Materiais de Construção I
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Materiais de Construção I

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ao fogo.

 Resistência química: madeira possui estabilidade química, não reagindo a agentes
oxidantes ou redutores.

 Tração paralela às fibras: A madeira possui uma elevada resistência à tração paralela às

fibras. Como exemplo de peças solicitadas a este esforço, podem-se referir a linha e o
pendural das treliças.

A relação entre a tensão e a deformação é
praticamente linear até á ruptura.

 Compressão paralela às fibras: A resistência à compressão paralela às

fibras da madeira é elevada. Como exemplo de peças sujeitas a este
esforço podem-se referir os pilares, os montantes e as pernas das
treliças.

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A relação entre tensão e deformação é linear numa
primeira fase e não linear na segunda fase.

A resistência à tração é superior à resistência à compressão no caso de madeiras livres de
defeitos (nós).

 Flexão: A resistência à flexão das madeiras é elevada. Exemplo de

peças: vigas, vigotas, madres e pernas das coberturas.

 Compressão perpendicular às fibras: A resistência à compressão perpendicular às fibras da
madeira é menor que na direção paralela às fibras. A relação tensão de compressão
perpendicular às fibras-deformação, é inicialmente linear, passando para um estado de
esmagamento sem ser perceptível, de imediato, a ruptura da peça.
Este esforço é característico nas zonas de apoio das vigas, onde se
concentra toda a carga em pequenas superfícies que deveriam ser
capazes de transmitir a reação sem sofrer deformações.

 Tração perpendicular às fibras: A resistência à tração perpendicular às fibras da madeira é

baixa (~ 30 a 70 vezes menor que na direção paralela às fibras). Deve-se à existência de
poucas fibras na direção perpendicular ao eixo da árvore e à conseqüente falta de
travamento das fibras longitudinais.

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A madeira é um material higroscópico (permuta contínua de água com o meio). O ponto de
equilíbrio é aquele em que é nulo o saldo das permutas de água da madeira com o exterior.

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7. Durabilidade
O tratamento da madeira deve ser realizado para prevenir sua deterioração, ampliando assim
seu tempo de vida útil. O mais comum é o químico, com a fixação de elementos preservativos
na madeira, tornando-a mais resistente à ação de fungos e insetos (brocas e cupins).
O tratamento da parte interna da madeira consiste na troca da seiva (madeira verde) por
solução que contém elementos preservantes. Após a secagem, os elementos conservantes
ficarão retidos dentro da madeira. O tratamento pode ser realizado de maneira manual ou
industrial (com a utilização de equipamentos específicos).
O processo de tratamento manual é muito utilizado nas pequenas propriedades para o
tratamento de mourões. Nesse sistema trabalha-se sem pressão e obrigatoriamente em galpão
aberto, ventilado e com o piso impermeabilizado.
O tratamento industrial é realizado a vácuo ou sob pressão em autoclave utilizando produtos
preservativos. A autoclave é um cilindro que suporta pressão, onde a madeira é introduzida e
em seguida os produtos químicos preservantes são injetados. As pressões utilizadas são
superiores a atmosférica e as etapas de tratamento são: colocação da madeira; início do vácuo;
injeção da solução preservante; tratamento com o vácuo; término do vácuo e retirada da
solução excedente.
O preservante ideal é aquele que consegue permanecer na madeira, é tóxico aos fungos e
insetos, mas que não é prejudicial aos homens e animais.
Os preservantes mais utilizados são:
• Oleossolúveis - Para o tratamento de madeira a ser usada em contato direto com o solo, os
mais importantes são o creosoto e o pentaclorofenol.
• Hidrossolúveis - São constituídos pela associação de vários sais: sulfato de cobre, bicromato
de potássio ou sódio, sulfato de zinco, ácido crômico, ácido arsênico, ácido bórico e outros.
Existe outro processo de tratamento da madeira sem a utilização de produtos químicos, mas o
mesmo não é utilizado no Brasil em escala industrial, conhecido como termorretificação -
consiste apenas em expor a madeira a temperaturas elevadas (120 a 200ºC), diminuindo tanto
o ataque de fungos quanto a variação dimensional da madeira, mas altera a cor (mais escura).

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13 Polímeros
São materiais artificiais formados pela combinação do carbono com oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e
outros elementos orgânicos ou inorgânicos que, embora sólidos no seu estado final, em alguma fase de sua
fabricação apresentam-se sob a condição de líquidos, podendo, então, ser moldados nas formas desejadas.
Existem vários processos para a obtenção da forma desejada: moldagem por compressão, por
transferência, por injeção, por extrusão, etc. Todos baseiam-se sempre na aplicação de calor e pressão,
juntos ou independentemente.

 Fabricação

As matérias-primas básicas podem ser de origem mineral, vegetal ou animal, como: nitrogênio, areia,
calcário, cloreto de sódio, carvão, petróleo, matéria vegetal, madeira, etc. Não se usam essas matérias-
primas ao natural, e sim seus derivados (matérias-primas intermediárias). A partir desses derivados, obtêm-
se os monômeros que vão formar, por adição ou condensação, os polímeros (quando formados por
monômeros iguais) ou copolímeros (quando formados por monômeros desiguais).
De um modo geral, o produto fornecido pelas grandes indústrias químicas para posterior fabricação dos
artefatos poliméricos, é denominado monômero (quando constituído por moléculas simples) ou polímero
(quando constituído pela combinação de monômeros).
A diferença básica entre plástico e polímero é que plástico é o nome popular do polímero.

 Classificação
Termoplásticos
Amolecem quando aquecidos, sendo então moldados e posteriormente resfriados. No entanto, não
perdem suas propriedades nesse processo, podendo ser novamente amolecidos e moldados.
Exemplos: polietileno, poliestireno, acrinolitrina (orlon), nylon, polibuteno, cloreto de polivinila (PVC),
acetato de polivinila (PVA), cloreto de vinila, acetato de vinila, propileno isotático, acrílicos.
Termofixos
Moldagem pela reação química irreversível entre as moléculas do material, tornando-o duro e quebradiço,
não podendo ser moldado outra vez.
Exemplos: fenol formaldeído (baquelite), uréia formaldeído, poliéster (dracron), resina alquídica, resina
epóxi, melaminas.
Elastômeros
São um grupo à parte, assim chamados por apresentarem grande elasticidade, sendo, também,
denominados borracha sintética.

Matéria-prima

básica

Matéria-prima

intermediária

Monô-

meros

Polímeros Copolímeros

TRANSFORMAÇÃO

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Exemplos: policloropreno (neoprene), isobutileno-isopreno (butyl), politetrafluoretileno (teflon, viton),
polissulfeto (tiokol), estireno-butadieno (SBR), poliuretana (adiprene), polisiloxano (silicones), polietileno
clorossulfonado (hypalon).

 Propriedades
Principais vantagens dos polímeros:

 Pequeno peso específico (média 1g/cm³);
 Isolantes elétricos;
 Possibilidade de coloração como parte integrante do material;
 Baixo custo;
 Facilidade de adaptação á produção em massa e processos industrializados;
 Imunes à corrosão.

As desvantagens são, em resumo, a fraca resistência aos esforços de tração, ao impacto, dilatação,
deformação sob carga, rigidez, resistência ao calor e às intempéries.

 Pesquisa e Aperfeiçoamento
Busca-se a melhoria de quatro características:

 Ponto de fusão: polímereos
Vítor Senna fez um comentário
  • Obrigado, cara. Sucesso!
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