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Ciclo do ácido 
cítrico 
Sara Vasconcelos 
• Vitaminas e co-fatores: 
+ Vitaminas: 
São compostos orgânicos essenciais para diversas funções biológicas, mas que o corpo não consegue sintetizar 
em quantidades suficientes, exigindo sua obtenção pela alimentação. Elas podem ser classificadas em:
—> Lipossolúveis (A, D, E, K): armazenadas no fígado e no tecido adiposo, desempenham funções como regulação 
do crescimento celular, coagulação sanguínea e proteção antioxidante.
—> Hidrossolúveis (Complexo B e C): não são armazenadas em grandes quantidades e precisam ser ingeridas 
regularmente. São essenciais para o metabolismo energético, síntese de neurotransmissores e manutenção do 
sistema imunológico.
+ Cofatores: 
São substâncias que auxiliam a função de enzimas: 
—> Iões metálicos (ex: Zn²⁺, Mg²⁺, Fe²⁺, Cu²⁺): participam da estabilização de estruturas enzimáticas e da catálise de 
reações químicas.
—> Coenzimas (ex: NAD⁺, FAD, Coenzima A): moléculas orgânicas derivadas de vitaminas, atuam transportando 
elétrons e grupos químicos entre reações.
• A importância da conversão o piruvato em acetil-coa: 
A conversão do piruvato em acetil-CoA é um passo essencial no metabolismo energético, pois conecta a glicólise 
ao ciclo de Krebs e à fosforilação oxidativa, processos fundamentais para a produção de ATP.
1. Entrada no Ciclo de Krebs: 
—> O piruvato, produzido na glicólise, precisa ser convertido em acetil-CoA para ser utilizado no ciclo de 
Krebs. Esse ciclo é uma via metabólica central que gera NADH e FADH₂, moléculas que transportam elétrons 
para a cadeia respiratória e possibilitam a produção eficiente de ATP.
2. Regulação do Metabolismo Energético: 
—> A enzima piruvato desidrogenase (PDH) catalisa essa conversão e é altamente regulada por mecanismos que 
envolvem fosforilação, níveis de ATP, NADH e acetil-CoA, garantindo que a célula ajuste a produção de energia 
conforme a necessidade.
3. Ponto de Decisão Metabólica: 
—> Em condições aeróbicas, é convertido em acetil-CoA e entra no ciclo de Krebs para produção de ATP.
—> Em condições anaeróbicas, pode ser convertido em lactato (fermentação lática) ou etanol (fermentação 
alcoólica), permitindo a regeneração de NAD⁺ para manter a glicólise ativa.
4. Síntese de Lipídios e Outros Compostos: 
—> O acetil-CoA também é um precursor importante para a síntese de ácidos graxos, colesterol e outros lipídios, 
ligando o metabolismo dos carboidratos ao metabolismo lipídico.
• Etapas do Ciclo do Ácido Cítrico: 
1. Condensação do Acetil-CoA com Oxaloacetato: 
—> Enzima: Citrato sintase
—> O acetil-CoA (2C) se combina com o oxaloacetato (4C) para formar citrato (6C).
2. Isomerização do Citrato em Isocitrato: 
—> Enzima: Aconitase
—> O citrato é convertido em isocitrato via cis-aconitato.
3. Descarboxilação Oxidativa do Isocitrato: 
—> Enzima: Isocitrato desidrogenase (ponto de regulação)
—> O isocitrato sofre descarboxilação, formando α-cetoglutarato (5C).
—> NAD⁺ → NADH + H⁺
4. Descarboxilação Oxidativa do α-Cetoglutarato:
—> Enzima: α-cetoglutarato desidrogenase (ponto de regulação)
—> O α-cetoglutarato (5C) perde um CO₂ e é convertido em succinil-CoA (4C).
—> NAD⁺ → NADH + H⁺
5. Conversão de Succinil-CoA em Succinato:
—> Enzima: Succinil-CoA sintetase
—> A conversão gera GTP (ou ATP) por fosforilação em nível de substrato.
6. Oxidação do Succinato em Fumarato:
—> Enzima: Succinato desidrogenase
—> O succinato doa elétrons para o FAD, formando FADH₂.
7. Hidratação do Fumarato em Malato:
—> Enzima: Fumarase
—> O fumarato é convertido em malato pela adição de água.
8. Oxidação do Malato em Oxaloacetato:
—> Enzima: Malato desidrogenase
—> O malato é convertido novamente em oxaloacetato, regenerando o composto inicial do ciclo.
—> NAD⁺ → NADH + H⁺
• função central no metabolismo energético:
O Ciclo do Ácido Cítrico (ou Ciclo de Krebs) é uma das vias metabólicas mais importantes do corpo humano, 
sendo considerado uma via central do metabolismo energético. Ele desempenha um papel fundamental na 
geração de energia e na interconexão entre diferentes vias metabólicas, como a glicólise, a oxidação de ácidos 
graxos e a síntese de aminoácidos.
+ Geração de Energia: 
—> O ciclo de Krebs ocorre na matriz mitocondrial, onde o acetil-CoA, derivado de carboidratos, lipídios e 
proteínas, entra no ciclo. Ao longo das reações do ciclo, o acetil-CoA é oxidado, gerando NADH, FADH₂ e ATP), 
que são fontes de energia para a célula.
—> NADH e FADH₂ transportam elétrons para a cadeia respiratória, onde, por meio da fosforilação oxidativa, 
ocorre a produção maciça de ATP, a principal molécula energética do corpo.
+ Conexão com Outras Vias Metabólicas: 
—> Carboidratos: O piruvato derivado da glicólise é convertido em acetil-CoA, que entra no ciclo de Krebs.
—> Lipídios: Os ácidos graxos são quebrados em acetil-CoA por meio da β-oxidação, também alimentando o ciclo.
—> Proteínas: Os aminoácidos podem ser desaminados e convertidos em intermediários do ciclo, como α-
cetoglutarato ou succinil-CoA, contribuindo para a geração de energia.
+ Produção de Intermediários para Outras Funções Anabólicas: 
Além de gerar energia, o ciclo de Krebs fornece intermediários que são usados em vias biossintéticas:
—> Aminoácidos: O ciclo gera compostos como α-cetoglutarato e oxaloacetato, que são precursores na síntese 
de vários aminoácidos.
—> Ácidos graxos: O acetil-CoA é usado para sintetizar ácidos graxos, essenciais para a formação de lipídios e 
membranas celulares.
—> Gluconeogênese: O oxaloacetato pode ser desviado para a gliconeogênese, a via de formação de glicose, 
especialmente importante em estados de jejum.
+ Regulação do Metabolismo Energético: 
—> O ciclo de Krebs é regulado de maneira muito sensível à necessidade energética da célula, com enzimas-
chave sendo ativadas ou inibidas por níveis de ATP, NADH, Ca²⁺ e outros reguladores, garantindo que a 
produção de energia seja ajustada de acordo com a demanda celular.
➡
 Resumo 
⬅
O ciclo de Krebs é a via central do metabolismo energético, pois conecta e coordena várias fontes de energia 
(carboidratos, lipídios e proteínas), gera poderosos transportadores de elétrons (NADH e FADH₂) que 
alimentam a produção de ATP, e fornece intermediários essenciais para a síntese de moléculas vitais. Sua 
função é crucial para manter o equilíbrio energético do corpo humano, especialmente em processos celulares 
de alta demanda, como contração muscular, síntese de proteínas e manutenção da homeostase.
• Correlações médicas: 
+ hipovitaminose: 
—> Redução da produção de ATP
—> Acúmulo de metabólitos como piruvato e lactato (em deficiências severas)
—> Fadiga, fraqueza muscular, alterações neurológicas
—> Comprometimento da respiração celular e metabolismo energético global
+ acidose metabólica: 
—> Ciclo de Krebs lento/inibido → mais piruvato → mais lactato → acidose
—> Acidose → inibição de enzimas do ciclo → menos oxidação → menos ATP
—> É um ciclo autoperpetuante, que piora se não for corrigido (ex: com oxigenação, tamponamento, tratamento da 
causa base)
+ jejum: 
—> O ciclo de Krebs funciona, mas com menos entrada de acetil-CoA.
—> Parte do metabolismo passa a depender dos corpos cetônicos (acetona, acetoacetato, β-hidroxibutirato).
+ obesidade: 
—> Produção aumentada de espécies reativas de oxigênio (ROS) → dano celular.
—> Favorecimento da lipogênese (formação de gordura) a partir do excesso de citrato saindo do ciclo.
—> Pode levar à síndrome metabólica.
+ Diabetes: 
—> Tipo 1: Falta de insulina → glicose não entra nas células
—> Tipo 2: Resistência à insulina → células não respondem bem à insulina
—> Menos glicose dentro das células → menos piruvato (produto da glicólise)
—> Menos piruvato → menos acetil-CoA → ciclo de Krebs menos ativo
—> O organismo então compensa usando ácidos graxos como fonte de energia

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