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Aspectos Antropológicos e 
Sociológicos
Marcos R. C. Ketelhut
AULA 7
Karl Marx e o trabalho
Karl Marx nasceu em Trier, na Alemanha, em 1818.
Ficou conhecido por ter ideias novas e críticas em
relação ao Estado alemão. De família judia, cursou a
Universidade de Berlim.
Foi proibido de seguir a carreira de professor
universitário e, então, trabalhou com jornalismo político,
que era a chave para a militância política.
Ele é conhecido como o fundador de uma área de
conhecimento dentro das ciências humanas, como
história, filosofia, economia e sociologia. Suas
contribuições vão além do desenvolvimento de alguns
conceitos – como alienação, mais-valia ou fetiche da
mercadoria –, mas também para a problematização da
categoria “trabalho”.
1. Contexto histórico
No século XVI, o artesão foi substituído pelo trabalhador
“livre” assalariado (o operário).
Do século XVII ao XIX, temos a Revolução Industrial,
que trouxe o avanço econômico e um grande contraste
social, tendo, de um lado, a prosperidade dos capitalistas,
e de outro, a miséria do proletariado.
Se, para Durkheim, a sociedade capitalista caminhava
para a perfeição, para Marx, seria sempre imperfeita.
Portanto, o único caminho para a superação dos
problemas sociais seria a luta política para a construção
de uma nova sociedade: o socialismo. Portanto, o
socialismo moderno, para Marx, surgiu como uma
resposta à era industrial.
O movimento socialista data da publicação, em 1848, do
Manifesto Comunista de Marx. Para ele, a sociedade
capitalista precisaria passar por etapas, desenvolvendo-se
a fim de permitir que o proletariado controlasse os meios
de produção. Depois que isso fosse cumprido, haveria as
condições necessárias para o comunismo, ou seja, uma
sociedade sem classes.
Marx se preocupava com a relação existente entre a
consciência das pessoas e a forma de se organizarem
para transformar a natureza por meio do trabalho. De
acordo com ele, o modo como as pessoas trabalham
influi no modo como pensam e se definem como seres
sociais.
Ele imaginava que a queda do capitalismo seria
iminente. Portanto, é no bojo desse entusiasmo político
que ele coordenou a criação de uma organização
internacional, chamada Liga Comunista, que foi
encarregada de redigir um documento com princípios e
objetivos do movimento, que viria a ser o Manifesto do
partido Comunista.
A
N
I
F
E
S
T
О
O MANIFESTO
COMUNISTA
DE MARX E ENGELS
David Beyle
O Manifesto é o texto fundamental do marxismo. Marx
afirmava que o motor da história é a luta de classes. O
proletariado tem interesses antagônicos aos da burguesia,
portanto, ele tem como missão a instauração de uma
nova sociedade, a qual estaria livre de divisões de classe.
Para Marx, a lógica é do proletariado global, e não
nacional ou local, pois as condições de pobreza e de
sofrimento são universais. Ele não estava redigindo e
pensando apenas do ponto de vista da Europa, o que faz
dele um autor cujos pensamento e teoria ultrapassam as
fronteiras europeias, sendo transnacionais.
2. Pensamento
Seu pensamento deve ser apreendido com base na sua
dimensão interdisciplinar, pois Marx não estava
preocupado com questões disciplinares. Por isso, suas
teorias são lidas, debatidas, corroboradas ou
confrontadas nas mais diferentes esferas do saber, como
na economia, na sociologia, na psicologia, na
antropologia, na educação, entre outras.
Uma outra característica de Marx é ter se desenvolvido
fora do enquadramento acadêmico do engajamento
político que lhe é particular.
Marx saiu da Alemanha e foi para a França, depois para
a Bélgica e, por último, para Londres, na Inglaterra.
 1844 – Manuscritos Econômicos – Filosóficos
 1846 – A Ideologia Alemã
 1848 – Manifesto do Partido Comunista
 1867 – I vol. de O Capital
 1885 – II vol. de O Capital
 1894 – III vol. de O Capital
3. Algumas obras
KARL MARX
o capital
LIVRO I
VITEHIV
KARL MARX
manuscritos
econômico-filosóficos
WITEMIV
TAL
KARL MARX-FRIEDRICHENGELS
a ideologia alemā
NITEMY
EDITORIAL
Para Marx, o capitalismo é marcado por uma produção
infinita, constituindo-se como um imenso depósito de
mercadorias, tendo a procura incessante pelo lucro como
marca do sistema. Portanto, a sociedade capitalista não é
uma sociedade marcada pela fixidez. No bojo da
produção das mercadorias, é necessária também a
produção do desejo, sem o qual não há a busca
incessante pelas mercadorias nesse imenso depósito.
Nesse sentido, o capitalismo só se reproduz se novas
necessidades forem produzidas e reproduzidas. Para
além das mercadorias e das relações de troca, está o
modo de produção.
De acordo com Marx, há uma contradição básica no
capitalismo:
A riqueza de alguns era devida a uma situação de
exploração e pobreza à qual a imensa maioria das
pessoas está submetida. De acordo com Marx, “os
elementos que originam os problemas sociais são: lucro
excessivo de um lado, salário baixo de outro; mansão de
um lado, cortiço de outro; saúde de um lado e subnutrido
de outro, e assim por diante”.
Em vez de curar tais distorções (como propôs
Durkheim), seria necessário atacar a raiz do problema,
ou seja, a contradição entre capital e trabalho, e
transformá-la na direção da construção do socialismo
como uma etapa para o comunismo. Em outros termos,
uma sociedade em que não mais existisse a distinção
entre proprietários e não proprietários.
Para tanto, seria necessário que a classe trabalhadora, a
mais prejudicada, se organizasse e lutasse pelos seus
direitos.
• Faz a mediação entre o homem e a natureza;
• Tem a ver com a própria sobrevivência do ser
humano e a transformação da natureza em bens
materiais;
• Ao transformar a natureza, o homem transforma a
sua própria natureza, e esta passa a trazer as marcas
da ação humana;
4. Características do trabalho para Marx
• Realiza o desenvolvimento do pensamento e da
consciência;
• Cria comunicação por meio da linguagem;
• Faz o homem interpretar a sociedade e as atividades
práticas.
De acordo com Marx, não é a consciência das pessoas
que explica a sociedade, mas determinada maneira de se
apropriar da natureza e agir cria determinada
consciência, determinada maneira de pensar.
Cabe mencionar que a sociedade capitalista se
fundamenta na organização do trabalho que dá origem a
classes sociais e no qual os proprietários exploram os
não proprietários. Tal visão de exploração nem sempre
está presente na consciência das pessoas.
Na sociedade capitalista, existe ideologia, que é a
imposição dos valores e ideias de uma classe (classe
dominante) como sendo a única visão correta de
sociedade, e a consequente tentativa de fazer com que a
classe trabalhadora pense com os valores da classe
dominante.
Nesse sentido, para Marx, a educação escolar vem
desempenhar o papel de transmissora da ideologia
dominante: é o elemento responsável por impor a todos
os indivíduos os valores e as ideias da classe empresarial
como a única visão correta de mundo. Portanto, as regras
de funcionamento da escola e os seus conteúdos de
aprendizado disponibilizam meios para reproduzir a
desigualdade da sociedade capitalista.
A quem nada deseja, nada falta.
Vence na vida quem diz sim.
De grão em grão, a galinha enche o papo.
Cada um por si, Deus para todos.
5.Provérbios

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