compondo o 
acervo probatório ao lado de prova testemunhal, confissão e documentos. 
 
4) Cadeia de custódia como eixo de validade 
A utilidade de qualquer achado pericial depende de coleta, acondicionamento, registro, rastreabili-
dade e guarda. A cadeia de custódia garante que o vestígio analisado pelo perito seja o mesmo 
colhido no local, sem contaminação, substituição ou manipulação indevida. Para o concurseiro, três 
ideias são chave: 
 Rastreabilidade: cada transferência do vestígio é documentada. 
 Integridade: lacres, embalagens adequadas e registros fotográficos asseguram que o material 
não foi alterado. 
 Autenticidade: o que vai ao laboratório é inequivocamente vinculado ao caso. 
 
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5) Como o tema costuma ser cobrado (situações típicas) 
 Reconhecimento de conceito e finalidade da Criminalística (materialidade, dinâmica, autoria). 
 Aplicação dos princípios (p. ex., “todo contato deixa uma marca” – princípio de Locard). 
 Identificação de método adequado (observação, comparação, experimentação, mensuração, 
reprodução). 
 Cadeia de custódia: etapas, falhas e reflexos na validade da prova técnica. 
 Distinção entre áreas (balística, documentoscopia, papiloscopia, informática forense etc.) em 
casos práticos. 
 
 Exemplo contextualizado: 
Em furto com arrombamento, porta danificada, pegadas no piso e um boné encontrado. O que in-
teressa à Criminalística? Vestígios de fricção e fratura na fechadura (meio e modo), padrão de 
pegadas (trajeto e dinâmica) e DNA/suor no boné (possível autoria). Tudo isso precisa ser coletado, 
embalado e registrado com cadeia de custódia íntegra. 
 
6) Breve histórico da Criminalística 
A Criminalística tem origem ligada ao desenvolvimento científico do século XIX, quando métodos 
das ciências naturais começaram a ser aplicados à investigação criminal. Antes disso, a apuraçãode 
delitos era marcada por práticas empíricas e pela predominância da confissão ou do testemunho 
como fontes principais de prova. 
 Marco inicial: Edmond Locard, considerado o “pai da Criminalística moderna”, formulou o fa-
moso princípio da troca – “todo contato deixa uma marca”. A partir desse postulado, consolidou-
se a ideia de que nenhum crime ocorre sem deixar vestígios, cabendo ao perito identificá-los e ana-
lisá-los. 
 Institucionalização: no início do século XX, surgiram os primeiros laboratórios de polícia técnica 
na Europa, especialmente na França e Alemanha, voltados à análise de impressões digitais, balística 
e documentos. 
 No Brasil: a Criminalística começou a ganhar corpo a partir da criação dos institutos de identifi-
cação e perícia nos estados, consolidando-se como ciência aplicada ao processo penal com a evo-
lução da legislação processual e a valorização da prova técnica. 
 
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a) Linha do tempo resumida 
Época Característica Contribuição 
Até séc. XVIII 
Investigação empírica, sem base cientí-
fica 
Prevalência da confissão e testemunho 
Séc. XIX Aplicação das ciências naturais 
Primeiros estudos técnicos e laboratori-
ais 
Início séc. XX Consolidação de métodos Locard e laboratórios criminais 
Brasil (séc. XX) Criação dos institutos de perícia Estruturação da Polícia Técnico-Científica 
 
7) Doutrina da Criminalística 
A doutrina entende a Criminalística como ciência autônoma, dotada de objeto próprio, método 
científico e princípios que a distinguem de outras áreas. É uma disciplina empírico-experimental, 
que aplica conhecimentos das ciências exatas, biológicas e sociais à investigação criminal. 
 Objeto: os vestígios materiais relacionados ao crime. 
 Método: observação, experimentação, mensuração e comparação científica. 
 Finalidade: fornecer informações técnicas que auxiliem na reconstrução dos fatos, identificação 
de meios e modos utilizados e possível indicação de autoria. 
A doutrina também enfatiza a necessidade de interdisciplinaridade: a Criminalística não se fecha 
em si mesma, mas dialoga com áreas como Medicina Legal, Direito Penal, Química, Física, Biologia, 
Engenharia e Informática, dependendo do tipo de vestígio analisado. 
 
8) Criminalística no processo penal brasileiro 
A doutrina reforça que a Criminalística cumpre papel essencial na comprovação da materialidade 
do delito. O Código de Processo Penal (art. 158) estabelece que, em crimes que deixam vestígios, é 
indispensável o exame pericial, não podendo ser suprido pela confissão do acusado. Esse disposi-
tivo reforça a autonomia e a relevância da prova técnica: 
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 Sem perícia, há risco de nulidade processual. 
 Com perícia válida, há fortalecimento da busca da verdade real, com maior segurança jurídica. 
 
a) Esquema de fixação – Doutrina da Criminalística 
 Ciência autônoma: objeto (vestígios), método (científico), finalidade (prova técnica). 
 Princípio central: Locard – todo contato deixa uma marca. 
 Interdisciplinaridade: conexão com outras ciências. 
 No processo penal: indispensabilidade da perícia em crimes que deixam vestígios (art. 158, CPP). 
 
9) A base científica da Criminalística 
A Criminalística se estrutura sobre postulados universais que dão validade ao trabalho pericial. Es-
ses princípios garantem que a atividade não seja mera especulação, mas sim ciência aplicada, fun-
dada em observação, experimentação e raciocínio lógico. São eles que orientam a coleta, a preser-
vação e a análise dos vestígios, assegurando que os resultados possam ser usados como prova no 
processo penal. 
 
9.1) Princípio de Locard (ou da Troca) 
Formulado por Edmond Locard, é o mais conhecido da Criminalística. Estabelece que “todo contato 
deixa uma marca”. Isso significa que o autor de um crime sempre leva algo do local e deixa algo 
nele. 
 
 Exemplo prático: 
Em um roubo de residência, o criminoso pode deixar impressões digitais em uma janela e levar 
consigo partículas de vidro na roupa. 
Esse princípio é a razão de ser da perícia: se há crime, há vestígio. 
 
9.2) Princípio da Correspondência dos Vestígios 
Afirma que objetos que entram em contato deixam marcas recíprocas e compatíveis. 
 
 
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 Exemplo prático: 
Um projétil disparado por uma arma recebe estrias únicas deixadas pelo cano, de modo que cada 
bala pode ser associada à arma que a disparou. 
Esse princípio fundamenta áreas como a balística forense. 
 
9.3) Princípio da Reconstrução Fática 
Os vestígios, analisados de forma integrada, permitem reconstituir a dinâmica do crime. 
 
 Exemplo prático: 
A posição do corpo, o padrão das manchas de sangue e a trajetória dos projéteis podem indicar se 
a vítima foi surpreendida de frente ou pelas costas, se houve luta corporal ou disparos à distância. 
 
9.4) Princípio da Causalidade 
Todo efeito tem uma causa determinada. Logo, cada vestígio encontrado deve ser analisado em 
busca de sua origem. 
 
 Exemplo prático: 
Uma marca de pneu em local de atropelamento deve ser vinculada ao veículo que a produziu, indi-
cando velocidade, trajetória e ponto de impacto. 
 
9.5) Princípio da Probabilidade 
As conclusões periciais não são verdades absolutas, mas resultados baseados em graus de certeza 
científica. O perito trabalha com margens de erro e expressa probabilidades. 
 
 Exemplo prático: 
Em exame de DNA, pode-se afirmar que existe uma chance de 99,9% de o material genético ser do 
investigado. 
 
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9.6) Princípio da Observação e Documentação 
Todo vestígio deve ser observado, descrito e registrado rigorosamente, desde a coleta até a apre-
sentação do laudo. Esse princípio está diretamente ligado à cadeia de custódia, que assegura a 
integridade da prova. 
 
 Exemplo prático: 
Fotografar, lacrar e etiquetar um cartucho de munição recolhido no local do crime, registrando a 
hora, data e responsável pela coleta. 
 
a) Princípios da Criminalística 
Princípio Definição Exemplo prático 
Locard (Troca) Todo contato deixa uma marca Vidro na roupa e digitais na janela 
Correspondência 
Marcas recíprocas entre obje-
tos 
Estrias do projétil e arma de fogo 
Reconstrução fática 
Vestígios reconstroem a dinâ-
mica 
Trajetória de tiros e manchas de san-
gue 
Causalidade Todo efeito tem uma causa Marca de pneu ligada ao veículo 
Probabilidade 
Conclusões com margens de 
erro 
DNA com 99,9% de compatibilidade 
Observação e documenta-
ção 
Registro e guarda dos vestígios Lacre e fotografia de munição 
 
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10) Finalidade da Criminalística 
A Criminalística cumpre funções específicas dentro da investigação e do processo penal. Sua finali-
dade não é apenas fornecer dados técnicos, mas transformar vestígios em informações úteis para 
a apuração dos fatos. Entre os objetivos centrais, destacam-se: 
 
a) Constatação do fato 
A primeira finalidade é verificar se realmente ocorreu um crime. A materialidade delitiva precisa 
ser confirmada cientificamente. 
 Exemplo prático: em um suposto homicídio por envenenamento, é a perícia que confirma, por 
exames toxicológicos, a presença de substância letal no organismo da vítima. 
 Importância emconcursos: sempre que houver dúvida sobre a materialidade, o candidato deve 
lembrar que a Criminalística atua para constatar o fato delituoso. 
 
b) Verificação dos meios e modos 
Outro ponto fundamental é identificar quais instrumentos e métodos foram utilizados para a 
prática do crime. 
 Exemplo prático: em um arrombamento, o exame da fechadura pode revelar se ela foi violada 
por chave falsa, pé de cabra ou explosivo. 
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 Na prática forense: essa verificação ajuda a diferenciar qualificadoras no Código Penal, como a 
destruição de obstáculo em furto. 
 
c) Indicação da autoria 
Embora não seja papel da Criminalística apontar responsabilidade jurídica, ela pode indicar possí-
veis autores por meio da vinculação de vestígios. 
 Exemplo prático: o DNA encontrado em um cigarro no local do crime é comparado ao perfil 
genético do suspeito, apontando possível autoria. 
 Limite: a perícia não acusa nem condena, mas fornece elementos técnicos que fortalecem a in-
vestigação e auxiliam o juiz na decisão. 
 
d) Finalidade da Criminalística 
Finalidade Descrição Exemplo prático 
Constatação do fato Confirma a existência do crime 
Exame toxicológico em envenena-
mento 
Verificação de meios e mo-
dos 
Identifica instrumentos e dinâ-
mica 
Fechadura violada por pé de cabra 
Indicação da autoria Relaciona vestígios ao suspeito DNA em objeto ligado ao réu 
 
 Importante! 
A Criminalística existe para comprovar que o fato ocorreu, explicar como ocorreu e relacionar 
elementos ao possível autor, sempre com rigor técnico e sem substituir a análise jurídica. 
 
11) Métodos da Criminalística 
A Criminalística, como ciência aplicada, utiliza métodos científicos próprios, adaptados da meto-
dologia geral das ciências naturais. O objetivo é conferir racionalidade, objetividade e confiabilidade 
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à análise dos vestígios. Cada método tem aplicação específica, mas todos se complementam na 
construção do laudo pericial. 
 
a) Método da Observação 
É o ponto de partida de qualquer investigação pericial. Consiste em observar diretamente os vestí-
gios e o local do crime, identificando aspectos relevantes antes de qualquer manipulação. 
 Exemplo prático: fotografar a posição de uma arma encontrada ao lado de um corpo antes de 
tocá-la, preservando a cena. 
 Observação crítica: deve ser feita de forma sistemática e minuciosa, evitando interpretações pre-
cipitadas. 
 
b) Método da Comparação 
Após a coleta, compara-se o vestígio encontrado com padrões de referência. 
 Exemplo prático: comparar uma impressão digital encontrada em uma janela arrombada com as 
digitais de um suspeito. 
 Importância: permite estabelecer compatibilidade ou exclusão entre o vestígio e um possível 
autor/instrumento. 
 
c) Método da Experimentação 
Consiste em reproduzir artificialmente condições semelhantes às do fato, para verificar hipóteses. 
 Exemplo prático: simular disparos em laboratório para comparar resíduos de pólvora com os 
encontrados nas mãos de um suspeito. 
 Aplicação: muito comum em balística, toxicologia e perícias de engenharia. 
 
d) Método da Mensuração 
A mensuração traduz em números as dimensões, distâncias e proporções observadas. 
 Exemplo prático: medir o comprimento das marcas de frenagem em um acidente de trânsito 
para calcular a velocidade aproximada do veículo. 
 Relevância: garante precisão e reduz subjetividade, permitindo cálculos objetivos. 
 
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e) Método da Reprodução Simulada 
Também chamado de reconstituição, consiste em recriar a cena do crime para verificar a plausibili-
dade das versões apresentadas. 
 Exemplo prático: reconstituir um homicídio para avaliar se a versão do acusado (de que atirou 
em legítima defesa) é compatível com a posição dos disparos e a trajetória das balas. 
 Limite: deve ser autorizada judicialmente e respeitar os direitos das partes. 
 
f) Métodos da Criminalística 
Método Descrição Exemplo prático 
Observação Analisar vestígios in loco Arma fotografada no local do crime 
Comparação Confrontar com padrões Impressão digital x suspeito 
Experimentação Reproduzir condições em laboratório Teste de resíduos de pólvora 
Mensuração Medir dimensões e distâncias Marcas de frenagem em acidente 
Reprodução Simulada Recriar cena para testar hipóteses Reconstituição de homicídio 
 
 Tome nota! 
Os métodos da Criminalística não são isolados; em regra, um mesmo caso demanda a aplicação 
combinada de observação inicial, mensuração precisa, experimentação em laboratório, comparação 
com padrões e eventual reprodução simulada, compondo um processo lógico que assegura a vali-
dade científica das conclusões periciais. 
 
 
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Tipos de Provas e Corpo de Delito 
1) Introdução 
Vamos iniciar os estudos sobre: 
2. Tipos de Provas e Corpo de Delito: Prova confessional, testemunhal, documental e pericial. 
Corpo de Delito: conceito Capítulo II do CPP – exame de corpo de delito, cadeia de custódia 
e perícias em geral. Capítulo VI do CPP – peritos e intérpretes. 
 
 
O processo penal brasileiro é regido pelo princípio da verdade real, segundo o qual o juiz deve 
buscar a reconstrução mais fiel possível do fato criminoso. Para isso, utiliza-se do sistema probató-
rio, um conjunto de instrumentos jurídicos e técnicos que permitem a demonstração da ocorrência 
do crime, sua autoria e circunstâncias. 
O estudo dos tipos de provas e do corpo de delito é fundamental porque garante a validade da 
persecução penal. A prova é a alma do processo, e sua correta produção define se haverá conde-
nação ou absolvição. Por isso, os concursos frequentemente exploram tanto os conceitos teóricos (o 
que é prova, quais são suas espécies) quanto os detalhes legais do Código de Processo Penal (CPP), 
especialmente os artigos que tratam do exame de corpo de delito, da cadeia de custódia, das perí-
cias, dos peritos e intérpretes. 
 
1.1) Tipos de provas no processo penal 
A prova é o instrumento pelo qual se busca a verdade dos fatos dentro do processo penal. 
No contexto da criminalística, a prova adquire especial relevância porque ela nasce do exame técnico 
e científico dos vestígios, transformando-se em elemento objetivo para a formação do convenci-
mento judicial. 
O Código de Processo Penal (art. 155) estabelece que o juiz deve formar sua convicção com base 
nas provas produzidas em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão apenas nos 
elementos colhidos na investigação, salvo nas hipóteses expressamente admitidas. 
Dentro desse universo probatório, a prova pericial ocupa posição de destaque, pela sua natureza 
técnica e por se apoiar em conhecimento científico. 
 
 
 
A doutrina e o CPP reconhecem várias formas de prova, mas, para o concurseiro, quatro espécies 
são essenciais: 
Confessional 
 
Testemunhal 
 
Documental 
 
Pericial 
 
 
Cada uma tem valor, limites e hipóteses de aplicação distintas. 
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1.1.1) Valor e natureza da prova pericial 
A prova pericial é aquela que resulta da análise de fatos ou objetos que dependem de conheci-
mento técnico, científico ou artístico para sua compreensão. 
É realizada por um profissional especializado — o perito oficial— que, ao examinar o material, 
elabora um laudo técnico. 
O valor da prova pericial decorre de sua objetividade, imparcialidade e fundamentação científica. 
Ela fornece ao juiz informações que não poderiam ser obtidas por meio de testemunhos ou decla-
rações, pois trata de fenômenos que exigem interpretação especializada. 
No entanto, a doutrina e a jurisprudência entendem que a prova pericial não é absoluta, ou seja, 
não vincula o juiz. 
Ela possui valor relativo, devendo ser apreciada em conjunto com os demais elementos dos autos 
(provas documentais, testemunhais e circunstanciais). 
O magistrado pode, fundamentadamente, afastar as conclusões do perito, mas não pode ignorar a 
necessidade da perícia quando a lei a exige — como ocorre no exame de corpo de delito nos 
crimes que deixam vestígios (art. 158 do CPP). 
Em outras palavras, a prova pericial é técnica e objetiva, mas seu valor final depende do livre con-
vencimento motivado do juiz (art. 155 do CPP). 
Isso garante equilíbrio entre a autonomia científica do perito e a soberania do juízo na valoração das 
provas. 
 
a) Caráter técnico e possibilidade de complementação 
O caráter técnico da prova pericial é o que a distingue das demais. 
Ela se baseia em critérios científicos reprodutíveis, métodos padronizados e documentação rigo-
rosa, sendo possível de verificação e contraprova. 
Essa característica a torna uma das provas mais seguras e confiáveis no processo penal moderno. 
Por ser técnica, a prova pericial pode — e frequentemente deve — ser complementada por outros 
meios de prova, especialmente nos seguintes casos: 
Quando o laudo for inconclusivo ou insuficiente; 
Quando houver divergência entre peritos; 
Quando surgirem novos vestígios ou elementos de análise; 
Quando a prova técnica precisar ser confrontada com depoimentos, reconstituições ou documentos. 
Nessas hipóteses, o juiz pode determinar a realização de nova perícia (art. 181 do CPP) ou utilizar 
provas complementares, como testemunhos, confissões ou documentos, para reforçar ou esclarecer 
os resultados técnicos. 
A complementaridade entre provas é essencial para a coerência do conjunto probatório, garan-
tindo que a verdade processual seja o reflexo mais fiel possível da realidade dos fatos. 
 
1.2) Diferença entre prova direta e indireta 
A doutrina distingue as provas em diretas e indiretas, de acordo com a relação que elas mantêm 
com o fato principal a ser provado. 
 
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a) Prova direta 
É aquela que demonstra de forma imediata o fato que se busca comprovar, sem a necessidade de 
inferência lógica. 
Exemplo: uma filmagem que registra o momento exato de um furto, ou o depoimento de uma tes-
temunha ocular que presenciou o crime. 
 
b) Prova indireta 
É a prova que não se refere diretamente ao fato principal, mas a um fato secundário que permite 
inferir a ocorrência do primeiro. 
Exemplo: o exame que detecta resíduos de pólvora nas mãos de um suspeito. 
O laudo não mostra o disparo em si, mas permite deduzir que o agente manuseou uma arma de 
fogo. 
A criminalística trabalha essencialmente com provas indiretas, pois seus resultados dependem de 
raciocínio técnico e lógico para estabelecer o vínculo entre o vestígio e o fato delituoso. 
Mesmo assim, o conjunto de provas indiretas, quando coerente e consistente, tem o mesmo valor 
probatório de uma prova direta, podendo fundamentar uma condenação. 
 
1.3) Prova material e imaterial 
Outra distinção importante é entre provas materiais e provas imateriais, conforme a natureza do 
objeto examinado. 
 
a) Prova material 
É a prova baseada em elementos físicos e concretos, perceptíveis aos sentidos e passíveis de 
exame técnico. 
Exemplos: arma de fogo, cápsula deflagrada, mancha de sangue, documento falsificado, corpo da 
vítima, vestígios digitais. 
É o campo de atuação típico da criminalística, que transforma esses vestígios em laudos e relatórios 
periciais. 
A prova material é tangível, verificável e reproduzível, o que confere alta credibilidade ao seu valor 
científico. 
 
b) Prova imaterial 
É a prova de natureza subjetiva, verbal ou abstrata, que não se materializa em um objeto físico. 
Envolve depoimentos, declarações, confissões, gravações sonoras e testemunhos. 
Embora possuam relevância, são mais suscetíveis à falibilidade humana, podendo ser influenciadas 
por emoções, memória ou interesses pessoais. 
A complementaridade entre provas materiais e imateriais é fundamental. 
Enquanto a prova material oferece objetividade e precisão técnica, a prova imaterial fornece con-
texto e narrativa dos fatos. 
O julgador deve ponderar ambas de maneira integrada, sempre fundamentando suas conclusões. 
 
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1.4) Hierarquia entre as provas 
No processo penal, não há hierarquia absoluta entre as provas, mas a doutrina reconhece uma 
predominância da prova técnica e material sobre a prova meramente testemunhal ou indireta, so-
bretudo nos crimes que deixam vestígios. 
O exame de corpo de delito é exemplo clássico: ele não pode ser substituído por confissão ou 
testemunho, sob pena de nulidade (art. 158 do CPP). 
Isso demonstra a preeminência da prova científica, que assegura a materialidade do fato e a legi-
timidade do processo penal. 
Em síntese: 
Tipo de Prova Características Valor Probatório 
Pericial (técnica) 
Baseada em conhecimento científico; repro-
dutível e objetiva 
Alto, porém relativo; deve ser avaliada 
em conjunto 
Testemunhal (ima-
terial) 
Relato humano sobre o fato; sujeita a falhas 
Médio; depende da credibilidade da 
fonte 
Documental Registro escrito ou eletrônico 
Elevado; pode comprovar atos ou co-
municações 
Material Vestígios físicos (armas, objetos, DNA) Muito alto; prova direta ou indireta 
Confissão Declaração do próprio acusado Relevante, mas não suficiente sozinha 
Circunstancial/in-
direta 
Indícios e deduções lógicas 
Depende da coerência com o conjunto 
probatório 
 
1.5) Conclusão da seção 
A prova pericial é o núcleo técnico da criminalística, representando a convergência entre ciência e 
direito. 
Seu valor decorre da objetividade do método científico, da imparcialidade do perito e da reproduti-
bilidade dos resultados. 
Entretanto, sua eficácia jurídica depende do conjunto probatório harmônico, em que diferentes 
meios de prova se complementam para reconstruir a verdade dos fatos. 
A distinção entre provas diretas, indiretas, materiais e imateriais permite ao futuro servidor público 
compreender como se constrói o raciocínio probatório no processo penal. 
Em um Estado Democrático de Direito, a prova técnica é uma das maiores garantias de justiça, evi-
tando arbitrariedades e consolidando o respeito às garantias fundamentais. 
 
3) Corpo de Delito e sua importância 
O corpo de delito corresponde ao conjunto de vestígios materiais deixados pelo crime. Sempre 
que a infração penal deixa sinais, é indispensável o exame de corpo de delito direto ou indireto (art. 
158, CPP). Isso significa que não basta a confissão do acusado: é preciso comprovar materialmente 
a existência do delito, sob pena de nulidade do processo. 
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Exemplo típico em concurso: em um homicídio, o exame necroscópico é que comprova a causa da 
morte. Sem ele, não se pode falar em materialidade, ainda que o réu confesse o crime. 
 
4) Perícias, Peritos e Intérpretes 
O CPP também disciplina quem pode realizar a perícia e quais requisitos precisam ser observados. 
Os peritos são responsáveis pelo exame técnico, devendoser, preferencialmente, oficiais. Quando 
não houver, admite-se a nomeação de peritos ad hoc (art. 159, CPP). Já os intérpretes atuam quando 
se faz necessário traduzir idioma estrangeiro ou linguagem especializada (art. 236 e seguintes). 
 
a) Sistema Probatório No CPP 
 Provas: confissão, testemunho, documentos, perícia. 
 Corpo de Delito: conjunto de vestígios materiais (art. 158, CPP). 
 Cadeia de Custódia: garantia de integridade dos vestígios (art. 158-A a 158-F, CPP). 
 Peritos e Intérpretes: auxiliares da Justiça para produção da prova técnica e tradução (arts. 159 
e 236, CPP). 
 
5) Prova Confessional 
A confissão é a declaração do acusado admitindo a prática do crime ou reconhecendo circunstâncias 
que lhe são desfavoráveis. É considerada um dos meios de prova mais antigos e relevantes, mas sua 
força não é absoluta, devendo ser analisada em conjunto com os demais elementos probatórios. 
No processo penal, a confissão deve ser espontânea, livre e consciente, sem indícios de coação ou 
violação de garantias constitucionais. 
 
a) Natureza Jurídica 
A confissão é uma prova pessoal (emanada da própria parte), mas não vincula automaticamente o 
juiz. O magistrado deve confrontá-la com outras provas, especialmente em razão do disposto no art. 
158 do CPP, que exige exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, mesmo que o réu 
confesse. 
 
 Exemplo prático: 
Em crime de homicídio, mesmo que o acusado confesse ter matado a vítima, é indispensável o exame 
necroscópico para confirmar a materialidade da morte. 
 
b) Classificação da Confissão 
A doutrina divide a confissão em espécies: 
Judicial: prestada no curso do processo, perante autoridade judicial. 
Extrajudicial: feita fora do processo, perante autoridade policial ou terceiros (valor relativo). 
Espontânea: quando o réu confessa voluntariamente. 
Provocada: quando ocorre em resposta a uma indagação da autoridade. 
Plena: quando o acusado admite todos os fatos imputados. 
Qualificada: quando admite o fato, mas apresenta causa excludente ou atenuante (ex.: legítima de-
fesa). 
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Retratável: a confissão pode ser revogada, cabendo ao juiz analisar a credibilidade da nova versão. 
 
c) Valor Probatório 
A confissão tem grande peso, mas não é prova absoluta. A jurisprudência é firme no sentido de 
que: 
Deve ser congruente com as demais provas; 
Não pode suprir a ausência de exame de corpo de delito em crimes que deixam vestígios (art. 158, 
CPP); 
Confissão obtida mediante coação, tortura ou fraude é nula. 
 
d) Jurisprudência relevante (STF e STJ): 
 STF: a confissão isolada não pode embasar condenação sem provas de corroboração. 
 STJ: a confissão qualificada (quando o réu confessa, mas invoca excludente) deve ser analisada 
em sua integralidade, não podendo ser fragmentada para condenar apenas no que interessa à acu-
sação. 
 
e) Esquema – Prova Confessional 
Aspecto Características 
Conceito Admissão do acusado sobre fato que lhe é desfavorável 
Natureza Prova pessoal, não absoluta 
Espécies Judicial, extrajudicial, espontânea, provocada, plena, qualificada 
Valor probatório Relevante, mas deve ser corroborada por outras provas 
Limite legal Não supre o exame de corpo de delito (art. 158, CPP) 
 
6) Prova Testemunhal 
A prova testemunhal é aquela prestada por pessoas que presenciaram os fatos ou tiveram conhe-
cimento indireto deles. Trata-se do meio de prova mais comum no processo penal, pois, muitas 
vezes, é o único recurso disponível para esclarecer determinadas circunstâncias. 
O testemunho não é apenas um relato: é também uma forma de reconstruir os fatos a partir da 
percepção sensorial e da memória do indivíduo, sempre limitado pela subjetividade humana. 
 
a) Regras legais 
O Código de Processo Penal regula a prova testemunhal nos arts. 202 a 225. 
Alguns pontos relevantes: 
 Toda pessoa pode ser testemunha (art. 202), mas existem restrições por razões de interesse, 
parentesco ou função. 
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 Dever de dizer a verdade: a testemunha presta compromisso legal, salvo exceções (como me-
nores e determinadas autoridades). 
 Valor relativo: o juiz deve analisar a credibilidade do depoimento, confrontando-o com outros 
elementos de prova. 
 
b) Importância e Limites 
A prova testemunhal é muito valorizada, mas sofre influência de fatores como memória, emoção, 
medo ou má-fé. Por isso, deve ser utilizada em conjunto com outras provas. 
 
 Exemplo prático: em um roubo, a vítima pode narrar a ação criminosa e reconhecer o acusado, 
mas essa prova deve ser reforçada por elementos como imagens de câmeras ou vestígios materiais. 
 
c) Proibição de prova testemunhal exclusiva 
Nos crimes que deixam vestígios, a prova testemunhal não pode suprir a falta do exame pericial, 
conforme art. 158 do CPP. Isso significa que, se houve crime com vestígios materiais (ex.: lesão cor-
poral), não basta ouvir testemunhas: é obrigatório o exame de corpo de delito. 
 
d) Jurisprudência importante 
 STJ: reconhece que a palavra da vítima, quando firme e coerente, possui grande valor, principal-
mente em crimes praticados na clandestinidade (ex.: violência doméstica, crimes sexuais). 
 STF: já decidiu que a prova exclusivamente testemunhal é insuficiente para comprovar materiali-
dade de crimes que deixam vestígios. 
 
e) Quadro – Prova Testemunhal 
Aspecto Ponto-chave 
Conceito Relato de pessoas sobre fatos que presenciaram ou tomaram conhecimento 
Regra legal Arts. 202 a 225 do CPP 
Valor probatório Relevante, mas relativo 
Limite Não supre exame pericial em crimes que deixam vestígios (art. 158, CPP) 
Jurisprudência Palavra da vítima tem grande valor, mas deve ser analisada criticamente 
 
7) Prova Documental 
A prova documental consiste em documentos escritos ou digitais que atestam a ocorrência de fatos 
relevantes ao processo. É considerada uma prova pré-constituída, pois já existe antes da instauração 
da ação penal e pode ser apresentada pelas partes a qualquer momento (art. 231 do CPP). 
O documento pode ser público (produzido por autoridade competente, gozando de fé pública) ou 
particular (produzido por particulares, com valor relativo até que sua autenticidade seja confirmada). 
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a) Espécies de documentos aceitos no processo penal 
Documentos escritos: contratos, cartas, recibos, registros oficiais. 
Documentos digitais: e-mails, mensagens de aplicativos, prints de tela (devem ter cadeia de custó-
dia para garantir autenticidade). 
Documentos audiovisuais: fotografias, vídeos, gravações. 
Documentos técnicos: registros médicos, extratos bancários, relatórios contábeis. 
 
b) Valor probatório 
O valor da prova documental depende de sua autenticidade e integridade. 
Documentos públicos têm presunção de veracidade, mas podem ser impugnados por falsidade (art. 
232, CPP). 
Documentos particulares não têm presunção absoluta, mas podem servir como forte indício quando 
confirmados por outros meios. 
 
 Exemplo prático: um extrato bancário obtido legalmente pode comprovar movimentações sus-
peitas em crimes de lavagem de dinheiro. 
 
c) Admissibilidade de documentos eletrônicos 
Com a crescente digitalização, os tribunais têm reconhecido a validade de documentos eletrônicos, 
desde que garantida sua autenticidade por meio de assinaturas digitais, certificação ICP-Brasil ou 
preservação adequada da cadeia de custódia. 
 
 Exemplo em concursos: a cobrança de que uma “captura de tela (print)” sozinha pode não bastar 
como provase não houver perícia atestando a integridade do arquivo. 
 
d) Jurisprudência relevante 
 STF: reconhece a validade de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem autorização 
judicial, desde que não haja indução ou fraude. 
 STJ: aceita a juntada de mensagens de WhatsApp como prova documental, mas exige a preser-
vação da integridade dos arquivos. 
 
e) Esquema – Prova Documental 
Aspecto Ponto-chave 
Conceito Documento escrito, digital ou audiovisual que comprova fatos 
Base legal Arts. 231 e 232 do CPP 
Espécies Públicos, particulares, digitais, audiovisuais, técnicos 
Valor probatório Depende de autenticidade e integridade 
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Aspecto Ponto-chave 
Jurisprudência Prints e mensagens são válidos com preservação de cadeia de custódia 
 
8) Prova Pericial 
A prova pericial é aquela que depende de conhecimento técnico, científico ou especializado, reali-
zada por peritos oficiais ou nomeados pelo juiz. Está prevista no art. 158 e seguintes do CPP e é 
considerada a prova técnica por excelência, especialmente nos crimes que deixam vestígios. 
Sua função é auxiliar o juiz na formação da convicção, esclarecendo fatos que escapam ao conheci-
mento comum. 
 
a) Regra da indispensabilidade (art. 158, CPP) 
O CPP estabelece que, quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de 
delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 
 Exemplo prático: em um crime de lesão corporal, o exame de corpo de delito (laudo médico-
legal) é obrigatório. Não basta a palavra da vítima ou a confissão do réu. 
Reflexo jurídico: se o exame não for realizado, há nulidade absoluta do processo. 
 
b) Características da prova pericial 
É técnica: exige conhecimento especializado. 
É formal: deve obedecer a requisitos legais (arts. 159 a 184 do CPP). 
É documentada: os resultados devem constar em laudo pericial escrito e fundamentado. 
É relativa: embora tenha alto valor, não é absoluta, devendo ser apreciada junto às demais provas. 
 
c) Tipos de perícia mais comuns 
Exame de corpo de delito (materialidade em crimes com vestígios). 
Exame de DNA (identificação genética). 
Exame toxicológico (substâncias entorpecentes ou venenosas). 
Exame de balística (identificação de armas e projéteis). 
Exame grafotécnico/documentoscópico (autenticidade de assinaturas e documentos). 
Exame contábil (apuração de fraudes financeiras). 
 
d) Jurisprudência relevante 
 STJ: “Nos crimes que deixam vestígios, o exame de corpo de delito é indispensável, não sendo 
suprido pela confissão do réu ou pela prova testemunhal.” 
 STF: já firmou que, se for impossível a realização do exame de corpo de delito (ex.: corpo desa-
parecido), admite-se a prova indireta, desde que devidamente fundamentada. 
 
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e) Quadro – Prova Pericial 
Aspecto Ponto-chave 
Conceito Prova técnica produzida por peritos 
Base legal Arts. 158 a 184 do CPP 
Regra principal Indispensável em crimes que deixam vestígios 
Exemplo Exame de corpo de delito em lesão corporal 
Valor probatório Alto, mas não absoluto 
Jurisprudência Confissão não supre a ausência de perícia (STJ) 
 
9) Corpo de Delito e Cadeia de Custódia 
O corpo de delito corresponde ao conjunto de vestígios materiais deixados pela prática criminosa, 
que permitem comprovar a materialidade do crime. Não se trata apenas do corpo da vítima, mas de 
qualquer vestígio físico resultante da infração. 
 
 Exemplos: 
Em um homicídio → cadáver, arma, projétil, manchas de sangue. 
Em furto mediante arrombamento → fechadura danificada, ferramentas utilizadas. 
Em crime ambiental → resíduos poluentes em rio, árvores derrubadas. 
 
a) Exame de Corpo de Delito (art. 158, CPP) 
O CPP é claro: quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, 
direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 
 Exame direto: realizado sobre os vestígios físicos remanescentes (ex.: laudo cadavérico, exame 
em documentos falsificados). 
 Exame indireto: feito quando não for possível examinar diretamente os vestígios, valendo-se de 
provas testemunhais ou documentais (ex.: corpo já cremado ou desaparecido). 
Se o exame não for realizado, o processo é nulo. 
 
b) Cadeia de Custódia (arts. 158-A a 158-F do CPP) 
A cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos que garantem a rastreabilidade dos vestígios 
coletados, assegurando sua integridade desde a coleta até a apresentação em juízo. 
Etapas principais da cadeia de custódia: 
Reconhecimento: identificação do vestígio no local do crime. 
Isolamento: preservação da cena. 
Coleta: recolhimento seguro dos vestígios. 
Acondicionamento: embalagem adequada, com lacres numerados. 
Transporte: envio controlado ao laboratório. 
Recebimento e processamento: registro de entrada, análise técnica. 
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Armazenamento: guarda temporária até a decisão judicial. 
Descarte ou devolução: após autorização judicial, o vestígio pode ser descartado ou devolvido. 
 
 Exemplo prático: cartucho de munição recolhido em local de homicídio deve ser fotografado, 
lacrado, etiquetado, registrado em cadeia de custódia e encaminhado ao setor de balística, garan-
tindo que não haja troca ou adulteração. 
 
c) Jurisprudência relevante 
 STF: reconhece nulidade absoluta quando não há exame de corpo de delito em crimes que dei-
xam vestígios. 
 STJ: falhas graves na cadeia de custódia podem comprometer a validade da prova pericial, so-
bretudo em delitos de drogas e crimes digitais. 
 
d) Tabela – Corpo de Delito e Cadeia de Custódia 
Aspecto Descrição Exemplo prático 
Corpo de delito Conjunto de vestígios materiais 
Arma, projétil, sangue, documen-
tos 
Exame direto Realizado sobre vestígios existentes Laudo necroscópico 
Exame indireto Feito a partir de provas indiretas Corpo desaparecido 
Cadeia de custó-
dia 
Procedimentos de preservação e rastreabili-
dade 
Lacre de munição coletada 
 
 
10) Perícias em Geral (Arts. 159 a 184 do CPP) 
A perícia é o exame técnico ou científico realizado por especialista para esclarecer fatos que exigem 
conhecimentos específicos, inacessíveis ao saber comum do juiz ou das partes. Tem como finalidade 
fornecer elementos objetivos para a apuração da verdade real, integrando o conjunto probatório 
do processo. 
 
 
a) Quem realiza a perícia (art. 159, CPP) 
Peritos oficiais: são os profissionais concursados que atuam nos institutos de criminalística, medi-
cina legal e áreas correlatas. Devem possuir diploma de curso superior, na área específica. 
Peritos não oficiais (ad hoc): quando não houver perito oficial disponível, o juiz nomeará duas 
pessoas idôneas, com nível superior preferencialmente, para a realização do exame. 
 Exemplo prático: em uma cidade pequena, sem perito oficial disponível, o juiz pode nomear 
médicos da rede pública local para realizarem exame de lesão corporal. 
 
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b) Nomeação e atuação dos peritos 
O juiz ou a autoridade policial nomeia os peritos. 
As partes podem formular quesitos (perguntas) a serem respondidos pelos peritos. 
Os assistentes técnicos (art. 159, §3º) podem auxiliar a parte na interpretação dos resultados periciais. 
 
c) Requisitos do laudo pericial (art. 160, CPP) 
O laudo deve ser: 
Descritivo: detalhando o exame realizado. 
Claro e objetivo: linguagem acessível, evitando termos

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