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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Nome: Matrícula: Polo: GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO 2 Coordenação: Prof.ª Juliana de Moraes Prata AD1 – 2026.1 QUESTÃO 1 – (Valor: 3,0 pontos) No texto “O território brasileiro e a formação nacional: algumas aproximações a partir da produção intelectual no Brasil” (ESTEVES, 2014), o autor critica a leitura do território brasileiro como mera natureza ou suporte físico. Situação-problema: Imagine que um material didático para os anos iniciais apresente o território brasileiro apenas como “um espaço natural rico em recursos”, sem considerar conflitos, usos desiguais ou processos históricos. Com base no texto de Esteves (2014), explique por que essa abordagem é insuficiente e indique quais dimensões precisam ser incorporadas para que o conceito de território contribua para a compreensão da formação nacional brasileira. QUESTÃO 2 - ( Valor: 2,0 pontos) A cafeicultura exerceu papel central na organização econômica e espacial do Brasil em determinados períodos históricos. Considerando seus impactos sobre o território brasileiro, assinale a única alternativa que articula a relação entre economia e espaço geográfico: a) A cafeicultura modificou o espaço brasileiro ao estimular exclusivamente o crescimento urbano-industrial, reduzindo a importância do campo e eliminando desigualdades regionais. b) A expansão da cafeicultura contribuiu para a reorganização do território ao consolidar áreas produtoras, intensificar fluxos de pessoas, mercadorias e capitais e aprofundar desigualdades regionais, especialmente entre regiões produtoras e não produtoras. c) A cafeicultura alterou o espaço brasileiro apenas no plano econômico, sem impactos relevantes sobre a circulação, a organização territorial ou as relações sociais. d) O cultivo do café promoveu uma ocupação homogênea do território nacional, distribuindo de forma equilibrada a riqueza e as infraestruturas pelo país. e) A produção cafeeira teve efeitos pontuais e temporários sobre o território, não deixando marcas duradouras na organização espacial do Brasil. QUESTÃO 3 – (Valor: 2,0 pontos) A Aula 03 analisa o período do governo militar como um momento de aprofundamento do modelo desenvolvimentista, conhecido como “milagre econômico”, e suas consequências para a organização do território brasileiro. Assinale a alternativa que melhor expressa a relação entre o projeto econômico do período militar e as transformações espaciais ocorridas no território do Brasil: a) O projeto desenvolvimentista promoveu crescimento econômico equilibrado, reduzindo desigualdades sociais e regionais por meio da valorização dos pequenos produtores e da descentralização industrial. b) O chamado “milagre econômico” baseou-se na ampliação dos salários, no fortalecimento do mercado interno popular e na diminuição da dependência externa, resultando em maior justiça social. c) O modelo econômico adotado pelos governos militares aprofundou a dependência externa, concentrou renda e capitais, estimulou a migração rural- urbana e produziu intensas desigualdades socioespaciais. d) A política econômica do período priorizou a reforma agrária e a desconcentração fundiária, reduzindo os conflitos no campo e fortalecendo o equilíbrio territorial. e) As transformações espaciais ocorridas entre as décadas de 1960 e 1980 foram pontuais e sem relação direta com o modelo econômico adotado pelo Estado brasileiro. QUESTÃO 3 – (Valor: 3,0 pontos) Leia novamente o fragmento de Esteves (2014): “Não se pode entender a concentração da terra no Brasil sem se reportar à estreita ligação entre escravidão, lei de terras de 1850 e a expansão da atividade agrícola em moldes capitalistas no país...” (ESTEVES, 2014, p. 97) A partir desse fragmento e dos conteúdos trabalhados nas aulas 1 a 7, responda: Explique de que maneira os pilares latifúndio, escravidão e monocultura estruturaram a formação do território brasileiro e ajudam a compreender a permanência de formas contemporâneas de exploração do trabalho. Sua resposta deve articular passado e presente, mostrando como processos históricos produzem continuidades no espaço geográfico e nas relações sociais.