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DIREITO 
CONSTITUCIONAL
Questões Comentadas (Bônus)
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
231110197340
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Assessora no MP-RJ. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Jerciara Teixeira Lopes - 09263155607, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Questões Comentadas (Bônus) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
 
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
aPresentaÇÃoaPresentaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou Assessora no MPRJ, pós-graduada em Direito Público pela 
UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito Civil e Processo Civil pela 
UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex.: Procurador da UNICAMP e advogado da IMBEL) e em 
dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado (a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você atingir 
o sucesso na aprovação na OAB. Desde já, gostaria de parabenizar cada um de vocês por 
terem alcançado a aprovação na 1ª fase desse difícil certame. Agora o foco será nas peças 
práticas e nas questões discursivas para vocês conseguirem a tão sonhada carteira vermelha.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira.
@prof_alineoliveira
 
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
QUESTÕES COMENTADAS (BÔNUS)QUESTÕES COMENTADAS (BÔNUS)
eXerCÍCioseXerCÍCios
001. 001. O Presidente da República, diante do estado de calamidade pública de âmbito nacional, 
e com o objetivo de elaborar lei delegada declarando esse estado de calamidade pública, 
solicita a delegação ao Congresso Nacional. Indaga-se o seguinte:
a) É viável a elaboração dessa lei delegada pelo Presidente da República?
b) Ainda em relação à elaboração de leis delegadas, questiona-se qual o instrumento 
que formaliza o conteúdo da delegação ao Presidente da República? Admite-se que esse 
instrumento determine a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional?
002. 002. Alice, filha de diplomata que estava a serviço do Brasil, nasceu em determinado país 
que é regido pelo ius soli. Indaga-se:
a) Alice pode ser extraditada?
b) Admite-se que Alice perca a nacionalidade brasileira? É possível readquirir a nacionalidade? 
Fundamente.
003. 003. Foi instaurada determinada comissão parlamentar de inquérito que tinha como 
objeto o tráfico ilícito de drogas. Durante a investigação descobriram fatos conexos ao 
fato determinado para a sua instauração. Considerando os pressupostos das comissões 
parlamentares de inquérito e o entendimento do STF, responda:
a) Quais são os pressupostos e requisitos da CPI. A investigação de fatos conexos deve ser 
admitida?
b) Admite-se a prorrogação do prazo da CPI?
004. 004. Segundo a Constituição, as comissões parlamentares de inquérito (cpi) possuem poderes 
de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros que sejam previstos nos 
regimentos das respectivas Casas. Foi apresentado requerimento de constituição de uma 
CPI subscrito por um terço dos membros da Casa Legislativa. Sobre o tema, indaga-se:
a) Há juízo de valor na instauração da CPI? É possível alterar o objeto?
b) João, Senador, um dos que assinaram o requerimento de constituição dessa CPI resolve 
retirar a sua assinatura. Isso é possível? Qual a consequência?
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005. 005. João, deputado federal, cometeu crime eleitoral após a sua diplomação, crime esse 
relacionado a função desempenhada por ele.
Maria, senadora, cometeu uma contravenção penal relacionada a sua função desempenhada, 
após a sua diplomação.
Indaga-se:
a) Onde João e Maria serão submetidos a julgamento? Justifique.
b) Após o final da instrução processual João resolve renunciar ao mandato e Maria teve o 
mandato parlamentar cessado, em virtude da não reeleição. Há modificação de competência?
006. 006. Determinado Tribunal Superior apresentou um projeto de lei sobre descriminalização 
do uso de drogas. Tal projeto foi sancionado. Na mesma semana, outro projeto de lei é 
sancionado passando a tratar o uso de drogas como crime. Indaga-se:
a) A primeira lei é constitucional?
b) Determinada Constituição Estadual tem um artigo que prevê: “a sanção expressa ou tácita 
supre a iniciativa do Poder Executivo no processo legislativo”. Analise a constitucionalidade 
desse dispositivo constitucional.
007. 007. Sanção e veto são atos do Chefe do Poder Executivo no processo legislativo. A sanção 
ocorre quando há a concordância em relação ao teor do projeto de lei aprovado pelo Poder 
Legislativo.que determinado projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional 
está pendente de sanção pelo Presidente da República. Sobre o tema, indaga-se:
a) Diante de urgência devidamente comprovada é possível a edição de medida provisória 
no caso em tela? Justifique.
b) Admite-se a revogação de medida provisória por nova medida provisória na mesma 
sessão legislativa que trate sobre o mesmo tema?
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a) No caso concreto, não é possível a edição de medida provisória, por expressa vedação no 
art. 62, § 1º, IV, da Constituição Federal. Dessa forma, mesmo que presentes os requisitos da 
relevância e da urgência exigidos pelo art. 62, caput, da Constituição Federal não é possível 
a edição de medida provisória.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas 
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional 
n. 32, de 2001)
I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; (Incluído pela 
Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, 
de 2001)
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
(Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, 
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
II – que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo 
financeiro; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
III – reservada a lei complementar; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou 
veto do Presidente da República. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos 
nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver 
sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. (Incluído pela Emenda 
Constitucional n. 32, de 2001)
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a 
edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 
7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, 
as relações jurídicas delas decorrentes. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-
se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional 
n. 32, de 2001)
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas 
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. 
(Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua 
publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do 
Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações 
legislativas da Casa em que estiver tramitando. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 
2001)
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§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no 
prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas 
Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. (Incluído pela 
Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre 
elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma 
das Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido 
rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. (Incluído pela Emenda 
Constitucional n. 32, de 2001)
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição 
ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de 
atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído pela Emenda 
Constitucional n. 32, de 2001)
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta 
manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. (Incluído pela 
Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
b) O Supremo Tribunal Federal não admite que na mesma sessão legislativa seja editada 
uma medida provisória revogando a anterior e tratando do mesmo tema. O fundamento é 
que admitir isso seria uma burla à vedação do art. 62, § 10, da Constituição.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA CONSTITUCIONAL. PROCESSO LEGISLATIVO. MEDIDA PROVISÓRIA. 
ESTABELECIMENTO DA ORGANIZAÇÃO BÁSICA DOS ÓRGÃOS DA PRESIDÊNCIA DA 
REPÚBLICA E DOS MINISTÉRIOS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 62, CAPUT e §§ 3º e 10, 
CRFB. REQUISITOS PROCEDIMENTAIS. REJEIÇÃO E REVOGAÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA 
COMO CATEGORIAS DE FATO JURÍDICO EQUIVALENTES E ABRANGIDAS NA VEDAÇÃO DE 
REEDIÇÃO NA MESMA SESSÃO LEGISLATIVA. INTERPRETAÇÃO DO § 10 DO ART. 62 DA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM LEI. AUSÊNCIA DE 
PREJUDICIALIDADE SUPERVENIENTE. ADITAMENTO DA PETIÇÃO INICIAL. PRECEDENTES 
JUDICIAIS DO STF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE JULGADA PROCEDENTE. 
1. O Supremo Tribunal Federal definiu interpretação jurídica no sentido de que apenas 
a modificação substancial, promovida durante o procedimento de deliberação e 
decisão legislativa de conversão de espécies normativas, configura situação de 
prejudicialidade superveniente da ação a acarretar, por conseguinte, a extinção do 
processo sem resolução do mérito. Ademais, faz-se imprescindível o aditamento da 
petição inicial para a convalidação da irregularidade processual. Desse modo, a hipótese 
de mera conversão legislativa da medida provisória não é argumento suficiente para 
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justificar prejudicialidade processual superveniente. 2. Medida provisória não revoga 
lei anterior, mas apenassuspende seus efeitos no ordenamento jurídico, em face do 
seu caráter transitório e precário. Assim, aprovada a medida provisória pela Câmara 
e pelo Senado, surge nova lei, a qual terá o efeito de revogar lei antecedente. Todavia, 
caso a medida provisória seja rejeitada (expressa ou tacitamente), a lei primeira vigente 
no ordenamento, e que estava suspensa, volta a ter eficácia. 3. Conversão do exame 
da medida cautelar em julgamento do mérito da demanda. 4. O argumento de desvio 
de finalidade para justificar o vício de inconstitucionalidade de medida provisória, 
em razão da provável direção de cargo específico para pessoa determinada não tem 
pertinência e validade jurídica, porquanto, na espécie, se trata de ato normativo geral 
e abstrato, que estabeleceu uma reestruturação genérica da Administração Pública. 
Esse motivo, inclusive, autorizou o acesso à jurisdição constitucional abstrata. 5. 
Impossibilidade de reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória 
revogada, nos termos do prescreve o art. 62, §§ 2º e 3º. Interpretação jurídica 
em sentido contrário, importaria violação do princípio da Separação de Poderes. 
Isso porque o Presidente da República teria o controle e comando da pauta do 
Congresso Nacional, por conseguinte, das prioridades do processo legislativo, 
em detrimento do próprio Poder Legislativo. Matéria de competência privativa 
das duas Casas Legislativas (inciso IV do art. 51 e inciso XIII do art. 52, ambos da 
Constituição Federal). 6. O alcance normativo do § 10 do art. 62, instituído com a 
Emenda Constitucional n. 32 de 2001, foi definido no julgamento das ADI 2.984 e 
ADI 3.964, precedentes judiciais a serem observados no processo decisório, uma 
vez que não se verificam hipóteses que justifiquem sua revogação. 7. Qualquer 
solução jurídica a ser dada na atividade interpretativa do art. 62 da Constituição 
Federal deve ser restritiva, como forma de assegurar a funcionalidade das instituições 
e da democracia. Nesse contexto, imperioso assinalar o papel da medida provisória 
como técnica normativa residual que está à serviço do Poder Executivo, para atuações 
legiferantes excepcionais, marcadas pela urgência e relevância, uma vez que não faz 
parte do núcleo funcional desse Poder a atividade legislativa. 8. É vedada reedição 
de medida provisória que tenha sido revogada, perdido sua eficácia ou rejeitada 
pelo Presidente da República na mesma sessão legislativa. Interpretação do § 10 
do art. 62 da Constituição Federal. 9. Ação direta de inconstitucionalidade julgada 
procedente para declarar a inconstitucionalidade da Lei n. 13.502, de 1º de novembro de 
2017, resultado da conversão da Medida Provisória n. 782/2017. (ADI 5709, Relator(a): 
ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 27-03-2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
140 DIVULG 27-06-2019 PUBLIC 28-06-2019)
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009. 009. Fernando, empresário de uma grande rede de restaurantes e marido da Mariana, famosa 
apresentadora de televisão, tomou conhecimento de que seu nome constava de um banco 
de dados de caráter público como inadimplente de uma dívida de dois milhões de reais. 
Fernando reconhece a existência da dívida, entretanto, entende que o não pagamento é 
justificado pelo fato de que o valor da condenação em primeiro grau ainda está pendente 
de análise do recurso por ele interposto. Insatisfeito com essa informação pela metade e 
após a negativa de complementação da informação em via administrativa, Joaquim procura 
o seu escritório de advocacia questionando:
a) É possível fazer com que essa informação complementar seja incluída juntamente a 
informação principal que diz respeito a existência do débito? Qual é a forma correta para 
se questionar a inclusão dessa informação complementar?
b) Exige-se o esgotamento da via administrativa para o ajuizamento da ação questionando 
a incompletude da informação constante do banco de dados de caráter público?
a) É possível a inclusão dessa informação complementar por meio do habeas data, na forma 
do art. 7, III, da Lei n. 9.507/1997. Destaca-se que a Lei n. 9.507/1997 ampliou as hipóteses 
previstas no art. 5, LXXII, da Constituição Federal.
Constituição Federal
Art. 5º, LXXII – conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo;
Lei n. 9.507/1997
Art. 7º Conceder-se-á habeas data:
I – para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
II – para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo;
III – para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre 
dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
b) A Lei n. 9.507/1997 exige a negativa ou a inércia/demora. Não há a necessidade de 
exaurimento da via administrativa.
Art. 8º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código de 
Processo Civil, será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão 
reproduzidos por cópia na segunda.
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova:
I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão;
II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou
III – da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2º do art. 4º ou do decurso de mais de 
quinze dias sem decisão.
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010. 010. Diante da ausência de regulamentação de direito previsto na Lei XYZ, a associação 
Beta, legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, almeja garantir 
o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor dos seus associados. Indaga-se:
a) É possível impetração de mandado de injunção no caso concreto? A associação Beta é 
legitimada para impetrar genericamente mandados de injunção?
b) Imagine que a associação Beta tenha impetrado o mandado de injunção e o magistrado 
desde logo indeferiu a petição inicial. Qual o recurso cabível e em qual prazo?
a) No caso concreto, não se admite a impetração de mandado de injunção. O mandado de 
injunção é utilizado sempre que falta norma regulamentadora que torne inviável o exercício 
dos direitos e liberdades constitucionais. Não cabe mandado de injunção caso falte norma 
regulamentadora de direito infraconstitucional. A associação Beta é constituída há pelo 
menos um ano, mas a legitimidade para a impetração de mandado de injunção não é 
genérica. Exige-se que haja pertinência com as finalidades e é dispensada a autorização 
especial, na forma do art. 12, III, da Lei n. 13.300/2016.
Art. 5º
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes 
à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
Art. 12. O mandado de injunção coletivo podeser promovido:
I – pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa 
da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis;
II – por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o exercício 
de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade 
partidária;
III – por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e 
prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de 
seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização 
especial;
IV – pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a 
promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, 
na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal.
Parágrafo único. Os direitos, as liberdades e as prerrogativas protegidos por mandado de injunção 
coletivo são os pertencentes, indistintamente, a uma coletividade indeterminada de pessoas 
ou determinada por grupo, classe ou categoria.
Não cabe Mandado de Injunção
✓ Se houver norma regulamentadora do direito constitucional, mesmo que esta seja defeituosa.
✓ Se faltar norma regulamentadora de direito infraconstitucional.
✓ Se houver fala de regulamentação de medida provisória ainda não convertida em lei pelo Congresso Nacional.
✓ Caso seja mera faculdade para a regulamentação do direito constitucional
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Aline Oliveira
b) A petição inicial pode ser desde logo indeferida quando a impetração for manifestamente 
incabível ou manifestamente improcedente. Dessa decisão cabe agravo, no prazo de 5 dias, 
na forma do art. 6º da Lei n. 13.300/2016.
Art. 6º A petição inicial será desde logo indeferida quando a impetração for manifestamente 
incabível ou manifestamente improcedente.
Parágrafo único. Da decisão de relator que indeferir a petição inicial, caberá agravo, em 5 (cinco) 
dias, para o órgão colegiado competente para o julgamento da impetração.
Não confunda ação direta de inconstitucionalidade por omissão e mandado de injunção!
Ação direta de inconstitucionalidade por omissão Mandado de Injunção
Garantir a supremacia constitucional
Resolver o interesse daquele que teve 
inviabilizado o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à 
cidadania;
Processo objetivo (proteção da supremacia da 
Constituição)
Processo subjetivo (proteção de interesse 
individual da parte autora)
Controle de constitucionalidade abstrato Controle de constitucionalidade concreto
Competência concentrada Competência difusa
Efeitos erga omnes Efeitos inter partes (via de regra)
Legitimados previstos no art. 103 da Constituição Federal
I – o Presidente da República;
II – a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara 
Legislativa do Distrito Federal;
V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
VI – o Procurador-Geral da República;
VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil;
VIII – partido político com representação no Congresso 
Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional.
Impetração por qualquer pessoa que tenha 
tido o exercício dos direitos inviabilizados
011. 011. O Território Federal Y, após 10 anos de sua criação, deseja ser reintegrado ao Estado 
de origem. Diante de intenso debate no Poder Legislativo, indaga-se:
a) É possível que um território federal seja reintegrado ao Estado de origem?
b) Como é o procedimento para que um Estado forme um Território Federal?
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
a) A Constituição Federal admite que um território seja reintegrado ao seu Estado de origem, 
na forma da lei complementar (art. 18, § 1º, da Constituição).
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende 
a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição.
§ 1º Brasília é a Capital Federal.
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou 
reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem 
a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população 
diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei 
estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação 
dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
b) Exige-se aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do 
Congresso Nacional, por lei complementar, na forma do art. 18, § 3º, da Constituição Federal.
012. 012. A Lei XYZ do Estado B versa sobre regime jurídico e remuneração dos servidores públicos 
estaduais na área da saúde. O projeto de lei foi de iniciativa do chefe do Poder Executivo e 
sofreu emendas parlamentares com o seguinte teor:
Art. 3º Instituição de gratificação que acarreta aumento remuneratório de 2%.
Art. 4º É obrigatória a realização de concurso público no próximo ano
Art. 5º Fica definido o percentual de 10% para os cargos comissionados com novos critérios 
para incrementos remuneratórios.
a) A lei XYZ é constitucional? Fundamente.
b) É permitida emenda parlamentar a projeto de lei de iniciativa do chefe do executivo?
a) A lei XYZ é inconstitucional, pois as emendas parlamentares não podem promover aumento 
de despesa, nem versar sobre objeto distinto da proposta original.
JURISPRUDÊNCIA
Embora possível a apresentação de emendas parlamentares a projetos de iniciativa 
privativa do chefe do Poder Executivo, são inconstitucionais os atos normativos 
resultantes de alterações que promovem aumento de despesa (art. 63, I, CF/1988), 
bem como que não guardem estrita pertinência com o objeto da proposta original, 
ainda que digam respeito à mesma matéria.
STF. Plenário. ADI 6.091/RR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 29/05/2023 (Info 1096).
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:
I – nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 
166, § 3º e § 4º;
II – nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do 
Senado Federal, dos Tribunais Federais e do MinistérioPúblico.
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da 
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, 
ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos 
cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I – fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II – disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou 
aumento de sua remuneração;
b) É permitida a emenda, sem aumento da despesa, na forma do art. 63, I, da Constituição Federal.
013. 013. O Estado A, resolvendo criar a região metropolitana para integrar a organização, o 
planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum dos Municípios X, Y e 
Z, sofreu a emenda à constituição estadual n. 20/2023 que tinha como único objetivo criar 
essa nova região metropolitana. A vinculação dos municípios foi compulsória e a região 
metropolitana contaria com órgãos colegiados, que exerceriam as funções de deliberação 
e gestão, e teriam a participação do Estado
a) Analise a constitucionalidade dessa emenda.
b) O Estado A pode disciplinar a regulamentação da sua exploração de serviços locais de 
gás canalizado por lei?
a) A emenda é formalmente inconstitucional, já que a Constituição Federal exige lei 
complementar para a instituição de região metropolitana (art. 25, § 3º). Por outro lado, a 
emenda é materialmente constitucional, uma vez que a participação do Estado nos órgãos 
da região metropolitana é possível. Ademais, segundo o STF, a compulsoriedade na formação 
da região metropolitana não viola a autonomia municipal.
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados 
os princípios desta Constituição.
§ 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.
§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás 
canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 5, de 1995)
§ 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, 
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, 
para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
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Questões Comentadas (Bônus)
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JURISPRUDÊNCIA
O interesse comum e a compulsoriedade da integração metropolitana não são 
incompatíveis com a autonomia municipal. O mencionado interesse comum não é comum 
apenas aos Municípios envolvidos, mas ao Estado e aos Municípios do agrupamento 
urbano (STF, ADI 1842/RJ).
b) Pode, na forma do art. 25, § 2º, da Constituição Federal. É vedado apenas a regulamentação 
por meio de medida provisória.
014. 014. Diante do enorme calor que o Município X vem sofrendo no mês de novembro os 
vereadores aprovaram a seguinte lei:
Art. 1º O horário bancário no Município X é de 8h as 14h.
Art. 2º O tempo máximo de espera na fila é de 30 minutos.
Art. 3º É devida a instalação de banheiros e bebedouros nas agências.
a) Analise a constitucionalidade do art. 1º.
b) Analise a constitucionalidade do art. 2º e 3º.
a) O art. 1º é inconstitucional. Cabe a União fixar o horário bancário para atendimento 
ao público, na forma da súmula 19 do STJ. O fundamento é que o assunto, devido à sua 
abrangência, transcende o interesse local.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 19-STJ: A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da 
competência da União.
b) Os artigos são constitucionais. Os Municípios possuem competência para legislar sobre 
assuntos de interesse local (artigo 30, I, da CF), tais como medidas que propiciem segurança, 
conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários.
JURISPRUDÊNCIA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 
ADMINISTRATIVO. LEI MUNICIPAL. PORTA ELETRÔNICA EM TERMINAIS DE 
AUTOATENDIMENTO BANCÁRIO. COMPETÊNCIA MUNICIPAL PARA LEGISLAR SOBRE 
QUESTÕES DE SEGURANÇA NOS LOCAIS DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO. INTERESSE 
LOCAL. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA FEDERAL. 
REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO 
TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 
1. Os Municípios possuem competência para legislar sobre assuntos de interesse local 
(artigo 30, I, da CF), tais como medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez 
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Questões Comentadas (Bônus)
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aos usuários de serviços bancários. (Precedentes: RE n. 610.221-RG, Relatora a Ministra 
Ellen Gracie, DJe de 20.08.10; AI n. 347.717-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª 
Turma, DJ de 05.08.05; AC n. 1.124-MC, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, 
DJ de 04.08.06; AI n. 491.420-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ de 
24.03.06; AI n. 574.296-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 16.06.06; 
AI n. 709.974-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lucia, 1ª Turma, DJe de 26.11.09; AI n. 
747.245-AgR, Relator o Ministro. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 06.08.09; RE n. 254.172-AgR, 
Relator o Ministro Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 23.09.11, entre outros). 2. Deveras, 
para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como deseja 
o recorrente quanto a extensão da exigência prevista no art. 1º, da Lei Municipal n. 
7.494/94 aos terminais de autoatendimento bancário, necessário seria o reexame da 
legislação local que o orientou, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado 
da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: por ofensa a direito local não cabe 
recurso extraordinário. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ADMINISTRATIVO. 
POSTOS DE AUTOATENDIMENTO BANCÁRIO. INSTALAÇÃO DE PORTA ELETRÔNICA DE 
SEGURANÇA INDIVIDUALIZADA. LEI MUNICIPAL N. 7.494/94. MUNICÍPIO DE PORTO 
ALEGRE. A exigência legal de instalação de porta eletrônica de segurança, com detector 
de metais, restringe-se às agências e postos de serviços, assim entendidos os postos 
que realizam as mesmas atividades das agências, com atendimento ao público, mas 
com menor número de funcionários, não se estendendo aos meros terminais de 
autoatendimento. 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO.
(ARE 691591 AgR, Relator(a): LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18-12-2012, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-038 DIVULG 26-02-2013 PUBLIC 27-02-2013)
015. 015. Considerando que determinado bairro já possuía 3 restaurantes do McDonald’s e dois 
do Burger King, o Município X editou a lei Y que impediu a instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo naquela área.
Posteriormente, foi editada a lei municipal Z fixando o horário de funcionamento de 
estabelecimento comercial.
a) Analise a constitucionalidade da Lei Y.
b) Analise a constitucionalidade da Lei Z
a) A lei Y é inconstitucional, já que ofende a livre concorrência, na forma da súmula vinculante 
49.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula vinculante 49-STF: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que 
impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmoramo em determinada 
área.
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
b) A lei Z é constitucional, uma vez que versa sobre assunto de interesse local, em respeito 
ao art. 30, I, da Constituição Federal e a súmula vinculante 38. Ressalta-se, entretanto, 
que a fixação de horário bancário extrapola a competência municipal, na forma da súmula 
19 do STJ.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula Vinculante 38-STF: É competente o município para fixar o horário de 
funcionamento de estabelecimento comercial.
Art. 30. Compete aos Municípios:
I – legislar sobre assuntos de interesse local;
016. 016. O Estado Z prevê em sua Constituição o seguinte:
Art. 25. O Estado não intervirá no Município, salvo quando:
(...)
IV – se verificar, sem justo motivo, impontualidade no pagamento de empréstimo garantido 
pelo Estado;
V – forem praticados, na administração municipal, atos de corrupção devidamente comprovados;
(...)
a) Tal previsão é constitucional?
b) A Constituição Federal pode ser emendada na vigência de intervenção federal?
a) Essa previsão é inconstitucional. O rol de intervenção estadual é taxativo, segundo o 
Supremo Tribunal Federal. A Constituição estadual, nesse caso concreto, inovou.
JURISPRUDÊNCIA
A Constituição Estadual não pode trazer hipóteses de intervenção estadual diferentes 
daquelas que são elencadas no art. 35 da Constituição Federal.
As hipóteses de intervenção estadual previstas no art. 35 da CF/1988 são taxativas.
STF. Plenário ADI 6616/AC, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 26/4/2021 (Info 1014).
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em 
Território Federal, exceto quando:
I – deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
II – não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento 
do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
n. 29, de 2000)
IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de 
decisão judicial.
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
b) A Constituição Federal não pode ser emendada na vigência de intervenção federal, de 
estado de defesa ou de estado de sítio (art. 60, § 1º, da Constituição Federal).
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de 
defesa ou de estado de sítio.
017. 017. Uma proposta de emenda da Constituição foi apresentada por 1/3 dos membros do 
Senado Federal. A proposta foi votada em cada Casa do Congresso Nacional tendo obtido 
3/5 dos votos no Senado Federal e 2/3 na Câmara dos Deputados.
a) A proposta de emenda foi aprovada?
b) Uma proposta de emenda que não seja aprovada pode ser objeto de nova proposta na 
mesma sessão legislativa? E se for uma proposta de lei?
a) A proposta de emenda foi aprovada. Destaca-se que a proposta de emenda foi proposta 
por legitimado (art. 60, I, da Constituição Federal) e obteve 3/5 dos votos no Senado Federal 
e mais do que 3/5 ( já que teve 2/3) dos votos na Câmara dos Deputados. A Constituição 
exige pelo menos 3/5 dos votos em ambas as Casas.
Cuidado com a pegadinha da porcentagem! 2/3 é maior do que 3/5.
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
II – do Presidente da República;
III – de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-
se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, 
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode 
ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de 
novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros 
de qualquer das Casas do Congresso Nacional.
b) A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não 
pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa, na forma do art. 60, § 5º, 
da Constituição Federal. Por outro lado, a matéria constante de projeto de lei rejeitado 
somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante 
proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional, 
na forma do art. 67 da Constituição Federal.
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
018. 018. Determinados servidores insatisfeitos com a ausência do reajuste anual resolveram 
realizar uma reunião pacífica na principal avenida da Cidade.
a) Exige-se autorização para que seja realizada essa reunião?
b) O servidor público civil tem direito à associação sindical? A revisão anual de vencimentos 
é obrigatória?
a) Não se exige autorização, mas o prévio aviso à autoridade competente como forma de 
evitar que seja frustrada reunião anteriormente convocada, na forma do art. 5º, XVI, da 
Constituição Federal.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
b) O servidor público civil tem direito à associação sindical, na forma do art. 37, VI, da 
Constituição Federal. O reajuste anual garantido pelo art. 37, X, da Constituição Federal 
não é obrigatório, mas cabe ao Chefe do Executivo justificar a sua ausência, segundo o STF.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional n. 19, de 1998)
VI – é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
X – A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente 
poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, 
assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.
JURISPRUDÊNCIA
Direito constitucional e administrativo.Recurso extraordinário. Repercussão geral. 
Inexistência de lei para revisão geral anual das remunerações dos servidores públicos. 
Ausência de direito a indenização.
1. Recurso extraordinário, com repercussão geral reconhecida, contra acórdão do 
TJ/SP que assentara a inexistência de direito à indenização por omissão do Chefe do 
Poder Executivo estadual quanto ao envio de projeto de lei para a revisão geral anual 
das remunerações dos respectivos servidores públicos.
2. O art. 37, X, da CF/1988 não estabelece um dever específico de que a remuneração 
dos servidores seja objeto de aumentos anuais, menos ainda em percentual que 
corresponda, obrigatoriamente, à inflação apurada no período. Isso não significa, 
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porém, que a norma constitucional não tenha eficácia. Ela impõe ao Chefe do Poder 
Executivo o dever de se pronunciar, anualmente e de forma fundamentada, sobre a 
conveniência e possibilidade de reajuste ao funcionalismo.
3. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com a fixação da seguinte tese: 
“O não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos 
servidores públicos, previsto no inciso X do art. 37 da CF/1988, não gera direito 
subjetivo a indenização. Deve o Poder Executivo, no entanto, pronunciar-se de forma 
fundamentada acerca das razões pelas quais não propôs a revisão”.
(RE 565089, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO 
BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 25/09/2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-102 
DIVULG 27-04-2020 PUBLIC 28-04-2020)
Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. REPERCUSSÃO 
GERAL. TEMA 624. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL ANUAL. ACÓRDÃO RECORRIDO 
QUE CONCEDE INJUNÇÃO PARA QUE O CHEFE DO PODER EXECUTIVO ENVIE PROJETO DE 
LEI QUE PROMOVA A REVISÃO ANUAL DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES MUNICIPAIS. 
INVASÃO DO JUDICIÁRIO NA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO EXECUTIVO. INEXISTÊNCIA DE 
DEVER CONSTITUCIONAL DE RECOMPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA ANUAL DA REMUNERAÇÃO E 
SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. INAPLICABILIDADE DE SENTENÇA EXORTATIVA OU 
ADITIVA. ARTIGO 37, X, DA CRFB. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. A revisão geral 
anual, estabelecida pelo artigo 37, X, da CRFB, deve ser interpretada em conjunto com os 
demais dispositivos constitucionais e os julgados antecedentes desta Corte, tendo em 
vista o caráter controvertido do direito sub judice e o princípio da concordância prática. 
2. A Constituição Federal não pretendeu impedir reduções indiretas à remuneração dos 
servidores públicos, dentre as quais aquela que decorre da desvinculação pari passu do 
índice inflacionário, consoante exegese prestigiada por esta Corte. O direito à reposição 
do valor real por perdas inflacionárias foi afastado por este Plenário ao interpretar 
e aplicar a garantia da irredutibilidade de vencimentos, prevista no artigo 37, XV, da 
CRFB. Precedentes: ADI 2.075-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 27/6/2003; 
e RE 201.026, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 6/9/1996. 3. A Constituição 
não estabelece um dever específico de que a remuneração dos servidores seja objeto 
de aumentos anuais, menos ainda em percentual que corresponda, obrigatoriamente, 
à inflação apurada no período, embora do artigo 37, X, da Constituição decorra o 
dever de pronunciamento fundamentado a respeito da impossibilidade de reposição 
da remuneração dos servidores públicos em dado ano, com demonstração técnica 
embasada em dados fáticos da conjuntura econômica. Precedente: RE 565.089, Redator 
do acórdão Min. Roberto Barroso, Plenário, DJe de 28/4/2020, Tema 19 da Repercussão 
Geral. 4. As sentenças aditivas, porquanto excepcionais, pressupõem a observância 
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de algumas balizas, tais como (i) a solução esteja presente no sistema legislativo em 
vigor, ao menos em estado latente (ZAGREBELSKY, Gustavo. La giustizia costituzionale. 
vol. 41. Mulino, 1988. p. 158-159); (ii) a norma análoga se adeque ao direito previsto 
constitucionalmente; (iii) a norma constitucional possua densidade normativa tal 
que conceda inequivocamente determinado direito a seus destinatários (BRANDÃO, 
Rodrigo. O STF e o Dogma do Legislador Negativo. Direito, Estado e Sociedade, n. 44, 
p. 206, jan./jun. 2014); (iv) sejam observados “o critério da vontade hipotética do 
legislador e o critério da solução constitucionalmente obrigatória” (MEDEIROS, Rui. A 
decisão de inconstitucionalidade. Lisboa: Universidade Católica, 1999, p. 501-505); 
(v) avalie-se os reflexos das sentenças normativas nas contas públicas, consoante 
a “observância da realidade histórica e dos resultados possíveis”, (PELICIOLI, Angela 
Cristina. A sentença normativa na jurisdição constitucional: o Supremo Tribunal 
Federal como legislador positivo. São Paulo: LRT, 2008. p. 223); (vi) a intervenção se 
legitime na natureza do direito constitucional, mormente quando em jogo os direitos 
materialmente fundamentais e demais condições de funcionamento da democracia 
(SOUSA FILHO, Ademar Borges. Sentenças Aditivas na Jurisdição Constitucional 
Brasileira. Belo Horizonte: Forum, 2016. p. 233). 5. In casu, o papel do Poder Judiciário na 
concretização do direito à revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos 
não permite a colmatação da lacuna por decisão judicial, porquanto não se depreende 
do artigo 37, X, da CRFB um significado inequívoco para a expressão “revisão geral”, 
dotada de baixa densidade normativa. A reposição das perdas inflacionárias não pode 
ser considerada “constitucionalmente obrigatória”, embora inegavelmente se insira 
na moldura normativa do direito tutelado, que atribuiu ao servidor público o direito a 
ter sua remuneração anualmente revista. 6. A delimitação das condições da concessão 
do direito constitucional pressupõe uma considerável expertise técnica e financeira, 
a exemplo do eventual parcelamento e da necessidade de se compatibilizar a revisão 
com restrições orçamentárias, ajustes fiscais subsequentes e eventual compensação 
frente a outras formas de aumento. Precedente: ADI 2.726, Plenário, Rel. Min. Maurício 
Corrêa, DJ de 29/8/2003. 7. A revisão remuneratória dos servidores públicos pressupõe 
iniciativa do Poder Executivo. Precedentes: ADI 3.599, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, 
DJ de 14/9/2007; e ADI 2.061, Rel. Min. Ilmar Galvão, Plenário, DJ de 29/6/2001. 8. A 
definição do índice cabe aos poderes políticos, em consonância com outras limitações 
constitucionais, máxime por prestigiar a expertise técnica desses poderes em gerir 
os cofres públicos e o funcionalismo estatal. As regras prudenciais e a relação entre 
as formas de aumento remuneratório revelam os elevados custos de erro da fixação do 
índice de revisão geral anual por quem não detém a expertise necessária (SUNSTEIN; 
VERMEULE. Interpretation and Institutions. Michigan Law Review, v. 101, p. 885, 2002. p. 
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38). 9. O princípio democrático impede a transferência do custo político ao Judiciário, 
porquanto o povo deposita nas urnas expectativas e responsabilidades, o que justifica 
a posterior prestação de contas dos poderes eleitos e impede que maiorias ocasionais 
furtem-se de obrigação imposta pelo constituinte. 10. A Lei federal 10.331/2001, 
assim como a Lei Complementar 592/2011 do Município do Leme, que regulamentam 
o artigo 37, X, da CRFB, estabelecendo condições e parâmetros para a revisão geral 
anual, não suprem a omissão, o que, consectariamente, revela sua insuficiência em 
tutelar a garantia constitucional que impõe manifestações anuais, não havendo que 
se cogitar de perda de objeto. 11. A omissão do Poder Executivo na apresentação 
de projeto de lei que preveja a revisão geral anual da remuneração dos servidores 
públicos configura mora que cabe ao Poder Judiciário declarar e determinar que se 
manifeste de forma fundamentada sobre a possibilidade de recomposição salarial ao 
funcionalismo. 13. In casu, o tribunal a quo, ao conceder a injunção “para determinar 
que o Prefeito do Município de Leme envie, no prazo máximo de trinta dias, projeto 
de lei que vise promover – a revisão anual dos vencimentos de todos os servidores 
públicos municipais”, exorbitou de suas competências constitucionais, imiscuindo-se 
em matéria de iniciativa do Poder Executivo, a quem cabe a autoadministração do 
funcionalismo público e a gestão de recursos orçamentários destinados a despesas 
de custeio com pessoal. 13. Recurso Extraordinário Provido para reformar o acórdão 
recorrido e, via de consequência, cassar a injunção concedida. Tese de repercussão geral: 
O Poder Judiciário não possui competência para determinar ao Poder Executivo 
a apresentação de projeto de lei que vise a promover a revisão geral anual da 
remuneração dos servidores públicos, tampouco para fixar o respectivo índice de 
correção. (RE 843112, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 22/09/2020, 
PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-263 DIVULG 03-11-2020 
PUBLIC 04-11-2020)
019. 019. Matheus foi condenado por um crime em 1996. 20 anos depois descobriu que notícias 
da época eram facilmente encontradas na internet tendo, inclusive, se sentido constrangido 
quando vizinhos lhe questionaram sobre o ocorrido.
a) A divulgação é lícita?
b) Imagine que Matheus esteja numa praia, em pleno carnaval, onde foi fotografado, sem 
perceber, quando estava beijando uma mulher. Surpreendido, meses após, ao ver essa foto 
utilizada por uma marca com fins comerciais para as vendas do Dia dos Namorados. Cabe 
indenização nessa hipótese? É necessário comprovar o prejuízo?
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a) O STJ entende que a divulgação é lícita. Ressalta-se que não é reconhecido o direito ao 
esquecimento em nosso ordenamento jurídico, segundo o STF.
JURISPRUDÊNCIA
“CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. 
MATÉRIA JORNALÍSTICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
AUSÊNCIA. EXCLUSÃO DA NOTÍCIA. DIREITO AO ESQUECIMENTO. NÃO CABIMENTO.
1. Ação de obrigação de fazer ajuizada em 29/06/2015, da qual foi extraído o presente 
recurso especial interposto em 13/10/2020 e concluso ao gabinete em 19/08/2021.
2. O propósito recursal é definir se a) houve negativa de prestação jurisdicional e b) 
o direito ao esquecimento é capaz de justificar a imposição da obrigação de excluir 
matéria jornalística.
3. Não há ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 quando o Tribunal de origem, aplicando 
o direito que entende cabível à hipótese, soluciona integralmente a controvérsia 
submetida à sua apreciação, ainda que de forma diversa daquela pretendida pela parte.
4. O direito à liberdade de imprensa não é absoluto, devendo sempre ser alicerçado na 
ética e na boa-fé, sob pena de caracterizar-se abusivo. A esse respeito, a jurisprudência 
desta Corte Superior é consolidada no sentido de que a atividade da imprensa deve 
pautar-se em três pilares, a saber: (i) dever de veracidade, (ii) dever de pertinência e 
(iii) dever geral de cuidado. Ou seja, o exercício do direito à liberdade de imprensa será 
considerado legítimo se o conteúdo transmitido for verdadeiro, de interesse público 
e não violar os direitos da personalidade do indivíduo noticiado.
5. Em algumas oportunidades, a Quarta e a Sexta Turmas desta Corte Superior se 
pronunciaram favoravelmente acerca da existência do direito ao esquecimento. 
Considerando os efeitos jurídicos da passagem do tempo, ponderou-se que o Direito 
estabiliza o passado e confere previsibilidade ao futuro por meio de diversos institutos 
(prescrição, decadência, perdão, anistia, irretroatividade da lei, respeito ao direito 
adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada). Ocorre que, em fevereiro deste ano, 
o Supremo Tribunal Federal definiu que o direito ao esquecimento é incompatível 
com a Constituição Federal (Tema 786). Assim, o direito ao esquecimento, porque 
incompatível com o ordenamento jurídico brasileiro, não é capaz de justificar a atribuição 
da obrigação de excluir a publicação relativa a fatos verídicos.
6. Recurso especial conhecido e provido.”
(REsp 1961581/MS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 
07/12/2021, DJe 13/12/2021)
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b) Cabe, sim, a indenização e independe de prova do prejuízo, na forma da súmula 403 do STJ.
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 403 STJ Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não 
autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais.
020. 020. João, escritor e jornalista, almeja escrever uma biografia sobre Marcelo, famoso cantor 
brasileiro. Entretanto, ao requerer a sua autorização para a publicação da biografia foi 
surpreendido pela negativa do cantor. Decidiu publicar a biografia mesmo assim.
a) Exige-se a autorização do biografado para a publicação de uma biografia?
b) Marcelo pode impedir a publicação dessa biografia? Marcelo pode pleitear indenização?
a) Não se exige autorização para a publicação de biografias, segundo o STF. Isso porque a 
Constituição Federal proíbe qualquer censura. O exercício do direito à liberdade de expressão 
não pode ser cerceado pelo Estado ou por particular, na forma do art. 5º, IX.
Art. 5º
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença;
JURISPRUDÊNCIA
1. A Associação Nacional dos Editores de Livros – Anel congrega a classe dos editores, 
considerados, para fins estatutários, a pessoa natural ou jurídica à qual se atribui o 
direito de reprodução de obra literária, artística ou científica, podendo publicá-la 
e divulgá-la. A correlação entre o conteúdo da norma impugnada e os objetivos da 
Autora preenche o requisito de pertinência temática e a presença de seus associados 
em nove Estados da Federação comprova sua representação nacional, nos termos da 
jurisprudência deste Supremo Tribunal. Preliminar de ilegitimidade ativa rejeitada. 2. O 
objeto da presente ação restringe-se à interpretação dos arts. 20 e 21 do Código Civil 
relativas à divulgação de escritos,à transmissão da palavra, à produção, publicação, 
exposição ou utilização da imagem de pessoa biografada. 3. A Constituição do Brasil 
proíbe qualquer censura. O exercício do direito à liberdade de expressão não pode ser 
cerceada pelo Estado ou por particular. 4. O direito de informação, constitucionalmente 
garantido, contém a liberdade de informar, de se informar e de ser informado. O primeiro 
refere-se à formação da opinião pública, considerado cada qual dos cidadãos que 
pode receber livremente dados sobre assuntos de interesse da coletividade e sobre 
as pessoas cujas ações, público-estatais ou público-sociais, interferem em sua esfera 
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do acervo do direito de saber, de aprender sobre temas relacionados a suas legítimas 
cogitações. 5. Biografia é história. A vida não se desenvolve apenas a partir da soleira 
da porta de casa. 6. Autorização prévia para biografia constitui censura prévia 
particular. O recolhimento de obras é censura judicial, a substituir a administrativa. 
O risco é próprio do viver. Erros corrigem-se segundo o direito, não se coartando 
liberdades conquistadas. A reparação de danos e o direito de resposta devem ser 
exercidos nos termos da lei. 7. A liberdade é constitucionalmente garantida, não 
se podendo anular por outra norma constitucional (inc. IV do art. 60), menos ainda 
por norma de hierarquia inferior (lei civil), ainda que sob o argumento de se estar 
a resguardar e proteger outro direito constitucionalmente assegurado, qual seja, 
o da inviolabilidade do direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem. 
8. Para a coexistência das normas constitucionais dos incs. IV, IX e X do art. 5º, há de 
se acolher o balanceamento de direitos, conjugando-se o direito às liberdades com a 
inviolabilidade da intimidade, da privacidade, da honra e da imagem da pessoa biografada 
e daqueles que pretendem elaborar as biografias. 9. Ação direta julgada procedente 
para dar interpretação conforme a Constituição aos arts. 20 e 21 do Código Civil, sem 
redução de texto, para, em consonância com os direitos fundamentais à liberdade de 
pensamento e de sua expressão, de criação artística, produção científica, declarar 
inexigível autorização de pessoa biografada relativamente a obras biográficas 
literárias ou audiovisuais, sendo também desnecessária autorização de pessoas 
retratadas como coadjuvantes (ou de seus familiares, em caso de pessoas falecidas 
ou ausentes). (ADI 4815, Relator(a): Min. Cármen Lúcia CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, 
julgado em 10/06/2015)
b) Marcelo não tem como impedir essa publicação. O STF entendeu que não é necessária a 
autorização do biografado. Se houver dano, o Marcelo poderá pleitear indenização (art. 5, 
X, da Constituição Federal). Para a coexistência das normas constitucionais dos incisos IV, 
IX e X do art. 5º, há de se acolher o balanceamento de direitos, conjugando-se o direito às 
liberdades com a inviolabilidade da intimidade, da privacidade, da honra e da imagem da 
pessoa biografada e daqueles que pretendem elaborar as biografias.
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	Sumário
	Apresentação
	Questões Comentadas (Bônus)
	Exercícios
	Gabarito ComentadoO veto, por sua vez, ocorre quando há discordância.
Determinado projeto de lei tinha um dispositivo legal que o Presidente da República entendeu 
como inconveniente e inoportuno. Diante do exposto, o Presidente da República tem a 
intenção de vetar esse dispositivo. Indaga-se:
a) Pode o Presidente vetar esse dispositivo? Como é o procedimento do veto?
b) Admite-se que o Presidente após vetar um dispositivo de um projeto de lei se arrependa 
e vete outros dispositivos da mesma lei? Aplica-se o princípio da parcelaridade ao veto?
008. 008. A medida provisória deve ser submetida de imediato ao Congresso Nacional com 
força de lei. Trata-se de um instituto inspirado no Parlamentarismo e que é aplicado ao 
Presidencialismo. Imagine que determinado projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional 
está pendente de sanção pelo Presidente da República. Sobre o tema, indaga-se:
a) Diante de urgência devidamente comprovada é possível a edição de medida provisória 
no caso em tela? Justifique.
b) Admite-se a revogação de medida provisória por nova medida provisória na mesma 
sessão legislativa que trate sobre o mesmo tema?
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Questões Comentadas (Bônus)
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009. 009. Fernando, empresário de uma grande rede de restaurantes e marido da Mariana, famosa 
apresentadora de televisão, tomou conhecimento de que seu nome constava de um banco 
de dados de caráter público como inadimplente de uma dívida de dois milhões de reais. 
Fernando reconhece a existência da dívida, entretanto, entende que o não pagamento é 
justificado pelo fato de que o valor da condenação em primeiro grau ainda está pendente 
de análise do recurso por ele interposto. Insatisfeito com essa informação pela metade e 
após a negativa de complementação da informação em via administrativa, Joaquim procura 
o seu escritório de advocacia questionando:
a) É possível fazer com que essa informação complementar seja incluída juntamente a 
informação principal que diz respeito a existência do débito? Qual é a forma correta para 
se questionar a inclusão dessa informação complementar?
b) Exige-se o esgotamento da via administrativa para o ajuizamento da ação questionando 
a incompletude da informação constante do banco de dados de caráter público?
010. 010. Diante da ausência de regulamentação de direito previsto na Lei XYZ, a associação 
Beta, legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, almeja garantir 
o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor dos seus associados. Indaga-se:
a) É possível impetração de mandado de injunção no caso concreto? A associação Beta é 
legitimada para impetrar genericamente mandados de injunção?
b) Imagine que a associação Beta tenha impetrado o mandado de injunção e o magistrado 
desde logo indeferiu a petição inicial. Qual o recurso cabível e em qual prazo?
011. 011. O Território Federal Y, após 10 anos de sua criação, deseja ser reintegrado ao Estado 
de origem. Diante de intenso debate no Poder Legislativo, indaga-se:
a) É possível que um território federal seja reintegrado ao Estado de origem?
b) Como é o procedimento para que um Estado forme um Território Federal?
012. 012. A Lei XYZ do Estado B versa sobre regime jurídico e remuneração dos servidores públicos 
estaduais na área da saúde. O projeto de lei foi de iniciativa do chefe do Poder Executivo e 
sofreu emendas parlamentares com o seguinte teor:
Art. 3º Instituição de gratificação que acarreta aumento remuneratório de 2%.
Art. 4º É obrigatória a realização de concurso público no próximo ano
Art. 5º Fica definido o percentual de 10% para os cargos comissionados com novos critérios 
para incrementos remuneratórios.
a) A lei XYZ é constitucional? Fundamente.
b) É permitida emenda parlamentar a projeto de lei de iniciativa do chefe do executivo?
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Questões Comentadas (Bônus)
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013. 013. O Estado A, resolvendo criar a região metropolitana para integrar a organização, o 
planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum dos Municípios X, Y e 
Z, sofreu a emenda à constituição estadual n. 20/2023 que tinha como único objetivo criar 
essa nova região metropolitana. A vinculação dos municípios foi compulsória e a região 
metropolitana contaria com órgãos colegiados, que exerceriam as funções de deliberação 
e gestão, e teriam a participação do Estado
a) Analise a constitucionalidade dessa emenda.
b) O Estado A pode disciplinar a regulamentação da sua exploração de serviços locais de 
gás canalizado por lei?
014. 014. Diante do enorme calor que o Município X vem sofrendo no mês de novembro os 
vereadores aprovaram a seguinte lei:
Art. 1º O horário bancário no Município X é de 8h as 14h.
Art. 2º O tempo máximo de espera na fila é de 30 minutos.
Art. 3º É devida a instalação de banheiros e bebedouros nas agências.
a) Analise a constitucionalidade do art. 1º.
b) Analise a constitucionalidade do art. 2º e 3º.
015. 015. Considerando que determinado bairro já possuía 3 restaurantes do McDonald’s e dois 
do Burger King, o Município X editou a lei Y que impediu a instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo naquela área.
Posteriormente, foi editada a lei municipal Z fixando o horário de funcionamento de 
estabelecimento comercial.
a) Analise a constitucionalidade da Lei Y.
b) Analise a constitucionalidade da Lei Z
016. 016. O Estado Z prevê em sua Constituição o seguinte:
Art. 25. O Estado não intervirá no Município, salvo quando:
(...)
IV – se verificar, sem justo motivo, impontualidade no pagamento de empréstimo garantido 
pelo Estado;
V – forem praticados, na administração municipal, atos de corrupção devidamente comprovados;
(...)
a) Tal previsão é constitucional?
b) A Constituição Federal pode ser emendada na vigência de intervenção federal?
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Questões Comentadas (Bônus)
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017. 017. Uma proposta de emenda da Constituição foi apresentada por 1/3 dos membros do 
Senado Federal. A proposta foi votada em cada Casa do Congresso Nacional tendo obtido 
3/5 dos votos no Senado Federal e 2/3 na Câmara dos Deputados.
a) A proposta de emenda foi aprovada?
b) Uma proposta de emenda que não seja aprovada pode ser objeto de nova proposta na 
mesma sessão legislativa? E se for uma proposta de lei?
018. 018. Determinados servidores insatisfeitos com a ausência do reajuste anual resolveram 
realizar uma reunião pacífica na principal avenida da Cidade.
a) Exige-se autorização para que seja realizada essa reunião?
b) O servidor público civil tem direito à associação sindical? A revisão anual de vencimentos 
é obrigatória?
019. 019. Matheus foi condenado por um crime em 1996. 20 anos depois descobriu que notícias 
da época eram facilmente encontradas na internet tendo, inclusive, se sentido constrangido 
quando vizinhos lhe questionaram sobre o ocorrido.
a) A divulgação é lícita?
b) Imagine que Matheus esteja numa praia, em pleno carnaval, onde foi fotografado, semperceber, quando estava beijando uma mulher. Surpreendido, meses após, ao ver essa foto 
utilizada por uma marca com fins comerciais para as vendas do Dia dos Namorados. Cabe 
indenização nessa hipótese? É necessário comprovar o prejuízo?
020. 020. João, escritor e jornalista, almeja escrever uma biografia sobre Marcelo, famoso cantor 
brasileiro. Entretanto, ao requerer a sua autorização para a publicação da biografia foi 
surpreendido pela negativa do cantor. Decidiu publicar a biografia mesmo assim.
a) Exige-se a autorização do biografado para a publicação de uma biografia?
b) Marcelo pode impedir a publicação dessa biografia? Marcelo pode pleitear indenização?
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Questões Comentadas (Bônus)
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. O Presidente da República, diante do estado de calamidade pública de âmbito nacional, 
e com o objetivo de elaborar lei delegada declarando esse estado de calamidade pública, 
solicita a delegação ao Congresso Nacional. Indaga-se o seguinte:
a) É viável a elaboração dessa lei delegada pelo Presidente da República?
b) Ainda em relação à elaboração de leis delegadas, questiona-se qual o instrumento 
que formaliza o conteúdo da delegação ao Presidente da República? Admite-se que esse 
instrumento determine a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional?
a) No caso concreto, não é possível a elaboração dessa lei delegada. O art. 68, § 1º é claro 
ao estabelecer que não podem ser objeto de delegação os atos de competência exclusiva 
do Congresso Nacional. A decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional 
previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição é um ato 
de competência exclusiva do Congresso Nacional, na forma do art. 49, XVIII, da Constituição 
Federal.
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a 
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os 
de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada 
à lei complementar, nem a legislação sobre:
I – organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II – nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III – planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, 
que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em 
votação única, vedada qualquer emenda.
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I – resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem 
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
II – autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças 
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados 
os casos previstos em lei complementar;
III – autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a 
ausência exceder a quinze dias;
IV – aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender 
qualquer uma dessas medidas;
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Questões Comentadas (Bônus)
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V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos 
limites de delegação legislativa;
VI – mudar temporariamente sua sede;
VII – fixar idêntica remuneração para os Deputados Federais e os Senadores, em cada legislatura, 
para a subsequente, observado o que dispõem os arts. 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.
VII – fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem 
os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
n. 19, de 1998)
VIII – fixar para cada exercício financeiro a remuneração do Presidente e do Vice-Presidente da 
República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
VIII – fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, 
observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998)
IX – julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios 
sobre a execução dos planos de governo;
X – fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, 
incluídos os da administração indireta;
XI – zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos 
outros Poderes;
XII – apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
XIII – escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
XIV – aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
XV – autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVI – autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a 
pesquisa e lavra de riquezas minerais;
XVII – aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a 
dois mil e quinhentos hectares.
XVIII – decretar o estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 
167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional 
n. 109, de 2021)
b) O instrumento que formaliza o conteúdo e os termos de exercício da delegação ao 
Presidente da República é resolução, na forma do art. 68, § 2, da Constituição Federal. A 
resolução pode determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, nesse caso, 
o Congresso a fará em votação única, vedada qualquer emenda, na forma do art. 68, § 3, 
da Constituição Federal.
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a 
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os 
de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada 
à lei complementar, nem a legislação sobre:
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Aline Oliveira
I – organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II – nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III – planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, 
que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará 
em votação única, vedadaqualquer emenda.
002. 002. Alice, filha de diplomata que estava a serviço do Brasil, nasceu em determinado país 
que é regido pelo ius soli. Indaga-se:
a) Alice pode ser extraditada?
b) Admite-se que Alice perca a nacionalidade brasileira? É possível readquirir a nacionalidade? 
Fundamente.
a) Alice é brasileira nata, na forma do art. 12, I, b, da Constituição Federal. A Carta Maior 
veda a extradição de brasileiros natos, logo, Alice não pode ser extradita.
Art. 12. São brasileiros:
I – natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja 
a serviço da República Federativa do Brasil;
Art. 5º
LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado 
antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, na forma da lei;
b) Houve uma recente emenda constitucional que passou a permitir o pedido expresso 
de perda de nacionalidade, excetuando os casos em que essa perda acarrete a apatridia. 
É o que dispõe o art. 12, § 4º, II, da Carta Maior. Dessa forma, Alice pode pleitear a perda 
da nacionalidade, uma vez que ela possui dupla nacionalidade e não levaria, portanto, a 
apatridia. Além disso, admite-se a reaquisição da nacionalidade brasileira originária (o caso 
da Alice), na forma do art. 12, § 5º, da Constituição Federal.
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003. 003. Foi instaurada determinada comissão parlamentar de inquérito que tinha como 
objeto o tráfico ilícito de drogas. Durante a investigação descobriram fatos conexos ao 
fato determinado para a sua instauração. Considerando os pressupostos das comissões 
parlamentares de inquérito e o entendimento do STF, responda:
a) Quais são os pressupostos e requisitos da CPI. A investigação de fatos conexos deve ser 
admitida?
b) Admite-se a prorrogação do prazo da CPI?
a) Os pressupostos da CPI são: prazo certo e fato determinado, na forma do art. 58, § 3º, 
da Constituição Federal. Os requisitos da CPI são: requerimento de constituição (deve ser 
requerido por alguém legitimado); formalização em um inquérito parlamentar; lavratura 
de um relatório final de investigação.
É oportuno destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) mitiga os pressupostos da CPI. 
Entende o STF que é possível admitir a investigação de fatos conexos aos que levaram a 
instauração da CPI.
Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, 
constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que 
resultar sua criação.
§ 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a 
representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da 
respectiva Casa.
§ 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I – discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, 
salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
II – realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III – convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas 
atribuições;
IV – receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos 
ou omissões das autoridades ou entidades públicas;
V – solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI – apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e 
sobre eles emitir parecer.
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das 
autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão 
criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, 
mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e 
por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para 
que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
§ 4º Durante o recesso, haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional, eleita 
por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas 
no regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da 
representação partidária.
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b) Admite-se a prorrogação do prazo da CPI, desde que dentro de uma mesma legislatura 
que é o intervalo de tempo de quatro anos.
Sobre o tema, citamos os ensinamentos de Francisco Maia Braga1:
Portanto, para que se instaure uma CPI, há duas condições impostas: que o fato seja certo e que 
o prazo de duração seja determinado.
É importante registrar, porém, que a jurisprudência do STF mitiga esses pressupostos.
Quanto ao pressuposto substancial, afirma-se que há atenuação por parte do STF, porque a 
CF/1988 exige fato determinado, mas a Suprema Corte admite que a CPI seja instaurada para a 
apuração, também, de um fato conexo ao fato que acarretou originalmente a sua instauração. 
Assim, havendo conexão entre o fato efetivamente apurado e aquele que deu ensejo à criação 
da CPI, o STF vem admitindo o inquérito parlamentar.
Por exemplo, a chamada CPI do narcotráfico tinha como objeto da investigação o tráfico ilícito de 
drogas, e o STF aceitou que ela investigasse, também, tráfico de armas, milícia e até grupos de 
extermínio. Estes últimos não eram os fatos que acarretaram a criação da CPI, mas eram conexos 
ao fato determinado que levou à instauração da comissão e a sua investigação foi admitida.
(...)
Igualmente, o STF atenua o pressuposto temporal (que é a exigência de prazo certo), pois admite 
que haja prorrogação do prazo da CPI, desde que ocorra dentro da mesma legislatura.
Para compreender isso, é necessário conhecer 4 (quatro) definições técnicas:
a) Legislatura: é o intervalo de tempo de 4 (quatro) anos. Portanto, Deputado tem mandato de 
uma legislatura, enquanto o Senador tem mandato de duas legislaturas.
b) Sessão legislativa: é o intervalo de tempo de 1 (um) ano. Logo, cada legislatura é composta 
por 4 (quatro) sessões legislativas.
c) Período legislativo: é o intervalo de tempo de 6 (seis) meses. Cada sessão legislativa, então, é 
composta por dois períodos legislativos, que, são intermediados por dois recessos parlamentares.
d) Sessão: é o intervalo de tempo de um dia em que as atividades parlamentares são desenvolvidas 
cotidianamente (sessão de terça-feira. Sessão de quarta-feira, sessão de quinta-feira etc.).
004. 004. Segundo a Constituição, as comissões parlamentares de inquérito (cpi) possuem poderes 
de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros que sejam previstos nos 
regimentos das respectivas Casas. Foi apresentado requerimento de constituição de uma 
CPI subscrito por um terço dos membros da Casa Legislativa. Sobre o tema, indaga-se:
a) Há juízo de valor na instauração da CPI? É possível alterar o objeto?
b) João, Senador, um dos que assinaram o requerimento de constituição dessa CPI resolve 
retirar a sua assinatura.Isso é possível? Qual a consequência?
1 BRAGA. Francisco Maia. Direito Constitucional grifado, páginas 977/978.
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a) Não há juízo de valor na instauração da CPI. O art. 58, § 3º, da Constituição Federal exige 
apenas o requerimento de um terço de seus membros. Além disso, o Supremo Tribunal 
Federal (STF) entende que o requerimento de constituição de uma CPI não está sujeito à 
deliberação plenária. Por fim, o STF não admite que o objeto seja alterado.
Complementando: nesse sentido, citamos Francisco Braga2
Aliás, o STF vem entendendo que essa vinculação é ainda maior. Antes, a Corte entendia que a 
vinculação em questão era simples, bastando, para a instauração da CPI, que o requerimento de 
constituição fosse subscrito por pelo menos 1/3 dos membros da Casa respectiva. Hoje, porém, 
o STF entende que essa vinculação é dupla: a Casa está vinculada a constituir CPI, assim como a 
constituir a CPI nos termos do pedido, não tendo a possibilidade de alterar o objeto constante 
do requerimento de instauração da comissão.
Logo, além de o requerimento de constituição da CPI não estar sujeito à deliberação plenária, 
a essa deliberação também não se sujeita o objeto da CPI constante do requerimento de sua 
instauração. Em outras palavras: além de a Casa não ter a possibilidade de negar a criação da CPI, 
não pode modificar o seu objeto e, com isso, desnaturar a investigação. Isso é garantia eficiente 
que o STF confere ao direito das minorias parlamentares à investigação político-administrativa.
b) Não é possível que João retire a sua assinatura. Para o Supremo Tribunal Federal, uma 
vez apresentado o requerimento de um terço de seus membros é inevitável a criação da 
comissão parlamentar de inquérito.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA – QUESTÕES PRELIMINARES REJEITADAS – 
PRETENDIDA INCOGNOSCIBILIDADE DA AÇÃO MANDAMENTAL, PORQUE DE NATUREZA 
“INTERNA CORPORIS” O ATO IMPUGNADO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE JURISDICIONAL 
DOS ATOS DE CARÁTER POLÍTICO, SEMPRE QUE SUSCITADA QUESTÃO DE ÍNDOLE 
CONSTITUCIONAL – O MANDADO DE SEGURANÇA COMO PROCESSO DOCUMENTAL E A 
NOÇÃO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO – NECESSIDADE DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA – 
CONFIGURAÇÃO, NA ESPÉCIE, DA LIQUIDEZ DOS FATOS SUBJACENTES À PRETENSÃO 
MANDAMENTAL – COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO – DIREITO DE OPOSIÇÃO 
– PRERROGATIVA DAS MINORIAS PARLAMENTARES – EXPRESSÃO DO POSTULADO 
DEMOCRÁTICO – DIREITO IMPREGNADO DE ESTATURA CONSTITUCIONAL – INSTAURAÇÃO 
DE INQUÉRITO PARLAMENTAR E COMPOSIÇÃO DA RESPECTIVA CPI – IMPOSSIBILIDADE 
DE A MAIORIA PARLAMENTAR FRUSTRAR, NO ÂMBITO DE QUALQUER DAS CASAS DO 
CONGRESSO NACIONAL, O EXERCÍCIO, PELAS MINORIAS LEGISLATIVAS, DO DIREITO 
CONSTITUCIONAL À INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR (CF, ART. 58, § 3º) – MANDADO DE 
SEGURANÇA CONCEDIDO. O ESTATUTO CONSTITUCIONAL DAS MINORIAS PARLAMENTARES: 
A PARTICIPAÇÃO ATIVA, NO CONGRESSO NACIONAL, DOS GRUPOS MINORITÁRIOS, A 
QUEM ASSISTE O DIREITO DE FISCALIZAR O EXERCÍCIO DO PODER. – Existe, no sistema 
2 página 981.
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político-jurídico brasileiro, um verdadeiro estatuto constitucional das minorias 
parlamentares, cujas prerrogativas – notadamente aquelas pertinentes ao direito de 
investigar – devem ser preservadas pelo Poder Judiciário, a quem incumbe proclamar o 
alto significado que assume, para o regime democrático, a essencialidade da proteção 
jurisdicional a ser dispensada ao direito de oposição, analisado na perspectiva da 
prática republicana das instituições parlamentares. – A norma inscrita no art. 58, 
§ 3º, da Constituição da República destina-se a ensejar a participação ativa das 
minorias parlamentares no processo de investigação legislativa, sem que, para 
tanto, mostre-se necessária a concordância das agremiações que compõem a 
maioria parlamentar. – O direito de oposição, especialmente aquele reconhecido às 
minorias legislativas, para que não se transforme numa prerrogativa constitucional 
inconsequente, há de ser aparelhado com instrumentos de atuação que viabilizem a 
sua prática efetiva e concreta no âmbito de cada uma das Casas do Congresso Nacional. 
– A maioria legislativa não pode frustrar o exercício, pelos grupos minoritários que 
atuam no Congresso Nacional, do direito público subjetivo que lhes é assegurado pelo 
art. 58, § 3º, da Constituição e que lhes confere a prerrogativa de ver efetivamente 
instaurada a investigação parlamentar, por período certo, sobre fato determinado. 
Precedentes: MS 24.847/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.. – A ofensa ao direito das 
minorias parlamentares constitui, em essência, um desrespeito ao direito do próprio 
povo, que também é representado pelos grupos minoritários que atuam nas Casas 
do Congresso Nacional. REQUISITOS CONSTITUCIONAIS PERTINENTES À CRIAÇÃO DE 
COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CF, ART. 58, § 3º): CLÁUSULA QUE AMPARA 
DIREITO DE CONTEÚDO EMINENTEMENTE CONTRA-MAJORITÁRIO. – A instauração de 
inquérito parlamentar, para viabilizar-se no âmbito das Casas legislativas, está vinculada, 
unicamente, à satisfação de três (03) exigências definidas, de modo taxativo, no texto 
da Lei Fundamental da República: (1) subscrição do requerimento de constituição 
da CPI por, no mínimo, 1/3 dos membros da Casa legislativa, (2) indicação de fato 
determinado a ser objeto da apuração legislativa e (3) temporariedade da comissão 
parlamentar de inquérito. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: MS 24.831/DF, 
Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.. – O requisito constitucional concernente à observância 
de 1/3 (um terço), no mínimo, para criação de determinada CPI (CF, art. 58, § 3º), 
refere-se à subscrição do requerimento de instauração da investigação parlamentar, 
que traduz exigência a ser aferida no momento em que protocolado o pedido junto à 
Mesa da Casa legislativa, tanto que, “depois de sua apresentação à Mesa”, consoante 
prescreve o próprio Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 102, § 4º), não 
mais se revelará possível a retirada de qualquer assinatura. – Preenchidos os requisitos 
constitucionais (CF, art. 58, § 3º), impõe-se a criação da Comissão Parlamentar de 
Inquérito, que não depende, por isso mesmo, da vontade aquiescente da maioria 
legislativa. Atendidas tais exigências (CF, art. 58, § 3º), cumpre, ao Presidente da Casa 
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Questões Comentadas (Bônus)
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legislativa, adotar os procedimentos subsequentes e necessários à efetiva instalação 
da CPI, não se revestindo de legitimação constitucional o ato que busca submeter, ao 
Plenário da Casa legislativa, quer por intermédio de formulação de Questão de Ordem, 
quer mediante interposição de recurso ou utilização de qualquer outro meio regimental, 
a criação de qualquer comissão parlamentar de inquérito. – A prerrogativa institucional 
de investigar, deferida ao Parlamento (especialmente aos grupos minoritários que atuam 
no âmbito dos corposlegislativos), não pode ser comprometida pelo bloco majoritário 
existente no Congresso Nacional, que não dispõe de qualquer parcela de poder para 
deslocar, para o Plenário das Casas legislativas, a decisão final sobre a efetiva criação 
de determinada CPI, sob pena de frustrar e nulificar, de modo inaceitável e arbitrário, 
o exercício, pelo Legislativo (e pelas minorias que o integram), do poder constitucional 
de fiscalizar e de investigar o comportamento dos órgãos, agentes e instituições 
do Estado, notadamente daqueles que se estruturam na esfera orgânica do Poder 
Executivo. – A rejeição de ato de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito, pelo 
Plenário da Câmara dos Deputados, ainda que por expressiva votação majoritária, 
proferida em sede de recurso interposto por Líder de partido político que compõe 
a maioria congressual, não tem o condão de justificar a frustração do direito de 
investigar que a própria Constituição da República outorga às minorias que atuam 
nas Casas do Congresso Nacional. (MS 26441, Relator(a): CELSO DE MELLO, Tribunal 
Pleno, julgado em 25-04-2007, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-2009 
EMENT VOL-02387-03 PP-00294 RTJ VOL-00223-01 PP-00301)
 Obs.: outro ponto muito importante sobre CPI que o examinando deve memorizar diz 
respeito ao que ela pode e o que ela não pode fazer. Segue o quadro em que o 
Professor Francisco Braga sistematizou essas informações extraídas do MS 33663. 
Vejamos:
CPI PODE CPI NÃO PODE (RESERVA DE JURISDIÇÃO)
1) Quebrar o sigilo fiscal
2) Quebrar o sigilo bancário
3) Quebrar o sigilo de dados (inclusive, de dado telefônicos)
4) Ouvir investigados ou indiciados, respeitando o direito 
ao silêncio (não autoincriminação)
5) Ouvir testemunhas, sob pena de condução coercitiva, 
respeitando o direito ao silêncio (não autoincriminação) 
e ao sigilo profissional
6) Convocar Ministros de Estado
7) Determinar a realização de diligências (como perícias 
e exames)
8) Tomar depoimento de qualquer autoridade
9) Requisitar de órgãos públicos informações e 
documentos de qualquer natureza (inclusive, sigilosos)
10) Realizar “inspeções” presencialmente
1)Determinar busca e apreensão domiciliar (o 
que se aplica a qualquer espaço resguardado 
pela inviolabilidade, como escritórios de 
empresas)
2) Determinar interceptação telefônica
3) Expedir ordem de prisão, salvo em caso 
de flagrante delito, como pode ocorrer em 
uma situação de falso testemunho perante 
a própria CPI
4) Decretar medidas assecuratórias de 
eventual sentença condenatória, seja de 
natureza real ou pessoal (como arresto e 
sequestro de bens, hipoteca legal, proibição 
de se afastar do País)
5) Quebrar segredo de justiça
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Questões Comentadas (Bônus)
Aline Oliveira
005. 005. João, deputado federal, cometeu crime eleitoral após a sua diplomação, crime esse 
relacionado a função desempenhada por ele.
Maria, senadora, cometeu uma contravenção penal relacionada a sua função desempenhada, 
após a sua diplomação.
Indaga-se:
a) Onde João e Maria serão submetidos a julgamento? Justifique.
b) Após o final da instrução processual João resolve renunciar ao mandato e Maria teve o 
mandato parlamentar cessado, em virtude da não reeleição. Há modificação de competência?
a) Os deputados e senadores possuem foro especial, na forma do art. 53, § 1º e art. 102, I, 
b, ambos da Constituição Federal. É importante destacar que a expressão “infrações penais 
comuns” engloba qualquer tipo de delito. Portanto, considerando que o foro especial dos 
deputados e senadores é o STF e que o termo inicial dessa prerrogativa é a diplomação, 
João e Maria serão submetidos a julgamento no STF, conforme os dispositivos mencionados 
e o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Segue o que nos ensina Francisco Braga3
1) O foro especial dos membros do Congresso Nacional é no STF; e
2)O termo inicial dessa prerrogativa é a diplomação (que é o ato solene que ocorre antes da 
posse pelo qual a Justiça Eleitoral declara que o mandato foi adquirido na via eleitoral e habilita 
o eleito ao seu exercício).
Fixadas essas duas máximas, é preciso, preliminarmente, registrar que a expressão “infrações 
penais comuns” contida no art. 102, I, b, da CF/1988 abrange qualquer tipo de delito, englobando, 
inclusive, crimes eleitorais e contravenções penais, conforme já afirmado pelo Supremo Tribunal 
Federal (...)
b) Não há modificação de competência em nenhum dos casos. O Supremo Tribunal 
Federal entende que após a instrução processual a competência não é mais modificada, 
independentemente do motivo de leve ao parlamentar deixar o cargo, em respeito ao 
princípio da identidade física do magistrado.
3 página 992.
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Aline Oliveira
De olho na doutrina:
Novamente, citamos Francisco Braga4:
1) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício 
do mandato (após a diplomação) e relacionados às funções desempenhadas. Isso se justifica 
porque a ampliação do foro especial (como vinha sendo feito anteriormente, ao abranger toda e 
qualquer infração penal) é contrária às suas próprias finalidades. Ora, se o foro por prerrogativa 
de função foi criado para evitar que a persecução penal em juízo seja utilizada como forma de 
perseguição política, não faz sentido admitir que ele seja aplicado para infrações que nada têm 
a ver com o exercício do mandato. Na verdade, a ampliação exagerada do foro especial acabava 
transformando- o em um privilégio pessoal, o que é inadmissível em uma república.
2) Após o final da instrução processual (que fica caracterizado, objetivamente, com a publicação 
do despacho de intimação para apresentação de alegações finais), a competência para processar 
e julgar ações penais não será mais modificada em razão de o Parlamentar deixar o cargo, seja 
qual for o motivo (haja tentativa de fuga do foro ou não). Assim, uma vez publicada a intimação 
para a apresentação das razões finais, a cessação do exercício do mandato parlamentar (por 
renúncia, não reeleição, nomeação para outro cargo ou qualquer outro motivo) não retira do STF 
a competência para julgar o caso. A fixação desse entendimento e a adoção do critério (objetivo) 
da publicação da intimação para apresentação de alegações finais, além de representar aplicação 
de entendimento que já vinha sendo adotado pelo STF, homenageia o princípio da identidade 
física do juiz, pois permite que a causa seja julgada pelo juízo que presidiu a instrução processual.
É importante também o aluno lembrar do tema prerrogativa de foro em âmbito estadual. 
Novamente, citamos Francisco Braga:
Aqui o grande questionamento inicial é o seguinte: os Estados-membros podem criar hipóteses 
de foro por prerrogativa de função no respectivo Tribunal de Justiça para cargos estaduais?
A jurisprudência que havia sido firmada pelo STF era no sentido de que isso seria possível, tendo 
em vista que o art. 125, § 1º, da CF/1988 prevê que a competência dos Tribunais de Justiça deve 
ser definida pelas Constituições dos respectivos Estados.
(...)
Ocorre que, ao julgar a ADI 2553 (em 15/05/2019), o STF, seguindo sua tendência de restringir 
a prerrogativa de foro, realizou uma guinada jurisprudencial e passou a entender que, sendo as 
hipóteses de foro especial verdadeirasexcepcionalidades, todos os casos de foro por prerrogativa 
de função, inclusive, em âmbito estadual, já estão previstos na própria CF/1988, não podendo 
o constituinte estadual estabelecer outras hipóteses de foro especial no respectivo TJ. Assim, 
a Suprema Corte firmou nova interpretação do art. 125, § 1, da CF/1988, entendendo, a partir 
de então, que tal dispositivo não dá liberdade aos Estados-membros para atribuir prerrogativa 
de foro a quem não foi contemplado por ela na Constituição Federal.
Atualmente, portanto, o entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que somente 
é possível haver prerrogativa de foro em âmbito estadual perante o Tribunal de Justiça nas 
hipóteses previstas na Constituição Federal, a exemplo dos juízes estaduais e dos membros do 
Ministério Público, conforme previsto no art. 96, III, da CF/1988.
4 página 994.
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De olho nos julgados:
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO PROCESSUAL PENAL. 
COMPETÊNCIA POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE 
ESTENDE FORO CRIMINAL POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO A PROCURADORES DE 
ESTADO, PROCURADORES DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, DEFENSORES PÚBLICOS E 
DELEGADOS DE POLÍCIA. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENSÃO DAS HIPÓTESES DEFENDIDAS 
PELO LEGISLADOR CONSTITUINTE FEDERAL. AÇÃO DIRETA PROCEDENTE. 1. A Constituição 
Federal estabelece, como regra, com base no princípio do juiz natural e no princípio 
da igualdade, que todos devem ser processados e julgados pelos mesmos órgãos 
jurisdicionais. 2. Em caráter excepcional, o texto constitucional estabelece o chamado 
foro por prerrogativa de função com diferenciações em nível federal, estadual e 
municipal. 3. Impossibilidade de a Constituição Estadual, de forma discricionária, 
estender o chamado foro por prerrogativa de função àqueles que não abarcados 
pelo legislador federal. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente 
para declarar a inconstitucionalidade do art. 81, IV, da Constituição do Estado do 
Maranhão. (ADI 2553, Relator(a): GILMAR MENDES, Relator(a) p/ Acórdão: ALEXANDRE 
DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 15-05-2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 
DIVULG 14-08-2020 PUBLIC 17-08-2020)
EMENTA: Direito Constitucional e Processual. Ação Direta de Inconstitucionalidade. 
Constituição do Estado do Amazonas. Atribuição de foro por prerrogativa de função 
a procuradores e defensores públicos. 1. Ação direta de inconstitucionalidade contra 
o art. 72, I, a, da Constituição do Estado do Amazonas, na parte em que atribuiu foro 
por prerrogativa de função aos procuradores e defensores públicos do Estado. 2. A 
Constituição Federal estabelece, como regra geral, que todos devem ser processados e 
julgados pelos mesmos órgãos jurisdicionais. Excepcionalmente, em razão das funções 
de determinados cargos públicos, estabelece-se o foro por prerrogativa de função, 
cujas hipóteses devem ser interpretadas de maneira restritiva. 3. A jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal evoluiu no que diz respeito à possibilidade de concessão 
de foro por prerrogativa de função pelo constituinte estadual, passando a declarar 
a inconstitucionalidade de expressões de constituições estaduais que ampliam 
o foro por prerrogativa de função a autoridades diversas das estabelecidas pela 
Constituição Federal. Precedentes. 4. Tendo em vista que a norma impugnada se 
encontra em vigor há anos, razões de segurança jurídica recomendam a modulação 
de efeitos da decisão. Precedentes. 5. Pedido julgado procedente, para declarar a 
inconstitucionalidade da expressão “da Procuradoria-Geral do Estado e da Defensoria 
Pública”, constante do art. 72, I, a, da Constituição do Estado do Amazonas, com 
efeitos ex nunc. Fixação da seguinte tese de julgamento: “É inconstitucional norma de 
constituição estadual que estende o foro por prerrogativa de função a autoridades 
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não contempladas pela Constituição Federal de forma expressa ou por simetria”. 
(ADI 6515, Relator(a): ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 23-08-2021, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-185 DIVULG 15-09-2021 PUBLIC 16-09-2021)
EMENTA: Direito Constitucional e Processual. Ação Direta de Inconstitucionalidade. 
Referendo da Medida Cautelar. Conversão em Julgamento de Mérito. Constituição do 
Estado de Pernambuco. Atribuição de foro por prerrogativa de função ao Defensor 
Público geral e ao Chefe Geral da Polícia Civil. 1. Ação direta de inconstitucionalidade 
contra o art. 62, I, a, da Constituição do Estado de Pernambuco, na parte em que 
atribuiu foro por prerrogativa de função ao Defensor Público Geral e ao Chefe Geral da 
Polícia Civil. 2. A Constituição Federal estabelece, como regra geral, que todos devem 
ser processados e julgados pelos mesmos órgãos jurisdicionais. Excepcionalmente, 
em razão das funções de determinados cargos públicos, estabelece-se o foro por 
prerrogativa de função, cujas hipóteses devem ser interpretadas de maneira restritiva. 3. 
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal evoluiu no que diz respeito à possibilidade 
de concessão de foro por prerrogativa de função pelo constituinte estadual, passando 
a declarar a inconstitucionalidade de expressões de constituições estaduais que 
ampliam o foro por prerrogativa de função a autoridades diversas das estabelecidas 
pela Constituição Federal. Precedentes. 4. Tendo em vista que a norma impugnada se 
encontra em vigor há anos, razões de segurança jurídica recomendam a modulação 
de efeitos da decisão. Precedentes. 5. Referendo da medida cautelar convertido em 
julgamento de mérito. Pedido julgado procedente, para declarar a inconstitucionalidade 
da expressão “o Defensor Público-Geral, o Chefe Geral da Polícia Civil”, constante do 
art. 61, I, a, da Constituição do Estado do Pernambuco, com efeitos ex nunc. Fixação 
da seguinte tese de julgamento: “É inconstitucional norma de constituição estadual 
que estende o foro por prerrogativa de função a autoridades não contempladas 
pela Constituição Federal de forma expressa ou por simetria”. (ADI 6502, Relator(a): 
ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 23-08-2021, PROCESSO ELETRÔNICO 
DJe-185 DIVULG 15-09-2021 PUBLIC 16-09-2021)
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA N. 80/2014 À 
CONSTITUIÇÃO DO CEARÁ. PREVISÃO DE FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO A 
MEMBROS DA DEFENSORIA PÚBLICA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 
AÇÃO DIRETA PROCEDENTE. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO. 1. Na organização 
do Judiciário estadual, as competências de seus órgãos são limitadas pelos princípios 
da Constituição da República. Ausência de fundamento constitucional de instituição de 
foro para estabelecer privilégios processuais. Princípio da igualdade. 2. Ação direta de 
inconstitucionalidade julgada procedente para declarar inconstitucional a expressão 
“os membros da Defensoria Pública” na al. a do inc. VII do art. 108 da Constituição do 
Ceará, alterada pela Emenda n. 80/2014, com eficácia ex nunc a contar da publicação 
da ata de julgamento. (ADI 6514, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 
29-03-2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-084 DIVULG 03-05-2021 PUBLIC 04-05-2021)
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EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA N. 21/2006 À CONSTITUIÇÃO 
DO ESTADO DE SÃO PAULO. PREVISÃO DE FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO A 
DELEGADO-GERAL DE POLÍCIA CIVIL POR CRIMES COMUNS E DE RESPONSABILIDADE: 
INCONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AÇÃO 
DIRETA PROCEDENTE. 1. Na organização do Judiciário estadual as competências de 
seus órgãos são limitadas pelos princípios da Constituição da República. Ausência 
de fundamento constitucional de instituição de foro para estabelecer privilégios 
processuais. Princípio da igualdade. 2. Afronta ao inc. VII do art. 129 da Constituição 
da República, pelo qual o controle externo da atividade policial é função institucional 
do Ministério Público. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente para 
declarar inconstitucional a expressão “o Delegado Geral da Polícia Civil” posta no inc. 
II do art. 74 da Constituição do Estado de São Paulo. (ADI 5591, Relator(a): CÁRMEN 
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 22-03-2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-085 
DIVULG 04-05-2021 PUBLIC 05-05-2021)
EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 338 da Constituição do Estado 
do Pará. Criação de novas hipóteses de foro por prerrogativa de função. Perda parcial 
do objeto. Conhecimento parcial. Expressão “Delegado Geral de Polícia Civil”. Violação 
do princípio da simetria. Procedência parcial. 1. O art. 338 da Constituição do Estado 
Pará foi alterado pela Emenda Constitucional n. 62/2014, a qual excluiu o consultor-
geral do Estado do rol de autoridades com foro por prerrogativa de função no Tribunal 
de Justiça, restando configurada a perda parcial do objeto desta ação direta no que 
tange à expressão “Consultor-Geral do Estado”, razão pela qual se conhece apenas 
parcialmente do pedido. 2. Por obra do constituinte originário, foi fixada a primazia da 
União para legislar sobre direito processual (art. 22, I, CF/1988). Contudo, extraem-se do 
próprio texto constitucional outorgas pontuais aos estados-membros da competência 
para a elaboração de normas de cunho processual. Destaca-se aqui a possibilidade de 
a Constituição estadual definir as causas afetas ao juízo natural do respectivo tribunal 
de justiça, desde que atendidos os princípios estabelecidos na Lei Fundamental (art. 
125, CF/1988). 3. É possível extrair do art. 125 da Constituição a faculdade atribuída 
aos estados-membros de fixarem o elenco de autoridades que devem ser processadas 
originalmente nos respectivos tribunais de justiça. As hipóteses de foro por prerrogativa 
de função já previstas na Carta Federal – as quais asseguram a alguns agentes políticos 
o julgamento por tribunal de justiça, tais como, o prefeito municipal (art. 29, X), os 
juízes estaduais e os membros do ministério público (art. 96, III) – não são taxativas, 
de modo que o constituinte estadual está legitimado a fixar outras hipóteses. 4. A 
jurisprudência da Corte impõe o dever de observância pelos estados-membros do 
modelo adotado na Carta Magna (princípio da simetria), sob pena de invalidade da 
prerrogativa de foro (ADI n. 2.587/GO-MC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Maurício Corrêa, 
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DJ de 6/9/02). Os ocupantes dos cargos de chefe da casa civil, chefe da casa militar, 
comandante-geral da polícia militar e comandante-geral do corpo de bombeiros 
militar são auxiliares diretos do governador do estado, pertencentes ao primeiro 
escalão da estrutura do poder executivo estadual, e se equiparam aos ocupantes do 
cargo de secretário de estado, havendo, portanto, similaridade com as hipóteses de 
competência originária do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, c, da CF/1988). 5. 
Quanto ao cargo de delegado-geral de polícia civil, a prerrogativa a ele conferida não 
deflui, por simetria, da Constituição de 1988, visto que não há previsão de foro especial 
para o Diretor-Geral da Polícia Federal, cargo equivalente no âmbito federal. Assim, 
declara-se a inconstitucionalidade material da expressão “Delegado Geral de Polícia 
Civil”, constante do art. 338 na Constituição do Estado do Pará. 6. Ação parcialmente 
conhecida e julgada parcialmente procedente. (ADI 3294, Relator(a): DIAS TOFFOLI, 
Tribunal Pleno, julgado em 22-03-2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-100 DIVULG 
25-05-2021 PUBLIC 26-05-2021)
Imunidade parlamentar material (STF X STJ)
Segue uma tabela com os entendimentos esquematizados por Francisco Braga5:
STJ STF
“1) A imunidade parlamentar (que é irrenunciável) 
é outorgada pela Constituição para que o 
Parlamentar exerça suas funções com autonomia 
e independência.
2)A imunidade parlamentar não é absoluta, pois, 
conforme jurisprudência do STF, “a inviolabilidade 
dos Deputados Federais e Senadores, por 
opiniões palavras e votos, prevista no art. 53 da 
Constituição da República, é inaplicável a crimes 
contra a honra cometidos em situação que não 
guarda liame com o exercício do mandato” (Inq 
3438).
3) A ofensa segundo a qual a ofendida não 
“mereceria” ser vítima de estupro (em razão 
de seus dotes físicos e intelectual) não guarda 
nenhuma relação com o mandato parlamentar.
4) Considerando que a ofensa foi veiculada 
em imprensa e na Internet, a localização do 
recorrente, no recinto da Câmara dos Deputados, 
é elemento meramente acidental, que não atrai 
a aplicação da imunidade.
5) Há violação à dignidade humana e, portanto, 
dever de indenizar (danos morais). “
“1) No recinto da Casa Legislativa, a imunidade 
é absoluta (não havendo de se perquerir acerca 
da conexão do ato, palavra ou voto com o 
exercício do mandato parlamentar) e acompanha 
o Parlamentar na tribuna, nas comissões e 
em qualquer outra atividade parlamentar 
desenvolvida no edifício da Casa Legislativa, 
mesmo quando veiculada, posteriormente, pelos 
meios de comunicação.
2)A análise da presença ou não do nexo com 
o mandato apenas tem espaço quando o 
ato, palavra ou voto se dá fora do recinto do 
Parlamento. Se o fato ocorre dentro do recinto 
do Parlamento, o nexo funcional é absolutamente 
presumido.
3) Estende-se a imunidade parlamentar e 
sua extensão não significa amparar excessos 
(manifestações abusivas do Parlamentar). Estes, 
porém, resolvem-se no âmbito da própria Casa 
Legislativa, podendo o Parlamentar perder 
o mandato por quebra de decoro e outras 
transgressões regimentais. Mas o certo é que, se a 
manifestação ocorreu no recinto do Parlamento, 
a inviolabilidade é absoluta, não podendo haver 
responsabilização (tanto civil quanto criminal) 
do Parlamentar na esfera judicial.”
5 página 1006.
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006. 006. Determinado Tribunal Superior apresentou um projeto de lei sobre descriminalização 
do uso de drogas. Tal projeto foi sancionado. Na mesma semana, outro projeto de lei é 
sancionado passando a tratar o uso de drogas como crime. Indaga-se:
a) A primeira lei é constitucional?
b) Determinada Constituição Estadual tem um artigo que prevê: “a sanção expressa ou tácitasupre a iniciativa do Poder Executivo no processo legislativo”. Analise a constitucionalidade 
desse dispositivo constitucional.
a) A primeira lei é formalmente inconstitucional por vício de iniciativa. Segundo o art. 61, 
caput da Constituição Federal os Tribunais Superiores têm iniciativa legislativa. Entretanto, 
essa iniciativa legislativa é reservada, ou seja, é aquela que se encontra listada no art. 93 e 
art. 96, II, ambos da Carta Maior. Não há previsão nesses artigos para a competência para 
legislar sobre direito penal. Dessa forma, a lei é formalmente inconstitucional, em virtude 
do vício de iniciativa. A sanção não convalida o vício de iniciativa.
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da 
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, 
ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos 
cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
b) O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que esse dispositivo é inconstitucional. Para 
o STF sanção executiva não tem força normativa para sanar vício de inconstitucionalidade 
formal, mesmo que se trate de vício de usurpação de iniciativa de prerrogativa institucional 
do Chefe do Poder Executivo.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL. PROCESSO 
LEGISLATIVO NO ÂMBITO ESTADUAL. ART. 70, § 2º, CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE 
MINAS GERAIS. VÍCIO DE INICIATIVA DE PROJETO DE LEI. SANÇÃO DO PODER EXECUTIVO. 
AUSÊNCIA DE CONVALIDAÇÃO PROCESSUAL DO VÍCIO DE INICIATIVA. PRECEDENTES. 
PROCEDÊNCIA. INCIDÊNCIA DA REGRA DO ART. 27 DA LEI 9.868/99. MODULAÇÃO DOS 
EFEITOS DA DECISÃO. SITUAÇÃO DE TUTELA DA SEGURANÇA JURÍDICA E EXCEPCIONAL 
INTERESSE SOCIAL. 1. Sanção executiva não tem força normativa para sanar vício de 
inconstitucionalidade formal, mesmo que se trate de vício de usurpação de iniciativa de 
prerrogativa institucional do Chefe do Poder Executivo. O processo legislativo encerra 
a conjugação de atos complexos derivados da vontade coletiva de ambas as Casas do 
Congresso Nacional acrescida do Poder Executivo. Precedentes. 2. Os limites da auto-
organização política não podem violar a arquitetura constitucional estruturante. 
O processo legislativo encerra complexo normativo de edificação de espécies 
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normativas de reprodução obrigatória. Nesse sentido, a interpretação jurídica 
adscrita ao art. 25 da Constituição Federal (ADI 4.298, ADI 1.521, ADI 1.594. ADI 291). 
3. Norma originária de conformação do processo legislativo estadual com vigência 
há mais de três décadas. A modulação dos efeitos da decisão, no caso, apresenta-se 
como necessária para a tutela adequada da confiança legítima que resultou na prática 
de atos com respaldo em autoridade aparente das leis publicadas e observa a boa-fé 
objetiva enquanto princípio geral de direito norteador das decisões judiciais. 4. Ação 
direta de inconstitucionalidade procedente, com atribuição de modulação dos efeitos 
da decisão. (ADI 6337, Relator(a): ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2020, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-255 DIVULG 21-10-2020 PUBLIC 22-10-2020)
007. 007. Sanção e veto são atos do Chefe do Poder Executivo no processo legislativo. A sanção 
ocorre quando há a concordância em relação ao teor do projeto de lei aprovado pelo Poder 
Legislativo. O veto, por sua vez, ocorre quando há discordância.
Determinado projeto de lei tinha um dispositivo legal que o Presidente da República entendeu 
como inconveniente e inoportuno. Diante do exposto, o Presidente da República tem a 
intenção de vetar esse dispositivo. Indaga-se:
a) Pode o Presidente vetar esse dispositivo? Como é o procedimento do veto?
b) Admite-se que o Presidente após vetar um dispositivo de um projeto de lei se arrependa 
e vete outros dispositivos da mesma lei? Aplica-se o princípio da parcelaridade ao veto?
a) O veto pode ser jurídico ou político (art. 66, § 1º, da Constituição Federal). O veto jurídico 
é aquele que está relacionado a inconstitucionalidade. O veto político, por sua vez, é aquele 
que está relacionado ao interesse público. O enunciado menciona que o Presidente considera 
que o dispositivo é inconveniente e inoportuno. Considerando-se que é contrário ao interesse 
público, admite-se o veto desse dispositivo. O veto deve ser expresso no prazo de quinze dias 
úteis, contados da data do seu recebimento, na forma do art. 66, § 1º, da Carta Maior. Além 
disso, o veto parcial deve ser integral, na forma do art. 66, § 2º, da Constituição Federal.
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da 
República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou 
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, 
contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente 
do Senado Federal os motivos do veto.
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.
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§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, 
só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional n. 76, de 2013)
§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da 
República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do 
dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, 
nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual 
prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.
b) O Supremo Tribunal Federal já decidiu a respeito, no sentido de que não pode o 
Presidente da República “vetar” dispositivos de lei. Não pode o Presidente da República 
alegar arrependimento, erro ou mera incorreção para renovar a etapa de sanção ou veto 
do projeto de lei. O princípio da parcelaridade é aplicado ao controle concentrado e não ao 
veto. O art. 66, § 2º, da Constituição Federal dispõe que o veto parcial deve corresponder 
ao texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
Não possuem etapa de sanção e veto:
• Emenda à Constituição;
• Leis delegadas;
• Decretos legislativos;
• Resoluções;
• Conversão de medida provisória SEM alteração de conteúdo.
Submetem-se a etapa de sanção e veto:
• Projeto de lei ordinária;
• Projeto de lei complementar;
• Projeto de conversão de medida provisória em lei COM alteração de conteúdo.
008. 008. A medida provisória deve ser submetida de imediato ao Congresso Nacional com 
força de lei. Trata-se de um instituto inspirado no Parlamentarismo e que é aplicado ao 
Presidencialismo. Imagine

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