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Módulo:
PROCESSO TRIBUTÁRIO 
ESTRATÉGICO
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Aula 02 – Processo judicial tributário – A ação de execução 
fiscal - II
O objeto da ação de execução fiscal é a certidão de dívida ativa, título executivo 
extrajudicial, conforme prevê o art. 784, IX do CPC.
A matéria atinente à dívida ativa e sua inscrição é disciplinada pelos artigos 201 ao 
204 do CTN, além dos artigos 2.º a 5.º da Lei de Execução Fiscal (Lei n.º 6.830/80).
A inscrição em dívida ativa, atendidos os requisitos legais, é ato que confere ao 
crédito tributário a presunção de certeza e liquidez, além do efeito de prova pré-constituída. 
Com a inscrição em dívida ativa, o crédito tributário passa a ser título executivo extrajudi-
cial, podendo ser cobrado diretamente por meio de ação de execução, dispensando-se a 
ação de conhecimento.
O instrumento hábil de cobrança forçada da dívida ativa tributária ou da dívida ativa 
não tributária é a ação de execução fiscal, prevista na Lei n.º 6.830/80 (Lei das Execuções 
Fiscais – LEF), com aplicação supletiva do CPC.
Do termo de inscrição é que será extraída, pela autoridade competente, a respectiva 
certidão de dívida ativa - CDA, contendo os mesmos elementos do termo de inscrição e, 
para que tenha validade, o termo, autenticado pela autoridade competente com a indicação 
do livro e da folha da inscrição deve conter os requisitos previstos no CTN, art. 202, incisos 
I a V do CTN.
A petição inicial da ação de execução fiscal é algo extremamente simples e sucinto, 
e conterá apenas: I - o Juiz a quem é dirigida; II - o pedido; e III - o requerimento para a cita-
ção (art. 6º da Lei nº 6.830/80).
Em execução fiscal, o despacho ordinatório da citação interrompe o prazo prescri-
cional (art. 174, I do CTN). O dispositivo tem sua atual redação dada pela Lei Complementar 
118/2005. 
Até então, o CTN previa que a interrupção ocorreria pela citação pessoal feita ao 
devedor, redação que criava uma antinomia com o art. 8.º, § 2.º, da Lei 6.830/1980, o qual 
prevê que “o despacho do Juiz, que ordenar a citação, interrompe a prescrição”. 
5 PROCESSO TRIBUTÁRIO ESTRATÉGICO
Ajuizada a ação de execução fiscal, o despacho do juiz que deferir a inicial importa 
em ordem para citação do executado para, no prazo de cinco dias, pagar a dívida com os 
juros, multa de mora e demais encargos ou garantir a execução através de:
Depósito em dinheiro;
Fiança bancária ou seguro garantia;
Nomeação de bens à penhora (do executado ou de terceiros).
É a garantia do juízo que viabiliza a admissibilidade dos embargos à execução fiscal.
Transcorrido o referido prazo e verificada a inércia do executado, será efetuada a 
penhora de qualquer de seus bens (art. 10), ressalvados aqueles declarados por lei como 
absolutamente impenhoráveis.
Na execução fiscal, se o exequente não requerer outra forma, a citação será feita 
pelo correio e considera-se feita na data da entrega da carta no endereço do executado, 
ou, se a data for omitida, no aviso de recepção, 10 (dez) dias após a entrega da carta à 
agência postal.
O lançamento tributário é o ato jurídico que formaliza o vínculo obrigacional 
entre o contribuinte e o Fisco. Cuida-se, na lição de Paulo de Barros Carvalho, 
da inserção de uma “norma individual e concreta”1, pela qual a Fazenda Pú-
blica tem o poder-dever de exigir o crédito tributário. A partir desse estágio, 
via de regra, o contribuinte pode recolher o valor exigido pelo Fisco, no prazo 
estabelecido, ou tomar alguma medida que leve à suspensão da exigibilida-
de do crédito tributário, como a apresentação de defesa administrativa.
Findo o procedimento administrativo – de maneira desfavorável ao sujeito 
passivo da obrigação tributária –, o crédito tributário volta a ser exigível e é 
inscrito em dívida ativa. Ocorre que, desde o encerramento do prazo para 
pagamento ou da prolação da decisão de última instância administrativa, 
o contribuinte passa a ter problemas para emitir sua certidão negativa de 
débito – ou a certidão positiva com efeito de negativa – junto à Fazenda cor-
respondente. Isso ocorre desde antes da inscrição em dívida ativa e pode 
prolongar-se para o momento posterior à inscrição.
A inscrição em dívida ativa é seguida pelo ajuizamento de execução fiscal, 
oportunidade em que, garantindo a dívida tributária, o contribuinte pode dis-
cutir judicialmente o débito, cuja exigibilidade se encontrará suspensa com 
a aceitação da garantia2. Não é raro, contudo, que a Fazenda Pública tarde 
em inscrever o débito em dívida ativa ou mesmo em ajuizar a correspon-
dente execução fiscal. Esse fato, logicamente, inviabiliza a apresentação 
da garantia nos autos da execução, tendo em vista a sua atual inexistência, 
e ocasiona a referida impossibilidade de emissão da certidão negativa do 
contribuinte, que é essencial para o desempenho de diversas atividades 
econômicas. (...)”.
Leitura Complementar
Tema 01: Processo judicial tributário – A ação de execução fiscal 6
Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980
Art. 8º - O executado será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, pagar a dívida com 
os juros e multa de mora e encargos indicados na Certidão de Dívida Ativa, ou garantir a exe-
cução, observadas as seguintes normas:
§ 2º - O despacho do Juiz, que ordenar a citação, interrompe a prescrição.
Código Tributário Nacional
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, con-
tados da data da sua constituição definitiva.
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
I - pela citação pessoal feita ao devedor;
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada 
pela Lcp nº 118, de 2005)
II - pelo protesto judicial;
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconheci-
mento do débito pelo devedor.
BRASIL. Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980., dispõe sobre a cobrança judicial 
da Dívida Ativa da Fazenda Pública, e dá outras providências. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6830.htm. Acesso: 12 de outubro 2024
 
ARAUJO. Tais Compensação de crédito tributário reconhecido judicialmente e o 
prazo prescricional. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/393865/com-
pensacao-de-credito-tributario-reconhecido-judicialmente Acesso: 12 de outubro 2024
Legislação
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6830.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6830.htm
https://www.migalhas.com.br/depeso/393865/compensacao-de-credito-tributario-reconhecido-judicialmente
https://www.migalhas.com.br/depeso/393865/compensacao-de-credito-tributario-reconhecido-judicialmente
https://www.migalhas.com.br/depeso/282645/o-oferecimento-de-garantia-previamente-ao-ajuizamento-de-execucao-fiscal-sob-a-egide-do-codigo-de-processo-civil-de-2015
Tema 01: Processo judicial tributário – A ação de execução fiscal 7

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