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BLOCO 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE ORÇAMENTO E DIREITO FINANCEIRO Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 INTRODUÇÃO E DIREITO FINANCEIRO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ❖ Direito Financeiro é um sub-ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico, disciplinando normativamente toda a atividade financeira do Estado, compreendendo todos os aspectos em que se desdobra. [Manual de Direito Financeiro, Harrison Leite] ❖ Conforme Marcus Abraham (Direito Financeiro Brasileiro), as funções da atividade financeira se restringem a um papel meramente instrumental, ou seja, se resumem a uma atividade-meio, relacionada á consecução dos objetivos estatais, a qual, por sua vez, consubstancia a atividade-fim. ❖ O Direito Financeiro consiste no sub-ramo do Direito Público que estuda as finanças do Estado em sua estreita relação com a sua atividade financeira. Ou seja, é o conjunto de regras e princípios, englobando receita, despesa, orçamento e créditos públicos. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 INTRODUÇÃO E DIREITO FINANCEIRO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ❖ Tem estreita relação com a ciência das finanças. Esta consiste na atividade pré-normativa que alcança os âmbitos econômico, social, político ou estatístico. Assim, o desenvolvimento das normas do direito financeiro está estribado também na ciência das finanças, que oferece o caráter informativo, teórico e especulativo daquela. ❖ Enquanto a ciência das finanças se preocupa com o estudo da atividade financeira do Estado em seu sentido teórico e especulativo, o direito financeiro estuda seu aspecto jurídico. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária OBTER RECURSOS receita pública DESPENDER RECURSOS despesa pública GERIR E PLANEJAR RECURSOS orçamento público CRIAR CRÉDITO empréstimo público Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 COMPETÊNCIA LEGISLATIVA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; (...) § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FINANÇAS PÚBLICAS NA CF Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Art. 163. Lei complementar disporá sobre: I - finanças públicas; II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas pelo Poder Público; III - concessão de garantias pelas entidades públicas; IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública; V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FINANÇAS PÚBLICAS NA CF Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional. VIII - sustentabilidade da dívida, especificando: a) indicadores de sua apuração; b) níveis de compatibilidade dos resultados fiscais com a trajetória da dívida; c) trajetória de convergência do montante da dívida com os limites definidos em legislação; d) medidas de ajuste, suspensões e vedações; e) planejamento de alienação de ativos com vistas à redução do montante da dívida. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FINANÇAS PÚBLICAS NA CF Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso VIII do caput deste artigo pode autorizar a aplicação das vedações previstas no art. 167-A desta Constituição. Art. 163-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão suas informações e dados contábeis, orçamentários e fiscais, conforme periodicidade, formato e sistema estabelecidos pelo órgão central de contabilidade da União, de forma a garantir a rastreabilidade, a comparabilidade e a publicidade dos dados coletados, os quais deverão ser divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 NATUREZA DO ORÇAMENTO POLÍTICA Orçamento como resultado do processo de avaliação de demandas e de escolhas entre alternativas ECONÔMICA Quando destacadas as questões fiscais – receitas, despesas, déficits e dívidas. JURÍDICA Orçamento como lei que estima a receita e autoriza tetos de despesa ADMINISTRATIVA Orçamento como o plano das realizações da administração pública, ou seja, é enfatizar o seu importante papel como instrumento de gestão FINANCEIRO Orçamento como iniciativa de antecipação de fluxos de arrecadação e de pagamentos CONTÁBIL Quando, por meio das contas, antecipa o resultado patrimonial e global da gestão. TÉCNICA o estudo do conjunto de regras e formalidades técnicas e legais exigidas na elaboração, aprovação, execução e controle do orçamento.Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 NATUREZA JURÍDICA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ❖ Não há consenso entre os doutrinadores com relação à natureza jurídica do orçamento. ❖ O orçamento é uma lei no que se refere ao aspecto formal, visto que passa por todo o processo legislativo (discussão, votação, aprovação, publicação), mas não o é em sentido material. (PALUD0, 2020) ❖ Contudo, admite-se o controle de constitucionalidade de leis orçamentárias, independente de seu caráter especifico, concreto ou abstrato do objeto. ❖ HOJE → LOA → LEI FORMAL E MATERIAL (ADI 5549) Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 NATUREZA JURÍDICA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ❖ Harrison Leite (2022, p. 112), a doutrina majoritária ainda adota o entendimento de que, “partindo-se da classificação das normas jurídicas pela sua origem, e não pelo seu conteúdo, o orçamento tem apenas forma de lei, mas não tem o conteúdo de lei, visto que não veicula direitos subjetivos, tampouco é norma abstrata e genérica”. ❖ O STF, ao reconhecer a possibilidade de controle abstrato de constitucionalidade de leis orçamentárias, não declarou a abstração ou a generalidade desses tipos de leis, mas apenas entendeu que deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos normativos quando houver um tema ou uma controvérsia constitucional suscitada em abstrato, independente do caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 NATUREZA JURÍDICA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária É possível a impugnação, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, de leis orçamentárias. Assim, é cabível a propositura de ADI contra lei orçamentária, lei de diretrizes orçamentárias e lei de abertura de crédito extraordinário. STF. Plenário. ADI 5449 MC-Referendo/RR, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 10/3/2016 (Info 817). Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 TIPOS DE ORÇAMENTO NOÇÕES DE CICLOORÇAMENTÁRIO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 TIPOS DE ORÇAMENTO NOÇÕES DE CICLO ORÇAMENTÁRIO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 BLOCO 2 TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS. EVOLUÇÃO DO ORÇAMENTO. DO ORÇAMENTO TRADICIONAL AO PROGRAMA. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO TRADICIONAL Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Era um documento de previsão de receitas e autorização de despesas com ênfase no gasto, o objeto de gasto. Sua finalidade era ser um instrumento de controle político do Legislativo sobre o Executivo, sem preocupação com o planejamento. O critério utilizado para a classificação dos gastos era a Unidade Administrativa (classificação institucional) e o elemento de despesa (objeto do gasto). Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO DESEMPENHO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O Orçamento de Desempenho representou uma evolução do Orçamento Tradicional; buscava saber o que o Governo fazia (ações orçamentárias) e não apenas o que comprava (elemento de despesa). Havia também forte preocupação com os custos dos programas. A ênfase era no desempenho organizacional, e avaliavam-se os resultados (em termos de eficácia, não de efetividade). Procurava- se medir o desempenho por meio do resultado obtido, tornando o orçamento um instrumento de gerenciamento para a Administração Pública. Era um processo orçamentário que se caracterizava por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto do gasto e um programa de trabalho, contendo as ações a serem desenvolvidas. Ainda não havia, no entanto, a estreita vinculação com o planejamento, e o critério de classificação foi alterado para incorporar o programa de trabalho e a classificação por funções. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 NOVO ORÇAMENTO DESEMPENHO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária estrutura de programa sistema de mensuração de desempenho sistema de determinação de custos De acordo com Jack Diamond, na estruturação de cada programa devem ser considerados os seguintes elementos: quadro estratégico amplo apoio à tomada de decisão política e à priorização assegurar a responsabilização gestão orçamentária comprometida com o desempenho Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO-PROGRAMA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária OBJETIVOS E PROPÓSITOS perseguidos pela instituição e para cuja execução são utilizados os recursos orçamentários PROGRAMAS instrumento de integração dos esforços governamentais com o intuito de concretizar os objetivos OS CUSTOS DOS PROGRAMAS meios e insumos necessários para a obtenção dos resultados MEDIDAS DE DESEMPENHO medir as realizações (produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 OBJETIVOS DO ORÇAMENTO PROGRAMA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária FINAIS OU BÁSICOS fins de toda ação governamental, que servem de orientação para as políticas públicas. Geralmente suas definições são feitas de forma qualitativa DERIVADOS propósitos específicos do governo, representados quantitativamente e cuja consecução concorre para o alcance dos objetivos finais. São estes que orientam a construção dos planos, bem como a elaboração do orçamento programa. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 OBJETIVOS DO ORÇAMENTO PROGRAMA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária representa o nível máximo de classificação do trabalho a cargo das unidades administrativas superiores do governo (ministérios, órgãos, fundações, autarquias, etc.) traduzido por um produto final à sociedade representa os objetivos para os quais a unidade foi criada Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 VANTAGENS DO ORÇAMENTO-PROGRAMA Melhor planejamento de trabalho Maior precisão na elaboração dos orçamentos Maior determinação das responsabilidades Maior oportunidade para a relação dos custos Maior compreensão do conteúdo orçamentário por parte do Executivo, do Legislativo e da população em geral Facilidade para identificação de duplicação de funções Melhor controle da execução do programa Identificação dos gastos e realizações por programa e sua comparação em termos absolutos e relativos Apresentação dos objetivos e dos resultados da instituição e do interrelacionamento entre custos e programas Ênfase no que a instituição realiza e não no que ela gasta Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 DESVANTAGENS DO ORÇAMENTO PROGRAMA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O tratamento dado ao orçamento-programa torna-o pouco gerencial, uma vez que se descola do PPA. Objetivos e metas deixam de ser meios para verificar o desempenho dos órgãos e dos programas e os desvios de rota não servem para as correções regulares do PPA São meros recursos ritualísticos que o distanciam da capacidade de verificar a qualidade do gasto, este sim essencial para as políticas públicas, uma vez que é o único meio para averiguar se os recursos estão sendo alocados corretamente Difícil mensuração e acompanhamento Dificuldade de adoção de padrões de medição do trabalho, especificamente à definição dos produtos finais. Necessidade de que os novos conceitos sejam conhecidos por todos os órgãos executores de atividades e programas, bem como por todos os técnicos que elaboram e avaliam projetos e programas e por todas as autoridades que tomam decisões. As próprias dificuldades em identificar produtos finais fazem com que sejam apressadamente apontados como tal verdadeiros produtos intermediários ou produtos de segunda linha. Certas atividades relevantes do Estado são intangíveis, seus resultados não se prestam a medições. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO-PROGRAMA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ❖ O Orçamento-Programa incorpora a compreensão horizontal, ou seja, considera pacotes de despesas alternativos para determinar qual deles contribuirá melhor para o alcance dos objetivos programáticos. Nesse modelo, as despesas são agrupadas em programas e projetos, e a alocação de recursos é baseada em análises de custo-benefício e impacto esperado. O objetivo é direcionar os recursos para as atividades que têm maior relevância e efetividade na consecução dos objetivos do governo. ❖ O orçamento tradicional segue uma abordagem mais vertical, em que as decisões sobre despesas são tomadas anualmente e consideram cada atividade ou objetivo governamental de forma isolada, sem pré-condições. Nesse modelo, cada área ou departamento governamental apresenta suas demandas de recursos para o período orçamentário e a alocação é feita com base nessas solicitações individuais, sem uma análise comparativa mais abrangente. Essa abordagem pode levar a um processo de tomada de decisões menos eficiente, com pouca consideração para o alcance de resultados mais amplos. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO-PROGRAMA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ORÇAMENTO TRADICIONAL ORÇAMENTO-PROGRAMA Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO BASE-ZERO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Cada despesa é tratada como uma nova iniciativa de despesa, e a cada ano é necessário provar as necessidades de orçamento, competindo com outras prioridades e projetos. Inicia-se todo ano, partindo do "zero" - daí o nome Orçamento Base-Zero. Memorizem que no orçamento Base Zero toda despesa é considerada uma despesa nova, independentementede tratar-se de despesa continuada oriunda de período passado ou de uma despesa inédita/nova. Sua filosofia é romper com o passado, sua elaboração é trabalhosa, demorada e mais cara, além de desprezar a experiência acumulada pela organização (DESVANTAGEM) e é incompatível com qualquer planejamento de médio ou longo prazos. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO PARTICIPATIVO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária É uma técnica orçamentária em que a alocação de alguns recursos contidos no Orçamento Público é decidida com a participação direta da população, ou por meio de grupos organizados da sociedade civil, como a associação de moradores. Até o momento, sua aplicação restringe-se ao âmbito municipal, e, excepcionalmente, estadual. O principal benefício do Orçamento Participativo é a democratização da relação do Estado –sociedade com fortalecimento da democracia. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO PARTICIPATIVO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O orçamento participativo é uma técnica orçamentária caracterizada pela participação da sociedade, mas não caia na pegadinha de achar que isso se dá em substituição ao poder público, como agente elaborador da proposta orçamentária que é posteriormente enviada ao Poder Legislativo, pois isso está equivocado. Há, na verdade, uma participação popular no processo de elaboração dos orçamentos e não uma substituição à atribuição devida pelo poder público. No âmbito dos municípios, o orçamento participativo é de observância obrigatória, de modo que a realização de debates, audiências e consultas públicas é condição obrigatória para a aprovação do orçamento anual pela câmara municipal. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ETAPAS DO OP Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária MOBILIZAÇÃO DIAGNÓSTICO Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO INCREMENTAL Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O Orçamento Incremental é o orçamento feito por meio de ajustes marginais nos seus itens de receita e despesa. O Orçamento Incremental é aquele que, a partir dos gastos atuais, propõe um aumento percentual para o ano seguinte, considerando apenas o aumento ou diminuição dos gastos, sem análise de alternativas possíveis. É possível identificar algumas características desse tipo de orçamento: as ações não são revisadas anualmente, logo não se compara com alternativas possíveis; é baseado no orçamento do último ano, contendo praticamente os mesmos itens de despesa, com aumentos e diminuições de valores; o incremento de valores ocorre mediante negociação política; é uma técnica rudimentar que foca itens de despesas em vez de objetivos de programas. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ORÇAMENTO POR RESULTADOS Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O orçamento por resultados é um método para elaboração, execução e avaliação de programas governamentais com o objetivo de contribuir para que o estado implemente políticas públicas que atendam, a cada dia, mais e melhor, aos interesses e às expectativas dos cidadãos, criando valor público. O orçamento por resultados melhora a aceitação dos governos, reforça a confiança nas instituições públicas estabelecidas e contribui para o desenvolvimento socioeconômico, bem como para a eficiência, a eficácia e a efetividade da gestão pública. O ponto de partida do orçamento por resultados é desenhar e planejar os programas do plano plurianual e dos orçamentos anuais a partir de uma metodologia baseada em resultados. Coloca em destaque os resultados, de interesse da sociedade, que um órgão ou entidade busca atingir por meio de sua atuação, torna explícito o vínculo entre os recursos orçamentários a serem alocados nos programas e esses resultados e utiliza indicadores para acompanhamento dos programas, com vistas a aprimorá-los e a subsidiar o processo orçamentário. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 PPBS Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Como o orçamento de desempenho ainda era falho, faltando- lhe a vinculação com o planejamento governamental, partiu- se para uma técnica mais elaborada, que foi o orçamento- programa, introduzido nos Estados Unidos da América, no final da década de 50, sob a denominação de PPBS (PLANNING PROGRAMNING BUDGETING SYSTEM). Este orçamento foi introduzido no Brasil através da Lei 4320/64 e do Decreto-Lei 200/67. A concepção fundamental do PPBS consiste na introdução da análise custo/benefício e da análise entre as prioridades conflitantes. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária RESUMO Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 BLOCO 3 TÓPICOS DE FINANÇAS PÚBLICAS Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FUNÇÃO REGULADORA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Regular as ações do Estado (direta ou indireta), foi agregada adicionalmente, derivada da função alocativa. A regulação nada mais é do que a ordenação das atividades econômicas. Assim, a regulação da atividade econômica e a neutralização dos fatores podem levar ao desequilíbrio de um sistema econômico, servindo, assim, para manter ou restabelecer o funcionamento do sistema econômico de modo equilibrado. ❖ corrigir falhas de mercado; ❖ corrigir externalidades; ❖ criar as condições de mercado nos monopólios naturais; ❖ criar um sistema de concorrência ❖ promover a eficiência e a equidade econômicas; e ❖ proteger interesses econômicos dos agentes regulados ou de grupos de interesse. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 POLÍTICA ECONÔMICA Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária P O LÍ TI C A E C O N Ô M IC A FISCAL Tributação e Gasto público (orçamento) MONETÁRIA Taxa de juros, oferta de moeda REGULATÓRIA Estimular a concorrência e corrigir falhas de mercado Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FUNÇÕES DO ORÇAMENTO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária ALOCATIVA Está ligada à alocação de recursos por parte do Governo, que oferece bens e serviços públicos puros (ex.: rodovias, segurança, justiça), os quais não seriam oferecidos pelo mercado, ou o seriam em condições ineficientes. Oferece também bens meritórios ou semipúblicos (ex.: educação e saúde). E ainda cria condições para que bens privados sejam oferecidos no mercado pelos produtores. Além disso, esta função diz respeito a promover ajustamentos na alocação de recursos e se justifica quando o funcionamento do mecanismo de mercado (sistema de ação privada) não garante a necessária eficiência na utilização desses recursos. DISTRIBUTIVA Objetiva promover ajustamentos na distribuição de renda devido às falhas de mercado (desigualdades sociais, monopólios empresariais, etc.). É uma função que busca tornar a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, por meio da tributação e de transferências financeiras, subsídios, incentivos fiscais, alocação de recursos em camadas mais pobres da população etc. ESTABILIZADORA Trata da aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim de ajustar o nível geral de preços, melhorar o nível de emprego, estabilizar a moeda e promover o crescimento econômico, mediante instrumentos de política monetária, cambial e fiscal, ou outras medidas de intervenção econômica (controles por leis, limitação etc.). É uma função associada à manutenção da estabilidade econômica, justificada como meio de atenuar o impacto social e econômico na presença de inflação ou depressão. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FUNÇÕESDO ORÇAMENTO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Antigamente, acreditava-se que o mercado por si só resolvia a maioria dos problemas da sociedade, principalmente os econômicos. Quem pensava assim eram os teóricos da teoria clássica, como Adam Smith. Eles pregavam o liberalismo econômico e a “mão invisível do mercado”, o qual afirmava que o interesse individual, por si só, poderia resultar na melhoria do bem comum. Em outras palavras, esta corrente defendia que o Estado deveria intervir o mínimo possível, tanto na vida pessoal (liberalismo individual) quanto na vida econômica (liberalismo econômico). Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FUNÇÕES DO ORÇAMENTO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Na lógica de Adam Smith, o Estado possui apenas três funções: a defesa da sociedade contra os inimigos externos, a proteção dos indivíduos contra as ofensas mútuas e a realização de obras públicas que não possam ser realizadas pela iniciativa privada (BOBBIO, 1992). Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FUNÇÕES DO ORÇAMENTO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O keynesianismo basicamente estuda as medidas de intervenção do governo na economia, buscando o pleno emprego, o desenvolvimento econômico, a estabilização da moeda e a melhor distribuição da renda. Nesse contexto, podemos afirmar que o Estado intervém na Economia para: ❖ Atender as necessidades da sociedade. ❖ Manter a Estabilidade econômica. ❖ Melhorar a distribuição de renda. ❖ Promover o crescimento econômico.Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 EXTERNALIDADES POSITIVAS Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Serão positivas quando o benefício privado de uma ação for menor que o benefício social (ou custo privado maior do que o custo social). Por exemplo, investimentos em energias renováveis. Sendo assim, o Estado intervém, por meio do orçamento público, e incentiva tais atividades. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 EXTERNALIDADES NEGATIVAS Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária As externalidades negativas dizem respeito ao efeito social negativo provocado por um agente privado (benefício social menor que benefício privado ou custo social maior que custo privado). Um exemplo de externalidade negativa é a própria poluição dos rios por meio de uma determinada indústria. O Estado deve combater essas práticas por meio de fiscalização e regulação. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Assimetria de informação justifica a intervenção do Estado em razão do mercado por si só não fornecer dados suficientes para que os agentes tomem suas decisões racionalmente. Em outras palavras, é quando uma das partes possui mais informações acerca de determinada transação do que a outra parte. É considerada uma falha de mercado, tendo em vista que a assimetria de informação pode ocasionar desequilíbrio no mercado. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária O próprio setor público tem mais informação sobre suas atividades do que o contribuinte e ele deve mitigar esse problema por meio da transparência (leis e regulamentos que garantam o equilíbrio das informações transacionadas). Exemplos de medidas de solução para a assimetria da informação seria a exigência de que balanços contábeis das empresas com capital aberto sejam publicados pela imprensa. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Seleção Adversa acontece quando os agentes econômicos selecionam de maneira incorreta determinados bens e serviços no mercado por desconhecerem as informações relevantes sobre eles. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária RISCO MORAL (MORAL HAZARD) acontece quando uma das partes da transação, depois da negociação já concluída, adota condutas mais negligentes ou perigosas contrárias ao combinado, sem que a outra parte tenha meios de controlar ou verificar suas ações. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 MERCADOS INCOMPLETOS Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Um mercado incompleto é uma falha que acontece quando um bem ou serviço não é ofertado pelo mercado, ainda que o seu custo de produção esteja abaixo do preço que os potenciais consumidores estariam dispostos a pagar. Ou seja, nem sempre o setor privado está disposto a assumir tais riscos. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FEDERALISMO FISCAL GOVERNOS ALOCATIVA DISTRIBUTIVA ESTABILIZADORA Central Bens cujo consumo seja uniforme, em termos de preferência e em termos de quantidade individual demandada em todo o território nacional Destinadas ao governo central do estado federativo Regional Provisão de itens com preferências regionais Quando adotadas por governos subnacionais, em um quadro de ampla mobilidade de fatores, podem ser neutralizadas Os esforços desenvolvidos unilateralmente por uma unidade federativa seriam parcialmente neutralizados, gerando ineficiências econômicas. Local Bens cujo perfil demandado seja específico de uma localidade Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 FEDERALISMO FISCAL Prof. Leandro Ravyelle Administração Financeira e Orçamentária Conclui-se que as funções distributivas e estabilizadora DEVEM ser conduzidas pelo governo central, enquanto que a função alocativa PODE ser conduzida pelas três esferas de Governo. Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 Assunto Prof. Leandro Ravyelle Ariane Barreto anjinho_ari@hotmail.com 01221923544 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51