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Sumário teórico
CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL
 
1. INTRODUÇÃO
 
O controlador lógico programável, comumente abreviado como CLP, é um dispositivo que pode controlar processos a partir de instruções presentes em sua memória. Esse controle ocorre por sensores ou botões que podem ser conectados nas entradas do CLP, além dos chamados atuadores, que podem ser conectados nas saídas do CLP. Assim, é possível ligar ou desligar motores, estender ou retrair válvulas, acender ou desligar lâmpadas, etc.
Em um sistema de controle, é preciso induzir mudanças adequadas nas variáveis necessárias a um processo. Logo, devem-se monitorar essas variáveis de processo para saber a quais condições o processo está sujeito e o que é necessário fazer para atingir as condições desejadas. Ou seja, no controle de processos, se busca manter o estado estacionário de um processo que pode ter sua estabilidade alterada por fatores externos. O CLP fornece uma forma prática de executar esse controle, pois os sinais recebidos em suas entradas podem ser transmitidos a uma sala de controle que supervisiona todo o processo, enquanto os atuadores em sua saída podem agir de forma a controlar determinado estado. Tal versatilidade torna o CLP uma ferramenta moderna e prática que pode ser utilizada em diferentes áreas, como instrumentação industrial, controle de processos, automação, etc.
O CLP pode executar esse controle a partir de instruções presentes em um programa na memória do dispositivo. As informações são recebidas nas entradas do CLP e a atuação ocorre nas saídas. Dentro do programa, essas entradas e saídas são especificadas por meio de um endereçamento. Dessa forma, a terceira saída digital será representada por “Q3”, enquanto a sétima entrada digital será representada por “I7”. Essas entradas e saídas vão se relacionar entre si pelas condições lógicas inseridas no CLP. No programa, essas operações lógicas são criadas com a linguagem de programação em diagrama Ladder (LD) ou com diagramas de blocos funcionais (FBD).
 
2. LÓGICA COMBINACIONAL
 
Existe uma grande variedade de operações lógicas que podem ser inseridas no CLP, porém as mais comuns são AND, OR e NOT. Na operação AND, é necessário que ambas as entradas tenham uma condição verdadeira para que a saída seja verdadeira. Por exemplo, uma lâmpada deve acender quando dois interruptores são acionados simultaneamente.
Figura 1 – Imagem da ligação.
Figura 2 – Diagrama em LD.
Figura 3 – Diagrama em FBD.
Na operação OR, basta que uma das entradas tenha condição verdadeira para que a saída seja verdadeira. Por exemplo, uma lâmpada deve acender quando um ou ambos os interruptores são acionados.
Figura 4 – Imagem da ligação.
Figura 5 – Diagrama em LD.
Figura 6 – Diagrama em FBD.
Na operação NOT, a saída apresenta estado oposto à entrada, ou seja, quando a entrada é verdadeira, a saída será falsa; quando a entrada é falsa, a saída será verdadeira. Em operações lógicas, é frequentemente necessário consultar se um contato normalmente aberto NÃO foi acionado ou se um contato normalmente fechado foi acionado e, dessa forma, não existe tensão na respectiva entrada. Isso se faz por meio da programação de uma negação na entrada da conjunção ou disjunção.
Figura 7 – Diagrama em LD.
Figura 8 – Diagrama em FBD.
3. LÓGICA SEQUENCIAL
 
De forma simples, um circuito sequencial tem seu comportamento determinado não apenas pelas entradas presentes no momento, mas também por entradas que aconteceram no passado. No caso do CLP, existem diversos dispositivos que podem ser utilizados para a construção de circuitos sequenciais, como temporizadores, contadores, bobinas de SET/RESET, etc. Porém, os mais utilizados são os temporizadores.
Os temporizadores são dispositivos utilizados para medir um determinado intervalo de tempo e atuar no final desse intervalo. Existem diversos tipos, mas os mais conhecidos são os chamados TON e TOF. O TON é um temporizador com delay na subida, ou  seja, no momento em que sua entrada for verdadeira, a contagem será iniciada. Após decorrido o tempo estipulado, a saída se torna verdadeira, e fica assim enquanto a entrada continuar sendo verdadeira. O TOF é um temporizador com delay na descida, ou seja, no momento em que sua entrada for verdadeira, sua saída será verdadeira; quando sua entrada se tornar falsa, a contagem é iniciada e, após decorrido o tempo estipulado, a saída se tornará falsa também.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
 
PETRUZELLA, Frank D. Controladores lógicos programáveis. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
 
FRANCHI, Claiton Moro. Controladores lógicos programáveis: sistemas discretos. 1. ed. São Paulo: Érica, 2008.
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