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Profa. Dra. Samira Sestari UNIDADE II Estratégia Competitiva As contribuições de Michael Porter, especialmente no livro Estratégia competitiva (1980), popularizaram o uso do raciocínio econômico na gestão estratégica. Seu Modelo das Cinco Forças tornou-se uma das principais referências para compreender como a economia fundamenta decisões de estratégia empresarial. Segundo Besanko et al. (2006), a economia contribui para a gestão estratégica ao permitir análises mais precisas sobre quatro elementos centrais: tomadores de decisão, metas, escolhas e a relação entre escolhas e resultados. Por que economia A implementação estratégica de uma empresa, independentemente de sua área de atuação ou de seu porte, passa pela aplicação de princípios econômicos consistentes. Tais princípios podem ser agrupados em quatro grandes classes analíticas, segundo Besanko et al. (2006): Por que economia Classes de análise Descrição da análise Fronteiras da empresa O que uma empresa deve fazer/produzir/fornecer, que porte ela deve ter e em que negócios ela deve se envolver? Análise de mercados e da concorrência Qual natureza dos mercados nos quais a empresa compete e a natureza das interações competitivas entre as empresas nesses mercados? Posicionamento e dinâmica Como a empresa deve se posicionar para competir, em que deve se basear a sua vantagem competitiva e como ela deve se ajustar ao longo do tempo? Organização interna Como a empresa deve organizar internamente a sua estrutura e seus sistemas? Fonte: Adaptado de: Besanko et al. (2006, p. 31). Fronteiras horizontais da empresa – Terminologia: Refere-se ao tamanho e à participação da empresa no mercado, associado a uma estrutura organizacional horizontal, com menos níveis hierárquicos e maior autonomia. As decisões sobre as fronteiras horizontais definem a extensão da atuação da empresa e podem gerar vantagens competitivas por meio de economias de escala e de escopo. Por que economia Economia de escala Besanko et al. (2006) descreve como: “O processo de produção para um bem ou serviço específico mostra as economias de escala em uma faixa de produção quando o custo médio (isto é, custo por unidade de produção) sofre queda nessa faixa”. Na fórmula do Custo Médio de produção, temos: Onde: C(q): custo total para produzir q unidades; q: quantidade produzida; CMed(q): custo total dividido pela quantidade, ou seja, o custo médio por unidade. Por que economia Economia de escala O conceito de economias de escala indica que, até determinado nível de produção, o aumento da quantidade produzida reduz o custo médio. Contudo, essa redução possui um limite: a partir de certo ponto, a curva de custo médio se inverte e passa a subir à medida que a produção continua aumentando. Por que economia Curva de custo médio CMed q Representação gráfica dos ganhos de escala A forma em U, na representação gráfica das economias de escala, deve-se à estrutura de custos das empresas, os quais, geralmente, são constituídos por dois tipos: fixos e variáveis. Economia de escopo Para Besanko et al. (2006), as economias de escopo ocorrem quando a empresa reduz custos ao ampliar a variedade de bens ou serviços. São definidas pela comparação entre o custo de produzir vários produtos em conjunto e o custo de produzi-los separadamente em diferentes empresas. Na fórmula de economia de escopo, temos: Por que economia O custo conjunto é menor que a soma dos custos individuais. Custo de produzir os bens X e Y juntos na mesma empresa. Custo de produzir os mesmos bens separadamente, em operações distintas. Economia de escopo Conforme Besanko et al. (2006), as economias de escala existem se a empresa conseguir fazer economias em termos de custo unitário à medida que aumenta a produção de um determinado bem ou serviço. As economias de escopo existem se a empresa conseguir fazer economias à medida que aumenta a variedade de bens produzidos ou serviços prestados. Por que economia Economia de escopo Fontes especiais de economias de escala e escopo: Além dos custos fixos e da gestão de estoques configurarem importantes fontes de economias de escala e de escopo, Besanko et al. (2006) destacam que determinadas atividades funcionais podem gerar reduções significativas de custo quando realizadas em maior escala, entre as quais: Compras (procurement) Propaganda (marketing e comunicação) Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) “Forte potencial para a obtenção de economias à medida que a organização expande” (Besanko et al., 2006). Por que economia Fronteiras verticais da empresa – Terminologia: As fronteiras verticais definem quais etapas da produção a empresa realizará internamente e quais serão terceirizadas. Essas escolhas determinam suas atividades-chave e influenciam diretamente sua eficiência produtiva (Besanko et al., 2006). Muitas empresas reduzem suas fronteiras verticais para concentrar esforços em poucas atividades essenciais, delegando as demais ao mercado. Conforme os autores: “O caso da compra da divisão de smartphones da Nokia pela Microsoft ajuda a entender como as empresas definem suas fronteiras verticais, isto é, quais atividades vão produzir internamente ou terceirizar, considerando uma decisão que pode impactar as estratégias produtivas”. Por que economia Fronteiras verticais da empresa – Razões para comprar: A empresa pode optar por comprar de fornecedores externos quando isso permite acesso a conhecimentos, tecnologias ou métodos produtivos exclusivos que ela não domina internamente. Fornecedores especializados possuem informações técnicas. Desenvolver internamente esse conhecimento. A terceirização permite acessar expertise de ponta. A empresa se beneficia de inovações contínuas produzidas. Por que economia Fronteiras verticais da empresa – Razões para produzir: Produzir internamente pode ser mais eficiente quando negociar, monitorar e fiscalizar contratos com fornecedores externos gera custos elevados. Por que isso incentiva PRODUZIR? Atividades interligadas exigem sincronização, rapidez e comunicação constante. A coordenação por mercado pode gerar atrasos, falhas e incompatibilidades. A integração vertical permite ajustes imediatos, padronização e alinhamento técnico. Reduz o risco de vazamento de tecnologia, métodos ou dados sensíveis. Evita que fornecedores obtenham vantagem competitiva sobre a empresa. Por que economia Segundo Besanko et al. (2006), a economia contribui para a gestão estratégica ao permitir análises mais precisas sobre os elementos fundamentais. Qual alternativa representa corretamente esses elementos? a) Recursos internos, ambiente externo, vantagem competitiva e inovação contínua. b) Tomadores de decisão, metas organizacionais e estratégicas e a relação entre escolhas e resultados. c) Estrutura de mercado, concorrência e barreiras de entrada. d) Custos, receitas, lucros e trade-offs operacionais. e) Planejamento, execução, controle e melhoria contínua. Interatividade Segundo Besanko et al. (2006), a economia contribui para a gestão estratégica ao permitir análises mais precisas sobre os elementos fundamentais. Qual alternativa representa corretamente esses elementos? a) Recursos internos, ambiente externo, vantagem competitiva e inovação contínua. b) Tomadores de decisão, metas organizacionais e estratégicas e a relação entre escolhas e resultados. c) Estrutura de mercado, concorrência e barreiras de entrada. d) Custos, receitas, lucros e trade-offs operacionais. e) Planejamento, execução, controle e melhoria contínua. Resposta Conceito de concorrência: refere-se ao processo de disputa entre empresas que ofertam produtos ou serviços semelhantes e buscam atrair o mesmo público consumidor. Essa dinâmica manifesta-se quando organizações competem por participação de mercado utilizando diferenciaiscomo preço, qualidade, inovação, atendimento, marca e outros atributos. A concorrência atua, assim, como um mecanismo que estrutura e regula o funcionamento do mercado, influenciando o comportamento das firmas e o equilíbrio setorial. Concorrentes Identificação de concorrência: No Brasil, a principal agência reguladora especialista na identificação de concorrentes é o Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça, com sede e foro no Distrito Federal, que exerce, em todo o território nacional, as atribuições determinadas pela Lei n. 12.529/2011 (CADE, 2015). O CADE observa: características de produtos/serviços iguais ou semelhantes; ocasiões para o uso de produtos/serviços iguais ou semelhantes; o mercado geográfico onde se dão as vendas. Concorrentes Concorrência Perfeita Concorrência Monopolística Comparativo de concorrência Característica Concorrência Perfeita Concorrência Monopolística Número de Empresas Grande número de empresas, nenhuma com poder de mercado. Muitas empresas, mas cada uma detém certo grau de poder de mercado. Produtos Homogêneos (idênticos entre si). Diferenciados (variações de marca, qualidade, serviços e design). Entrada e Saída Totalmente livres; ausência de barreiras. Relativamente livres, mas podem existir custos de diferenciação que funcionam como barreiras leves. Poder de Mercado Inexistente; empresas são tomadoras de preço. Moderado; empresas têm algum controle sobre o preço devido à diferenciação. Informação Perfeita: consumidores e produtores possuem total conhecimento sobre o mercado. Informação não é perfeita; diferenciação cria percepção subjetiva de valor. Elasticidade da Demanda Altamente elástica; qualquer aumento de preço leva à perda total da demanda. Elasticidade moderada; consumidores aceitam variações de preço devido à diferenciação. Exemplos Típicos Agricultura, commodities. Restaurantes, vestuário, cosméticos, serviços personalizados. Estrutura de mercado: Besanko et al. (2006), em termos econômicos, descrevem a estrutura de mercado que, por sua vez, “refere-se ao número e a distribuição de empresas num mercado”. Para Gremaud et al. (2011), “as estruturas de mercado são modelos que captam aspectos inerentes a como os mercados estão organizados”. Concorrentes Número de empresas Diferenciação de produtos Muitas Poucas Uma Produtos idênticos Concorrência perfeita Oligopólio de produtos homogêneos Monopólio Produtos diferenciados Concorrência monopolística Oligopólio de produtos diferenciados Quadro 34 - Estruturas de mercado Monopólio: Segundo Urdan e Urdan (2013), os monopólios podem ser de direito ou de fato, sendo estes últimos mais raros e caracterizados pelo domínio de mercado por uma única empresa, como ocorre com a Intel em processadores e a Microsoft em sistemas operacionais. Concorrentes Característica Monopólio de direito Monopólio de fato Legalidade Legalmente garantido pelo Estado. Pode ser ilegal, dependendo de como a posição dominante foi alcançada e como o mercado opera. Concorrência Impede a livre concorrência por lei. Dificulta ou elimina a concorrência na prática, mesmo sem lei que a proíba. Origem Concessão estatal. Domínio do mercado por fatores econômicos e de mercado. Tabela – Comparativo entre monopólio de direito e monopólio de fato Oligopólio: Conforme Gremaud et al. (2011), o oligopólio é “uma estrutura de mercado caracterizada pelo número reduzido de concorrentes com bens ofertados tidos por substitutos próximos entre si”. Urdan e Urdan (2013) ressaltam que em um oligopólio “não mais do que seis empresas realizam pelo menos metade das vendas totais do ramo; a gestão de preço de uma empresa num oligopólio é bastante influenciada pelas ações dos concorrentes”. Concorrentes Diferenças de Oligopólio Oligopólio com produtos homogêneos Oligopólio com produtos heterogêneos Concorrentes Característica Oligopólio Oligopólio com produtos homogêneos Oligopólio com produtos heterogêneos Número de empresas Poucas empresas dominam o mercado. Poucas empresas produzem bens idênticos. Poucas empresas produzem bens diferenciados. Tipo de produto Pode ser homogêneo ou diferenciado. Homogêneo (idêntico). Diferenciado (marca, design, qualidade). Poder de mercado Elevado; decisões estratégicas dependem das ações dos concorrentes. Alto poder de mercado devido à estrutura concentrada. Poder de mercado alto, reforçado pela diferenciação. Concorrência Interdependência estratégica: cada decisão depende da reação dos rivais. Concorrência baseada em preço. Concorrência baseada em diferenciação, marketing e valor percebido. Rivalidade na estratégia de preços: Para Besanko et al. (2006), a rivalidade de preços consiste em um processo dinâmico, isto é, trata-se de um fenômeno de mercado competitivo no decorrer do tempo. Concorrentes Perguntas-chave Que condições ambientais podem influenciar, mais fortemente, a intensidade da concorrência de preços? Quais fatores para a promoção de um comportamento coordenado em relação a preços são capazes de evitar a guerra de preços? Quais fatores favorecem a concorrência mais intensa como norma de mercado? Que aspectos favorecem o surgimento de guerras de preço, mesmo em mercados tipicamente tranquilos? Quando e sob quais condições de mercado a estratégia de equiparar preços é a decisão ideal para maximizar o benefício? Quando a decisão de equiparar preços aos da concorrente deve ser tomada? E quando não? Assinale a alternativa que descreve corretamente uma diferença fundamental entre o mercado de concorrência perfeita e o mercado de concorrência monopolística. a) Há produtos idênticos no mercado de concorrência monopolística. b) A entrada é difícil no mercado de concorrência perfeita. c) Empresas são formadoras de preço no mercado de concorrência perfeita. d) Há poder de mercado na concorrência monopolística, mas não na perfeita. e) A informação é perfeita no mercado de concorrência monopolística. Interatividade Assinale a alternativa que descreve corretamente uma diferença fundamental entre o mercado de concorrência perfeita e o mercado de concorrência monopolística. a) Há produtos idênticos no mercado de concorrência monopolística. b) A entrada é difícil no mercado de concorrência perfeita. c) Empresas são formadoras de preço no mercado de concorrência perfeita. d) Há poder de mercado na concorrência monopolística, mas não na perfeita. e) A informação é perfeita no mercado de concorrência monopolística. Resposta Definição: A definição estratégica envolve compreender simultaneamente o ambiente externo e as capacidades internas da organização, integrando a análise setorial pelas Cinco Forças e o posicionamento competitivo pelas Estratégias Genéricas de Porter com a Visão Baseada em Recursos, que destaca os recursos valiosos e difíceis de imitar como fundamento para uma vantagem competitiva sustentável. Entrada e saída de mercado e análise setorial Decisões de entrada e saída: Para Besanko et al. (2006), a decisão de entrada em um mercado deve considerar os custos e benefícios envolvidos, especialmente os custos de entrada e as despesas irrecuperáveis que não podem ser reaproveitadas em outras atividades. Com relação aos benefícios relativos à entrada em determinado setor, ainda é necessário examinar seu potencial de lucratividade, considerando diferentes aspectos, como a natureza da concorrência após a entrada (Besanko et al., 2006). Entrada e saída de mercado e análise setorial Barreiras à entrada: Besanko et al. (2006) definem barreiras à entrada como os fatores que permitem às empresas estabelecidas manter lucros econômicos e dificultar a entrada de novos concorrentes. Essas barreiras podem ser estruturais, ligadas às características do setor, ouestratégicas, resultantes de ações intencionais das empresas para afastar potenciais entrantes. Entrada e saída de mercado e análise setorial controle de recursos essenciais economias de escala e de escopo vantagens de marketing das empresas atuantes Controle dos recursos essenciais: O controle de um recurso essencial para determinado setor é uma barreira estrutural à entrada, na medida em que uma nova entrante ficaria impedida de produzir, não possuindo acesso àquele recurso (Besanko et al., 2006). Entrada e saída de mercado e análise setorial Característica de controle dos recursos essenciais: Acesso restrito: Apenas empresas estabelecidas controlam recursos indispensáveis ao setor. Barreira estrutural: Impede a entrada de novos concorrentes por falta de acesso ao insumo. Vantagem competitiva garantida: Detém o recurso e mantém lucros econômicos acima do normal. Dependência do setor: O recurso é fundamental para produzir, operar ou competir no mercado. Entrada e saída de mercado e análise setorial Barreiras à saída: Segundo Besanko et al. (2006), para sair de um setor, uma empresa precisa decidir parar sua produção, remanejar ou, até mesmo, vender seus ativos para outros fins. Essa decisão deve ser tomada quando a empresa percebe que a utilização alternativa de seus ativos geraria uma remuneração superior em relação à continuidade de suas atividades naquele mercado. Entrada e saída de mercado e análise setorial Características das barreiras à saída: Custos irrecuperáveis: Investimentos que não podem ser recuperados ao se deixar o mercado, como instalações específicas ou máquinas sob medida. Obrigações contratuais: Contratos de longo prazo com fornecedores, distribuidores ou trabalhadores que dificultam a retirada imediata. Responsabilidades legais e regulatórias: Exigências ambientais, fiscais ou normativas que impõem custos ao encerramento das operações. Custos sociais e emocionais: Impactos sobre funcionários, comunidade e imagem organizacional que tornam a saída indesejada. Entrada e saída de mercado e análise setorial Análise das cinco grandes forças: O modelo das Cinco Forças de Porter serve de base para análises setoriais, mas pode ser ampliado com a inclusão da ameaça de produtos ou serviços complementares. Conforme Gonçalves e Guimarães (2010), bens complementares são consumidos em conjunto, enquanto bens substitutos competem entre si. Além disso, fatores que afetam a demanda, como mudanças nas preferências ou na renda dos consumidores, também enriquecem a análise. rivalidade interna; entrada (desejo de ganhar participação de mercado); substitutos e complementos (preço/desempenho oferecido pelo produto substituto); poder do vendedor; poder do comprador. Entrada e saída de mercado e análise setorial Modelo de Análise Entrada e saída de mercado e análise setorial 1 Oportunidade 3 Ameaça Figura 26 - Pontuação para oportunidades e ameaças Qual das alternativas representa corretamente uma barreira à saída de um mercado? a) Facilidade de obter novos investimentos externos. b) Existência de contratos de longo prazo que impedem a retirada imediata. c) Entrada livre de novos concorrentes no setor. d) Redução dos custos de produção por economias de escala. e) Aumento da demanda por produtos substitutos. Interatividade Qual das alternativas representa corretamente uma barreira à saída de um mercado? a) Facilidade de obter novos investimentos externos. b) Existência de contratos de longo prazo que impedem a retirada imediata. c) Entrada livre de novos concorrentes no setor. d) Redução dos custos de produção por economias de escala. e) Aumento da demanda por produtos substitutos. Resposta Uma empresa detém vantagem competitiva quando consegue gerar maior valor econômico em comparação aos seus concorrentes. Esse valor corresponde à diferença entre os benefícios percebidos pelo cliente ao adquirir seus produtos ou serviços e o custo econômico total associado à sua oferta. Uma empresa possui vantagem competitiva quando obtém lucros econômicos superiores à média das demais empresas do setor (Besanko et al., 2006). Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Valor Criado: uma empresa é capaz de criar e oferecer mais valor econômico quando consegue obter maiores lucros, em consequência da oferta de maiores benefícios líquidos aos seus consumidores em relação às empresas rivais do mercado (Besanko et al., 2006). Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Figura 28 - Fontes para a vantagem competitiva Valor criado em relação aos concorrentes Posição de benefício em relação aos concorrentes Posição de custos em relação aos concorrentes Figura 27 - Valor criado Valor criado = Excedente do consumidor (B – P) – Lucro do produtor (P – C) = B – C Estratégias genéricas: Ryngelblum (2012), em seu estudo do modelo Porter, indica dois fatores como os principais para esse processo de tomada de decisão: uma estratégia de baixo custo e uma estratégia de diferenciação. No entanto, vale ressaltar que as estratégias genéricas de Porter são três: liderança em benefício (oferecer mais valor percebido ao cliente do que seus concorrentes); liderança em custos (produzir e operar com o menor custo possível dentro do seu setor); foco (permite segmentar o mercado atendido pela empresa, dividindo essa abordagem genérica em diferentes formas de foco com especialização). Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Estratégias competitiva e sustentável: Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Figura 30 - Tipos de vantagem competitiva Vantagem competitiva Quando uma empresa cria mais valor que suas rivais Vantagem competitiva sustentável Vantagem competitiva que dura muito tempo Vantagem competitiva temporária Vantagem competitiva que dura pouco tempo Teoria baseada em recursos da empresa: Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Figura 31 - Vantagem competitiva Vantagem competitiva (Lucros superiores à média setorial) Valor criado (Benefícios > custos) Competências distintas (Atividades que a empresa exerce melhor que os concorrentes) Recursos (Fatores de produção, patentes, reputação, capital humano etc.) Análise SWOT: A análise do ambiente interno (forças e fraquezas) é conduzida com fundamento na teoria baseada nos recursos da empresa e com a ferramenta VRIO. A análise do ambiente externo (ameaças e oportunidades) é conduzida com o apoio do modelo de Cinco Forças de Porter adicionado à Análise de Forças do Mercado. Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Figura 33 - Análise SWOT S Forças (Strengths) W Fraquezas (Weaknesses) O Oportunidades (Opportunities) T Ameaças (Threats) Vantagem competitiva utilizando a SWOT: direcionar recursos para áreas que ampliam desempenho; corrigir fraquezas antes que prejudiquem resultados; antecipar movimentos do mercado e reagir mais rápido; melhorar posicionamento estratégico com base em análises internas e externas. “Assim, ao integrar diagnósticos precisos e estratégias consistentes, a SWOT torna-se um instrumento essencial para fortalecer a competitividade presente da empresa e sustentar sua vantagem no longo prazo” (Porter, 1998, p. 15). Vantagem competitiva e vantagem competitiva sustentável Ao aplicar a Matriz SWOT no planejamento estratégico, uma empresa busca identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. De que forma essa ferramenta contribui diretamente para a obtenção de vantagem competitiva? a) Apenas ao indicar quais produtos devem ser descontinuados. b) Ao permitir decisões alinhadas às capacidades internas e às condições do mercado. c) Ao garantir que a empresa elimine totalmente suas fraquezas. d) Ao padronizar estratégias iguais às dos concorrentes. e) Ao substituira necessidade de monitoramento ambiental contínuo. Interatividade Ao aplicar a Matriz SWOT no planejamento estratégico, uma empresa busca identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. De que forma essa ferramenta contribui diretamente para a obtenção de vantagem competitiva? a) Apenas ao indicar quais produtos devem ser descontinuados. b) Ao permitir decisões alinhadas às capacidades internas e às condições do mercado. c) Ao garantir que a empresa elimine totalmente suas fraquezas. d) Ao padronizar estratégias iguais às dos concorrentes. e) Ao substituir a necessidade de monitoramento ambiental contínuo. Resposta BESANKO, D. et al. A economia da estratégia. São Paulo: Bookman, 2006. GONÇALVES, C. E.; GUIMARÃES, B. Introdução à economia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. GREMAUD, A. P. et al. Manual de economia. São Paulo: Saraiva, 2011. PORTER, M. E. Como as forças competitivas moldam a estratégia. In: MONTGOMERY, C.; PORTER, M. E. (Org.) Estratégia: a busca pela vantagem competitiva. Rio de Janeiro: Elsevier, 1998. RYNGELBLUM, A. L. A estratégia competitiva de Michael E. Porter. In: SIQUEIRA, J. P. L.; BOAVENTURA, J. M. G. Estratégia para corporações e empresas: teorias atuais e aplicações. São Paulo: Cengage Learning, 2012. URDAN, F. T.; URDAN, A. T. Gestão do composto de marketing. São Paulo: Atlas, 2013. Referências ATÉ A PRÓXIMA!