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História da Arte POR: BRUNA MARTIOLLI Esse será seu guia para estudar arte em 2024, nesse PDF constam links úteis sublinhados (como por exemplo o meu @ abaixo) clicando ali em um computador, tablet ou celular com acesso a internet você será redirecionada(o) para esses links. @BRUNAMARTIOLLI https://www.instagram.com/brunamartiolli/ Oie, Bruna Martiolli aqui, Professora e Mestre de Literaturas de Língua Portuguesa. Sou Formada em Letras Portugues-Ingles e em Pedagogia pela Faculdade São Bernardo do Campo e Mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade do Minho. Atuo na docência desde 2016, já trabalhei com alfabetização e letramento para o ciclo básico, como professora de redação e literatura para fundamental I e II, e para Ensino Médio. Atualmente trabalho com aulas particulares de literatura e cursos. Além disso, sou um produto das oportunidades acadêmicas que tive, dos livros que pude ler e dos sonhos que a educação me motivava desde a infância. Por isso, espero que cada uma das referencias presentes nesse calendário faça por você o mesmo que fez por mim: te liberte. Muito obrigada por ter adquirido esse calendário/guia e por confiar no meu trabalho! Se formos pensar em estudar a historia da arte do mais absoluto zero proponho uma disposição para refletir sobre mais de 30 mil anos desse propósito. A arte como parte da nossa humanidade remonta tudo que fomos, somos e possivelmente seremos. A arte como produto estético do belo (quadros que olhamos e nos satisfazem pela beleza consensual) ou pela denuncia, ou pela incompreensão (quadros que não nos entregam um “sentido” representativo de prontidão ou que nos incomodam com seus tons escuros e cenas doloridas) exemplificam forças ideológicas, sociais, politicas e criticas. Nenhuma obra de arte foge a criticidade, a reflexão, a expressão humana. A proposta que lhe faço é iniciar esses estudos sem grandes ansiedades, mas sim, curtir inclusive o desconforto de observar o esteticamente não “belo” na inspiração de compreendermos melhor tudo que fomos e seremos. Há os tons escuros e claros em cada um de nós e essa é a maior verdade sobre a arte: exprime o que quiser, para quem for, como for, por onde for. Farei uma breve explicação sobre a história da arte e seus principais marcos, dentro deles, observe ao longo do ano onde estão nossos artistas desse calendário, forme suas opiniões com base nos textos, estética e apreço. Tenha seus favoritos, incômodos e incompreendidos, pois é assim que somos dentro e fora dos nossos estudos. Comece aqui A arte, como expressão primordial da humanidade, transcende fronteiras temporais e geográficas, desempenhando um papel essencial na narrativa da evolução cultural e social. Desde as antigas pinturas rupestres até as instalações contemporâneas, ela tem sido uma força poderosa que molda e reflete as experiências e as perspectivas das civilizações ao longo da história. A diversidade artística, impulsionada por crenças, rituais e tradições tanto no Ocidente quanto em outras partes do mundo, ilustra a maneira como a arte se entrelaça com a vida cotidiana e a visão de mundo de uma sociedade. Com o surgimento de artistas notáveis, ideias revolucionárias e movimentos estilísticos distintos, a arte testemunhou períodos de grande inovação e mudança, deixando um legado que influencia e ressoa até os dias atuais. Este E-Book procura explorar a importância da história da arte, destacando suas descobertas e avanços significativos que moldaram não apenas o mundo da arte, mas também a própria humanidade, por meio dos artistas selecionados, para que você possa observar o mundo antigo e atual por novas perspectivas. Introdução A história da arte é uma jornada fascinante que se estende por milênios, atravessando diferentes períodos e movimentos que refletem as complexidades da experiência humana, como ja percebemos. Começando com a arte pré-histórica e a antiguidade, testemunhamos a expressão criativa das primeiras civilizações através de pinturas rupestres, esculturas monumentais e cerâmica elaborada, refletindo suas crenças e valores culturais. No mundo medieval, a arte cristã dominou, manifestando-se em esplêndidas catedrais góticas, pinturas devocionais e manuscritos ricamente iluminados, que refletiam a devoção religiosa e a busca espiritual. A Renascença e o Maneirismo marcaram uma época de renovação cultural na Europa, com artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo buscando reviver as influências clássicas gregas e romanas, resultando em obras marcadas pela proporção perfeita, perspectiva e harmonia. O Barroco trouxe um estilo dramático e ornamental, representado por artistas como Caravaggio e Bernini, que buscaram impactar o observador com contrastes intensos de luz e sombra, e composições dinâmicas e teatrais. Posteriormente, o Neoclassicismo, inspirado nas formas da Grécia e Roma antigas, enfatizou a simplicidade e a racionalidade, exemplificado pelas obras de Jacques-Louis David, que expressavam temas de heroísmo e virtude cívica. Resumo O Romantismo trouxe um foco na emoção, individualidade e na natureza, retratando paisagens dramáticas e heróis trágicos, enquanto o Simbolismo explorou temas místicos e espirituais, utilizando simbolismo e imagens alegóricas para expressar ideias complexas e subjetivas. Na era moderna, o século XX testemunhou uma série de movimentos revolucionários como o Cubismo de Picasso, o Surrealismo de Dalí e o Expressionismo de Munch, que desafiaram as convenções e buscaram novas formas de expressão. Ao longo desses períodos, diversas técnicas de pintura foram desenvolvidas, desde afrescos e têmperas até óleo sobre tela e técnicas contemporâneas. A história da arte reflete, assim, a evolução das ideias, valores e visões de mundo ao longo dos séculos, revelando a essência e a riqueza da criatividade humana. INTRODUÇÃO HISTÓRIA DA ARTE: LEIA AQUI https://drive.google.com/file/d/1zX0Efsedp7YJzaWtwb4-8IJojb27G9pb/view?usp=share_link Para o nosso ano de 2024 ser lindo, selecionei 12 artistas ao redor do mundo para nos ensinar sobre beleza, forma, história e principalmente, sobre o interior humano. A pintura, assim como outras formas de arte, tem o potencial de ensinar e transmitir criatividade, perspectivas, historia, cultura, empatia, técnica, autoexpressão, estética, inovação e muito mais. Essa seleção foi feita de maneira livre (e até particular com os meus favoritos) e os artistas não tem ligação com os meses sequentes. A sugestão é que você troque os meses do ano com o passar do tempo e volte nesse ebook para estudar cada artista mais profundamente. São eles: Michelangelo, Bruegel, Artemisia Gentileschi, Rembrandt, Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir, Van Gogh, Picasso, Tarsila do Amaral, Portinari, Frida Kahlo e Clarice Lispector. Essa seleção de artistas. Com o passar dos meses você passará por diversas fases artísticas, desde o autor mais antigo (como Brueghel) até a artista mais recente (Clarice Lispector). A intenção é que você conheça, ao longo de doze meses, os principais artistas globais e claro, os nossos artistas brasileiros. Por isso, a seleção foi feita de maneira livre, assim, alguns pintores até se repetem nos mesmos “movimentos” como os Renascentistas Bruegel e Michelangelo, porém o objetivo não é obtermos um artista por período e sim os que julgo mais iniciais para lhe trazer uma experiencia cem por cento relevante. As indicações de trocas e movimentos artísticos estarão sinalizadas ao longo do ebook. E, assim, você construirá seu repertório cultural no decorrer do ano. Como você vai estudar com esse e-book Cada mês você terá uma arte representando so autorretratos de cada um dos pintores em questão, a designer @barbaraccaruso que com muito carinho e durante nossas reuniões optou por seguimos os clássicos autorretratos de cada um dos próprios pintores. Assim, reproduziremos nesse calendário as artes oficiais como inspiração. No casonos quais conseguia equilibrar a grandiosidade das dimensões com a atenção aos detalhes. O lavrador de café Museu de Arte de São Paulo (MASP) https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) "O Lavrador de Café" é uma obra emblemática pintada em 1934. A tela representa um trabalhador rural, um lavrador de café, personificando a importância da agricultura na economia brasileira da época. Portinari, ao longo de sua carreira, buscou retratar as realidades sociais e econômicas do Brasil. "O Lavrador de Café" é uma expressão visual da vida do trabalhador rural, muitas vezes marginalizado. A pintura reflete o olhar humanista, destacando a dignidade e a força dos trabalhadores rurais. Ele era conhecido por seu comprometimento com a representação honesta da vida cotidiana. A técnica de "O Lavrador de Café" é marcada pelo realismo e pela atenção meticulosa aos detalhes. Ele captura os traços individuais do lavrador, proporcionando uma representação vívida e autêntica. Usou uma paleta de cores rica e terrosa para representar a paisagem rural e a pele do lavrador. A luz e sombra são habilmente trabalhadas, destacando os contornos e expressões. A aplicação da tinta de Portinari cria um sentido de volume nas formas, especialmente no corpo do lavrador e nos elementos da paisagem. Ele utiliza texturas variadas para transmitir a rusticidade do ambiente. A expressão no rosto do lavrador é notável, transmitindo não apenas o trabalho árduo, mas também uma dignidade e força interior. Portinari utiliza a narrativa visual para contar uma história sobre a vida e as lutas do trabalhador rural brasileiro. “Os Retirantes" foi concluída em 1944. A pintura aborda a temática da seca no Nordeste brasileiro e as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores rurais durante esses períodos. Portinari, fortemente engajado nas questões sociais, retrata a realidade da vida no sertão nordestino, marcada pela seca, pobreza e migração em busca de condições melhores. A composição é poderosa e evocativa. A figura central é uma família de retirantes, representada de forma monumental e centralizada, destacando a importância do tema. A paleta de cores é dominada por tons sombrios e terrosos, refletindo a aridez e a dureza do ambiente. O uso de tons de marrom e cinza cria uma atmosfera de desolação e desespero. Os retirantes Museu de Arte de São Paulo (MASP) https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) As expressões nos rostos dos personagens são marcantes. Portinari transmite emoções profundas, capturando a tristeza, a fadiga e a resignação diante das adversidades. As figuras são estilizadas de maneira acentuada, destacando as características físicas e os gestos. Essa estilização intensifica a carga emocional da obra. Portinari utiliza técnicas para representar visualmente a aridez do solo e a escassez de recursos. A vegetação seca, o solo rachado e o céu sem nuvens contribuem para a sensação de desespero. As figuras humanas são representadas de forma desproporcional, com cabeças e mãos grandes em relação aos corpos. Esse contraste enfatiza a fragilidade e a humanidade dos personagens. Mais sobre: Por que Portinari é tão importante? Assista Aqui Cinco obras de Portinari: Assista Aqui https://www.youtube.com/watch?v=0UO-ZcqC2Ig https://www.youtube.com/watch?v=0UO-ZcqC2Ig https://www.youtube.com/watch?v=a8-OD_lAS3A Frida Kahlo Eu pinto flores para que elas não morram. Frida Kahlo Frida Kahlo foi uma pintora mexicana do século XX (1907 - 1954), sua vida foi marcada por eventos turbulentos, incluindo um grave acidente de ônibus na juventude que a deixou com sérias lesões físicas e problemas de saúde ao longo de toda a vida. A arte de Frida é conhecida por sua intensidade emocional, elementos simbólicos e surrealismo. Ela frequentemente retratava sua própria dor física e emocional em suas obras, explorando temas como a identidade, o feminismo e a cultura mexicana. Suas pinturas muitas vezes apresentam autorretratos, onde ela incorpora símbolos culturais mexicanos, como trajes tradicionais e simbolismos religiosos. Sua técnica e estilo são fortemente influenciados pelo movimento surrealista, mas ela resistiu a ser rotulada exclusivamente como uma artista surrealista, preferindo descrever seu trabalho como "a pintura dos seus próprios sentimentos". Ela utilizava cores vibrantes e detalhes minuciosos para transmitir suas emoções e experiências pessoais. Frida é reconhecida como uma figura icônica na história da arte, tanto por sua contribuição artística quanto por sua representação corajosa e única no cenário cultural e político de sua época. Suas obras continuam a inspirar e fascinar. “As duas Fridas” é um autorretrato realizado em 1939. É considerada a primeira obra de grande dimensão realizada por Kahlo e uma de suas principais obras. A pintura retrata seu momento de separação conjugal de Diego Rivera, sua relação com as ascendências culturais dos pais, além de recordar a infância solitária. A Frida da direita, vestida com um traje tradicional mexicano, simboliza a Frida que Rivera amava. Ela segura uma tesoura cirúrgica que corta o vaso sanguíneo conectando as duas Fridas, indicando a separação emocional e o sofrimento causado pela relação. O coração desta Frida é exposto e está sangrando. A Frida da esquerda veste um vestido estilo europeu, representando a Frida independente e mais moderna. Um retrato de Rivera está localizado sobre o coração desta Frida, simbolizando seu amor por ele. O vaso sanguíneo conecta-se ao coração da Frida da direita, mostrando a ligação profunda entre as duas partes de sua identidade. As duas Fridas Museu de Arte Moderno de México https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) Quanto à técnica, Kahlo usou um estilo realista com influências surrealistas. A paleta de cores é vibrante e rica, característica marcante de suas obras. Sua habilidade técnica é evidente na representação detalhada das vestimentas, joias e elementos simbólicos da pintura. Nota: O surrealismo de Frida Kahlo pode ser resumido como uma expressão intensa e simbólica de sua realidade interior, marcada por elementos oníricos e fantásticos. Embora Kahlo não tenha sido oficialmente associada ao movimento surrealista, suas obras compartilham características comuns a esse estilo. Autorretratos Surrealistas: Frida Kahlo é famosa por seus autorretratos, nos quais ela explora sua própria psique de maneira intensa e muitas vezes surreal. Ela incorpora elementos simbólicos e fantásticos para transmitir suas emoções e experiências pessoais. Simbolismo e Metáforas: As pinturas de Kahlo estão repletas de simbolismo, utilizando objetos e elementos visuais para representar emoções, dores e aspectos de sua vida. Por exemplo, em "As Duas Fridas", a tesoura cirúrgica e o coração exposto simbolizam a dor emocional e a separação. Realismo Mágico: O realismo mágico, uma característica comum do surrealismo latino-americano, está presente nas obras de Kahlo. Ela mistura o real e o fantástico de uma maneira que desafia as fronteiras da realidade, criando um universo simbólico e intrigante. Exploração da Psique Feminina: Kahlo abordou questões femininas de uma forma única, explorando a maternidade, a sexualidade e o papel da mulher na sociedade em suas pinturas. Seu trabalho contribuiu para dar visibilidade a questões de gênero. Influência do Folclore Mexicano: Kahlo incorporou elementos do folclore mexicano, como trajes tradicionais, símbolos indígenas e imagens religiosas, em suas obras. Esses elementos adicionam camadas de significado cultural e identidade às suas pinturas. Mais sobre: Tudo sobre Frida, na casa dela: Assista Aqui A Trágica Historia de Frida: Assista Aqui https://www.youtube.com/watch?v=9NStWkXQ6rM&t=101s https://www.youtube.com/watch?v=T9v57QVd8Rk Clarice Lispector o que me 'descontrai', por incrível que pareça, é pintar. Sem ser pintora de forma alguma, e sem aprender nenhuma técnica. Pinto tão mal que dá gosto. https://www.pensador.com/autor/michelangelo/Clarice Lispector Clarice Lispector (1920-1977) foi uma renomada escritora e jornalista brasileira nascida na Ucrânia. Sua família imigrou para o Brasil quando ela tinha apenas alguns meses de idade, e ela cresceu no Nordeste brasileiro. Ser escritora não era a primeira opção para Clarice Lispector, por mais estranho que hoje isso nos pareça. Apesar de ter cursado Direito na Universidade do Brasil, colaborado em redações editoriais e traduzido romances, foi na escrita ficcional que ela se destacou. Mas nem só de palavra vive o homem, e Clarice bem teve seu namoro com a pintura. O fascínio pela pintura e pela dinâmica que esse tipo de arte demanda se manifestou em personagens e histórias claricianas, sobretudo em Água viva, livro publicado em 1973, no qual o tema é abordado intensamente e de maneira experimental. Pintar e escrever estão em perspectivas diferentes de um mesmo plano. Há ali um jogo, do início ao fim, entre um eu e um tu, entre a tela e a página, entre a tinta e a letra, que desfaz a linearidade e a calmaria às quais leitores convencionais estão acostumados. Nem romance, nem poesia, “gênero não me pega mais”, diz o narrador de Água viva (mesmo que, para fins de catalogação bibliográfica, teve mesmo de ficar como “romance”). Obviamente coloca-la aqui foi um mimo, Clarice nunca se considerou pintora, mas, existe um acervo de obras suas para os fãs da autora. exemplo... As telas e o livro Água viva parecem ter o mesmo propósito: descobrir o “instante-já”, o it, escapulindo das possíveis definições. “Minha pintura”, diz o narrador, “não tem palavras”. A intenção é apenas escrever e desenhar como um improviso de jazz. ^ trecho acima retirado daqui, leia toda matéria https://site.claricelispector.ims.com.br/2013/08/06/eu-queria-escrever-como-um-pintor/ As novas edições (comemorativas) de suas obras agora saem com suas pinturas respectivas. mais um exemplo... Embora não demonstrando tanta habilidade para as artes plásticas quanto notoriamente tinha para a escrita, Clarice, em Interior da gruta, cria uma sensação que se assemelha àquela causada por suas histórias: desconforto. Se à primeira olhada o quadro pode causar um efeito de estranhamento, na segunda o observador tende a ser tomado por uma espécie de hipnose. ^ trecho acima retirado daqui: leia toda matéria https://site.claricelispector.ims.com.br/2013/08/06/eu-queria-escrever-como-um-pintor/ Mais sobre: Texto sobre suas pinturas: Leia aqui Os quadros de Clarice Lispector se encontram sob a guarda dos Arquivos Literários do IMS (dois quadros) e do AMLB/FCRB (dezessete quadros), ambos no Rio de Janeiro Pinturas de Clarice: Assista Aqui http://www.cbha.art.br/coloquios/2019/anais/pdfs/Lilian%20Hack.pdf https://www.youtube.com/watch?v=7AEvVpI2CC8 FIM AGRADECIMENTOS Muito obrigada por ter chegado aqui, espero que esse ano tenha sido revelador, que a arte tenha lhe trago um mundo novo de experiencias, visões e propósitos. Obrigada por ter confiado no meu trabalho, adquirido esse calendário e guia. Que em 2024 tenhamos muita poesia para viver e respirar - afinal esse é um grande combustível para vida! Deixo aqui meu e-mail para todo e qualquer esclarecimento: prof.brunamartiolli@gmail.com fique totalmente à vontade para me escrever :) Com todo carinho, Bruna Martiolli. Tenho um convite para você! Você gostaria de ler mais poesia, contos, romances, e interpreta-los profundamente? Fazendo analises realistas pensando no seu dia a dia? A literatura é uma ótima ferramenta de contar historias mas não é só isso! Nela podemos mergulhar em um processo de autoconhecimento e de novas perspectivas. Para Aristóteles “a arte imita a vida” e pensar sobre ela pode ser libertador! Se além disso você tem vontade de compreender o universo da literatura e da critica literária, eu posso te ajudar :) Essas são as aulas do Introdução aos Estudos Literários: Introdução à Literatura - módulo completo Interpretação Textual - módulo completo Análise e interpretação poética - módulo completo Literatura Portuguesa - módulo completo Literatura Brasileira - módulo completo Literatura Africana - módulo completo Aulas Adicionais e leituras! Material em PDF Certificado Reconhecido AULAS AQUI https://go.hotmart.com/K77206715J?dp=1 Se tanto me dói que as coisas passem É porque cada instante em mim foi vivo Na busca de um bem definitivo Em que as coisas de Amor se eternizassem. -SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESENde Bruegel, por exemplo, optamos por reproduzir um único e raro esboço deixado pelo pintor, de si mesmo. Mas, no caso, trouxemos a ideia de deixa-lo colorido. Imagina se o pintor tivesse terminado-o? Em Artemisia Gentileschi optamos por reproduzir seu clássico e aclamado autorretrato. E assim por diante... A Seleção de Artes Artemisia GentileschiBruegel https://www.instagram.com/barbaraccaruso/ 1475 - Michelangelo Ordem Cronológica POR DATA DE NASCIMENTO 1569 - Bruegel 1593 - Artemisia Gentileschi 1606 - Rembrandt 1840 - Claude Monet 1841 - Pierre-Auguste Renoir 1853 - Van Gogh 1571 - Caravaggio 1886 - Tarsila do Amaral 1903 - Portinari 1907 - Frida Kahlo 1920 - Clarice Lispector RENASCIMENTO RENASCIMENTO BARROCO BARROCO BARROCO IMPRESSIONISMO X ACADEMICISMO PÓS-IMPRESSIONISMO IMPRESSIONISMO MODERNISMO MODERNISMO “SURREALISMO” MODERNISMO Salve Essa Data! 03 de Fevereiro de 2024 Para além desse E-book, dia 03 de Fevereiro de 2024 teremos um aulão de Introdução à História da Arte para aprofundarmos os conteúdos daqui e elevarmos nossos estudos iniciais do tema. Lógico que você terá um desconto por ter adquirido esse material, assim, fica com o conjunto completo! cupom: ARTE CLICA AQUI PARA PARTICIPAR DA AULA E VER MAIS INFORMAÇÕES Salve Essa Data! (esse aulão terá certificado reconhecido) https://go.hotmart.com/M89231488E https://go.hotmart.com/M89231488E https://go.hotmart.com/M89231488E https://go.hotmart.com/M89231488E “A arte é um esquivar-se a agir, ou a viver. A arte é a expressão intelectual da emoção, distinta da vida, que é a expressão volitiva da emoção. O que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possuí-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte. Outras vezes a emoção é a tal ponto forte que, embora reduzida a acção, a acção, a que se reduziu, não a satisfaz; com a emoção que sobra, que ficou inexpressa na vida, se forma a obra de arte. Assim, há dois tipos de artista: o que exprime o que não tem e o que exprime o que sobrou do que teve.” - Fernando Pessoa, Livro do Desassossego. Visando a arte no mundo ocidental começamos com a arte Paleolítica Superior, depois, temos o surgimento da arte Neolítica, Arte no Egito, Arte na civilização egéia, Arte na Grécia, Arte em Roma, Arte Cristã primitiva, Arte Bizantina , Arte na Europa Ocidental no inicio da Idade Média, Arte Românica, Arte Gótica e então o Renascimento na Itália, cujo qual começaremos com Michelangelo. ANTES DE COMEÇAR LEIA AQUI https://drive.google.com/file/d/1ahwa6wVfPVouZAFzsGz4m75xii_r9QRM/view?usp=share_link Michelangelo O maior perigo para a maioria de nós não está em definir o nosso objectivo muito alto e ficarmos aquém, está na definição do nosso objetivo muito baixo, e alcançarmos a meta. https://www.pensador.com/autor/michelangelo/ Michelangelo Michelangelo Buonarroti (1475-1564) foi um dos mais proeminentes artistas do Renascimento italiano, deixando um legado duradouro na história da arte. Nasceu em Caprese, na Itália, e começou sua formação artística aos 13 anos como aprendiz em Florença, sob a tutela de Domenico Ghirlandaio. Em 1496, Michelangelo mudou-se para Roma, onde esculpiu sua primeira grande obra, "Pieta", uma escultura de Maria segurando o corpo de Cristo. Entre 1508 e 1512, Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina no Vaticano, uma de suas obras-primas. Ele representou cenas do Gênesis, incluindo a famosa criação de Adão. Desse teto existe a famosa pintura a seguir, no alto esquerdo da Capela: A Criação de Adão e seus ignudi de suporte. Para a seção central do teto, Michelangelo tomou como influência quatro episódios da história de Adão e Eva como é contada nos três primeiros capítulos do primeiro livro bíblico. Nessa sequência de três painéis, dois deles são grandes e um menor. No primeiro, que contém uma das imagens mais famosas, hoje, da história da arte, Michelangelo retratou Deus aproximando-se para tocar Adão, personagem esse, nas palavras de Vasari, "representado por uma figura de uma beleza, postura e contornos tais que Adão parece ter sido criado naquele momento, pelo Supremo Criador, e não por desenhos e pinceladas de um mortal." De toda Capela e história segue um trecho que pessoalmente mais amo: Judite e Holofernes, que depois foram verdadeiramente retratados por Caravaggio, Artemisia Gentileschi e vários pintores. (adentraremos o assunto em breve) Para a Capela Sistina, Michelangelo utilizou a técnica da pintura a fresco, na qual as cores são aplicadas sobre uma parede de argamassa fresca, resultando em cores vibrantes e duradouras. Também esculpiu "David" (1501-1504), uma escultura emblemática que representa a juventude e a força, e "Moisés" (1513-1515), uma peça monumental encomendada para o túmulo do Papa Júlio II. Além da escultura e pintura, Michelangelo era um habilidoso arquiteto, responsável por projetos como a Basílica de São Pedro em Roma. Basílica de São Pedro em Roma David Moisés Na arte: Foi uma figura-chave no Renascimento, período de renovação artística e cultural na Europa, contribuindo para a redescoberta das tradições clássicas greco-romanas. Mestre Multifacetado: Sua maestria em escultura, pintura e arquitetura o destaca como um artista multifacetado, influenciando gerações subsequentes de criadores. Idealização da Beleza: Michelangelo buscava a representação idealizada da beleza humana, expressando emoções e movimento em suas obras. Inovações Técnicas: Suas técnicas inovadoras influenciaram artistas como Leonardo da Vinci e Rafael, e sua abordagem artística continua a inspirar artistas contemporâneos. Mais sobre: 50 Fatos sobre Michelangelo: Clica aqui e assista História da Capela Sistina: Video Aqui Pieta: Assista Aqui https://www.youtube.com/watch?v=9AJBGsjwN9M&t=2s https://www.youtube.com/watch?v=9AJBGsjwN9M&t=2s https://www.youtube.com/watch?v=rMios6WslxE https://www.youtube.com/watch?v=ibu7JI5i8vE https://www.youtube.com/watch?v=ibu7JI5i8vE Continuando no Renascimento Italiano veremos um homem agora que criou uma dinastia... Pieter Bruegel Pieter Bruegel Pieter Bruegel, também conhecido como Pieter Bruegel o Velho, foi um pintor flamengo do século XVI, nascido por volta de 1525 e falecido em 1569. Conhecido por suas obras que capturam a vida cotidiana, paisagens campestres e cenas populares. Nasceu em uma família de artistas na região dos Países Baixos (atual Bélgica) e provavelmente estudou com o pintor Pieter Coecke van Aelst e, mais tarde, viajou para a Itália, uma experiência que influenciou sua obra. Casou-se com Mayken Coecke, filha de seu mestre, e teve dois filhos, incluindo Pieter Bruegel o Jovem, que também se tornou um pintor. Assim, a arvore genealogica da familia se tornou um grande império, todos acabaram virando pintores e se formou uma verdadeira Dinastia. Muito se confunde as obras verdadeiras de Bruegel (o Velho) com as de seus familiares, que também assinam como Bruegel, portanto, atualmente se identifica o primeiro como “o Velho” e os demais como Bruegel. Desempenhou um papel crucial na popularização da paisagem como um gênero independente. Suas paisagens eram frequentemente cenários para atividades humanas, destacando a conexão entre o homem e a natureza. E assim, é considerado um dos mestres da pintura flamenga do Renascimento. Sua abordagem única para a representação da vida cotidiana e sua habilidade técnica influenciaram muitos artistas subsequentes. Elencando suas principais características: Técnica: Sua técnica envolve um realismo minucioso e uma habilidade notável na representação de multidões e paisagens. Utilizava uma paleta de cores ricas e detalhes intricados. Inovação na Paisagem: Desempenhou um papel crucial na popularização da paisagem como um gênero independente. Suas paisagens eram frequentemente cenários para atividades humanas, destacando a conexão entre o homem e a natureza. Importância para a Arte Mundial: Um dos mestres da pintura flamenga do Renascimento. Sua abordagem única paraa representação da vida cotidiana e sua habilidade técnica influenciaram muitos artistas subsequentes. Obras Notáveis: Entre suas obras mais conhecidas estão "A Torre de Babel", "Os Caçadores na Neve" e "A Parábola dos Cegos". Os artistas dos séculos XV e XVI eram fascinados por pintar paisagens sazonais. tirando inspiração da mudança de cores e humores e da noção da passagem do tempo. “Bruegel descobriria um novo reino para a arte que gerações de pintores holandeses depois dele iriam explorar a fundo.” - E.H. Gombrich, A história da arte, 1950. A Torre de Babel "A Torre de Babel" é uma obras pintada por volta de 1563. Esta pintura apresenta a narrativa bíblica da Torre de Babel, que pode ser encontrada no Livro de Gênesis, capítulo 11, versículos 1 a 9. A história da Torre de Babel na Bíblia conta sobre a tentativa dos seres humanos de construir uma torre que atingisse os céus para desafiar a Deus. Deus, ao perceber essa ambição arrogante, confundiu suas línguas, resultando na dispersão da humanidade por toda a Terra. A pintura de Bruegel captura esse momento de caos e desordem. Técnica e Composição: Bruegel era conhecido por sua habilidade em representar detalhes complexos e suas obras são muitas vezes repletas de cenas animadas. A pintura é um cenário caótico e movimentado, com trabalhadores construindo a torre, animais sendo usados para transportar pedras e figuras humanas em vários estados de atividade. Bruegel preenche a cena com uma riqueza de detalhes que convida o observador a explorar cada parte da obra. foi pintada quando Bruegel estava em Roma e agora está perdida Os Caçadores na Neve "Os Caçadores na Neve," 1565 também conhecida como "Retorno dos Caçadores," faz parte de uma série de seis pinturas sazonais de Bruegel, cada uma representando um mês do ano. Essa obra específica retrata o inverno, com caçadores retornando de uma expedição de caça em meio a uma paisagem coberta de neve. A cena é animada por várias atividades, incluindo caçadores, cães, patinadores no gelo, jogos de curling e aldeões. Há uma sensação de movimento e vida, e Bruegel incorpora elementos que destacam tanto a beleza quanto as dificuldades da estação. A pintura utiliza uma perspectiva aérea para criar uma sensação de profundidade. As figuras humanas e os objetos diminuem de tamanho à medida que se afastam, proporcionando uma representação realista da tridimensionalidade do espaço. Museu de História da Arte em Viena, Viena https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Hist%C3%B3ria_da_Arte_em_Viena https://pt.wikipedia.org/wiki/Viena Bruegel utiliza uma paleta de cores frias e neutras, como brancos, azuis e cinzas, para transmitir a frieza do inverno. Os toques de vermelho e marrom nas roupas dos caçadores e nos detalhes arquitetônicos aquecem visualmente a composição. Cada elemento na pintura conta uma história, desde os caçadores cansados até as atividades recreativas ao fundo. A composição é equilibrada e convida o espectador a explorar os detalhes, proporcionando uma experiência rica e envolvente. É uma verdadeira obra-prima que ilustra a habilidade de Bruegel em combinar detalhes naturalistas com uma narrativa rica e complexa. Sua técnica inovadora e representação vívida da vida cotidiana fazem dessa pintura uma contribuição significativa para a história da arte. A Parábola dos Cegos "A Parábola dos Cegos" é uma pintura criada por volta de 1568. A parábola referida na pintura é associada a uma passagem do Evangelho de Mateus no Novo Testamento da Bíblia, especificamente em Mateus 15:14. A história fala sobre líderes religiosos cegos espiritualmente que guiam outros na mesma direção, e Jesus adverte que ambos acabarão caindo em um buraco. Representa um grupo de cegos sendo liderados por um cego principal, que por sua vez está prestes a cair em um buraco. Cada cego é retratado de forma diferente, com características distintas e expressões variadas. No fundo, à direita, há um vilarejo e uma igreja, possivelmente sugerindo críticas à instituição religiosa. Aqui ele utiliza essa habilidade para criar uma composição rica e dinâmica. A pintura emprega uma perspectiva aérea, com figuras menores no primeiro plano e figuras maiores no plano de fundo, proporcionando uma sensação de profundidade. Museu de Capodimonte, Nápoles, Itália https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Hist%C3%B3ria_da_Arte_em_Viena https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Hist%C3%B3ria_da_Arte_em_Viena https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Hist%C3%B3ria_da_Arte_em_Viena A paleta de cores é naturalista e sutil, com tons de marrom, verde e azul predominantes. O cenário campestre é representado de maneira realista, contribuindo para a atmosfera da cena. Além da narrativa bíblica, a pintura é interpretada como uma crítica social e religiosa. Os cegos representam a liderança cega e insensível da Igreja, enquanto o buraco simboliza o destino inevitável de sua direção errônea. Bruegel é habilidoso em capturar expressões faciais e movimentos que comunicam emoções e a narrativa da parábola. As figuras têm expressões de confusão, desespero e resignação. Destaca-se não apenas por sua narrativa visual, mas também pela forma como Bruegel aborda críticas sociais e religiosas por meio da representação artística. A obra é uma expressão poderosa da maestria técnica do pintor flamengo e da profundidade simbólica de suas criações. Mais sobre: Quem foi Bruegel: Clica aqui e assista A Torre de Babel: Clica aqui e assista Esta Noite Sonhei com Bruegel: Video meu https://www.youtube.com/watch?v=9IcZ4aPRWTY https://www.youtube.com/watch?v=oOM-Xvj7hIA https://www.youtube.com/watch?v=yU8WHPNnJ4Y&t=972s https://www.youtube.com/watch?v=yU8WHPNnJ4Y&t=972s Um novo período, depois de Michelangelo e Bruegel temos o Renascimento na Alemanha e Países Baixos, a arte pré-colombiana e o nosso próximo destaque que é: O Barroco na Italia, começando com Caravaggio. ANTES DE COMEÇAR LEIA AQUI https://drive.google.com/file/d/1iTjgkBzzOFU4DNs_vydJcNlfmGV9tToR/view?usp=share_link Amor Vincit Omnia. (O amor vence todas as coisas.) Caravaggio Caravaggio Michelangelo Merisi da Caravaggio, conhecido simplesmente como Caravaggio, foi um dos pintores mais influentes do período barroco na Itália. Nasceu em Milão, Itália, em 1571. Iniciou sua carreira artística em Roma, onde seu talento chamou a atenção de mecenas e colecionadores. Influenciado pelos mestres do Renascimento italiano, Caravaggio desenvolveu um estilo único que rompeu com as convenções da época. Sua abordagem naturalista e realista, combinada com um uso dramático de luz e sombra, tornou-se característica marcante de seu trabalho. Popularizou o chamado “chiaroscuro”, uma técnica que envolve o uso dramático de luz e sombra para criar efeitos tridimensionais. Essa abordagem contribuiu para a intensidade emocional de suas obras. Suas obras frequentemente exploravam temas religiosos, mas ele os abordava de maneira realista e muitas vezes provocante. Também pintou cenas do cotidiano com uma intensidade visual única. Sobre sua personalidade, levou uma vida tumultuada e, em muitos aspectos, controversa. Se envolveu em brigas, escândalos e, eventualmente, cometeu homicídio. Sua personalidade intensa e seu estilo de vida tumultuado contribuíram para sua fama e infâmia. Após ser condenado por homicídio, fugiu de Roma e passou seus últimos anos em várias cidades italianas. Ele morreu em 1610 em circunstâncias ainda não completamente esclarecidas. Susana e os Anciãos Galeria Nacional de Arte Antiga, Roma Judite e Holofernes é um quadro de inspiração bíblica, de Caravaggio, pintado em 1599. A pintura mostra Judite a decapitar o general Holofernes após o ter seduzido, o que provocou reações de horror e surpresa entre os primeiros espectadores, pois Caravaggio conseguiu dotar a obra de grande realismo e crueza. Caravaggio escolheu representar o momento crucial em que Judite, com a ajuda de sua criada, decapita Holofernes enquanto ele está adormecido. A cena é carregada de tensão, violência e heroísmo.Emprega sua característica técnica de chiaroscuro para criar um forte contraste entre luz e sombra. A luz focalizada destaca as figuras principais, enquanto as áreas de sombra intensificam o drama e a tensão na cena. https://pt.wikipedia.org/wiki/Galeria_Nacional_de_Arte_Antiga https://pt.wikipedia.org/wiki/Roma A técnica realista e naturalista de Caravaggio é evidente na representação detalhada das figuras e na expressão vívida de emoções. As figuras têm uma qualidade tridimensional que as fazem parecer emergir da escuridão. A composição é teatral, com o foco intenso nas figuras centrais. A luz é direcionada para o rosto de Judite e a lâmina da espada, enfatizando a ação crucial. Caravaggio não poupa detalhes na representação da violência. O rosto de Holofernes exibe agonia, enquanto Judite demonstra uma intensidade emocional que mistura determinação e horror. Os detalhes nas vestimentas, nas mãos e no rosto das figuras são vívidos e realistas. Caravaggio adiciona simbolismo à cena, como o lençol manchado de sangue que ecoa a brutalidade do ato. Nota: Após séculos de esquecimento, a pintura foi redescoberta no século XX. Hoje, é reconhecida como uma das obras-primas de Caravaggio e uma das representações mais poderosas da história de Judite e Holofernes. Medusa Medusa (1597), Caravaggio retrata a Medusa em um momento de agonia e horror. O rosto distorcido e os olhos arregalados evocam uma emoção intensa e realista, contribuindo para a força visual da obra. O foco principal da pintura é a cabeça decapitada da Medusa, cujos cabelos serpenteantes e olhos penetrantes são elementos icônicos. A expressão de terror e desespero é capturada de maneira extraordinária. A composição da pintura é centrada na ação, com a cabeça da Medusa como ponto focal. O uso da luz e a disposição dos elementos visuais conduzem o olhar do observador para o ponto crítico da narrativa mitológica. NOTA: Medusa é uma figura da mitologia grega conhecida por sua natureza monstruosa e pelo poder transformador de seu olhar. Ela era uma das três Górgonas, criaturas com serpentes no lugar de cabelos e a capacidade de transformar em pedra aqueles que olhassem diretamente para elas. Medusa em particular era a única mortal entre as Górgonas. Galleria degli Uffizi, Florença A história mais conhecida sobre Medusa envolve o herói Perseu, que foi enviado em uma missão para cortar a cabeça de Medusa. Ele conseguiu realizar essa tarefa difícil com a ajuda dos deuses, incluindo Atena, que deu a ele um escudo polido como espelho para evitar olhar diretamente para Medusa. Após cortar a cabeça da Górgona, Perseu usou a cabeça de Medusa como uma arma poderosa em várias aventuras. A imagem de Medusa, com seu olhar petrificante e serpentes no lugar de cabelos, tornou-se um tema frequente na arte e na cultura ao longo dos séculos. Ela simboliza a ameaça e o perigo, mas também a vulnerabilidade, já que ela mesma teve um destino trágico nas mãos de Perseu. Narciso Galeria Nacional de Arte Antiga https://pt.wikipedia.org/wiki/Galeria_Nacional_de_Arte_Antiga O tema da pintura Narciso, pintada por volta de 1597 e 1599, é um personagem da mitologia grega conhecido por sua beleza extraordinária e pela trágica história de se apaixonar pela própria imagem refletida na água. A pintura foi originalmente atribuída a Caravaggio por Roberto Longhi apenas em 1916. Este é um dos únicos dois Caravaggios conhecidos sobre o tema da mitologia clássica, embora isso se deva mais aos acidentes de sobrevivência do que à obra do artista. Narciso, segundo o poeta Ovídio em suas Metamorfoses, é um belo jovem que se apaixona por seu próprio reflexo. Incapaz de se afastar, ele morre de paixão e, mesmo enquanto atravessa o Estige, continua a olhar para seu reflexo. A pintura transmite um ar de melancolia taciturna: a figura de Narciso está trancada em um ciclo vicioso com seu reflexo, cercada pela escuridão, de modo que a única realidade está dentro desse ciclo de autoestima. O crítico literário do século XVI Tommaso Stigliani explicou o pensamento contemporâneo de que o mito de Narciso "demonstra claramente o final infeliz daqueles que amam demais suas coisas". https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Longhi https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_greco-romana https://pt.wikipedia.org/wiki/Narciso https://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%ADdio https://pt.wikipedia.org/wiki/Metamorfoses https://pt.wikipedia.org/wiki/Estige https://pt.wikipedia.org/wiki/Melancolia https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tommaso_Stigliani&action=edit&redlink=1 Mais sobre: Documentário sobre Caravaggio: Clica aqui e assista Caravaggio 50 fatos: Assista aqui Artigo, estudos de Caravaggio: Leia aqui https://www.youtube.com/watch?v=peR3MzJnxOQ&pp=ygUKY2FyYXZhZ2dpbw%3D%3D https://www.youtube.com/watch?v=0WGGi44zpHY&pp=ygUKY2FyYXZhZ2dpbw%3D%3D https://portalintercom.org.br/anais/sudeste2013/expocom/EX38-1983-1.pdf Continuando no Barroco na Italiano veremos uma mulher agora que revolucionou a arte e a vida. Minha Senhoria, eu vou te mostrar o que uma mulher pode fazer. Artemisia Gentileschi https://www.pensador.com/autor/claude_monet/ Artemisia Gentileschi Artemisia Gentileschi (1593-1656) foi uma pintora italiana do período barroco, conhecida por obras de forte expressão emocional e por ser uma das poucas mulheres artistas reconhecidas em sua época. Nasceu em Roma, filha do pintor Orazio Gentileschi, mostrou talento artístico desde jovem e foi treinada por seu pai, que a introduziu nos círculos artísticos influentes da cidade. Enfrentou desafios como mulher em uma profissão dominada por homens. Sua vida foi marcada por uma reputação forte e por um julgamento público após um caso de estupro envolvendo um colega de seu pai, o pintor Agostino Tassi. Passou grande parte de sua carreira em Florença, onde foi a primeira mulher admitida na Accademia delle Arti del Disegno. Ela desenvolveu uma clientela importante e se tornou uma das artistas mais requisitadas da cidade. Retorna a Roma na década de 1620, onde continuou a pintar e a receber comissões importantes. Sua reputação cresceu, e ela se tornou uma figura respeitada no cenário artístico. Foi fortemente influenciada pelo estilo Caravaggista, caracterizado pelo uso dramático de luz e sombra (chiaroscuro). Essa técnica cria contrastes vívidos e destaca áreas específicas da pintura. Sua obra é marcada por uma representação realista e emocional. Ela era particularmente hábil em retratar expressões faciais intensas e gestos que comunicavam emoções poderosas. Frequentemente escolhia temas femininos, incluindo mulheres fortes e mitológicas, o que era incomum para a época. Sua pintura "Judite Decapitando Holofernes" é uma das obras mais conhecidas e ilustra sua abordagem única a temas históricos e bíblicos. Usava uma paleta de cores rica e vibrante, o que contribuía para a intensidade emocional de suas pinturas. Suas obras eram conhecidas pelo uso de vermelhos profundos e azuis saturados. Judite decapitando Holofernes Museu de Capodimonte A pintura de "Judite Decapitando Holofernes" é emblemática da capacidade de Artemisia de superar as barreiras de gênero na arte e é uma expressão impactante do poder feminino e da resistência. Atualmente, é exibida em museus ao redor do mundo, testemunhando a influência duradoura de Artemisia Gentileschi na história da arte. A história de Judite e Holofernes é uma narrativa bíblica encontrada no Livro de Judite no Antigo Testamento. Judite, uma bela viúva judia, se aproxima do acampamento do general Holofernes, que sitiava a cidade de Betúlia. Ela seduz Holofernes e, enquanto ele está embriagado, decapita-o, tornando-se uma heroína que salva seu povo da invasão assíria. Artemisia captura intensamente a emoção do momento. Os rostos de Judite e sua criada Abra estão cheios de determinação, enquanto Holofernes expressa agonia e desespero, desde os músculos tensos até a expressão de angústia em seu rosto. A pintura destaca-se pelo uso dramático de luz e sombra, uma característicamarcante do estilo Caravaggista. Nota: Algumas análises sugerem que a obra pode ser interpretada como uma expressão simbólica do próprio trauma de Artemisia, que enfrentou um julgamento público após um caso de estupro envolvendo o pintor Agostino Tassi. A intensidade da cena poderia refletir suas próprias experiências. 1. Autorretrato como Alegoria da Pintura Palácio de Buckingham O "Autorretrato como Alegoria da Pintura" 1639 destaca a habilidade única de Artemísia em expressar poder. A pintura é uma afirmação visual de sua identidade como pintora em uma época em que as mulheres artistas eram frequentemente subestimadas. A obra é uma alegoria que personifica a pintura como uma mulher, uma abordagem comum na arte barroca. A figura feminina segura pincéis e paletas, indicando seu papel como artista. https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Buckingham Demonstra uma atenção detalhada aos aspectos físicos e simbólicos da pintura. A luz e a sombra enfatizam a tridimensionalidade da figura, enquanto elementos simbólicos, como a coroa de louros, são usados para representar a conquista artística. Influenciada pelo Caravaggismo, Artemisia utiliza fortes contrastes entre luz e sombra para criar drama e realismo em suas obras. Essa técnica é evidente onde a luz enfatiza as características da figura. Susana e os Anciãos Palácio de Weissenstein A narrativa de Suzana e os anciãos (1610) foi diversas vezes representada na história da arte, essencialmente durante o renascimento ─ em detrimento da introdução de nus ─, e estendeu-se até o século XVIII. Para além disso, as representações do evento descrito pelo profeta Daniel, continham, na pintura de artistas homens, mulheres tradicionalmente pintadas como figuras delicadas e passivas. A história de Suzana está presente no Antigo Testamento do livro do profeta Daniel e a narrativa trata do evento ocorrido com a esposa de um rico proprietário que habitava a região babilônica. O profeta descreve a jovem como uma mulher virtuosa, casta e honesta. Certa vez, em um dia de forte calor, Suzana sai para banhar-se no rio que passava pelo pomar, o qual ornamentava o portentoso jardim da casa do jovem casal. Assim que as servas que foram acompanhá-la se retiram do local, à seu pedido para que buscassem o necessário para seu banho, dois senhores frequentadores da casa se aproximam, sem a ciência da jovem, para observá- la em seu momento íntimo, ao passo que arquitetam diferentes maneiras de assediá-la. Surpresa e assustada, Suzana se choca com as presenças e, essencialmente, com os desejos que os anciãos descrevem. A partir da manifestação de seus desejos e da recusa repleta de repulsa, os dois juízes avançam, tocando e repuxando as poucas vestes de Suzana. Para além disso, ameaçam-na com denúncias públicas de adultério caso ela continuasse rejeitando a ambos, como resultado a jovem reage gritando e prefere ir a julgamento a se submeter aos senhores; seus gritos atraem as servas, que, ao chegarem em seu encontro, são deflagradas com as denúncias caluniosas dos anciãos, os quais a acusam de adultério. Quando em julgamento, e sob pena de morte por apedrejamento, um jovem que assistia o evento, incomodado com a ocasião e suspeitando das narrativas do senhores, ergue-se e pede para que os juízes sejam ouvidos separadamente. Este fato faz com as histórias se contradigam, e a verdade apareça, expondo os dois juízes e seu esquema calunioso, fato que culmina na condenação de ambos. Mais sobre: Susana e os Anciãos: Veja aqui Quem foi Artemisia?: Veja Aqui Artigo sobre Artemisia: Leia aqui Artigo sobre Artemisia e historia: Leia aqui https://www.youtube.com/watch?v=gP6sm-85UHg&t=1s https://www.youtube.com/watch?v=Njav1BuJnEs https://periodicos.ufop.br/raf/article/download/453/409 http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/14679 Continuando no Barroco na Italiano veremos mais um grande pintor e que causou grandiosas contribuições na historia da arte e que faz parte do Barroco nos Países Baixos. ANTES DE COMEÇAR LEIA AQUI https://drive.google.com/file/d/1TQ2V6x8exOGbwLYomB3y1K_39F2ao2Ty/view?usp=share_link Tente colocar em prática o que você já sabe e fazendo isso, você descobrirá, com o tempo, as coisas escondidas sobre as quais agora você se questiona. Pratique o que você sabe e isso ajudará a tornar claro o que agora você não sabe. Rembrandt Van Rijn Rembrandt Rembrandt Harmenszoon van Rijn foi um dos mais importantes pintores e gravuristas holandeses do Século de Ouro neerlandês, conhecido por suas habilidades excepcionais no uso da luz e sombra, bem como por sua capacidade de capturar a complexidade das emoções humanas. Nasceu em Leiden, Países Baixos, em 1606. Estudou inicialmente na Universidade de Leiden, mas sua paixão pela arte o levou a se tornar aprendiz de Jacob van Swanenburgh e, mais tarde, a estudar em Amsterdã. Desenvolveu um estilo único que combinava realismo, uso dramático de luz e sombra (chiaroscuro) e uma habilidade excepcional em retratar a psicologia dos personagens. Sua maestria artística começou a atrair a atenção, e ele se estabeleceu como um dos principais pintores em Amsterdã. Ganhou reconhecimento e sucesso financeiro consideráveis. Ele recebeu numerosas encomendas para retratos e obras religiosas, tornando-se um dos artistas mais requisitados da sua época. Apesar de sua popularidade, enfrentou problemas financeiros ao longo dos anos, principalmente devido a um estilo de vida extravagante e investimentos ruins. Sua vida pessoal também foi marcada por tragédias, como a morte de sua esposa Saskia e a falência resultante. Sua técnica de pinceladas é expressiva, criando texturas ricas e detalhes minuciosos. Muitas vezes deixava pinceladas visíveis em suas obras, contribuindo para a sensação tátil de suas pinturas. E, era notável por sua habilidade em retratar não apenas a aparência física, mas também a psicologia e as emoções humanas. Seus retratos capturavam a alma e a complexidade de seus modelos. Utilizava uma paleta de cores suntuosa, com tons ricos e nuances variadas. A Ronda Noturna "A Ronda Noturna" é uma das obras-primas mais conhecidas de Rembrandt, também chamada de "A Companhia Militar do Capitão Frans Banning Cocq" (1642), retrata uma companhia de milícia liderada pelo Capitão Frans Banning Cocq em Amsterdã durante o Século de Ouro neerlandês. A obra foi encomendada pelos próprios membros da milícia para ser exibida em sua sede. O objetivo era criar um retrato de grupo que destacasse a força e a importância da milícia, assim como a individualidade dos membros. Rembrandt inovou ao adotar uma abordagem narrativa mais dinâmica do que os retratos de grupo tradicionais. Em vez de posicionar os membros em uma linha estática, ele os representou em ação, sugerindo um momento de mobilização da milícia. Rijksmuseum, Amesterdão, Países Baixos A técnica de chiaroscuro, o contraste dramático entre luz e sombra, é evidente. Rembrandt usa a luz para destacar áreas específicas da pintura, como o rosto dos personagens principais e partes das roupas, criando um foco dramático A luz central, que ilumina o Capitão Frans Banning Cocq e sua tenente, cria um ponto focal crucial. Esse efeito enfatiza a liderança da milícia e reforça o papel central desses personagens na narrativa. Assim, mostra grande atenção aos detalhes, como a inclusão de um menino carregando cartuchos de pólvora. Esses detalhes adicionam complexidade à narrativa e destacam a diversidade e coesão da milícia. NOTA: A autora portuguesa Agustina Bessa Luis construiu uma narrativa para essa tela em particular, o nome de seu livro é: A Ronda da Noite. Uma leitura pessoalmente dificilima mas magnifica. Não sei como seria o acesso a esse livro no Brasil, creio que teria que importar, mas em Portugal há diversos exemplares bem baratinhos e, outra sugestão é participar das aulas sobre a autora pois meus alunos recebem material. Deixo a sugestão: O Retorno do Filho Pródigo A obra "O Retorno do Filho Pródigo" (pintada entre1661–1669 ) é uma pintura que retrata uma das parábolas mais conhecidas do Novo Testamento, contada por Jesus Cristo nos Evangelhos sinópticos (Lucas 15:11-32). A história é uma parábola contada por Jesus, onde um filho mais novo pede sua parte da herança ao pai, parte para um país distante, leva uma vida dissipada e, após sofrer dificuldades, retorna para casa humilde e arrependido. O pai o recebe de braços abertos. A parábola do Filho Pródigo foi uma fonte frequente de inspiração para artistas ao longo dos séculos. Rembrandt escolheu esse tema para criar sua interpretação única e emotiva. Museu Hermitage, São Petersburgo https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Hermitage https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Petersburgo As expressões faciais dos personagens são altamente expressivas, capturando emoções intensas. Rembrandt é mestre em representar realismo e humanidade em suas figuras, enfatizando o aspecto emocional da história. A composição é centrada no abraço emocional entre o pai e o filho pródigo. Rembrandt concentra a atenção no momento do reencontro, criando uma atmosfera de compaixão e redenção. Os elementos simbólicos contribuem para a narrativa espiritual da obra. A pintura captura o poder emocional do perdão e da redenção. O abraço do pai simboliza a aceitação incondicional e o amor compassivo, transmitindo uma mensagem de esperança e transformação. O contraste entre as emoções do filho pródigo, mostrando arrependimento, e do pai, revelando compaixão, é evidente. Rembrandt ilustra a dualidade emocional da parábola de maneira tocante. Rembrandt demonstra uma compreensão profunda da psicologia humana. Ele não apenas representa a narrativa bíblica, mas também explora as emoções humanas universais de perdão, redenção e reconciliação. Assim como em "A Ronda Noturna", Rembrandt inova na narrativa visual. Ele não está simplesmente retratando um evento, mas está contando uma história através de expressões, gestos e simbolismos. Ao passarmos pelo barroco italiano e nos Países Baixos há também o Rococó, o Neoclassicismo e o Romantismo, o Realismo, o Movimento das Artes e Ofícios e o Art Nuveau. Após isso entramos na era das eras!! O Impressionismo e vamos começar com Monet. ANTES DE COMEÇAR LEIA AQUI https://drive.google.com/file/d/1vt3rfcakQ61SDBzzxTX5X9eE3x3U7NKH/view?usp=share_link As pessoas discutem minha arte e fingem entender como se fosse necessário entender, quando é simplesmente necessário amar. Claude Monet https://www.pensador.com/autor/claude_monet/ Monet Claude Monet (1840-1926) foi um dos principais artistas do movimento impressionista e é conhecido por suas paisagens vívidas e inovadoras. Nasceu em Paris e desenvolveu um interesse precoce pela arte. Ele estudou nas academias de artes locais e foi influenciado por pintores mais velhos, como Eugène Boudin, que o incentivou a pintar ao ar livre. Foi um dos fundadores do movimento impressionista. Em 1874, exibiu uma pintura chamada "Impressão, Nascer do Sol", que deu o nome ao movimento. Os impressionistas buscavam capturar a luz e a atmosfera momentâneas em suas pinturas. Impressão, Nascer do Sol - Museu Marmottan, em Paris. Passou grande parte de sua vida viajando e pintando em diferentes locais. Ele foi a Giverny, uma pequena cidade na França, onde criou seus famosos jardins, que se tornaram uma grande fonte de inspiração para sua obra posterior. Era conhecido por suas séries de pinturas, onde explorava variações de um tema sob diferentes condições de luz e tempo. Exemplos notáveis incluem as séries das Ninfeias, dos Choupos e das Catedrais. Monet continuou a pintar até seus últimos anos, apesar de problemas de saúde. Ele faleceu em 1926, deixando para trás um legado artístico duradouro que influenciou gerações subsequentes de artistas. Técnicas Artísticas: buscava capturar a impressão visual de um momento, especialmente a luz em diferentes momentos do dia. Suas pinceladas soltas e leves permitiam que a luz se misturasse mais naturalmente na tela. Ao contrário das técnicas tradicionais que buscavam uma representação precisa, usava pinceladas rápidas e soltas para criar uma sensação de movimento e capturar a essência do momento. Usava uma paleta de cores vibrantes, muitas vezes aplicadas diretamente na tela, sem misturar completamente. Isso contribuía para a sensação de frescor e espontaneidade em suas obras. Foi um dos pioneiros na prática da pintura ao ar livre. Ele acreditava que a luz natural proporcionava uma qualidade única às suas obras. Isso também permitia que ele capturasse as mudanças rápidas na atmosfera. E, buscava expressar a beleza efêmera e a variedade da natureza. A Canoa Sobre o Epte Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand A canoa sobre o Epte é uma pintura a óleo, feita em 1890. Está pertinho de nós em São Paulo, na Avenida Paulista, MASP. Entre 1887 e 1890, Monet se preocupou em retratar cenas do rio Epte, o qual banhava a sua propriedade em Giverny. As irmãs Suzanne Hoschedé e Blanche Hoschedé posaram para esta série de pinturas. O pai de ambas era o banqueiro Ernest Hoschedé, um patrono das artes e colecionador de Monet, e sua mãe, Alice Hoschedé, que se tornou a segunda esposa de Monet. Mulher com sombrinha National Gallery of Art, Washington DC (fofoca) De fato, uma das características mais singulares de A canoa sobre o Epte, no contexto do estilo de Monet, é a proximidade da água, que assume na parte inferior da composição uma realidade quase tátil, como se o pintor não quisesse descrever, dessa vez, os reflexos luminosos de sua superfície, mas sua profundidade. Embora pertença a uma série, esta tela é um caso único. Nela, há o retrato da materialidade, sendo que essa nova dimensão visual da água só será obtida novamente pelo artista mais de trinta anos depois, em suas pinturas do período de 1918 a 1924. https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Epte https://pt.wikipedia.org/wiki/Giverny https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Suzanne_Hosched%C3%A9&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Blanche_Hosched%C3%A9_Monet&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Blanche_Hosched%C3%A9_Monet&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ernest_Hosched%C3%A9&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Alice_Hosched%C3%A9&action=edit&redlink=1 A "Mulher com Sombrinha Virada para a Esquerda" foi pintada por Monet em 1886. Nesse período, Monet já vivia em Giverny, onde estabeleceu sua casa e jardins que se tornaram uma grande fonte de inspiração. Ele frequentemente pintava ao ar livre, capturando as mudanças de luz e atmosfera. Muitas vezes utilizava membros de sua família como modelos em suas pinturas, e a "Mulher com Sombrinha" pode representar Alice, sua esposa, ou outra mulher próxima. A obra destaca-se pela aplicação de técnicas impressionistas de chiaroscuro, com um contraste vibrante entre luz e sombra. Monet usava uma paleta de cores ricas e variadas para representar as nuances da luz natural. Campo de Papoulas Museu d’Orsay, Paris A obra foi pintada (1873) durante o auge do movimento impressionista, um período no final do século XIX. Monet mudou-se para Argenteuil, uma cidade nos arredores de Paris, em 1871. Essa área tornou-se uma fonte frequente de inspiração para suas pinturas, incluindo seus campos de papoulas. Monet utilizou sua característica técnica de pinceladas soltas e rápidas, uma marca registrada do impressionismo. A paleta de cores vibrantes é uma característica proeminente na obra. As papoulas vermelhas e vibrantes contrastam com o verde exuberante do campo, criando uma cena visualmente impactante. Mais sobre: 50 Fatos Monet: Assista Aqui Tour pela casa de Monet: Assista aqui Unico Registro de Monet em video: Assista e veja o pintor Artigo sobre Monet: Leia Aqui https://www.youtube.com/watch?v=w12bt0sYiyg https://www.youtube.com/watch?v=d6Zte9C6lE0 https://www.youtube.com/watch?v=Mt17zgixo78 https://www.youtube.com/watch?v=Mt17zgixo78 https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663002/24802Agora veremos o maioral. Nosso Renoir da beleza e delicadeza de ser. Por que a arte não deveria ser bonita? Existem coisas desagradáveis suficientes no mundo. Pierre-Auguste Renoir Renoir Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) foi um renomado pintor francês, membro central do movimento impressionista. Nasceu em Limoges, França, em uma família modesta. Ele começou sua formação artística como aprendiz em uma fábrica de porcelana, onde desenvolveu habilidades de pintura. Posteriormente, estudou na Escola de Belas Artes de Paris. Renoir tornou-se um dos principais expoentes do impressionismo, um movimento artístico que buscava capturar a luz e atmosfera em suas pinturas. Ele se juntou a outros artistas notáveis como Claude Monet, Edgar Degas e Édouard Manet. Ao longo de sua carreira passou por várias fases estilísticas. Seus primeiros trabalhos impressionistas foram caracterizados por pinceladas soltas e uma paleta de cores brilhantes. Posteriormente, ele experimentou com uma técnica mais linear e estruturada. Era conhecido por seus retratos, especialmente de figuras da alta sociedade parisiense. Sua habilidade em capturar a expressão e a beleza das pessoas foi notável, e ele se destacou como um dos grandes retratistas de sua época. O tema central das obras de Renoir muitas vezes era a busca pela beleza. Ele retratava cenas do cotidiano, festas, paisagens e cenas íntimas, destacando a alegria e a harmonia da vida. Nos últimos anos de sua vida, Renoir continuou a pintar, apesar da artrite reumatoide que limitou seus movimentos. Ele adaptou sua técnica, criando obras mais suaves e mais difusas, mas ainda mantendo seu estilo distintivo. Técnica Artística: Caracterizada por pinceladas pequenas e vibrantes, que se misturavam na tela para criar uma atmosfera luminosa. Ele usava uma paleta de cores ricas e variadas para capturar a luz e a sensação do momento. Seus retratos eram expressivos, capturando não apenas a semelhança física, mas também a personalidade e a emoção dos sujeitos. Ele tinha um talento especial para pintar a pele humana, criando uma sensação tátil em suas obras. Renoir frequentemente pintava cenas da vida cotidiana e paisagens ao ar livre. Sua obra refletia um amor pela beleza da natureza e uma celebração da vida simples e prazerosa. Rosa e Azul MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) pintada em 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952. A loira Elisabeth, nascida em dezembro de 1874, e a mais nova, Alice, em fevereiro de 1876, tinham respectivamente seis e cinco anos de idade. O artista realizou vários retratos para as famílias da comunidade judaica da época, e Louis Cahen d’Anvers, casado com a italiana Louise Morpurgo, eram uma dessas famílias. A obra foi realizada no número 66 da avenue Montaigne, em Paris, onde os Cahen d’Anvers habitavam desde 1873. Foram necessárias inúmeras sessões de minucioso trabalho até que o retrato estivesse completo. Em 4 de março de 1881, Renoir escreveria para Théodore Duret: “Parti imediatamente após terminar o retrato das meninas Cahen, tão cansado que nem lhe sei dizer se a pintura é boa ou ruim.” Mesmo assim, o retrato das meninas aparentemente não foi do agrado da família que, além de ter demorado quase um ano para pagar ao artista a soma relativamente módica de 1500 francos, relegou a obra à área da casa habitada pelos empregados. No início do século XX, seguindo uma informação dada pelo próprio Renoir, os marchands Bernheim-Jeune descobriram a obra, aparentemente esquecida, no sexto andar de uma casa da avenida Foch, em Paris. Em seu comentário do Salon de 1881, o crítico Henry Havard observou que Renoir 'tornara-se mais sábio' em seu retrato de Alice e de Elisabeth Cahen d'Anvers e apesar de não ser sugerido que o artista alterou seu estilo para agradar seus clientes, ele claramente assumiu uma estrutura formal barroca, calculada para agradar ao gosto mais convencional deles. https://pt.wikipedia.org/wiki/Judeu https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_de_S%C3%A3o_Paulo https://pt.wikipedia.org/wiki/1952 https://pt.wikipedia.org/wiki/1874 https://pt.wikipedia.org/wiki/1876 https://pt.wikipedia.org/wiki/Retrato https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia https://pt.wikipedia.org/wiki/Paris https://pt.wikipedia.org/wiki/1873 https://pt.wikipedia.org/wiki/4_de_mar%C3%A7o https://pt.wikipedia.org/wiki/Franco_(moeda) https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XX Dança em Bougival Museu de Belas Artes de Boston, Boston https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Belas_Artes_de_Boston https://pt.wikipedia.org/wiki/Boston Dança em Bougival é uma pintura a óleo sobre tela do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir datada de 1883. O casal retratado é Suzanne Valadon e Paul Auguste Ilhote, que também são protagonistas no quadro Dança na Cidade (ao lado). Apesar de ter muitos detalhes, a construção do quadro por inteiro não é realista. Os gestos tem movimentos delicados, e a expressão do rosto dos jovens não tem uma complexidade técnica. Renoir tinha o desejo de não se apropriar dos aspectos dinâmicos na pintura, muito característicos da época em que predominava o impressionismo - este dinamismo também melhora a perspectiva de realidade nas obras. Renoir também não deixa muito evidente os elementos de pessoalidade com os personagens. Além da captação do movimento, também percebe-se outro elemento impressionista: o uso de sombras coloridas. Mais sobre: Renoir Pinta Mal?: Assista Aqui Dez obras de Renoir: Assista Aqui Museu de Orsay, Paris Documentário Oficial: Assista Aqui https://pt.wikipedia.org/wiki/Pintura_a_%C3%B3leo https://pt.wikipedia.org/wiki/Impressionismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Auguste_Renoir https://pt.wikipedia.org/wiki/Suzanne_Valadon https://pt.wikipedia.org/wiki/Suzanne_Valadon https://pt.wikipedia.org/wiki/Dan%C3%A7a_na_Cidade https://www.youtube.com/watch?v=B0EXjU8F3Qk https://www.youtube.com/watch?v=7QCHfRMFyJM&pp=ygUGUmVub2ly https://www.youtube.com/watch?v=NNJPEOsHrhY&pp=ygUGUmVub2ly Chama os adultos pois agora sim, chegamos no unanime: Van Gogh. Depois do impressionismo reinar Van Gogh surge em um momento de pós impressinismo alarmante. Ele mudou tudo! ANTES DE COMEÇAR LEIA AQUI https://drive.google.com/file/d/18dQ9I8ytboFFEfenMNuKJf8uoYSw60OA/view?usp=share_link Vincent Van Gogh Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco. Se perdeu a honra, perdeu muito. Se perdeu a coragem, perdeu tudo. https://www.pensador.com/autor/michelangelo/ Van Gogh Vincent Willem van Gogh nasceu em Zundert, nos Países Baixos, em 1853. Era filho de um pastor e cresceu em uma família religiosa. Inicialmente trabalhou como comerciante de arte. Em sua busca por um propósito mais profundo, dedicou-se à arte em meados da década de 1880. Ele estudou em Antuérpia e Paris, absorvendo influências de movimentos artísticos contemporâneos. Van Gogh enfrentou desafios significativos de saúde mental ao longo de sua vida, culminando em episódios de instabilidade emocional. Sua relação conturbada com o irmão Theo e outros membros da família também desempenhou um papel importante em sua jornada. Mudou-se para Arles, no sul da França, em busca de uma comunidade artística. Sua amizade com Paul Gauguin foi significativa, mas terminou dramaticamente após um episódio de tensão que resultou no famoso incidente da orelha cortada. (sim, ele cortou a própria orelha!!) Devido à sua saúde mental instável, Van Gogh passou períodos em hospitais psiquiátricos. Morreu em 1890, aos 37 anos, de uma ferida de bala autoinfligida. Sua morte foi precedida por uma intensa produção artística. É conhecido por seu estilo distintivo, marcado por pinceladas audaciosas, cores vibrantes e uma abordagem única de representação visual.Sua obra é caracterizada por uma expressividade emocional única. Passou por diferentes fases artísticas. Inicialmente, influenciado pelos tons sombrios dos pintores holandeses e evoluiu para um estilo mais vibrante e expressivo durante seu tempo em Paris e Arles. Algumas de suas obras mais conhecidas incluem "Noite Estrelada", "Girassóis", "Quarto em Arles" e "A Casa Amarela" e cada uma dessas pinturas reflete sua perspectiva única e emotiva. Muitas das pinturas de Van Gogh são autobiográficas, refletindo sua experiência emocional e espiritual. Ele frequentemente pintava autorretratos, capturando sua própria jornada interna. Após sua morte, ganhou reconhecimento e influenciou profundamente o desenvolvimento da arte moderna. Suas contribuições foram valorizadas por artistas posteriores, e suas pinturas são agora consideradas tesouros da história da arte. Vale a pena conhecer mais de sua vida e suas histórias com irmão theo, cartas, conversas, ambientes... antes de irmos para as telas. Meu video conhecendo o museu Van Gogh: Video Aqui A vida torturante de Van Gogh: Assista aqui Documentário Oficial: Assista Aqui https://www.youtube.com/watch?v=RJwJuojh1B0&t=1639s&pp=ygUYdmFuIGdvZ2ggYnJ1bmEgbWFydGlvbGxp https://www.youtube.com/watch?v=WJEWdwfcmA8&pp=ygUIdmFuIGdvZ2g%3D https://www.youtube.com/watch?v=jgkcCdvU9gM&pp=ygUIdmFuIGdvZ2g%3D Doze Girassóis numa Jarra Van Gogh pintou "Doze Girassóis numa Jarra" em agosto de 1888, durante seu tempo em Arles, França. Ele buscava criar uma série de obras com girassóis como tema, sendo esta uma das mais famosas. Esperava decorar a Casa Amarela em Arles com suas pinturas de girassóis como parte de um plano para formar uma comunidade de artistas. Ele estava particularmente entusiasmado com a chegada de Paul Gauguin, portanto, foi pintado como um presente para Gauguin, refletindo a amizade e colaboração entre os dois artistas. Neue Pinakothek, Munique A característica mais marcante da obra é a paleta de cores vibrantes e intensas, características do estilo de Van Gogh. Os girassóis amarelos brilhantes se destacam contra o fundo azul, criando uma atmosfera alegre e calorosa. Empregava pinceladas marcadas e textura visível. Suas pinceladas eram muitas vezes grossas e expressivas, contribuindo para a sensação de movimento e vitalidade na pintura. A composição apresenta doze girassóis dispostos em uma jarra, com destaque para a simetria e equilíbrio visual. A jarra azul proporciona uma base sólida para os girassóis radiantes, criando uma composição harmoniosa. A natureza morta, representada pelos girassóis e pela jarra, é um tema frequente nas obras do pintor. Ele encontrava beleza e significado nas coisas simples da vida, e os girassóis eram um símbolo recorrente de sua admiração pela natureza. A técnica reflete sua expressão pessoal e sua busca por transmitir emoções através da arte. Os girassóis são pintados de maneira quase individual, cada um com sua própria personalidade e energia. A Noite Estrelada Van Gogh pintou "A Noite Estrelada" em 1889, durante seu período de internação no Asilo Saint-Paul-de-Mausole, em Saint-Rémy-de-Provence, França. Esse período foi marcado por desafios emocionais e instabilidade mental. A pintura foi inspirada na vista que Van Gogh tinha do céu noturno através da janela de seu quarto no asilo. Ele capturou a beleza e a intensidade das estrelas, assim como o cipreste característico que se erguia no horizonte. A obra reflete a intensidade emocional dele durante esse período. As pinceladas e as cores vibrantes podem ser interpretadas como uma expressão de sua agitação interior, mas também como uma celebração da beleza da noite. Uma das características mais distintivas de "A Noite Estrelada" é a paleta de cores vibrantes e contrastantes. Van Gogh usou tons intensos de azul, amarelo e branco para representar o céu noturno e as estrelas. Museu de Arte Moderna, Nova Iorque, EUA https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque As pinceladas são expressivas e visíveis, criando uma textura única na tela. Aplicou a tinta com movimentos rápidos e audaciosos, refletindo sua abordagem emocional e gestual à pintura. As formas estilizadas das estrelas, a espiral na parte central e o cipreste no horizonte são elementos característicos da visão única de Van Gogh. Ele não se preocupava em representar a realidade de maneira literal, mas sim em expressar suas emoções e interpretação pessoal da cena. Empregou linhas curvas e movimentos ondulantes, criando uma sensação de dinamismo e movimento na composição. Isso contribui para a atmosfera intensa e vibrante da pintura. Amendoeira em Flor Van Gogh Museum, Amsterdam https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) Van Gogh pintou "Amendoeira em Flor" em 1890, durante seu período no Asilo Saint-Paul-de-Mausole. A obra faz parte de uma série de pinturas de amendoeiras em flor, que Van Gogh considerava como símbolos de renovação e esperança. Ele pintou essa série em resposta ao nascimento de seu sobrinho, o filho de seu irmão Theo. Tinha uma admiração especial pela arte japonesa, e essa influência é evidente na composição e nas cores vibrantes da pintura. Ele estava particularmente inspirado pelos ukiyo-e, gravuras japonesas, que valorizavam a natureza e as estações do ano. A paleta de cores é vibrante, destacando-se pelos tons de azul, verde e branco para representar as flores da amendoeira. Utilizou cores expressivas para criar uma atmosfera vibrante e positiva. As pinceladas são características do estilo de Van Gogh, marcadas por movimentos audaciosos e expressivos. Ele usou pinceladas rápidas e texturizadas para representar as flores e o céu. Apesar da simplicidade aparente da cena, Van Gogh carregou a pintura com simbolismo e emoção. As amendoeiras em flor eram para ele um símbolo de renovação e esperança, enquanto o nascimento de seu sobrinho também contribuiu para o significado pessoal da obra. Quarto em Arles é uma obra com três exemplares originais, pintados entre outubro de 1888 e setembro de 1889. O famoso quadro retrata o quarto que Vincent van Gogh alugou numa pensão, na cidade de Arles, na França, país onde trabalhou durante quase toda a sua vida. Embora buscasse a impressão de tranquilidade em seu quadro, este reflete a tensão, a solidão e desarraigamento de Van Gogh na ocasião da pintura. Os objetos do quarto não tem relação entre si, o piso aparenta cair para frente, a janela está entreaberta, os quadros pendem em direção à cama, os móveis em diagonal, tudo parece refletir o caos em que Van Gogh mergulhara. Os pigmentos das tintas utilizadas na pintura foram avaliadas em 2012, concluindo-se que as paredes eram originalmente roxas, com o passar do tempo o pigmento vermelho perdeu sua cor e deixou as paredes azuladas. O Quarto de Van Gogh em Arles Museu de Orsay https://pt.wikipedia.org/wiki/1878 https://pt.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh https://pt.wikipedia.org/wiki/Arles https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs https://pt.wikipedia.org/wiki/Pigmento https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Moderna_(Nova_Iorque) Após o pós Modernismo entraremos nos principais movimentos artísticos do século XX, escolhi Tarsila, Portinari e Frida para falarmos disso. ANTES DE COMEÇAR LEIA AQUI E LEIA SOBRE O BRASIL https://drive.google.com/file/d/1Mpd8ixPxGm9EOFuFrAnU27mzvlENZQH7/view?usp=share_link https://drive.google.com/file/d/10tOXpnQ5xUYpkMwNtq5sKRoJWH3ocnMh/view?usp=share_link https://drive.google.com/file/d/10tOXpnQ5xUYpkMwNtq5sKRoJWH3ocnMh/view?usp=share_link Eu invento tudo na minha pintura. E o que eu vi ou senti, eu estilizo. -Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral foi uma renomada pintora e desenhista brasileira (1886 - 1973). Uma das figuras centrais do movimento modernista no Brasil, conhecida por suas representações ousadas e vibrantesda cultura e paisagens brasileiras. Sua obra desempenhou um papel fundamental na redefinição da identidade artística no início do século XX. Começou sua carreira artística estudando em São Paulo e depois partiu para a Europa, onde foi influenciada por movimentos vanguardistas como o cubismo. Ao retornar ao Brasil, Tarsila do Amaral trouxe consigo novas perspectivas artísticas, que aplicou em suas pinturas. Sua obra refletia a riqueza cultural e a diversidade do Brasil, frequentemente retratando paisagens exuberantes, figuras humanas e elementos folclóricos com uma estética moderna e expressiva. Entre suas obras mais famosas estão "Abaporu" e "Operários", que expressam sua interpretação única do modernismo, mesclando elementos surrealistas, cubistas e expressionistas. Ela frequentemente usava cores vivas e contrastantes para transmitir a vitalidade e a energia do país. Sua contribuição para a arte foi notável, uma das pioneiras a romper com as tradições acadêmicas e a introduzir um novo vocabulário visual que refletia a identidade nacional. Veremos a seguir. Abaporu A palavra "Abaporu" tem origem no idioma tupi-guarani e pode ser traduzida como "homem que come carne humana" ou "aquele que come". A figura retratada na obra é uma representação estilizada de uma figura humana com dimensões exageradas, particularmente com pés e mãos grandes em relação ao corpo. A imagem é de um homem deitado, com a cabeça apoiada em uma das mãos, em um ambiente que parece ser uma paisagem desértica. Uma das obras mais icônicas de Tarsila do Amaral, pintada em 1928 é considerada uma peça fundamental do movimento antropofágico no modernismo brasileiro. A pintura foi um presente de Tarsila para seu então marido, o escritor Oswald de Andrade, e mais tarde se tornou um símbolo do movimento antropofágico, que abraçava a ideia de devorar e reinterpretar influências estrangeiras, transformando-as em uma expressão autenticamente brasileira. A simplicidade das linhas e formas em "Abaporu" reflete a influência do cubismo, que Tarsila experimentou durante sua estadia em Paris. No entanto, a interpretação da figura e o uso de cores fortes e contrastantes destacam a interpretação pessoal de Tarsila do modernismo, fundindo elementos de arte europeia com a estética e a cultura brasileira. A figura retratada em "Abaporu" simboliza a fusão entre o primitivo e o moderno, refletindo a preocupação de Tarsila com a construção de uma identidade cultural brasileira única e autêntica. A obra também incorpora aspectos do imaginário indígena e reinterpretações de mitos e símbolos locais, destacando a rica diversidade cultural do Brasil. "Abaporu" é significativo não apenas como uma obra de arte inovadora, mas também como um ícone cultural que representa a busca de Tarsila por uma expressão artística que capturasse a essência do Brasil. Sua influência na arte brasileira e sua contribuição para o movimento modernista continuam a ser reconhecidas e celebradas até os dias de hoje. Operários "Operários" foi pintada em 1933, e retrata a realidade dos trabalhadores urbanos no contexto da industrialização do Brasil. A pintura reflete a preocupação de Tarsila com as questões sociais e a condição dos trabalhadores na era moderna, mostrando sua sensibilidade em relação às mudanças socioeconômicas do país. A composição da obra apresenta uma visão estilizada de trabalhadores, retratando figuras masculinas e femininas em um ambiente industrial. As figuras são representadas de forma estilizada, com corpos alongados e linhas que ressaltam a dinâmica e o movimento do trabalho. A paleta de cores é predominantemente composta por tons terrosos e cinzas, refletindo a monotonia e a dureza da vida industrial. Palácio Boa Vista "Operários" revela a capacidade de Tarsila de capturar a essência humana em um contexto social específico. Ao retratar os operários, ela busca dar voz e visibilidade às classes trabalhadoras que muitas vezes eram marginalizadas ou ignoradas. A obra é um testemunho da consciência social de Tarsila e de sua tentativa de confrontar as realidades desafiadoras enfrentadas pelos trabalhadores em meio à modernização e industrialização aceleradas do Brasil. A representação estilizada dos operários na obra demonstra a influência do cubismo e do modernismo, que Tarsila experimentou durante sua estada na Europa. No entanto, ela infunde essa influência com sua interpretação única, destacando a conexão entre a forma e a expressão emocional. "Operários" é uma expressão poderosa do compromisso de Tarsila com a representação das camadas sociais menos privilegiadas, ampliando o escopo de sua obra para incluir preocupações sociais e políticas. A pintura demonstra sua habilidade em comunicar não apenas a estética visual, mas também as experiências e as lutas humanas por trás das imagens, solidificando seu lugar como uma das figuras mais proeminentes do movimento modernista no Brasil. Mais sobre: A história de amor por trás de Abaporu: Clica aqui e assista Brasilidade em Tarsila do Amaral: Clica aqui e leia um artigo A consolidação do Modernismo em Tarsila do Amaral: Clica aqui e leia um artigo Tarsila do Amaral, uma vida doce-amarga: Clica aqui e leia sua biografia A história de “Operários”: Clica aqui e assista uma video aula Hamlet e Tarsila: Clica aqui e leia um artigo A representação do Brasil em Tarsila do Amaral: Clica aqui e leia https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=video&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwipk9DOso-CAxVWuZUCHW1dD6MQtwJ6BAgGEAI&url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dv0-gACB_sTA&usg=AOvVaw3zwgAwuRGo41vQALsxwFlB&opi=89978449 https://www.revistas.usp.br/extraprensa/article/view/epx16-a07/100468 https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/10925/8086 https://amzn.to/3FuxH6Z https://www.google.com/search?q=tarsila+do+amaral+operarios&client=safari&sca_esv=576211123&hl=pt-BR&tbm=vid&sxsrf=AM9HkKnWSVscP9GNxhd_uW4TFT9Bm5iRBA:1698177104799&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiLjuPYuo-CAxXzrpUCHQe_AdkQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1440&bih=820&dpr=2 https://periodicos.univali.br/index.php/vd/article/view/19589/11420 https://repositorio.furg.br/handle/1/3236 Candido Portinari Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte. https://www.pensador.com/autor/michelangelo/ Cândido Portinari nasceu em 29 de dezembro de 1903, em Brodowski, São Paulo, Brasil. Ele cresceu em uma família de imigrantes italianos em uma fazenda de café. Mostrou talento artístico desde cedo. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes, onde teve aulas com mestres renomados. Em 1928, Portinari viajou para a Europa, onde estudou e absorveu as influências das vanguardas artísticas europeias. Ele se destacou na Escola de Belas Artes de Paris. Portinari retornou ao Brasil em 1930, e sua obra começou a refletir cada vez mais a realidade e as questões sociais do país. Ao longo de sua carreira, Portinari dedicou-se a temas sociais e políticos. Suas pinturas muitas vezes abordavam questões como pobreza, desigualdade e a vida rural no Brasil. Entre suas obras mais conhecidas estão os murais "Guerra e Paz", que ele pintou para a sede da ONU em Nova York. Esses murais são considerados uma das maiores obras de arte moderna. Candido Portinari A obra de Portinari foi inicialmente influenciada por movimentos modernistas e realistas. Ele combinava elementos desses estilos para criar uma linguagem única. Sua técnica de pintura era caracterizada por pinceladas precisas e detalhadas. Ele conseguia transmitir emoções e narrativas complexas através da minúcia de sua execução. Portinari era mestre no uso expressivo de cores. Ele aplicava uma paleta vibrante em suas pinturas, dando vida e energia às suas representações. Cada obra de Portinari contava uma história visual. Ele tinha a habilidade única de transmitir mensagens profundas sobre a sociedade e a condição humana por meio de suas pinturas. Portinari se destacou na criação de murais monumentais,