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FARMACODINÂMICA I 
(Mecanismos de Ação dos Fármacos) 
1. Objetivos da Aula 
1. C o m p r e e n d e r o s p r i n c í p i o s 
fundamentais da farmacodinâmica. 
2. Explicar como os fármacos interagem 
com estruturas celulares (receptores, 
enzimas, transportadores, canais). 
3. Diferenciar os tipos de receptores e seus 
mecanismos de sinalização. 
4. Analisar a relação entre fármaco e 
receptor e como isso gera efeitos clínicos 
mensuráveis. 
5. R e c o n h e c e r o f e n ô m e n o d a 
dessensibilização, importante para a 
prática clínica. 
2. Introdução à Farmacodinâmica 
A farmacodinâmica estuda o que o fármaco 
faz no organismo, em contraste com a 
farmacocinética (o que o organismo faz com 
o fármaco). 
1. F a r m a c o c i n é t i c a → a b s o r ç ã o , 
d i s t r i b u i ç ã o , m e t a b o l i s m o 
(biotransformação) e excreção. 
2. Farmacodinâmica → descreve como o 
fármaco interage com alvos biológicos 
para produzir efeitos terapêuticos e 
adversos. 
🔎 Princípio essencial: 
Um fármaco não cria funções novas → 
apenas modifica funções existentes. 
1. Pode estimular uma função fisiológica. 
2. Pode bloquear/inibir uma atividade 
exagerada. 
3. Pode modular a intensidade de um 
processo. 
3. Alvos Moleculares dos Fármacos 
Os fármacos interagem com estruturas 
específicas já presentes no organismo: 
3.1 Receptores 
1. Proteínas especializadas que reconhecem 
neurotransmissores, hormônios ou 
fármacos. 
2. Responsáveis pela maioria das respostas 
farmacológicas. 
3. Exemplo clínico: receptores adrenérgicos 
β2 no músculo liso brônquico → agonistas 
(salbutamol) causam broncodilatação. 
3.2 Enzimas 
1. Alvo comum de fármacos inibidores. 
2. Exemplo clínico: IECA (captopril, enalapril) 
bloqueiam a ECA, impedindo conversão 
de angiotensina I em II → ↓ pressão 
arterial. 
3. Outros exemplos: estatinas (inibem HMG-
CoA redutase) → ↓ colesterol. 
3.3 Transportadores 
1. Proteínas que controlam reabsorção/
recaptação de substâncias. 
2. E x e m p l o c l í n i c o : ISRS ( f luoxet ina , 
sertralina) bloqueiam transportador de 
serotonina → ↑ neurotransmissor na fenda 
sináptica. 
3.4 Canais iônicos 
1. R e g e m a e n t r a d a / s a í d a d e í o n s , 
controlando excitabilidade celular. 
2. Exemplo clínico: anestésicos locais 
bloqueiam canais de Na⁺ → impedem 
despolarização neuronal → efeito 
anestésico. 
3.5 Propriedades físico-químicas 
1. Alguns fármacos atuam sem receptores: 
◦ Antiácidos → neutralizam HCl gástrico. 
◦ Manitol → efeito osmótico em edema 
cerebral. 
◦ EDTA → quelante em intoxicação por 
metais pesados. 
Máyra Dias T38
4. Efeitos Biológicos Induzidos pelos 
Fármacos 
Os fármacos podem gerar: 
1. Excitação → alteração do potencial 
elétrico da membrana. 
2. Contração muscular → ativação/inibição 
de receptores de Ca²⁺. 
3. S e c r e ç ã o → l i b e r a ç ã o d e 
neurotransmissores ou hormônios. 
4. Proliferação celular → estimulada ou 
inibida (ex.: quimioterápicos bloqueiam 
mitose). 
5. Apoptose → morte celular programada, 
alvo de terapias oncológicas. 
 
📌 Esses efeitos precisam ser clinicamente 
mensuráveis, pois somente assim podem 
orientar ajustes de dose e posologia. 
P : “ Q u a i s e f e i t o s p o d e m o s m e d i r 
clinicamente após a ação de um fármaco?” 
R: Alterações de excitação, contração, 
secreção, proliferação e apoptose, desde 
que sejam clinicamente mensuráveis. 
5. Classificação Funcional dos Fármacos 
1. Agonistas → ligam-se a receptores e 
a t i v a m respostas semelhantes às 
fisiológicas. 
2. Antagonistas → ligam-se a receptores, 
mas impedem a ativação (bloqueio da 
resposta). 
3. Ambos podem ser seletivos ou não, 
influenciando eficácia e efeitos adversos. 
6. Tipos de Receptores e Mecanismos de 
Ação 
Há quatro famílias principais de receptores, 
cada uma com tempos de resposta distintos: 
6.1 Receptores acoplados a canais iônicos 
(ionotrópicos) 
1. Tempo de resposta: milissegundos. 
2. Funcionam como canais que abrem/
fecham na presença do ligante. 
3. Exemplos: 
◦ Nicotínico (AChN) → entrada de Na⁺ → 
despolarização → contração muscular. 
◦ G A B A - A → e n t r a d a d e C l ⁻ → 
hiperpolarização → inibição. 
◦ Glutamato → excitação neuronal → 
abertura de Na⁺/Ca²⁺. 
Exemplos clínicos: 
1. Benzodiazepínicos e barbitúricos → 
agonistas GABAérgicos. 
2. Curare → bloqueia receptores nicotínicos, 
causando paralisia. 
3. Botox → impede liberação de ACh, 
bloqueando contração. 
P: “O que acontece quando o receptor 
GABA-A é ativado?” 
R: Entrada de Cl⁻ → hiperpolarização → efeito 
inibitório. 
6.2 Receptores Acoplados à Proteína G 
(GPCRs, Metabotrópicos) 
Conceito 
1. São receptores de membrana que, ao 
s e r e m a t i v a d o s p o r u m l i g a n t e 
(neurotransmissor, hormônio ou fármaco), 
transmitem sinais ao interior da célula por 
meio de uma proteína G. 
2. Representam a m a i o r f a m í l i a d e 
receptores do corpo humano → cerca de 
30% dos fármacos atuais atuam em 
GPCRs. 
Estrutura 
1. P r o t e í n a t r a n s m e m b r a n a c o m 7 
domínios (hélices α). 
2. Na face extracelular → possui o sítio de 
ligação para o ligante (ex.: adrenalina, 
acetilcolina, fármaco). 
3. Na face intracelular → associa-se à 
proteína G (trímero com subunidades α, β, 
γ). 
Mecanismo de Ação 
1. O ligante (ex.: adrenalina) se liga ao GPCR. 
Máyra Dias T38
2. Isso provoca mudança conformacional no 
receptor. 
3. A subunidade α da proteína G troca GDP 
por GTP, tornando-se ativa. 
4. A subunidade α ativa (e, às vezes, βγ) 
interage com proteínas efetoras (enzimas 
ou canais). 
5. I sso gera s e g u n d o s m e n s a g e i r o s 
intracelulares, que amplificam o sinal. 
6. Após ação, a α hidrolisa GTP em GDP, 
retornando ao estado inativo. 
Principais Famílias de Proteínas G 
1. Gs (estimulatória) 
◦ Ativa a adenilato ciclase → ↑ AMPc. 
◦ AMPc ativa PKA → fosforila proteínas → 
múltiplos efeitos. 
◦ Ex.: receptores β1 e β2 adrenérgicos. 
2. Gi (inibitória) 
◦ Inibe a adenilato ciclase → ↓ AMPc. 
◦ Ex . : receptores α2 - a d r e n é r g i c o s 
(inibem liberação de noradrenalina). 
3. Gq 
◦ Ativa fosfolipase C (PLC) → cliva PIP2 
em IP3 + DAG. 
◦ I P 3 → l i b e r a C a ² ⁺ d o r e t í c u l o 
endoplasmático. 
◦ DAG → ativa PKC. 
◦ Ex.: receptores α1-adrenérgicos → 
vasoconstrição. 
Segundos Mensageiros Importantes 
1. AMPc → regula metabolismo energético, 
contratilidade cardíaca, relaxamento do 
músculo liso. 
2. IP3 → libera Ca²⁺ → ativa proteínas 
contráteis, enzimas, secreção. 
3. DAG → ativa PKC → regula expressão 
gênica e crescimento celular. 
4. Ca²⁺ intracelular → promove contração, 
secreção, apoptose. 
Exemplos Clínicos 
1. β1-adrenérgico (Gs): 
◦ Local: coração. 
◦ Efeito: ↑ frequência e força de 
contração. 
◦ Fármacos: β-bloqueadores (atenolol) 
→ reduzem frequência cardíaca em 
hipertensão/angina. 
2. β2-adrenérgico (Gs): 
◦ Local: músculo liso brônquico. 
◦ Efeito: broncodilatação. 
◦ Fármacos: agonistas β2 (salbutamol) 
→ usados em crises de asma. 
3. α2-adrenérgico (Gi): 
◦ Local: terminação nervosa. 
◦ Efeito: inibe liberação de noradrenalina. 
◦ F á r m a c o s : c l o n i d i n a → a n t i -
hipertensivo. 
4. α1-adrenérgico (Gq): 
◦ Local: músculo liso vascular. 
◦ Efeito: vasoconstrição. 
◦ F á r m a c o s : f e n i l e f r i n a → 
descongestionante nasal. 
5. Receptor muscarínico M3 (Gq): 
◦ Local: músculo liso brônquico e GI. 
◦ Efeito: broncoconstrição, ↑ secreções 
digestivas. 
◦ F á r m a c o s : a n t a g o n i s t a s M 3 
(iptratrópio) → broncodilatadores em 
DPOC/asma. 
Aplicações Clínicas da Farmacodinâmica 
dos GPCRs 
Cardiologia: 
• β-bloqueadores → tratam hipertensão, 
insuficiência cardíaca, arritmias. 
• β2-agonistas → dilatam brônquios em 
crise asmática. 
Neurologia/Psiquiatria: 
• M u i t o s a n t i d e p r e s s i v o s m o d u l a m 
receptores ligados a proteínas G (ex.: 
receptores serotoninérgicos 5-HT). 
Endocrinologia: 
• GPCRs regulam liberação de insulina,glucagon, hormônio tireoidiano e cortisol. 
Máyra Dias T38
Oncologia: 
• Cascatas de sinalização via GPCRs 
participam de proliferação e angiogênese. 
• Bloqueio de vias (ex.: PKC, PLC) é alvo de 
novas terapias. 
P: “Qual proteína G aumenta o AMPc e ativa 
a PKA?” 
R: Proteína Gs. 
6.3 Receptores ligados a enzimas (tirosina-
quinase) 
1. Tempo de resposta: minutos a horas. 
2. Ativam cascatas de fosforilação → 
regulam crescimento e diferenciação 
celular. 
3. Exemplos: receptores de insulina, fatores 
de crescimento (EGF, PDGF). 
Clínica: 
1. Resistência insul ínica → falha de 
sinalização no receptor tirosina-quinase. 
2. Terapias alvo no câncer bloqueiam 
r e c e p t o r e s t i r o s i n a - q u i n a s e ( e x . : 
trastuzumabe). 
P: “Qual receptor está alterado na resistência 
insulínica do diabetes?” 
R: O receptor tirosina-quinase de insulina. 
6.4 Receptores nucleares (intracelulares) 
1. Tempo de resposta: horas a dias. 
2. Atuam diretamente no DNA, modulando 
t r a n s c r i ç ã o g ê n i c a → s íntese de 
proteínas. 
3. Exemplos: receptores de hormônios 
esteroides (progesterona, testosterona, 
estrógeno), hormônio tireoidiano, vitamina 
D, ácido retinoico. 
Clínica: 
1. Corticoides → estimulam síntese de 
lipocortina → efeito anti-inflamatório. 
2. Hormônios tireoidianos → regulam 
metabol ismo basal via receptores 
nucleares. 
P: “Por que corticoides demoram horas a 
agir?” 
R: Porque atuam em receptores nucleares, 
regulando transcrição gênica. 
7. Dessensibilização de Receptores 
Definição: perda progressiva da resposta 
após estímulo repetido por agonista. 
T e r m o s r e l a c i o n a d o s : a d a p t a ç ã o , 
refratariedade, downregulation, taquifilaxia. 
Mecanismos 
1. Fosforilação do receptor → perda de 
sensibilidade. 
2. Internalização → receptores retirados da 
membrana. 
3. Alterações conformacionais → menor 
afinidade pelo ligante. 
P : “O que acontece com pacientes 
asmáticos que usam β2-agonistas de forma 
crônica?” 
R: Podem desenvolver dessensibilização → 
perda de eficácia → necessidade de ajuste 
de tratamento. 
8. Aplicações Clínicas da Aula I 
Psiquiatria: antidepressivos ISRS prolongam 
ação da serotonina. 
Cardiologia: IECA reduzem formação de 
angiotensina II → controlam hipertensão. 
A n e s t e s i o l o g i a : a n e s t é s i c o s l o c a i s 
bloqueiam Na ⁺ , impedindo condução 
nervosa. 
Neurologia: benzodiazepínicos ativam 
receptores GABA-A → usados em ansiedade 
e epilepsia. 
O n c o l o g i a : quimioterápicos induzem 
apoptose e bloqueiam proliferação. 
Endocrinologia: corticoides modulam 
transcrição gênica, com potente efeito anti-
inflamatório. 
Conclusão - Aula 1: A farmacodinâmica 
mostra como os fármacos interagem com 
Máyra Dias T38
r e c e p t o r e s , e n z i m a s , c a n a i s e 
transportadores, modulando funções 
fisiológicas já existentes. O estudo das 
q u a t r o f a m í l i a s d e r e c e p t o r e s , dos 
s e g u n d o s m e n s a g e i r o s e d a 
d e s s e n s i b i l i z a ç ã o é essenc ia l para 
compreender efeitos terapêuticos, reações 
adversas e resistência a medicamentos. 
FARMACODINÂMICA II 
(Agonistas, Antagonistas, Dose–Resposta, Potência e Eficácia) 
1. Objetivos da Aula 
• Definir e aplicar os conceitos de agonistas 
e antagonistas. 
• Compreender resposta gradativa, efeito 
máximo e resposta máxima. 
• Di ferenc iar p o t ê n c i a (quant idade 
n e c e s s á r i a d e d r o g a ) e e f i c á c i a 
(capacidade máxima de resposta). 
• Analisar as curvas dose–resposta. 
• Estudar janela terapêutica e índice 
terapêutico e sua importância clínica. 
• E n t e n d e r c o m o a c o n c e n t r a ç ã o 
plasmática pode ser usada como 
indicador da resposta farmacológica. 
2. Conceito de Dose 
Dose = quantidade de droga administrada 
para produzir determinado efeito biológico. 
 
Classificações principais: 
• DL50 (dose letal 50%) → quantidade que 
mata 50% de uma população-teste. 
• ED50 (dose eficaz 50%) → quantidade 
que gera resposta em 50% da população. 
• IC50 (concentração inibitória 50%) → 
concentração necessária para inibir 50% 
de uma resposta. 
 
Tipos de dose: 
1. Dose de ataque → inicial, mais alta, para 
alcançar rapidamente concentrações 
t e r a p ê u t i c a s ( e x . : d i g o x i n a e m 
insuficiência cardíaca). 
2. Dose terapêutica → mantém o efeito 
desejado. 
3. Dose tóxica → ultrapassa a faixa de 
segurança e gera efeitos indesejáveis 
graves. 
 
Fatores que influenciam: 
1. Sexo, idade, peso. 
2. Função hepática e renal. 
3. Presença de comorbidades. 
 
P: “Todo fármaco tem efeito colateral?” 
R: Sim, todo fármaco tem efeitos colaterais, 
mas nem todo efeito colateral é tóxico. 
3. Curvas Dose–Resposta 
1. Representam a relação entre dose 
administrada e intensidade da resposta. 
2. Em escala linear → difícil visualizar 
diferenças de resposta. 
3. Em escala logarítmica → curva assume 
forma sigmoide (S), melhorando análise 
comparativa. 
O que avaliamos nelas: 
1. Potência → posição da curva no eixo X 
(quanto mais à esquerda, mais potente). 
2. Eficácia → altura máxima da curva (maior 
efeito que pode ser obtido). 
3. Especificidade/seletividade → afinidade 
do fármaco por um alvo específico. 
🔎 Exemplo clínico: 
Máyra Dias T38
1. Fármaco A (mais à esquerda) = mais 
potente → requer menor dose. 
2. Fármaco B (curva mais alta) = mais eficaz 
→ maior resposta máxima. 
P: Por que representamos em logaritmo e 
não em curva linear? 
R: Porque a escala logarítmica amplia a faixa 
de comparação, permitindo melhor análise 
entre fármacos. 
4. Janela Terapêutica e Índice Terapêutico 
1. Janela terapêutica = intervalo entre a 
dose eficaz e a dose tóxica. 
2. Índice terapêutico (IT) = TD50 ÷ ED50. 
3. Quanto maior o IT → mais seguro o 
fármaco. 
 
Exemplos clínicos: 
1. Heparina → IT7.1 Antagonista competitivo (reversível) 
Compete pelo mesmo sítio do agonista → 
bloqueio superável com aumento da dose 
do agonista. 
Exemplo: propranolol (β-bloqueador). 
P: Se um antagonista é competitivo, como 
posso reverter seu efeito? 
R: Aumentando a concentração do agonista. 
7 . 2 A n t a g o n i s t a n ã o c o m p e t i t i v o 
(irreversível ou alostérico) 
Liga-se ao sítio ativo (covalente) ou a um 
sítio alostérico → bloqueio não é superável. 
E x e m p l o c l í n i c o : A A S → a c e t i l a 
irreversivelmente a COX → inibição da 
agregação plaquetária por 7 a 10 dias. 
7.3 Antagonista químico 
Neutraliza o agonista por interação química 
direta. 
Exemplo: 
◦ EDTA → quelante em intoxicação por 
chumbo. 
◦ Protamina → neutraliza heparina. 
7.4 Antagonista fisiológico 
Atua em receptor diferente, mas gera 
resposta oposta. 
Exemplo clínico: 
◦ G A B A ( i n i b i t ó r i o ) v s G l u t a m a t o 
(excitatório). 
◦ β - b l o q u e a d o r e s → u s a d o s e m 
hipertireoidismo para reduzir taquicardia 
induzida por excesso de hormônio 
tireoidiano. 
8. Integração Clínica 
Cardiologia: 
• Heparina → IT estreito, monitorização 
hospitalar. 
• β- b l o q u e a d o r e s → a n t a g o n i s t a s 
c o m p e t i t i v o s e m r e c e p t o r e s β -
adrenérgicos. 
Psiquiatria: 
• Buprenorfina (agonista parcial) → reduz 
recaídas na dependência de opioides. 
Hematologia: 
• A A S ( a n t a g o n i s t a i r r e v e r s í v e l ) → 
antiagregante plaquetário. 
• Protamina → antídoto da heparina. 
Neurologia: 
• Agonistas inversos podem induz i r 
convulsões (uso experimental). 
Conclusão – Aula II 
A farmacodinâmica II mostra que a resposta 
farmacológica depende da interação 
droga–receptor, definida por: 
1. Potência (dose necessária), 
2. Eficácia (resposta máxima), 
3. Curva dose–resposta (forma sigmoide), 
4. Índice terapêutico (segurança). 
O estudo de agonistas e antagonistas 
explica por que um mesmo receptor pode 
gerar efeitos diferentes, e como os fármacos 
podem estimular, modular, bloquear ou 
inverter respostas fisiológicas . Esses 
conceitos são fundamentais para a 
terapêutica clínica racional e segura. 
Máyra Dias T38

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