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FERNANDA RODRIGUES SP 7 — “Caminhando no vazio” 1. Sobre a audição entenda: a. Anatomia b. Fisiologia Audição A audição é a capacidade que temos de perceber os sons. Anatomia da orelha A orelha é dividida em 3 regiões principais: ♡ Orelha externa (coleta as ondas sonoras e direciona para dentro). ♡ Orelha média (transmite as vibrações sonoras para a janela do vestíbulo). ♡ Orelha interna (aloja os receptores para a audição e equilíbrio). Orelha externa A orelha externa consiste em 3 estruturas: a aurícula ( ou pavilhão auricular) , meato acústico externo e tímpano. Aurícula Corresponde basicamente a uma cartilagem que é coberta por pele, formando uma “concha”, que permite capturar o som vindo de uma área externa. A margem da aurícula é a hélice e a parte inferior, o lóbulo. Meato Acústico Externo (Canal auditivo) É a entrada para o ouvido interno e estende-se cerca de 2,5 cm para o lado interno do crânio ( o osso temporal) até terminar na membrana timpânica, também conhecido como tímpano. Próximo à abertura externa, o meato acústico externo contém alguns pelos e glândulas sudoríparas especializadas, denominadas glândulas ceruminosas, que secretam cera de ouvido ou cerume. Orelha média A orelha média é uma pequena cavidade cheia de ar (cavidade timpânica), na porção petrosa do osso temporal, que é revestida por epitélio. Ela é separada da orelha externa pela membrana timpânica, e da orelha interna por uma fina partição óssea que contém duas pequenas aberturas: a janela do vestíbulo e a janela da cóclea. Estendendo-se através da orelha média e ligados a ela, estão os três menores ossos do corpo, os ossículos auditivos: ♡ Martelo. ♡ Bigorna. ♡ Estribo. O cabo do martelo prende-se à superfície interna da membrana timpânica; a cabeça do martelo articula-se com o corpo da bigorna. A bigorna, o osso do meio da série, articula-se com a cabeça do estribo. A base do estribo encaixa-se na janela do vestíbulo (oval). Diretamente abaixo da janela oval, há outra abertura, a janela da cóclea (redonda), que é cercada pela membrana timpânica secundária. 1 Além dos ligamentos, dois minúsculos músculos esqueléticos também ligam-se aos ossículos. O músculo tensor do tímpano, que é suprido pelo ramo mandibular do nervo trigêmeo (V), limita o movimento e aumenta a tensão no tímpano para evitar danos à orelha interna por ruídos altos. O músculo estapédio, suprido pelo nervo facial (VII), é o menor músculo esquelético do corpo humano; ao amortecer grandes vibrações do estribo causadas por ruídos altos, o estapédio protege a janela do vestíbulo, mas também diminui a sensibilidade da audição. Tuba Auditiva A tuba auditiva comunica a cavidade timpânica com a nasofaringe. Ela é responsável por igualar a pressão da orelha média com a pressão atmosférica, permitindo assim, que o tímpano se mova livremente. Orelha interna: A orelha interna também é chamada de labirinto por causa de sua série complicada de canais. Estruturalmente, ela é formada por duas divisões principais: ♡ um labirinto ósseo externo que encapsula. ♡ um labirinto membranáceo interno. Labirinto Ósseo e Labirinto Membranáceo O labirinto ósseo é formado por uma série de cavidades na parte petrosa do temporal divididas em três áreas: (1) os canais semicirculares — está ântero superior ao vestíbulo. São 3 canais: Canal semicircular anterior (verticalmente), posterior (verticalmente) e lateral (horizontalmente). Na extremidade de cada canal encontra-se um alargamento chamado de ampola. (2) o vestíbulo — parte central oval do labirinto ósseo. (3) a cóclea — é revestida por periósteo e contém perilinfa (semelhante ao líquido cerebroespinhal) que reveste o labirinto membranáceo. O labirinto ósseo é revestido por periósteo e contém a perilinfa. Esse líquido reveste o labirinto membranáceo, uma série de sacos e tubos epiteliais dentro do labirinto ósseo que têm o mesmo formato geral do labirinto ósseo, 2 abrigando os receptores para a audição e o equilíbrio. O labirinto membranáceo epitelial contém a endolinfa. O labirinto membranáceo é formado por uma série de sacos e ductos comunicantes que estão suspensos no labirinto ósseo. ↪ É formado por dois sacos chamados de utrículo e sáculo (estruturas localizadas no vestíbulo), que são conectados por um ducto. ↪ Contém em seu interior a endolinfa. Cóclea A cóclea é um canal espiral ósseo (anteriormente ao vestíbulo), que realiza 3 voltas ao redor de um núcleo central chamado de modíolo. Dividida em 3 canais: I. Ducto coclear (endolinfa). II. Rampa do vestíbulo (perilinfa). III. Rampa do tímpano (perilinfa). A membrana vestibular (Membrana de Reissner) separa o ducto coclear da rampa do vestíbulo e a lâmina basilar (membrana basilar) separa o ducto coclear da rampa do vestíbulo. ↪ Na superfície da membrana basilar encontra-se o órgão espiral ou órgão de Corti (o qual está cheio de células eletromecanicamente sensíveis, as células ciliadas). Essas células geram impulsos nervosos em resposta às vibrações sonoras. Natureza das ondas sonoras Para entender a fisiologia da audição, é importante entender seus estímulos, que acontecem na forma de ondas sonoras. ♡ As ondas sonoras são regiões alternadas de alta e baixa pressão que percorrem na mesma direção através de algum meio (como o ar). ♡ A frequência de uma vibração sonora é o seu tom. Ou seja, quanto maior a frequência de vibração, maior será o tom. ♡ Toda a faixa audível estende-se de 20 a 20 mil Hz. 3 Quando o labirinto membranáceo se encontra dentro dos canais semicirculares ósseos, eles são chamados de ductos semicirculares, que se conectam ao utrículo do vestíbulo. ♡ A amplitude é a intensidade da vibração. Ou seja, quanto maior a intensidade (tamanho ou amplitude) da vibração, mais alto é o som. ♡ A intensidade do som é medida em unidades denominadas decibéis (dB). ♡ O limiar auditivo – o ponto em que um jovem adulto médio consegue distinguir o som do silêncio – é definido como 0 dB a 1 mil Hz. Fisiologia e bioeletrogênese da audição Transdução auditiva A transdução é o caminho percorrido pelas ondas sonoras desde a captação na orelha, passando por estruturas no ouvido, até a conversão para sinal elétrico no ouvido interno em direção ao córtex auditivo. ✤ Primeiramente, a orelha média capta o som e o encaminha até a membrana timpânica. ✤ O som emitido por uma fonte é coletado pelo pavilhão auricular (orelha), encaminhado pelo canal auditivo externo e amplificado pelo mesmo até a membrana do tímpano (uma membrana em forma de concha que vibra de acordo com as vibrações recebidas pelo ar e suas frequências), provocando a vibração desta. OBS: A membrana vibra lentamente em resposta a sons de baixa frequência (tons baixos) e rapidamente a sons de altas frequências (tons altos). ✤ No ouvido médio, as vibrações são transmitidas do tímpano até um composto formado por 3 ossículos (martelo, bigorna e estribo), permitindo a vibração do conjunto de ossos. A vibração passa por eles e segue até o ouvido interno. ✤ Antes de chegar ao ouvido interno, o estímulo sonoro passa pelo martelo, depois pela bigorna e por último no estribo. A base do estribo vibra na região membranosa do labirinto, chamada de janela redonda. As vibrações partem da janela oval para a perilinfa para serem levadas até a cóclea. ✤ As janelas ovais e redondas permitem o rompimento da inércia da perilinfa. ✤ Conforme a lâmina basilar vibra, os estereocílios no ápice da célula ciliada dobram-se para frente e para trás e deslizam uns contra os outros. ✤ A transdução do sinal dá início com a vibração do órgão de corti, causada pelo líquido no interior dos ductos vestibular e timpânico. As células sensoriais do órgão de corti são chamadas de células ciliares (porqueapresentam pequenos cílios na sua região superior) que são movimentados com a vibração do líquido. ✤ O movimento destes pequenos cílios param os sinais elétricos das células ciliadas que serão levadas até o cérebro através do nervo vestíbulococlear também conhecido como nervo auditivo, posteriormente interpretado pelo cérebro transformando esses sinais em sensação sonora, o sinal desencadeado pelo movimento dos cílios é consequência da abertura de canais de íons nas células ciliadas. ✤ A curvatura de um cílio por tempo suficiente acarreta na abertura de cílios vizinhos devido a presença de conexões laterais que unem os cílios, quando a vibração é percebida, um cílio desliza sobre o cílio vizinho proporcionando a abertura de canais de íons, a abertura dos canais levam a entrada de principalmente Ca (Cálcio) e K (Potássio). ✤ Esse fluxo permite que a membrana das células ciliadas sejam despolarizadas levando a transdução do sinal elétrico decorrente da curvatura dos cílios, o sinal é dessa forma finalmente enviado ao cérebro. 4 Resumo: 1. O pavilhão direciona as ondas sonoras para o meato acústico externo – até a membrana timpânica. 2. As ondas sonoras alternadas de alta e baixa pressão no ar, promovem a vibração da membrana timpânica para frente e para trás, produzindo sons graves e agudos. 3. A área central da membrana timpânica se conecta ao martelo, que vibra junto com a membrana timpânica. Essa vibração é transmitida do martelo para a bigorna e depois para o estribo. 4. Conforme o estribo se move para frente e para trás, sua placa basal de formato oval, que é fixada por meio de um ligamento à circunferência da janela do vestíbulo, faz vibrar essa janela. 5. O movimento do estribo na janela do vestíbulo provoca ondas de pressão na perilinfa da cóclea — conforme a janela do vestíbulo (oval) é empurrada para dentro, ela empurra a perilinfa da rampa do vestíbulo. 6. As ondas de pressão são transmitidas da rampa do vestíbulo para a rampa do tímpano e, eventualmente, para a janela da cóclea, fazendo com que ela projete-se para fora na orelha média. 7. Conforme as ondas de pressão deformam as paredes da rampa do vestíbulo e da rampa do tímpano, elas também empurram a membrana do vestíbulo para frente e para trás, criando ondas de pressão na endolinfa dentro do ducto coclear. 8. As ondas de pressão da endolinfa fazem com que as membranas basilares vibrem, com isso elas promovem o movimento das células ciliadas do órgão espiral contra a membrana tectória (ligadas aos estereocílios), gerando assim, impulsos nervosos nos neurônios de 1ª ordem nas fibras cocleares. (DESPOLARIZAÇÃO) Via auditiva → A via auditiva é o caminho percorrido pelas informações auditivas das células ciliadas no órgão espiral para o encéfalo, onde ocorre o processamento. → A liberação do neurotransmissor das células ciliadas do órgão espiral gera, por fim, impulsos nervosos nos neurônios auditivos de primeira ordem que inervam as células ciliadas. ♡ Os axônios desses neurônios formam a parte coclear do nervo vestibulococlear (VIII). → Esses axônios fazem sinapse com neurônios nos núcleos cocleares no bulbo. → Alguns dos axônios dos núcleos cocleares cruzam na medula, ascendem em um trato chamado lemnisco lateral no lado oposto e terminam no colículo inferior do mesencéfalo, já outros terminam no núcleo olivar superior da ponte. → De cada colículo inferior, os axônios estendem-se até o núcleo geniculado medial do tálamo. → Os neurônios no tálamo, por sua vez, projetam axônios para o córtex auditivo primário no lobo temporal do cérebro, onde ocorre a percepção consciente do som. 5 Referência: TORTORA, G. J. et al. Princípios de anatomia e fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/r eader/books/9788527739368/epubcfi/6/54 [%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9 [%C3%ADbr%2Cio] 2. Sobre o equilíbrio, entenda: a. Anatomia b. Fisiologia O equilíbrio pode ser definido como a capacidade do corpo de controlar o centro de massa em relação à base de apoio e à gravidade. Movimentos do corpo que estimulam os receptores para o equilíbrio Aceleração ou desaceleração linear ↪ Carro sai disparado ou para de repente. ↪ Inclinar a cabeça para frente e para trás. Aceleração ou desaceleração angular ↪ Quando a montanha russa faz uma curva rápida. ♡ Juntos, os órgãos receptores para o equilíbrio são chamados de aparelho vestibular, que incluem: o sáculo, o utrículo e os ductos semicirculares. Órgãos otolíticos: utrículo e sáculo Os órgãos otolíticos são responsáveis por detectar a aceleração linear. ↪ Cada um desses órgãos possui uma estrutura especializada chamada mácula, onde estão localizados os receptores sensoriais. Mácula A mácula é composta por células ciliadas, que atuam como receptores sensitivos, e células de sustentação. As células ciliadas na mácula possuem estereocílios, microvilosidades de altura graduada em sua superfície, e um cinocílio, um cílio convencional que se estende além do estereocílio mais longo. ♡ Juntos, os estereocílios e o cinocílio formam o feixe piloso (fundamental para a transdução do estímulo mecânico em sinal elétrico). A mácula possui cristais denominados otocônias, que estão dentro de uma substância gelatinosa, denominada membrana dos estatocônios (otolítica). ♡ Enquanto a mácula do utrículo está na posição horizontal (tornando-o particularmente sensível a movimentos no plano horizontal e à inclinações da cabeça), a mácula do sáculo está em uma posição vertical (tornando-o sensível à aceleração vertical). 6 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio Canais Semicirculares Os canais semicirculares são de 3 tipos: ♡ Lateral ou horizontal. ♡ Superior ou anterior. ♡ Posterior ou frontal. ↪ Percebem o movimento de rotação. Cada canal semicircular possui uma região dilatada chamada AMPOLA. ↪ Na ampola encontramos as células ciliadas que captam os movimentos angulares. Existe um “estojo” ósseo que faz a proteção do vestíbulo. Dentro do estojo ósseo existe uma estrutura membranosa que abriga um líquido rico em potássio e pobre em sódio e cálcio, a ENDOLINFA. O vestíbulo (sáculo e utrículo) são formados pela MÁCULA e contém “pedrinhas” ou cristais a qual denominamos de OTOCÔNIAS dentro de uma substância gelatinosa. Também são células com cílios. Fisiologia Quando um indivíduo anda, a estrutura gelatinosa se movimenta, os cílios defletem (os pequenos – estereocílios - caem sobre os cílios grandes – cinocílios), os canais de potássio são abertos para que ele entre nas células, gerando um potencial de ação que despolarizará a célula, formando um impulso nervoso. A informação vai para o SNC que fará a interpretação do movimento. ♡ Se o indivíduo girar a cabeça para a direita, a endolinfa se movimentará para o lado contrário, a esquerda, e o labirinto do lado direito que sofrerá a despolarização enquanto o do lado esquerdo estará em hipofunção e vice-versa. O funcionamento adequado dos 2 labirintos é importante para o equilíbrio pois eles atuam em conjunto. 7 Cinetose: É quando a pessoa tem problema nos utrículos e canais semicirculares, gerando enjoo em viagens principalmente de carro e barco. OBS: O potencial de membrana da célula ciliada depende da inclinação destes cílios, da seguinte maneira: a inclinaçãodos cílios na direção do cinocílio leva a uma despolarização de membrana e na direção contrária à hiperpolarização. OBS: A endolinfa, devido à inércia, se desloca na direção oposta, e este deslocamento provoca a deflexão da cúpula com consequente inclinação dos cílios. No trajeto ao SNC, a informação chegará ao núcleo vestibular no tronco encefálico, depois ao núcleo do nervo abducente e, por último, ao núcleo do nervo oculomotor que desencadeará o estímulo aos músculos da visão denominado REFLEXO VESTÍBULO-OCULAR. Esse reflexo tem o objetivo de manter a fixação dos olhos para evitar o desequilíbrio e a possível queda. Os olhos acompanham o lado do movimento cefálico. Para manter a imagem estável durante movimentos rápidos, o VOR desencadeia movimentos oculares na mesma velocidade e na direção oposta aos movimentos da cabeça, ou seja, o VOR desencadeia movimentos dos olhos que contrabalançam os movimentos da cabeça. Por se tratar de um arco reflexo de 3 neurônios – gânglio vestibular, núcleo vestibular e núcleos motores oculares – apresenta características que tornam sua atuação possível com movimentos bastante rápidos. As informações do labirinto são transmitidas pelos neurônios do nervo vestibular até o complexo nuclear vestibular – núcleo vestibular medial, lateral, superior e inferior – localizados na região dorso-lateral da transição bulbo-pontina, no assoalho do IV ventrículo. Do núcleo vestibular saem fibras que através do fascículo longitudinal medial, brachium conjuntivum e via tegmental ventral alcançam os núcleos dos nervos motores oculares: oculomotor, troclear e abducente. Também existe o REFLEXO VESTÍBULO-ESPINAL que visa tonificar os músculos para evitar a perda do equilíbrio. Uma das funções do sistema vestibular é a orientação estática e a percepção de movimento. Como estes são aspectos conscientes, é de se esperar que a informação vestibular alcance o córtex cerebral. Atualmente, sabe-se que dos núcleos vestibulares partem aferências para o tálamo e córtex, que são responsáveis pela orientação estática e percepção de movimento. No entanto, ao contrário de áreas corticais relacionadas à visão, audição, olfato e sensibilidade, não se acredita que exista uma região cortical vestibular primária. Para percepção da cor de um objeto, por exemplo, a visão é a única aferência necessária, mas para percepção estática e de movimento participam, além do sistema vestibular, os sistemas visual e proprioceptivo, o que torna essa função a princípio multissensorial. Revisão Embora possa parecer complexo, o sistema vestibular pode ser didaticamente descrito como os outros sistemas sensoriais. Esta complexidade se deve a dois fatos: (1) O sistema vestibular tem três funções: estabilização da imagem na retina, controle postural e orientação estática e de movimento. (2) Em cada uma destas funções, o sistema vestibular é auxiliado por outros sistemas, ou seja, nenhuma destas funções é exclusivamente vestibular. Estrutura dos receptores: O labirinto é composto por 3 canais semicirculares e dois órgãos otolíticos (utrículo e sáculo) e está localizado no osso temporal. Enquanto os canais semicirculares percebem movimentos de rotação, os órgãos otolíticos percebem movimentos de aceleração linear e mudança na posição da cabeça. 8 Na cúpula dos canais semicirculares e na mácula dos órgãos otolíticos existem células ciliadas responsáveis pela percepção de movimento e de posição da cabeça no espaço. Transformação do estímulo mecânico em impulso elétrico: As células ciliadas são capazes de transformar o estímulo de posição e de movimento da cabeça em impulso elétrico. O movimento e a mudança na posição da cabeça levam a inclinação dos cílios destas células. A inclinação dos cílios, por sua vez, pode levar a uma despolarização ou hiperpolarização das células, e esta informação é transmitida para o nervo vestibular. Vias vestibulares: Para cada uma das funções do sistema vestibular há uma via correspondente, de tal forma que para estabilizar a imagem na retina há o reflexo vestíbulo-ocular, para o controle postural existem as vias vestíbulo-espinhais e retículo-espinhais e para a percepção de movimento e de posição da cabeça no espaço a informação vestibular chega a áreas específicas do córtex cerebral. 3. Explique a integração entre audição e equilíbrio. O ouvido interno possui um receptor de equilíbrio: o órgão vestibular está localizado dentro do osso temporal, próximo ao aparelho auditivo (cóclea). É responsável por manter o equilíbrio e a orientação no espaço, consiste em um labirinto membranoso dentro do labirinto ósseo. O labirinto membranoso é formado por três canais semicirculares perpendiculares (horizontal, superior e posterior) e dois órgãos otólitos (utrículo e sáculo), preenchidos por endolinfa e circundados por perilinfa, muito semelhante ao órgão auditivo. As informações sensoriais provenientes do ouvido interno e dos receptores somatossensoriais encontrados nas articulações e nos músculos transmitem ao cérebro a localização das diferentes partes do corpo, umas em relação às outras e em relação ao ambiente externo. Equilíbrio estático: manutenção da posição do corpo (principalmente da cabeça) em relação à força da gravidade. Os movimentos corporais que estimulam os receptores do equilíbrio estático incluem rotação da cabeça e aceleração e desaceleração linear. Equilíbrio dinâmico: manutenção da posição corporal (principalmente da cabeça) em resposta a movimentos súbitos como a aceleração ou a desaceleração rotacionais. ♡ Ex: Quando o corpo é movido dentro de um elevador ou em um carro que acelera ou desacelera. 4. Sobre as alterações auditivas, entenda: a. Causas b. Diagnóstico c. Tratamento Vias condutoras de som para a orelha interna Existem 2 vias de condução: ♡ Condução óssea (envolve a vibração do crânio que estimula diretamente a orelha interna e desvia das orelhas média e externa). 9 ♡ Condução aérea (envolve os sons que seguem pelo ar das orelhas externa e média até a orelha interna). ↪ Na orelha normal, a condução aérea é maior do que a condução óssea. Perda Auditiva A perda auditiva é definida a partir de um limiar pré estabelecido de 25 decibéis (dB) de nível de pressão sonora, em adultos. Quanto ao grau, ela pode ser classificada em: ♡ Leve: limiares auditivos entre 25 e 40 dB. ♡ Moderada: limiares auditivos entre 41 e 70 dB. ♡ Severa: limiares auditivos entre 71 e 90 dB. ♡ Profunda: limiares auditivos > 90 dB. Sintomas da perda auditiva Pedir aos outros para que repita o que falaram, a pessoa deixa a TV em volume mais alto do que os outros, dificuldades para entender conversas em lugares com muito barulho, dificuldade em acompanhar conversas em grupo e dificuldade em identificar de onde os sons estão vindo. Tipos de perda auditiva Perda auditiva/hipoacusia: diminuição da percepção sonora pelo indivíduo. A causa desta perda pode ser condutiva, neurossensorial ou mista, podendo ser de etiologia usual, como: perfuração timpânica, otite média, otosclerose, impactação de cerúmen que é comum em pacientes idosos. Perda da Audição Condutiva: há lesão envolvendo a orelha média. Um dano à orelha externa produziria o mesmo resultado. Comprometimento das estruturas físicas do ouvido que conduzem o som para a cóclea. Causas: − Otite média aguda (OMA). − Otite média com efusão (OME). − Otite média crônica (OMC). − Otosclerose. − Disjunção de cadeia ossicular. − Estenose de MEA (meato acústico externo). − Tampão de cerume (no meato acústico externo, que abafa o som). Otite média: a inflamação acontece no ouvido médio, onde a estrutura da membrana timpânica é acometida. É muito comum acontecer na infância. Osteosclerose: formação de um osso esponjoso ao redor da janela oval, que imobiliza o estribo. Perda da AudiçãoNeurossensorial: a patologia que causa a perda envolve a orelha interna-cóclea (responsável pela transdução da onda sonora em estímulos elétricos para SNC) ou o nervo coclear. Causas − Genética. − Induzida por ruído (exposição continuada a níveis de pressão sonora elevados). − Ototoxicidade. − Presbiacusia. − Autoimunes. − Infecciosas (pré ou pós-natais): caxumba, sarampo, meningite, rubéola, CMV (citomegalovírus), toxoplasmose, sífilis. − Metabólicas e vasculares: HAS, DM, hipercolesterolemia, disfunção tireoideana. − Doença de Ménière. − Schwanoma vestibular. −Doenças neurológicas. – Traumatismo. – Anóxia. Sintomas: Perda auditiva das frequências maiores por condução aérea e por condução óssea, recrutamento (intensificação anômala da percepção da sonoridade, à medida que a intensidade do som aumenta) e ocasionalmente zumbido. 10 Principais efeitos do envelhecimento sobre o mecanismo auditivo: A atrofia e desaparecimento das células da orelha interna, calcificação das membranas na orelha interna, degeneração e perda das células ganglionares e suas fibras no oitavo nervo craniano, oclusão do canal do oitavo nervo craniano, com destruição de fibras nervosas, redução de células em áreas auditivas corticais. Presbiacusia: causa mais comum, perda da capacidade de perceber ou discriminar sons que ocorre com o avanço da idade. Surdez súbita: Perda auditiva neurossensorial idiopática, igual ou maior que 30 dB, acometendo pelo menos três frequências consecutivas, de instalação súbita ocorrendo em até três dias. Pode estar relacionada a uma infecção viral, bacteriana, imunológica, neoplásica, neurológica. Diagnóstico Dois testes de diapasão podem ser usados para determinar os tipos de surdez. ♡ Teste de Weber: a haste de um diapasão (vibrando) é colocada na linha média da cabeça, e o paciente indica em qual ouvido o tom é mais alto. Na perda auditiva condutiva unilateral, o tom é mais alto na orelha com perda auditiva. Na perda auditiva neurossensorial unilateral, o tom é mais alto na orelha normal, porque o diapasão estimula ambas as orelhas internas igualmente e o paciente percebe o estímulo com a orelha sadia. ♡ Teste de Rinne: compara-se a audição por condução óssea com a audição por condução de ar. A haste de um diapasão é mantida contra a mastóide (por condução óssea); logo que o som não é mais percebido, a haste é removida da mastóide e o diapasão, ainda vibrando, é mantido perto do pavilhão auricular (por condução aérea). Normalmente, o som do diapasão ainda pode ser ouvido, indicando que a via respiratória é melhor do que a condução óssea. Com a perda auditiva condutiva acima de 25 dB, a relação é invertida; condução óssea é mais alta do que por via respiratória. Com a perda auditiva neurossensorial, ambos os tempos são reduzidos, mas a audição por via respiratória permanece melhor. Audiometria: Exame que avalia a capacidade do paciente para ouvir sons. Geralmente esse exame é pedido quando, numa consulta médica, o paciente ou seus familiares alegam que ele está “ouvindo pouco”, mas pode servir também para complementar outros diagnósticos (traumas, infecções, condições hereditárias, entre outras). Existem 2 principais tipos de audiometria: ♡ Audiometria Tonal: avalia as respostas do paciente à tons puros, emitidos em diversas frequências, detectando assim o grau e o tipo de perda auditiva. ♡ Audiometria Vocal: avalia o limiar de recepção de fala (SRT) e o índice de reconhecimento de palavras faladas. O SRT é a medida da intensidade na qual a fala é reconhecida. Tratamento ♡ Aparelhos auditivos/prótese auditiva acústica: é um pequeno dispositivo que deve ser colocado diretamente no ouvido para ajudar a ampliar o volume dos sons, qualquer idade, sendo muito comum em idosos que perdem a capacidade auditiva por causa do envelhecimento. Tem vários tipos, de uso interno ou externo à orelha, compostos por microfone, amplificador de som e auto-falante, o que aumenta o som para chegar ao ouvido. Possibilidade de usar em um ouvido ou nos dois. É necessário ir ao otorrinolaringologista e fazer exames de audição, como o audiograma, para saber qual o grau de surdez, que pode ser leve ou profunda, e escolher o dispositivo mais adequado. 11 ♡ Implantes: é utilizado em casos graves de surdez sensorioneural, eletrodos estimulatórios implantados no córtex auditivo, nos núcleos cocleares, no nervo coclear ou mais comumente na cóclea, onde estimulam as fibras do nervo coclear. Funcionamento: um microfone externo capta os sons ambientais que são baseados em frequências e transmitidos a um receptor implantado no tecido subcutâneo e conectado a um dispositivo estimulador multieletrodos miniaturizado implantado na cóclea. Sons de frequências distintas levam à ativação elétrica diferencial dos eletrodos estimuladores do implante coclear, resultando na ativação seletiva dos axônios do nervo coclear. Os axônios ativados no nervo coclear transmitem sinais de potencial de ação para dentro do encéfalo, onde são reconhecidos como som. A “audição” por meio de um implante coclear difere da audição normal e requer que os pacientes implantados reaprendam a traduzir os sons novos em conversa. Referência: Instituto Brasileiro do Sono - Otorrinolaringologia; Tipos de Perda Auditiva – 2020 UNA SUS UFMA ; UFGRS Avaliação Audiológica Básica; Manual MSD. 5. Sobre as alterações do equilíbrio, entenda: a. Causas b. Diagnóstico c. Tratamento Labirintite: É uma infecção do labirinto, que está localizado na parte mais interna do ouvido e serve para controlar a audição e o equilíbrio. Quando o labirinto está inflamado, a informação que ele manda ao cérebro fica alterada, provocando tonturas ou dando a impressão de que a pessoa está em movimento quando no real está parada. Complicação de otite média aguda ou crônica e pode ser serosa ou purulenta. ↪ A principal via de disseminação da infecção da orelha média e mastoide para a orelha interna se faz pela membrana da janela redonda. ■ Labirintite serosa: acontece pela disseminação de toxinas inflamatórias para a orelha interna. Não há presença de secreção purulenta ou bactéria, trata-se de uma inflamação estéril. Clinicamente se apresenta com vertigem, perda auditiva e zumbido. Geralmente, o paciente se recupera sem nenhuma ou com pouca sequela, porém pode haver perda auditiva neurossensorial residual. ■ Labirintite supurativa: na labirintite supurativa ocorre disseminação da infecção à orelha interna, com presença de bactérias, levando a lesões vestibulares e cocleares importantes e irreversíveis. O quadro clínico costuma ser bem mais grave do que o anteriormente descrito, sendo considerada uma das complicações mais incapacitantes, com vertigem intensa, náuseas e vômitos associados a perda auditiva profunda e zumbido. Observa-se nistagmo horizontal espontâneo para o lado da orelha afetada, geralmente presente na fase aguda inicial. Nas fases mais avançadas, pode ocorrer a inversão do nistagmo. Sinais e sintomas (+grave) • Início súbito de perda auditiva leve a moderada e ocasionalmente vertigem. • Perda auditiva neurossensorial profunda, otalgia, náuseas, febre, êmese e vertigem ou falta de coordenação em crianças (“desajeitadas”). • Coexiste com a OMA, otite média supurativa crônica, colesteatoma ou meningite. • Nistagmo na direção da orelha acometida ou para fora dela quando há hipofunção vestibular. • Pode progredir para paralisia facial, meningite e outras complicações intracranianas. Podem ocorrer três estágios evolutivos: ♡ Estágio agudo com secreção purulenta no espaço perilinfático e posteriormente endolinfático. ♡ Estágio fibroso caracterizado por proliferação fibroblástica. 12 ♡ Estágio de ossificação, ocorrendo formação osteoblástica “osso osteóide” e posteriormente mineralização. No contexto deinfecções da orelha média, infecções bacterianas podem invadir através da janela redonda, causando labirintite supurativa aguda. Do labirinto, as bactérias ganham acesso ao aqueduto coclear, formando um conduto entre a perilinfa e o LCS, resultando em infiltração meníngea. É importante diagnosticar e tratar a labirintite precocemente, a fim de prevenir o desenvolvimento subsequente de meningite. Patógenos comuns: S. pneumoniae, H. influenza e Moraxella Labirintite viral: caracteriza-se por uma variedade de doenças com diferentes manifestações clínicas. Embora o labirinto membranoso seja uma estrutura contínua, as infecções virais não afetam todo o epitélio neurossensorial de forma universal. Graças à inacessibilidade das estruturas da cápsula ótica, a cultura e patologia definitivas só podem ser feitas à necropsia. A sorologia nas fases aguda e de convalescença têm sido usadas para sugerir o diagnóstico. Algumas doenças parecem acometer a orelha interna sem outros efeitos sistêmicos. Diagnóstico Audiograma e TC apenas ante a suspeita de outras complicações intratemporais ou intracranianas. Cultura de líquido da orelha média com otorreia; uma miringotomia ou timpanocentese também são essenciais. A maior gravidade da labirintite supurativa torna obrigatória a realização de audiograma, cultura da fonte otogênica ou meningogênica bem como TC dos ossos temporais e do cérebro para excluir outras complicações. Tratamento Durante a crise, é difícil distinguir os dois tipos de labirintite, o que só é possível retrospectivamente, após a resolução do quadro. Por isso é prudente considerar potencialmente grave qualquer caso de vertigem associada à otite média. Antibioticoterapia endovenosa é iniciada o mais breve possível, com drogas que atravessem a barreira hematoencefálica, associada a antieméticos e antivertiginosos. Corticosteróides também têm sido utilizados visando à redução do dano à orelha interna. O tratamento cirúrgico pode ser indicado de imediato para resolução do processo infeccioso da orelha média (miringotomia ou timpanomastoidectomia) e para coleta de material para cultura. A reabilitação vestibular pode ser de grande valor, às vezes ainda durante a internação hospitalar. 1.Prevenir a progressão da doença para a labirintite supurativa. 2.Resolução da doença infecciosa subjacente. •Tratamento da OMA subjacente, da otite média supurativa crônica ou do colesteatoma com antibióticos apropriados de acordo com a cultura. •Se não houver secreção na orelha média, será aconselhável miringotomia com colocação de um tubo de ventilação. Referência Otorrinolaringologia, Associação Brasileira D. Tratado de Otorrinolaringologia. (3rd edição). Lalwani, Anil K. CURRENT Otorrinolaringologia - cirurgia de cabeça e pescoço. (3rd edição). ; Lee, K. J. Princípios de otorrinolaringologia. (9th edição). 13 6. Compreenda sobre o uso de EPI para audição e sua portaria. Perfil de morte e adoecimento relacionado ao trabalho A saúde dos trabalhadores é condicionada por fatores sociais, econômicos, tecnológicos e organizacionais relacionados ao perfil de produção e consumo, além de fatores de risco de natureza físicos, químicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos presentes nos processos de trabalho particulares. Essa complexidade exigiu a criação de uma Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNSST), visando buscar a integralidade e articulação das ações desenvolvidas, estabelecer diretrizes, responsabilidades institucionais, financiamento, gestão, acompanhamento e controle social nesse campo. De modo esquemático, pode-se dizer que o perfil de morbimortalidade dos trabalhadores no Brasil, na atualidade, caracteriza-se pela coexistência de : - agravos que têm relação com condições de trabalho específicas, como os acidentes de trabalho típicos e as “doenças profissionais”; - doenças que têm sua freqüência, surgimento ou gravidade modificados pelo trabalho, denominadas “doenças relacionados ao trabalho” e; - doenças comuns ao conjunto da população, que não guardam relação de causa com o trabalho, mas condicionam a saúde dos trabalhadores. A perda auditiva devido à exposição ao ruído é um dos riscos ocupacionais mais comuns. A perda auditiva ocorre lentamente e geralmente não leva à surdez completa, mas a perda auditiva é prejudicada de forma significativa e irreversível. As máquinas são a fonte mais comum de ruído no ambiente de trabalho. Prevenção: utilizar proteção auditiva, como equipamentos de proteção individual (EPI). A norma regulamentadora nº 07 (NR-07) estipula que todos os trabalhadores expostos a ruídos acima de 85 decibéis (dB) deverão realizar teste auditivo no momento da admissão. O teste deve ser repetido seis meses após o início do trabalho e, a partir de então, todos os anos. A lei do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) faz parte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e é um importante instrumento de proteção da segurança do trabalhador. O descumprimento desta lei pode acarretar multas onerosas para o empregador. O Certificado de Aprovação (CA) dos EPI, instituído na Lei n.º 6.514/77 da CLT, encontra-se regulamentado pela Norma Regulamentadora n° 6 (NR-6 - Equipamentos de Proteção Individual). EPI: Todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Cabe ao empregador quanto ao EPI : a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas situações previstas no subitem 1.5.5.1.2 da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, observada a hierarquia das medidas de prevenção; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. Cabe ao empregado quanto ao EPI: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda, limpeza e conservação; 14 c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Referência: planalto.gov.br; Normas Legais – Legislação; BVSMS - GOV 15