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PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) CÓDIGO: PEX-MDL-54 APROVADO POR: Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação DATA: 27/07/2022 VERSÃO: 00 CONSCIÊNCIA DA CULTURA E DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: SOMOS DIFERENTES, SOMOS IGUAIS PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) CÓDIGO: PEX-MDL-54 APROVADO POR: Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação DATA: 27/07/2022 VERSÃO: 00 DADOS DO PROJETO CURSO(S) PROPONENTE(S): Pedagogia ÁREA TEMÁTICA: educação DISCENTES RESPONSÁVEIS: Renata de Oliveira – 47048397 – Unifael – polo centro de palhoça, SC QUANTIDADES DE ALUNOS NO PROJETO 1 1. Introdução: A sociedade brasileira é marcada por uma diversidade cultural e étnico-racial resultante da contribuição de diferentes povos e tradições. Desde os povos originários até a presença africana e europeia, essa pluralidade formou uma identidade nacional múltipla, rica em saberes e expressões culturais. Para Munanga (2005), compreender as relações étnico-raciais é fundamental para superar preconceitos e valorizar a diversidade como elemento estruturante da sociedade. Apesar dessa riqueza, o Brasil ainda carrega as marcas de um passado colonial e escravista que se refletem em desigualdades sociais, raciais e econômicas. O racismo estrutural se manifesta de diferentes formas, dificultando o acesso de determinados grupos a direitos básicos. Gomes (2017) destaca que “a educação das relações étnico-raciais exige uma prática pedagógica que reconheça e enfrente as desigualdades raciais presentes no cotidiano escolar e social”. Nesse sentido, a escola assume papel central, pois é nesse espaço que se pode promover uma formação cidadã, crítica e inclusiva. A aprovação da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, e posteriormente da Lei 11.645/2008, que incluiu também a temática indígena, são marcos importantes para a construção de um currículo mais justo e representativo. Como afirma Cavalleiro (2001), a escola deve ser um lugar de combate ao racismo e de promoção da igualdade, preparando os estudantes para uma convivência respeitosa na diversidade. Ter consciência das relações étnico-raciais significa reconhecer que todos somos diferentes em nossa cultura, história e identidade, mas iguais em dignidade e direitos. Paulo Freire (1996) reforça que a educação deve ser libertadora, pautada no respeito ao outro e na valorização das experiências diversas. Assim, trabalhar essa temática contribui para desconstruir estereótipos, fortalecer a autoestima dos estudantes e construir uma sociedade mais democrática. Dessa forma, discutir a consciência da cultura e das relações étnico-raciais é essencial para que possamos enxergar a diversidade como riqueza e não como barreira. Como afirma Silva (2010), “a igualdade só se concretiza quando reconhecemos e valorizamos as diferenças”. Portanto, o compromisso com a educação antirracista deve ser constante, envolvendo professores, alunos e toda a comunidade escolar na luta por equidade, respeito e inclusão. 2. Objetivo: ♦ Promover a valorização da diversidade cultural e étnico-racial no ambiente escolar. ♦ Estimular o respeito às diferenças entre as crianças do 2º ano do Ensino Fundamental. PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) CÓDIGO: PEX-MDL-54 APROVADO POR: Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação DATA: 27/07/2022 VERSÃO: 00 ♦ Reconhecer a importância da identidade individual e coletiva na formação cidadã. ♦ Apresentar histórias, exemplos e atividades que evidenciem a riqueza da diversidade cultural. ♦ Desenvolver atitudes de empatia, solidariedade e convivência positiva entre os alunos. 3. Caracterização da área: O projeto será realizado no centro da Palhoça, no Estado de Santa Catarina. Sua área territorial tem aproximadamente 394,1850 km. Palhoça recebeu esse nome por haver várias construções cuja cobertura era feita de palha, em 31 de julho de 1793 teve sua certidão de nascimento. Estima-se que a quantidade de populacional equivale a 222.598 pessoas no município, das quais 97,6% das crianças entre 6 e 14 anos estão escolarizadas (IBGE). Apresenta 83,2% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 11,3% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 45,2% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). Palhoça, em Santa Catarina, é uma cidade rica em diversidade cultural, expressa por meio de suas festas e tradições. Entre as principais celebrações estão a Festa do Divino Espírito Santo, que reúne a comunidade em celebrações religiosas, e a Festa de São Pedro, que valoriza a culinária pesqueira. A gastronomia local destaca-se pelos frutos do mar e pela influência açoriana e italiana. A música e a dança são essenciais na cultura da cidade, com grupos folclóricos e festivais que promovem a arte local. O artesanato também é uma parte importante, com produtos que refletem a identidade regional, exibidos em feiras e eventos. Os centros culturais promovem atividades educativas e artísticas, enquanto a influência de imigrantes, especialmente açorianos, molda a identidade palhocense. Além disso, Palhoça atrai turistas com suas belezas naturais, como a Praia da Pinheira e a Guarda do Embaú, que oferecem experiências culturais e de lazer. Assim, a cidade combina desenvolvimento urbano com a preservação de suas tradições culturais. Atendendo crianças, adolescentes e jovens da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, o espaço físico é amplo e bem estruturado, contando com salas de aula climatizadas e equipadas com recursos multimídia, biblioteca atualizada, laboratórios de ciências e informática, quadra poliesportiva, área de recreação e espaços destinados a atividades artísticas e culturais. 4. Local de execução e público-alvo:Este projeto será realizado na escola Particular Aprender e Crescer R. Ten. Francisco Lehmkhul, 60 - Centro, Palhoça. A escola oferece uma série de recursos e serviços para os alunos, incluindo salas de aula climatizadas, tecnologia com computadores portáteis, material didático, sala de laboratório, acervo multimídia e equipamentos para atividades culturais e esportivas. Este projeto será apresenta para os alunos do 2 ano do fundamental do matutino. PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) CÓDIGO: PEX-MDL-54 APROVADO POR: Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação DATA: 27/07/2022 VERSÃO: 00 5. Materiais e métodos de abordagem: O projeto será desenvolvido em um encontro de 50 minutos, utilizando uma abordagem lúdica e participativa para trabalhar a consciência da diversidade cultural e das relações étnico-raciais. A atividade terá início com uma breve conversa, na qual as crianças serão convidadas a falar sobre características que consideram bonitas em si mesmas, como cor da pele, cabelo, roupas ou jeito de ser, estimulando a autoestima e a valorização da própria identidade. Em seguida, será realizada a contação de uma história ilustrada, como Menina bonita do laço de fita, que aborda a diversidade e o respeito às diferenças, seguida de uma breve reflexão sobre o tema. A etapa principal consistirá em uma atividade artística, na qual cada criança desenhará a si mesma, representando suas características físicas, roupas e elementos culturais que considera importantes. Posteriormente, os desenhos serão reunidos em um painel coletivo, denominado “Nossa Turma Diversa”, permitindo que os alunos percebam como as diferenças contribuem para a riqueza e a beleza do grupo. Para finalizar, será realizada uma dinâmica de valorização, na qual as crianças, em roda, darão as mãos e repetirão juntos frases de incentivo ao respeito e à convivência positiva, encerrandoa atividade com uma cantiga infantil de origem africana ou indígena. ♦ Contação de história com livro ilustrado (ex: Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado). ♦ Roda de conversa: cada criança fala sobre algo bonito em si mesma (seus cabelos, sua cor de pele, um jeito de ser). PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) CÓDIGO: PEX-MDL-54 APROVADO POR: Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação DATA: 27/07/2022 VERSÃO: 00 ♦ Produção: desenho “Eu e minha beleza única”. 6.Resultados esperados: Espera-se que, ao final do projeto, as crianças percebam melhor a importância de respeitar e valorizar as diferenças entre si. Que elas sintam orgulho de quem são e consigam reconhecer a beleza das características de cada colega. A atividade também deve ajudar a desenvolver o respeito, a empatia e a cooperação no dia a dia da sala de aula. O painel coletivo “Nossa Turma Diversa” servirá como um registro divertido da pluralidade do grupo, mostrando que a diversidade é algo que torna tudo mais bonito. Além disso, professores, famílias e a comunidade também poderão perceber a importância de conversar sobre respeito e diversidade desde cedo. 7. Cronograma ATIVIDADES DO PROJETO 2025 AGO SET OUT NOV DE Z 1- Levantamento dos dados / pesquisa ★ 2- Visita ao local da ação ★ 3- Compra do Material ★ 4- Preparação da apresentação 5- Escrita do relatório de extensão 6- Envio do relatório de extensão ★ 8. Referências Bibliográficas: Palhoça IBGE, c2023.Disponível em:https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/palhoca/panorama. Acesso em: 24 Ago. 2025. Dantas, Ariane. "Educação para as relações étnico-raciais." Dilemas contemporâneos Volume X (2013): 28. Coelho, Wilma de Nazaré Baía, and Mauro Cezar Coelho. "Os conteúdos étnico-raciais na educação brasileira: práticas em curso." Educar em revista (2013): 67-84. CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2001. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/palhoca/panorama PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE) CÓDIGO: PEX-MDL-54 APROVADO POR: Francislene Hasmann-Diretor (a) Adjunto de Regulação DATA: 27/07/2022 VERSÃO: 00 GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. MUNANGA, Kabengele. Superando o racismo na escola. 2. ed. Brasília: MEC/SECAD, 2005. SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Educação das relações étnico-raciais: um caminho para a igualdade. Brasília: MEC/SECAD, 2010. Souza, O., Lopes, M., de Moraes, K. F., & dos Santos, J. P. (2022). CURRÍCULO E DIFERENÇAS ÉTNICO- RACIAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA:: para além da Semana da Consciência Negra. Revista Brasileira de Educação, Cultura e Linguagem, 6(12), e612222-e612222.