Prévia do material em texto
INCIDENTE DA DEMANDA REPETITIVA Incidente de resolução de demandas repetitivas: Cabível na existência efetiva de multiplicidade de causas/demandas que versam sobre a mesma questão de direito que correm nas instâncias ordinárias, com risco de ofensa à isonomia e segurança jurídica (CPC, art. 976, I). Objetivo: julgamento único da questão jurídica que seja objeto de demandas repetitivas, com eficácia vinculante sobre os processos em curso. Efetividade aos princípios da isonomia e segurança jurídica. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CPC, art. 1022 Embargos de declaração podem ser opostos contra Decisão interlocutória, Sentença e Acórdão ▪Quanto ao processamento, os embargos de declaração são apresentados por petição perante o juízo ou tribunal que prolatou a decisão embargada, no prazo de 5 dias, a contar da data em que as partes são intimadas da decisão. O embargado será intimado a apresentar contrarrazões de embargos de declaração, no prazo de 5 dias, somente se o acolhimento deste resultar modificação da decisão (CPC, art. 1.026, § 2º). ▪Se preenchidos os requisitos de admissibilidade, o juiz julgará o mérito, dando ou negando provimento, conforme conste ou não o vício apontado.Se houver contradição ou obscuridade, o juiz prestará os esclarecimentos necessários. Se houver omissão, o juiz deverá saná-la, examinando a matéria que falta ser examinada. Se houver erro material, o juiz irá corrigir. ▪Quando os embargos de declaração forem opostos contra acórdão, a sua decisão será colegiada, mas se opostos contra decisão monocrática do relator, serão decididos monocraticamente. ▪Não há óbice a que se oponha novos embargos de declaração contra a decisão proferida nos embargos de declaração (CPC, art. 1.026, § 4º). Efeitos dos embargos de declaração: efeito devolutivo, porque devolvem ao conhecimento do juízo ou tribunal prolator da decisão a matéria objeto do recurso. Exceção: poderão ser recebidos no efeito suspensivo quando demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou, sendo relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação. Têm efeito translativo, vez que o julgador poderá conhecer de ofício matérias de ordem pública, ainda que estas não sejam objeto dos embargos. APELAÇÃO – art. 1009 Apelação é o recurso interposto da sentença de primeiro grau, que põe fim à fase de conhecimento do processo do procedimento comum, seja contra decisão definitiva com resolução de mérito (CPC, art. 487) ou extintiva sem resolução de mérito (CPC, art. 485), bem como contra decisão que extingue a execução. ▪Cabe apelação contra qualquer tipo de sentença de primeiro grau, como contra sentença condenatória, constitutiva e declaratória, Decisões interlocutórias quando não previsto o cabimento do agravo de instrumento (CPC, art. 1015), que não estão sujeitas à preclusão, que poderão ser suscitadas em preliminar de apelação, além da impugnação do mérito. Decisão proferida em jurisdição contenciosa ou voluntária. Decisões terminativas que exaurem a jurisdição da Vara, como contra decisão de indeferimento de petição inicial e das decisões de extinção do processo sem resolução de mérito. Decisão que extingue a execução. ▪A apelação é cabível para reexame de matéria de fato e de direito, bem como para reexame das decisões interlocutórias não preclusas. O conhecimento da apelação está condicionado ao preenchimento dos requisitos gerais de admissibilidade. ▪Legitimidade para recorrer - Recorrente: a parte prejudicada pela decisão de 1º grau. ▪O prazo para interposição do recurso de apelação é de 15 dias, a contar da publicação da sentença de primeiro grau. Uma vez interposta a apelação, a parte contrária deve ser intimada para apresentar contrarrazões, no prazo de 15 dias. APELAÇÃO É ENDEREÇADA AO JUIS EM QYE ESTÁ SENDO RECOLHIDA E AS RAZÕES PARA O TRIBUAL QUE IRÁ JULGAR EFEITO DA APELAÇÃO É SUSPENSIVA AGRAVO DE INSTRUMENTO - CPC, art. 1015 Agravo de instrumento é cabível contra decisões interlocutórias (decisões proferidas no curso do processo que não põem fim ao processo ou à fase cognitiva do processo de conhecimento), cujo rol taxativo verifica-se abaixo: Tutela provisória (CPC, arts. 294 a 311).Inclui as liminares previstas em procedimentos especiais, como o das ações possessórias e dos embargos de terceiro. Mérito do processo. São aqueles em que o juiz profere julgamento antecipado parcial do mérito, desmembrando o julgamento quando um dos pedidos já apresenta condições para decidir (CPC, art. 356), a não interposição de agravo de instrumento gera a preclusão, e se a decisão interlocutória proferida que reformar não for unânime. Rejeição da alegação de convenção de arbitragem (CPC, art. 337, X).A existência de convenção de arbitragem é matéria alegada pelo réu, em preliminar de contestação, que se acolhida, o juiz julga a extinção do processo sem resolução de mérito, cabendo agravo de instrumento a ser interposta pela parte contrária (CPC, art. 485, VII). Incidente de desconsideração da personalidade jurídica (CPC, arts. 133 a 137).Forma de intervenção de terceiro apresentada pela parte, cabendo ao juiz a apreciação por decisão, e desta cabe agravo de instrumento, sob pena de preclusão. AGRAVO INTERNO Cabimento: Agravo interno é cabível contra decisões monocráticas do relator (CPC, art. 932): Art. 932. Incumbe ao relator Prazo para interposição do agravo interno é de 15 dias, contados da intimação da decisão monocrática acima relacionada, para julgamento do órgão colegiado. ▪O agravado será intimado para contrarrazões do agravo interno, no prazo de 15 dias. É cabível o agravo interno contra decisões do Presidente ou Vice-Presidente do Tribunal de origem que indeferir o processamento de recurso extraordinário ou recurso especial, nas hipóteses do CPC, artigos 1030, § 2º; 1035, § 7º; e 1036, § 2º. TECNICA DE JULGAMENTO Quando se tratar de agravo de instrumento interposto contra decisão interlocutória de mérito, proferida em julgamento antecipado parcial de mérito, não unânime e reforme a decisão interlocutória de mérito, deve ser aplicada a técnica de julgamento prevista no CPC, art. 942, § 3º, II. ▪A técnica de julgamento consiste em dar prosseguimento ao julgamento em sessão a ser designada em continuidade, com a presença de outros julgadores, convocados conforme o regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, designando nova data para o julgamento (CPC, art. 942). Não se trata de recurso. ▪Requisitos: Que a decisão interlocutória seja de mérito, proferida no julgamento antecipado parcial da lide. Que o resultado inicial não seja unânime. Que o resultado inicial reforme a decisão interlocutória. EMBARGOS INFLIGENTES DE OFÍCIO Os embargos infringentes não mais existem da forma como era previsto no CPC/73, porém ganhou uma sobrevida com outro nome, podendo ser chamados de “embargos infringentes de ofício” ou de “julgamento ampliado de votação não unânime” ou de “remessa necessária de votação não unânime” ou “incidente de colegialidade”. ▪O CPC, art. 942, prevê que no caso de resultado do julgamento da apelação não unânime, o julgamento deverá ter prosseguimento, na mesma sessão ou em outra a ser designada, com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. ▪Aplica-se a mesma sistemática de julgamento de ação rescisória quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno, bem como no julgamento de agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito (CPC, art. 942, §3°). ▪Não se aplica esta técnica de julgamento para nos casos envolvendo o incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas, bem como quando tratar-se de remessa necessária e nos resultados não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial (CPC, art. 942, § 4°). RECURSO ESPECIAL E RECURSO EXTRAORDINARIO - CPC, art. 1029 O Recurso Especial e o Recurso Extraordinário são recursos constitucionais, uma vez que foram instituídos por nossa Carta Magna, que estabelece também as hipóteses de cabimento e os requisitos específicos de admissibilidade. São recursos de caráter excepcional, criados em prol do interesse social de se preservar o ordenamento jurídico de violações ou interpretações inadequadas, buscando a uniformização de sua exegese. Enquanto o RECURSO ESPECIAL é o recurso previsto no artigo 105, de nossa Carta Magna, e que se presta a dar adequado cumprimento, interpretação ou aplicação à lei federal, o RECURSO EXTRAORDINÁRIO, está previsto junto ao artigo 102, daquele mesmo texto e está dirigido a preservar nosso ordenamento constitucional, seja coibindo sua violação, seja uniformizando sua interpretação. Recurso Especial é cabível para reapreciação das causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida: contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência; julgar válida lei ou ato do governo local contestado em face de lei federal; ou der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal (CF, art. 105, III). Recurso Extraordinário é cabível para que o Supremo Tribunal Federal possa reapreciar as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida: contrariar dispositivo desta Constituição; declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição; e, julgar válida lei local contestada em face de lei federal (CF, art. 102, III). O efeito do recurso, tanto do Especial, quanto do Extraordinário, é apenas devolutivo, no âmbito da controvérsia sobre a lei federal ou sobre a Constituição, não tendo o poder de suspender a decisão atacada, sendo por isso plenamente possível a execução provisória do julgado (art. 995 do CPC). AÇÃO RESCISÓRIA - CPC, art. 966 a 975 A ação rescisória é uma ação autônoma que tem como escopo a finalidade de desconstituir decisão já coberta pelo manto da coisa julgada que tenha sido proferida com vício ou grau de imperfeição de tamanha grandeza, que justifique rever e modificar o julgado imperfeito ou viciado. A ação rescisória visa, em última análise, corrigir a eventual injustiça permitindo seja buscado a decretação da nulidade de uma decisão que, por ter passado em julgado, tornou-se irretratável e imutável, com graves danos para a coletividade ou para as partes, em virtude de sua nulidade. O recurso é o remédio processual utilizado a fim de requerer nova decisão, até antes do trânsito em julgado da sentença, sendo sempre interposto dentro de uma mesma relação processual. A ação rescisória em contrapartida só poderá ser utilizada quando constituída a coisa julgada material, tratando-se, portanto, de uma nova relação processual. EFEITO, CABIMENTO, PRAZO Cabimento: Agravo interno é cabível contra decisões monocráticas do relator (CPC, art. 932): Prazo para interposição do agravo interno é de 15 dias, contados da intimação da decisão monocrática acima relacionada, para julgamento do órgão colegiado. ▪O agravado será intimado para contrarrazões do agravo interno, no prazo de 15 dias. PETIÇÃO DE ENCAMINHAMENTO, ANEXO A PETIÇÃO DE ENCAMINHAMENTO TEM RAZÕES DE RECURSOS A petição de interposição do recurso deverá ser endereçada ao Presidente do Tribunal que proferiu a decisão denegatória. As razões recursais deverão ser anexadas à petição de interposição, devendo ser dirigidas ao STF ou STJ, conforme o caso. O prazo para a interposição do recurso ordinário constitucional será, como regra, 15 dias (CPC, art. 1.003, § 5°). Será de 15 dias o prazo para o recorrido apresentar suas contrarrazões (CPC, art.1028, § 2°). No ato de interposição o recorrente deverá comprovar o recolhimento das custas exigidas, bem como de outras despesas, sob pena de ver seu recurso ser declarado deserto (CPC, art. 1.007). Se for beneficiário da gratuidade de justiça, deverá informar tal fato indicando com precisão em quais folhas do processo se encontra a decisão concessiva. PRESUPOSTOS RECURSAIS Pressupostos intrínsecos (relacionados à decisão e ao direito) • Cabimento: A existência de um recurso previsto em lei para a decisão proferida (por exemplo, apelação ou agravo). • Legitimidade: A capacidade da parte de interpor o recurso, sendo ela autora, ré, terceiro prejudicado ou o Ministério Público. • Interesse recursal: O reconhecimento de que a parte foi desfavorecida (sucumbência) pela decisão, havendo necessidade de reformá-la. • Inexistência de fato impeditivo: A ausência de atos que renunciem ao direito de recorrer, como um acordo judicial ou a aceitação tácita ou expressa da decisão. Pressupostos extrínsecos (relacionados ao exercício do direito) • Tempestividade: A interposição do recurso dentro dos prazos legais. • Regularidade formal: O cumprimento dos requisitos de forma, como a apresentação de peças processuais dentro da norma. • Preparo: O recolhimento das custas judiciais (quando aplicável), cuja ausência pode gerar deserção. O RECURSO CABIVEL DA DECISÃO INTERLOCUTORIA – art 1015 Agravo de instrumento As decisões interlocutórias previstas no CPC, art. 1.015 e § único, e que contra estas cabe agravo de instrumento, no prazo de 15 dias, sob pena de preclusão. São as interlocutórias recorríveis em separado. RECURSO ORDINARIO CONSTITUCIONAL - CPC, art. 1027 O recurso ordinário é dirigido ao Superior Tribunal de Justiça STJ (CF, art. 105, II) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF) (CF, art. 102, II), interposto para reexame de decisões que são de competência originária dos tribunais. Funciona como uma espécie de “apelação” nas causas julgadas em única instância pelos tribunais, nos termos como previsto no art. 1.027, I e II. O objetivo do recurso ordinário constitucional é o de permitir que ações originárias dos Tribunais tenham uma segunda instância, representada pela possibilidade de amplo reexame das matérias decididas anteriormente, para reexame da matéria de fato e de direito. Por ser um tipo de recurso regulado na Constituição Federal, a doutrina denomina de recurso ordinário constitucional, até mesmo para diferenciá-lo do recurso ordinário trabalhista (espécie de apelação na Justiça do Trabalho).