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LIPIDOGRAMA COMPLETO E AVALIAÇÃO GLICÊMICA
Danusa Regina Alves da Silva
OBJETIVO
Observar a aplicação das técnicas de dosagem do colesterol e suas frações na rotina laboratorial, analisando sua relevância para a identificação e monitoramento de dislipidemias.
METODOLOGIA
Na Visita Técnica Observacional ao laboratório de Análises Clínicas, os acadêmicos terão a oportunidade de acompanhar o processo de obtenção do soro a partir de uma amostra de sangue venoso total. O objetivo é despertar a curiosidade para a importância dessa etapa no diagnóstico laboratorial.
Etapas do Procedimento
Processamento da Amostra
Centrifugar o tubo a 3.000 rpm por 10 a 15 minutos para separar as fases.
Separar cuidadosamente o soro com uma pipeta, evitando a contaminação com elementos celulares.
Preparar o equipamento de leitura: Monitor ligado, tira reativa de colesterol inserida no equipamento , acadêmico devidamente orientado.
1) Coleta de Sangue total capilar;
2) Higienizar e massagear o dedo indicador do paciente, empregar álcool 70 embebido em algodão, proceder coleta de sangue total capilar;
3) Perfure com uma lanceta estéril; - descartar a lanceta em descartex.
4) Coloque o sangue na tira teste imediatamente.
PRÁTICA 1 - LIPIDOGRAMA COMPLETO
				FOTOS
PRÁTICA 1 - LIPIDOGRAMA COMPLETO
FIGURA 1. Coleta de sangue total capilar;
FIGURA 2. Colesterol total: 174 mg/dL
FIGURA 4. Colesterol HDL (bom colesterol): 25 mg/dL;
FIGURA 5. colesterol LDL (mau colesterol):
 119 mg/dL;
FIGURA 3. 
Triglicerídeo:
178 mg/dL; 
RESULTADOS E DISCUSSÃO
174 mg/dL → Colesterol Total → Desejável
178 mg/dL → Triglicerídeo (TG) →Limitrofe
25 mg/dL → Valor típico de HDL (Colesterol bom) →Ótimo
119 mg/dL → LDL (Colesterol ruim)→ Próximo do ótimo
Diante desses resultados, podemos concluir que o paciente esta com os níveis considerados normais, sem nenhuma alteração considerada preocupante;
PRÁTICA 1 - LIPIDOGRAMA COMPLETO
Fonte: PL STRIP ECO TESTE-CO.0001T1 (2019).
PRÁTICA 1 - LIPIDOGRAMA COMPLETO
1. Estrutura:
Ácidos graxos saturados: possuem apenas ligações simples entre os átomos de carbono da cadeia, sua estrutura é reta e compacta. Exemplos: gordura animal (banha, manteiga), óleo de coco.
Ácidos graxos insaturados: possuem uma ou mais ligações duplas entre carbonos, essas ligações criam dobras (ou "torções") na cadeia, se houver uma ligação dupla, são chamados monoinsaturados; se houver mais de uma, poli-insaturados. Exemplos: azeite de oliva (monoinsaturado), óleo de soja (poli-insaturado).
Ácidos graxos trans: são um tipo de ácido graxo insaturado, mas com uma estrutura especial: a ligação dupla está na forma trans (em vez de "cis"), isso deixa a cadeia mais reta, parecida com a dos saturados, mesmo tendo ligação dupla, são produzidos industrialmente (processo de hidrogenação), mas também encontrados naturalmente em pequena quantidade em alguns produtos animais.
2. Função e implicações para a saúde:
Saturados: em excesso, aumentam os níveis de colesterol LDL (o "ruim"), associados a maior risco de doenças cardiovasculares, recomenda-se o consumo moderado.
Insaturados: ajudam a aumentar o colesterol HDL (o "bom") e diminuir o LDL, têm efeitos anti-inflamatórios e protegem contra doenças cardíacas e são considerados benéficos à saúde, especialmente os ômega-3 e ômega-6.
Trans: muito prejudiciais: aumentam o LDL e ainda diminuem o HDL, fortemente ligados a doenças cardíacas, inflamações e até alguns tipos de câncer, recomendado a evitar totalmente seu consumo.
CONCLUSÕES
A atividade prática realizada teve como objetivo avaliar os níveis de lipídios e glicose no sangue utilizando medidores portáteis, permitindo a aplicação dos conhecimentos teóricos em um contexto real e de fácil interpretação. Através das medições, foram obtidos valores de colesterol total, HDL, LDL, VLDL, triglicerídeos e glicemia, fundamentais para análise do perfil lipídico e do risco cardiovascular dos participantes.
Os resultados permitiram a identificação de diferentes perfis metabólicos entre os indivíduos testados. Isso reforça a importância de uma avaliação completa do lipidograma ao invés de observar apenas um único marcador.
Os objetivos da prática foram atingidos e foi possível compreender na prática como funcionam os testes rápidos de aferição, interpretar os dados obtidos e relacioná-los com os conceitos estudados em sala de aula sobre metabolismo lipídico, fatores de risco para doenças cardiovasculares e prevenção em saúde pública.
Algumas limitações foram observadas: O uso de tiras com prazo de validade vencido ou armazenadas inadequadamente pode comprometer a precisão dos resultados.
A ausência de controle sobre fatores que afetam os resultados, como jejum adequado, uso de medicamentos ou atividade física prévia.
Sugestões para experimentos futuros: Repetir a prática com uma amostra maior e mais variada e realizar testes antes e após uma refeição para verificar variações glicêmicas.
Comparar resultados de testes rápidos com exames laboratoriais convencionais, para avaliar a precisão dos dispositivos portáteis.
PRÁTICA 1 - LIPIDOGRAMA COMPLETO
PRÁTICA 2 - AVALIAÇÃO GLICÊMICA 
OBJETIVO
Compreender e analisar as técnicas de avaliação da glicemia na rotina laboratorial, integrando conhecimentos teóricos e práticos por meio da observação da execução dos procedimentos, dos cuidados ao paciente e da aplicação das metodologias utilizadas pelos profissionais da área.
METODOLOGIA
Na Visita Técnica Observacional ao laboratório de Análises Clínicas, os acadêmicos terão a oportunidade de acompanhar o processo de obtenção do soro a partir de uma amostra de sangue venoso total. O objetivo é despertar a curiosidade para a importância dessa etapa no diagnóstico laboratorial.
Processamento da Amostra
Centrifugar o tubo a 3.000 rpm por 10 a 15 minutos para separar as fases.
Separar cuidadosamente o soro com uma pipeta, evitando a contaminação com elementos celulares.
Análise da Dosagem de Glicemia
Utilizar o método enzimático-colorimétrico para dosagem de glicemia.
Preparar os reagentes específicos, conforme as instruções do fabricante.
Pipetar as alíquotas de reagentes e soro, seguindo o protocolo do equipamento.
Leitura dos Resultados
Inserir as cubetas no espectrofotômetro ou analisador bioquímico automatizado.
Realizar a leitura da glicemia.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Realizado o teste observado que o estado de normalidade daglicemia foi 104 mg/dL sendo que em jejum é de 70 mg/dl a 100 mg/ld. Uma pessoa é considerada como pré-diabética ao medir suaglicemia em jejum e atingir entre 100 e 125 mg/dl. Já aqueles que atingem a partir de 126 mg/dl são considerados diabéticos
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (2023).
PRÁTICA 2 - AVALIAÇÃO GLICÊMICA 
PRÁTICA 2 - AVALIAÇÃO GLICÊMICA 
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O aumento da prevalência do Diabetes Mellitus tipo 2 é um fenômeno mundial impulsionado por alterações no padrão alimentar, sedentarismo, obesidade e envelhecimento populacional, intensificado pela desigualdade socioeconômica. O Diabetes tipo 2 sobrecarrega sistemas de saúde em países em desenvolvimento devido a custos elevados (medicamentos, exames, tratamento de complicações), infraestrutura precária, falta de profissionais especializados e desigualdades de acesso, exigindo ações integradas de prevenção, fortalecimento da atenção primária e uso de tecnologias para reduzir gastos e melhorar o cuidado.
FOTOS
PRÁTICA 2 - AVALIAÇÃO GLICÊMICA 
FIGURA 1. Coleta de sangue total capilar;
FIGURA 2. Teste de Glicemia em jejum: 104 mg/dL
CONCLUSÕES
Os objetivos propostos de aprender as técnicas laboratoriais de dosagem lipídica e glicêmica, interpretar adequadamente os resultados e correlacionar perfis de risco foram plenamente atingidos. 
Apesar das limitações relacionadas ao tamanho e à diversidade da amostra, os dados obtidos confirmaram a utilidade clínica do lipidogramacompleto como indicador inicial de risco cardiovascular e permitiram estabelecer um sinal de alerta em relação à resistência insulínica incipiente.
Futuras investigações, com amostra mais heterogênea e inclusão de marcadores adicionais (como HbA1c e PCR), poderão ampliar o entendimento sobre os mecanismos de progressão de pré-diabetes para diabetes mellitus tipo 2 e fortalecer estratégias de prevenção primária em atenção básica.
PRÁTICA 2 - AVALIAÇÃO GLICÊMICA 
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