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CRIMINALÍSTICA - 
MODALIDADES DE 
PERÍCIAS
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CRIMINALÍSTICA - MODALIDADES DE PERÍCIAS
O Conceito doutrinário de perícia, notadamente de Victor Stumvall, envolve a análise deta-
lhada de determinado elemento supostamente relacionado com o crime por pessoa técnica 
habilitada a compreender o sentido do elemento material, criando-se assim vínculo com 
o crime. Desta forma, a perícia técnica deve sempre ser realizada por pessoa com notório 
conhecimento acerca de determinadas áreas do saber. Ora, após um incêndio uma parte da 
parede simplesmente “descolou” enquanto as demais permaneceram intactas. Mas por que 
isso aconteceu? Conhecimentos acerca de engenharia civil (com ênfase em química e física 
de materiais) poderão ser úteis para explicar tal fenômeno. Sendo assim, a perícia nada mais 
é, legalmente falando, que o exame de corpo de delito.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O exame de corpo de delito e perícias em geral são meios de prova em que o juiz vai se valer 
de especialistas em determinada área do conhecimento humano para avaliar o caso. Esses 
especialistas podem ser os peritos oficiais, devidamente concursados e com diploma de gra-
duação, ou até mesmo de peritos nomeados, ditos “ad hoc” ou juramentados, os quais deverão 
realizar o encargo sob pena de multa.
CORPO DE DELITO
Corpo de delito é todo vestígio que tem relação direta ou indireta com o crime. Alguns auto-
res conceituam corpo de delito como o conjunto de elementos materiais e sensíveis do fato 
delituoso. O corpo de delito pode ser direto (quando emerge diretamente uma relação com 
o crime) ou indireto (quando se utiliza outros meios de provas, como o testemunho ou uma 
gravação). Após a formalização dos vestígios, constatando-se relação com o crime, há que se 
falar em prova técnica ou prova material.
Já o exame de corpo de delito é a própria Perícia. Quando não for possível a sua realização, 
a prova testemunhal poderá suprir a falta (Art. 167, CPP). O EXAME pode ser direto, quando 
realizado nos próprios vestígios do crime, ou indireto, por meio de registros. São modalidades 
de exame corpo de delito:
ͫ	 DIRETO: É o exame realizado, em regra, por peritos, diretamente sobre o corpo de delito;
ͫ	 INDIRETO: não é realizado diretamente sobre os vestígios do crime, mas por intermédio 
de testemunhas, prontuários, fotografias etc.
ͫ	 Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os 
vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.
Assim, sempre que a infração deixar vestígios, a realização do corpo de delito será obrigatória, 
sob pena de nulidade (STF). A lei 13.721/18 ainda inseriu no CPP algumas prioridades em rela-
ção à realização do exame de corpo de delito, em se tratando de Violência doméstica, contra 
criança, adolescente, idoso ou deficiente.
Art. 158, CPP. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de 
delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.
Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do exame de corpo de delito quando se 
tratar de crime que envolva:
I - violência doméstica e familiar contra mulher;
II - violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência.
A requisição da perícia poderá partir do delegado de polícia (por atribuição legal), pelo membro 
do MP ou pela autoridade judiciária. O mesmo vale para o oficial militar. No entanto, cabe 
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ressaltar que a designação do profissional que irá realizar a perícia é feita pelo diretor do ins-
tituto de criminalística, ou do respectivo órgão pericial.
Art. 178, CPP. No caso do art. 159, o exame será requisitado pela autoridade ao diretor da 
repartição, juntando-se ao processo o laudo assinado pelos peritos.
CADEIA DE CUSTÓDIA
Finalmente o projeto anticrime, no ano de 2019, foi incorporado no CPP, por meio da lei 
13.964. Tal projeto regulamentou a cadeia de custódia no Brasil, fato tão importante para a 
prova técnica produzida. Vejamos a análise detalhada.
CONCEITO: considera-se cadeia de custódia toda a tramitação desde a preservação do local 
do crime até o descarte do vestígio, sempre criando-se um verdadeiro mapeamento de todo 
o caminho do vestígio pelos peritos. Note o conceito legal:
Art. 158-A. Considera-se cadeia de custódia o conjunto de TODOS OS PROCEDIMENTOS 
utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais 
ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento 
até o descarte.
§ 1º O início da cadeia de custódia dá-se com a PRESERVAÇÃO DO LOCAL DE CRIME ou 
com procedimentos policiais ou periciais nos quais seja detectada a existência de vestígio.
§ 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a 
produção da prova pericial fica responsável por sua preservação.
§ 3º VESTÍGIO é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, 
QUE SE RELACIONA À INFRAÇÃO PENAL.
ATENÇÃO! Perceba que finalmente a legislação conceituou o que vem a ser vestígio, portanto 
memorize-o!
ETAPAS	DA	CADEIA	DE	CUSTÓDIA: neste ponto, finalmente o legislador deu voz à doutrina 
de criminalística, notadamente a doutrina de balística forense do Profº Domingos Tochetto, 
dando a real importância a cada uma das etapas. Repare:
Fase	externa:
Art. 158-B. A cadeia de custódia compreende o rastreamento do vestígio nas seguintes 
etapas:
I - RECONHECIMENTO: ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a 
produção da prova pericial;
II - ISOLAMENTO: ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar 
o ambiente imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime;
III - FIXAÇÃO: descrição detalhada do vestígio conforme se encontra no local de crime ou no 
corpo de delito, e a sua posição na área de exames, podendo ser ilustrada por fotografias, 
filmagens ou croqui, sendo indispensável a sua descrição no laudo pericial produzido pelo 
perito responsável pelo atendimento;
IV - COLETA: ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial, respeitando 
suas características e natureza;
V - ACONDICIONAMENTO: procedimento por meio do qual cada vestígio coletado é embalado 
de forma individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, 
para posterior análise, com anotação da data, hora e nome de quem realizou a coleta e o 
acondicionamento;
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VI - TRANSPORTE: ato de transferir o vestígio de um local para o outro, utilizando as condi-
ções adequadas (embalagens, veículos, temperatura, entre outras), de modo a garantir a 
manutenção de suas características originais, bem como o controle de sua posse;

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