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BLOCO 1
INTRODUÇÃO AO ESTUDO 
DE ORÇAMENTO E DIREITO 
FINANCEIRO
Ariane Barreto
anjinho_ari@hotmail.com
01221923544
INTRODUÇÃO E DIREITO FINANCEIRO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
❖ Direito Financeiro é um sub-ramo do Direito Público que estuda a atividade 
financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico, disciplinando 
normativamente toda a atividade financeira do Estado, compreendendo 
todos os aspectos em que se desdobra. [Manual de Direito Financeiro, 
Harrison Leite]
❖ Conforme Marcus Abraham (Direito Financeiro Brasileiro), as funções da 
atividade financeira se restringem a um papel meramente instrumental, ou 
seja, se resumem a uma atividade-meio, relacionada á consecução dos 
objetivos estatais, a qual, por sua vez, consubstancia a atividade-fim.
❖ O Direito Financeiro consiste no sub-ramo do Direito Público que estuda as 
finanças do Estado em sua estreita relação com a sua atividade financeira. 
Ou seja, é o conjunto de regras e princípios, englobando receita, despesa, 
orçamento e créditos públicos. Ariane Barreto
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INTRODUÇÃO E DIREITO FINANCEIRO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
❖ Tem estreita relação com a ciência das finanças. Esta 
consiste na atividade pré-normativa que alcança os 
âmbitos econômico, social, político ou estatístico. Assim, o 
desenvolvimento das normas do direito financeiro está 
estribado também na ciência das finanças, que oferece o 
caráter informativo, teórico e especulativo daquela.
❖ Enquanto a ciência das finanças se preocupa com o estudo 
da atividade financeira do Estado em seu sentido teórico e 
especulativo, o direito financeiro estuda seu aspecto 
jurídico.
Ariane Barreto
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ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
OBTER RECURSOS receita pública
DESPENDER 
RECURSOS
despesa pública
GERIR E PLANEJAR 
RECURSOS
orçamento público
CRIAR CRÉDITO empréstimo público
Ariane Barreto
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COMPETÊNCIA LEGISLATIVA
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 
II - orçamento; (...)
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á 
a estabelecer normas gerais. 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a 
competência suplementar dos Estados
§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a 
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da 
lei estadual, no que lhe for contrário. 
Ariane Barreto
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FINANÇAS PÚBLICAS NA CF
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das 
autarquias, fundações e demais entidades controladas 
pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública 
direta e indireta; Ariane Barreto
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FINANÇAS PÚBLICAS NA CF
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Administração Financeira e Orçamentária
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, 
resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao 
desenvolvimento regional.
VIII - sustentabilidade da dívida, especificando: 
a) indicadores de sua apuração; 
b) níveis de compatibilidade dos resultados fiscais com a trajetória da dívida;
c) trajetória de convergência do montante da dívida com os limites definidos em 
legislação;
d) medidas de ajuste, suspensões e vedações;
e) planejamento de alienação de ativos com vistas à redução do montante da 
dívida. Ariane Barreto
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FINANÇAS PÚBLICAS NA CF
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Administração Financeira e Orçamentária
Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso VIII do 
caput deste artigo pode autorizar a aplicação das vedações 
previstas no art. 167-A desta Constituição.
 Art. 163-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
disponibilizarão suas informações e dados contábeis, 
orçamentários e fiscais, conforme periodicidade, formato e 
sistema estabelecidos pelo órgão central de contabilidade da 
União, de forma a garantir a rastreabilidade, a comparabilidade e 
a publicidade dos dados coletados, os quais deverão ser 
divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público.
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NATUREZA DO ORÇAMENTO
POLÍTICA
Orçamento como resultado do processo de avaliação de demandas e de 
escolhas entre alternativas
ECONÔMICA
Quando destacadas as questões fiscais – receitas, despesas, déficits e 
dívidas.
JURÍDICA Orçamento como lei que estima a receita e autoriza tetos de despesa
ADMINISTRATIVA
Orçamento como o plano das realizações da administração pública, ou seja, 
é enfatizar o seu importante papel como instrumento de gestão
FINANCEIRO
Orçamento como iniciativa de antecipação de fluxos de arrecadação e de 
pagamentos
CONTÁBIL
Quando, por meio das contas, antecipa o resultado patrimonial e global da 
gestão.
TÉCNICA
o estudo do conjunto de regras e formalidades técnicas e legais exigidas na 
elaboração, aprovação, execução e controle do orçamento.Ariane Barreto
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NATUREZA JURÍDICA
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Administração Financeira e Orçamentária
❖ Não há consenso entre os doutrinadores com relação à natureza 
jurídica do orçamento.
❖ O orçamento é uma lei no que se refere ao aspecto formal, visto 
que passa por todo o processo legislativo (discussão, votação, 
aprovação, publicação), mas não o é em sentido material. (PALUD0, 
2020)
❖ Contudo, admite-se o controle de constitucionalidade de leis 
orçamentárias, independente de seu caráter especifico, concreto 
ou abstrato do objeto. 
❖ HOJE → LOA → LEI FORMAL E MATERIAL (ADI 5549)
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NATUREZA JURÍDICA
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❖ Harrison Leite (2022, p. 112), a doutrina majoritária ainda adota o 
entendimento de que, “partindo-se da classificação das normas jurídicas pela 
sua origem, e não pelo seu conteúdo, o orçamento tem apenas forma de lei, 
mas não tem o conteúdo de lei, visto que não veicula direitos subjetivos, 
tampouco é norma abstrata e genérica”. 
❖ O STF, ao reconhecer a possibilidade de controle abstrato de 
constitucionalidade de leis orçamentárias, não declarou a abstração ou a 
generalidade desses tipos de leis, mas apenas entendeu que deve exercer 
sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos 
normativos quando houver um tema ou uma controvérsia constitucional 
suscitada em abstrato, independente do caráter geral ou específico, 
concreto ou abstrato de seu objeto.
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NATUREZA JURÍDICA
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Administração Financeira e Orçamentária
É possível a impugnação, em sede de controle 
abstrato de constitucionalidade, de leis 
orçamentárias. Assim, é cabível a propositura de 
ADI contra lei orçamentária, lei de diretrizes 
orçamentárias e lei de abertura de crédito 
extraordinário. 
STF. Plenário. ADI 5449 MC-Referendo/RR, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 10/3/2016 (Info 817).
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TIPOS DE ORÇAMENTO
NOÇÕES DE CICLOORÇAMENTÁRIO
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TIPOS DE ORÇAMENTO
NOÇÕES DE CICLO ORÇAMENTÁRIO
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BLOCO 2
TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS.
EVOLUÇÃO DO ORÇAMENTO.
DO ORÇAMENTO TRADICIONAL AO 
PROGRAMA.
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ORÇAMENTO TRADICIONAL
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Era um documento de previsão de receitas e 
autorização de despesas com ênfase no gasto, o 
objeto de gasto. Sua finalidade era ser um 
instrumento de controle político do Legislativo 
sobre o Executivo, sem preocupação com o 
planejamento. O critério utilizado para a 
classificação dos gastos era a Unidade 
Administrativa (classificação institucional) e o 
elemento de despesa (objeto do gasto).
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ORÇAMENTO DESEMPENHO
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O Orçamento de Desempenho representou uma evolução do Orçamento 
Tradicional; buscava saber o que o Governo fazia (ações orçamentárias) e não 
apenas o que comprava (elemento de despesa). Havia também forte 
preocupação com os custos dos programas. A ênfase era no desempenho 
organizacional, e avaliavam-se os resultados (em termos de eficácia, não de 
efetividade). Procurava- se medir o desempenho por meio do resultado 
obtido, tornando o orçamento um instrumento de gerenciamento para a 
Administração Pública. Era um processo orçamentário que se caracterizava 
por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto do gasto e um 
programa de trabalho, contendo as ações a serem desenvolvidas. Ainda não 
havia, no entanto, a estreita vinculação com o planejamento, e o critério de 
classificação foi alterado para incorporar o programa de trabalho e a 
classificação por funções.
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NOVO ORÇAMENTO DESEMPENHO
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Administração Financeira e Orçamentária
estrutura de programa
sistema de mensuração de desempenho
sistema de determinação de custos
De acordo com Jack Diamond, na estruturação de cada programa 
devem ser considerados os seguintes elementos:
quadro estratégico amplo
apoio à tomada de decisão política e à priorização
assegurar a responsabilização
gestão orçamentária comprometida com o desempenho
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ORÇAMENTO-PROGRAMA
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OBJETIVOS E 
PROPÓSITOS
perseguidos pela instituição e para cuja 
execução são utilizados os recursos 
orçamentários
PROGRAMAS
instrumento de integração dos esforços 
governamentais com o intuito de concretizar os 
objetivos
OS CUSTOS DOS 
PROGRAMAS
meios e insumos necessários para a obtenção 
dos resultados
MEDIDAS DE 
DESEMPENHO
medir as realizações (produto final) e os 
esforços despendidos na execução dos 
programas
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OBJETIVOS DO ORÇAMENTO 
PROGRAMA
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FINAIS OU 
BÁSICOS
fins de toda ação governamental, que servem de 
orientação para as políticas públicas. Geralmente 
suas definições são feitas de forma qualitativa 
DERIVADOS
propósitos específicos do governo, representados 
quantitativamente e cuja consecução concorre para 
o alcance dos objetivos finais. São estes que 
orientam a construção dos planos, bem como a 
elaboração do orçamento programa.
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OBJETIVOS DO ORÇAMENTO 
PROGRAMA
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representa o nível máximo de classificação do 
trabalho a cargo das unidades administrativas 
superiores do governo (ministérios, órgãos, 
fundações, autarquias, etc.)
traduzido por um produto final à sociedade
representa os objetivos para os quais a unidade 
foi criada
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VANTAGENS DO ORÇAMENTO-PROGRAMA
Melhor planejamento de trabalho
Maior precisão na elaboração dos orçamentos
Maior determinação das responsabilidades
Maior oportunidade para a relação dos custos
Maior compreensão do conteúdo orçamentário por parte do Executivo, do Legislativo e da 
população em geral
Facilidade para identificação de duplicação de funções
Melhor controle da execução do programa
Identificação dos gastos e realizações por programa e sua comparação em termos absolutos 
e relativos
Apresentação dos objetivos e dos resultados da instituição e do interrelacionamento entre 
custos e programas
Ênfase no que a instituição realiza e não no que ela gasta
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DESVANTAGENS DO ORÇAMENTO PROGRAMA
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O tratamento dado ao orçamento-programa torna-o pouco gerencial, uma vez que se descola do PPA.
Objetivos e metas deixam de ser meios para verificar o desempenho dos órgãos e dos programas e os desvios 
de rota não servem para as correções regulares do PPA
São meros recursos ritualísticos que o distanciam da capacidade de verificar a qualidade do gasto, este sim 
essencial para as políticas públicas, uma vez que é o único meio para averiguar se os recursos estão sendo 
alocados corretamente
Difícil mensuração e acompanhamento
Dificuldade de adoção de padrões de medição do trabalho, especificamente à definição dos produtos finais.
Necessidade de que os novos conceitos sejam conhecidos por todos os órgãos executores de atividades e 
programas, bem como por todos os técnicos que elaboram e avaliam projetos e programas e por todas as 
autoridades que tomam decisões. 
As próprias dificuldades em identificar produtos finais fazem com que sejam apressadamente apontados como 
tal verdadeiros produtos intermediários ou produtos de segunda linha.
Certas atividades relevantes do Estado são intangíveis, seus resultados não se prestam a medições.
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ORÇAMENTO-PROGRAMA
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❖ O Orçamento-Programa incorpora a compreensão horizontal, ou seja, considera pacotes 
de despesas alternativos para determinar qual deles contribuirá melhor para o alcance 
dos objetivos programáticos. Nesse modelo, as despesas são agrupadas em programas e 
projetos, e a alocação de recursos é baseada em análises de custo-benefício e impacto 
esperado. O objetivo é direcionar os recursos para as atividades que têm maior relevância 
e efetividade na consecução dos objetivos do governo.
❖ O orçamento tradicional segue uma abordagem mais vertical, em que as decisões sobre 
despesas são tomadas anualmente e consideram cada atividade ou objetivo 
governamental de forma isolada, sem pré-condições. Nesse modelo, cada área ou 
departamento governamental apresenta suas demandas de recursos para o período 
orçamentário e a alocação é feita com base nessas solicitações individuais, sem uma 
análise comparativa mais abrangente. Essa abordagem pode levar a um processo de 
tomada de decisões menos eficiente, com pouca consideração para o alcance de 
resultados mais amplos. 
Ariane Barreto
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ORÇAMENTO-PROGRAMA
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ORÇAMENTO TRADICIONAL ORÇAMENTO-PROGRAMA
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ORÇAMENTO BASE-ZERO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Cada despesa é tratada como uma nova iniciativa de despesa, e a 
cada ano é necessário provar as necessidades de orçamento, 
competindo com outras prioridades e projetos. Inicia-se todo ano, 
partindo do "zero" - daí o nome Orçamento Base-Zero. Memorizem 
que no orçamento Base Zero toda despesa é considerada uma 
despesa nova, independentementede tratar-se de despesa 
continuada oriunda de período passado ou de uma despesa 
inédita/nova. Sua filosofia é romper com o passado, sua elaboração 
é trabalhosa, demorada e mais cara, além de desprezar a 
experiência acumulada pela organização (DESVANTAGEM) e é 
incompatível com qualquer planejamento de médio ou longo 
prazos. Ariane Barreto
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ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
É uma técnica orçamentária em que a alocação de 
alguns recursos contidos no Orçamento Público é 
decidida com a participação direta da população, ou 
por meio de grupos organizados da sociedade civil, 
como a associação de moradores. Até o momento, sua 
aplicação restringe-se ao âmbito municipal, e, 
excepcionalmente, estadual. O principal benefício do 
Orçamento Participativo é a democratização da 
relação do Estado –sociedade com fortalecimento da 
democracia. Ariane Barreto
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ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
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O orçamento participativo é uma técnica orçamentária caracterizada 
pela participação da sociedade, mas não caia na pegadinha de 
achar que isso se dá em substituição ao poder público, como 
agente elaborador da proposta orçamentária que é posteriormente 
enviada ao Poder Legislativo, pois isso está equivocado. Há, na 
verdade, uma participação popular no processo de elaboração dos 
orçamentos e não uma substituição à atribuição devida pelo poder 
público. No âmbito dos municípios, o orçamento participativo é de 
observância obrigatória, de modo que a realização de debates, 
audiências e consultas públicas é condição obrigatória para a 
aprovação do orçamento anual pela câmara municipal.
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ETAPAS DO OP
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MOBILIZAÇÃO
DIAGNÓSTICO
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ORÇAMENTO INCREMENTAL
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
O Orçamento Incremental é o orçamento feito por meio de ajustes 
marginais nos seus itens de receita e despesa. O Orçamento 
Incremental é aquele que, a partir dos gastos atuais, propõe um 
aumento percentual para o ano seguinte, considerando apenas o 
aumento ou diminuição dos gastos, sem análise de alternativas 
possíveis. É possível identificar algumas características desse tipo de 
orçamento: as ações não são revisadas anualmente, logo não se 
compara com alternativas possíveis; é baseado no orçamento do 
último ano, contendo praticamente os mesmos itens de despesa, com 
aumentos e diminuições de valores; o incremento de valores ocorre 
mediante negociação política; é uma técnica rudimentar que foca 
itens de despesas em vez de objetivos de programas.
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ORÇAMENTO POR RESULTADOS
Prof. Leandro Ravyelle
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O orçamento por resultados é um método para elaboração, execução e avaliação 
de programas governamentais com o objetivo de contribuir para que o estado 
implemente políticas públicas que atendam, a cada dia, mais e melhor, aos interesses 
e às expectativas dos cidadãos, criando valor público. O orçamento por resultados 
melhora a aceitação dos governos, reforça a confiança nas instituições públicas 
estabelecidas e contribui para o desenvolvimento socioeconômico, bem como para a 
eficiência, a eficácia e a efetividade da gestão pública. O ponto de partida do 
orçamento por resultados é desenhar e planejar os programas do plano plurianual e 
dos orçamentos anuais a partir de uma metodologia baseada em resultados. Coloca 
em destaque os resultados, de interesse da sociedade, que um órgão ou entidade 
busca atingir por meio de sua atuação, torna explícito o vínculo entre os recursos 
orçamentários a serem alocados nos programas e esses resultados e utiliza 
indicadores para acompanhamento dos programas, com vistas a aprimorá-los e a 
subsidiar o processo orçamentário.
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Administração Financeira e Orçamentária
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PPBS
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Como o orçamento de desempenho ainda era falho, faltando-
lhe a vinculação com o planejamento governamental, partiu-
se para uma técnica mais elaborada, que foi o orçamento-
programa, introduzido nos Estados Unidos da América, no 
final da década de 50, sob a denominação de PPBS 
(PLANNING PROGRAMNING BUDGETING SYSTEM). Este 
orçamento foi introduzido no Brasil através da Lei 4320/64 e 
do Decreto-Lei 200/67. A concepção fundamental do PPBS 
consiste na introdução da análise custo/benefício e da análise 
entre as prioridades conflitantes.
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RESUMO
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BLOCO 3
TÓPICOS DE FINANÇAS PÚBLICAS
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FUNÇÃO REGULADORA
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Administração Financeira e Orçamentária
Regular as ações do Estado (direta ou indireta), foi agregada adicionalmente, 
derivada da função alocativa. A regulação nada mais é do que a ordenação das 
atividades econômicas. Assim, a regulação da atividade econômica e a neutralização 
dos fatores podem levar ao desequilíbrio de um sistema econômico, servindo, assim, 
para manter ou restabelecer o funcionamento do sistema econômico de modo 
equilibrado.
❖ corrigir falhas de mercado;
❖ corrigir externalidades;
❖ criar as condições de mercado nos monopólios naturais;
❖ criar um sistema de concorrência
❖ promover a eficiência e a equidade econômicas; e
❖ proteger interesses econômicos dos agentes regulados ou de grupos de 
interesse.
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POLÍTICA ECONÔMICA
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
P
O
LÍ
TI
C
A
 E
C
O
N
Ô
M
IC
A
FISCAL
Tributação e Gasto público 
(orçamento)
MONETÁRIA
Taxa de juros, oferta de 
moeda
REGULATÓRIA
Estimular a concorrência e 
corrigir falhas de mercado
Ariane Barreto
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FUNÇÕES DO ORÇAMENTO
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Administração Financeira e Orçamentária
ALOCATIVA
Está ligada à alocação de recursos por parte do Governo, que oferece bens e serviços públicos 
puros (ex.: rodovias, segurança, justiça), os quais não seriam oferecidos pelo mercado, ou o 
seriam em condições ineficientes. Oferece também bens meritórios ou semipúblicos (ex.: 
educação e saúde). E ainda cria condições para que bens privados sejam oferecidos no mercado 
pelos produtores. Além disso, esta função diz respeito a promover ajustamentos na alocação de 
recursos e se justifica quando o funcionamento do mecanismo de mercado (sistema de ação 
privada) não garante a necessária eficiência na utilização desses recursos.
DISTRIBUTIVA
Objetiva promover ajustamentos na distribuição de renda devido às falhas de mercado 
(desigualdades sociais, monopólios empresariais, etc.). É uma função que busca tornar a 
sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, por meio da tributação e de 
transferências financeiras, subsídios, incentivos fiscais, alocação de recursos em camadas mais 
pobres da população etc.
ESTABILIZADORA
Trata da aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim de ajustar o nível geral de 
preços, melhorar o nível de emprego, estabilizar a moeda e promover o crescimento econômico, 
mediante instrumentos de política monetária, cambial e fiscal, ou outras medidas de intervenção 
econômica (controles por leis, limitação etc.). É uma função associada à manutenção da 
estabilidade econômica, justificada como meio de atenuar o impacto social e econômico na 
presença de inflação ou depressão.
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FUNÇÕESDO ORÇAMENTO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Antigamente, acreditava-se que o mercado por si só resolvia 
a maioria dos problemas da sociedade, principalmente os 
econômicos. Quem pensava assim eram os teóricos da teoria 
clássica, como Adam Smith. Eles pregavam o liberalismo 
econômico e a “mão invisível do mercado”, o qual afirmava 
que o interesse individual, por si só, poderia resultar na 
melhoria do bem comum. Em outras palavras, esta corrente 
defendia que o Estado deveria intervir o mínimo possível, 
tanto na vida pessoal (liberalismo individual) quanto na vida 
econômica (liberalismo econômico).
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FUNÇÕES DO ORÇAMENTO
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Administração Financeira e Orçamentária
Na lógica de Adam Smith, o Estado possui 
apenas três funções: a defesa da sociedade 
contra os inimigos externos, a proteção dos 
indivíduos contra as ofensas mútuas e a 
realização de obras públicas que não possam 
ser realizadas pela iniciativa privada (BOBBIO, 
1992).
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FUNÇÕES DO ORÇAMENTO
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Administração Financeira e Orçamentária
O keynesianismo basicamente estuda as medidas de 
intervenção do governo na economia, buscando o 
pleno emprego, o desenvolvimento econômico, a 
estabilização da moeda e a melhor distribuição da 
renda. Nesse contexto, podemos afirmar que o Estado 
intervém na Economia para:
❖ Atender as necessidades da sociedade.
❖ Manter a Estabilidade econômica.
❖ Melhorar a distribuição de renda.
❖ Promover o crescimento econômico.Ariane Barreto
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EXTERNALIDADES POSITIVAS
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Serão positivas quando o benefício privado 
de uma ação for menor que o benefício social 
(ou custo privado maior do que o custo 
social). Por exemplo, investimentos em 
energias renováveis. Sendo assim, o Estado 
intervém, por meio do orçamento público, e 
incentiva tais atividades. 
Ariane Barreto
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EXTERNALIDADES NEGATIVAS
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
As externalidades negativas dizem respeito ao 
efeito social negativo provocado por um agente 
privado (benefício social menor que benefício 
privado ou custo social maior que custo privado). 
Um exemplo de externalidade negativa é a 
própria poluição dos rios por meio de uma 
determinada indústria. O Estado deve combater 
essas práticas por meio de fiscalização e 
regulação. Ariane Barreto
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ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Assimetria de informação justifica a intervenção do 
Estado em razão do mercado por si só não fornecer 
dados suficientes para que os agentes tomem suas 
decisões racionalmente. Em outras palavras, é quando 
uma das partes possui mais informações acerca de 
determinada transação do que a outra parte. É 
considerada uma falha de mercado, tendo em vista 
que a assimetria de informação pode ocasionar 
desequilíbrio no mercado. 
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ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
O próprio setor público tem mais informação sobre 
suas atividades do que o contribuinte e ele deve 
mitigar esse problema por meio da transparência (leis 
e regulamentos que garantam o equilíbrio das 
informações transacionadas). Exemplos de medidas de 
solução para a assimetria da informação seria a 
exigência de que balanços contábeis das empresas 
com capital aberto sejam publicados pela imprensa.
Ariane Barreto
anjinho_ari@hotmail.com
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ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Seleção Adversa acontece quando os 
agentes econômicos selecionam de 
maneira incorreta determinados bens e 
serviços no mercado por 
desconhecerem as informações 
relevantes sobre eles. 
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ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO
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Administração Financeira e Orçamentária
RISCO MORAL (MORAL HAZARD) acontece 
quando uma das partes da transação, 
depois da negociação já concluída, adota 
condutas mais negligentes ou perigosas 
contrárias ao combinado, sem que a outra 
parte tenha meios de controlar ou verificar 
suas ações.
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MERCADOS INCOMPLETOS
Prof. Leandro Ravyelle
Administração Financeira e Orçamentária
Um mercado incompleto é uma falha que 
acontece quando um bem ou serviço não é 
ofertado pelo mercado, ainda que o seu 
custo de produção esteja abaixo do preço 
que os potenciais consumidores estariam 
dispostos a pagar. Ou seja, nem sempre o 
setor privado está disposto a assumir tais 
riscos. 
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FEDERALISMO FISCAL
GOVERNOS ALOCATIVA DISTRIBUTIVA ESTABILIZADORA
Central
Bens cujo consumo seja 
uniforme, em termos de 
preferência e em termos de 
quantidade individual 
demandada em todo o território 
nacional
Destinadas ao governo central do estado 
federativo
Regional
Provisão de itens com 
preferências regionais Quando adotadas por 
governos subnacionais, 
em um quadro de 
ampla mobilidade de 
fatores, podem ser 
neutralizadas
Os esforços 
desenvolvidos 
unilateralmente por 
uma unidade 
federativa seriam 
parcialmente 
neutralizados, gerando 
ineficiências 
econômicas.
Local
Bens cujo perfil demandado seja 
específico de uma localidade
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FEDERALISMO FISCAL
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Administração Financeira e Orçamentária
Conclui-se que as funções 
distributivas e estabilizadora DEVEM 
ser conduzidas pelo governo central, 
enquanto que a função alocativa 
PODE ser conduzida pelas três 
esferas de Governo.
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Assunto
Prof. Leandro Ravyelle Ariane Barreto
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