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Ciclo celular intérfase · o período mais longo do ciclo celular · a fosforilação seguida de desfosforilação é uma das maneiras mais comuns utilizadas pelas células para ativar e então desativar a atividade de uma proteína e o sistema de controle do ciclo celular utiliza esse mecanismo repetidamente. · As reações de fosforilação que controlam o ciclo celular são realizadas por um grupo específico de proteína-cinases, ao passo que a desfosforilação é realizada por um grupo de proteína-fosfatases. · As cinases do sistema de controle do ciclo celular são, por isso, conhecidas como proteína-cinases dependentes de ciclina, ou Cdks · As ciclinas são assim chamadas porque, diferentemente das Cdks, as suas concentrações variam de maneira cíclica durante o ciclo celular · cíclicas nas concentrações de ciclina ajudam a direcionar a montagem cíclica e a ativação dos complexos ciclina-Cdk. · Diferentes complexos ciclina-Cdk acionam diferentes etapas do ciclo celular · A ciclina que atua em G2 para acionar a entrada na fase M é chamada de M-ciclina, e o complexo ativo que ela forma com sua Cdk é chamado de M-Cdk. Ciclinas distintas, chamadas de S-ciclinas e G1/S-ciclinas, ligam-se a uma proteína Cdk distinta no final de G1 para formar S-Cdk e G1/S-Cdk, respectivamente, que acionam a fase S. · a formação dessas G1-Cdks em células animais normalmente depende de moléculas de sinalização extracelulares que estimulam as células a se dividirem. Chamados de mitógenos · . A intérfase é um período de intensa síntese de todos os constituintes celulares. Quando a célula recebe o sinal para divisão, sintetiza os componentes necessários para esse processo e dobra seu volume para possibilitar que duas novas células aproximadamente iguais no tamanho e na composição sejam originadas por mitose · A subfase G1 é a que tem o tempo de duração mais variável. Em muitas células eucarióticas, G1 dura de 3 a 4 horas, mas pode prolongar-se por dias, meses ou anos, de acordo com as condições fisiológicas. No caso em que a célula permanece em intérfase por anos sem se dividir, a subfase G1 é denominada G0. · Em G1-S da intérfase, ocorre outro evento importante para o processo de divisão celular, a duplicação do centrossomo, duplicação dessa estrutura durante a intérfase vai garantir a formação de dois polos do fuso e que cada célula-filha receba um centrossomo · Na intérfase, notam-se microtúbulos longos, denominados do áster, irradiando dos centrossomos em todas as direções · . Nos ovócitos humanos, um centro organizador acentriolar é responsável pela nucleação dos microtúbulos. Apesar da ausência de centríolos, o fuso de divisão celular se forma normalmente, uma vez que todas essas células contêm gama-tubulina, que é necessária para a nucleação dos microtúbulos. · A duplicação do DNA na subfase S é um evento muito importante do ciclo celular, pois garante que as células-filhas possam receber uma cópia exata de cada molécula de DNA da célula parental · As células humanas diploides, por exemplo, têm 2n = 46 cromossomos; portanto, uma célula em G1 é constituída por 46 moléculas de DNA (uma molécula para cada um dos 23 pares de homólogos). · Durante a fase S, cada molécula de DNA dá origem à outra idêntica a ela, de tal forma que, em G2, a célula humana contém 92 moléculas de DNA, sendo que cada um dos 46 cromossomos contém duas moléculas de DNA (denominadas cromátides-irmãs) que se mantêm associadas por complexos proteicos denominados coesinas · A subfase G2 é o período em que a célula verifica, por exemplo, se todo DNA duplicou corretamente e se houve aumento adequado do volume, antes de iniciar a divisão celular propriamente dita. Portanto, as subfases S e G2 ocorrem somente em células que irão se dividir e, na maioria, têm duração relativamente constante, de 7 a 8 horas para S e de 2 a 5 horas para G2. · mitose · mesmo em todos os eucariotos, funcionando de maneira altamente controlada, de forma a garantir que, a cada ciclo de divisão, duas células idênticas sejam originadas · prófase se caracteriza pelo início da condensação da cromatina, podendo-se observar, nessa fase, o aparecimento de filamentos mais espessos. Isso se deve, em grande parte, à atuação de um complexo proteico denominado condensina, que é ativado por meio de fosforilações mediadas por ciclinas mitóticas · Cada um dos filamentos está constituído por duas cromátides (ditas “irmãs”), cada uma com seu próprio centrômero e telômero. Os complexos multiproteicos, denominados coesinas, garantem a coesão entre as cromátides-irmãs até o fim da metáfase · ocorre gradativamente a fragmentação do nucléolo, cujos componentes, em parte, dispersam-se pelo citoplasma na forma de corpúsculos de ribonucleoproteínas e, em parte, permanecem associados à periferia dos cromossomos. · Os dois centrossomos, cada um com seu par de centríolos, começam a se mover para polos opostos da célula e, entre eles, pode-se observar a formação das fibras (= microtúbulos) polares. Fibras originadas em polos opostos interagem entre si na região equatorial da célula por proteínas motoras da família das cinesinas. · essas modificações drásticas que ocorrem na célula são desencadeadas por fosforilações nas proteínas histônicas, alterando o comportamento da cromatina, nas laminas e nas proteínas nucleolares, levando à desmontagem do envoltório nuclear e do nucléolo e, nas proteínas associadas aos microtúbulos, causando mudanças rápidas para a formação do fuso. · Na pró-metáfase, a cromatina encontra-se mais condensada, mostrando filamentos mais grossos e curtos, e o nucléolo não é mais visualizado. O envoltório nuclear e as organelas membranosas, como complexo de Golgi e retículo endoplasmático, fragmentam-se em pequenas vesículas. · . As vesículas do envoltório nuclear contêm as laminas B, que permanecem associadas à sua membrana interna pelo grupo isoprenil C-terminal hidrofóbico inserido na bicamada lipídica, enquanto as laminas A ficam livres no citosol · Os centrossomos continuam migrando para os polos opostos. Forma-se o cinetocoro, estrutura proteica ligada à região do centrômero de cada cromátide-irmã, na qual os microtúbulos do fuso, denominados cinetocóricos, associam-se e exercem tensão sobre essas cromátides. Ainda na pró-metáfase, na maioria dos organismos, ocorre a remoção das coesinas presentes entre os braços das cromátides-irmãs, mas não das coesinas da região centromérica. A remoção das coesinas dos braços ocorre por fosforilações, que levam à perda da habilidade de sua ligação com a cromatina. · A metáfase é a fase em que a cromatina atinge o máximo de condensação. A tensão proporcional que os microtúbulos exercem em direções opostas sobre as cromátides-irmãs leva os cromossomos a assumir uma posição de equilíbrio em um plano na região equatorial da célula entre os dois polos. · Nessa etapa, um complexo proteico denominado complexo promotor da anáfase ou APC (do inglês, anaphase promoting complex), ligado à proteína Cdc20 (que atua como seu ativador), promove um processo de ubiquitinação (adição do peptídeo ubiquitina com 76 aminoácidos, marcando a proteína receptora para ser degradada nos proteossomos) de outra proteína denominada securina, que é responsável por manter inativa a enzima separase ,capaz de clivar a subunidade Scc1 do complexo das coesinas e separar as cromátides-irmas · Tal enzima é conhecida como separase, nome indicativo de sua função na separação das cromátides-irmãs. A securina, uma vez ubiquitinada pelo complexo APC/ Cdc20, sofre degradação e libera a separase, que então fica ativa e passa a realizar a proteólise do complexo da coesina. Nessa etapa, falhas na ligação das fibras ao cinetocoro interrompem o processo de divisão. · A anáfase começa abruptamente com a separação das cromátides-irmãs, que se movem para os polos. O posicionamento de cada homólogo do par independente um do outro no equador da célula permite que, ao separar as cromátides-irmãs, cada célula-filha receba todos os pares de cromossomos, mantendo assim a ploidia · O movimento das cromátides-irmãs(cada uma agora denominada cromossomo-filho) para polos opostos é resultante da combinação de dois processos, denominados anáfase A e B, que estão relacionados com a mecânica do fuso mitótico. · Na anáfase A, o movimento dos cromossomos-filhos é consequência da ação de proteínas motoras presentes no cinetocoro, que parecem usar a energia da quebra de ATP para puxar os cromossomos em direção aos polos. Nesse processo, ocorre o encurtamento dos microtúbulos por meio da despolimerização na sua extremidade (+) ligada ao cinetócoro · A anáfase B opera pelo distanciamento dos dois polos do fuso, levando a um alongamento da célula. Esse processo é garantido pela interação entre dois fatores. Um deles é mediado por proteínas motoras do tipo dineína, que se associam à extremidade (+) dos microtúbulos astrais e ao córtex celular. Tais proteínas, ao se moverem em direção à extremidade (–) desses microtúbulos, promovem sua despolimerização e consequente encurtamento, forçando o afastamento dos polos. O segundo fator, que parece atuar de modo mais significativo, ocorre pela ligação de proteínas motoras do tipo cinesina à extremidade (+) dos microtúbulos polares, mais especificamente na região de sobreposição destes no equador da célula. · A telófase se caracteriza pela reestruturação do envoltório nuclear a partir da reassociação dos componentes dispersos pelo citosol na pró-metáfase. Essa reassociação ocorre após a desfosforilação das laminas sob ação das fosfatases (enzimas que removem grupos fosfatos de uma molécula). As vesículas das membranas do envoltório nuclear se fundem em torno dos cromossomos, os complexos de poro se inserem nas membranas, a lâmina nuclear se reorganiza e, ao final da telófase, o envoltório nuclear está totalmente reconstituído. Os cromossomos irão se descompactar gradativamente até o final dessa fase, assumindo o estado mais distendido da cromatina e característico da intérfase. O nucléolo é reconstituído a partir dos fragmentos dissociados na prófase. Os microtúbulos cinetocóricos desaparecem e os polares permanecem apenas na região equatorial, na qual se dará a citocinese. As organelas membranosas são reconstituídas e, juntamente com as demais, são distribuídas aleatoriamente entre as duas células-filhas. · Na saída da mitose, esses processos devem ser revertidos para que a célula volte ao seu estado funcional de intérfase. Dois processos principais são responsáveis pelo término da mitose: a desfosforilação (por ação de fostatases) dos substratos anteriormente fosforilados pelas proteínas Cdk (cinases dependentes de ciclina) e a destruição dos substratos-alvo do complexo promotor da anáfase (APC). MEIOSE · A meiose inicia-se depois de uma intérfase não muito diferente daquela que antecede a mitose, embora seja muito mais longa (a fase S pode ser de cem a duzentas vezes mais longa que a de um ciclo celular mitótico) e com atividades específicas de controle em G2, as quais determinam a entrada da célula nesse tipo de divisão. A prófase I é a fase mais longa e complexa e, por isso, foi subdividida em leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese. A prófase I começa quando a cromatina interfásica inicia a condensação. · No leptóteno, os cromossomos, já duplicados, aparecem como filamentos longos, apresentando regiões mais compactadas intercaladas com outras ainda pouco condensadas, dando um aspecto granular ao filamento. Esses grânulos são denominados cromômeros. Nessa fase, os cromossomos se associam ao envoltório nuclear por seus telômeros, facilitando, graças à fluidez da membrana, a aproximação e a associação entre os cromossomos homólogos. · No zigóteno, os cromossomos homólogos emparelham-se longitudinalmente em um processo conhecido como sinapse e, entre eles, aparece uma estrutura proteica denominada complexo sinaptonêmico (CS). Essa estrutura, visualizada ao microscópio eletrônico, ocupa o espaço de 160 a 200 nm existente entre os cromossomos homólogos. O complexo sinaptonêmico é constituído por três elementos eletrodensos: dois laterais intimamente associados aos cromossomos homólogos e um elemento central, interligado por fibrilas transversais com cerca de 2 nm de espessura. Os elementos laterais se formam no leptóteno e o axial, no zigóteno, associando os dois cromossomos como se fossem um zíper sendo fechado a partir do envoltório nuclear. Atribui-se ao complexo sinaptonêmico a função de estabilizar o emparelhamento, de forma a permitir a ocorrência de permuta entre as cromátides homólogas. No zigóteno, ainda não é possível visualizar, ao microscópio de luz, as quatro cromátides dos homólogos emparelhados, uma vez que estão intimamente associadas e pouco condensadas. Esse par de homólogos alinhados (um de origem paterna e outro de origem materna, tendo duas cromátides cada um) é também denominado tétrade ou bivalente. · No paquíteno, os cromossomos já se encontram mais condensados e totalmente emparelhados, e o evento mais importante dessa fase é a permuta, ou crossing-over, na qual cromátides homólogas trocam pedaços equivalentes, resultando em uma nova combinação de genes dos pais. Esse processo, que ocorre em nível molecular, envolve um complexo multienzimático, que algumas vezes pode ser visto como um grânulo ao microscópio eletrônico, localizado sobre o complexo sinaptonêmico. Esse grânulo apresenta diâmetro de cerca de 90 nm e é denominado nódulo de recombinação. · Assim como a mitose, a divisão meiótica requer mecanismos de controle que assegurem a exatidão do processo. Experimentos recentes em leveduras mostraram que o chamado ponto de checagem do paquíteno, também denominado ponto de checagem da recombinação, previne a progressão do ciclo celular meiótico, enquanto a sinapse e a recombinação entre os homólogos não estiverem completas ou apresentarem falhas. O mecanismo pelo qual o ponto de checagem do paquíteno opera parece envolver a inativação da proteína Cdc28, principal reguladora da progressão do ciclo celular, por meio da fosforilação de um resíduo de tirosina em sua cadeia polipeptídica · No diplóteno, os cromossomos estão ainda mais condensados e as quatro cromátides tornam-se visíveis ao microscópio de luz. O complexo sinaptonêmico, então, desorganiza-se e os cromossomos homólogos começam a se separar, mas permanecem unidos em algumas regiões em que ocorreu permuta. Esses locais são denominados quiasmas. Pode ocorrer mais de uma permuta no mesmo par de cromossomos e, portanto, estes ficam “presos” nesses pontos quando se inicia a separação. Isto leva à formação de figuras diversas no diplóteno, na forma de cruz (daí o nome “quiasma”) ou de círculos simples ou duplos de diferentes tamanhos, dependendo do comprimento do cromossomo e da localização do quiasma no momento observado. O diplóteno é uma fase de longa duração. Na espécie humana, por exemplo, cerca de 7 milhões de ovócitos chegam ao diplóteno no quinto mês de vida intrauterina e permanecem nessa fase (também chamada dictióteno) por vários anos. Na puberdade, quando se inicia a ovulação, um ovócito é liberado a cada mês, completa a meiose I e para em metáfase II. Somente se for fecundado, o ovócito terminará a meiose. Dessa forma, como a mulher pode ovular desde a puberdade (em torno de 12 anos de idade) até cerca de 50 anos, o diplóteno pode durar mais de 40 anos. · Na diacinese, os quiasmas deslocam-se para as extremidades dos cromossomos, inclusive podendo diminuir em número. · A metáfase I é a fase em que os cromossomos atingem o seu grau máximo de condensação e ainda permanecem unidos em suas extremidades pelos quiasmas. Nessa etapa, o envoltório nuclear e o nucléolo já desapareceram e os cromossomos se localizam na região central da célula, dita equatorial, entre os dois polos opostos, onde se localizam os centrossomos. Em cada cromossomo homólogo duplicado, portanto constituído por duas cromátides-irmãs, haverá apenas um cinetocoro, resultante da fusão dos cinetocoros-irmãos · Na anáfase I, ocorre a separação dos cromossomos homólogos, que migram para polos opostos, reduzindoà metade o número de cromossomos em cada célula formada. Portanto, cada célula receberá um dos cromossomos de cada par de homólogos, cada um com duas cromátides-irmãs. · A segregação dos cromossomos homólogos na anáfase I acontece ao acaso, isto é, os cromossomos maternos e paternos de cada par segregam-se independentemente para cada polo. Segregação em um organismo com somente dois pares de cromossomos: nesse caso, a segregação independente poderá produzir quatro tipos diferentes de gametas. Portanto, o número de combinações possíveis pode ser expresso por 2n, em que n é o número de pares de cromossomos da espécie. Para a espécie humana, por exemplo, que possui 23 pares de cromossomos, a possibilidade é de 223, ou seja, 8,4 × 106 tipos de gametas · Na telófase I, os cromossomos descondensam, o envoltório nuclear é reconstituído e ocorre a citocinese. Essas duas células formadas ao final da meiose I são haploides (n), embora ainda tenham a quantidade de DNA duplicada (2C), já que cada cromossomo do par é constituído de duas cromátides (a duplicação ocorreu na fase S da intérfase, tornando a célula 4C). · A intercinese é um período curto entre as duas divisões meióticas no qual não ocorre síntese de DNA. Em alguns organismos, essa fase pode não ocorrer. · A prófase II é muito rápida: os cromossomos reiniciam a condensação, formam-se dois novos fusos e o envoltório nuclear é desestruturado. · Na metáfase II, os cromossomos, com suas duas cromátides-irmãs ligadas pelo cinetocoro às fibras de fusos opostos, alinham-se na região central da célula. · A migração das cromátides-irmãs de cada cromossomo para polos opostos caracteriza a anáfase II. Essas cromátides serão denominadas cromossomos filhos. · Na telófase II, os cromossomos descondensam-se, organizam-se novos núcleos com a reconstituição do envoltório nuclear e o nucléolo reaparece. · Uma nova citocinese dará origem a quatro células haploides (n), que ficarão também com a metade da quantidade de DNA (C) de uma célula diploide. · Na espermatogênese animal, essas células haploides produzidas por meiose, denominadas espermátides, sofrerão intensa diferenciação celular para formar os espermatozoides. · Gametogênese · Conceito: é o processo pelo qual são formados os gametas, para essa consolidação as células germinativas passam por mitoses e em seguida meiose, até que atinja metade do valor cromossômico somático. · Função: a gametogênese prepara as células sexuais para a fecundação, bem como consolida-se como um processo importante, pois garante que a ploidia da espécie seja reestabelecida, pois ,sem esta redução provocada pela meiose durante a fecundação a ploidia humana dobraria. · Meiose: · Conceito: é um tipo especial de divisão celular que ocorre apenas em células germinativas, pois suas as células germinativas diploides originam gametas haploides · Características: Meiose I é definida como reducional, porque o cromossomo é reduzido de diploide para haploide · Prófase I- · Anafase I · Telófa · Funçoes: permite a constância do numero cromossômico de geração a geraão pela redução do numero cromossômico de diploide a haploide, produzindo assim gametas haploides · Permite arranjo aleatório dos cromossomos maternos e paternos entre os gametas · Relocaliza os segmentos dos cromossomos materno e paterno através de crossing-over, que embaralha os genes, produzindo recombinação do material genético · Espermatogênese: · Conceito :sequencia de eventos pelos quais espermatogônias são transformadas em espermatozoides maduros · O processo de maturação ocorre na puberdade, no qual as espermatogonias permanecem quiescentes na membrana basal dos túbulos seminíferos dos testículos desde o período fetal e começam a aumentar em número na puberdade · Existem dois tipos de espermatogonias A e B, a espermatogonias A apresenta núcleos ovais achatados e escuros devido a heterocromatina, não participam do ciclo celular, apenas formam as próprias espermatogonias A e as B. As espermatogonias do tipo B são idênticas ao tipo A, exceto pela característica mais clara do núcleo com presença de eucromatina, todavia essa célula participa do ciclo celular. · Sofrem várias divisões mitóticas, as espermatogônias crescem e sofrem modificações, posteriormente são transformadas em espermatócitos primários, esse processo é chamado de espermatocitogênese · Cada espermatócito primário sofre em seguida uma divisão reducional- a primeira divisão meiótica- para formar dois espermatócitos secundários com configuração 2n · A prófase I da primeira divisão meiótica dura 22 dias e envolve 4 estágios: · I – leptóteno, os cromossomos de um espermatócito primário começam a se condensar, formando logos filamentos · II- se pareiam durante o zigóteno, · III- formando tétrades, no paquíteno · IV- trocam seguimentos na diacinese (crossing-over) · Durante a metáfase I, os pares de cromossomos homólogos se alinham na placa equatorial · Durante a anáfase I, os membros de cada par se afastam e então migram para pólos opostos da célula · As células filhas se separam, formando dois espermatócitos secundários na telófase I · Em seguida, os espermatócitos secundários sofrem a segunda divisão meiótica para formar quatro espermátides haploides, com cerca de metade do tamanho dos espermatócitos secundários · Os cromossomos homólogos são segregados durante a anáfase II, os cromossomos X e Y são divididos entre espermatócitos secundários distintos, formando definitivamente espermatozoides X ou Y · Correlação clínica: a anormalidade mais comum causada pela não- disjunção dos cromossomos homólogos é a denominada sídrome de Kleinefelter, o indivíduo possui um padrão cromossômico XXY. São tipicamente inférteis, altos, magros, apresentam vários graus de características masculinas. · As espermátides são transformadas em espermatozoides em um processo de maturação chamado de espermiogênese, no qual parte do seu citoplasma é expulso, há rearranjo de suas organelas e da formação de um flagelo · Todo processo de espermatogênese dura em média 2 meses, quando a espermiogênese é completa os espermatozoides entram na luz dos túbulos seminíferos · A espermiogênese é subdividida em quatro fases · Fase de golgi, enzimas hidroliticas são formadas no REG, modificadas no aparelho de Golgi e acondicionadas pela rede trans- Golgi em pequenos grânulos préacrossomicos delimitados por membrana. Essas vesículas se fundem e formam a vesícula acrôssomica. A medida que as vesículas são formadas os centríolos deixam as imediações do núcleo e um deles participa da formação do axonema do flagelo. Após o início da formação dos microtúbulos, os centríolos retornam para as proximidades do núcleo de modo a auxiliar na formação da peça de conexão · Fase de capuz, a vesícula acrossomica aumenta de tamanho e sua membrana envolve parcialmente o núcleo, conforme ela cresce passa a se chamar acrôssoma. · Fase acrossomica, é caracterizada por várias alterações na morfologia da espermátide, o núcleo torna-se condensado, achatado e com pouco volume, a célula se alonga e as mitocôndrias mudam de localização. Os microtúbulos se reúnem formando uma estrutura cilíndrica, a manchete, que auxilia no alongamento da espermátide. A medida que o citoplasma se alonga e alcança os microtúbulos do axonema do flagelo, os microtúbulos da manchete se dissociam dando lugar ao ânulo (estrutura semelhante a um anel), que delimita a junção da peça intermediária com a peça principal do espermatozoide. As mitocôndrias formam uma bainha ao redor do axonema da peça intermediária da cauda do espermatozoide. · Formam-se 9 colunas de fibras densas externas ao redor do axonema, as quais serão envolvidas por colunas, uma série de estruturas densas, conhecidas como bainha fibrosa. · Fase de maturação: a fase de maturação é caracterizada pela eliminação do citoplasma da espermátide. Com a liberação do excesso de citoplasma, o sincício é rompido e os espermatozoides individuais são liberados da grande massa celular · As células de sertoli dão suporte e nutrição para as célulasgerminativas · Os espermatozoides são transportados para o epidídimo onde são armazenados e se tornam funcionalmente maduros · MORFOLOGIA DO SPTZ: · O espermatozoide maduro é uma célula ativamente móvel, que nada livremente, formada por uma cabeça e uma cauda. O Colo do espermatozoide é a junção entre cabeça e cauda, · A cabeça forma a maior parte do espermatozoide e contem o núcleo haploide, os dois terços anteriores ao núcleo são cobertos pelo acrossomo , o qual constituie-se como uma organela sacular em forma de capuz que contem enzimas as quais ao serem liberadas facilitam a penetração do espermatozoide na corona radiata e na zona pelúcida durante a fecundação, por meio da ligação do sptz à molécula ZP3 · A cauda do espermatozoide é formada por tres segmentos: , o colo ,a peça intermediária, a peça principal e a peça terminal. · O colo conecta a cabeça ao restante da cauda, constituído por um arranjo cilíndrico de nove colunas das peças de conexão, que envolvem os dois centríolos, as regiçoes posteriorires das densidades das colunas são contínuas com nove fibras densas externas · A peça intermediária, está localizada entre o colo e a peça principal é caracterizada pela presenha da bainha mitocondrial, a qual envolve fibras densas externas e o axonema principal · A peça principal, é o segmento mais longo da cauda e se estende do ânulo até a peça terminal. O axonema da peça principal é contínuo como o da peça intermediária e esta envolvido pelas 7 fibras densas externas que são contínuas com as da peça intermediaria. A peça principal torna-se afilada próximo à sua extremidade caudal, onde as fibras densas externas e a bainha fibrosa terminam, e é contínua com a peça terminal. · A peça terminal, é constituída pelo axonema central envolvido pela membrana plasmática · A cauda fornece ao espermatozoide a motilidade que auxilia o seu transporte ao local de fecundação. A peça intermediária da cauda contém mitocôndrias, que fornecem ATP necessária à atividade · Estudos sugerem que proteínas da família Bcl-2 estao envolvidas na maturação das células germinativas, assim como na sua sobrevivência em vários estágios · OVOGÊNESE OU OOGÊNESE · Conceito: é a sequencia de eventos pelos quais as ovogônias são transformadas em ovócitos maduros. Esse processo de maturação inicia-se antes do nascimento e é completado depois da puberdade, continuando-se até a menopausa, a cessação permanente da menstruação · Maturação pré-natal dos ovócitos: durante a vida fetal inicial, as ovogônias proliferam por divisão mitótica. As ovogônias crescem para formar os ovócitos primários antes do nascimento · Posteriorimente o ovócito primário se forma, as células do tecido conjuntivo o circundam e formam uma única camada de células epiteliais foliculares, achatadas. O ovócito primário circundado por essa camada de células constitui um folículo primordial · A medida que o ovócito primário cresce durante a puberdade, as células foliculares epiteliais se tornam cuboides, e depois colunares, formando um folículo primário. O ovócito primário é logo envolvido por uma camada de material glicoproteico acelular e amorfo- a zona pelúcida · Os ovócitos primários iniciam a primeira divisão meiótica antes do nascimento, mas a prófase não se completa até a adolescência. Acredita-se que as células foliculares que circundam o ovócito primário secretam uma substancia conhecida como inibidor da maturação do ovócito, que age mantendo estacionado o processo meiótico do ovócito. · MATURAÇAO PÓS-NATAL DOS OVÓCITOS: · Incia-se durante a puberdade, geralmente um folículo amadurece a cada mês, e ocorre a ovulação, exceto quando são usados contraceptivos orais · Após o nascimento não se forma mais nenhum ovócito primário, o que constrata com a contínua produção de espermatócitos primários no homem · Os ovócitos primários permanecem em repouso até a puberdade, com a maturação do folículo, o ovócito primário aumenta de tamanho e, imediatamente antes da ovulação, completa a primeira divisão meiótica para dar origem a um ovócito secundário e ao primeiro corpo polar. · Na ovogênese nota-se que a divisão do citoplasma é desigual, pois o ovócito secundário recebe quase todo o citoplasma e o primeiro corpo polar recebe muito pouco. · O corpo polar é uma célula pequena, não-funcional, que logo degenera. · Na ovulação, o núcleo do ovócito secundário inicia a segunda divisão meiótica, mas progride apenas até a metáfase II, quando, então, a divisão é interrompida. Se um espermatozoide penetra o ovócito secundário, a segunda divisão meiótica é completada e a maior parte do citoplasma é novamente mantida em uma célula, o ovócito fecundado. A outra célula, o segundo corpúsculo polar, logo se degenera. · Existem cerca de 2 milhoes de ovócitos primários nos ovários de uma menina recém-nascida, mas muitos regridem durante a infância, de modo que na adolescência não mais que 40.000 permanecem. Destes, apenas 400 tornam-se ovócitos secundários e são expelidos na ovulação durante o período reprodutivo · MORFOLOGIA DO OVÓCITO SECUNDÁRIO · O ovócito é uma célula grande, quando comparada ao espermatozoide · É circundado pela zona pelúcida e uma camada de células foliculares- corona radiata · Possui um abundante citoplasma contendo os grânulos de vitelo, os quais fornecem nutrição para o zigoto em divisão durante a primeira semana do desenvolvimento. · O ciclo celular é uma série de eventos dentro da célula que prepara a célula para a divisão em duas células filhas · Ele é dividido em dois principais eventos : intérfase a divisão celular · Intérfase – · Sempre que encontramos menção à oligozoospermia (ou eventualmente “oligospermia”, dependendo do laboratório), estaremos diante de homens que apresentaram, em seu espermograma, uma contagem inferior a 15 milhões de espermatozoides por mL de líquido ejaculado, ou seja, sêmen com baixa densidade de espermatozoides (também denominado sêmen de “baixa concentração”). Isso não significa, todavia, que homens com valores logo acima tenham seu sêmen completamente normal. image1.png image2.png image3.png image4.png