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03/03/2026
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Ecologia
Prof. Dr. Guilherme Rossi Gorni
Introdução
O que é Ecologia?
Sério mano?
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Ecologia
Historia Natural
Observação e registro sistemático 
de espécies na natureza
• Ernest Haeckel, 1866 “Ökologie” (oikos = casa + logos = estudar)
“Ciência capaz de compreender a relação do organismo com seu 
ambiente”
• Bourdon – Sanderson, 1893
“Relação entre plantas e animais”
• Tansley, 1904 (Botânico) 
• Andrewartha, 1961
• Krebs, 1972
• Ricklefs, 1973
“Relação organismo e suas adjacências”
03/03/2026
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“ Ecologia = O estudo cientifico da distribuição e abundancia de organismos e de 
suas interações determinantes”
 Begon
“A ecologia é uma rigorosa ciência experimental que integra todas as áreas da 
pesquisa biológica, e auxilia na tomada de decisões ambientais”
 Campbell & Reece
Questões:
1. Até que ponto a competição por alimento determina que espécies podem coexistir em um 
habitat?
2. Que papel uma doença desempenha na dinâmica de populações?
3. Por que existem mais espécies nos trópicos do que nos polos?
4. Qual a relação entre produtividade animal e estrutura do solo?
5. Por que algumas espécies são mais vulneráveis à extinção do que outras?
Enunciado: “Ecologia não é uma ciência fácil!!”
Universo:
• Milhões de espécies* diferentes
• Incontáveis bilhões de indivíduos (espécimes) geneticamente distintos
• Interações com ambiente variável e em constante transformação
Objetivos:
• Explicar e compreender...
• Descrever...
• Prever...
• Manejar e controlar...
Espécie = organismos sem isolamento reprodutivo natural com prole fértil 
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Conjunto de indivíduos da mesma 
espécie
Conjunto de populações vivendo 
juntas e interagindo
Comunidades + meio ambiente 
físico-químico juntos em uma área
Área em grande escala com 
uniformidade fitofisionômica e 
climática
Bioma
Unificação de todos ecossistemas 
(atmosfera contendo vida)
COMPLEXIDADE
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CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Fatores abióticos e bióticos → dispersão e distribuição de espécies
• Condições (Abióticos) e interações (bióticos) determinam onde os animais podem viver;
Percepção humana (cautela): condições “extremas”, “adversas”, “propícias” e “estressantes”
Características Físicas e Químicas:
• Temperatura
• Água (umidade)
• Salinidade
• pH
• Nutrientes
Interações:
• Comportamento
• Recursos
• Predadores
EFEITOS DAS CONDIÇÕES 
• Condições (Abiót. + Biót.) → desencadeiam série de respostas fisiológicas;
• Curva resposta: Continnum
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Ecologia Populacional
Uma população pode ser definida como qualquer grupo de organismos da mesma 
espécie que ocupa um espaço determinado e funciona como parte de uma 
Comunidade Biótica.
• Propriedades:
• Densidade
• Natalidade (a taxa de nascimentos)
• Mortalidade (taxa de óbitos)
• Distribuição etária
• Curvas de Sobrevivência
• Forma de crescimento
• Dispersão
nascimento, eclosão, germinação, etc.
𝑵 𝑷𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 = 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 + 𝐼𝑚𝑖𝑔𝑟𝑎çã𝑜 − (𝑀𝑜𝑟𝑡𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 + 𝐸𝑚𝑖𝑔𝑟𝑎çã𝑜)
Tamanho 
Populacional 
(N)
Natalidade
(+)
Mortalidade
(-)
Imigração (+) Emigração (-)
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Curvas de sobrevivência
(padrões na longevidade e mortalidade)
• Tipo I: mortalidade concentrada em idades 
avançadas
Humanos (países desenvolvidos)
Animais em zoológicos
• Tipo II: mortalidade constante*
Aves e roedores
• Tipo III: mortalidade inicial elevada
Humanos * 
Espécies com prole extensa (peixes e quelônios)
“A forma da curva de sobrevivência muitas 
vezes varia também com a densidade da 
população”
Área com manejo:
↑ Pressão da caça
↑ Competição intraespecífica
Cervídeo (Am. do Norte)
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Distribuição etária da população
• Influencia tanto a natalidade como a mortalidade;
• A proporção entre os grupos etários → estado reprodutivo da 
população;
• Idades ecológicas:
i. Pré reprodutiva;
ii. Reprodutiva;
iii. Pós reprodutiva;
RN
Técnicas para medir a densidade populacional:
• Censos totais;
• Amostragens por quadrantes ou transectos;
• Método de marcação e recaptura;
• Amostragem por retirada (avaliação gráfica, VPA);
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• VPA: Distribuição etária X Extração do recurso
Formas de crescimento populacional
• Padrões característicos de aumento = formas de crescimento 
populacional
✓Curva de crescimento exponencial (“J”);
✓Curva de crescimento Sigmoidal (“S” + modelo de Verhulst*);
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Crescimento Exponencial (Curva em "J")
• Características: crescimento ilimitado, sem restrições de recursos*.
• Limitações: não considera fatores ambientais restritivos.
• Exemplos: 
• bactérias em cultivo, 
• surtos de pragas, 
• populações invasoras.
Crescimento Sigmoidal (Curva em "S") e Modelo Logístico
• Características: crescimento inicial rápido, seguido de estabilização devido à 
capacidade de suporte (K).
• Fases: 
1. Fase de estabelecimento (inicio)
2. Fase logarítmica
3. Fase de aceleração negativa
4. Equilíbrio
• Exemplos: 
• populações de animais em geral*.
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*caso da denso-dependência
Otimização de Energia: Estratégias r e K
• Premissa: Todo organismo possui um “orçamento” energético limitado
• A energia obtida por meio da alimentação é distribuída, entre:
1. Energia de manutenção (EM)
Metabolismo basal, termorregulação, imunidade, locomoção, crescimento.
2. Energia reprodutiva (ER)
Produção de gametas, gestação/incubação, lactação, cuidado parental.
• Equilíbrio EM/ER = Estratégias r e K
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Estratégia r
• Alta proporção de energia destinada à 
reprodução
• Ciclo de vida curto
• Maturidade precoce
• Muitos descendentes
• Pouco ou nenhum cuidado parental
• Alta mortalidade juvenil
Estratégia K
• Menor número de filhotes
• Grande investimento por descendente
• Gestação longa
• Cuidado parental intenso
• Maior expectativa de vida
Área Estratégia r Estratégia K
Saúde e Manejo
• Recuperação populacional 
rápida após distúrbios 
ambientais.
• Alta taxa reprodutiva facilita 
repovoamento.
• Recuperação lenta após 
declínio populacional.
• Necessita manejo cuidadoso 
e planejamento de longo 
prazo.
Epidemiologia
• Alta renovação populacional 
→ maior circulação de 
patógenos.
• Podem sustentar surtos 
rápidos e ciclos curtos de 
infecção.
• Populações menores e 
estáveis = transmissão mais 
lenta.
• Surtos levam impacto mais 
severo individualmente.
Conservação
• Maior resiliência ecológica.
• Recuperam-se mais 
facilmente após impactos.
• Maior vulnerabilidade à 
extinção.
• Baixa taxa reprodutiva e alto 
investimento parental 
dificultam recuperação.
Manejo Reprodutivo
• Ênfase no controle 
populacional (ex.: espécies 
invasoras, pragas).
• Ênfase em reprodução 
assistida e preservação 
genética (ex.: espécies 
ameaçadas).
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Ecologia de Comunidades: Interações entre duas espécies 
Interação Espécie 1 Espécie 2 Subtipo / Mecanismo Característica Principal
Competição - - Interferência direta
Há confronto físico ou 
comportamental entre as 
espécies
Competição* - -
Exploração 
(inibição indireta)
Disputa indireta por recursos, 
sem contato direto
Predação + - Predação clássica
Predador mata e consome a 
presa
Parasitismo + - —
Parasita explora sem matar 
rapidamente
Mutualismo (obrigatório) + + Dependência obrigatória
Uma espécie não sobrevive 
sem a outra
Protocooperação 
(mutualismo facultativo) + +
Benefício mútuo
(não obrigatório)
As espécies podem viver 
separadamente
Comensalismo + 0 —
Uma espécie se beneficia, 
outra não é afetada
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Comensalismo
Competição
Protocooperação
Mutualismo
Teias Alimentares
• Predador – Presa
• Parasito – Hospedeiro
• Pastejador – Planta 
• Cadeias ≠ Teias
Parte de uma teia complexa de 
interações!!
?Jura?!
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Produtores
Decompositores
Consumidores 
(1°, 2°, 3°...) Cadeia de Herbivoria
≠
Cadeia Detritívora
Estabilidadeda Comunidade e Estrutura da teia alimentar
• Complexidade → Estabilidade;
• Teias alimentares frágeis = atenção na 
conservação (espécies-chave);
• Efeito “cascata”.
“Perturbações afetam pequenas partes da rota 
de energia da comunidade”
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• Parâmetros:
1. Número de espécies na teia (S);
2. Conectividade da teia (C);
3. Força média de interação;
↓ Número de espécies
↓ Número de ligações entre as 
espécies
Distúrbios antrópicos 
𝑪 =
𝑳 (𝒏ú𝒎𝒆𝒓𝒐 𝒅𝒆 𝒍𝒊𝒈𝒂çõ𝒆𝒔)
𝑺𝟐 (𝒓𝒊𝒒𝒖𝒆𝒛𝒂 𝒅𝒆 𝒔𝒑𝒑. )
S = 6
L =10
C = 0,27 (27%)
S = 5
L = 5
C = 0,20 (20%)
Diversidade Biológica e 
Genética
• Diversidade biológica → sobrevivência 
humana;
Perda de serviços Ecossistêmicos
• ↓ Diversidade genética → ↓ Respostas 
populacionais.
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PERDA DE 
HÁBITAT
Destruição e 
fragmentação de 
ecossistemas
ESPÉCIES
INVASORAS
Espécies não 
nativas que 
modificam os 
ecossistemas
SUPEREXPLORAÇÃO
Processos de 
extração de muitos 
animais aquáticos e 
terrestres (depleção 
do estoque)
POLUIÇÃO
Adição de 
substancia ou 
forma de energia 
ao ambiente
MUDANÇAS 
CLIMÁTICAS 
ASSOCIADAS AO 
AQUECIMENTO 
GLOBAL
Alterações do clima 
na Terra associada 
aos gases de efeito 
estufa
IMPULSOS PRIMÁRIOS
CAUSAS
Crescimento populacional Humano
Aumento do consumo
Redução da eficiência de recursos
Redução de genes, indivíduos, espécies e 
ecossistemas
PERDA DA BIODIVERSIDADE
Biologia da Conservação
• IUCN (União Internacional pela Conservação da 
Natureza)
300 espécies ameaçadas (mamíferos)
• Entraves:
• Destruição de habitats (território e raio de ação);
• Padrões de migração;
Instituto Aqualie (2012)
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Soluções:
• Unidades de conservação: parques e reservas (INTERLIGADAS);
• Tratados internacionais;
• Conservação = união da sistemática, ecologia, genética, comportamento, 
fisiologia e estudo de animais em cativeiro;
“A conservação requer o balanço intrincado de valores biológicos, culturais, 
políticos e econômicos”
	Slide 1: Ecologia
	Slide 2: Introdução
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9: CONDIÇÕES AMBIENTAIS
	Slide 10
	Slide 11: Ecologia Populacional
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22: Otimização de Energia: Estratégias r e K
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26: Ecologia de Comunidades: Interações entre duas espécies 
	Slide 27
	Slide 28: Teias Alimentares
	Slide 29
	Slide 30: Estabilidade da Comunidade e Estrutura da teia alimentar
	Slide 31
	Slide 32: Diversidade Biológica e Genética
	Slide 33
	Slide 34: Biologia da Conservação
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37

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