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1 UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CURSO DE FISIOTERAPIA Rebeca de Figueiredo Magalhães Souza Vitória Cerqueira Goulart Abordagem da fisioterapia dermatofuncional na recuperação de cicatrizes no pós-operatório. 2 SÃO GONÇALO 2024 Rebeca de Figueiredo Magalhães Souza Vitória Cerqueira Goulart Abordagem da fisioterapia dermatofuncional na recuperação de cicatrizes no pós-operatório. Projeto apresentado à Disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Graduação em Fisioterapia da Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO, como parte dos requisitos para conclusão do curso Orientador geral: Profº. Alexandre Pereira dos Santos. Mestre em Fisioterapia Respiratória. Orientador específico: Profº. Alexandre Paixão de Moraes. Mestre em Ciências e Atividades Físicas 3 SÃO GONÇALO 2024 Trabalho de Conclusão do Curso (2024) 1-9 Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia Dermatofuncional Abordagem da fisioterapia dermatofuncional na recuperação de cicatrizes no pós-operatório. Dermatofunctional physiotherapy approach in post-operative scar recovery. . Rebeca de Figueiredo Magalhães Souza¹, Vitória Cerqueira Goulart¹, Alexandre Paixão de Moraes, MSc2, Alexandre Pereira dos santos, MSc³. 1Discente do Curso de Fisioterapia da Universidade Salgado de Oliveira. ²Fisioterapeuta, Especialista em Osteopatia, Mestre em Ciência da Atividade Física, Docente do Curso de Fisioterapia da Universidade Salgado de Oliveira. ³Fisioterapeuta, Mestre em Fisioterapia Respiratória, Docente do curso de Fisioterapia da Unidade Salgado de Oliveira. Resumo Introdução: Este artigo é uma revisão de literatura que aborda a atuação de recursos fisioterápicos na recuperação de cicatrizes no processo pós-operatório de cirurgias. Visamos apresentar os melhores recursos de tratamento para cicatrizes hipertróficas que podem levar a mudanças não apenas na parte estética, mas também ocasionar problemas como dor contínua, perda de movimento devido à contratura ou adesão e prurido persistente, podendo assim afetar a qualidade de vida e a recuperação do paciente após a lesão. Metodologia: Os artigos foram selecionados a partir de uma consulta a revistas, artigos e livros, os critérios de inclusão foram artigos dos anos de 2014 até 2024, que abordassem sobre tratamento de cicatrizes pós-operatórias e processo de regeneração tissular. Os critérios de exclusão foram artigos que não disponibilizassem o texto completo, que não incluíssem recuperação cicatricial. Resultados: Estudos sobre a utilização de técnicas na reabilitação de cicatrizes hipertróficas mostraram resultados significativos na supressão da inflamação local, estimulação da reepitelização e a diminuição da hiperproliferação cicatricial, além de reduzir as restrições de movimento associadas a contraturas ou aderências e diminuir o prurido persistente. Conclusão: Concluímos que as técnicas abordadas demonstram resultados promissores no tratamento de cicatrizes hipertróficas e lesões com sequelas. A implementação cuidadosa e criteriosa dessas intervenções é essencial para garantir tanto a segurança do paciente quanto a 4 eficácia máxima dos tratamentos, consolidando seu valor na reabilitação dermatofuncional. Palavras-chave: fisioterapia, cicatriz, pós-operatório, dermatofuncional. Abstract Introduction: This article is a literature review that addresses the role of physiotherapy resources in the recovery of scars in the postoperative process of surgeries. We aim to present the best treatment resources for hypertrophic scars that can lead to changes not only in the aesthetic part, but also cause problems such as continuous pain, loss of movement due to contracture or adhesion and persistent itching, thus being able to affect the quality of life and recovery of the patient after the injury. Methodology: The articles were selected from a consultation of journals, articles and books, the inclusion criteria were articles from the years 2014 to 2024, which addressed the treatment of postoperative scars and the process of tissue regeneration. The exclusion criteria were articles that did not provide the full text, that did not include scar recovery. Results: Studies on the use of techniques in the rehabilitation of hypertrophic scars have shown significant results in the suppression of local inflammation, stimulation of re-epithelialization and reduction of scar hyperproliferation, in addition to reducing movement restrictions associated with contractures or adhesions and decreasing persistent pruritus. Conclusion: We conclude that the techniques addressed demonstrate promising results in the treatment of hypertrophic scars and lesions with sequelae. The careful and judicious implementation of these interventions is essential to ensure both patient safety and maximum efficacy of treatments, consolidating their value in dermatofunctional rehabilitation. Keywords: physiotherapy, scar, postoperative, dermatofunctional. 5 Introdução A pele, o mais extenso e complexo órgão do corpo humano, desempenha um papel crucial como a primeira linha de defesa contra uma vasta gama de ameaças externas. Além de ser a maior estrutura anatômica, suas funções são muito além da simples proteção mecânica: ela atua como uma barreira desenvolvida contra microrganismos patogênicos, como vírus e bactérias, preserva a homeostase por meio de controle térmico e do equilíbrio hídrico, e serve como um sensor altamente refinado, capaz de perceber estímulos táteis e nociceptivos com extrema precisão. ¹ Essa arquitetura multifacetada da pele é composta por três camadas distintas, cada uma contribuindo de maneira única para suas funções específicas: a epiderme, que oferece resistência física e impede a perda de água; a derme, rica em vasos sanguíneos e terminações nervosas, responsável pela elasticidade e sensibilidade; e a hipoderme, ou tela subcutânea, que isola termicamente o corpo e funciona como reserva energética. Essa estrutura complexa ilustra como a pele, longe de ser uma simples cobertura, é um órgão dinâmico e essencial para a sobrevivência e interação com o ambiente. Cada uma das camadas da pele desempenha um papel singular na preservação da saúde e no equilíbrio interno do corpo, refletindo uma engenhosidade evolutiva que permite ao ser humano resistir a uma vasta gama de desafios ambientais. Compreender as características, funções e interações dessas camadas é essencial para compreender plenamente o papel multifacetado que a pele desempenha na proteção e adaptação do organismo. Essa estrutura complexa não só protege o corpo contra ameaças externas, mas também contribui para a regeneração tecidual, um processo particularmente relevante em contextos de cicatrização. Quando há uma falha nesse mecanismo regulatório da cicatrização ainda não bem estabelecidos, como a diminuição da apoptose de fibroblastos e o papel de fatores de crescimento, em especial o transforming growth factor B1 (TGF-B1), têm sido estudados no desenvolvimento desta afecção.⁷ Gerando assim as cicatrizes hipertróficas e queloides. Nesse sentido, o papel da fisioterapia na recuperação de cicatrizes pós-operatórias é fundamental, auxiliando tanto no processo de cicatrização quanto na restauração da funcionalidade da área afetada. Através de técnicas especializadas, a fisioterapia promove a remodelação do tecido cicatricial, prevenindo complicações como aderências e contraturas, que poderiam comprometer a mobilidade e a elasticidade da pele. Além disso, intervém na melhoriada circulação local, na redução do edema e na prevenção de fibroses e cicatrizes hipertróficas, garantindo uma recuperação mais eficiente. Com o uso de recursos como 6 massagem terapêutica, mobilizações, terapia manual e exercícios específicos, o fisioterapeuta atua diretamente sobre a cicatrização e suas estruturas adjacentes, acelerando o processo de reabilitação. A abordagem vai além do aspecto estético, promovendo também o restabelecimento das funções motoras e sensoriais, promovendo uma melhoria substancial na qualidade de vida do paciente no período pós-cirúrgico. A seguir, serão abordadas de forma detalhada as particularidades de cada uma dessas camadas, suas interações e como juntas, formam um sistema vital de proteção, sustentação do corpo e o processo de reabilitação mediante a feridas e cicatrizações. Epiderme A camada mais externa da pele, denominada epiderme, é caracterizada pela ausência de vascularização e composta por células epiteliais pavimentosas organizadas em várias camadas sobrepostas. Essas camadas, da mais profunda à mais superficial, são definidas como: camada basal (ou germinativa), camada espinhosa, camada granulosa, camada lúcida e camada córnea. Na camada basal, localizada na região mais interna da epiderme, ocorre o procedimento dos queratinócitos, células especializadas responsáveis pela produção de queratina. Esses queratinócitos, à medida que se dividem, migram progressivamente em direção à superfície da pele, passando por um processo de diferenciação ao longo das diversas camadas da epiderme. Durante essa migração, que dura aproximadamente 30 dias, as células acumulam queratina gradualmente até perderem seu núcleo e outras organelas à medida que atingem o estrato córneo. Nesse estágio, ocorre a descamação natural das células, completando o ciclo de renovação epidérmica.¹ São vários os tipos de células que compõem a epiderme: os queratinócitos (ceratinócitos), sintetizam queratina e a medida com que migram para a superfície origina-se a camada córnea, a queratina é uma proteína fibrosa filamentosa que da firmeza a epiderme e a garante a proteção, permeabilidade e a protege da desidratação; os melancólicos que são células responsáveis pela síntese de melanina, 7 pigmento cuja função é proteção dos raios ultravioleta; as células de Langherans são as células responsáveis pela ativação do sistema imunológico atuando como macrófagos contra partículas estranhas e microrganismos; e as células ou discos de Merkel, que estão presentes entre a epiderme e derme, ligando-se as terminações nervosas sensitivas atuando como receptores de tato ou pressão. ¹ Figura 1: Imagem ilustrativa da epiderme. Fonte: https://cosmetoguia.com.br/article/read/id/481 Derme A derme, a segunda camada da pele, é derivada do mesênquima e tem três fontes: (1) o mesoderma da placa lateral fornece células para a derme dos membros e da parede corporal; (2) o mesoderma paraxial fornece células para a derme do dorso; e (3) as células da crista neural fornecem células parra a derme da face e do pescoço. Durante o terceiro e quarto meses, esse tecido, o cório forma muitas estruturas irregulares, as papilas dérmicas, que se projetam para a epiderme. A maioria dessas papilas contém um pequeno capilar ou uma terminação nervosa sensorial.¹ A derme é composta por tecido conjuntivo denso e irregular, localizando-se entre a epiderme e o tecido subcutâneo; Estruturalmente, a matriz extracelular desse tecido é composta principalmente de água, que é denominada substância fundamental composta também por lipídios, carboidratos e proteínas. Além de ser rico em fibras de colágeno e elastina, que conferem resistência e elasticidade, sendo responsável por sustentar a epiderme e participar de diversos processos fisiológicos e patológicos que ocorrem no órgão cutâneo. A derme é subdividida em três regiões com características distintas. A região papilar, que faz interface com a epiderme, é composta por tecido conjuntivo frouxo, com tecidos ondulados de fibras colágenas espessas dispostas horizontalmente. Essa camada contém pequenos vasos sanguíneos e linfáticos, terminações nervosas, fibras de colágeno e elastina, além dos corpúsculos de Meissner, que estão associados à percepção sensorial de estímulos táteis. Sua principal função é promover a nutrição e oxigenação da epiderme, facilitando o transporte de nutrientes essenciais para sua manutenção. A segunda região, conhecida como reticular, é formada por tecido conjuntivo denso não modelado, com fibras colágenas mais espessas e dispostas horizontalmente. Essa camada abriga as bases dos folículos pilosos, glândulas sebáceas e https://cosmetoguia.com.br/article/read/id/481 8 sudoríparas, além de uma rede de vasos linfáticos e sanguíneos e terminações nervosas. A região reticular desempenha um papel essencial no fornecimento de oxigênio e nutrientes às camadas mais superficiais da pele, além de contribuir para a resistência mecânica e flexível do tecido cutâneo. A terceira região, chamada adventícia, circunda os folículos pilossebáceos, glândulas e vasos, e é composta por feixes finos de fibras de colágeno. Nessa camada, encontram-se os anexos cutâneos, como as glândulas sebáceas e sudoríparas, além dos pelos e unhas, todos fundamentais para a regulação da homeostase pertinente e para a proteção do corpo contrafatores. A composição e organização da derme garantem suas múltiplas funções, desde a sustentação estrutural até a participação ativa nos mecanismos sensoriais e de regulação da pele. Hipoderme A última camada, a hipoderme, também chamada de tecido subcutâneo ou tela subcutânea, é a camada mais profunda da pele e desempenha um papel multifuncional no organismo. Constituída predominantemente por adipócitos, células especializadas no armazenamento de gordura, a hipoderme não apenas envelhece como um combustível energético, mas também é considerada um órgão endócrino devido à sua capacidade de secretar hormônios, como a leptina, que regula o apetite, o metabolismo e a influência o controle do peso corporal. Entre suas principais funções, destaca-se o armazenamento de energia sob a forma de lipídios, que podem ser mobilizados para suprir as necessidades metabólicas do corpo em períodos de escassez calórica. Além disso, a hipoderme atua como uma barreira protetora, absorvendo choques e distribuindo impactos, o que ajuda a proteger tecidos mais profundos e órgãos internos de traumas e lesões. A hipoderme também desempenha um papel crucial na regulação térmica, formando uma "manta térmica" natural que isola o corpo e minimiza a perda de calor para o ambiente externo, ajudando a manter uma temperatura corporal constante. Outra função relevante é a modelagem do corpo, pois a distribuição de gordura nessa camada determina a forma e os contornos corporais, especialmente em áreas de maior deposição de tecido 9 adiposo, como coxas, quadrantes. Além disso, a hipoderme é ricamente vascularizada e abriga uma vasta rede de vasos sanguíneos e nervosos, contribuindo para a nutrição das camadas mais superficiais da pele e para a sensibilidade tátil. Sua interação com o sistema imunológico também é significativa, já que os adipócitos participam da modulação inflamatória e da resposta imune. Portanto, a hipoderme não é apenas uma camada passiva de gordura, mas uma estrutura dinâmica, vital para o equilíbrio energético, a proteção mecânica, a homeostase térmica e o funcionamento endócrino do corpo. ¹ Figura 2: Imagem ilustrativa da epiderme e hipoderme. Fonte: VAN DE GRAAS, K. M. Anatomia Humana, Barueri1; Manole, 2003) A intervenção cirúrgica promove uma interrupção abrupta da continuidade tecidual dessas camadas, impulsionando um processo de reparo regenerativoem resposta a um trauma. As cicatrizes, resultantes de agressões mecânicas, térmicas, químicas, biológicas ou dermatológicas crônicas, representam o desfecho desse processo. Idealmente, a cicatrização culmina em uma neoepiderme íntegra, com características de planalidade, brilho e flexibilidade, restrita aos limites da lesão original. Contudo, a formação de cicatrizes patológicas, tais como hipertróficas, queloides e atróficas, pode comprometer o resultado estético e funcional, manifestando-se por redução da resistência à tensão, alterações cromáticas, aumento da tensão tecidual e distúrbios sensitivos. Cicatrizes disfuncionais surgem como resultado de distúrbios no processo de fibrose elevada acima da superfície da pele, podendo ser devido ao aumento exacerbado da formação de queratina além da área original do dano. ² As cicatrizes hipertróficas representam uma resposta anormal à lesão, caracterizadas por um excesso de tecido conjuntivo que resulta em lesões elevadas, avermelhadas e pruriginosas. Embora tendam à regressão espontânea, podem persistir por meses ou anos, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Histologicamente, evidenciam-se um acentuado acúmulo de colágeno tipo III, organizado em feixes paralelos à epiderme, sugerindo um processo de cicatrização imaturo. A patogênese dessas lesões, embora multifatorial, envolve um desequilíbrio entre os processos de síntese e degradação de colágeno, resultando em um excesso de matriz extracelular. A presença de mastócitos e a liberação de mediadores inflamatórios contribuem para a persistência da resposta inflamatória e a manutenção do fenótipo hipertrófico. A dor e o prurido, frequentemente associados a essas lesões, podem estar 10 relacionados à tensão tecidual, à inflamação crônica e à inervação sensitiva alterada. A fisiopatologia dessas lesões é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, inflamatórios e mecânicos.7 A atuação do fisioterapeuta na esfera dermatofuncional exige o compromisso de preservação e promoção da função física ideal, focando no tratamento de lesão tecidual e fascial. Isso envolve a liberação de habilidades, com a intuição de favorecer o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes, eliminando anormalidades físicas, estéticas e funcionais que emergem de condições patológicas.³ Esta revisão bibliográfica busca, assim, apresentar os métodos terapêuticos mais eficazes para o tratamento de cicatrizes hipertróficas, que não apenas impactam a dimensão estética, mas também podem desencadear complicações como dor crônica, restrição de movimento em decorrência de contraturas ou aderências, além de prurido persistente, podendo assim afetar significativamente a qualidade de vida e a recuperação do paciente após a lesão. Materiais e Método Nessa revisão literária foi realizada um levantamentos de dados científicos publicados entre o período de 2014 à 2024, apresentados no banco de dados Scientific Eletronic Library online (SciELO), PubMed e Google Acadêmico, utilizados as seguintes palavras chaves: fisioterapia, dermatofuncional, cicatrizes, hipertrófica, queloide; resultando no total de 10 artigos selecionados para o trabalho, com datas entre 2014 e 2024. Os critérios de inclusão a serem utilizados foram para artigos que abordassem a conduta da fisioterapia dermatofuncional no tratamento da cicatrização de queloides, hipertrofia e todos as consequências de uma má cicatrização. Os critérios de exclusão adotados foram para artigos que não disponibilizassem uma conduta terapêutica adequada. Resultados Dentre os artigos pesquisados, foram destacados na tabela abaixo estudos que evidenciam vantagens resultantes do tratamento da fisioterapia dermatofuncional em cicatrizes hipertróficas e queloides. Tabela1 – Caracterização dos estudos selecionados 11 12 Discussão Como mencionado anteriormente, a intenção deste artigo é explorar as abordagens fisioterápicas mais eficazes na reabilitação de cicatrizes no período pós-cirúrgico. Para uma compreensão aprofundada das necessidades do tecido durante seu processo de recuperação, é necessário analisar as fases que compõem o mecanismo biológico, a saber: hemostasia/fase inflamatória, proliferação e remodelação.4 As terapias multimodais apresentam melhores resultados estéticos e funcionais quando corretamente indicadas. Pode-se afirmar que a decisão pelas terapêuticas empregadas na tentativa de melhorar estética e funcionalmente as cicatrizes patológicas deve ser individualizadas, considerando as peculiaridades de cada caso.¹⁰ As diferentes abordagens podem ser indicadas de acordo com alguns critérios, como o tempo de cicatrização da ferida, déficit funcional, tamanho, presença e quantidade de tecido adjacente e presença de músculo ou fáscia vascularizada abaixo do tecido.¹⁰ Hemostasia/Estágio inflamatório A resposta inicial a uma lesão consiste na constrição dos vasos sanguíneos afetados e na ativação plaquetária, processo que culmina na formação de um coágulo de fibrina, essencial para a hemostasia e a interrupção do sangramento. Posteriormente, a hemostasia secundária desencadeia a ativação da cascata de coagulação. As primeiras células que emergem na área da ferida são os neutrófilos, cuja função é destruir bactérias e resíduos celulares, criando um ambiente propício para a cicatrização. A remoção dos neutrófilos se dá por meio de apoptose ou necrose, seguida da fagocitose realizada por macrófagos. A fase de hemostasia completa e a fase inflamatória geralmente duram por aproximadamente 72 horas. 4 Proliferação O coágulo é gradualmente substituído por tecido conjuntivo ou tecido de granulação, ao passo que a neovascularização, a reepitelização e a modulação imunológica ocorrem simultaneamente, estendendo-se por um período que varia de dias a semanas. Esta fase do processo de cicatrização tem uma duração que oscila entre 3 e 21 dias. 13 Maturação/Remodelação Nesta fase, observa-se uma substituição progressiva das células presentes no coágulo de fibrina inicial, resultando em uma contração da ferida. Esta característica está associada à maturação do colágeno tipo I e à eliminação do colágeno imaturo tipo III, bem como à apoptose dos miofibroblastos, ocorrendo ao longo de várias semanas e meses após a cirurgia. Essa alteração é regulada por metaloproteases (MMPs), como as colagenases sendo expressas e secretadas por macrófagos, miofibroblastos e queratinócitos. A duração desta fase consiste de 3 semanas a 6 meses. 4 Figura 3: Esquema das etapas da cicatrização de feridas. Fonte: Artigo The Role of Physical Therapies in Wound Healing and Assisted Scarring. A cicatrização, como já foi apresentada, é uma complexa cascata de eventos celulares e moleculares que se interagem de maneira integrada para promover a reconstituição do tecido. Trata-se de um processo sonoro que envolve emoções fisiológicas e bioquímicas, os quais operam em um estado de homeostase para garantir a resolução adequada.3 Um dos componentes fundamentais neste processo de recuperação é a fáscia, um tecido conjuntivo constituído por fibras de colágeno que reveste integralmente as estruturas corporais e viscerais, conferindo forma e função a órgãos e tecidos. A fáscia exerce um papel crucial na transmissão de tensão mecânica, em virtude de sua continuidade estrutural, e participa do controle do ambiente inflamatório, sendo particularmente 14 relevante no processo. Sendo responsável por conecta todos os tecidos do corpo, tanto em nível microscópico quanto macroscópico, de modo que suas matrizes de colágeno tridimensionais apresentam uma continuidade arquitetônica que se estende da cabeça até os dedos dos pés, abrangendo desde células individuais até órgãos principais. Compropriedades metalogênicas, plásticas e viscoelásticas coloidais, a fáscia é altamente inervada, desempenhando um papel crucial na propriocepção e na percepção da dor. Além de sua natureza dinâmica e ativa, que contribui para o movimento e a estabilidade, a fáscia incorpora conceitos fundamentais como tensegridade e mecanotransdução.9 De acordo com Richard Buckminster Fuller, que dinâmica o conceito de tensegridade em 1961, objetos cujos componentes utilizam uma combinação de atração e orientações alcançam estabilidade e resistência, garantindo sua supervisão global. Essa definição ilustra um aspecto físico que estabelece o equilíbrio de um sistema por meio da ação conjunta de forças de precisão e tensão. Tais sistemas independentes são compostos por elementos rígidos e elásticos que não se tocam, adaptando-se às forças compressivas e tensionais a que são submetidos. Assim, a tensegridade é definida por uma arquitetura equilibrada de confusão, resultante da interação de forças internas e externas, com uma distribuição de cargas que requer baixo consumo de energia.3 Uma propriedade física que exerce influência significativa sobre a mecânica tecidual é a mecanotransdução, que se refere à capacidade de estímulos mecânicos externos, provocando modificações nas respostas bioquímicas das células. Ao analisar a interdependência entre tensões estruturais e suas funções, constata-se que uma cicatrização pode não apenas restringir o funcionamento adequado na região afetada, mas também impactar de forma abrangente outros sistemas fasciais. Essa dinâmica ressalta a importância da integridade fascial na manutenção da funcionalidade e na adaptação do organismo às forças mecânicas. 3 Nesta revisão bibliográfica, apresentaremos os recursos utilizados pela fisioterapia dermatofuncional para tratar lesões, fibroses, cicatrizes hipertróficas, processos álgicos, prurido e limitações de movimento resultantes de contraturas. Os principais métodos envolvidos incluem crochetagem, dry needling, kinesiotaping, laser e terapia com LED. Esses recursos não visam apenas a promoção da cicatrização, mas também a restauração da integridade fascial, essencial para a funcionalidade e adaptação do organismo às forças mecânicas a que está submetido. Uma abordagem integrada dessas técnicas permitirá um 15 tratamento mais eficaz das condições mencionadas, promovendo a recuperação e o bem- estar do paciente. Crochetagem A técnica de crochetagen visa tratar lesões musculares e fasciais, promovendo a liberação de aderências associadas a patologias ortopédicas e traumatológicas. Durante o procedimento, utiliza-se um gancho, posicionado paralelamente à cicatrização, para realizar em média sete movimentos curtos de tração ao longo de trajeto longitudinal, alternando entre os sentidos da direita para a esquerda e vice-versa, de forma bilateral, Posteriormente, a técnica é aplicada em um eixo perpendicular à cicatrização, de maneira repetida, abrangendo todo o seu comprimento. Essas trações são cuidadosamente realizadas de modo a cruzar sobre a cicatrização, favorecendo a mobilidade e a integridade do tecido, e contribuindo para uma função de recuperação.3 De acordo com o estudo de base, a técnica foi proposta como tratamento para cicatrizes de cesáreas em mulheres apresentando sintomas musculoesqueléticos. Os resultados foram significativos, corroborando evidências de eficácia de pesquisas anteriores. Além disso, a intervenção com o gancho na região tóraco-lombar e quadril de oito mulheres mostrou uma melhoria notável na flexibilidade em 75% dos casos e uma redução da dor em 87,5%, resultados. Em um estudo de caso em que a crochetagem foi aplicada a cicatrizes abdominais, notou-se um aumento específico na amplitude de movimento do ombro, tanto em flexão quanto em abdução, além de uma melhoria na flexibilidade do tronco. Conclui-se, portanto, que a crochêagem miofascial teve um impacto significativo na diminuição da dor relacionada, na dor ao movimento e na sensibilidade vertebral associada ao dermátomo correspondente.3 Dry Neddling O agulhamento à seco configura-se como um método terapêutico empregado na mitigação da dor e na promoção da mobilidade em cicatrizes. A técnica clássica, denominada "cercar o dragão", envolve a circunvalação da região afetada com agulhas. O mecanismo de ação subjacente a esta prática permanece, em grande medida, obscuro. No entanto, a 16 literatura científica contemporânea sugere que tal técnica pode revelar uma intervenção eficaz para o tratamento do tecido cicatricial, operando por meio da supressão da inflamação local, da estimulação da reepitelização e da diminuição da hiperproliferação cicatricial. Em cicatrizes de longo prazo, o agulhamento seco é capaz de desencadear mecanismos regenerativos, facilitando a síntese de colágeno, a neoangiogênese e reduzindo a hiperproliferação da cicatriz. Em cicatrizes mais antigas, o agulhamento seco desencadeia mecanismos regenerativos e induz a formação de colágeno, neoangiogênese e proliferação de células da pele. 2 Figura 4: Agulhamento a seco na cicatriz. Fonte: Artigo Effectiveness of various methods of manual scar therapy Kinesiotaping O Kinesiotaping é uma abordagem terapêutica que explora as propriedades físicas das fitas geométricas, combinando técnicas específicas de aplicação. O mecanismo de ação desse tratamento fundamenta-se na elevação microscópica da pele, promovendo a otimização da circulação sanguínea e linfática. Essa intervenção propicia o relaxamento da fáscia, melhora a nutrição dos tecidos e contribui para a diminuição do edema. Estudos anteriores demonstraram que a aplicação da fita diretamente sobre feridas ou cicatrizes pode reduzir a tensão, evitando, assim, a hiperproliferação do tecido. Além disso, a utilização da fita no fechamento de feridas recém-formadas pode atenuar as forças mecânicas e prevenir o crescimento excessivo do tecido. 2 Figura 5: Kinesiotape em técnica zigue- zague para cicatriz. Fonte: Artigo Effectiveness of various methods of manual scar therapy Figura 6: Kinesiotape em técnica de estrela para cicatriz. Fonte: Artigo Effectiveness of various methods of manual scar therapy 17 Ventosaterapia A ventosaterapia é um método terapêutico utilizado no tratamento de cicatrizes, caracterizado pela aplicação de sucção de pressão subatmosférica através de ventosas. Esse procedimento promove a circulação sanguínea periférica e aprimora a flexibilidade dos tecidos. Tal técnica deve ser levada com cautela, sendo indicada apenas durante a fase de remodelação da cicatrização da ferida e no tratamento de cicatrizes antigas. Os efeitos relatados da ventosaterapia incluem a modificação das propriedades biomecânicas da pele e a melhoria do metabolismo anaeróbico local. No entanto, a aplicação de pressão excessiva pode ocasionar microlesões traumáticas e desencadear novas fases inflamatórias. Na fase inicial do tratamento, esse aumento de pressão pode levar rapidamente a uma sobrecarga de estímulos, comprometendo o processo de cicatrização.2 Laser A laserterapia é uma tecnologia avançada que encontra uma ampla gama de aplicações terapêuticas na prática clínica, evidenciando sua eficácia em diversos contextos. Seus benefícios podem ser organizados em algumas áreas-chave de atuação: Estimulação da regeneração de feridas, o uso do laser de baixa potência em feridas abertas tem mostrado eficácia na eficácia do processo de cicatrização, pois atua promovendo a promoção de fibroblastos, células essenciais para a regeneração do tecido conjuntivo, além de estimular a síntese de colágeno e melhorar a circulação sanguínea local. Esses efeitos combinados são fundamentais para reduzir o tempo de recuperação e minimizar o risco de complicações, sendo indicadospara feridas de difícil cicatrização; Alívio de quadros álgicos agudos e crônicos, de modo que o laser de baixa intensidade estimula a produção de ATP (energia celular), essencial para a recuperação e o funcionamento das células. Essa energia extra melhora a resposta do organismo ao dano tecidual, acelerando a cura e suavizando a sensação álgica. Além disso, o laser age diretamente sobre as terminações nervosas, diminuindo sua excitabilidade e, consequentemente, o envio de sinais de dor ao sistema nervoso central. 6 Estudos realizados em cicatrizes hipertróficas utilizando CO2 fracionado demonstraram uma redução significativa nos sinais clínicos, como a coloração e a espessura das cicatrizes. Além disso, investigações que empregaram laser terapêutico de baixa intensidade em cicatrizes queloidianas resultantes de queimaduras favoreceram a remodelação gradual e ordenada dos feixe de colágeno, a diminuição de níveis de expressão dos colágenos tipo I e II, contribuindo para um aspecto mais normal da pele 18 com cicatriz. Por outro lado, o uso do laser de baixa frequência em determinados casos pode resultar em efeitos limitados, variando conforme a gravidade das cicatrizes, e podendo inibir a atividade das cicatrizes. Além disso, esta técnica promove a vasodilatação e melhora do fluxo sanguíneo, o que é benéfico para o processo cicatricial. Aumenta também a produção de colágeno ao estimular as células responsáveis por essa síntese, sendo essencial para a formação de um tecido cicatricial saudável e para a hidratação da cicatrização. Outro benefício deste recurso é o fato da laserterapia poder contribuir para a diminuição da sensibilidade e da dor na região da cicatrização, tornando- a menos visível e mais compatível com a aparência da pele saudável ao redor.5 A aplicação da laserterapia em cicatrizes hipertróficas no período pós-operatório de cirurgias plásticas estéticas tem demonstrado benefícios substanciais, com uma melhora abrangente dos sintomas iniciais. Observe-se uma redução significativa na vascularização das cicatrizes, além de um aprimoramento estético e a diminuição do desconforto associado a essas alterações teciduais. Estudos comparativos entre o uso do laser de diodo e o de CO₂ em cicatrizes atróficas mostram resultados positivos para ambos os métodos, mas destacam a eficácia superior e a segurança do laser de CO₂ fracionado no tratamento dessas lesões específicas. Este procedimento, além de seguro e minimamente invasivo, tende a ser bem tolerado pelos pacientes. Portanto, com base nesses efeitos positivos, o uso do laser no manejo de cicatrizes apresenta-se como uma alternativa altamente recomendada, contribuindo para uma melhoria estética significativa, elevando a autoestima e melhorando a qualidade de vida daqueles das pessoas afetadas por elas. 5 Ledterapia O Diodo Emissor de Luz, ou LED ( Light Emissor de Diodo ) é um dispositivo semicondutor que realiza a conversão direta de energia elétrica em luz visível, diferindo fundamentalmente de outras tecnologias de iluminação que dependem de filamentos metálicos, emissão de radiação ultravioleta ou descargas de gases. A luz gerada pelos LEDs apresenta alta intensidade com mínima dissipação térmica. Essa característica é particularmente vantajosa na dermatologia, onde os LEDs são amplamente aplicados pela capacidade de oferecer um tratamento eficaz, sem aquecimento excessivo na superfície da pele tratada ou no ambiente de trabalho do profissional, promovendo segurança e conforto aprimorados em procedimentos clínicos.6 A terapia com LEDs tem sido 19 amplamente estudada não apenas pelos benefícios comprovados na aceleração da reparação tecidual, mas também pelo custo significativamente menor de seus dispositivos em comparação com os aparelhos de laserterapia. Os LEDs operam com um espectro de luz de baixa intensidade energética, garantindo um tratamento não ablativo e seguro para os tecidos. Diferentemente dos lasers, que promovem efeitos terapêuticos através de processos fototérmicos, a fotobioestimulação com LEDs utiliza um mecanismo fotobioquímico. Nesse processo, os efeitos terapêuticos resultam da interação direta da luz com as células (fotobioestimulação), sem induzir aquecimento tecidual, o que acelera a regeneração e oferece ação bactericida, minimizando assim o risco de infecções e outras complicações durante o tratamento.6 Conclusão As cicatrizes são um resultado natural do processo de cicatrização, podendo apresentar espessamento, dor persistente, prurido e até perda de movimento, afetando a qualidade de vida e a recuperação psicológica do indivíduo. Alterações nesse processo, como interrupções ou prolongamento da cicatrização, podem levar à formação excessiva de tecido cicatricial, resultando em aderências que comprometem estruturas adjacentes, causando complicações como dor lombar, obstrução intestinal, infertilidade e redução da mobilidade. A predisposição genética para cicatrizes hipertróficas, aliada a tensões excessivas na ferida durante a cicatrização, resulta em cicatrizes espessas e elevadas, com impacto funcional e estético significativo.2 O tratamento de cicatrizes é uma área frequentemente subestimada na fisioterapia pós-operatória, embora tenha um papel essencial na recuperação integral dos pacientes. Muitos indivíduos não percebem que a dor persistente e as limitações de mobilidade podem estar diretamente associadas ao tecido cicatricial. A intervenção precoce e direcionada não apenas ajuda a prevenir a hipertrofia da cicatriz e a reduzir o desconforto, mas também promove a educação do paciente sobre cuidados essenciais com a pele. A partir deste estudo, propomos que o manejo de cicatrizes seja realizado através de uma abordagem terapêutica combinada e personalizada, adaptada às características específicas de cada cicatriz, incluindo seu tipo, profundidade, textura e alterações cromáticas. Essa personalização das terapias visa otimizar a recuperação funcional e estética, proporcionando ao paciente uma qualidade de vida superior e resultados terapêuticos duradouros. 2 Com base nos recursos terapêuticos abordados, a fisioterapia dermatofuncional destaca-se como uma abordagem 20 de valor clínico comprovado, oferecendo uma ampla eficácia em diversos tratamentos dermatológicos. Quando combinada com terapias específicas, essa especialidade permite resultados promissores, especialmente no manejo de cicatrizes hipertróficas e outras lesões com ou sem sequelas. A escolha do procedimento ideal deve ser fundamentada nas particularidades e nas necessidades de cada paciente, e o fisioterapeuta dermatofuncional, com sua formação especializada, possui as habilidades para avaliar minuciosamente as características da pele, identificar possíveis limitações e selecionar as técnicas mais apropriadas.8 Ademais, é fundamental que a aplicação dessas técnicas seja conduzida com rigor e cautela, a fim de garantir a segurança do paciente e a máxima eficácia dos tratamentos propostos. 21 Referências Bibliográficas 1. BERNARDO, Ana Flávia et Al. Pele: alterações anatômicas e fisiológicas do nascimento à maturidade. Revista Saúde em Foco, Edição nº 11, 2019. 2. LUBCZYŃSKA, Agnieszka et Al. Effectiveness of various methods of manual scar therapy. Wiley Online Library Silésia, Katowice, Polônia, 2022. 3. IGAR, Bruna et Al. Crochetagem miofascial no tratamento de cicatrizes de pacientes com sintomas musculoesqueléticos. Fisioter Bras, São Paulo, 2019. 4. 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BAUMGARTH, Henrique. Fáscia. Características preliminares clinicamente relevantes, Corpus Inatus - Formação em Terapias Integrativas, 2018 10. BARROS, Luiz Fernando Lima et al. Tratamento de queloides e cicatrizes hipertróficas: Uma revisão descritiva. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, v. 38, p. e9, 2023.