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TEXTO COMPLEMENTAR 
 
Disciplina: Fisioterapia Cardiológica 
Professora: Telma Di Pietro 
 
 
“O exercício físico reduz a aterogênese, promove ação anti-inflamatória, melhora a 
função endotelial, diminui o tônus simpático, aumenta o HDL, reduz a pressão arterial 
e a resistência à insulina, entre outros efeitos benéficos, não devendo ser negado ao 
paciente após síndrome coronariana aguda. 
Nos programas de reabilitação cardiovascular, a atividade física está inserida no 
contexto terapêutico. O sedentarismo é problema de ordem mundial e está entre os 
principais fatores de risco passíveis de intervenção na prevenção primária, sendo 
ainda mais importante no âmbito da prevenção secundária de eventos coronarianos. 
O processo de reabilitação cardiovascular do paciente acometido por SCA inicia-se 
ainda durante a internação, na fisioterapia hospitalar, com o processo de deambulação 
precoce e a realização de movimentos passivos e ativos dos principais grupos 
musculares. Ainda durante o período da internação, o paciente deve ser orientado 
sobre escalas de percepção do esforço (p. ex., escala de Borg), que será útil na sua 
orientação após a alta. 
Na ocasião da alta, é importante que todo paciente receba orientação adequada sobre 
a prática de atividade física, que, inicialmente, no domicílio, deverá ser de leve 
intensidade, como continuidade aos exercícios que já vinham sendo realizados na fase 
intra-hospitalar e sobre como se monitorar. Deve ser indicada avaliação precoce em 
programa formal de reabilitação ou, quando não disponível, ser o paciente orientado 
sobre programa de exercícios que possam ser acompanhados pelo fisioterapeuta ou 
educador físico, de acordo com os limites propostos pelo médico. 
Alguns estudos demonstram que pacientes encaminhados a programas de exercício 
após um evento coronariano agudo cursaram com melhor qualidade de vida, menor 
recorrência de sintomas e de novos eventos cardiovasculares. 
Apesar dos efeitos positivos bem determinados dos programas de reabilitação, o 
encaminhamento sistemático e a aderência ainda são um grande desafio. Falta de 
educação médica continuada em reabilitação cardíaca, falta de conhecimento sobre a 
segurança dos programas (taxa de eventos de 1 para cada 112 mil pacientes/hora) e 
dificuldade de tornar esses programas custo-efetivos são partes importantes do 
problema.” 
 
Fonte: Adaptado de: NICOLAU, J. C.; JÚNIOR, W. M. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia 
sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021. 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/QvqxLFycJhLvNGFzPhsbZPF/?lang=pt#. Acesso em: 16 
jun. 2023.

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