Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

As regiões do Brasil representadas por alimentos
Região norte
ABRICÓ
é cultivado nos igapós e margens inundáveis de rios na região Amazônica, principalmente no estado do Pará. Árvore de porte médio, podendo atingir 20 m de altura, o abricó se propaga com facilidade por meio de sementes, que germinam entre 12 e 18 dias. 
A planta pode iniciar a floração a partir de seis/oito anos. Uso culinário: o fruto é consumido in natura, em forma de salada, licores, compotas, geleias e sucos, ou processado. 
Você sabia que: a árvore é empregada na arborização urbana e na medicina popular, no tratamento de afecções parasitárias, mordedura de insetos e dermatoses diversas.
 As partes utilizadas são o leite da casca da planta; as sementes, das quais se obtém um pó; e as folhas, que são usadas para fazer chá.
 Tabela 1 – Análise nutricional em 100 g de abricó Energia (Kcal) Proteínas (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) 64 1 0,3 13,5 3,5
Nome científico: Mammea americana L. Nome popular: abricó, abricó-do-pará. Origem: norte da América do Sul e Antilhas.
Principais benefícios
Os principais benefícios do abricó são:
Ajudar no emagrecimento, por conter fibras que ajudam a prolongar a saciedade, além de conter poucas calorias;
Evitar a anemia, porque contém boas quantidades de vitamina C, que favorece a absorção do ferro presente nos alimentos, ajudando na formação da hemoglobina;
Prevenir a prisão de ventre, já que possui fibras que estimulam os movimentos naturais do intestino e aumentam o volume das fezes;
Controlar o colesterol, pois as fibras presentes no abricó ajudam diminuir a absorção de gorduras e de colesterol a nível intestinal, reduzindo a sua concentração no organismo;
Prevenir o envelhecimento precoce, porque possui vitamina C e flavonoides, que protegem as células saudáveis da pele contra os danos causados pelos radicais livres;
Regular os níveis de glicose no sangue, por conter fibras que reduzem a velocidade de absorção dos carboidratos, controlando a glicose e insulina;
AÇAI 
 Nome científico: Euterpe oleracea Mart. Nome popular: açaí, açaí-do-pará. Origem: Amazônia.
na região Amazônica, o açaí exerce importante papel socioeconômico e cultural, pois a bebida obtida a partir de seus frutos tem consumo regional elevado, e a exportação tem aumentado muito nos últimos anos. 
A palmeira, de estirpe delgado, pode atingir até 25 m de altura, possui folhas grandes, finamente recortadas em tiras, de coloração verde-escura. Flores pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes e de coloração amarelada surgem predominantemente de setembro a janeiro, podendo aparecer quase o ano todo. 
Desenvolve-se bem em vários tipos de solo e clima, preferencialmente em regiões quentes. Cada palmeira produz de três a quatro cachos por ano, com 3 kg a 6 kg de frutos. 
Quando maduros, os frutos que aparecem em cachos são de coloração violácea, quase negra. De forma arredondada, apresentam rica polpa comestível e caniço duro. São produzidos durante boa parte do ano, porém com maior intensidade nos meses de julho a dezembro. 
O açaí é considerado um alimento de grande valor nutricional, pois apresenta em sua composição fibra alimentar, antocianinas, minerais, particularmente, cálcio e potássio e ácidos graxos essenciais. 
Uso culinário: a polpa pode ser utilizada na preparação de sobremesas, sucos, vinhos, licores ou sorvetes. 
Os nativos extraem sua polpa, que é consumida pura ou acompanhada de farinha de mandioca ou tapioca (pode-se fazer o mingau) e também com peixe assado ou camarão seco. Você sabia que: do açaizeiro tudo se aproveita: frutos, folhas, raízes, palmito, tronco e cachos frutíferos. 
As populações ribeirinhas do baixo Amazonas, desde Santarém até a Ilha de Marajó, utilizam essa palmeira como fonte de renda e para a alimentação de suas famílias praticamente ao longo de todo o ano. 
Tabela 3 – Análise nutricional em 100g de açaí Energia (Kcal) Proteínas (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) 58 0,8 3,9 6,2 2,6 35 16 Ferro (mg) Retinol (mg) Vit. B1 (mg) Vit. B2 (mg) Niacina (mg) Vit. C (mg) 0,4 NA Tr 0,04 Tr Tr
Nome científico: Attalea phalerata Mart. ex Spreng. Nome popular: bacuri ou bacupari. Origem: Amazônia.
o bacurizeiro pode atingir mais de 30 m de altura, com tronco de até 2 m de diâmetro nos indivíduos mais desenvolvidos. Sua madeira, considerada nobre, também tem variadas aplicações. Essa árvore ocorre naturalmente desde a Ilha de Marajó, na foz do Rio Amazonas, até o Piauí, seguindo a costa do Pará e do Maranhão, e frutifica no período de agosto a fevereiro. 
O bacuri é uma das frutas mais populares da região Amazônica, sendo pouco maior que uma laranja.
 Contém polpa agridoce rica em potássio, fósforo e cálcio. O óleo extraído de suas sementes é usado como anti-inflamatório e cicatrizante na medicina popular e na indústria de cosméticos. 
Como o bacurizeiro é uma planta de fecundação cruzada, polinizada principalmente por pássaros, a produção dos frutos depende da presença destes. Uso culinário: a fruta é consumida diretamente ou utilizada na produção de doces, sorvetes, sucos, geleias, licores e outras iguarias. 
Sua casca também é aproveitada na culinária regional. Você sabia que: no passado, o bacurizeiro foi mais importante como espécie madeireira que como planta frutífera. Sua madeira resistente e de coloração bege-amarelada era muito utilizada na construção de embarcações e de casas, o que ainda é observado em muitas áreas de ocorrência natural.
 Tabela 5 – Análise nutricional em 100 g de bacuri Energia (Kcal) Proteínas (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) 105 1,9 2 22,8 7,4 20 36 Ferro (mg) Retinol (mg) Vit. B1 (mg) Vit. B2 (mg) Niacina (mg) Vit. C (mg) 2,2 30 0,04 0,04 0,5 33
REGIÃO NORDESTE
Nome científico: Malpighia glabra L. Nome popular: acerola, cereja-das-antilhas. Origem: América Central.
 este fruto provém de um arbusto de 2,5 m de altura com copa densa, formada por folhas pequenas (2-8 cm) e de coloração verde-escura e brilhante. Suas flores vão da coloração rósea à violeta. 
O tamanho do fruto varia de 3 cm a 6 cm de diâmetro, e a coloração externa, do laranja ao vermelho intenso, quando maduro. 
A polpa é carnosa, suculenta, com sabor ácido e de cor alaranjada. É largamente cultivada em diversas regiões brasileiras, destacando-se o Norte e o Nordeste. 
Durante o processo de colheita, seleção e embalagem, é preciso evitar que os frutos sofram pancadas ou ferimentos, o que acelera a deteriorização.
 Uso culinário: a polpa pode ser utilizada na preparação de sucos, sorvetes, vinhos, licores, doces e pastilhas de vitamina C. A colheita dos frutos da aceroleira destinados ao consumo in natura ou ao processamento do suco para fins de exportação deve ser feita de maneira bastante criteriosa. 
Você sabia que: o consumo em expansão dessa fruta deve-se, basicamente, a seu elevado teor de ácido ascórbico (vitamina C), que, em algumas variedades, alcança até 5.000 miligramas por 100 gramas de polpa. 
Esse índice chega a ser 100 vezes maior que o da laranja e o do limão, 20 vezes mais que o da goiaba e 10 vezes mais que o do caju e o da amora. Tabela 34 – Análise nutricional em 100 g de acerola Energia (Kcal) Proteínas (g) Lipídeos (g) Carboidratos (g) Fibra (g) Cálcio (mg) Fósforo (mg) 33 0,9 0,2 8,0 1,5 13 9 Ferro (mg) Retinol (mg) Vit. B1 (mg) Vit. B2 (mg) Niacina (mg) Vit. C (mg) 0,2 NA Tr 0,004 1,38 941 
Nome científico: Theobroma cacao L. Nome popular: cacau, cacau-verdadeiro, cacau-comum. Origem: América Central.
o cacau distribui-se nas regiões tropicais da América do Sul e Central, compreendendo as bacias do Orinoco e do Amazonas. 
É uma árvore pequena a mediana, muito ramificada, formando copa frondosa; tem frutos capsulados, pendentes do tronco a partir do solo e na parte inferior dos ramos principais. 
Quando o cultivo é feito a pleno sol, sua altura pode ser reduzida, entretanto pode alcançar até 20 m em condição de floresta, devido à competição porluz com outras espécies. As folhas, quando novas, apresentam gradação de tonalidades a depender de cultivar ou clone, de verde-pálida mais ou menos rosada ao violeta, de acordo com a quantidade de pigmentos de antocianina presente. 
Normalmente, quando jovens, os frutos apresentam coloração verde; e, quando maduros, amarela. Outros são de cor roxa (vermelho-vinho) na fase de desenvolvimento e alaranjada no período de maturação.
 As sementes do cacaueiro são muito sensíveis às mudanças de temperatura e morrem em pouco tempo, quando sofrem desidratação. O cacau tem expressiva importância econômica, sendo suas amêndoas conhecidas em todo o mundo. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e grande exportador.
 Uso culinário: além de fruto para exportação, o cacau é utilizado pelas populações locais para consumo da polpa in natura, que é rica em açúcares, ou na forma de refresco, licor. As amêndoas são usadas na fabricação de chocolates caseiros. 
Você sabia que: o nome da planta (cacahuati) e o da bebida (chocoatl) vem dos antigos astecas e maias. Esses povos aproveitavam sua polpa para preparar um suco, muito parecido com nosso suco de cupuaçu. 
As sementes torradas, moídas e misturadas à farinha de milho deram origem a uma pasta comestível que, se desidratada, pode ser armazenada para uso posterior, como bebida quente, aromatizada com especiarias, muito apreciada até os dias de hoje. A semente é o principal produto comercializado, após fermentação e secagem, para fabricação de chocolate, nas diversas formas. Das sementes extrai-se também a manteiga, muito utilizada na indústria farmacológica e na fabricação de cosméticos. 
Nome científico: Anacardium occidentale L. Nome popular: caju, maçã do caju. Origem: Brasil.
Características: o cajueiro é uma árvore de porte médio, podendo alcançar até 20 m de altura. Ramificada, possui tronco inclinado e tortuoso, com copa arredondada que pode alcançar o solo. 
Suas folhas são onduladas, e as flores são pequenas, esbranquiçadas e perfumadas. A colheita do caju é de julho a dezembro e, em alguns casos, se estende até maio. São conhecidas cerca de 20 variedades de caju, classificadas segundo a consistência da polpa, o formato, o paladar e a cor da fruta (amarela, vermelha ou roxo-amarelada, dependendo da variedade). É facilmente encontrado no Norte e Nordeste do Brasil. 
A castanha (fruto), por sua vez, tornou-se especiaria de luxo, indispensável na culinária nordestina e muito difundida em todo o mundo. Seu tamanho varia de 3 cm a 5 cm e apresenta coloração escura. A castanha-de-caju possui proteínas ricas em aminoácidos essenciais e alto teor de gorduras, característico das sementes oleaginosas.
 Para seu melhor aproveitamento in natura, o caju deve ser consumido no mesmo dia da compra e a casca deve ter cor firme, sem manchas ou machucados. Pode ficar na geladeira por, no máximo, dois dias. 
Uso culinário: a parte carnosa do caju é muito apreciada consumida in natura ou na forma de suco (cajuada), sorvete, doces em calda, em pasta ou cristalizados, vinagre e pratos salgados. Ainda verde, o caju é chamado de “maturi” e é usado na cozinha do Nordeste no preparo de refogados; ou, quando maduro, depois de extraído o suco e o bagaço, que é rico em fibras, pode ser usado na cozinha, nas famosas frigideiras nordestinas. 
Você sabia que: o verdadeiro fruto da espécie é a parte conhecida como a castanha-do-caju, e o que é considerado popularmente como fruto é na verdade uma haste carnosa, o pseudofruto. Ele é rico em vitamina C, cálcio, fósforo e ferro. Seu nome é oriundo da palavra indígena “acaiu”, que em tupi quer dizer “noz que se produz”. Em Parnamirim, Rio Grande do Norte, há um cajueiro que cobre uma área de cerca de 8500 m², com um um perímetro maior que 500 m, produzindo cerca de 70 a 80 mil cajus anuais ou 2,5 toneladas. Isso é possível porque galhos que se curvam com o peso até o solo começam a enraizar. Teria sido plantado em 1888 pelo pescador Luís Inácio de Oliveira, que morreu aos 93 anos de idade à sombra do cajueiro.
image1.jpeg
image2.jpeg
image3.jpeg
image4.jpeg
image5.jpg
image6.jpg
image7.jpeg
image8.jpeg
image9.jpeg
image10.jpeg
image11.jpeg
image12.jpeg
image13.jpeg
image14.png
image15.jpeg
image16.jpg
image17.jpg

Mais conteúdos dessa disciplina