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Organização e Gestão Empresarial

Videoaula da disciplina Modelos de Gestão (Unidade 3, Aula 1) sobre organização como função administrativa. Apresenta conceitos de organização e estrutura organizacional (Fayol, Chiavenato), exemplo de um ateliê familiar, reflexão sobre organogramas e slides anexos.

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Unidade 3
Organização: processo, tecnologias e ferramentas de gestão e tendências
Aula 1
Organização com relação à atuação do gestor
Organização com relação à atuação do gestor
Organização com relação à
atuação do gestor
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos!
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, um dos objetivos principais desta disciplina é
tratar do processo administrativo. Por isso, após estudarmos
o planejamento, precisamos dar continuidade ao conteúdo e
abordar a função administrativa organização. Nesse
contexto, você aprenderá, até ao final da disciplina, que
todas as funções se complementam e que é a ação
coordenada entre essas funções que resultará em uma
excelente gestão. Assim, não adianta planejar se as outras
funções (organizar, coordenar e controlar) não forem
efetivadas da maneira correta. Por isso, vamos nos
aprofundar sobre o que é organização como função
administrativa.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/d7ee3faa-224e-5546-af19-19b23049951f.pdf
Para começar, façamos uma reflexão sobre essa função
administrativa: você já atentou à importância de um
organograma? Qual a função dele? Pense nisso
principalmente a partir do olhar de uma boa administração e
em tempos de complexas mudanças no cenário de negócios.
Para responder a essas reflexões, vamos levar em
consideração o caso fictício de três irmãs que herdaram da
família a habilidade de costurar. Ana, Cecília e Marina
costuravam brilhantemente, quando havia necessidade, para
vizinhos, amigos e para a família como um todo. Marina era
a caçula e tinha um tino empreendedor. Teve a ideia de
reunir as irmãs e criar um ateliê de costura, em específico de
vestidos de festa e afins. Conforme foi fazendo sucesso, o
número de pedidos foi crescendo e houve a necessidade de
contratar mais quatro pessoas que auxiliassem na parte
operacional da costura e no detalhamento. É a velha história
de uma ideia empreendedora que começa a crescer e
surgem os desafios e a necessidade de conhecimentos
administrativos para seguir em frente com o negócio.
Você perceberá que, nesse caso e em muitas empresas, um
simples organograma ou a forma como o gestor aloca as
pessoas na estrutura organizacional (organograma) fará toda
a diferença na administração. Vamos lá? Um excelente
estudo!
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Vamos Começar!
Vamos Começar!
O significado da organização na
administração
Ao falarmos sobre a função organização, voltamos
novamente à história e à importância da Teoria Clássica de
Fayol, que surgiu em 1916 e traz ainda muitas referências
administrativas até os dias de hoje. Claro que muita coisa
mudou desde então: as organizações, o cenário de
negócios... Mas é inegável a influência da teoria até os dias
atuais.
Já sabemos que Fayol desenvolveu a função
administrativa/processo administrativo, assunto de que
estamos tratando nesta disciplina, porém o importante,
neste momento, é saber que as quatro funções
administrativas estão integradas e uma depende da outra.
Nesse sentido, ao tratar da função organização, precisamos
correlacioná-la à função planejamento (sobre a qual já
falamos na unidade anterior), pois é necessário haver essa
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
sistematização entre as funções. Nesse contexto, a
organização é a segunda função administrativa. Mas qual o
significado da palavra organização dentro da administração?
Do ponto de vista da gestão, temos dois sentidos para ela:
Organização como entidade social: aqui, é uma entidade
social composta de pessoas que nela trabalham juntas e que
é deliberadamente estruturada em uma divisão de trabalho
para atingir um objetivo definido (Chiavenato, 2020). Nessa
categoria, estão organizações de todos os tipos: nações,
indústria, comércio, prestadoras de serviços, universidades,
hospitais, exércitos, igrejas, partidos políticos, entre outras
de diversas naturezas.
Quando nos deparamos com esse conceito, lembramos que
toda organização tem uma estrutura, como mencionado
anteriormente. E a estrutura aqui é a organizacional.
Lembramos, também, novamente Fayol e suas
contribuições, já que ele foi quem iniciou os estudos sobre a
importância do tema da estrutura organizacional e o sentido
da departamentalização ao definir funções,
responsabilidades e níveis hierárquicos dentro das
organizações. Vale a reflexão de que, na época de Fayol, ou
antes de sua teoria, as organizações que cresceram
desordenadamente em função da Revolução Industrial não
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
tinham essa estrutura, nem as departamentalizações, nem
responsabilidades ou níveis hierárquicos.
Estrutura organizacional é definida por Jones e George (2021)
como um sistema formal de relações de subordinação de
cargos e tarefas que determina como os funcionários usam
recursos para atingir os objetivos da organização.
Com esse significado estabelecido, espera-se que você
consiga compreender melhor o sentido da função
organização no contexto da função administrativa.
Organização como função administrativa: organizar significa
agrupar, estruturar e integrar os recursos e as competências
organizacionais, definir a estrutura de órgãos que deverão
geri-los, estabelecer a divisão do trabalho por meio da
diferenciação, definir níveis de autoridade e de
responsabilidade, enfim, cuidar de toda a sua composição
(Chiavenato, 2020).
De uma forma mais prática, precisamos pensar que todas as
organizações (indústrias, bancos, hospitais, Google, Spotify,
startups, etc.) caracterizam-se por uma estrutura interna ou
plataforma que lhes assegure coordenação interna,
integração e conectividade.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Uma outra definição que o auxiliará a compreender a
importância da organização é esta:
A organização (do grego, organon = órgão, ferramenta)
significa o arranjo e a disposição de todos os recursos
organizacionais e competências necessários para alcançar
seus objetivos estratégicos. Esse arranjo manifesta-se na
divisão do trabalho em unidades organizacionais, como
divisões ou departamentos, a definição de linhas formais
de autoridade e comunicação e a adoção de mecanismos
ágeis para coordenar todas as diversas e complexas
tarefas organizacionais para alcançar sinergia entre elas
(Chiavenato, 2020, p. 161).
Por meio de todos esses conceitos, você poderá imaginar a
formação de um organograma que se desenvolve através do
processo de organizar. A maneira pela qual as diversas
partes de uma organização são formalmente dispostas é
chamada de organograma e, de acordo com o autor
Montana (2012), é possível observar na figura de um
organograma a relação dos níveis hierárquicos (camada
vertical da administração), as relações de supervisão (linhas
mostrando quem se reporta a quem), as subunidades
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
principais (cargos que se reportam a um mesmo gerente), a
divisão do trabalho (cargos e títulos) e o canal de
comunicação (fluxos formais de comunicação).
Figura 1 | Modelo básico de organograma e seu significado.
Fonte: Maximiano (2014, p. 195).
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Estrutura organizacional
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
g
“A estrutura organizacional é o modo pelo qual as atividades
da organização são divididas, organizadas, integradas e
coordenadas” (Chiavenato, 2020, p. 163, grifo nosso). Dentro
dessa lógica, constitui a arquitetura ou o formato
organizacional que assegura a divisão e a coordenação das
atividades de uma empresa ou organização. Imaginando as
inúmeras categorias e o tamanho das organizações, os
gestores têm esse desafio de configurar sua estrutura
organizacional, conforme suas necessidades e,
principalmente, de acordo com os objetivos delas, que são
os objetivos estabelecidos durante o planejamento.
É certo que não há umamelhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-
teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-
unido.ghtml. Acesso em: 4 nov. 2023.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da administração
contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova
administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2020.
WIRTZ, J.; LOVELOCK, C.; HEMZO, M. Â. Marketing de serviços:
pessoas, tecnologia, estratégia. São Paulo: Editora Saraiva,
2021.
Aula 5
Organização: Processo, Tecnologias E Ferramentas De Gestão E Tendências
Vídeo Aula Encerramento
Vídeo Aula Encerramento
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-melhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-unido.ghtml
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-melhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-unido.ghtml
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-melhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-unido.ghtml
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-melhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-unido.ghtml
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Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/1c161c28-e569-57be-ba3c-676c15029586.pdf
À primeira vista, o processo da organização parece ser
despretensioso, mas, após uma análise mais detalhada, ele
pode trazer grandes reflexões, não é mesmo? Espera-se que,
ao final desta unidade, você também tenha chegado a essa
conclusão ou, ao menos, tenha verificado que um
organograma não é apenas um simples organograma, pois
carrega, no desenho, muitos elementos importantes que
afetam o desempenho da empresa e, principalmente, a
forma como as pessoas realizam suas atividades.
Por isso, neste momento, faremos algumas reflexões sobre o
conteúdo: qual o papel da liderança (autoridade, cadeia de
comando, responsabilidade) e como as pessoas conseguem
desempenhar suas atividades em função de elementos
como comunicação, centralização ou descentralização,
influência do líder, responsabilidade que recebe e
distribuição das atividades (especializadas ou não), que
acabam muitas vezes determinando uma abordagem mais
mecanicista ou orgânica? Levando em consideração seus
malefícios, dentro da realidade empresarial e de competição,
há forma de se evitar a abordagem mecanicista?
Alguns setores ou atividades precisam de um rigor, ou
controle, por isso as regulamentações e a falta de
flexibilidade, de certa maneira, fazem sentido. Quando se
trata de gestão, não há uma regra única, mas é importante
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
saber que o conhecimento possibilita pensar sobre
consequências e motivos. A solução precisa ser sempre
pautada no conjunto de circunstâncias da realidade em que
o gestor vive. 
Assim, concluímos a Unidade 3, ao longo da qual falamos
sobre a função organização: discorremos sobre seu conceito,
sua importância e sobre os elementos que constituem a
formação da estrutura organizacional, que devem ser
considerados na formação de um possível organograma, ou
para a readequação da estrutura organizacional, que a toda
hora pode ser alterada, seja em razão dos aspectos externos
(tecnologia, economia, concorrência, necessidades do
consumidor, etc.), seja em função das decisões internas
(como a aplicação de uma estratégia empresarial, por
exemplo).
Examinamos, ainda, os processos da organização, os quais,
dentro da perspectiva administrativa, devem estar alinhados
à primeira função administrativa, que é o planejamento. A
execução da organização favorecerá também as
subsequentes atividades, como a coordenação e o controle.
Ao longo desse processo, a decisão sobre as principais
atividades da organização e a formação de departamentos
devem variar conforme as características e as atividades que
a organização realiza.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Pensado em todos os detalhes do processo da organização,
precisamos considerar as tecnologias e os modelos de
gestão que auxiliam a organização. Já pensou na relevância
do conceito das organizações ágeis nos tempos de hoje?
Com tantas mudanças acontecendo, você pode até achar
que a sua organização não é tão tecnológica e inovadora e
que não precisa das tecnologias ágeis, mas precisamos
pensar cada vez mais sobre a importância da comunicação,
da motivação e do papel de liderança na organização do
trabalho em uma empresa e, consequentemente, sobre o
trabalho em equipe, a gestão participativa e o
empowerment.
Independentemente de como a sua empresa é (pequena,
grande), ou do setor em que atua, precisa estar alinhada
cada vez mais com as inovações e as tecnologias inerentes à
sociedade e ao ambiente interno da empresa. Já pensou em
novas formas de estruturação e abordagens organizacionais,
como estrutura em rede, ou virtual, e pirâmide invertida, que
vai contra a lógica dos modelos tradicionais de organograma
ou modelos de trabalho? É importante refletir sobre quais
são os principais benefícios desses modelos. Frente a tantas
transformações, sejam tecnológicas, sejam competitivas, de
mercado, prevalece as necessidades dos colaboradores no
ambiente de trabalho. As organizações estão mudando e
investindo na modalidade de trabalho flexível.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Desejamos que esta jornada de conhecimento enriqueça
suas práticas e sua formação profissional. Siga em frente! 
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
Big techs e o novo paradigma do mercado de trabalho
A tendência é ser mais flexível e ter cada vez mais
relações horizontais entre empresas e pessoas, que têm
buscado mais equilíbrio entre a vida pessoal e a
profissional
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Karina Rehavia
As informações que chegam do mercado norte-
americano indicam que a onda de demissões em massa
nas big techs parece não ter afetado a disposição das
pessoas de buscar relações de trabalho mais
equilibradas, que conciliem vida pessoal e profissional de
forma mais saudável.
Uma pesquisa da consultoria Pollfish com mais de 500
profissionais mostrou que 89% das pessoas que
trabalham com tecnologia querem mais flexibilidade e
autonomia. Destes, 74% acham o modelo de trabalho
freelancer mais atraente do que antes. Além disso, 66%
das pessoas que participaram do levantamento disseram
ter perdido a confiança em suas empresas.
Estes são apenas os primeiros sinais de um fenômeno
cujas consequências, talvez, ainda não estejam claras. De
toda forma, estes sinais estão alinhados com as
transformações que vêm ocorrendo no mercado
profissional desde o início dos anos 2000, que ganharam
impulso extra com a pandemia e com o boom do trabalho
remoto ou híbrido, reforçados pelo nomadismo digital.
Percebo estas transformações nas conversas rotineiras
com profissionais de várias áreas. Para muitas pessoas,
crachá, estabilidade e emprego para toda a vida não têm
mais o valor que tinha para gerações anteriores. A
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
procura por formas de trabalho mais equilibradas está
longe de ser uma busca só das pessoas. Empresas já
descobriram que trabalhar com profissionais
independentes tem uma série de benefícios, entre eles a
flexibilidade na contratação e o acesso a um pool de
talentos com diversidade única de perfis, competências e
experiências.
Uma tendência mais recente é a chegada deste
movimento aos cargos de liderança, com a contratação
de executivos e até CEOs sob demanda. A modalidade é
cada vez mais usada por startups e permite o acesso a
profissionais experientessem o ônus de um custo fixo, o
que muitas vezes esse tipo de empresa não tem como
assumir.
Os governos também estão de olho nessa transformação.
Desde o final de outubro, Portugal oferece um visto
específico para nômades digitais. Em dezembro foi a vez
da Espanha, que se juntou a uma lista que já conta com
cerca de 40 países, atentos a este novo formato de vida e
trabalho.
Em comum, esses países perceberam que as pessoas que
adotam o nomadismo digital costumam ter pelo menos
duas qualidades desejáveis: conhecimento e iniciativa.
“Dinamizar a economia” e criar “micromultinacionais” de
exportação de serviços digitais foram duas justificativas
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
que o governo de Portugal usou para defender a criação
desse visto especial.
O Brasil também criou um visto semelhante no começo
do ano passado, embora ainda não tenha adotado
nenhuma política ativa para atrair profissionais
independentes e nômades digitais.
Um dos desafios desse mercado livre de talentos é a
conexão entre empresas e pessoas. Pela natureza do
trabalho autônomo e do nomadismo digital, as pessoas,
em sua maioria, estão dispersas e nem sempre são
encontradas pelos processos tradicionais usados pelos
gestores de RH das empresas, ou por headhunters.
Há também a questão da seleção de talentos, a
negociação dos valores e a efetuação dos pagamentos. É
aí que entram plataformas de curadoria de talentos.
Para empresas, é uma forma de ter acesso a uma
comunidade de pessoas que seriam difíceis de recrutar
de outra forma – e que já passaram por um primeiro e
rigoroso processo de seleção.
Para os talentos independentes, é uma maneira de entrar
no radar das empresas e, de quebra, facilita os contatos e
deixa o processo de negociação do contrato muito mais
fluido.
Tudo isso mostra que, mesmo em um mercado de
trabalho mais disputado, vamos continuar assistindo a
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
um fortalecimento desse movimento, marcado pela
flexibilidade e por uma relação mais horizontal ao alcance
de um número cada vez maior de pessoas e empresas.
Fonte: Rehavia (2023, grifos nossos).
1.    Após a leitura do texto de apoio, descreva, dentro da sua
realidade: quais foram as mudanças significativas que
ocorreram no seu ambiente de trabalho com o advento das
tecnologias e o surgimento do trabalho híbrido/home office
após a pandemia? O trabalho flexível é uma realidade dentro
da sua empresa? Cite exemplos de mudanças ocorridas no
ambiente de seu trabalho nos últimos anos.
2.    Quais as vantagens e as desvantagens do trabalho
flexível, que está em contraste com o modelo de trabalho
tradicional do crachá, a estabilidade e a estrutura
organizacional mais mecanicista?
3.    O que as empresas devem fazer para trazer flexibilização
na estrutura de trabalho? Quais são as dificuldades práticas
desse modelo para a grande maioria das empresas?
Reflita
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Para compreender melhor sobre o que estudamos ao
decorrer das aulas, é importante refletir como, com as
disputas presentes no mercado profissional, há uma
consolidação desse movimento que envolve a flexibilidade
na relação mais horizontal entre as pessoas e empresas.
Resolução do Estudo de Caso
Vamos resolver os nossos questionamentos?
1.    Após a leitura do texto de apoio, descreva, dentro da sua
realidade: quais foram as mudanças significativas que
ocorreram no seu ambiente de trabalho com o advento das
tecnologias e o surgimento do trabalho híbrido/home office
após a pandemia? O trabalho flexível é uma realidade dentro
da sua empresa? Cite exemplos de mudanças ocorridas no
ambiente de seu trabalho nos últimos anos.
Aqui, prevalece principalmente o uso da tecnologia na
realização do trabalho. Perceba que cada vez mais a
comunicação, as reuniões estão sendo intermediadas por
essas tecnologias. A partir do momento que a tecnologia se
torna comum na comunicação, fica mais fácil também criar
uma estrutura flexível de trabalho: alguns trabalham em
casa, outros têm horários e dias flexíveis e podem trabalhar
em um ambiente longe do próprio escritório, e tantas outras
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
mudanças que ocorreram neste pouco espaço de tempo.
Mas a empresa e as pessoas precisam mudar junto. A
empresa precisa dar as diretrizes e os colaboradores
precisam estar atentos ao desempenho e aos resultados que
a empresa espera.
2.    Quais as vantagens e as desvantagens do trabalho
flexível, que está em contraste com o modelo de trabalho
tradicional do crachá, a estabilidade e a estrutura
organizacional mais mecanicista?
A principal vantagem, aqui, como o próprio nome diz, é a
flexibilidade: não ter que cumprir com rigidez a um horário
determinado, não precisar estar no espaço físico e conciliar
outras atividades com o trabalho. Porém, exige-se também
muita dedicação e organização. A falta de comunicação por
parte da empresa pode atrapalhar o trabalho como um todo.
A resposta do aluno aqui é livre conforme a sua realidade.
3.    O que as empresas devem fazer para trazer flexibilização
na estrutura de trabalho? Quais são as dificuldades práticas
desse modelo para a grande maioria das empresas?
Em termos de gestão, criar uma estrutura que seja mais
horizontal ou orgânica. Permitir que as pessoas sejam mais
protagonistas do resultado do trabalho. Contudo, essa
estrutura só faz sentido quando o gestor acredita que uma
gestão participativa trará mais resultados à organização.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Esse princípio faz com que a empresa se preocupe em
proporcionar uma maior autonomia às pessoas e, por isso,
desenvolver mecanismos que gerem um modelo de trabalho
flexível.
Assimile
Verifique, adiante, o mapa mental com os tópicos abordados
durante a disciplina. Você poderá utilizá-lo e complementá-lo
com um pouco mais de detalhes e informações que o
auxiliarão na compreensão e no aprofundamento desse
conteúdo.
Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os
estudos
Referências
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
BATEMAN, T. S.; SNELL, S. A. Administração. Porto Alegre:
Grupo A, 2012.
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos
horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a.
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração:
uma visão abrangente da moderna administração das
organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração
Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração: introdução
à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo:
Grupo GEN, 2014.
REHAVIA, K. Big techs e o novo paradigma do mercado de
trabalho. HSM Management, [S. l.], 16 mar. 2023. Disponível
em: https://www.revistahsm.com.br/post/big-techs-e-o-novo-
paradigma-do-mercado-de-trabalho. Acesso em: 21 mar.
2023. 
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
https://www.revistahsm.com.br/post/big-techs-e-o-novo-paradigma-do-mercado-de-trabalho
https://www.revistahsm.com.br/post/big-techs-e-o-novo-paradigma-do-mercado-de-trabalhomaneira exata para definir essa
estrutura. Cada desenho organizacional refletirá a situação
específica de cada organização que se adequa aos fatores ou
às circunstâncias que estão afetando a empresa naquele
momento. Um exemplo é quando uma crise econômica, ou
qualquer outra situação, gera uma estrutura enxuta, ou uma
mudança de direção, ou a forma de atuação das pessoas
com relação ao trabalho, que são uma constante hoje no
mundo organizacional. Os autores Robbins, Decenzo e
Wolter (2012) apresentam os princípios básicos de
organização que podem orientar os gestores nesse processo.
Assim, ao pensar uma estrutura organizacional, o gestor
pode levar em consideração princípios como a
especialização de trabalho, o intervalo de controle, a cadeia
de comando, a autoridade e responsabilidade, a
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
centralização versus descentralização e a
departamentalização.
Especialização do trabalho: é o processo de dividir um
trabalho em uma série de etapas, situação em que cada uma
delas é realizada por diferentes indivíduos. Esse formato de
trabalho, faz com que os funcionários se especializem em
fazer uma parte de uma atividade ao invés da atividade
como um todo. P. ex.: imagine o processo de produção em
uma linha de montagem. Cada trabalhador realiza a mesma
atividade, que é padronizada e executada repetidamente.
Intervalo de controle (amplitude de trabalho): refere-se ao
número de funcionários que um gestor pode supervisionar
com eficiência e eficácia. Para compreender o significado
prático dessa definição, você pode perguntar ao gestor de
uma unidade ou setor quantos funcionários ele pode
coordenar e dirigir com eficiência e eficácia. Esse número e o
intervalo de controle pode variar em função de algumas
situações como: as atividades da empresa (se as atividades
são mais complexas ou variadas), a habilidade do gestor em
coordenar as pessoas, a formação e a experiência dos
colaboradores (quanto mais experiência e conhecimento,
haverá mais autonomia de trabalho) e outras questões.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Cadeia de comando: define uma linha hierárquica contínua
de autoridade que se estende dos níveis mais altos aos mais
baixos da organização, esclarecendo quem se reporta a
quem. Ela auxilia os funcionários a determinar a quem
recorrer em caso de problemas e a compreender a quem
devem se subordinar em última instância.
Autoridade: refere-se a direitos inerentes a uma posição de
gestão para emitir ordens e esperar que elas sejam
obedecidas.
Responsabilidade: é o dever de um funcionário de executar a
tarefa ou a atividade que lhe foi atribuída. Quando
apresentada no âmbito gerencial, implica as
responsabilidades do gestor em alcançar os objetivos de
forma eficiente e eficaz, aderindo às políticas institucionais e
incentivando os trabalhadores sob sua supervisão.
Centralização: refere-se ao grau de autoridade para tomada
de decisões. Na gestão centralizada, o gestor opta por tomar
decisões de forma exclusiva. Na gestão descentralizada,
compartilha o processo decisório com os colaboradores sob
sua supervisão.
Estabelecer a estrutura organizacional é uma tarefa
desafiadora, uma vez que é um elemento que requer ajustes
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
contínuos em resposta às mudanças internas e externas,
impulsionadas pela necessidade de adaptação às
transformações do ambiente em que a empresa atua. Mas,
considerando a observação dos princípios que guiam a
estrutura organizacional, os gestores precisam estar atentos
a algumas questões.
Um dos desafios relacionados à atividade de organização do
trabalho é a questão da especialização do trabalho. Até
recentemente, a eficiência derivada da especialização do
trabalho era altamente apreciada, muitas vezes sem
considerar devidamente os malefícios causados ao
trabalhador, como absenteísmo, monotonia, estresse,
fadiga, produtividade individual reduzida e qualidade
insatisfatória. Considerando que as organizações modernas
são mais complexas, logo estão desenvolvendo condições
mais dinâmicas em seu ambiente de trabalho, os gestores
estão considerando que a tomada de decisão esteja cada vez
mais próxima dos problemas e dos indivíduos envolvidos no
contexto, independentemente de seu nível hierárquico. Não
é uma regra, mas a tendência é que haja um movimento por
parte das organizações de criar condições mais
descentralizadas (Robbins; Decenzo; Wolter, 2020).
Apesar da tendência, Williams (2016) ressalta que muitas
empresas ainda relutam em eliminar cargos especializados
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
devido à eficiência que eles cargos proporcionam. Em vez de
criar novas especificações de cargos, essas empresas
tendem a aprimorar os benefícios relacionados aos cargos,
embora isso não resolva os problemas intrínsecos
associados à especialização do trabalho. Existem três
métodos para mitigar os problemas decorrentes da
especialização: (I) rotação de cargos, que oferece aos
funcionários especializados a oportunidade de se envolver
em outras atividades especializadas, nas quais podem
aplicar diferentes habilidades; (II) ampliação de cargos, que
aumenta o número de tarefas que um funcionário realiza em
seu cargo, assumindo mais responsabilidades; e (III)
enriquecimento de cargos, uma iniciativa que, além de
aumentar a responsabilidade do funcionário, também lhe
confere autoridade para tomar decisões importantes sobre
seu trabalho e controlar atividades relacionadas (Williams,
2016).
Para seguir para a próxima aula, que fala sobre a tipologia da
organização, é importante saber como se desenvolve a
estrutura organizacional. De acordo com Williams (2016, p.
162), a “estrutura organizacional é a configuração vertical e
horizontal de departamentos, autoridade e cargos em uma
empresa”. Na vertical, a estrutura determina a cadeia de
comando e os postos de trabalho; na horizontal, o intervalo
de controle (distribuição lateral das atividades). Já o processo
organizacional determina como as atividades devem ser
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MODELOS DE GESTÃO
realizadas para transformar insumos em produtos que os
clientes valorizem. Nesse sentido, a departamentalização é a
“subdivisão do trabalho e dos funcionários em unidades
organizacionais distintas responsáveis por estas atividades”
(Williams, 2016, p. 164).
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Ana, Cecília e Marina aprenderam desde cedo o ofício da
mãe, que era costureira. Com o tempo, pegaram o gosto e
começaram a costurar para toda a vizinhança e os familiares
em geral. Marina, a caçula, era a mais empreendedora e logo
percebeu que a habilidade das irmãs poderia render um
bom negócio. As três juntaram, então, suas habilidades para
montar um ateliê de costura, especializado em vestidos de
festa e afins. Os vestidos eram lindos e logo houve um
grande aumento na procura, fazendo com que elas tivessem
de contratar mais quatro pessoas, já que, no final do ano,
não dariam conta de tantos pedidos. Devido à urgência na
formação do grupo, intuitivamente as atividades foram se
dividindo e especializando: apesar de todas as irmãs
continuarem com a costura, Marina cuidava dos pedidos dos
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clientes e suas especificidades, Ana cuidava dos aspectos
técnicos das necessidades de costura e produção, e Cecília
passou a realizar as compras dos materiais e dos tecidos,
pois tinha habilidade para negociar e comprar os melhores
insumos. Das quatro pessoas contratadas, percebeu-se que
cada uma tinha uma habilidade específica como bordado,
agilidade e capricho nos acabamentos, etc.
Considerando esse contexto, responda:
Pensando na estrutura formal de trabalho que está se
configurando, o que aconteceria se não houvesse a
divisão do trabalho nesse caso? Qual a diferença da
atividade de costura antes e depois da junção das irmãs,
pensando no aspecto da formação de uma organização
(ateliê-entidade social) e da atividade administrativa da
organização?
Se não houvesse o princípio da divisão do trabalho, todos os
funcionários tentariam fazer todas as atividades
relacionadas à costura, isto é,a mesma atividade realizada
quando cada irmã costurava individualmente em sua casa
antes de o ateliê existir e de a junção das irmãs no propósito
comercial ocorrer. Ao se organizarem em grupo, perceba
que intuitivamente as atividades vão se dividindo, trazendo
maior rapidez e efetividade ao trabalho. Essa divisão
funciona conforme as habilidades de cada pessoa. No ateliê,
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MODELOS DE GESTÃO
não há um organograma ou estrutura organizacional formal,
mas quando a empresa cresce e há a entrada de muitas
outras pessoas, a função organização é necessária para
ordenar e coordenar as atividades delas com o intuito de
atingir o objetivo da empresa.
Você já consegue ver a divisão do trabalho e a possível
formação da estrutura organizacional no caso do ateliê?
Aponte alguns princípios (especialização de trabalho,
intervalo de controle, cadeia de comando, autoridade e
responsabilidade, centralização versus descentralização
e departamentalização) utilizados, mesmo que de forma
inconsciente, para a otimização do trabalho.
Intuitivamente as irmãs dividiram seu trabalho conforme
suas habilidades: Mariana cuida dos clientes, Ana da
produção e dos aspectos técnicos, e Cecília da parte de
negociação com os fornecedores e de compras. Com o
tempo, possivelmente cada uma assumirá, com maior
intensidade, as funções de finanças e recursos humanos
também. Os funcionários representam a parte operacional,
ou seja, recebem comando das irmãs conforme as atividades
específicas de cada uma. A própria experiência comercial
delas e o crescimento da empresa fará com que a
estruturação formal seja necessária dentro do ateliê. Dividir
claramente as atividades, as responsabilidades e definir
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como será a direção e a coordenação das outras pessoas são
atividades próprias da função organização.
Imagine que uma das pessoas contratadas, em função
da sua habilidade, só fará bordados (de rendas e
pedraria), que ornamentarão os vestidos de festa. Qual o
princípio de trabalho aqui, dentro do processo de
trabalho, e como essa pessoa ficaria ao longo do ano se
realizasse apenas a atividade de bordadura?
A atividade de bordadura manual consiste em pregar
pedrarias ou rendas manualmente, de forma que o vestido
tenha uma ornamentação bela que fará toda a diferença no
resultado. Porém, é uma atividade minuciosa e detalhada, e
caso uma funcionária assuma apenas essa responsabilidade,
consistirá em atividade da especialização do trabalho. Nesse
caso, existirá uma preocupação com essa funcionária, pois
as atividades especializadas e manuais podem gerar fadiga,
desmotivação e falta de sentido no trabalho. Nesse quesito,
é importante que as irmãs se preocupem em criar uma
rotatividade nas atividades, ampliação e enriquecimento da
função para que a motivação da funcionária seja constante.
Saiba mais
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MODELOS DE GESTÃO
Saiba mais
O conceito de especialização do trabalho foi criado com as
primeiras teorias administrativas. Taylor foi quem verificou
que a especialização do trabalho no chão de fábrica traria
muito mais produtividade e efetividade à produção. Para
compreender a origem desse processo e como ele influencia
em várias atividades das organizações até os dias atuais, leia
o artigo a seguir.
CRUZ, J. M. Especialização do trabalho. Infoescola, [S. l.],
c2023.
Referências
Referências
CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos – Os
novos horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN,
2020.
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https://www.infoescola.com/administracao_/especializacao-do-trabalho/
CRUZ, J. M. Especialização do trabalho. Infoescola, [S. l.],
c2023. Disponível em:
https://www.infoescola.com/administracao_/especializacao-
do-trabalho/. Acesso em: 29 out. 2023.
ESCRIVÃO FILHO, E.; PERUSSI FILHO, S. Teorias de
administração – Introdução ao estudo do trabalho do
administrador. São Paulo: Editora Saraiva, 2012.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração
Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
KANABAR, V.; WARBURTON, R. D. Gestão de projetos. São
Paulo: Editora Saraiva, 2012. (Série Fundamentos).
KEELING, R.; BRANCO, R. H. F. Gestão de Projetos. 4. ed. São
Paulo: Editora Saraiva, 2019.
MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração – Introdução
à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo:
Grupo GEN, 2014.
ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova
administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2020.
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https://www.infoescola.com/administracao_/especializacao-do-trabalho/
https://www.infoescola.com/administracao_/especializacao-do-trabalho/
WILLIAMS, C. ADM: princípios de administração. São Paulo:
Cengage Learning, 2016.
Aula 2
Organização: tipologia, processo e aspectos da prática
Organização: tipologia, processo e aspectos da prática
Organização: tipologia,
processo e aspectos da
prática
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MODELOS DE GESTÃO
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos!
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, agora que você conhece as definições da função
organização do ponto de vista do processo administrativo,
certamente já começou a olhar os organogramas ao seu
alcance de outra maneira. Que tal analisar o organograma
de uma empresa/organização de que você faz parte? Nesse
movimento, você pode questionar se o desenho
organizacional está adequado ou não e, ainda, pensar como
mudar para trazer maior eficiência e eficácia ao ambiente de
trabalho, gerando maior desempenho organizacional.
Nesta aula, vamos abordar o processo da organização e as
tipologias. Dessa forma, ficará mais fácil compreender se o
organograma de sua organização está adequado, para,
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/0b8ceca2-14d3-5dad-9108-62bd45f2692c.pdf
então, sugerir mudanças seguindo as etapas do processo de
organização. Traremos aqui o conceito da estrutura
organizacional mecanicista e orgânica. Esses últimos
conceitos levam a uma grande reflexão sobre as
consequências da centralização no processo de organização.
E aí? Como você verá o processo de centralização que ainda
é frequente nas organizações? Ela é benéfica ou não? Para
que os conceitos teóricos fiquem mais claros, continuaremos
o nosso estudo de caso das três irmãs, Ana, Cecília e Marina,
que resolveram se unir para abrir um ateliê de costura. O
negócio vai bem e, em função das demandas, já houve
contratação de pessoas para auxiliar na produção e na
operacionalização das atividades. Porém, com o aumento
das demandas, Marina começa a delegar com autoridade,
centralizando as decisões e criando um clima ruim no
ambiente de trabalho.
Vamos ver quais são os desafios a serem resolvidos? Uma
excelente aula!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
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O processo de organização
Você sabe a importância do processo de organização?
Sabendo da necessidade de atingir um objetivo estabelecido
(planejamento), a organização de recursos faz todo o sentido
para agilizar e otimizar o desempenho organizacional, o que
torna mais fácil o prosseguimento para a próxima etapa, que
é a coordenação e ação das pessoas. Surge, então, outra
dúvida: como organizar uma empresa? Para saná-la,
falaremos sobre os processos da organização.
A fim de que o administrador possa implementar os planos
derivados do processo de planejamento, é fundamental que
haja a organização dos recursos. Nesse sentido, Maximiano
(2014, p. 190) observa que “organizar é o processo de dispor
qualquer conjunto de recursos em uma estrutura que facilite
a realização de planos". A consequência direta da
organização é a disposição ordenada das diversas partes que
compõem o todo, de acordo com os critérios da estrutura.
Seguem, portanto, as principais etapas do processo de
organização, segundo Maximiano (2014):1. Analisar os objetivos e os trabalhos a serem realizados:
qual o objetivo a ser alcançado? Quais os caminhos a
serem percorridos para alcançar os objetivos?
2. Dividir o trabalho: é o processo de atribuição de tarefas
especializadas a diferentes pessoas ou grupo de
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pessoas. Ele ocorre de acordo com os critérios que
auxiliem na realização dos objetivos. Em organizações
maiores, a divisão se dá em unidades ou blocos, com
critérios de realização de atividades ou funções
específicas. Esses blocos podem ser os departamentos,
as seções, as unidades, etc.
3. Definir responsabilidades: responsabilidades são as
obrigações ou deveres das pessoas pela realização de
tarefas ou atividades. Já o conjunto das tarefas pelas
quais uma pessoa é responsável chama-se cargo.
4. Definir os níveis de autoridade: implica pensar como será
a hierarquia e a amplitude de controle.
5. Desenhar a estrutura organizacional: todas as decisões
sobre divisão do trabalho, responsabilidades e
autoridade resumem-se na estrutura organizacional.
Veja a Figura 1 sobre as principais etapas e os processos de
organização:
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Figura 1 | Etapas e processos de organização. Fonte:
adaptada de Maximiano (2014).
Observando a Figura 1, nota-se que o processo de
organização tem início com os objetivos a serem atendidos
pela organização, que serão analisados e que guiam a etapa
do processo. Considerando os objetivos, o trabalho é
dividido, e as responsabilidades e a autoridade são definidas
com base no que está previamente determinado na
configuração da estrutura organizacional (quando já existe
um organograma); se ela ainda não existe, as decisões levam
a um possível desenho da configuração da estrutura
organizacional.
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MODELOS DE GESTÃO
A organização é uma função administrativa que pode estar
localizada em todos os níveis organizacionais da empresa.
Quando falamos que a função está no nível institucional,
significa que ele define o desenho organizacional da
organização/empresa como um todo. No nível intermediário,
é responsável pelo desenho departamental de cada unidade
da organização; e o nível operacional define o desenho dos
trabalhos e das atividades operacionais de cada atividade.
Veja o Quadro 1, que apresenta a função organização nos
três níveis.
Nível
organizacional
Organização Conteúdo Amplitude
Institucional Desenho
organizacional
Genérico e
sintético Macro-
orientado.
Aborda a
organização na
totalidade.
Intermediário Desenho
departamental
Menos
genérico e
mais
detalhado
Aborda cada
unidade
organizacional
separadamente.
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Institucional Desenho de
cargos e
tarefas
Detalhado
e analítico Micro-orientado.
Aborda cada
operação em
detalhe.
Quadro 1 | Organização nos três níveis organizacionais.
Fonte: Chiavenato (2020, p. 162).
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Departamentalização
Segundo Chiavenato (2020), a departamentalização constitui
uma característica fundamental da velha e tradicional
estrutura organizacional. É só lembrarmos novamente da
Teoria Clássica, na qual Fayol separa a organização em cinco
principais funções (técnica, comercial, financeira, de
segurança, contábil e administrativa). Dentro da perspectiva
dos estudos organizacionais, não se conseguiu uma
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ferramenta mais adequada para organizar internamente a
organização.
A departamentalização representa o agrupamento de
atividades em unidades organizacionais e o alinhamento
dessas várias unidades no contexto da organização como um
todo. Ou seja, as unidades organizacionais são os
subsistemas do sistema maior e são chamadas de
departamentos, seções, unidades, etc.
O desenvolvimento da departamentalização corresponde a
uma das etapas iniciais no processo de formação da
estrutura organizacional. É antecedida apenas pela etapa de
análise dos objetivos. Mas qual o critério para a
departamentalização ou para criar as unidades de negócios?
Ao pensarmos nessa questão, chegaremos à conclusão de
que não existe uma forma única, já que existem vários tipos
de organizações com natureza e características bem
distintas. As diferenças entre as departamentalizações
correspondem à maneira pela qual as atividades estão
agrupadas e a quem elas são subordinadas.
Apresentaremos, a seguir, os principais tipos de
departamentalização (Chiavenato, 2020):
Departamentalização funcional: é a mais comum. Tem
uma estrutura especializada conforme as funções
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básicas da empresa, que podem ser: produção,
marketing, finanças, recursos humanos, entre outros.
Departamentalização baseada em produtos/serviços: a
organização separa a unidade de trabalho de acordo
com seus diferentes produtos ou serviços. Cada unidade
trabalhará com foco em um determinado produto ou
serviço. P. ex.: setor de jardinagem, setor de
churrasqueira (varejo de construção e acabamentos).
Departamentalização baseada na clientela: as unidades
de trabalho estruturam-se ao redor das características
específicas de seus clientes. P. ex.: atendimento de
pessoa jurídica, pessoa física, funcionário público, etc.
Departamentalização baseada em áreas geográficas:
unidades conforme a região geográfica atendida. P. ex.:
representação comercial região Sul, região Sudeste,
região Norte, etc.).
Departamentalização baseada em processos: a
estruturação se baseia em unidades dispostas ao longo
da sequência de execução de processos. P. ex.:
departamento de desenvolvimento de produtos,
produção, comercialização.
Departamentalização matricial: ocorre em uma
organização de estrutura em grade ou matriz e implica a
presença simultânea de cadeias de comando funcionais
e divisionais na mesma unidade organizacional.
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Veja na Figura 2, como é a departamentalização com
abordagem matricial:
Figura 2 | Departamentalização matricial. Fonte: Williams
(2016, p.168).
Abordagem em equipes: considerada uma abordagem
de tendência, o desenvolvimento de trabalho em equipe
com autonomia, liberdade e transferência de
responsabilidade para os níveis mais baixos ocorre por
meio de equipes participativas. Por fim, ampliando ainda
mais a discussão sobre a estruturação do trabalho que
você já explorou, no contexto da especificação de cargos,
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é crucial compreender os dois tipos de arranjos
organizacionais que afetam as decisões nesse sentido: a
configuração mecanicista e a orgânica (Chiavenato,
2020).
Configuração mecanicista: são desenhos burocráticos
típicos da abordagem do sistema fechado e que operam
com autoridade centralizada no nível mais elevado. É
uma divisão minuciosa do trabalho, de ampla extensão
de controle administrativo, com meios formais de
coordenação e muitas regras e procedimentos para os
funcionários. Esse modelo é aplicado em organizações
regulamentadas que procuram funcionar como
máquinas (por isso mecanicistas) e é adequado em
condições ambientais com condições estáveis
(Maximiano, 2017).
Configuração orgânica: com essa configuração, que é
mais recente na teoria administrativa, a organização é
vista como um sistema social aberto e em contínua
interação com o seu ambiente, o que significa ter uma
dinâmica de interação e reciprocidade entre o ambiente
e a organização que permite mudança e adaptação cada
vez maiores para ambos (Chiavenato, 2020). É uma
realidade em uma sociedade e em organizações que
vivem o impacto da internet, das startups e das
tecnologias avançadas dos últimos tempos. Os desenhos
orgânicos e adaptativos dessas organizações resultam
em configurações que permitem a autoridade
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MODELOS DE GESTÃO
descentralizada, poucas regras e procedimentos, pouca
divisão de trabalho, amplitude de trabalho vasta e meios
pessoais de coordenação. Contam com formato
horizontal e funcionam em empresas que convivem em
ambientes dinâmicos que exigem flexibilidade e
agilidade.
Acompanhe, no Quadro 2, um esquema entre configuração
mecanicista e orgânica para facilitar a compreensão:
Configuraçãomecanicista Configuração orgânica
Coordenação
centralizada no topo.
Cargos rígidos, estáveis
e definitivos.
Interação padronizada
por meio de cargos.
Capacidade limitada de
processar informações.
Ideal para tarefas
simples rotineiras e
repetitivas.
Adequado para gerar
eficiência na produção.
Descentralização.
Interdependência de esforços.
Cargos mutáveis, provisórios.
Interações intensivas entre as
pessoas.
Capacidade expandida de
processar informações. 
Ideal para tarefas únicas, mutáveis
e complexas – inovação e
criatividade.
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Quadro 2 | Configuração mecanicista e orgânica. Fonte:
adaptada de Chiavenato (2020, p. 192).
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Vamos dar continuidade ao caso das irmãs
empreendedoras? Você se lembra de que as irmãs costuram
muito bem e abriram um ateliê especializado em vestidos de
festa que é um grande sucesso? Diante disso já precisou
haver contratações para que dessem conta dos vários
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pedidos que precisavam ser finalizados para as festas de fim
de ano. Porém, em função da alta demanda de trabalho e de
reclamações dos clientes, Marina, uma das irmãs que cuida
da parte dos contatos com as clientes, começa a tomar
medidas mais drásticas: coloca-se como a autoridade da
empresa e começa a delegar as atividades de forma mais
incisiva, criando um clima ruim, já que as irmãs se sentiram
desrespeitadas dentro da hierarquia. Cecília, que cuidava
dos fornecedores e das compras de insumos, acabou
especializando-se na parte da gestão financeira. Por ser a
mais racional do grupo, verificou a necessidade de estruturar
a organização do trabalho para que as atividades tivessem
maior efetividade e para que houvesse maior coordenação
entre as pessoas no ateliê. 
Sendo assim, o desafio é o seguinte:
1. As irmãs entraram em um acordo com o objetivo de criar
um ambiente de amizade e coordenação para manter as
atividades comerciais e dar continuidade ao negócio, já
que a empresa está gerando bons resultados
financeiros. Quais seriam as etapas necessárias para
criar uma possível organização do trabalho e formalizar
uma possível estrutura organizacional da empresa?
Quais são os elementos a serem considerados no
processo de organização? 
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MODELOS DE GESTÃO
2. Crie um organograma com as possíveis atividades,
funções e hierarquia que estão se formando no estudo
de caso. Justifique as escolhas.
3. Por fim, resolva se as funcionárias operacionais podem
ou não ter autonomia no trabalho. Considerando que
são atividades operacionais (costura e bordadura), como
você atribuiria a responsabilidade a esses funcionários
para gerar maior qualidade e eficiência no trabalho?
Siga as etapas apresentadas anteriormente na Figura 1
(reproduzida novamente adiante):
Neste caso, atribuindo informação e responsabilidade, as
atividades podem ser mais livres e autônomas.
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MODELOS DE GESTÃO
Objetivo: estruturar e fazer a empresa crescer.
Divisão do trabalho: administração (definir quem comandará
e se o comando será entre as irmãs).
Departamentos ou unidades: comercial (Marina), compras
(Cecília) e produção (Ana).
Verificar se haverá subordinação a apenas uma pessoa (p.
ex.: Ana) ou a todas as irmãs.
Essa solução deve ser pensada em conjunto para
desenvolver o modelo de trabalho e organização da
empresa.
O organograma deve seguir as orientações da resposta
anterior, mas cada um pode fazer o que achar melhor
dentro da lógica da resposta do exercício 1.
Neste caso, atribuindo informação e responsabilidade, as
atividades podem ser mais livres e autônomas.
Saiba mais
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É importante que você busque outras fontes e livros teóricos
para aprofundar seus conhecimentos no assunto.
Apresentamos, a seguir, um dos referenciais sobre o assunto
que possui o conteúdo aprofundado.
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MODELOS DE GESTÃO
MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração: introdução
à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo:
Grupo GEN, 2014. p. 189-191.
Referências
Referências
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: Os novos
horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração
Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
MAXIMIANO, A. Fundamentos da Administração: introdução
à teoria geral e aos processos da administração. São Paulo:
Grupo GEN, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-
85-216-2751-
7/epubcfi/6/48[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter12]!/4. Acesso
em: 25 out. 2023.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2751-7/epubcfi/6/48[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter12]!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2751-7/epubcfi/6/48[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter12]!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2751-7/epubcfi/6/48%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter12%5d!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2751-7/epubcfi/6/48%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter12%5d!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2751-7/epubcfi/6/48%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter12%5d!/4
MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da
revolução urbana a revolução digital. 8. Ed. Rio de Janeiro:
Atlas, 2017.
ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova
administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2020.
ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. Fundamentos
de gestão. São Paulo: Editora Saraiva, 2012.
RODRIGUES, E. de A. Modelos de gestão. Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional S.A., 2016.
WILLIAMS, C. ADM: princípios de administração. São Paulo:
Cengage Learning, 2016.
Aula 3
Tecnologias e ferramentas de gestão para o processo de organização
Tecnologias e ferramentas de gestão para o processo de organização
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Tecnologias e ferramentas
de gestão para o processo
de organização
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
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sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos!
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Ponto de Partida
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/24bf21d7-fd68-5f7d-bf5c-6b7cbeb634f9.pdf
Ponto de Partida
Estudante, a esta altura da unidade, espera-se que você já
consiga entender a importância da estrutura organizacional
e como o formato ou as configurações da estrutura
organizacional podem afetar o ambiente, as condições de
trabalho e, consequentemente, o desempenho das pessoas
na organização.
Já abordamos a correlação entre as funções administrativas,
e, neste momento, você já pode pensar que o gestor precisa
preparar as condições de trabalho para que as próximas
funções administrativas (coordenação e controle) também
exerçam sua capacidade máxima para o alcance dos
resultados organizacionais (estabelecidos durante o
planejamento).
Então, agora é o momento de trabalharmos as tecnologias e
ferramentas de gestão que auxiliam o processo de
organização e darmos continuidade à história das irmãs Ana,
Cecília e Marina, que estão empreendendo na atividade de
costura, montando um ateliê. O desafio, após desenvolver o
organograma, é trabalhar com as funcionárias de modo que
elas tenham engajamento. Qual ferramenta utilizar e como
proceder? São perguntas que responderemos ao longo da
nossa aula. Bons estudos!
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MODELOS DE GESTÃO
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Para começarmos a tratar das tecnologias e das ferramentas
de gestão, precisamos pensar, antes, qual é o contexto de
negócios que vivemos e, em consequência, quais são os
princípios que regem o formato da estrutura organizacional.
Os autores Jones e George (2012) enfocam a corrida
competitiva e a velocidade das transformações geradas pelo
avanço das tecnologias. Nesse sentido, as empresas devem
estar preparadas para mover-se com maior intensidade, com
uma mentalidade e uma estrutura cadavez mais flexíveis
para responder a um ambiente em constante mudança. Para
Chiavenato (2020a), a era da informação e das tecnologias
trouxe uma avalanche de problemas para as organizações. A
velocidade e a intensidade das mudanças estão além do
esperado e as organizações precisam se adaptar a esse novo
contexto. Algumas tecnologias de gestão se destacam em
razão desse novo contexto, como é o caso de: melhoria
contínua, qualidade total, reengenharia, benchmarking,
equipes de alto desempenho e gestão de projetos.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Mas, pensando na lógica da estrutura e da função
organizacional, Chiavenato (2020) destaca que a velocidade
da mudança e os desafios do mundo globalizado estão
direcionando a um sentido emergencial para o ajustamento
e a adaptabilidade das organizações como uma condição
para sobreviver a esse novo mundo dos negócios.
Diante de tantas mudanças e transições, as organizações vão
desenvolvendo novas estruturas, como a das organizações
ágeis, e novas ferramentas, como as tecnologias ágeis, sobre
as quais provavelmente você já ouviu falar, e cujos conceitos
serão aqui explorados devido a sua importância. 
Organizações ágeis
A maioria das organizações tradicionais ainda opera em uma
estrutura desenvolvida para ambientes estáveis e com uma
hierarquia estrutural rígida e estática. Por isso, as decisões
fluem de cima para baixo e com extremo controle por parte
da alta cúpula. Essas organizações operam em um esquema
de planejar, organizar, coordenar e controlar pensando em
agregar valor aos investidores e acionistas e possuem rigidez
e lentidão no processo decisório (Chiavenato, 2020). Em
contrapartida, as transformações exigem que as
organizações sejam projetadas para o dinamismo, a
mudança e a inovação.
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MODELOS DE GESTÃO
As organizações ágeis são projetadas para o dinamismo,
mudança e inovação. São constituídas por redes de
equipes e por uma cultura centrada nas pessoas e
equipes, dotadas de aprendizado rápido e ciclos
decisórios rápidos graças à agilidade da tecnologia
avançada e focadas em um objetivo comum de gerar e
entregar valor para todas as partes interessadas: os
stakeholders. São modelos operacionais velozes que
proporcionam configurações rápidas e eficientes de
estratégia, estrutura, processos, talentos e tecnologia
direcionados a oportunidades para a criação e entrega de
valor (Chiavenato, 2020, p. 74, grifo nosso)
Organizações ágeis incorporam flexibilidade e rapidez,
estabelecendo, assim, uma fonte crucial de vantagem
competitiva em ambientes instáveis, incertos, complexos e
ambíguos. As cinco características dessas organizações são
(Chiavenato, 2020):
1. Princípio orientador integrado em toda a empresa, que
direciona suas operações.
2. Rede de equipes capacitadas.
3. Ciclos ágeis de tomada de decisão e aprendizado.
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MODELOS DE GESTÃO
4. Modelo de equipe dinâmico que inspira entusiasmo e
paixão.
5. Tecnologia avançada e inteligente que viabiliza a próxima
geração tecnológica.
Considerando o modelo ágil de gestão e seus princípios, a
nova forma de gerir precisa incorporar alguns elementos
que possibilitem uma organização cada vez mais ágil. E
avaliando os fundamentos do ágil, percebemos como as
pessoas são elementos essenciais para a transformação
organizacional.
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Seguiremos, agora, falando de ferramentas e tecnologias de
gestão relacionadas a esse contexto, apresentando a
liderança, a motivação e a comunicação. E, dada a
importância desses elementos essenciais na gestão de
pessoas, trataremos também da gestão participativa e do
empowerment.
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MODELOS DE GESTÃO
Liderança, motivação e
comunicação
Apontaremos aqui alguns elementos que impactam as
decisões no processo de organização. Você, estudante,
concorda que as pessoas ficam mais satisfeitas e
desempenham melhor suas funções no trabalho quando
têm motivação? E quando tratamos de motivação, a
liderança faz toda a diferença.
Liderança: o bom líder é aquele que sabe interpretar,
motivar, explicar e comunicar os fatos às pessoas que
precisam fazê-las bem e prontamente, orientando-as e
sanando todas as dúvidas possíveis, além de engajá-las,
impulsioná-las, capacitá-las, liderá-las e motivá-las
adequadamente (Chiavenato, 2020). Bateman e Snell (2012)
afirmam que é necessário ter líderes por toda a empresa
para realizar as atividades que as pessoas desejam, mas
também para ajudar a criar e implantar o direcionamento
estratégico.
O estilo de liderança baseado em traços de personalidade
concentra-se em identificar as características pessoais de um
indivíduo que promovem a eficácia na liderança. Segundo
Chiavenato (2020), a teoria sobre traços de personalidade
não teve muitas comprovações científicas, porém muitas
organizações costumam utilizá-la em suas práticas quando
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MODELOS DE GESTÃO
se referem à busca de um perfil para suas lideranças.
Características como lealdade, transparência, clareza, foco
em metas e objetivos, espírito de equipe, resolução de
conflitos, motivação, entusiasmo, iniciativa, espírito
empreendedor, empatia e muitas outras habilidades são
utilizadas como critérios para seleção de perfis de liderança.
Motivação nas organizações
Motivo, motivação, mover, movimentar e motor são todas
expressões modernas que compartilham uma origem
comum e estão ligadas à mesma ideia: à palavra latina
motivus, que se refere àquilo que promove movimento, que
impulsiona. O estudo da motivação – dos elementos que
impulsionam as pessoas – é um dos temas fundamentais da
abordagem comportamental na administração. Essa
relevância é justificada pela necessidade de compreender os
mecanismos que impulsionam as pessoas em direção a
comportamentos de alto desempenho, indiferença ou
improdutividade, a favor ou contra os interesses da
organização e da administração (Maximiano, 2017).
Para o autor Maximiano (2017), para entender a motivação é
preciso compreender que as pessoas são fundamentalmente
impulsionadas por suas necessidades humanas. Isto é,
quanto mais urgente a necessidade, mais intensa é a
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MODELOS DE GESTÃO
motivação. Assim que a necessidade é satisfeita, desaparece
a causa que estimula o comportamento, e a motivação
diminui. Dentro dessa abordagem, apresentamos a Teoria
de Maslow.
Abraham Maslow desenvolveu a ideia de que as
necessidades humanas podem ser dispostas em uma
hierarquia de necessidades, retratada em uma pirâmide, que
se divide em cinco principais grupos:
Necessidades fisiológicas ou básicas: incluem fome,
sono, sede. São necessidades de sobrevivência biológica.
Necessidades de segurança: incluem segurança e
proteção contra perigo físico e emocional.
Necessidades sociais: são necessidades de amor,
pertencimento e relacionamento humano. 
Necessidades de estima: autoestima e estima por parte
de outros.
Necessidades de autorrealização: impulso de ser aquilo
que é capaz de ser e de maximizar as aptidões
(Chiavenato, 2020).
 
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Figura 1 | Hierarquia de necessidades de Maslow
Comunicação: a comunicação é a troca de informações entre
os indivíduos e constitui um dos processos fundamentais da
experiência humana e da organização social (Chiavenato,
2020). Segundo Chiavenato (2020), a comunicação é uma
atividade administrativa com duas finalidades essenciais: 
Proporcionar informação e compreensão necessárias
para que as pessoas possam realizar, de forma efetiva,
seu trabalho.
Proporcionar atitudes necessárias que promovam a
motivação, a cooperação e a satisfação nos cargos. 
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MODELOS DE GESTÃO
A comunicação é uma importante ferramenta de
relacionamento usada para explicar aos integrantes de um
grupo empresarial as razões das orientações passadas.
Assim, o trabalhador deve receber um fluxo de comunicação
que supra suas necessidades, enquanto os gestores devem
receber dos trabalhadores um fluxo de comunicação com a
ideia adequada do que está acontecendo (Chiavenato, 2020).
A comunicação em duas vias torna-se importante, pois:Traz clareza quanto aos padrões de trabalho para a
melhora do desempenho individual.
Aumenta a eficiência organizacional, já que promove a
compreensão compartilhada de responsabilidades e
padrões de desempenho entre funcionários e gerentes.
Pode levar a uma contribuição máxima de cada indivíduo
e ao uso pleno de suas habilidades, se houver a
orientação e o incentivo adequados.
Abordamos aqui a importância da liderança, da motivação e
da comunicação que constituem meios importantes para
integrar as pessoas e gerar consonância em direção aos
objetivos organizacionais a serem alcançados. A partir
dessas abordagens, fica mais fácil falar sobre duas
importantes tecnologias de gestão: a gestão participativa e o
empowerment.
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Gestão participativa: é uma tecnologia de gestão cuja
finalidade é gerar altos níveis de compromisso e
envolvimento entre funcionários e gestores para atingir as
metas organizacionais (Bateman; Snell, 2012). O sistema
baseia-se em uma confiança plena nas pessoas e em seu
empoderamento (empowerment), encorajando a
responsabilidade e o trabalho em equipe. A comunicação
constitui o núcleo da integração do sistema, com fluxo tanto
vertical quanto horizontal para garantir o envolvimento
completo das pessoas nos negócios da organização. O
sistema emprega recompensas salariais como um esquema
de remuneração variável baseado no alcance de metas e
resultados, bem como recompensas sociais ou simbólicas.
Rodrigues (2016) afirma que a gestão participativa pode
promover o envolvimento dos funcionários, e, ainda, clientes
e fornecedores/parceiros, operando em todas as áreas de
interação do processo decisório dentro da organização. Os
autores Charnov e Montana (2012) destacam as condições
essenciais para essa abordagem:
Os funcionários precisam querer ser envolvidos, o que
depende de um clima de liderança que encoraje os
colaboradores a participarem das soluções dos
problemas da organização.
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Os gerentes precisam exercer seu novo papel ao
envolver os subordinados na proposta de solução. O
gestor não é mais responsável por resolver os problemas
diretamente.
Os funcionários devem estar dispostos a expressar suas
ideias e os gerentes precisam estar dispostos a ouvi-las.
É necessário um envolvimento constante para construir
essa relação de confiança entre ambas as partes.
Do ponto de vista estrutural, isso geralmente implica que até
os funcionários de menor hierarquia tenham interações
diretas com clientes ou fornecedores, recebendo feedbacks
e sendo responsabilizados pela entrega de um produto ou
serviço. A estrutura da empresa precisa ser horizontal e
descentralizada, moldada em torno de um cliente, produto
ou serviço. O engajamento dos funcionários é especialmente
crucial em ambientes de mudança rápida.
Empowerment: implica empoderar as pessoas e equipes,
concedendo-lhes liberdade de ação, participação nas
decisões, autonomia plena na execução das tarefas e
responsabilidade total pelos resultados. Isso possibilita que
cada equipe assuma o controle de suas atividades, enquanto
o gerente transita de uma função de chefia ou controle para
a de orientador e incentivador (Chiavenato, 2020).
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Conforme Lacombe (2009), empowerment não significa
"conceder poder" às pessoas, mas liberá-las para utilizar o
poder, o conhecimento e as habilidades que já possuem.
Para isso, os gestores devem criar condições propícias para
aprendizado, ação e tomada de decisão, a fim de que as
pessoas possam exercer a autonomia, assumir a iniciativa e
a responsabilidade pela coleta e pela análise de dados e pela
tomada de decisões, o que, nas organizações tradicionais, e´
atribuição quase exclusiva dos gerentes.
Banov (2019) diz que essa abordagem é encontrada
geralmente em empresas com estruturas orgânicas e
culturas que priorizam o funcionário e adotam a gestão
participativa, uma forma de administração reforçadora na
qual os gestores compartilham o poder de decisão com os
colaboradores.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
O ateliê de costura de Ana, Marina e Cecília é um grande
sucesso, mas, em alguns momentos, precisa alinhar o
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trabalho de todos para dar conta de toda a demanda que a
empresa recebe. Após estabelecer a estrutura organizacional
e definir formalmente as divisões de trabalho, as funções e
as responsabilidades de cada membro da organização, é
chegado o momento de colocar em prática o formato
estabelecido no organograma. Embora as irmãs consigam se
comunicar constantemente, alinhando as atividades, agora é
o momento em que precisam alinhar-se também com os
colaboradores.
Por ser uma pequena empresa, a comunicação flui muito
mais facilmente. E Marina percebeu como essa comunicação
diretiva é importante para alinhar as atividades. Por isso,
achou melhor tomar a liderança e a hierarquia para
comunicar e motivar as colaboradoras. Nesse contexto,
seguem os desafios a serem resolvidos:
1. Marina achou que as quatro funcionárias têm um bom
conhecimento técnico e competências para auxiliarem
na produção de vestidos. Mas em muitos momentos não
possuem autonomia suficiente, interrompendo o
trabalho várias vezes e procurando Ana para auxiliá-las.
Pensando nisso, como utilizar a ferramenta de gestão
participativa e o empowerment?
2. Marina e as irmãs pretendem criar mecanismos de
incentivo para dar maior autonomia e responsabilidade
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às auxiliares de costura. Quais seriam as atividades ou
mecanismos de incentivo que a empresa poderia
utilizar?
No primeiro momento, para dar autonomia às auxiliares,
elas precisam estar cientes de suas responsabilidades e dos
padrões de resultado a serem alcançados no seu trabalho. A
partir do momento que as funcionárias sabem quais
resultados precisam alcançar (p. ex.: qualidade, padrão de
produção, tempo de produção, utilização correta das
técnicas de produção), conseguem conquistar autonomia no
trabalho e ter condições para buscarem por si sós os
resultados. A comunicação, a liderança e a motivação
precisam estar presentes para que a autonomia funcione.
Por isso, o empowerment é tão importante. Aplicar
capacitação técnica, elogiar os resultados, dar feedback,
oferecer recompensas e benefícios são maneiras de
incentivar as auxiliares a desempenhar as suas funções com
maior confiança.
Saiba mais
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MODELOS DE GESTÃO
Você já ouviu a expressão “organizações ágeis”? As
organizações estão se preparando para a era digital e a era
do conhecimento. Veja um artigo que trata da realidade no
mundo dos negócios:
MACIEL, M. São as organizações ágeis a chave para
sobreviver na era da disrupção? Exame, São Paulo, 10 maio
2023.
Referências
Referências
BANOV, M. R. Comportamento organizacional: melhorando o
desempenho e o comprometimento no trabalho. São Paulo:
Grupo GEN, 2019.
BATEMAN, T. S.; SNELL, S. A. Administração. Porto Alegre:
Grupo A, 2012.
CHARNOV, B.; MONTANA, P. J. Administração. São Paulo:
Editora Saraiva, 2012. (Série Essencial).
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https://exame.com/bussola/sao-as-organizacoes-ageis-a-chave-para-sobreviver-na-era-da-disrupcao/
https://exame.com/bussola/sao-as-organizacoes-ageis-a-chave-para-sobreviver-na-era-da-disrupcao/
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos
horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a.
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração:
uma visão abrangente da moderna administração das
organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração
Contemporânea. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
LACOMBE, F. Teoria geral da administração. São Paulo:
Editora Saraiva, 2009.
MACIEL, M. São as organizações ágeis a chave para
sobreviver na era da disrupção? Exame, São Paulo, 10 maio
2023. Disponível em: https://exame.com/bussola/sao-as-
organizacoes-ageis-a-chave-para-sobreviver-na-era-da-
disrupcao/. Acesso em: 4 nov. 2023.
MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: darevolução urbana à revolução digital. São Paulo: Grupo GEN,
2017.
RODRIGUES, E. de A. Modelos de gestão. Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional S.A., 2016.
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https://exame.com/bussola/sao-as-organizacoes-ageis-a-chave-para-sobreviver-na-era-da-disrupcao/
https://exame.com/bussola/sao-as-organizacoes-ageis-a-chave-para-sobreviver-na-era-da-disrupcao/
https://exame.com/bussola/sao-as-organizacoes-ageis-a-chave-para-sobreviver-na-era-da-disrupcao/
Aula 4
Aspectos emergentes de organização
Aspectos emergentes de organização
Aspectos emergentes de
organização
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? Bons estudos!
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Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, você já consegue perceber como a organização é
importante dentro do processo administrativo? Diante disso,
traremos a você uma reflexão: será que mudar a estrutura
organizacional é fácil? Para lhe dar uma resposta objetiva:
não. Criar um projeto de uma possível estrutura
organizacional é fácil, mas aplicá-lo implica mexer com as
estruturas humanas dentro da organização; mudar o
posicionamento dos líderes; desenvolver a motivação nos
funcionários; melhorar a comunicação entre funcionários e
gerentes para que haja uma maior participação; e criar
agilidade e flexibilidade. Apesar das palavras bonitas, pense,
na prática, como isso tudo deve acontecer em uma
organização/empresa e quais são as consequências dessas
mudanças, que ocorrem não só na estrutura, mas também
na cultura organizacional, o que não é fácil de se realizar.
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MODELOS DE GESTÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/3a9bd751-3d19-5ab6-b072-bb6dd42198e2.pdf
Após isso, vamos tratar de abordagens que vão surgindo
para facilitar o processo de organização. Além de
participação, precisamos pensar na importância do trabalho
em equipe e nas novas abordagens de estrutura
organizacional que são cada vez mais flexíveis e que contam
com o amparo da tecnologia. Será que a sua empresa já está
trabalhando com essas abordagens? Pensando na rapidez
das mudanças e na inclusão cada vez maior das tecnologias,
pode ser que sim. Será que em uma pequena empresa,
como um ateliê de costura, essas práticas podem ser
implementadas? Vamos voltar ao caso das três irmãs
empreendedoras e auxiliá-las no processo de organização de
sua empresa. Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Organização por equipes
A palavra equipe é constantemente usada e difundida no
ambiente de trabalho. Mas será que realmente existe um
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trabalho de equipe igual ao da definição teórica? Vamos
analisar sua definição e sua importância.
Formar uma equipe significa ter um conjunto de dois ou
mais indivíduos, que estabelecem contatos pessoais
significativos e propositais uns com os outros, em uma base
de interatividade e continuidade, para alcançar os objetivos
em comum. Dessa forma, devemos lembrar que uma equipe
é muito mais do que um simples conjunto de pessoas, já que
seus membros se consideram mutuamente dependentes
para alcançar objetivos e interagem uns com os outros
regularmente para o alcance desses objetivos no decorrer do
tempo (Chiavenato, 2020).
Conforme Chiavenato (2020), existe uma forte tendência por
parte das organizações de implementar o trabalho em
equipe. Isso ocorre porque as organizações precisam delegar
autoridade e responsabilidade a todos os níveis
hierárquicos, e a gestão deve estar preparada para a
formação de equipes participativas para obter maior
comprometimento das pessoas. Assim, ao buscarem
soluções como o empowerment, precisam ajustar o
ambiente de forma que as pessoas tenham autonomia e
liberdade, possam delegar autoridade e transferir a
responsabilidade para os níveis mais baixos por meio de
desenvolvimento de equipes participativas. O conjunto
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dessas abordagens permite um espírito mais empreendedor
e a criação de uma organização mais flexível e ágil, que pode
se tornar mais competitiva no ambiente global.
De acordo com Chiavenato (2020), as configurações de
equipes mais utilizadas atualmente são:
Equipes multifuncionais: denominadas ainda como equipes
cruzadas, consistem em um agrupamento de colaboradores
de vários departamentos funcionais para a resolução de
problemas mútuos. Em função da multifuncionalidade,
reportam-se a seus departamentos funcionais e também ao
líder escolhido pela equipe, havendo uma duplicidade de
comando. São geralmente utilizadas para cumprir tarefas ou
projetos específicos. P. ex.: um projeto de desenvolvimento
de um novo produto precisa ter uma equipe com pessoas
das áreas de marketing, design, engenharia de produtos,
finanças e produção.
Equipes permanentes: formadas dentro do departamento
formal da organização, trabalham no mesmo local (física ou
virtualmente) e são subordinadas ao mesmo supervisor.
Podem ser formadas em qualquer nível organizacional. P.
ex.: equipe responsável pelo lançamento do produto: a
equipe de marketing fica responsável pelo plano de
comunicação.
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Após abordarmos a configuração das equipes, é chegado o
momento de discutirmos as modernas configurações de
estrutura organizacional concebidas para impulsionar o
sucesso de empresas em busca de vantagem competitiva
(Chiavenato, 2020).
Abordagem ou estrutura em redes (network organization): é
uma estrutura na qual a empresa delega algumas de suas
funções convencionais para em companhias separadas, que
são interligadas por uma pequena organização central.
Produção, vendas, engenharia e contabilidade se tornam
serviços oferecidos por unidades independentes que
operam sob contrato e estão conectadas eletronicamente a
um escritório central para fins de coordenação e integração.
A empresa central mantém o elemento crucial do negócio
(core business), enquanto transfere para terceiros as
atividades que outras empresas podem realizar de forma
mais eficaz e econômica. Coca-cola, Pepsi, Nike e tantas
outras empresas utilizam essa estrutura como recurso para
manter-se globais e competitivas.
Organização ou estrutura virtual: com o advento da
Tecnologia da Informação (TI), muitas organizações estão
derrubando as fronteiras e eliminando tudo que era físico ou
material. A Era da Informação proporciona um ambiente
informacional cooperativo, rompendo, com rapidez, as
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tradicionais fronteiras organizacionais e auxiliando a criar as
organizações virtuais, que não requerem espaço e recursos
físicos, considerando os tradicionais conceitos de tempo e
duração. Assim, desenvolvem organizações não físicas que
fazem uso intensivo da TI para a coordenação
interorganizacional de seus negócios e a interação no
ciberespaço. As organizações virtuais têm se mostrado como
alianças oportunistas de competências essenciais – como as
startups – para atender a uma demanda ou explorar
determinadas oportunidades. São organizações altamente
flexíveis, ágeis e em constante mudança.
Em conformidade com Chiavenato (2020), as organizações
virtuais estão trazendo novas concepções sobre diversas
áreas, como: comércio eletrônico (e-business), teletrabalho
ou trabalho remoto, ensino a distância (EAD),
teleconferências, informação, conhecimento e
relacionamento. Desse modo, o conceito de organização está
mudando abruptamente e derrubando as tradicionais
fronteiras organizacionais. Está surgindo uma enorme
variedade de organizações virtuais em todo o mundo, em
vários setores, e com infinitas possibilidades devido ao uso
da tecnologia e da criatividade.
Estrutura sem fronteira: de acordo com Robbins, Decenzo e
Wolter (2020), a estrutura sem fronteira caracteriza-se pela
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indefinição de fronteiras ou categorias impostas por
estruturas tradicionais. Muitas empresas, comoa General
Eletric (GE), estão descobrindo que operam com eficácia
quando são flexíveis e que o ideal é não haver uma estrutura
predefinida rígida e limitada. Há duas categorias de
fronteiras: a primeira é a interna, que é tanto horizontal,
imposta pela especialização do trabalho e da
departamentalização, quanto vertical, separada por níveis
organizacionais e hierarquias; e a segunda é externa: as
fronteiras que separam a organização de seus clientes,
fornecedores e outras partes interessadas. Exemplo desse
formato são as estruturas virtuais ou de rede.
Pirâmide organizacional invertida (com foco no cliente):
nesta estrutura estão as organizações cujas diretrizes têm
foco no atendimento ao cliente, pois sabem que é ele que
garante a sobrevivência da empresa. Assim, a pirâmide
invertida destaca a importância do funcionário em virtude de
sua proximidade e de seu contato com o cliente, ao contrário
da pirâmide tradicional, em que a alta administração é o
elemento mais importante na organização. Na pirâmide
invertida, o cliente está em primeiro lugar, o pessoal da linha
de frente (atendimento) em segundo e só em seguida
aparecem a administração intermediária e a alta
administração, que têm o papel de dar suporte ao pessoal
do atendimento, com o objetivo principal de proporcionar
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um serviço de excelência aos clientes (Wirtz; Lovelock;
Hemzo, 2021).
Dentro dessa lógica de foco no cliente, alguns altos
executivos também passam um tempo significativo na linha
de frente para compreender as reais necessidades do
consumidor. Um exemplo dessa prática é a Disney World,
que todos os anos coloca a alta administração em cargos da
linha de frente, como varredor de rua ou vendedor de
sorvetes. Essa alocação permite que os altos executivos
avaliem melhor a base e entendam o que realmente é
necessário para oferecer a melhor experiência ao cliente.
Veja, na Figura 1, como fica o formato da estrutura da
pirâmide invertida:
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Figura 1 | Estrutura de pirâmide invertida ou foco no cliente
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Trabalho na modalidade flexível
O ritmo acelerado do mercado e a crescente concorrência
nos cenários locais e internacionais estão levando os
gestores a se esforçarem cada vez mais para atrair clientes e
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melhorar a eficiência e eficácia de suas organizações. Por
conseguinte, o interesse em estruturar as organizações tem
aumentado através de iniciativas como o empowerment e as
equipes autogeridas, permitindo maior flexibilidade no
comportamento das pessoas e dos departamentos (Jones;
George, 2012).
Assim, as organizações vêm aumentando os programas de
trabalho alternativo e flexível. Hoje existem três motivos que
reportam os programas alternativos: a resposta da
organização às necessidades diversas de seus
colaboradores, o apoio para melhorar a imagem da
organização e a adoção de programas de assistência à
família. De acordo com Chiavenato (2020), os principais
programas de trabalho são:
Semana de trabalho reduzida: a jornada semanal de
cinco dias vem sendo reprogramada para um menor
número de dias para algumas funções. A prática mais
comum atualmente é uma jornada de trabalho de quatro
dias com 10 horas cada, totalizando 40 horas de trabalho
semanal, o que dá ao colaborador três dias de descanso
semanal e mais tempo de lazer.
Horário flexível de trabalho: o trabalho é realizado em
um programa ajustável de horas diárias, a partir do qual
cada colaborador faz de acordo com a sua melhor
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adaptabilidade. Esse tipo de organização permite ao
colaborador uma certa autonomia em relação à escolha
de seu padrão de horas diárias dentro da programação
de trabalho, que é formada por um horário núcleo, um
bloco central e imutável de tempo no qual todos devem
estar presentes. Respeitando esse horário núcleo, os
colaboradores podem escolher livremente as horas de
trabalho diário.
Trabalho parcial: a ocupação é estável, contudo não é
exercida em período integral. Neste sistema, a carga
horária semanal é inferior a 40 horas e inclui os
funcionários contingentes, como os de meio período,
temporários e autônomos. As pessoas são convocadas e
contratadas em momentos específicos do ano para
atender às demandas variáveis ou sazonais das
empresas, como durante a temporada de Natal e Ano
Novo.
Ao final desta aula, constata-se que o ambiente de trabalho
vem se transformando junto com o cenário externo, de
maneira que é preciso pensar se o modelo tradicional de
trabalho consegue trazer um bom desempenho às
empresas.
Vamos Exercitar?
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Vamos Exercitar?
Aparentemente, o ateliê de costura das três irmãs está indo
de vento em popa. Após a reestruturação e a aplicação da
gestão participativa, elas e as colaboradoras estão alinhadas
em seu trabalho e conseguindo atender a grande demanda
com qualidade. No entanto, sempre surge alguma questão
externa ou interna, e as decisões precisam ser tomadas para
enfrentar as adversidades. Duas de suas costureiras
tomaram confiança, e a qualidade de seus trabalhos fez com
que outra empresa as solicitasse para preencher as vagas de
trabalho. As irmãs ficaram desesperadas. Tudo estava indo
tão bem e perder as funcionárias traria um problema grande
a ser resolvido. Desta vez, juntas, pensaram em como
proceder para manter as funcionárias que estavam
realmente desempenhando bem as suas funções.
1. As quatro funcionárias eram moças novas, mas já
casadas e com filhos pequenos. Esse aspecto exigia uma
árdua jornada dupla de trabalho, na empresa e em suas
casas. Como a empresa poderia oferecer a modalidade
de trabalho flexível para atender às suas necessidades
pessoais e as de trabalho?
2. Você acha que o trabalho flexível (juntamente com as
condições de trabalho + salário), hoje, é um diferencial
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que pode fazer com que o funcionário se sinta bem,
motivado e produtivo no trabalho? Este é um fator
suficiente para reter o talento na empresa? 
Pensando nas atribuições duplas de trabalho das
funcionárias, o trabalho flexível é muito benquisto nessa
situação. Diante disso, a empresa poderá criar um horário
flexível que deve andar em consonância com a produtividade
e a qualidade esperada pela empresa. Como ela é pequena,
fica mais fácil ter o controle das atividades, mas tudo precisa
ser bem comunicado, principalmente as condições de
responsabilidade com relação ao trabalho, para que essa
modalidade realmente aconteça.
Esta resposta é uma reflexão e é livre.
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Indicamos a leitura do artigo Do formal ao informal:
executivos que migraram para o trabalho flexível, que
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https://www.scielo.br/j/rbgn/a/c4MZtDMMJqvdGBXsVFFPd9b/#
https://www.scielo.br/j/rbgn/a/c4MZtDMMJqvdGBXsVFFPd9b/#
aborda às mudanças que aconteceram no contexto da
organização do trabalho.
Veja quais são os principais benefícios de uma empresa com
modalidade de trabalho flexível. Neste caso, com
modalidade de quatro dias de trabalho semanal.
Referências
Referências
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos
horizontes em administração. São Paulo: Grupo GEN, 2020a.
CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: o novo papel da gestão
do talento humano. São Paulo: Grupo GEN, 2020c.
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração:
uma visão abrangente da moderna administração das
organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020b.
FANTÁSTICO. Saúde melhor, menos gastos, maior
produtividade: os relatos do teste de semana de quatro dias
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https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-melhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-unido.ghtml
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-melhor-menos-gastos-maior-produtividade-os-relatos-do-teste-da-semana-de-quatro-dias-de-trabalho-no-reino-unido.ghtml
de trabalho. g1, [S. l.], 1 out. 2023. Disponível em:
https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/10/01/saude-

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