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FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SÃO PAULO - FATEC SP - ASSUNTO: CADERNOS DE CONSTRUÇÃO III DEPTO: EDIFICIO BRENO FABIANI PROFESSOR : 1992 ANO 83 DA APOSTILA IMPRESSO NA GRAFICA FATEC - SPREVESTIMENTOS 1. PISOS - A escolha adequada do material de piso a ser usado em um determinado ambiente bastante difícil de ser feita,mesmo dentre a grande variedade de opções que se tem à disposição, pela dificul dade em compatibilizá-lo com as características do local e as condições que devem ser exigidas do material. Este precisa: oferecer resistência ao desgaste, em função do tipo de trânsito; ter atrito necessário ao trânsito; ser inalterável no tempo (cor, brilho, etc); ser de fácil manutenção; apresentar condições higiênicas; ser decorativo; ser econômico; não provocar ruído pelo trânsito. Verifica-se, pela simples enunciação das várias qualidades, a complexidade em se obter uma solução para material de piso que atenda a todos OS requisitos e que ainda se harmonize com ambiente. 1.2 Classificação Vários são OS critérios para classificar pisos. Assim, com relação: continuos à existência de juntas impermeáveis à absorção de água combustiveis à ação do fogo não combustiveis aderentes à fixação não aderentes quentes à sensação de conforto frios.2. 1.3 - Base - Os materiais de piso podem ser usados em três situa ções, dependendo do tipo de que ser- de suporte (base), Assim, temos pisos sobre: vigamento de madeira lastro e laje armada 1.4 - sobre o terreno - Exigem para sua colocação prepa- ro prévio do terreno, através de compactação. Os materiais mais comunente usados para pisos desta na tureza são: 1.4.1 - Paralelepipedos de pedra - A aplicação deste material é feita sobre camada de 8 locada no terreno previamente compactado. As juntas entre vários são preenchidas com areia e tomadas com asfalto misturado com areia grossa. (fig. 1) sobre Juntas preench de + + AREIA GROSSA asfalto AREIA 10 TERRENO COMPACTADO fig. 1 1.4.2 - Pedra em - A colocação de pisos com este material feita sobre de argamassa (4 a 5cm), aplicada diretamente sobre o E, também, usada a colocação sobre camada de areia. As pedras devem ser escolhidas e previamente molhadas, antes de sua colocação. As juntas deverão ser tomadas com argamassa de cimento e areia. (fig. 2) JUNTA COM ARGAMASSA ou AREIA TERRENO COMPACTADO fig..3. 1.4.3 Blocos de concreto - A técnica de execução é semelhante às anteriores, ou seja, em camada de a- reia sobre O terreno compactado. As juntas são tomadas com asfalto misturado com areia grossa, ou com argamassa de cimento. mercado apresenta grande variedade de tipos, sendo importante destacar OS chamados blocos articulados e intertravados que, em fun- ção de um sistema de encaixe bloco a bloco, distribuem as cargas: TIPO ARTICULADO FORMATO ESPESSURA 10 6.5 5 cm 6 cm 8 cm Não se recomenda a tomada da junta com argamassa de cimento pa- ra ambientes externos, pela possibilidade do rejuntamento sair, dei- xando a junta aberta,o que permite a entrada de água que danificará a base. 1.4.4 - Placas de concreto Este piso é feito com placas de con- creto (armado ou não) aplicadas sobre camada de areia e com as juntas tomadas com argamas- sa de cimento. (fig. 3) ARGAMASSA ESPESSURA 50 MÍNIMA DA PLACA 5 cm 20 fig. 3.4. 1.4.5 Mosaico português Piso feito pequenos pedaços de pe- dra e com técnica semelhante às ante- riores, com a junta tomada com areia, mediante varredura. E um pi- so bastante decorativo, prestando-se à formação de desenhos. (fig.4) AREIA AREIA fig. 4 TERRENO COMPACTADO 1.4.6 Concreto desempenado - Piso em concreto simples, lançado diretamente sobre terreno com- pactado, regularizado com e desempenadeira de madeira. Para a contenção do concreto devem ser feitos requadros com sarrafos,que se rão retirados posteriormente. A concretagem nos vários quadros deve ser alternada e a junta leva pintura com asfalto para impedir a ligação do concreto. (fig.5) 1 3 QUADRO JÁ CONCRETADO PINTURA COM ASFALTO 4 2 TERRENO COMPACTADO DE SARRAFO fig. 5 Os requadros devem ser sempre retirados para evitar posterior- mente sua saída, pelo apodrecimento da madeira, que permitirá a entrada de água pelas juntas, que danificará a base.' Deverá ser a junta, neste caso, calafetada com asfalto misturado com areia ou ar- de cimento. (fig. 6) ASFALTO ARGAMASSA CONCRETO CONCRETO fig. 6.5. 1.5 Pisos sobre vigamento de madeira - pisos formados por tábuas de madeira, prega das em vigamento e comumente chamados de soalhos. (fig. 7) TÁBUAS CAIBROS DE MADEIRA VIGA DE MADEIRA fig. 7 E imprescindivel, na execução deste tipo de piso, que OS cai- bros de apoio estejam perfeitamente nivelados e convenientemente dimensionados. Não é técnica recomendável calçar as tábuas se obter nivelamento, pois as cunhas poderão, com O tempo, se sol- tar, deixando piso desnivelado. A de tábua mais usada é a do tipo macho-fêmea, existindo, entretanto, outros tipos. (fig. 8) MACHO FÊMEA CANTO CHANFRADO CANTO VIVO fig. 8 A fixação das tábuas aos caibros é feita através de pregos ou parafusos, de maneira a não serem visiveis e nem prejudicar caixe (usar (fig. 9) fig. 9 As tábuas para soalho, encontradas no mercado, têm largura va- riando de 8 a 10cm. Quando se pretende executar um piso com tábuas mais largas, de cuidar que a madeira esteja perfeitamente se ca, deve-se frisar com a serra a face que ficará em contato com OS.6. caibros. Os frisos (profundidade 0,5cm) evitarão abaulamento da pelo alívio de tensão que determinam. (fig. 10) 40 1/4 fig. 10 As tábuas podem ser dispostas formando variados tipos do dese- nhos. (figs. 11, 12, 13 e 14) fig. 11 fig. 12 fig. 13 fig. 14 No caso, de emenda, no sentido do comprimento, poderá ela ser feita conforme mostram as figuras 15 e 16. fig. 15 fig. 16 Sempre que houver necessidade de se pregar ou aparafusar as tá buas por cima, deve prego ser rebatido com punção e a cavidade re- sultante ser calafetada; no uso de parafusos, deve furo ser escaria do cavidade receberá uma cavilha da própria madei ra do soalho ou de outra qualidade. (figs. 17 e 18) MASSA DE CALAFETAÇÃO CAVILHA DE fig. 17 fig. 18.7. Colocadas as tábuas, deve soalho ser lixado, ter suas juntas calafetadas e, posteriormente, ser encerado. Quando se pretender acabamento com vernizes sintéticos, é reco- mendável que sua aplicação só seja feita após algum tempo pois, caso soalho venha a sofrer deformações ocasionadas pela madeira, não haverá à película de verniz. E conveniente, também, ressaltar que as operações de lixamento sejam confiadas a profissionais habilitados, pois amadoris- mo pode causar danos ao soalho, de difícil recuperação e bastante onerosos 1.6 Pisos sobre lastro ou laje armada Quando terreno apre- senta condições de su- porte, não necessidade de uma laje armada para resistir às cargas e, neste caso, é executado que se chama de lastro, que consiste em uma camada de concreto (espessura 7cm) aplicada sobre camada de brita (5cm), em terreno previamente regularizado e compacta- do. (fig.19) LASTRO DE CONCRETO 7 CONTRAPISO 5 cm CAMADA DE BRITA fig. 19 Deve lastro estar perfeitamente nivelado e convenientemen- te desempenado para evitar gastos desnecessários quando da colocação do material de piso. 0 acabamento do lastro deverá ser áspero para facilitar, a aderência. Nas lajes armadas, principal cuidado a ser observado diz res- peito ao problema do nivelamento de sua E bastante co- mum, por deficiência no escoramento, ou mesmo, por falha na execu- ção, apresentarem-se as lajes com flechas, principalmente no meio dos vãos. (fig.20) ENCHIMENTO VIGA LAJE fig. 20.8. A correção desse desnivelamento, quando superior a 4cm, é feita com uma de concreto, (150kg de aplicada sobre a laje. Para correções menores, usa-se argamassa de cimento, dosada com areia grossa ou pedrisco. Em qualquer das situações, é importan- te que se garanta a ligação com a laje. Todos OS materiais explicitados para pisos sobre terreno po- dem, também, ser usados para caso de lastro ou laje armada, sendo en- tretanto, importante ressaltar tratarem-se de materiais pesados e, portanto, pouco convenientes. Os materiais mais usados para pisos so bre lastro ou laje armada são: 1.6.1 Concreto desempenado Tanto no caso de lastro no de laje armada, acabamento do con- creto é dado mediante régua e desempenadeira de madeira. A cura deve ser bem cuidada para diminuir as fissuras provocadas pela retração. 1.6.2 Cimentado Este piso é obtido pela colocação de uma cama da de argamassa de cimento e areia, (+ 2,5cm) regularizada com de madeira. Por causa da retração da argamassa, não conveniente a execução de superiores a 5 sem juntas e cuidados devem ser toma dos com relação à cura da argamassa. 1.6.3 Cimento queimado E um piso feito durante a execução do cimentado e que consiste em se polvi- 'lhar cimento puro sobre a e dar alisamento com desempena- deira de aço ou colher de pedreiro, respeitando-se as juntas do ci- mentado. Pode-se, acrescentar corante. E um piso bastante impermeável, pela de maior concentração de cimento em sua superficie. 1.6.4 Concreto endurecido Sobre O cimentado, é colocada uma camada (+ de argamassa, que, pela presença de aditivos, dá a mesma uma alta resistência e grande dureza. Da mesma maneira que OS pisos anteriormente descritos, de- vem ser feitas juntas (a cada 1,5 para evitar O aparecimento de.9. trincas. Estas juntas podem ser executadas conforme indica a figu- ra 21. JUNTA DE PLÁSTICO ou METÁLICA CONCRETO 1.00 ARMADA fig. 21 O acabamento da do piso dado por lixamento e pos- terior polimento, que lhe boas condições decorativas. E este pi SO encontrado no mercado, em dos aditivos colocados, em cores, sendo as mais comuns O cinza e preto. 1.6.5 Concreto polido E um piso em concreto dosado com maior quantidade de agregados e que,pos teriormente, tem seu acabamento feito por lixamento e polimento. A textura do piso função do tipo de agregado usado (normalmente seixo rolado) e de sua granulometria. Durante lixamento, é feita a operação de estucagem, que consis te no preenchimento dos vazios da superfície com argamassa de cimen- to. Precauções com relação às juntas e à cura devem ser tomadas, pois se trata de um piso que leva cimento. 1.6.6 Ladrilho hidráulico - E um piso feito pela colocação de pe- ças pré-moldadas de argamassa de ci- mento. Essas pecas são conhecidas como ladrilhos hidráulicos e são fabricadas em vários formatos, desenhos e cores. formato mais em- pregado é quadrado de 20 X 20cm. O ladrilho hidráulico é composto de 3 camadas. (fig.22) ARGAMASSA FINA (CIMENTO AREIA FINA PO DE ARGAMASSA DE AREIA CIMENTO ARGAMASSA DE CIMENTO E AREIA GROSSA fig. 22.10. Para sua colocação varre-se, inicialmente, a superfície suporte (lastro ou laje), molhando-a e aplicando, a seguir, uma camada de argamassa de cimento, nivelada a partir das mestras. (fig. 23) MESTRAS DISTÂNCIA IGUAL AO COMPRIMENTO DA m) MESTRAS MESTRAS NIVELADAS MESTRAS fig. 23 A medida do preenchimento das mestras, vão sendo colocados OS la drilhos (previamente molhados), polvilhando-se de cimento a super- da argamassa. Deverá colocador comprimir O ladrilho contra a argamassa de base até sua posição correta. Os ladrilhos deverão ser colocados com junta de 2 mm que, após 48 horas do assentamento, será tomada pasta de cimento, puxada rodo de borracha. A limpeza final será feita com solução de áci- do e água,na proporção de 1 volume de ácido X 10 volumes de água. Os ladrilhos se prestam à formação de desenhos de bom efeito decorativo. 1.6.7 Lajota A colocação desse material de piso fei- ta com argamassa de cimento. E fundamen- tal que a lajota seja previamente molhada. As lajotas são colocadas com junta de 2cm, que são tomadas com argamassa de cimento A técnica de colocação utilizada é semelhante à do ladrilho hidráuli- Encontram-se, no mercado, dois tipos de lajotas: extrudada e prensada, nas dimensões de 30 X 30 e 40 X 40 (fig.24) EXTRUDADA PRENSADA fig. 24.11. As lajotas extrudadas devem ser cortadas ao meio para seu as-- sentamento. Sendo peças que, em se tratando de cerâmica,têm grandes dimensões, bastante comum apresentarem-se trincadas e empenadas, de feitos estes que não devem ser aceitos, pois prejudicam bastante não aspecto decorativo do piso, como também seu desempenho. E fundamental na colocação que toda a superfície da lajota fi- que em contato com a argamassa de assentamento. Desse modo, evita-se a formação de vazios, principalmente nas.beiradas, que poderão deter- minar a ruptura da lajota. (fig.25) P LAJOTA ARGAMASSA LASTRO ou LAJE ARMADA fig. 25 1.6.8 Ladrilho cerâmico E um tipo de material para piso de lar- ga aceitação por suas qualidades e pe- la variedade de formatos e cores. Seu pode ser feito através de argamassa de cimento, com técnica semelhante à do ladrilho ou através de cola sobre a superficie, previamente regularizada com argamassa de cimen- to. (fig.26) LADRILHO CERÂMICO LADRILHO CERÂMICO COLA LASTRO ARMADA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO fig. 26 Os ladrilhos devem ser colocados com junta de 2mm, que,posterior mente, devem ser tomadas com nata de cimento. A limpeza final é fei- ta com ácido mesma concentração usada para ladrilho.12. A maior que se faz a este tipo de piso é a de que OS la drilhos se destacam da base, após algum tempo. Observou-se, que OS ladrilhos colocados cola se soltam menos que aqueles assentes com argamassa. Vários cuidados devem ser tomados a de se prevenir desta- camento dos ladrilhos de cerâmica, assim: contrapiso havendo necessidade de sua execução, pelo des- nivelamento da laje, deve contrapiso ser do sado com agregados miúdos e aplicado sobre a superfície da la- je, previamente limpa e convenientemente molhada. A super- fície do contrapiso deve apresentar boa rugosidade para faci- litar a aderência da argamassa; argamassa de assentamento - deve ter espessura a mais cons- tante possível (no máximo 2,5cm) para reduzir a retração; cola não deve ser utilizada com espessura de camada supe- rior a 0,5cm devido à grande retração que apresenta. Pelo fato de se utilizar pouca espessura, quando existirem ra- los, OS já devem ser dados na argamassa de regulari- zacão; qualidade dos ladrilhos devem se apresentar perfeitamente esquadrejados e sem defeitos, pro- venientes de deformações (abaulamentos, empenamento, etc) ; juntas entre OS ladrilhos - devem ser de, no 2mm pa- ra facilitar a dilatação; a pas- ta de rejuntamento deve preenchê-las na sua totalidade; juntas de dilatação não se devem executar de ladrilhos cerâmicos com mais de 10 m², sem a existência de juntas de dilatação. (fig.27) JUNTA DE MATERIAL PLÁSTICO METÁLICO LATÃO, COBRE. LADRILHO ARGAMASSA LASTRO OU ARMADA fig. 27.13. assentamento - devem ser tomados OS cuidados necessários pa- ra que toda a do ladrilho esteja em contato com a argamassa ou a cola para evitar a formação de bolsas de ar, que, expandindo-se, poderão determinar des- tacamento da locais críticos - São considerados locais nos pisos de cerâmica: perimetro (linha de roda- pé) e as chamadas interferências (pilares, paredes, etc) (fig. 28) PILAR LINHA DE RODAPÉ fig. 28 Nestes locais, deve-se ter cuidado de garantir uma junta, evi- tando-se que OS ladrilhos travados. (fig.29) JUNTA ARGAMASSA fig. 29.14. 1.6.9 Cacos cerâmicos E um piso feito com pedaços do ladrilho cerâmico, que são ajustados entre si, de maneira a diminuir a largura das juntas. (fig.30) CACO CÉRÂMICO ARGAMASSA fig. 30 assentamento semelhante ao do ladrilho cerâmico, sendo as juntas tomadas com argamassa de cimento queimado. Este tipo de piso apresenta menor ao destacamento do que ladrilho cerâmico, que explicado pelo fato de se ter maior aderência, na parte fraturada, argamassa. (fig.31) ARGAMASSA DA JUNTA (CIMENTO QUEIMADO) MELHOR ADERÊNCIA IMPEDE A SAIDA CACO CACO ARGAMASSA LASTRO ou LAJE fig. 31 1.6.10 Pastilhas de porcelana - E um piso feito com pequenas pe- ças de porcelana, de formato qua- drado, hexagonal ou retangular (tipo palito). São encontradas no mer- cado em várias cores e nos acabamentos esmaltado e fosco. A colocação é feita com argamassa de cimento, devendo-se cuidar para que OS panos de pastilhas (as pastilhas são coladas em papel, for mando superfícies de 30 X 50cm) fiquem em perfeito contato com a ar- gamassa de assentamento, pois destacamento de uma peça provoca, pe- lo trânsito, a saída das demais. As juntas devem ser tomadas com nata de cimento comum ou cimento branco, na dependência do efeito decorati- que se pretende obter..15. As pastilhas apresentam boas condições para piso, mas O exces- sivo número de juntas e a possibilidade de destacamento são aspectos negativos e impeditivos de um uso mais generalizado. 1.6.11 Granilite E um material de piso encontrado no mercado sob a forma de ladrilhos também pode ser executado no próprio local. Quando usado na forma de ladrilhos, as técnicas já descritas para a colocação dos ladrilhos hidráulicos e devem ser observadas. Para ser feito no local há, em primeiro lugar, a necessidade de se executar uma camada argamassa de cimento, com acabamento para regularização da superficie do lastro ou da laje. Sobre es ta camada, espalhada a massa do granilite, que se compõe, fundamen talmente, de cimento branco (cinza), areia fina e granas de mármore em camada de espessura aproximada de 0,5cm. Esta massa alisada com desempenadeira de aço e, posteriormente, lixada até polimento. Como granilite formado por massa de cimento, a retração es- tá presente e, assim, não se devem executar superficies. com mais de 10 sem juntas. 1.6.12 A execução de um piso com mármore depende de um estudo prévio da área a ser revestida, a fim de serem determinadas "a priori" as dimensões das placas. Tal providência é necessária para serem evitados cortes na obra (serra de carburundum), que, normalmente, não conduzem a bons resultados. assentamento das placas feito com argamassa de cimento e a- reia e as juntas (0,5 são secas. acabamento da feito por lixamento frio e poste- rior polimento. Para proteção do piso de durante a constru ção do edifício, costuma-se recobri-lo com papel, aplicando, sobre mesmo, uma pasta de gesso. Uma outra variante de piso de mármore chamado "mosaico vene ziano", resultante do assentamento de pedaços de placa de (sem forma geométrica definida), tendo OS espaços entre as pecas preenchidos com granilite. (fig.32) PEDAÇOS DE PLACA DE GRANILITE fig.32.16. 1.6.13 Madeira A madeira pode ser utilizada, como material de piso, em três situações: tacos parquetes A técnica para execução sobre lastro ou laje arma- da, é semelhante a já descrita para pisos sobre vigamento de madei- ra, no que diz respeito à fixação e acabamento das tábuas. E impor- tante, entretanto, observar que, sobre lastro ou a laje, é rio que seja feito um vigamento de madeira para poder receber as tá- buas. E na execução desse vigamento que há necessidade de serem toma- das precauções especiais, no sentido de ser evitado "efei- to tambor" (barulho do trânsito) que surge pela existência de vazios entre as tábuas e o vigamento. (fig.33) VAZIO TÁBUA DE PISO ARGAMASSA DE CIMENTO LASTRO LAJE CAIBROS DE MADEIRA fig. 33 Para evitar tal situação, recomenda-se utilizar a seguinte técnica executiva: 1. Os caibros do vigamento deverão receber pintura de preserva ção e neles deverão ser colocados vários pregos, para garan tir melhor fixação na argamassa. 2. A argamassa para fixação deverá ser de cimento e areia. (fig. 34) 0.50 cm. TÁBUA ASFALTO CAIBRO COM SECÇÃO TRAPEZOIDAL ARGAMASSA DE CIMENTO E AREIA fig. 34.17. 3. O nivelamento para a eliminação do vazio deve ser feito com asfalto, que também recobrirá OS caibros. A colocação do asfalto deve ser feita somente após a estar total mente seca (total da retração). (fig.34) 4. Sobre vigamento assim executado, procede-se à fixação das tábuas. recomendável, também, pintar as tábuas, por bai- com tintas para preservação. 5. Não é recomendável O preenchimento do vazio com areia ou serragem, pois ambas são materiais que absorvem água e, as- sim, poderão ocasionar apodrecimento das tábuas. No caso da areia, pelo inchamento, é possível, também, destacamen to das tábuas. 6. Substituindo O asfalto, são também usados produtos do tipo Eucatex Frigorífico e Isopor,que preenchem vazio pela com pressão feita pela tábua, ao ser pregada. Apresentam a van- tagem de serem isolantes acústicos. (fig.35) EUCATEX ISOPOR COMPRIMIDO TÁBUA LASTRO LAJE ARMADA fig. 35 Dos vários tipos de piso de madeira, executado em tacos é mais usado, principalmente pela vantagem de preço em relação aos de- mais. Os tacos são, normalmente, encontrados no mercado, nas dimen- sões de 7 X 21cm e secção de vários tipos. (fig.36) fig. 36 Podem eles ser colocados com argamassa ou cola. Quando usada a argamassa, necessidade de serem tomados alguns cuidados,no senti do de evitar destacamento. Assim:.18. 1. A superficie do lastro ou da laje armada deve, antes da locação da argamassa, estar perfeitamente limpa e suficien- temente molhada. A argamassa de assentamento será de cimento e sua espessu- ra não deve ultrapassar 3cm. Quando lastro ou laje, necessitarem de alturas maiores para nivelamento, deve ser feito contrapiso. 3, Os taoos, para serem assentes com argamassa, devem apresen- tar condições que permitam sua fixação. Para isso, a face inferior dos tacos recebe uma camada de asfalto, polvilhada com areia média. Alguns fabricantes, além dessa camada,cra vam pregos especiais. (fig.37) CAMADA DE ASFALTO PRESO AREIA MÉDIA fig. 37 4. Na colocação,deve-se cuidar para que a argamassa de mento penetre nos chanfros laterais do taco, garantindo,as- fixação. (fig.38) ARGAMASSA ARGAMASSA LASTRO OU LAJE fig. 38 5. Os tacos devem ser colocados deixando-se, entre eles, uma junta de, no minimo, 2mm, para garantir a possibilidade de movimentação da madeira. 6. A operação de lixamento, para regularização e acabamento do piso em tacos, pode ser feita após, no minimo, 72 horas da colocação..19. No assentamento com cola, usam-se normalmente, tacos com secção macho-fêmea. Para a colocação dos tacos, deve ser, inicialmente, executada u- ma camada de regularização, com argamassa de cimento (espessura máxi- ma (3cm). Posteriormente, será aplicada a cola (espessura máxima 0,5 à medida do assentamento dos tacos. Conforme a disposição dada aos tacos, são possíveis vários dese- nhos. (fig.39) TIPO DAMA TIPO ESPINHA PARALELA TIPO ESPINHA DIAGONAL fig. 39 Os pisos sob a forma de parquetes, são colocados, normalmente, com a mesma técnica descrita para taco colado. parquete consta de duas partes: a base, feita em chapa de madeira compensada (+ 1,5cm) e a capa, que é colada à base, constituída de lâminas de madeira de várias qualidades, em diversas cores, formando variados desenhos. (fig.40) CAPA BASE fig. 40 A ligação entre as placas do parquete feita por meio de pigas, colocadas durante a execução. (fig.41) RESPIGA PARQUETE COLA ARGAMASSA LASTRO LAJE ARMADA fiq. 41.20. As dimensões mais comuns dos parquetes são: 12 X 12, 18 X 18 e 40 X 40cm. 1.6.14 Borracha E um material para piso, sob a forma de placas de 40 X 40cm, que são fixadas, através de arga massa de cimento ou com cola, à suporte. (fig.42) PLACA DE BORRACHA PLACA DE BORRACHA COLA ARGAMASSA DE CIMENTO LASTRO LAJE ARMADA CAMADA DE REGULARIZAÇÃO (ARGAMASSA DE CIMENTO) fig. 42 Em ambos OS casos, é importante que as placas de borracha fi- quem, em toda a sua superficie, perfeitamente em contato com a arga- massa ou cola, pois é bastante comum destacamento, motivado pela má ligação, especialmente nos cantos. 1.6.15 Placas com cola, sobre super- de argamassa de cimento. Encon- tram-se, no mercado, dois tipos: placas de vinil com amianto e de a- cetato de dimensões de 30 X 30cm, espessura de 1,6- 2,0 e e em variadas cores. Formam pisos de bom aspecto decora- tivo. Os mesmos cuidados, que foram recomendados para as placas de bor racha, devem, também, ser observados. 2. RODAPÉS E 2.1 Rodapés elementos construtivos que por finalidade: aumentar as arestas de entre as pa- redes e OS pisos; proteger as paredes contra choque resultante da varredura e limpeza dos pisos; proteger as paredes da água de lavagem. Os materiais usados para rodapé são quase sempre da mesma nature za dos pisos aos quais estão ligados. As executivas utilizadas para execução dos rodapés se resumem em:.21. a rodapés fundidos no local E caso dos rodapés de argamas- sa de cimento e areia, granili- te, concreto de alta resistência etc. Podem ser executados no mesmo prumo da parede ou ser salientes. (fig.43) MASSA GROSSA MASSA GROSSA MASSA FINA MASSA FINA SALIÊNCIA cm RODAPÉ RODAPÉ PISO PISO fig. 43 Não se recomenda a execução de rodapès muito salientes em rela ção ao paramento das paredes. Em geral, não se deve ultrapassar pela possibilidade de deposição de poeiras. Nos executados no prumo das paredes, principal cuida do consiste no perfeito nivelamento a ser dado à linha superior do ro dapé. b - rodapés argamassados Neste caso, OS rodapés são colocados, mediante argamassa de cimento e a- reia, sobre a de alvenaria das paredes. E caso dos de pedra, mármore, lajotas e ladrilhos hidráulicos etc. (fig.44) MASSA GROSSA MATERIAL PAREDE ARGAMASSA DE FIXAÇÃO PISO fig. 44 Da mesma maneira já descrita para OS rodapés fundidos no lo- cal, OS argamassados podem, também, ser fixados, acompanhando para- mento ou ser salientes em relação às paredes. C rodapés colados - Sua fixação é feita através de cola.22. pria, sobre de e areia. São, normalmente, utilizados nos casos dos pisos de borracha e vinilicos. d - rodapés pregados - São pecas de madeira fixadas, através de em tacos, previamente embutidos nas alvenarias. Estes taoos devem ter a forma de um tronco de de ba- se quadrada, ser distanciados de cerca de 50cm um do outro e fixados com argamassa de cimento e areia. E sempre convenien- te que OS mesmos sejam antes pintados produtos de preserva ção. (fig.45) MASSA GROSSA MASSA FINA TACO DE MADEIRA PISO fig, 45 Os pregos devem ser rebatidos e, posteriormente, calafetados. 2.2 Soleiras A ligação entre pisos feitos com materiais distin tos, ou mesmo, entre OS que,embora sendo da mesma natureza, têm cor, forma e dimensões diferentes, e feita através de um elemento construtivo denominado soleira. (fig.46) LAJOTA CERÂMICA SOLEIRA TACO fig. 4623. Pode a soleira ser feita com O próprio material de um dos pi- SOS ou com qualquer outro, na dependência do efeito decorativo que se deseje obter. Quando se pretender executar uma soleira com material de um dos pisos, em local que exista porta, deve ser escolhido aquele que se acha colocado em oposição ao sentido de abertura das folhas. (fig.47) LAJOTA SOLEIRA EM TACOS TACOS fig. 47 Deve ser ressaltado que a soleira tem, também, outra função muito importante: a de evidenciar, em um piso, eventuais degraus, vitando, assim, acidentes. Nestes casos, normalmente se usa para so- leira um material diferente. (fig.48) B SOLEIRA TACOS MÁRMORE CORTE TACOS A fig. 48 3. PAREDES revestimento das paredes tem por objetivo a regulariza- ção de seus paramentos e, subsidiariamente, quando se tra tar de paredes ou internas, sujeitas à ação da água, garan- tir-lhes a impermeabilidade..24. evidente que, ao lado dessas características, devem OS reves timentos ter durabilidade, resistência aos choques e apresentar as- pecto decorativo agradável. Das várias possibilidades de revestimento de paredes, podemos agrupá-los e considerar seguintes tipos: revestimentos feitos com argamassa revestimentos argamassados colados revestimentos pregados 3.1 - Revestimentos feitos com argamassa 3.1.1 Chapisco E constituído por uma argamassa bastante flui- da de cimento e areia, podendo, rece- ber agregados graúdos (pedrisco e pedras 1 e 2), dependendo do as- pecto decorativo que se deseje obter. O chapisco, como revestimento final, apresenta sério incon- veniente, quando externo, de ter mau aspecto, em curto espaço de tem- po, pela deposição de poeiras em sua 3.1.2 Emboço ou massa grossa Consiste na aplicação de uma ca- mada de argamassa de cal e areia (internos) où cal, areia e cimento (externos), na espessura máxima de 2,0cm, com objetivo de regularização do prumo e do alinhamento das paredes. Na necessidade de espessuras superiores à explicitada, devem ser tómadas providências, no sentido de que a alvenaria seja encasca- lhada (assentamento de fragmentos de tijolo furado) para evitar O des prendimento da argamassa de emboço. A aplicação dessa argamassa feita dentro do sequinte procedi mento: a A parede que receberá revestimento deve ,anteriormente, ser mo- lhada para garantir melhor aderência. b Tira-se O e alinhamento da superficie da parede, cons- truindo as chamadas mestras ou guias, que são faixas de arga- massa, distanciadas de cerca de 2m, destinadas a servir de re- ferência. Para tanto, chapeiam-se, na mesma prumada, botões de.25. argamassa, afastados de cerca de 1,5m, onde se introduzem ta- de madeira, através dos quais fica determinado plano ver tical. (fig.49) ARGAMASSA TACO DE MADEIRA BOTÃO fig. 49 Quando estiver seca a argamassa dos botões, completa-se a fai- assim, as guias. (fig.50) D GUIAS MESTRAS fig. 50 C - Depois de secas as mestras, chapeiam-se, com argamassa, OS in- tervalos, tendo-se cuidado de comprimi-la com a colher, para permitir a do ar, eventualmente aprisionado. Em segui- da, com auxilio da régua, apoiada sobre as mestras, de cima para baixo, vai-se roçando a argamassa, de maneira a se reti- rar excesso. Esta operação é chamada de sarrafeamento. d - Após sarrafeamento,o revestimento é alisado com desempenadei ra de madeira, cuidando-se para que a superficie não seja mui- to alisada..26. Em edifícios de baixo custo, normalmente revestimento das paredes é dado concluido após a execução do embaço. Neste caso, ele é mais alisado, sendo, também, usada a desempenadeira de aço. 3.1.3 Rehoco ou massa fina As irregularidades da massa grossa ou emboço são*sanadas pela aplica- ção de uma camada (= 0,5cm) de argamassa de areia peneirada e cal, chamada de massa fina ou reboco. Sua aplicação é feita com de desempenadeira de madei ra sobre a de massa grossa, convenientemente molhada. Após sua aplicação, é alisada com desempenadeira, revestida com feltro, bor racha ou espuma de poliuretano. (fig.51) MASSA GROSSA MASSA FINA ALVENARIA ENCASCALHAMENTO fig. 51 Cabe ressaltar que, após a aplicação da fina, (salvo no caso de posterior aplicação de massa corrida) não se deve proceder a nenhum corte na parede, pois remendos nessa massa sempre são per- ceptiveis. Como é muito comum aparecimento de trincas superficiais na massa fina, alguns cuidados básicos devem ser tomados, no sentido de Assim: não utilizar traços muito secos; no caso de cal virgem, cuidar de sua completa extinção. Quando utilizada massa preparada, conveniente, antes de um uso generalizado, executar-se uma amostra para verifi- car comportamento; misturar uniformemente a argamassa; cuidar para que seja bem feito, evitando, com isso, espessuras exageradas de massa fina; não esfregar demasiadamente a desempenadeira; aplicar a massa fina sobre previamente molha- do.3.1.4 alisado E revestimento que apresenta excelen- tes de impermeabilidade, sendo entretanto, quando não bem executado, muito sujeito a apresentar trin- cas superficiais pela presença do cimento. feito sobre emboço de argamassa de cimento e areia, no qual se polvilha cimento puro e se alisa .com a colher. Para evitar O aparecimento de trincas devem-se providenciar juntas verticais, distantes, no máximo, 0,5m umas da outras. Estas juntas são feitas com a colher de pedreiro e devem a- profundar, no 3mm. (fig.52) CAMADA DE CIMENTO ALISADO JUNTA EMBOCO fig. 52 3.1.5 Escaiola E um revestimento impermeável, que se aplica so bre emboco de argamassa de cal, cimento e a- reia, em camada de, aproximadamente, 3mm. Consta de uma argamassa de cal, areia fina, pó de e cimento branco, colocada sobre embaço, com desempenadeira de aço. Es tando seca, é polida com pedra pome, na presença de água. Presta-se, ainda, a ser pintada, podendo, com isso, imitar OS veios dos mármores. Como se trata de uma camada onde a argamassa é dosada com ci mento, há absoluta necessidade de juntas, à semelhança do cimento ali- sado. 3.1.6 Gesso É um revestimento que pode ser aplicado em pare des internas e naquelas não sujeitas à umidade. O em gesso feito em duas camadas. A primeira camada é aplicada, através de diretamente sobre embo- e é de gesso, cal en pasta, areia fina e água de cola. A segunda camada de uma nata de gesso, cal e água de cola, aplicada também, a desempenadeira Seca esta camada, pas.28. sa-se um pano úmido e, em seguida) dada uma aguada com gesso. O acabamento final feito pedra pome e O polimento com de talco, esfregado pano O revestimento em gesso pode ser colorido, misturando-se rantes. Deve ser ressaltado que, neste preparar uma quan- tidade de argamassa suficiente para todo serviço, pois a repetição da tonalidade, em diferentes misturas, é muito difícil de ser obtida. 3.1.7 - Rebocos pré-misturados São encontrados, no mercado, vá- rios tipos de rebocos pré-mistura- dos, ou seja, misturas de cimento branco e comum, cal, impermeabilizan- tes, corantes, quartzo etc que, pela adição de água, constituem-se em Os produtos constantes das misturas variam, em função do as- pecto decorativo que se desejar. E sempre conveniente seguir as recomendações dos fabricantes e nunca se deve adicionar qualquer elemento com intuito de economia, mudança de cor etc. 3.2 Revestimentos argamassados 3.2.1 Pastilhas de porcelana E um material bastante usado para revestimento de paredes, tendo em vista aspecto decorativo e, principalmente, as qualidades que a lha apresenta. A colocação dos panos de pastilhas é feita sobre que deverá estar perfeitamente desempenado, com argamassa de cimento e areia, na qual se polvilha cimento para aumentar a aderência. revestimento em pastilhas exige mão-de-obra especializada, pois qualquer imperfeição no assentamento será pela inciden- cia da luz. Após 24 horas, é retirado papel em que estão coladas as pas tilhas e se procede ao rejuntamento com nata de cimento. Quando for uti lizado cimento branco, é conveniente adicionar alvaiade ou caolim à na- ta para prevenir escurecimento. 3.2.2 - Pedras naturais As pedras naturais são bons materiais pa- ra revestimento, pois dão às paredes exce lente aspecto decorativo, além de da umidade..29. As pedras podem ser aplicadas com formato irregular ou ser es quadrejadas; sua fixação na alvenaria é feita mediante de ci- mento e areia. (fig.53) JUNTA JUNTA COM ARGAMASSA fig. 53 A colocação das pedras exige mão-de-obra especializada, à vista dos cortes que precisam ser feitos e,principalmente, porque é im- portante saber escolher quais as pedras a serem assentadas, no sentido de diminuir as juntas. Quando se tratar de placas de mármore ou granito, há necessi- dade de se tirar previamente as medidas da parede a ser revestida para que as placas sejam colocadas sem corte. As placas de marmore e granito espessura aproximada de 3cm e seu assentamento feito mediante argamassa de cimento e areia. Para tanto, são as placas mantidas afastadas da parede em cerca de 2cm e a argamassa bastante fluida, lançada entre a placa e a parede. (fig.54) ARGAMASSA FLUIDA PLACA DE fig. 54 Quando, pelo tamanho das placas, a argamassa não é suficien- para retê-las, usam-se grampos è parafusos, que, tanto quanto.30. deverão ficar ocultos e, se aparentes, receber acabamento. (fig.55) GRAMPO BUCHA PARAFUSO DE ACABAMENTO ARGAMASSA FURO CHEIO DE ARGAMASSA fig. 55 3.2.3 - Azulejos - E um revestimento de uso generalizado, pelas qualidades decorativas e, principalmente, pelo fato de permitir uma superficie e de fácil limpeza. Os azulejos são encontrados no mercado em várias cores, deco- rados, em ampla variedade de desenhos, nas dimensões de 15 X 15cm e aca bamento nos cantos em aresta viva, bisotado e boleado. (fig.56) ARESTA VIVA BISOTADO BOLEADO fig. 56 São menos comuns de serem encontrados OS azulejos 10x10cm e 20 X 20cm. Os azulejos podem ser colocados segundo a posição da junta. (fig.57) JUNTA A PRUMO JUNTA DE AMARRAÇÃO JUNTA DIAGONAL PONTA DE DIAMANTE fig. 57,31. A colocação dos azulejos pode ser feita em três situações dis tintas: diretamente sobre paramento da parede. (fig.58) sobre emboço com argamassa. (fig.59) sobre emboço com cimento-cola (fig.60) MASSA GROSSA MASSA FINA MASSA GROSSA + FINA AZULEJO ARGAMASSA ARGAMASSA CIMENTO COLA fig. 58 fig. 59 fig. 60 Para assentamento dos azulejos, quando aplicados diretamen- te sobre paramento das paredes, colocam-se duas réguas, conveniente- mente distantes uma da outra, presas com grampos, com igual ao paramento dos azulejos, que farão papel de mestras. (fig.61) PAREDE RÉGUA PARAMENTO DOS AZULEJOS fig. 61 Sobre estas marcada a posição das várias juntas ho- rizontais das fiadas. colocador aplica a argamassa (cimento, cal e areia), sobre a parede, anteriormente molhada, no lugar onde deve ficar azulejo,com primindo-o contra ela. Em seguida, bate levemente com O cabo da colher até que a face do azulejo na posição desejada, que é controlado com de uma régua, apoiada nas mestras. assentamento deve de baixo para cima e da esquerda.32. para a direita. No assentamento de azulejos decorados, deve-se ter cuidado em garantir desenho, que, normalmente, é feito iniciando-se pelo centro da parede. A técnica de se colocar argamassa sobre azulejo e em segui- da comprimir contra a parede não é indicada, embora mais rápida, pois possibilidade de formação de vazios, que poderao, posteriormente, de terminar, pela expansão do ar, destacamento. (fig.62) MASSA JUNTA CALAFETADA AR APRISIONADO fig. 62 Cabe ser ressaltado que, antes da colocação, devem OS azule- jos ficar imersos em água, no mínimo 24 horas, para garantia da comple- ta saturação dos poros. assentamento sobre segue a mesma técnica descrita. Na utilização do cimento-cola, OS azulejos são colocados so- bre que deverá, neste caso, ser perfeitamente executado, pois dada à pequena espessura da camada de cola, não há grandes possibilida- des de acerto de prumo e alinhamento. Nesta técnica de execução, a pas ta de cimento-cola é aplicada sobre emboço e estendida com de uma desempenadeira dentada, de aço, que forma sulcos da ordem de 0,5cm. (fig.63) fig. 63 Os azulejos são comprimidos contra esta camada e ajustados a- través de leves pancadas da colher. Quando for usado cimento-cola, OS azulejos não devem ser mo- lhados. Após, no 24 horas do assentamento, procede-se à opera.33. ção de rejuntamento, que consiste na aplicação de nata de cimento bran- e alvaiade para a calafetação das juntas. E muito raro, na execução de um revestimento em azulejos, não haver necessidade de corte para ajustá-los às dimensões das paredes e permitir a saída de pontos de instalação hidráulica e elétrica. O cor- te do azulejo é hoje bastante simplificado, pela existência de máquinas apropriadas, que, além do corte, fazem também OS furos necessários às instalações. Na inexistência da corte feito percutindo-se com martelo de ponta, um traço, marcado com estilete ou ponta de diamante. Pode, também, ser usada a torquez. Outro aspecto que deve ser levantado no revestimento azu- lejos refere-se aos cantos externos. Atualmente, o arremate é feito me diante perfis apropriados de aluminio, que substituem as pecas (calhas, castanhas, sapatas, etc) em azulejo, que não são mais encontradas no mercado. Existe uma grande variedade de perfis de (fig. 64) MASSA MASSA AZULEJO AZULEJO PERFIL SECÇÃO QUADRADA PERFIL SECÇÃO SEMI CÍRCULO fig. 64 3.3 Revestimentos colados São aplicados sobre massa grossa, através de adesivos para cada tipo de produto. A retração provocada pela secagem da cola exige que emboço seja feito com argamassa de cimento e areia para não provo car descolamento. E, também, importante que alinhamento e prumo da de OS mais perfeitos pois qualquer ondu- lação ficará evidenciada, principalmente em superfícies brilhantes. Não se deven aplicar produtos colados (exceção do papel de parede) sobre a massa fina, pois, certamente, haverá destacamento. Outro cuidado a ser quando da colocação de produtos colados, é evitar a formação de bolhas de ar, pois estas, expandindo-se, mderão descolamento.Entre OS materiais de revestimento colados mais desta- cam-se: as chapas vinilicas e de laminado melaminico, papel, carpete e OS tecidos. 3.4 Revestimentos pregados A madeira, nos diversos tipos em que é encontrada no mercado (maci- ca, compensada, aglomerada ou reconstituída) é um material bastante usa do para revestimentos internos. Quando maciça, ou mesmo, em compensado, com lâmina de acaba- mento de madeiras nobres, louro, mogno, sucupira etc, a presenta excelente aspecto decorativo pelo colorido e disposição dos veios, além de atribuir nobreza ao ambiente. Os revestimentos em ra são genericamente chamados de lambris. A fixação da madeira à parede é feita com pregos em mento, que consiste em sarrafos, distanciados em cerca de 0,5m, prega- dos em tacos, embutidos na alvenaria. A fixação dos sarrafos pode ser feita, também, através de buchas. (fig.65) BUCHA TACOS DE MADEIRA MASSA GROSSA TACOS DE MADEIRA OU BUCHA LAMBRI SA 0 SARRAFO SARRAFO fig. 65 Deve-se cuidar para que não existam vazios entre lambri e a parede, impedindo-se, assim, a presença de insetos. Para tanto, preci- sam OS sarrafos ser na massa grossa. Quando tal situação não é atendida, vazio será preenchido com placas de isopor ou madeira re- (fig.66) LAMBRIS CHAPA DE SARRAFO MASSA GROSSA fig. 66.35. 4. FORROS São construções destinadas a atender às funções de isolamen- to térmico e acústico nas edificações, ainda, um aspecto agradável à parte inferior dos pisos e dos telhados. (fig.67) ISOLAMENTO TÉRMICO ACUSTICO FORRO ISOLAMENTO ACÚSTICO FORRO fig. 67 São OS forros, pois, responsáveis, em grande parte, pelo con forto dentro da edíficação suprindo, no caso de telhados, deficiências do material de cobertura melhorando, desse modo, isolamento térmico e acústico nas coberturas metálicas e térmico nas coberturas de fibro-ci- mento. Vários são OS materiais que podem ser usados na construção dos forros e que devem ser esoolhidos de acordo com as funções que de- les se pretendem. 4.1 Laje de concreto A própria laje de concreto se constitui no forro, devendo neste caso, ser feito simplesmente acabamento para eliminar as irregularidades próprias do concreto armado. Isto é conseguido por revestimento com massas grossa e fina sobre chapisco. (fig.68) LAJE MISTA LAJE MONOLÍTICA CHAPISCO CHAPISCO MASSA GROSSA MASSA GROSSA MASSA FINA fig. 68 MASSA FINA Em construções mais modestas, O acabamento feito só a massa grossa desempenada. Nas lajes mistas (tijolo e concreto), quando bem executadas e sem quebras no tijolo, não é feito, em alguns revestimento, re- cebendo a parte inferior da laje, após a limpeza, uma pintura a verniz, obtendo-se, assim, uma superficie de bom efeito decorativo. Quando a laje for em concreto aparente, cuidados especiais de ser tomados em relação à forma (paginação, juntas, desmoldante etc).36. e ao do concreto, no sentido de serem evitadas segregações variações muito acentuadas na cor e na textura. 4.2 - Estuque - Sobre um entarugamento de madeira, formando qua- dros de aproximadamente 50 X 50cm, é pregada uma tela (Deployé), na qual aplicada argamassa de cimento e areia que, posteriormente, recebe acabamento com massa fina. assim, se chama de forro em estuque. (fig.69) GUIAS SARRAFO TELA fig. 69 Os forros em estuque estão hoje sendo abandonados, principal- mente pela grande possibilidade de trincas, pois seu sistema constru envolvida a madeira, que apresenta deformações completamente d1- ferentes das da argamassa armada com a tela. As trincas se manifestam preferencialmente no perimetro da superficie de estuque e, sendo assim, devera ser sempre previsto, quando da execução desse tipo de forro, uma junta, que será disfarçada pelo emprego de uma moldura de gesso. (fig.70) TELA JUNTA MOLDURA EM ARGAMASSA fig. 70.37. 4.3 Madeiras - A madeira, nas suas várias formas, é muito empre gada na execução dos forros, principalmente pe- las qualidades de isolamento térmico que apresenta. Quando maciça, é mais seu uso em tábuas do tipo ma- cho-fêmea, pregadas em entarugamento; entretanto, conforme efeito que se deseja, várias composições podem ser feitas, usando-se a tábua mum. (fig.71) SARRAFO 00 SARRAFO DO ENTARUGAMENTO ENTARUGAMENTO TÁBUA MACHO TIPO SAIA BLUSA SARRAFO DO ENTARUGAMENTO TÁBUA CORDÃO fig. 71 Sob a forma de madeira reconstituida ou aglomerada pode, tam- bém, ser empregada em entarugamento, sendo as juntas fechadas por sarra fos. Sistemas atirantados, usando perfis de ferro ou aluminio, são igualmente usados nos casos da madeira reconstituida ou aglomerada (fig.72). Existe no mercado, grande variedade de perfis. LAJE TIRANTE PLACA PERFIL fig. 72 4.4 - Fibro-cimento - sistema de execução do forro, usando cha-.38. plana de fibro-cimento, semelhante ao da madeira, ou seja, as são fixadas através de parafusos ao entarugamento, deixando-se uma entre elas de, no mínimo, Posteriormente, esta junta é chada com sarrafo de madeira ou de fibro-cimento. (fig.73) ENTARUGAMENTO CHAPA FIBRO CIMENTO DE MADEIRA fig. 73 ou FIBRO CIMENTO 4.5 - Gesso - Os forros em gesso podem ser feitos COD placas, encaixe do tipo macho-fêmea ou sob a forma 1160. No caso de placas, são elas atirantadas à laje e ligadas outras pelo macho-fêmea. (fig.74) LAJE PLACA DE GESSO fig. 74 se quiser forro liso, (sem juntas) uma vez colocadas as placas, calafetam-se as juntas entre elas com massa de gesso e,posterior mente, lixa-se toda a superficie do forro. B, também, utilizado sistema de perfis atirantados, que mitem encaixe apoio da placa. (fig.75) TIRANTE PLACA OR GESSO PERFIL PERFIL 75.39. Cabe ser ressaltado que OS forros em gesso apresentam excelentes condições de isolamento térmico, além de serem incombustiveis. 4.6 - Aluminio - Sob a forma de perfis com formato especial, que se encaixam em estrutura & atirantada, OS forros de aluminio apresentam efeito decorativo. Para melhorar as condições termo-acústicas do forro em alumi- nio, normalmente, sobre OS perfis, colocada manta de de rocha ou de vidro. A grande vantagem dos perfis de refere-se ao seu com primento, podendo-se por isso, serem executados forros, praticamente sem emendas de topo nos