Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 Universidade Federal de Minas Gerais - 
UFMG, Programa de Pós-Graduacão 
em Ciências Fonoaudiológicas, Belo 
Horizonte, MG, Brasil. 
2 Universidade Federal de Minas Gerais - 
UFMG, Graduação em Fonoaudiologia, 
Belo Horizonte, MG, Brasil. 
3 Universidade Federal de Minas Gerais - 
UFMG, Faculdade de Medicina, 
Departamento de Otorrinolaringologia, 
Belo Horizonte, MG, Brasil. 
4 Universidade Federal de Minas Gerais - 
UFMG, Faculdade de Medicina, 
Departamento de Fonoaudiologia, Belo 
Horizonte, MG, Brasil. 
A estimulação vestibular galvânica na melhora do equilíbrio 
de um indivíduo com doença de Parkinson e dependência total 
para atividades de vida diária: relato de caso
Galvanic vestibular stimulation in improving balance in an individual with Parkinson’s 
disease totally dependent for activities of daily living: A case report
Maria Luiza Diniz1 
Stéfane Laura Brandão2 
Alessandra Cardoso Ribeiro2 
Anna Paula Batista de Ávila Pires3 
Renata Cristina Cordeiro Diniz Oliveira1 
Denise Utsch Gonçalves3 
Ludimila Labanca4 
Estudo realizado na Universidade Federal 
de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas 
Gerais, Brasil.
Fonte de financiamento: Pró-Reitoria de 
Pesquisa (PRPq) da Universidade Federal 
de Minas Gerais processo 02/2025 
Conflito de interesses: Inexistente
Endereço para correspondência:
Maria Luiza Diniz
Av. Prof. Alfredo Balena, 190
Cep 30130- 100 - Belo Horizonte, MG, 
Brasil
E-mail:marialuizadnz@hotmail.com 
Recebido em 19/06/2025
Recebido na versão revisada em 
26/07/2025
Aceito em 23/09/2025
Editor Chefe: Erissandra Gomes
Editor Associado: Denise Costa Menezes
RESUMO 
Descreveram-se os efeitos imediatos e tardios da intervenção Estimulação Vestibular Galvânica (EVG) na 
instabilidade postural de um homem, 75 anos, com doença de Parkinson (DP), demência e dependência 
total para atividades de vida diária básicas. A instabilidade postural foi avaliada por meio da Escala 
de Equilíbrio de Berg (EEB) e pelo Timed Up and Go Test (TUG). As medidas de análise foram feitas 
antes, logo após e doze meses após a intervenção, denominados Pré-EVG, Pós-EVG e após12m-EVG, 
respectivamente. A EVG foi aplicada uma vez por semana por oito semanas consecutivas. Utilizou-se 
corrente do tipo alternada com intensidade variando de 1mA a 3,5mA. A duração do estímulo foi de 
11 minutos na 1ª semana, 18 minutos na 2ª semana e, da 3ª à 8ª semana, foi de 30 minutos. Para o 
TUG, no momento Pré-EVG o tempo de execução foi de 26 segundos, no Pós-EVG foi de 15 segundos e 
Após-12m-EVG foi de 29 segundos. Para a EEB, o Pré-EVG foi de 4 pontos, o Pós-EVG foi de 16 pontos 
e Após12m-EVG foi de 10 pontos. Assim, percebe-se que houve melhora da instabilidade postural; no 
entanto, os efeitos não se mantiveram após 12 meses.
Descritores: Doença de Parkinson; Demência; Equilíbrio Postural; Terapia por Estimulação Elétrica; 
Sistema Vestibular
ABSTRACT
This report describes the immediate and late effects of galvanic vestibular stimulation (GVS) on postural 
instability in a 75-year-old man with Parkinson’s disease (PD) and dementia, who was totally dependent 
for basic activities of daily living. Postural instability was assessed using the Berg Balance Scale (BBS) 
and the Timed Up and Go Test (TUG). Analytical measures were taken before, immediately after, and 12 
months after the intervention, designated pre-GVS, post-GVS, and post-12m-GVS, respectively. GVS was 
applied once a week for 8 consecutive weeks, using alternating currents ranging from 1 mA to 3.5 mA. 
The stimulation duration was 11 minutes in the first week, 18 minutes in the second week, and 30 minutes 
from the third to the eighth week. TUG values were 26 seconds (pre-GVS), 15 seconds (post-GVS), and 
29 seconds (post-12m-GVS). BBS scores were 4 points (pre-GVS), 16 points (post-GVS), and 10 points 
(post-12m-GVS). Therefore, his postural instability improved, but the effects were not maintained after 12 
months.
Keywords: Parkinson Disease; Dementia; Postural Balance; Electric Stimulation Therapy; Vestibular 
System
6125
Relatos de casos
Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125 DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125
DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s | Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125
eISSN 1982-0216
1/7
© 2025 Diniz et al. Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite 
uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.
https://orcid.org/0000-0001-5479-4377
https://orcid.org/0009-0000-4786-4621
https://orcid.org/0009-0000-0625-3357
https://orcid.org/0000-0002-9592-1878
https://orcid.org/0000-0001-6739-7098
https://orcid.org/0000-0002-9154-7436
https://orcid.org/0000-0003-3296-4800
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125 | DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s
2/7 | Diniz ML, Brandão SL, Ribeiro AC, Pires APBÁ, Oliveira RCCD, Gonçalves DU, Ludimila Labanca L
A aplicação da EVG é realizada por meio de 
eletrodos de superfície fixados nos processos 
mastoides. A corrente possui um polo ativo (anodo) 
e outro inibitório (catodo) que regulam a atividade 
neural. A EVG é um método de fácil aplicação, seguro 
e de baixo custo. Sua contraindicação restringe-se 
à presença de dispositivos eletrônicos implantados, 
como o marcapasso e o implante coclear. 
Estudos que utilizaram a EVG para promover 
melhora do equilíbrio encontraram benefícios para os 
tratamentos de causas centrais e periféricas de instabi-
lidade postural10. Quando aplicado em pacientes com a 
DP, a EVG melhorou a instabilidade postural, a marcha 
e a postura, tornando-a uma terapia promissora para a 
reabilitação postural desses pacientes2,7,11. Esse efeito 
resulta da capacidade do estímulo galvânico ativar o 
sistema aferente e eferente vestibular, promovendo a 
compensação vestibular8,11,12. Esse processo de neuro-
plasticidade permite a melhora do controle postural por 
meio da adaptação vestibular, que reestrutura o reflexo 
vestibuloespinal. Além disso, a EVG também é capaz 
de estimular o processo de substituição quando os 
sensores vestibulares periféricos remanescentes são 
insuficientes. 
Os benefícios e a viabilidade do tratamento com a 
EVG na instabilidade postural da DP foram objetos de 
pesquisa de muitos estudiosos. No entanto, a literatura 
questiona se a evolução da DP pode impactar as 
vantagens do tratamento13.
Diante disso, o objetivo do presente estudo foi 
descrever os efeitos imediatos e tardios da EVG em um 
indivíduo com DP e dependência total para atividades 
de vida diária básicas, visto que a literatura é escassa 
em estudos que investiguem os efeitos da EVG em 
indivíduos com DP em fase avançada. 
APRESENTAÇÃO DO CASO 
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em 
Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais 
e do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Belo 
Horizonte (4.165.733 e 28850619.9.3001.5138, respec-
tivamente) e obteve-se a concordância do responsável 
pelo paciente, que assinou o Termo de Consentimento 
Livre e Esclarecido. 
Declara-se que o estudo foi realizado em confor-
midade com a Declaração de Helsinki e com a 
Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde 
(Ministério da Saúde, Brasil).
INTRODUÇÃO
A fisiopatologia da Doença de Parkinson (DP) está 
relacionada à morte dos neurônios dopaminérgicos 
na substância negra e ao acúmulo da proteína alfa 
sinucleína no tronco cerebral e no córtex1. Sua fase 
clínica consiste na presença dos sintomas motores de 
bradicinesia, rigidez e tremor que ocorrem de forma 
assimétrica entre os membros e persistem assim 
durante a evolução da doença2. A instabilidade postural 
é um sintoma motor que aparece com a progressão da 
doença e está associada aos danos ao sistema vesti-
bular periférico e central3. 
A Escala de Hoehn e Yahr classifica a DP em cinco 
estágios com base na capacidade do indivíduo: I) 
presença de sintomas leves, unilateral e sem impacto 
em atividades de vida diária (AVDs); II) sintomasbilaterais, mais intensos, mas ainda sem prejuízo em 
AVDs; III) a bradicinesia e a instabilidade prejudicam as 
AVDs, as quedas tornam-se comuns; IV) instabilidade é 
intensa, o paciente não consegue ficar em pé sozinho, 
necessita de auxílio para andar, torna-se dependente e 
V) a rigidez e a instabilidade são intensas, o indivíduo 
não consegue ficar em pé, torna-se restrito ao leito4. 
O delineamento da fase avançada da DP é impor-
tante para garantir ajustes no tratamento e possibi-
litar uma melhor qualidade de vida. A Estimulação 
Cerebral Profunda (ECP) é uma das possibilidades de 
tratamento para essa fase; porém, é uma estratégia 
invasiva com riscos de complicações, como hemor-
ragia intracraniana e piora dos sintomas comporta-
mentais5. Além disso, a ECP apresenta como critério de 
exclusão alterações cognitivas – comumente presentes 
na fase avançada, limitando a indicação desse tipo de 
tratamento para essa população6. Os medicamentos 
também podem apresentar limitações terapêuticas, 
visto que o uso crônico de compostos ativos dopami-
nérgicos pode provocar flutuações motoras e disci-
nesia como efeito colateral2,7. Nesse contexto, surgem 
estudos sobre a neuromodulação por estímulo elétrico.
A Estimulação Vestibular Galvânica (EVG) é um 
método não invasivo de neuromodulação que utiliza 
de uma corrente elétrica de baixa intensidade (até 5 
mA) para induzir a liberação de neurotransmissores na 
rede neural associada ao equilíbrio corporal e regiões 
relacionadas8. Dessa forma, a EVG é capaz de excitar 
o nervo vestibular, os núcleos vestibulares e as áreas 
corticais relacionadas ao processamento das infor-
mações vestibulares, proporcionando uma melhora no 
equilíbrio corporal2,7-9. 
Diniz ML, Brandão SL, Ribeiro AC, Pires APBÁ, Oliveira RCCD, Gonçalves DU, Ludimila 
Labanca L
EVG: uso na Doença de Parkinson avançada
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s | Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125
EVG: uso na Doença de Parkinson avançada | 3/7
A EEB contém 14 itens de atividades de vida diária 
a serem avaliadas. Cada item possui uma escala 
ordinal de cinco alternativas que variam de 0 (o 
indivíduo não consegue realizar a tarefa) a 4 pontos 
(o indivíduo realiza a tarefa de forma independente)14. 
Assim, quanto maior a pontuação, melhor a execução 
e quanto menor, maior o risco de queda. 
A EEB foi validada para indivíduos com doença de 
Parkinson e é recomendada pela literatura como um 
instrumento para avaliar intervenções medicamentosas 
e não medicamentosas na DP, pois apresenta corre-
lação com a duração, o estágio e a funcionalidade 
da doença16. Ademais, a EEB correlaciona-se com a 
Escala de Hoehn e Yahr16.
Neste estudo, a EEB foi realizada em uma sala 
ampla, na qual o avaliador ofereceu as instruções para 
cada tarefa e permaneceu ao lado do participante 
durante todo o procedimento. O escore para cada 
atividade foi dado de acordo com as instruções forne-
cidas pelos autores da escala.
O TUG corresponde ao tempo, em segundos, que 
um indivíduo leva para levantar de uma cadeira, virar 
e voltar a ela em uma distância de três metros15. A 
duração da tarefa em até 19 segundos sugere indepen-
dência para atividades de vida diária (AVDs), entre 20 e 
29 segundos sugere dificuldade para AVDs e igual ou 
maior que 30 segundos sugere dependência total para 
AVDs15. A tarefa foi realizada em um corredor amplo 
com uma cadeira de plástico rígido em uma das extre-
midades. O indivíduo do estudo foi orientado a levan-
tar-se da cadeira, caminhar até a marcação no chão, 
virar-se e caminhar de volta até a cadeira. O tempo 
para executar esta tarefa foi medido em segundos 
após a ordem “vá”. 
Intervenção com a Estimulação Vestibular 
Galvânica 
Imediatamente após a primeira avaliação, iniciou-se 
o protocolo de reabilitação com a EVG, por meio do 
equipamento Evokadus – GVS (CONTRONIC®). 
Trata-se do relato de caso de um indivíduo com 
diagnóstico de DP e demência, com dependência total 
para atividades de vida diária básicas. A avaliação do 
equilíbrio ocorreu antes, logo após e 12 meses após 
aplicação do protocolo de EVG. 
Homem, 75 anos, com diagnóstico de doença de 
Parkinson e demência, foi avaliado em decorrência de 
instabilidade postural. Desde o diagnóstico da DP, há 
15 anos, ele é acompanhado em um Ambulatório de 
Neurologia especializado em Distúrbios do Movimento 
na cidade em que reside. Atualmente, encontra-se no 
estágio 4 da Escala de Hoehn e Yahr – incapacidade 
grave, conforme avaliação realizada pelos autores. 
O estudo foi conduzido em dois momentos: 
Momento A – abrange a primeira e a segunda 
avaliação, antes e após o protocolo de EVG, respec-
tivamente. Neste momento, o paciente estava em uso 
dos medicamentos Donezepil, Quetiapina, Mirtazapina, 
Levodopa e Amantadina. No Momento B, após doze 
meses da intervenção, o participante estava em uso 
dos medicamentos Donazepil, Quetiapina, Mirtazapina, 
Safinamina, Prolopa e Mantidan. A mudança do 
Levodopa pelo Prolopa e acréscimo do Mantidan 
e Safinamina ocorreram em função da piora dos 
sintomas motores de bradicinesia e rigidez. 
Avaliação 
A avaliação da instabilidade postural foi realizada 
em três momentos: antes da EVG (Pré-EVG), imedia-
tamente após o protocolo de tratamento da EVG 
(Pós-EVG) e doze meses após o tratamento com 
a EVG (Após12m-EVG). Utilizou-se a Escala de 
Equilíbrio de Berg (EEB) e o Timed Up and Go Test 
(TUG), que são ferramentas validadas para avaliar o 
equilíbrio funcional e o risco de queda14,15. Em todos 
os momentos, aplicou-se primeiro a EBB e em seguida 
o TUG. A duração foi de trinta minutos. Ademais, cada 
avaliação foi realizada por um pesquisador diferente 
que não sabia do resultado anterior. 
Faz-se saber que o participante do estudo iniciou o 
tratamento com a EVG após finalizar o tratamento fisio-
terápico, o qual apresentou prognóstico limitado. 
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125 | DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s
4/7 | Diniz ML, Brandão SL, Ribeiro AC, Pires APBÁ, Oliveira RCCD, Gonçalves DU, Ludimila Labanca L
O protocolo de EVG utilizado neste estudo foi 
baseado em um estudo anterior que avaliou a 
qualidade de vida e atenção voluntária em indivíduos 
com DP17. Assim, os parâmetros do estímulo galvânico 
foram duração do pulso de 400 milissegundos 
(ms); intervalo entre os pulsos de 4000 ms; estímulo 
randômico; corrente do estímulo variável por sessão 
(Tabela 1); volume do Buzzer de 50%; polaridade da 
corrente alternada e modo da corrente pulsada.
 Foram realizadas oito sessões consecutivas – uma 
por semana, com duração média de 30 minutos. Em 
cada uma delas, o participante foi posicionado em uma 
cadeira confortável, descalço, sem objetos metálicos 
ou eletrônicos nos bolsos, teve ambas os processos 
mastoides limpos com gaze umedecida com soro 
fisiológico e, posteriormente, foram fixados eletrodos 
autoadesivos na região que foi limpa. O indivíduo foi 
orientado a permanecer de olhos fechados durante 
toda a estimulação. 
Na Figura 1 é possível observar a posição do 
paciente, dos eletrodos e o equipamento utilizado para 
realizar as estimulações. 
Em cima da mesa está o equipamento Evokadus GVS® acoplado ao 
computador e o software utilizado para as estimulações aberto na tela inicial. 
Figura 1. Eletrodos posicionados nas mastoides do paciente
Tabela 1. Protocolo utilizado para a Estimulação Vestibular Galvânica 
Sessões 1°(1sem) 2°(2sem) 3°(3sem) 4°(1m) 5°(5sem) 6°(6sem) 7°(7sem) 8°(2m)
Estímulo
1,0/1,0/3 2,0/2,0/3 2,0/2,0/5 2,0/3,0/5 2,5/2,0/5 2,5/2,0/5 2,5/2,0/5 2,5/2,0/5
1,5/1,0/3 2,5/2,0/3 2,5/2,0/5 2,5/2,0/5 3,0/2,0/5 3,0/2,0/5 3,0/2,0/5 3,0/2,0/5
2,0/1,0/5 2,5/2,0/3 2,5/2,0/5 2,5/3,0/5 3,5/2,0/5 3,5/2,0/5 3,5/2,0/5 3,5/2,0/5
Legenda: sem= semanas; m=meses; estímulo = voltagem em miliampere/tempo de duração do estímulo em minutos/número de repetições do estímulo. 
Tabela 2. Descrição dos domínios avaliados e seus resultados pré e pós EstimulaçãoVestibular Galvânica 
Domínio Tarefa Pré-EVG Pós-EVG Após12m-EVG
Instabilidade postural
TUG 26 segundos 15 segundos 29 segundos
EEB 4 pontos 16 pontos 10 pontos
Legenda: EVG=Estimulação Vestibular Galvânica; TUG=Timed Up and Go Test; EEB=Escala de Equilíbrio de Berg; Pré-EVG=Pré-Estimulação Vestibular Galvânica, 
Pós-EVG=Pós imediato à Estimulação Vestibular Galvânica; Após12m-EVG=Após doze meses da Estimulação Vestibular Galvânica
RESULTADOS
Na Tabela 2 observa-se os resultados para os 
três momentos de avaliação: Pré-EVG, Pós-EVG e 
Após12m-EVG, para as tarefas que investigaram a 
Instabilidade Postural. Observa-se que houve redução 
dos valores entre o Pré-EVG e Pós-EVG e um aumento 
entre o Pós-EVG e Após12m-EVG. 
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s | Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125
EVG: uso na Doença de Parkinson avançada | 5/7
risco de queda alto para todas as movimentações 
avaliadas. Imediatamente após a intervenção – 
Pós-EVG, nota-se uma melhora para a execução 
destas atividades, embora ainda houvesse risco de 
queda e dependência (pré=4 pontos; pós=16 pontos). 
Doze meses após a EVG, o escore total reduziu-se em 
seis pontos em comparação ao momento Pós-EVG, 
totalizando 10 pontos no momento Após12m-EVG. 
No entanto, essa pontuação ainda foi superior à do 
momento Pré-EVG, cujo escore da EBB foi 4 pontos. 
Diante dos resultados, é possível inferir que a EVG 
melhorou a execução das atividades de vida diária, 
o que pode ser observado pela mudança no escore 
entre os momentos Pré-EVG e Pós-EVG. Entretanto, 
parte desse efeito foi perdido após 12 meses do trata-
mento, como demonstrado pela comparação entre os 
momentos Pós-EVG e Após12m-EVG. 
A melhora da instabilidade postural e da marcha 
após a intervenção com EVG em indivíduos com DP foi 
relatada em outros estudos11,18. Esse efeito ocorre em 
função da neuromodulação que a EVG realiza sobre 
o nervo vestibular, os núcleos vestibulares e suas 
eferências – gânglios da base, sistema límbico, vermis 
cerebelar, entre outras regiões. Dentre elas, desta-
ca-se a modulação realizada no córtex parietoinsular, 
área responsável pela maior parte do processamento 
vestibular, o que culmina na melhora visuoespacial, 
essencial para o controle postural18. Não foram encon-
trados estudos que avaliaram o efeito tardio da EVG 
em indivíduos com doença de Parkinson. 
Assim, a análise descritiva dos resultados sugere 
uma tendência de melhora da instabilidade postural 
após a aplicação da EVG em indivíduos com DP 
e dependência total para atividades de vida diária 
básicas, no entanto, esses efeitos tendem a serem 
minimizados pela evolução da doença, que pode 
ser observado pela piora dos sintomas de rigidez e 
bradicinesia relatado pelos familiares e observado no 
participante. 
O avanço deste estudo encontra-se na possi-
bilidade de melhorar a instabilidade postural dos 
indivíduos com Doença de Parkinson e dependência 
total para atividades de vida diária básicas, cujo 
prognóstico é reservado para os tratamentos reabilita-
dores convencionais. 
O estudo também apresenta uma tendência de 
que o tratamento com a EVG deva ser contínuo, 
pois os efeitos parecem diminuir ao longo do tempo. 
Acredita-se, ainda, que os benefícios do tratamento 
repercutirão na melhoria da qualidade de vida por meio 
DISCUSSÃO
A instabilidade postural é comum na evolução da 
DP devido às alterações no SNC de áreas relacionadas 
ao equilíbrio corporal. Na fase avançada da DP, a 
instabilidade postural pode ser acentuada pela rigidez 
muscular decorrente de modificações proprioceptivas, 
pela alteração do reflexo vestíbulo-espinal e pelos 
efeitos adversos da medicação dopaminérgica.
O TUG informa sobre o risco de queda ao 
levantar, caminhar, girar o corpo e sentar-se15. Idosos 
hígidos, sem risco de queda, apresentam escore de 
até 12 segundos. Escores entre 12 e 19 segundos 
sugerem baixa probabilidade de queda ou ocorrência 
esporádica. Já escores acima de 20 segundos indicam 
risco acentuado de queda e correspondem a idosos 
com severa limitação de movimentos e restrição nas 
AVDs15. 
Os dados obtidos neste estudo corroboram com 
os achados da literatura, visto que, na fase inicial – 
sem intervenção, o indivíduo apresentou escore de 
26 segundos no TUG e encontrava-se dependente de 
seu cuidador para realizar todas as movimentações, 
inclusive para levantar-se. Após a intervenção com a 
EVG, o escore reduziu-se para 15 segundos e a neces-
sidade de auxílio, apesar de ainda presente, diminuiu. 
Ressalta-se que a necessidade de ajuda em ambos os 
momentos deve-se, principalmente, à rigidez.
 Doze meses após a EVG, o tempo para caminhar 
aumentou em 14 segundos em relação ao período 
Pós-EVG, totalizando 29 segundos. Nesse momento, 
a necessidade de auxílio para realização da tarefa 
também foi maior. Ressalta-se que, após 12 meses, 
a rigidez estava mais acentuada e o paciente tinha 
uma postura mais curvada, que também prejudicou 
a mobilidade. Assim, a EVG foi capaz de melhorar a 
marcha, no entanto, os resultados não se mantiveram 
após doze meses. 
A EEB informa sobre o risco de queda nas 
movimentações necessárias para as atividades de 
vida diária. A literatura menciona que o escore da EBB 
se correlaciona com o estágio da DP classificada por 
meio da Escala de Hoehn e Yahr16. Isso é compatível 
com os achados deste estudo, visto que pela Escala 
de Hoehn e Yahr o sujeito é classificado em nível IV 
– incapacidade grave, e apresentou escore quatro 
na EEB antes do tratamento, demonstrando grande 
dificuldade para a realização de AVDs, que eram 
executadas somente com ajuda. 
Em relação à intervenção, observou-se que no 
momento Pré-EVG o indivíduo do estudo apresentava 
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125 | DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s
6/7 | Diniz ML, Brandão SL, Ribeiro AC, Pires APBÁ, Oliveira RCCD, Gonçalves DU, Ludimila Labanca L
6. França C, Carra RB, Diniz JM, Munhoz RP, Cury RG. Deep 
brain stimulation in Parkinson’s disease: State of the art and 
future perspectives. Arq Neuropsiquiatr. 2022;80(5 Suppl 
1):105-15. https://doi.org/10.1590/0004-282X-ANP-2022-S133 
PMID: 35976323.
7. Samoudi G, Jivegard M, Mulavara AP, Bergquist F. Effects of 
stochastic vestibular galvanic stimulation and L-DOPA on balance 
and motor symptoms in patients with Parkinson’s disease. 
Brain Stimul. 2015;8(3):474-80. https://doi.org/10.1016/j.
brs.2014.11.019 PMID: 25573070.
8. Curthoys IS, MacDougall HG. What galvanic vestibular stimulation 
actually activates. Front Neurol. 2012;3:117. https://doi.
org/10.3389/fneur.2012.00117 PMID: 22833733.
9. Tohyama T, Kondo K, Otaka Y. Effects of galvanic vestibular 
stimulation on visual verticality and standing posture differ based 
on the polarity of the stimulation and hemispheric lesion side in 
patients with stroke. Front Neurol. 2021;12:768663. https://doi.
org/10.3389/fneur.2021.768663 PMID: 34858316.
10. Ceylan DŞ, Ataş A, Kaya M. The effect of galvanic vestibular 
stimulation in the rehabilitation of patients with vestibular disorders. 
ORL J Otorhinolaryngol Relat Spec. 2021;83(1):25-34. https://doi.
org/10.1159/000509971 PMID: 32992316.
11. Kataoka H, Okada Y, Kiriyama T, Kita Y, Nakamura J, Morioka S et al. 
Can postural instability respond to galvanic vestibular stimulation in 
patients with Parkinson’s disease? J Mov Disord. 2016;9(1):40-3. 
https://doi.org/10.14802/jmd.15030 PMID: 26648182.
12. MacDougall HG, Moore ST, Curthoys IS, Black FO. Modeling 
postural instability with galvanic vestibular stimulation. Exp Brain 
Res. 2006;172(2):208-20. https://doi.org/10.1007/s00221-005-
0329-y PMID: 16432695. 
13. Khoshnam M, Häner DMC, Kuatsjah E, Zhang X, Menon C. Effects of 
galvanic vestibular stimulation on upper and lower extremities motor 
symptoms in Parkinson’s disease. Front Neurosci. 2018;12:633. 
https://doi.org/10.3389/fnins.2018.00633 PMID: 30254564.
14. Nackachima MA, Souza ML, ScheicherME. Determinação de 
valores de referência para os testes Escala de Equilíbrio de 
Berg e Velocidade de Marcha em idosos institucionalizados. 
Rev Kairos Gerontol. 2020;23(3):241-52. https://doi.
org/10.23925/2176-901X.2020v23i3p241-252
15. Bretan O, Elias Silva J, Ribeiro OR, Eduardo Corrente J. Risk 
of falling among elderly persons living in the community: 
Assessment by the Timed Up and Go test. Braz J Otorhinolaryngol. 
2013;79(1):18-21. https://doi.org/10.5935/1808-8694.20130004 
PMID: 23503902. 
16. Scalzo PL, Nova IC, Perracini MR, Sacramento DRC, Cardoso 
F, Ferraz HB et al. Validation of the Brazilian version of the 
Berg Balance Scale for patients with Parkinson’s disease. Arq 
Neuropsiquiatr. 2009;67(3-B):831-5. https://doi.org/10.1590/
s0004-282x2009000500010 PMID: 19838513. 
17. Oliveira RCCD, Labanca L, Meireles PGZ, Diniz ML, Pires APB de À, 
Barroso JC et al. Galvanic vestibular stimulation to improve postural 
instability, voluntary attention, and quality of life in Parkinson’s 
disease patients Rev. CEFAC. 2023;25(4):e0423.https://doi.
org/10.1590/1982-0216/20232540423
18. Liu A, Bi H, Li Y, Lee S, Cai J, Mi T et al. Galvanic vestibular 
stimulation improves subnetwork interactions in Parkinson’s 
disease. J Healthc Eng. 2021;2021:6632394. https://doi.
org/10.1155/2021/6632394 PMID: 34094040.
da diminuição das limitações e do risco de queda, que 
poderá influenciar o bem estar físico, psicoemocional e 
social do indivíduo. 
Apesar de apresentarmos uma possibilidade de 
tratamento inovadora, o estudo possui limitações por 
se tratar de um estudo de caso. Portanto, sugere-se 
estudos com amostras maiores e análises mais 
robustas para confirmarem os resultados encontrados. 
Sugerimos também estudos que combinem a EVG 
com a Reabilitação Vestibular convencional a fim de 
avaliar se ela seria capaz potencializar e manter os 
efeitos da EVG a longo prazo. 
COMENTÁRIOS FINAIS 
A EVG foi capaz de diminuir a instabilidade postural 
e o risco de queda em um indivíduo com DP e depen-
dência total para atividades de vida diária básicas. No 
entanto, os efeitos parecem não perdurar ao longo do 
tempo. Sabendo-se que as estratégias terapêuticas 
para esses casos são limitadas, a EVG pode ser um 
tratamento contínuo, não invasivo e de baixo custo 
para indivíduos em fase avançada da DP, tornando-a 
uma opção terapêutica para essa população. 
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPq) 
da Universidade Federal de Minas Gerais pelo apoio 
recebido para o desenvolvimento da pesquisa e publi-
cação deste artigo. 
REFERÊNCIAS
1. Henderson MX, Trojanowski JQ, Lee VMY. α-Synuclein pathology in 
Parkinson’s disease and related α-synucleinopathies. Neurosci Lett. 
2019;709:134316. https://doi.org/10.1016/j.neulet.2019.134316 
PMID:31170426.
2. Kataoka H, Okada Y, Kiriyama T, Kita Y, Nakamura J, Shomoto K 
et al. Effect of galvanic vestibular stimulation on axial symptoms 
in Parkinson’s disease. J Cent Nerv Syst Dis. 2022;14:1-5. 
https://doi.org/10.1177/11795735221081 PMID: 35237093.
3. Smith PF. Vestibular functions and Parkinson’s disease. Front 
Neurol. 2018;9:1085. https://doi.org/10.3389/fneur.2018.01085 
PMID: 30619045.
4. Hoehn MM, Yahr MD. Parkinsonism: Onset, progression, and 
mortality. Neurology. 1967;17(5):427-42. https://doi.org/10.1212/
WNL.17.5.427 PMID: 6067254.
5. Krüger R, Klucken J, Weiss D, Tönges L, Kolber P, Unterecker 
S et al. Classification of advanced stages of Parkinson’s 
disease: Translation into stratified treatments. J Neural Transm. 
2017;124:1015-27. https://doi.org/10.1007/s00702-017-1707-x 
PMID: 28342083.
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
DOI: 10.1590/1982-0216/20262816125s | Rev. CEFAC. 2026;28(1):e6125
EVG: uso na Doença de Parkinson avançada | 7/7
Contribuições dos autores: 
MLD: Conceitualização; Curadoria de dados; Investigação; Metodologia; 
Redação do manuscrito original. 
SLB, ACR: Curadoria de dados. 
APBAP, RCCDO: Conceitualização; Curadoria de dados; Investigação. 
DUG, LL: Metodologia; Administração do projeto; Supervisão; Redação - 
Revisão e edição. 
Declaração de compartilhamento de dados: 
Os dados do participante estarão disponíveis por cinco anos, a contar 
da data de publicação do presente artigo. As informações podem 
ser consultadas por qualquer interessado por meio do link: https://
drive.google.com/file/d/1f4fV4-gY146GOVjse02YIj4OcfAAm09F/
view?usp=sharing
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
https://drive.google.com/file/d/1f4fV4-gY146GOVjse02YIj4OcfAAm09F/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1f4fV4-gY146GOVjse02YIj4OcfAAm09F/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1f4fV4-gY146GOVjse02YIj4OcfAAm09F/view?usp=sharing
	_Hlk171018450

Mais conteúdos dessa disciplina