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SP 2.2 ÍNDICE Tutoria 1 a 5- Dissecção de Aorta Morfofuncional e Laboratório 6 - Aterosclerose, Trombo e Êmbolo 7- Histologia das Artérias 8- Vascularização do Coração 9- Vascularização do Encéfalo 10 a 13 - Anti-Hipertensivos TBL 13 a 15 - Aneurisma de Aorta 16- Referências Dissecção e Aneurismade Aorta G a b r ie ll a F a r ia NC S 6 Mobile User Fisiopatologia Dissecção de Aorta Conceito A dissecção aórtica é uma condição médica potencialmente fatal, que ocorre quando há uma separação das camadas da parede da aorta (ruptura da camada íntima com laceração da camada média), permitindo que o sangue flua entre essas camadas. Essa separação cria um canal falso, conhecido como lúmen falso, que pode comprimir o lúmen verdadeiro da aorta, onde o sangue deveria passar. A dissecção aórtica é uma emergência médica crítica, pois pode resultar em várias complicações graves, incluindo oclusão de vasos sanguíneos importantes, ruptura da aorta, insuficiência cardíaca e até mesmo a morte. Epidemiologia Fatores de Risco 1 Mais predominante em homens Entre 50 e 60 anos Alta taxa de mortalidade Mulheres são mais sensíveis a terem pior prognóstico. A dissecção aórtica não é uma doença tão rara como se pensava no passado, mas frequentemente não é diagnosticada durante a vida do paciente. A incidência da dissecção aórtica parece estar aumentando proporcionalmente com a prevalência da hipertensão arterial sistêmica. Com o avanço do conhecimento da doença e a introdução de novos métodos diagnósticos, a confirmação do diagnóstico durante a vida do paciente tem aumentado nas últimas quatro décadas, com taxas de diagnóstico ante mortem variando de 27,5% a 80%, dependendo do período e local do estudo. Sexo masculino HAS (cerca de 70% dos pacientes) Gestação Cataterismo prévio História familiar de 1o grau Uso de substâncias Aterosclerose Aneurisma Doenças sistêmicas, como síndrome de Marfan, de Loeys-Dietz, de Ehlers-Danlos ou Turner Valvulopatia prévia Aneurisma de aorta Cirurgias cardíacas prévias ou cateterismo Doenças inflamatórias com vasculite Diabetes funciona como um fator protetor!!! Alta força do cisalhamento, causando rompimento da camada íntima e degeneração da camada média da parede aórtica. Cisalhamento -> impacto do sangue pela contração do ventrículo sobre a parede aórtica. O sangue então passa através da média, propagando-se em direção distal ou proximal e criando um falso lúmen. À medida que a dissecção se propaga, o fluxo pelo falso lúmen pode obstruir o fluxo pelas ramificações da aorta, incluindo os vasos coronários, braquiocefálicos, intercostais, viscerais e renais ou ilíacos. Independentemente de onde ocorrem rupturas na aorta, pode haver extensões retrógradas e anterógradas da dissecção. Manifestações clínicas subsequentes ocorrem dependendo da extensão da propagação da dissecção, com subsequente má perfusão de órgãos. A lei de Laplace descreve o estresse da parede como diretamente proporcional à pressão e ao raio e inversamente proporcional à espessura da parede. Adventícia Média Íntima Vaso saudável Ruptura da Íntima Dissecção da Média Manifestações Clínicas Dissecção de Aorta Classificação Complicações 2 Tempo Aguda (até 14 dias) Crônica (mais de 14 dias) Classificação de Bakey: Baseada em critérios anatomocirúrgicos. Define três tipos de dissecção aórtica: Tipo I: Ruptura primária da íntima na aorta ascendente, com possível propagação para croça, aorta descendente e abdominal. Tipo II: Ruptura primária da íntima na aorta ascendente, com dissecção confinada à aorta ascendente. Tipo III: Ruptura primária na aorta descendente, geralmente no istmo aórtico, com possível propagação proximal ou distal. Subclassificações do tipo III (não deve cair) IIIa -> Ruptura ocorre distal à artéria subclávia esquerda e se estende através da aorta torácica IIIb -> ruptura ocorre para além do segmento visceral. Classificação de Stanford: Baseada em critérios clínicos. Divide a dissecção aórtica em dois tipos principais: Tipo A: Comprometimento da aorta ascendente, podendo ou não envolver o arco e a aorta descendente. (Lembre-se: A de Ascendente!) Tipo B: Aorta ascendente não comprometida, independentemente do local da ruptura primária da íntima. Enfoca o comprometimento da aorta ascendente como determinante para complicações, prognóstico e tratamento. Localização Dor torácica Dor lancinante e de alta intensidade Início abrupto Irradiação para o dorso Possivelmente irradiação para o abdome em dissecções de Stanford B Síncope Choque sem causa aparente Sudorese excessiva Palidez cutânea Taquicardia Parestesia Alteração neurológica aguda Stanford De Bakey Insuficiência aórtica, uma das principais causas de morte na dissecção de aorta. Hemopericárdio com tamponamento cardíaco (Tríade de Beck: hipotensão arterial, hipofonese de bulhas cardíacas e turgência jugular). Ruptura da camada adventícia da aorta. Paciente em possível estado de choque, mas com pressão arterial geralmente elevada. Assimetria de pulsos (possível compressão das artérias) Alterações na pressão arterial podem variar, com hipertensão associada à dissecção distal e hipotensão relacionada à dissecção proximal, tamponamento cardíaco, insuficiência aórtica grave ou ruptura aórtica. Deficiência de PA/Pulso Diferença de 20mmHg entre PAS e/ou 10mmHg na PAD entre MSD e MSE Sopro aspirativo em diastólica (aspire pela boca com força, é mais ou menos esse som!) no foco aórtico e aórtico acessório, com irradiação para o ictus cardíaco. Insuficiência aórtica aguda Possíveis manifestações neurológicas, como AVC IAM Diagnóstico - Exame Físico Depende do estado hemodinâmico do paciente, da probabilidade de dissecção da aorta e da disponibilidade local. Investigação inicial inclui ECG e enzimas para IAM. Exames de sangue, como perfil metabólico, hemograma completo, tipagem sanguínea e prova cruzada. Dímero D não é recomendado como única ferramenta de rastreamento, pois carece de especificidade, mas pode ser útil no diagnóstico diferencial. Diagnóstico - Exames Laboratoriais Diagnóstico - Exames de Imagem Dissecção de Aorta RX de tórax Pode haver alargamento do mediastino, silhueta aórtica alargada e separação da calcificação intimal (sinal de cálcio) em relação ao contorno externo do botão aórtico. Eletrocardiograma Pode mostrar sinais de hipertrofia ventricular esquerda devido à hipertensão arterial sistêmica crônica. Ecocardiograma Transtorácico Revela dilatação da aorta ascendente, insuficiência da válvula aórtica e derrame pericárdico. Ecocardiograma transesofágico Alta sensibilidade e especificidade para dissecção tipo A e B Identifica a localização da fenda intimal e pontos de reentrada. Tomografia computadorizada de tórax Alta sensibilidade e especificidade Identifica o envolvimento da aorta ascendente e a presença de derrame pericárdico Mas requer contraste intravenoso Aortografia É invasiva Possui alta sensibilidade e especificidade, permitindo a localização do ponto de entrada, avaliação da competência da válvula aórtica e diagnóstico da dupla luz. Ressonância Magnética (RM) É precisa, mas cara Não pode ser realizada em pacientes instáveis hemodinamicamente. 3 Escore ADD-RS Dissecção de Aorta Importante: HAS NÃO é condição de alto risco e Diabetes é um fator protetor. Para saber a conduta, utilizamos esse escore, sendo que cada um dos itens abaixo vale 1 ponto. 4 Diagnóstico Diferencial Tratamento IAM Pericardite AVE Ruptura do esôfago TEP Tumor de Mediastino Pneumotórax Stanford B com lesão de órgão alvo -> Cirurgia Protocolos locais de reanimação (ABCDE) -> Foco no C - Circulation - (ABCDE no Resumo da 2.1) ! Recomendação de oxigênio suplementar e suporte hemodinâmico, incluindo ressuscitação intravenosa de fluidos e o uso criterioso de inotrópicos em casos de insuficiência renal incipiente e choque hipovolêmico. O manejo inicial das dissecções do tipo A e B envolve terapia medicamentosa. Betabloqueadores intravenosos são usados deixar a PA inferior a120 mmHg ou para reduzir a pressão arterial mantendo uma perfusão adequada de órgãos-alvo e uma frequência cardíaca adequada. Em pacientes com contraindicações a betabloqueadores, pode-se considerar bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidropiridina para controlar a FC. Monitoramento invasivo da PA com acesso arterial em um cenário de UTI é recomendado para reduzir a pressão na parede aórtica. Se o betabloqueador ou bloqueador dos canais de cálcio não di-hidropiridina não for suficiente, pode ser necessário adicionar terapia com vasodilatador, como nitroprussiato. O controle da dor com opioides também é importante. diminui o tônus simpático Recomenda-se consulta e avaliação cirúrgicas de emergência, devido ao alto risco de complicações com risco de vida. Os pacientes geralmente são tratados clinicamente com controle da pressão arterial e da dor durante a fase aguda. Betabloqueadores, inibidores da ECA e outros anti- hipertensivos podem ser usados para controlar a pressão arterial. Intervenção cirúrgica ou endovascular urgente é necessária em caso de ruptura, isquemia visceral ou de membro, expansão do aneurisma ou dor persistente. A abordagem endovascular, incluindo fenestração e colocação de stent. O TEVAR (reparo endovascular da aorta torácica) é recomendado em pacientes com anatomia adequada para tratamento endovascular. Stanford A -> Cirurgia Stanford B -> Tratamento Clinico Manejo Inicial: Terapia Medicamentosa: Dissecção do Tipo A: Dissecção do Tipo B Não Complicada: Dissecção Aguda do Tipo B Complicada: Dissecção de Aorta 5 Exames de sangue para avaliar os níveis de colesterol e outros lipídios. Testes de imagem, como angiografia, ultrassonografia vascular e tomografia computadorizada. Avaliação clínica e história médica. Mudanças no estilo de vida, incluindo dieta saudável, exercícios físicos regulares e cessação do tabagismo. Medicamentos para controlar os fatores de risco, como estatinas para reduzir o colesterol. Procedimentos invasivos, como angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização, podem ser necessários em casos graves. Controle rigoroso da pressão arterial e glicose para pacientes com hipertensão e diabetes. Trombo x Êmbolo Aterosclerose Diagnóstico Processo de acumulação de placas de gordura (ateromas) nas paredes das artérias. Inflamação crônica desencadeada por lesões nas paredes arteriais. Formação de placas que estreitam a luz da artéria, reduzindo o fluxo sanguíneo. Principalmente associada ao acúmulo de colesterol LDL nas artérias. Lesões na parede arterial devido a processos inflamatórios e estresse oxidativo. A aterosclerose é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Prevalência significativa em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Hipertensão arterial. Tabagismo. Diabetes mellitus. Hipercolesterolemia (nível elevado de colesterol no sangue). Idade avançada. História familiar de doença cardiovascular. Obesidade. Sedentarismo. Dieta rica em gorduras saturadas e trans. Inicialmente assintomática. Pode levar a sintomas conforme as placas se desenvolvem e restringem o fluxo sanguíneo. Sintomas variam dependendo da localização das placas e podem incluir dor no peito, claudicação intermitente, disfunção erétil, entre outros. Fatores de Risco: Aterosclerose, Trombo e Êmbolo 6 Trombo -> Fixo Coágulo de sangue que surge dentro do vaso. Êmbolo -> Móvel Coágulo de sangue que desprende de sua origem causando obstrução total ou parcial em outro vaso. Outras formas de êmbolos: Gasoso (mergulhadores) Líquido amniótico (parto e pós-parto imediato) Gorduroso ou de medula óssea (fratura de ossos longos) Formação de aneurisma e sua ruptura Oclusão por trombose Embolização Estenose crítica Causas Epidemiologia e Fatores de Risco Sintomas Complicações Tratamento Camadas das Artérias Elásticas Histologia das Artérias 7 Túnica Íntima: Composta pelo endotélio, um tecido epitelial pavimentoso simples que reveste internamente o vaso sanguíneo. Também inclui o tecido conjuntivo subendotelial, uma fina camada de tecido conjuntivo frouxo. Em artérias elásticas: Rica em fibras elásticas Mais espessa que a íntima das artérias musculares. Túnica Média: É a camada mais espessa das paredes dos vasos sanguíneos. Principalmente constituída por lâminas elásticas dispostas de forma concêntrica. Entre as lâminas elásticas estão células musculares lisas, que regulam o diâmetro do vaso. Em artérias elásticas: Cor amarelada devido ao acúmulo de elastina As lâminas elásticas contribuem para tornar o fluxo de sangue uniforme. Túnica Adventícia: Composta por tecido conjuntivo frouxo rico em fibras colágenas, fibrócitos e fibroblastos. Gradualmente se conecta ao tecido conjuntivo do órgão pelo qual o vaso sanguíneo passa. Na túnica adventícia das grandes artérias elásticas, podem ser encontrados vasos sanguíneos (vasa vasorum), nervos (nervi vasorum) e vasos linfáticos. Quimiorreceptores sensíveis ao dióxido de carbono e ao oxigênio do sangue Na aorta encontramos os corpos aórticos, semelhantes aos carotídeos. Células do tipo I -> Quimiorreceptores com vesículas de dopamina, serotonina e epinefrina – sensíveis a queda de O2 e ao aumento de CO2 . A despolarização destas células favorece a exocitose destes neurotransmissores Células do tipo II: suporte As paredes dos vasos sanguíneos são compostas por três camadas distintas: CORPOS CAROTÍDEOS: Pequenas dilatações das artérias carótidas internas Contêm barorreceptores que detectam variações na pressão sanguínea!!! Neste local, a camada média é mais delgada e as camadas íntima e adventícia ricas em terminações nervosas. Presentes próximos à bifurcação da artéria carótida comum Aterosclerose Componente fibroso Componente lipídico Quanto maior for a proporção do componente lipídico, maior instabilidade. Ou seja, maior chance de ruptura da placa. Aspectos da placa aterosclerótica 8 Vascularização do Coração Artéria coronária direita Ramo marginal direito Ramo do cone arterial Ramo do nó sinoatrial Ramo interventricular posterior Artéria coronária esquerda Ramo interventricular anterior (ramos diagonais ou laterais) Ramo circunflexo; Ramo marginal esquerdo V. interventricular anterior V. cardíaca magna V. oblíqua do átrio esquerdo V. posterior do ventrículo esquerdo V. cardíaca parva V. cardíaca média (veia interventricular posterior) Seio coronário. Tronco braquiocefálico: A. carótida comum direita A. subclávia direita A. carótida comum esquerda A. subclávia esquerda ARTÉRIAS DO CORAÇÃO PARTE ASCENDENTE DA AORTA VEIAS DO CORAÇÃO ARCO DA AORTA Vascularização Encéfalo 9 A. carótida interna A. cerebral anterior A. comunicante anterior; A. cerebral média A. comunicante posterior A. vertebral A. basilar A. cerebral posterior Isso é clinicamente importante para definir as localizações de aneurismas cerebrais! Ocorrem no polígono de Willis, principalmente cerebral média, que parte da carótida interna. IECA Bloqueia a vasoconstrição e a secreção de Aldosterona Semelhantes aos efeitos dos IECA Hipercalemia Lesão Renal Losartana Valsartana BRA -> Bloqueador dos Receptores de Angiotensina II Antagonizam a ação da angiotensina, promovendo relaxamento da musculatura lisa vascular, aumentando a excreção de água e sal pelos rins e reduzindo o volume plasmático. Efeitos Colaterais: São eficazes no tratamento da HAS, principalmente, na população com alto risco cardiovascular, em pacientes com ICC e em diabéticos. Exemplos: Anti-Hipertensivos 10 Bloqueiam a ECA (Enzima conversora de Angiotensina) Bloqueio da conversão de Angiotensina I em Angiotensina II Angiotensina II -> Vasoconstritora Se é bloqueada, reduz a vasoconstrição Redução da PA Redução da RVP (Resistência Vascular Periférica) NÃO aumentam DC, FC e contratilidade cardíaca Redução Na e H2O (Começa a reter menos) Redução da secreção de aldosterona Redução da Pré e Pós Carga Tosse Seca Exantema Alteração de Paladar HipotensãoHiperpotassemia Enalapril Captopril Fosinopril Mecanismo de ação: 1. 2. Degrada Bradicinina, liberando Óxido Nítrico e Protaciclinas = VASODILATAÇÃO Efeitos: Efeitos Colaterais Exemplos: 1a escolha para disfunção sistólica, IC, HAS c/ DRC e risco de DAC (doença arterial coronariana). BRA Revisando sistema renina-angiotensina-aldosterona Como esses medicamentos funcionam então? NÃO USAR IECA E BRA JUNTOS!!!!!!!! Ambos agem na Angiotensina Bloqueadores do Canal de CaDiuréticos Vasodilatadores Vasodilatação + O2 no miocárdio Anlodipino Nicardipina Nifedipina Edema periférico Bloqueio AV Tontura Cefaleia Rubor facial Inibe canais de Ca na musculatura lisa e do miocárdio, produzindo relaxamentos dos músculos lisos coronários. Exemplos: Efeitos Colaterais: Aumentam a atividade simpática reflexa Taquicardia (indica associação com Beta Bloqueadores) Aumento da contratilidade do miocárdio Aumento do consumo de O2 Retenção hídrica (indica associação com tiazídico) Aumento da atividade do sistema renina-angiotensina Monixodil Finasterida Hipotensão Náusea Rubor Palpitações Congestão Nasal Cefaleia Atuam promovendo relaxamento da musculatura lisa arteriolar, promovendo vasodilatação e redução da RVP. Exemplos: Efeitos Colaterais: Redução da PA Aumento da excreção de H20 Redução do v. extracelular Diminuição redução da DC Fluxo sanguíneo renal Hidroclorotiazida Clortalidona Hipopotassemia (redução de K+) Hiperuicemia Hiperglicemia (incomum) Disfunção erétil Redução da Resistência Vascular Renal Aumento do fluxo sanguíneo renal Furosemida Bumetamida Tiazídicos Inibem a reabsorção de sódio e cloro no túbulo distal do néfron, aumentando a excreção de potássio e magnésio e diminuindo a excreção de cálcio e ácido úrico. Exemplos: Não são eficazes em pacientes com redução da função renal (exceto mitolazona) Efeitos Colaterais: De Alça São os de maior potência diurética. Atuam inibindo a reabsorção de sódio e cloro na porção ascendente da alça de Henle, aumentando a excreção de potássio, hidrogênio e cálcio e diminuindo a excreção de ácido úrico. Bloqueiam reabsorção de Na2+ e de Cl- nos rins, MESMO EM PACIENTES COM MÁ FUNÇÃO RENAL ou que não responderam aos tiazídicos Exemplos: Poupadores de K+ Efeito antagonista da aldosterona e promove a excreção de Na2+, Cl- e água, retendo hidrogênio e K+. São os diuréticos de menor potência e são utilizados associados a outros hipertensivos para prevenção de hipopotassemia. Deve ser usado com cautela por paciente com perda de função renal em uso de drogas que atuem no eixo renina- angiotensina pelo risco de hiperpotassemia. É particularmente útil em HAS refratária. Exemplos: Espironolactona Anti-Hipertensivos 11 12 aaa PatogêneseVisão Geral Tipos Aneurisma: dilatação segmentar de um vaso sanguíneo 50% maior que seu diâmetro normal. A aorta abdominal é o local mais comum de aneurisma arterial. Epidemiologia Fisiopatologia Aneurisma de Aorta 13 Alta mortalidade pós-ruptura Prevalência em países desenvolvidos Maior em homens Aumenta com a idade Degradação proteolítica do tecido da parede da aorta: metaloproteinases da matriz (MMPs) e outras proteases são derivadas de macrófago e células da musculatura lisa da aorta e decretadas na matriz extracelular, essa ação desproporcional leva a degradação da matriz estrutural. (Polimorfismo (Genética) na MMP-2, MMP-3, MMp-13 estão relacionados ao surgimento de aneurisma) A degradação da matriz inicia um processo de inflamação e resposta imunes com uma extensa infiltração transmural por macrófago e linfócitos, essas células inicial uma cascata de citocina que ativam as proteases, uma deposição de imunoglobulina G na parede da aorta colabora com a hipótese de formação devido a uma resposta autoimune para a AAA. Outro fator importante é o estresse biomecânico nas paredes na qual o nível de elastina e a relação colágeno/elastina diminuem bruscamente no sentido distal da aorta, a diminuição da elastina esta relacionada com a vasodilatação e a degradação de colágeno predispõe a ruptura. A relação genética com o aneurisma é comprovada visto que estudos apontam que irmãos monozigoticos com AAA possuem 70x mais chance do que gêmeos monozigoticos sem AAA Processo multifatorial sistêmico, influenciado pela genética. Na histologia temos obliteração de colágeno e elastina nos meios e nas camadas médias adventícias, perda de células musculares lisas com consequente afilamento gradual da parede medial, infiltração de linfócitos e macrófago e neovascularização. Os quatro mecanismos ligados a desenvolvimento do AAA (aneurisma de artéria aorta abdominal): 1. 2. 3. 4. Expansão progressiva: 0,3 a 0,4 cm por ano. Mais rápida em fumantes Menos rápida em pacientes com diabetes mellitus ou doença arterial periférica. Alguns aneurismas permanecem relativamente fixos em tamanho por um período de tempo e depois sofrem rápida expansão. I - Infrarrenal - abaixo das artérias renais II - Justarrenal - no nível das artérias renais, mas a aorta nas artérias renais é normal III - Pararrenal - envolve a aorta ao nível das artérias renais IV - Suprarrenal (visceral) - acima das artérias renais Mais Comum A camada interna da parede aórtica se rompe e se separa da camada intermediária da parede aórtica (perda importante de sangue) FUSIFORME PSEUDOANEURISMA SACULAR DISSECANTE ROTO USG Rastreamento Acompanhamento AngioTC Padrão Ouro! Definir anatomia Planejar como será o tratamento Exames de Imagem: Fatores de Risco pra Ruptura Rastreamento Quadro Clínico Diagnóstico Aneurisma de Aorta 14 Idade avançada -> Fator mais importante Tabagismo A relação é dose dependente e começa mesmo com poucos cigarros por dia Sexo masculino HAS Aterosclerose Raça caucasiana História familiar de AAA (parentes de primeiro grau) Outros aneurismas arteriais HP ou HF de transtorno do tecido conjuntivo Ex: síndromes de Marfan, Ehler-Danlos História prévia de dissecção aórtica História prévia de cirurgia aórtica fumantes ou ex-tabagistas HF positiva AAA em parentes de primeiro grau Entre 65-75 anos: Semestral se AAA 5,0-5,4 cm. Anual quando houver AAA 3-5 cm. A cada 10 anos se dilatação da aorta abdominal entre 2,5-3,0 cm. Rastrear com mais de 75 anos se o paciente tiver condições de tratar o aneurisma. Dor contínua no hipogástrio ou na lombar Aumento súbito da dor Massa pulsátil Redução da PA Assintomático, mas, quando há ruptura, surgem sintomas: Palpar massa pulsátil Podemos palpar sem medo, pois o risco de ruptura é irrelevante Exame físico: O exame físico tem baixa sensibilidade Tratamento Complicações do Tratamento Aneurisma de Aorta 15 Correção dos fatores de risco Tabagismo HAS Dislipidemia Vigilância com USG Anual (3-5 cm) Semestral (5 a 5,4 cm) Se o AAA for sintomático (não roto) Reparo indicado caso o paciente tenha sintomas que não podem ser atribuídos a outra patologia Cirurgia Avaliar diâmetro, estabilidade, risco e sintomatologia Risco de ruptura X Risco de morbidade e mortalidade durante o procedimento Instável ou Estável? Instável: hipotensão, dor no flanco ou nas costas, massa pulsátil -> FAZER CIRURGIA Controle da hemorragia, ressuscitação e reparo Estável: imagens com urgência para confirmar ruptura antes do reparo, descartar outras doenças Avaliar se é possível fazer reparo endovascular Cirurgia Aberta Substituição do segmento aórtico afetado por um tubo ou enxerto protético bifurcado Isso é feito por laparotomia na linha média Não há evidências que AAS, estatinas ou betabloqueadores tenham ação direta e reduzam risco de expansão ou ruptura do aneurisma. Reparo endovascular -> EVAR Menos risco de morbidade Tratamento individualizado, deve-se considerar a idade do paciente, fatores de risco para morbidade e mortalidade, fatores anatômicos e até mesmo o nível de experiência do cirurgião. Complicações cardiovasculares (15%) IAM Pulmonares (12%) Pneumonia Insuficiência renal aguda (12%) Hemorragia Infecção da ferida operatória e da prótese.Colite isquêmica. “Síndrome pós-implantação”, que causa uma resposta inflamatória sistêmica. Trombose aguda de MMII Mais comum quando há extensão da prótese para uma das ilíacas. Hematoma e pseudoaneurisma no sítio de acesso femoral. Endoleak = “vazamento” de contraste/sangue por fora da prótese inserida. Dependendo do local e intensidade, pode necessitar de reabordagem. Livros MAFFEI, F. H. A. et al. Doenças Vasculares Periféricas - 2 Vols. Editora Guanabara Koogan, 2014. BRUNTON, Laurence L. (Org.). As Bases farmacológicas da terapêutica de Goodman & Gilman. 13. ed.Porto Alegre: Artmed, 2019 ISBN 9788580556148. 2. RANG, H. P. et al. Rang&Dale farmacologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. ISBN 9788535283433 Artigos https://bestpractice.bmj.com/ Dissecção de Aorta - PDF Completo https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/05/883455/disseccao-aortica-aguda- final_rev.pdf http://sociedades.cardiol.br/socerj/revista/2003_supl_c/a2003_V16_disseccao_ag uda%20.pdf https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/02/879700/disseccao-de-aorta- diagnostico-diferencial-e-manejo-cedalia-campos.pdf https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/03/881109/tratamento-medicamentoso- da-hipertensao.pdf Sites https://blog.bjcvs.org/single-post/2021/09/19/alem-do-que-nossos-olhos- podem-ver-metodos-de-imagem-na-disseccao-da-aorta-toracica/ https://cardiopapers.com.br/metodos-de-imagem-na-disseccao-de-aorta/ Referências Este material foi feito com muito carinho e esforço, peço que tenha o bom senso de não compartilhar! Agradeço. Obrigada por me ajudar comprando os meus resumos! Ass.: Gaby 16 Mobile User