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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO PERCURSO 5 CURSO FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS INGRESSANTES DA EDUCAÇÃO A organização no momento da alimentação EDUCAÇÃO INFANTIL 2 FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS INGRESSANTES DA EDUCAÇÃO PERCURSO 5 CURSO A organização no momento da alimentação EDUCAÇÃO INFANTIL A organização no momento da alimentação As práticas pedagógicas que envolvem o tema da alimentação, possibilitam trabalhar em consonância com o Currículo da Cidade de São Paulo. O alimentar-se é essencial para o desenvolvimento humano. Muito mais que apenas para a nutrição, é importante considerar que as relações que se esta- belecem nesses momentos contribuem diretamente para o desenvolvimento dos sujeitos. Conforme anuncia a Orientação Normativa de Educação Alimen- tar e Nutricional para a Educação Infantil, a alimentação tem a finalidade de promover a saúde e o bem-estar de bebês e crianças bem pequenas numa relação que vai além da saúde pública, integrando aspectos afetivos, sociais e cognitivos. Enquanto prática social e pedagógica, é um momento rico e oportu- no que permite as interações entre crianças/crianças e crianças/adultos. É importante que os espaços onde bebês e crianças bem pequenas reali- zam as refeições sejam organizados de modo a garantir o convívio social, o conforto, a autonomia em relação às suas preferências na escolha de alimentos, no manuseio de talheres e na sensação de saciedade. Para um momento prazeroso de alimentação é importante que o ambiente seja aco- lhedor, tranquilo, agradável, limpo e composto por mobiliário apropriado, que assegure a segurança e conforto dos bebês e crianças bem pequenas. Assista ao vídeo “ Alimentação na creche” para am- pliarmos esse diálogo Alimentação na creche - Mesa Coletiva Para assistir na íntegra, acesse o link: https://drive.google.com/file/d/1q6N_yY8_aLuBFqnL5puaf3cYXvIJ8mM-/view Como vimos no vídeo, desde os bebês até as crianças maiores são convi- dados à mesa a partir das ações intencionais e também pelo desejo que pode ser desenvolvido a partir dos cheiros e cores no momento da prepa- ração e oferta dos alimentos. Registre em seu material de estudo como a alimentação pode efetivar-se como momentos para aprendizagem dos bebês e crianças. 3 FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS INGRESSANTES DA EDUCAÇÃO PERCURSO 5 CURSO A organização no momento da alimentação EDUCAÇÃO INFANTIL Assim, a partir de 4 anos, com a supervisão de um adulto e os utensílios adequados (facas sem ponta, descascadores e raladores grandes etc.), a criança já pode cortar, ralar, refogar, investigar e degustar as possíveis transformações do alimento, observando suas propriedades. Através da apresentação diária do cardápio escolar e das oficinas culinárias, é pos- sível aprender conceitos matemáticos, estimular a leitura e a construção da escrita, na execução de cada receita ou alimento apresentado, sendo possível trabalhar, também, ciências, história, dentre outros componentes integrados. Outra proposta de trabalho é a utilização da literatura, através de contos, histórias, lendas, fábulas e parlendas, abrangendo os temas pertencentes à alimentação, apoiando e orientando os educadores para a estratégia pedagógica e do processo criativo e educativo, nas rodas de conversa, músicas e histórias, fomentando a consciência crítica, investiga- tiva e científica. PARA SABER MAIS Orientação Normativa de Educação Alimentar e Nutricional para Educação Infantil (São Paulo, 2020). • Para saber mais... https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/acervo/ curriculo-da-cidade-educacao-alimentar-e-nutricional- orientacoes-pedagogicas/ Ao refletirmos sobre os contextos de aprendizagem, também é possível compreender os momentos de alimentação como espaços potentes de de- senvolvimento e interação. A organização intencional desses ambientes, para além do cuidado e da nutrição, favorece a autonomia, a socialização e a construção de hábitos saudáveis, transformando a refeição em uma experiência educativa. Assim, quando o professor olha para o espaço da alimentação como parte do currículo da Educação Infantil, amplia as possi- bilidades pedagógicas e reafirma a importância de cada detalhe do cotidia- no escolar na formação integral das crianças. Conclusão do Percurso Formativo Encerramos este percurso formativo com a certeza de que cada etapa https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/acervo/curriculo-da-cidade-educacao-alimentar-e-nutricional-orientacoes-pedagogicas/ https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/acervo/curriculo-da-cidade-educacao-alimentar-e-nutricional-orientacoes-pedagogicas/ https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/acervo/curriculo-da-cidade-educacao-alimentar-e-nutricional-orientacoes-pedagogicas/ https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/acervo/curriculo-da-cidade-educacao-alimentar-e-nutricional-orientacoes-pedagogicas/ 4 FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS INGRESSANTES DA EDUCAÇÃO PERCURSO 5 CURSO A organização no momento da alimentação EDUCAÇÃO INFANTIL foi construída a partir de reflexões sobre avaliação, contextos de apren- dizagem e o papel essencial do professor na Educação Infantil. Ao longo dos conteúdos, buscamos ampliar os olhares para os bebês e crianças como sujeitos ativos, capazes de investigar, criar e construir sentidos no espaço educativo. Vimos que a avaliação, quando compreendida como processo contínuo e formativo, não se limita a registros ou instrumentos, mas se concretiza na escuta atenta, no diálogo e nas práticas que respeitam o tempo e o de- senvolvimento de cada criança. Da mesma forma, pensar os contextos de aprendizagem como ambientes intencionalmente organizados significa as- sumir o compromisso de criar experiências ricas, diversificadas e desafia- doras, que convidem ao brincar, à pesquisa e à descoberta. Este percurso não se encerra em si mesmo: ele abre caminhos para novas práticas, diálogos e investigações no cotidiano das infâncias. O convite que deixamos é para que cada docente continue ressignificando seu fazer pe- dagógico, fortalecendo sua identidade profissional e reafirmando o compro- misso com uma educação pública de qualidade, que valoriza a infância e reconhece nas crianças todo o seu potencial de ser e aprender. Que o conhecimento aqui construído seja ponto de partida para novas ex- periências e para a consolidação de práticas pedagógicas cada vez mais significativas, humanas e transformadoras. Seguimos juntos no compromisso de garantir uma Educação Infantil de qualidade, que acolhe, respeita e potencializa cada criança. Que este seja apenas o começo de muitas outras descobertas e conquistas! Para finalizarmos, sugerimos que conheçam o site da Educação Infantil com muitos materiais, vídeos e documentos para seu desenvolvimento profissio- nal. Segue o link: https://sites.google.com/edu.sme.prefeitura.sp.gov.br/sme-educacao-infantil/p%C3%A1gina-inicial Até breve! Referências SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: Educação Infantil. São Paulo: SME/COPED, 2019. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Orientações didáticas do currí- culo da cidade: coordenação pedagógica.2. ed. São Paulo: SME/COPED, 2019. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: educação antirracista: orientações pedagógicas: povos afro-brasileiros. São Paulo: SME/COPED, 2022. https://sites.google.com/edu.sme.prefeitura.sp.gov.br/sme-educacao-infantil/p%C3%A1gina-inicial 5 FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS INGRESSANTES DA EDUCAÇÃO PERCURSO 5 CURSO A organização no momento da alimentação EDUCAÇÃO INFANTIL SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Indicadores da qualidade na educação infantil paulistana. São Paulo: SME/DOT, 2015. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. OrientaçãoNormativa de regis- tros na Educação Infantil. São Paulo: SME/COPED, 2020 SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Divisão de Educação Infantil. Parques sonoros da educação infantil paulistana. São Paulo: SME/COPED, 2016 SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Autoavaliação nas Unida- des de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de São Paulo: carta de princípios. São Paulo: SME, 2017 São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Intencionalidade, planejamento, prota- gonismo e participação : reflexões e orientações pedagógicas para a educação infantil paulistana. – São Paulo : SME / COPED, 2024 São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Os CEMEIs na cidade de São Paulo. – 1. ed. – São Paulo: SME / COPED, 2024 São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Orientação Normativa de registros na Educação Infantil. – 2. ed. – São Paulo : SME / COPED, 2022 São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Coordenadoria de Alimentação Escolar Orientação Normativa de educação alimentar e nutricional para Educação Infantil. – 2. ed. – São Paulo : SME / COPED / CODAE, 2022 São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria de Alimentação Escolar. Currículo da cidade : educa- ção alimentar e nutricional : orientações pedagó-gicas. – São Paulo : SME / COPED, 2024 Qualquer parte desta publicação poderá ser compartilhada (cópia e redistribuição do material em qualquer suporte ou formato) e adaptada (remixe, transformação e criação a partir do material para fins não comerciais), desde que seja atribuído crédito apropriadamente, indicando quais mudanças foram feitas na obra. 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Consulte material disponibilizado em: educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO Ricardo Nunes Prefeito SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Fernando Padula Secretário Municipal de Educação Maria Sílvia Bacila Secretária Executiva Pedagógica Samuel Ralize de Godoy Secretário Adjunto de Educação Ronaldo Tenório Chefe de Gabinete Sueli Mondini Chefe da Assessoria de Articulação das Diretorias Regionais de Educação – DREs ESCOLA MUNICIPAL DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO FUTURO – EMFORPEF Graciela Marra - Coordenadora DIVISÃO DE FORMAÇÃO – DF Kaligiane Dorgelma Felix da Silva Lima - Diretora Carla Helena Silva de Jesus Cecy Leite Alves Carreta Daniela Livia da Costa Espósito Daniela Tamie Konioshi Deise Alves Cassiano Ellis Mara Barbosa Elias Marta e Silva Felipe Zuculin da Fonseca José Ari de Oliveira Junior Leandro dos Santos Messias Leonardo Moncorvo Tonet Mayra Barros Dias Patrícia Nascimento Marques Priscila de Oliveira Vieira Priscilla Boschini Molina Tania Maranesi Tatiana do Nascimento Fonseca Thiago Fabiano Brito PROJETO GRÁFICO CENTRO DE MULTIMEIOS – CM Ana Rita da Costa - Diretora NÚCLEO DE CRIAÇÃO E ARTE - diagramação Aline Frederick Santos Angélica Dadario Cassiana Paula Cominato Fernanda Gomes Pacelli - projeto Julia Gonçalves Rizzo - estagiária Marcos Roberto da Silva Moreira Raquel Nogueira Janoni - estagiária Simone Porfirio Mascarenhas http://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br