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DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS
Como já estudei exaustivamente, colocarei aqui, jurisprudências e Comentários de questões.
DIREITOS HUMANOS X DIREITOS FUNDAMENTAIS
Direitos do Homem → Universais, não positivados.
Direitos Humanos → Positivados, previstos em tratados ou convenções internacionais
Direitos Fundamentais → Positivados, previstos na Constituição
Os particulares também são coobrigados a respeitar os direitos e garantias fundamentais nas
relações entre si (eficácia horizontal dos direitos fundamentais).
→ O direito a liberdade religiosa é um direito fundamental, previsto na CF/88�
CF/88, Art. 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o
livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto
e a suas liturgias;
Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.
↪ As pessoas podem se expressar mas devem assumir as consequências de suas
manifestações.
STATUS DE JELLINEK
PASSIVO � Individuo subordinado aos poderes estatais
ATIVO - individuo pode participar da formação da vontade política do Estado
POSITIVO � Individuo pode exigir do Estado determinadas prestações positivas
NEGATIVO � Individuo tem reconhecida sua esfera individual de liberdade imune à
intervenção estatal.
BRASILEIROS NATOS X NATURALIZADOS:
Art. 12. § 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e
naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.
DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS 1
A lei infraconstitucional não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e
naturalizados. .
Só a Constituição Federal poderá estabelecer esta diferenciação
Algumas diferenciações:
Função no Conselho da República: a Constituição Federal reserva seis vagas para
brasileiros natos.
Extradição: o brasileiro nato nunca será extraditado. Já o brasileiro naturalizado poderá
ser extraditado, em caso de crime comum praticado antes da naturalização, ou se
houver comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na
forma da lei, praticado a qualquer tempo.
Direito de propriedade: conforme estabelece o art. 222 da CF/88, a propriedade de
empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de
brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos.
O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direita de Inconstitucionalidade �ADI) nº
3510/DF, entendeu que, em regra, as pesquisas com célula-tronco embrionária NÃO violam o
direito à vida. Confira:
CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI DE BIOSSEGURANÇA.
IMPUGNAÇÃO EM BLOCO DO ART. 5a DA LEI Nº 11.105, DE 24 DE MARÇO DE 2005 �LEI DE
BIOSSEGURANÇA� . PESQUISAS COM CÉLULASTRONCO EMBRIONÁRIAS. INEXISTÊNCIA
DE VIOLAÇÃO DO DIREITO À VIDA. CONSTITUCIONALIDADE DO USO DE CÉLULAS�
TRONCO EMBRIONÁRIAS EM PESQUISAS CIENTÍFICAS PARA FINS TERAPÊUTICOS.
DESCARACTERIZAÇÃO DO ABORTO. NORMAS CONSTITUCIONAIS CONFORMADORAS DO
DIREITO FUNDAMENTAL A UMA VIDA DIGNA, QUE PASSA PELO DIREITO À SAÚDE E AO
PLANEJAMENTO FAMILIAR. DESCABIMENTO DE UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE
INTERPRETAÇÃO CONFORME PARA ADITAR À LEI DE BIOSSEGURANÇA CONTROLES
DESNECESSÁRIOS QUE IMPLICAM RESTRIÇÕES ÀS PESQUISAS E TERAPIAS POR ELA
VISADAS. IMPROCEDÊNCIA TOTAL DA AÇÃO. (...).
O STF, no julgamento da ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
�ADPF) nº 54/DF, entendeu que a interrupção da gravidez quando houver diagnóstico de
anencefalia do feto não se enquadraria em hipótese de crime de aborto, sendo, portanto,
possível:
FETO ANENCÉFALO � INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ � MULHER � LIBERDADE SEXUAL E
REPRODUTIVA � SAÚDE � DIGNIDADE � AUTODETERMINAÇÃO � DIREITOS FUNDAMENTAIS
– CRIME � INEXISTÊNCIA. Mostra-se inconstitucional interpretação de a interrupção da
gravidez de feto anencéfalo ser conduta tipificada nos artigos 124, 126 e 128, incisos I e II,
do Código Penal.
O STF entendeu que, pelo contrário, cotas étnico-raciais para seleção de estudantes em
universidade pública prestigia o princípio da igualdade material, porque visa superar
desigualdades históricas.
DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=611723
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=611723
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=611723
https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=136389880&ext=.pdf
https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=136389880&ext=.pdf
https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=136389880&ext=.pdf
Veja parte da decisão da ADPF nº 186/DF�
ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. ATOS QUE INSTITUÍRAM
SISTEMA DE RESERVA DE VAGAS COM BASE EM CRITÉRIO ÉTNICO�RACIAL �COTAS� NO
PROCESSO DE SELEÇÃO PARA INGRESSO EM INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO
SUPERIOR. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 1º, CAPUT, III, 3º, IV, 4º, VIII, 5º, I, II XXXIII, XLI,
LIV, 37, CAPUT, 205, 206, CAPUT, I, 207, CAPUT, E 208, V, TODOS DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE.I � Não contraria - ao contrário, prestigia – o
princípio da igualdade material, previsto no caput do art. 5º da Carta da República, a
possibilidade de o Estado lançar mão seja de políticas de cunho universalista, que abrangem
um número indeterminados de indivíduos, mediante ações de natureza estrutural, seja
de ações afirmativas, que atingem grupos sociais determinados, de maneira pontual,
atribuindo a estes certas vantagens, por um tempo limitado, de modo a permitir-lhes a
superação de desigualdades decorrentes de situações históricas particulares.
STJ � Súmula nº 647�
São imprescritíveis
as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes de atos de perseguição
política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar.
�Súmula n.  647, Primeira Seção, julgado em 10/3/2021, DJe de 15/3/2021.)
A omissão injustificada da Administração em providenciar a disponibilização de banho
quente nos estabelecimentos prisionais fere a dignidade de presos sob sua custódia.
(https://www.stj.jus.br/publicacaoinstitucional/index.php/Informjuris20/article/view/3827/4056,
p. 10, acesso em 29/11/2021�.
Lei 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por
pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger
os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da
personalidade da pessoa natural.
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser
observadas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:
I - o respeito à privacidade;
II - a autodeterminação informativa;
(...)
A teoria do impacto desproporcional ou adverso é aplicada quando ocorre medidas
públicas/privadas que, em tese, não são discriminatórias em sua origem e nem possuem esse
intuito de discriminar alguém, mas que acabam, em sua aplicação, ensejando grande prejuízo
a dados grupos, notadamente os minoritários.Essa teoria tem aplicação principalmente nas
hipóteses de discriminação indireta, em que uma conduta, aparentemente neutra, provoca
DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS 3
https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=269432069&ext=.pdf
discriminação a uma pessoa ou grupo, isto é, a mera existência da conduta já leva a uma
situação discriminatória.
A Lei 13.300/2016 incluiu a Defensoria Pública como legitimada ativa para propositura do
mandado de injunção coletivo:
Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser promovido:(...)IV - pela Defensoria
Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promoção dos direitos
humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma
do inciso LXXIV do art. 5º da ConstituiçãoFederal.
Essa legitimidade ativa tem fundamento no art. 134 e no art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal:
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do
Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático,
fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em
todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral
e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição
Federal .         �Redação dada pela Emenda Constitucional nº 80, de 2014�
Art. 5º.......LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que
comprovarem insuficiência de recursos;
Não ocorre inconstitucionalidade, de acordo com o STF, quanto a determinação contida em
norma e destinada a definição de que a participação de trabalhadores nos lucros ou
resultados de empresas estatais deve observar diretrizes específicas fixadas pelo Poder
Executivo ao qual tais empresas estatais estejam sujeitas.
(...) 3. Não demonstra inconstitucionalidade de norma pela se prevê
a participação nos lucros e resultados pelos trabalhadores das empresas estatais, de
acordo com as diretrizes específicas elaboradas pelo Poder Executivo a que estejam
submetidas respectivas entidades. 4. As empresas estatais, embora sujeitas a controle
público, são competentes para celebrar negociação coletiva
sobre participação em lucros e resultados. (...) �ADI 5417�
(...)1º do art. 75 da Lei 6.815/1980 não foi recepcionado pela CF de 1988, sendo vedada
a expulsão de estrangeiro cujo filho brasileiro foi reconhecido ou adotado posteriormente
ao fato ensejador do ato expulsório, uma vez comprovado estar a criança sob a guarda
do estrangeiro e deste depender economicamente. (...)
STF estabeleceu jurisprudência definindo-se previamente a distinção entre a vacinação 
forçada e a vacinação compulsória, sendo a primeira vedada por tratar-se de violação a
integridade física, o que não ocorre em relação a segunda, uma vez que vincula-se ao
exercício de determinadas atividades ou procedimentos.
(...) A vacinação em massa da população constitui medida adotada pelas autoridades de
saúde pública, com caráter preventivo, apta a reduzir a morbimortalidade de doenças
infeciosas transmissíveis e a provocar imunidade de rebanho, com vistas a proteger toda a
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coletividade, em especial os mais vulneráveis. II � A obrigatoriedade da vacinação a que se
refere a legislação sanitária brasileira não pode contemplar quaisquer medidas invasivas,
aflitivas ou coativas, em decorrência direta do direito à intangibilidade, inviolabilidade e
integridade do corpo humano, afigurando-se flagrantemente inconstitucional toda
determinação legal, regulamentar ou administrativa no sentido de implementar a vacinação
sem o expresso consentimento informado das pessoas. III � A previsão de vacinação
obrigatória, excluída a imposição de vacinação forçada, afigura-se legítima, desde que as
medidas às quais se sujeitam os refratários observem os critérios constantes da própria Lei
13.979/2020 (...) �ADI 6586�
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em 
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
Art. 7º - VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; ⇒
Pode o salário ser reduzido. Não pode é ser inferior ao mínimo.
Art. 12. II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de
países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há
mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor
de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos
nesta Constituição. ⇒ QUASE NACIONALIDADE → Equiparado a BR NATURALIZADO.
A Emenda Constitucional nº 131 de 2023 trouxe modificações sobre perda de nacionalidade,
conforme destacamos do parágrafo 4º:
Art. 12. § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada
ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado
Democrático;
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira
competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia.
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto,
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
[...]
§ 6° Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até
seis meses antes do pleito.
DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS 5
EC n° 97/2017�
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
[...]§ 3° Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à
televisão, na forma da lei, os partidos políticos que alternativamente:      
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos
votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um
mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um
terço das unidades da Federação.
Vale destacar que a citada emenda constitucional, em seu art. 3°, p. único, traz os percentuais
a serem observados a partir do pleito de 2018, estando previsto a aplicação integral dos
percentuais dispostos no art. 17, § 3°, da CRFB/1988 nas eleições de 2030. Todavia, a alteração
é objeto de críticas por parte da doutrina, diante de uma possível restrição à pluralidade
partidária, pois acabaria inviabilizado o acesso gratuito ao rádio e à televisão pelas legendas
menores.
art. 17. § 3º Somente terão direito a recursos do Fundo Partidário e acesso gratuito ao rádio e
à televisão, na forma da lei, os partidos políticos que alternativamente:
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos
votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um
mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
II – tiverem elegido pelo menos quinze deputados federais distribuídos em pelo menos um
terço das unidades da Federação.
AÇAO POPULAR
DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS 6
STF. RE 1.010.606 �11/02/2021�
O direito constitucional brasileiro não consagra o “direito ao esquecimento”, desde que os
fatos tenham sido noticiados sem excessos e não haja dolo.
STJ. REsp 1.334.097 �09/11/2021�
O direito constitucional brasileiro consagra o “direito ao esquecimento”, desde que o réu
seja absolvido por negativa de autoria.
A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período
noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas “a posteriori”,
que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade, e de nulidade dos
atos praticados. STF. Plenário. RE 603616/RO, Rel.Min. Gilmar Mendes, julgado em 4 e
5/11/2015 (repercussão geral – Tema 280� �Info 806�.
Presentes as fundadas razões que sinalizavam a ocorrência de crime e porque
evidenciada, já de antemão, hipótese de flagrante delito, é regular o ingresso da polícia
no quarto de hotel ocupado pelo acusado, sem autorização judicial e sem o
consentimento do hóspede. Havia elementos objetivos e racionais que justificaram o
ingresso no referido local, motivo pelo qual são lícitos todos os elementos de informação
obtidos por meio dessa medida, bem como todos os que deles decorreram.(...)�HC n.
659.527/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 19/10/2021,
DJe de 25/10/2021.)
MANDADO DE SEGURANÇA
O mandado de segurança individual só pode ser usado para proteger direito líquido e
certo do próprio impetrante (art. 5º, LXIX, CF�. Não cabe usá-lo para interesses coletivos
ou defesa abstrata da ordem jurídica. Esses são defendidos por outros instrumentos, como
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a ação popular (art. 5º, LXXIII�, o mandado de segurança coletivo (art. 5º, LXX�, ou a ação
civil pública. O STF reforça que o MS individual é uma ação de proteção subjetiva, e não
objetiva
Súmula 625/STF� Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de
mandado de segurança.
Súmula 430/STF� O pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo
para mandado de segurança
O Supremo decidiu que o preceito do art. 22, §2º, da Lei 12.016/2009, segundo o qual a
liminar somente pode ser implementada após audiência do representante judicial da
pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas,
contraria o sistema judicial alusivo à tutela de urgência.
" A jurisprudência das cortes superiores consolidou-se no sentido da excepcionalidade do
controle das decisões judiciais pela via do mandado de segurança, restringindo seu
cabimento às hipóteses de ilegalidade patente ou teratologia manifesta. 2. A decisão de
homologação de arquivamento de inquérito judicial admite controle judicial em casos
excepcionais, quando proferida em desconformidade com o ordenamento jurídico vigente".
�RMS 66.734/SP, rel. Min. João Otávio de Noronha, julg. em 22/2/2022�
AÇÃO POPULAR
A ação popular não exige a comprovação de dano material ao erário como condição
para seu cabimento. Basta que o ato seja ilegal e lesivo a qualquer dos bens
protegidos pela CF (art. 5º, LXXIII�: patrimônio público, moralidade administrativa,
meio ambiente e patrimônio histórico e cultural. O STF já consolidou que a ação pode
ser proposta mesmo que não haja prejuízo financeiro direto, desde que se
demonstre a ofensa à legalidade e à moralidade administrativa.
SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos
casos de:
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
Recurso Extraordinário nº 601.182 de Minas Gerais, no qual o STF decidiu que a norma
constitucional que determina, no art. 15, III, a suspensão dos direitos políticos em razão de
condenação criminal transitada em julgado não tem relação com a pena imposta, de modo
que, seja a pena privativa de liberdade, seja restritiva de direitos, ainda assim haverá
suspensão de direitos políticos.
EMENTA� PENAL E PROCESSO PENAL. SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS.
AUTOAPLICAÇÃO. CONSEQUÊNCIA IMEDIATA DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA
TRANSITADA EM JULGADO. NATUREZA DA PENA IMPOSTA QUE NÃO INTERFERE NA
APLICAÇÃO DA SUSPENSÃO. OPÇÃO DO LEGISLADOR CONSTITUINTE. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. 1. A regra de suspensão dos direitos políticos prevista no art. 15,
III, é autoaplicável, pois trata-se de consequência imediata da sentença penal condenatória
transitada em julgado. 2. A autoaplicação independe da natureza da pena imposta. 3. A
opção do legislador constituinte foi no sentido de que os condenados criminalmente, com
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trânsito em julgado, enquanto durar os efeitos da sentença condenatória, não exerçam os
seus direitos políticos. 4. No caso concreto, recurso extraordinário conhecido e provido
DIRETRIZES BÁSICAS DE EDUCAÇÃO
São inconstitucionais leis municipais que proíbem a abordagem de temas relacionados a
questões de gênero ou orientação sexual nas escolas.
Essas leis municipais são inconstitucionais por:
1) usurparem a competência privativa da União para legislar sobre as diretrizes e bases da
educação nacional (art. 22, XXIV, CF/88�; e
2) por violarem preceitos fundamentais relacionados:
à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF/88�;
ao objetivo de construir uma sociedade livre, justa e solidária, e da promoção do bem de
todos (art. 3º, I e IV, CF/88�;
ao direito à igualdade, inclusive de gênero (art. 5º, caput, CF/88�;
à vedação de censura em atividades culturais (art. 5º, IX, CF/88�;
ao pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; e
ao direito de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber (arts.
205 e 206, II e III, CF/88�.
STF. Plenário. ADPF 466/SC, Rel. Min. Rosa Weber, redator do acórdão Min. Nunes Marques,
julgado em 16/10/2025 �Info 1195�
STF. Plenário. ADPF 522/PE, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Cristiano Zanin,
julgado em 16/10/2025 �Info 1195�.
A realização de protestos sem comunicação prévia que causem graves transtornos à
coletividade configura dano moral coletivo
A realização de protestos sem comunicação prévia às autoridades e com obstrução de
diversas vias públicas de acesso à capital do Estado por lapso temporal considerável
configura dano moral coletivo in re ipsa. Caso concreto: entidades sindicais realizaram
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protestos sem prévia comunicação às autoridades, resultando no bloqueio de todas as vias de
acesso à cidade, inclusive com a queima de pneus, gerando transtornos generalizados à
população. O STJ considerou que ficou caracterizada grave ofensa aos interesses coletivos, o
que justifica a condenação por dano moral coletivo. STJ. 2ª Turma. REsp 2.026.929�ES, Rel.
Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 9/9/2025 �Info 862�.
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