Logo Passei Direto
Buscar

SP 7 Caminhando no vazio

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FERNANDA RODRIGUES 
SP 7 — “Caminhando no vazio” 
 
1. Sobre a audição entenda: 
a. Anatomia b. Fisiologia 
 
Audição 
A audição é a capacidade que temos de perceber os 
sons. 
 
Anatomia da orelha 
 
A orelha é dividida em 3 regiões principais: 
 
♡ Orelha externa (coleta as ondas sonoras e 
direciona para dentro). 
♡ Orelha média (transmite as vibrações sonoras 
para a janela do vestíbulo). 
♡ Orelha interna (aloja os receptores para a 
audição e equilíbrio). 
 
 
Orelha externa 
A orelha externa consiste em 3 estruturas: a aurícula 
( ou pavilhão auricular) , meato acústico externo e 
tímpano. 
Aurícula 
Corresponde basicamente a uma cartilagem que é 
coberta por pele, formando uma “concha”, que 
permite capturar o som vindo de uma área externa. A 
margem da aurícula é a hélice e a parte inferior, o 
lóbulo. 
 
Meato Acústico Externo (Canal auditivo) 
É a entrada para o ouvido interno e estende-se cerca 
de 2,5 cm para o lado interno do crânio ( o osso 
temporal) até terminar na membrana timpânica, 
também conhecido como tímpano. 
 
Próximo à abertura externa, o meato acústico 
externo contém alguns pelos e glândulas 
sudoríparas especializadas, denominadas 
glândulas ceruminosas, que secretam cera de 
ouvido ou cerume. 
 
Orelha média 
A orelha média é uma pequena cavidade cheia de ar 
(cavidade timpânica), na porção petrosa do osso 
temporal, que é revestida por epitélio. Ela é separada 
da orelha externa pela membrana timpânica, e da 
orelha interna por uma fina partição óssea que 
contém duas pequenas aberturas: a janela do 
vestíbulo e a janela da cóclea. 
Estendendo-se através da orelha média e ligados a 
ela, estão os três menores ossos do corpo, os 
ossículos auditivos: 
♡ Martelo. 
♡ Bigorna. 
♡ Estribo. 
 
O cabo do martelo prende-se à superfície interna da 
membrana timpânica; a cabeça do martelo 
articula-se com o corpo da bigorna. A bigorna, o 
osso do meio da série, articula-se com a cabeça do 
estribo. A base do estribo encaixa-se na janela do 
vestíbulo (oval). 
Diretamente abaixo da janela oval, há outra abertura, 
a janela da cóclea (redonda), que é cercada pela 
membrana timpânica secundária. 
1 
 
Além dos ligamentos, dois minúsculos músculos 
esqueléticos também ligam-se aos ossículos. 
 
O músculo tensor do tímpano, que é suprido pelo 
ramo mandibular do nervo trigêmeo (V), limita o 
movimento e aumenta a tensão no tímpano para 
evitar danos à orelha interna por ruídos altos. O 
músculo estapédio, suprido pelo nervo facial (VII), 
é o menor músculo esquelético do corpo humano; ao 
amortecer grandes vibrações do estribo causadas 
por ruídos altos, o estapédio protege a janela do 
vestíbulo, mas também diminui a sensibilidade da 
audição. 
 
 
 
 
 
 
 
Tuba Auditiva 
A tuba auditiva comunica a cavidade timpânica com 
a nasofaringe. Ela é responsável por igualar a 
pressão da orelha média com a pressão atmosférica, 
permitindo assim, que o tímpano se mova 
livremente. 
 
Orelha interna: 
A orelha interna também é chamada de labirinto por 
causa de sua série complicada de canais. 
 
Estruturalmente, ela é formada por duas divisões 
principais: 
♡ um labirinto ósseo externo que encapsula. 
♡ um labirinto membranáceo interno. 
 
 
 
Labirinto Ósseo e Labirinto Membranáceo 
O labirinto ósseo é formado por uma série de 
cavidades na parte petrosa do temporal divididas em 
três áreas: 
(1) os canais semicirculares — está ântero superior 
ao vestíbulo. São 3 canais: Canal semicircular 
anterior (verticalmente), posterior 
(verticalmente) e lateral (horizontalmente). Na 
extremidade de cada canal encontra-se um 
alargamento chamado de ampola. 
(2) o vestíbulo — parte central oval do labirinto 
ósseo. 
(3) a cóclea — é revestida por periósteo e contém 
perilinfa (semelhante ao líquido cerebroespinhal) 
que reveste o labirinto membranáceo. 
 
O labirinto ósseo é revestido por periósteo e 
contém a perilinfa. Esse líquido reveste o 
labirinto membranáceo, uma série de sacos e 
tubos epiteliais dentro do labirinto ósseo que têm 
o mesmo formato geral do labirinto ósseo, 
2 
abrigando os receptores para a audição e o 
equilíbrio. O labirinto membranáceo epitelial 
contém a endolinfa. 
 
 
O labirinto membranáceo é formado por uma série 
de sacos e ductos comunicantes que estão suspensos 
no labirinto ósseo. 
↪ É formado por dois sacos chamados de utrículo e 
sáculo (estruturas localizadas no vestíbulo), que são 
conectados por um ducto. 
↪ Contém em seu interior a endolinfa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cóclea 
A cóclea é um canal espiral ósseo (anteriormente ao 
vestíbulo), que realiza 3 voltas ao redor de um 
núcleo central chamado de modíolo. Dividida em 3 
canais: 
I. Ducto coclear (endolinfa). 
II. Rampa do vestíbulo (perilinfa). 
III. Rampa do tímpano (perilinfa). 
 
A membrana vestibular (Membrana de Reissner) 
separa o ducto coclear da rampa do vestíbulo e a 
lâmina basilar (membrana basilar) separa o ducto 
coclear da rampa do vestíbulo. 
↪ Na superfície da membrana basilar encontra-se 
o órgão espiral ou órgão de Corti (o qual está 
cheio de células eletromecanicamente sensíveis, 
as células ciliadas). Essas células geram impulsos 
nervosos em resposta às vibrações sonoras. 
 
Natureza das ondas sonoras 
Para entender a fisiologia da audição, é importante 
entender seus estímulos, que acontecem na forma de 
ondas sonoras. 
♡ As ondas sonoras são regiões alternadas de alta 
e baixa pressão que percorrem na mesma direção 
através de algum meio (como o ar). 
♡ A frequência de uma vibração sonora é o seu 
tom. Ou seja, quanto maior a frequência de 
vibração, maior será o tom. 
♡ Toda a faixa audível estende-se de 20 a 20 mil 
Hz. 
 
3 
Quando o labirinto membranáceo se 
encontra dentro dos canais semicirculares 
ósseos, eles são chamados de ductos 
semicirculares, que se conectam ao 
utrículo do vestíbulo. 
♡ A amplitude é a intensidade da vibração. Ou 
seja, quanto maior a intensidade (tamanho ou 
amplitude) da vibração, mais alto é o som. 
♡ A intensidade do som é medida em unidades 
denominadas decibéis (dB). 
♡ O limiar auditivo – o ponto em que um 
jovem adulto médio consegue distinguir o som 
do silêncio – é definido como 0 dB a 1 mil Hz. 
 
Fisiologia e bioeletrogênese da audição 
 
Transdução auditiva 
A transdução é o caminho percorrido pelas ondas 
sonoras desde a captação na orelha, passando por 
estruturas no ouvido, até a conversão para sinal 
elétrico no ouvido interno em direção ao córtex 
auditivo. 
 
 
✤ Primeiramente, a orelha média capta o som e o 
encaminha até a membrana timpânica. 
✤ O som emitido por uma fonte é coletado pelo 
pavilhão auricular (orelha), encaminhado pelo canal 
auditivo externo e amplificado pelo mesmo até a 
membrana do tímpano (uma membrana em forma de 
concha que vibra de acordo com as vibrações 
recebidas pelo ar e suas frequências), provocando a 
vibração desta. 
 
OBS: A membrana vibra lentamente em resposta 
a sons de baixa frequência (tons baixos) e 
rapidamente a sons de altas frequências (tons 
altos). 
 
 
✤ No ouvido médio, as vibrações são transmitidas 
do tímpano até um composto formado por 3 
ossículos (martelo, bigorna e estribo), permitindo a 
vibração do conjunto de ossos. A vibração passa por 
eles e segue até o ouvido interno. 
✤ Antes de chegar ao ouvido interno, o estímulo 
sonoro passa pelo martelo, depois pela bigorna e por 
último no estribo. A base do estribo vibra na região 
membranosa do labirinto, chamada de janela 
redonda. As vibrações partem da janela oval para a 
perilinfa para serem levadas até a cóclea. 
✤ As janelas ovais e redondas permitem o 
rompimento da inércia da perilinfa. 
✤ Conforme a lâmina basilar vibra, os estereocílios 
no ápice da célula ciliada dobram-se para frente e 
para trás e deslizam uns contra os outros. 
✤ A transdução do sinal dá início com a vibração 
do órgão de corti, causada pelo líquido no interior 
dos ductos vestibular e timpânico. As células 
sensoriais do órgão de corti são chamadas de células 
ciliares (porqueapresentam pequenos cílios na sua 
região superior) que são movimentados com a 
vibração do líquido. 
✤ O movimento destes pequenos cílios param os 
sinais elétricos das células ciliadas que serão levadas 
até o cérebro através do nervo vestíbulococlear 
também conhecido como nervo auditivo, 
posteriormente interpretado pelo cérebro 
transformando esses sinais em sensação sonora, o 
sinal desencadeado pelo movimento dos cílios é 
consequência da abertura de canais de íons nas 
células ciliadas. 
✤ A curvatura de um cílio por tempo suficiente 
acarreta na abertura de cílios vizinhos devido a 
presença de conexões laterais que unem os cílios, 
quando a vibração é percebida, um cílio desliza 
sobre o cílio vizinho proporcionando a abertura de 
canais de íons, a abertura dos canais levam a entrada 
de principalmente Ca (Cálcio) e K (Potássio). 
✤ Esse fluxo permite que a membrana das células 
ciliadas sejam despolarizadas levando a transdução 
do sinal elétrico decorrente da curvatura dos cílios, o 
sinal é dessa forma finalmente enviado ao cérebro. 
 
 
4 
Resumo: 
1. O pavilhão direciona as ondas sonoras para o 
meato acústico externo – até a membrana timpânica. 
2. As ondas sonoras alternadas de alta e baixa 
pressão no ar, promovem a vibração da membrana 
timpânica para frente e para trás, produzindo sons 
graves e agudos. 
3. A área central da membrana timpânica se conecta 
ao martelo, que vibra junto com a membrana 
timpânica. Essa vibração é transmitida do martelo 
para a bigorna e depois para o estribo. 
4. Conforme o estribo se move para frente e para 
trás, sua placa basal de formato oval, que é fixada 
por meio de um ligamento à circunferência da janela 
do vestíbulo, faz vibrar essa janela. 
5. O movimento do estribo na janela do vestíbulo 
provoca ondas de pressão na perilinfa da cóclea — 
conforme a janela do vestíbulo (oval) é empurrada 
para dentro, ela empurra a perilinfa da rampa do 
vestíbulo. 
6. As ondas de pressão são transmitidas da rampa do 
vestíbulo para a rampa do tímpano e, eventualmente, 
para a janela da cóclea, fazendo com que ela 
projete-se para fora na orelha média. 
7. Conforme as ondas de pressão deformam as 
paredes da rampa do vestíbulo e da rampa do 
tímpano, elas também empurram a membrana do 
vestíbulo para frente e para trás, criando ondas de 
pressão na endolinfa dentro do ducto coclear. 
8. As ondas de pressão da endolinfa fazem com que 
as membranas basilares vibrem, com isso elas 
promovem o movimento das células ciliadas do 
órgão espiral contra a membrana tectória (ligadas 
aos estereocílios), gerando assim, impulsos nervosos 
nos neurônios de 1ª ordem nas fibras cocleares. 
(DESPOLARIZAÇÃO) 
 
 
 
Via auditiva 
→ A via auditiva é o caminho percorrido pelas 
informações auditivas das células ciliadas no órgão 
espiral para o encéfalo, onde ocorre o 
processamento. 
→ A liberação do neurotransmissor das células 
ciliadas do órgão espiral gera, por fim, impulsos 
nervosos nos neurônios auditivos de primeira ordem 
que inervam as células ciliadas. 
♡ Os axônios desses neurônios formam a parte 
coclear do nervo vestibulococlear (VIII). 
→ Esses axônios fazem sinapse com neurônios nos 
núcleos cocleares no bulbo. 
→ Alguns dos axônios dos núcleos cocleares cruzam 
na medula, ascendem em um trato chamado 
lemnisco lateral no lado oposto e terminam no 
colículo inferior do mesencéfalo, já outros 
terminam no núcleo olivar superior da ponte. 
→ De cada colículo inferior, os axônios estendem-se 
até o núcleo geniculado medial do tálamo. 
→ Os neurônios no tálamo, por sua vez, projetam 
axônios para o córtex auditivo primário no lobo 
temporal do cérebro, onde ocorre a percepção 
consciente do som. 
5 
 
Referência: 
TORTORA, G. J. et al. Princípios de 
anatomia e fisiologia. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2002. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/r
eader/books/9788527739368/epubcfi/6/54
[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9
[%C3%ADbr%2Cio] 
 
2. Sobre o equilíbrio, entenda: 
a. Anatomia b. Fisiologia 
 
O equilíbrio pode ser definido como a capacidade do 
corpo de controlar o centro de massa em relação à 
base de apoio e à gravidade. 
 
Movimentos do corpo que estimulam os 
receptores para o equilíbrio 
 
Aceleração ou desaceleração linear 
↪ Carro sai disparado ou para de repente. 
↪ Inclinar a cabeça para frente e para trás. 
Aceleração ou desaceleração angular 
↪ Quando a montanha russa faz uma curva rápida. 
♡ Juntos, os órgãos receptores para o equilíbrio 
são chamados de aparelho vestibular, que 
incluem: o sáculo, o utrículo e os ductos 
semicirculares. 
 
Órgãos otolíticos: utrículo e sáculo 
Os órgãos otolíticos são responsáveis por detectar a 
aceleração linear. 
↪ Cada um desses órgãos possui uma estrutura 
especializada chamada mácula, onde estão 
localizados os receptores sensoriais. 
 
Mácula 
A mácula é composta por células ciliadas, que 
atuam como receptores sensitivos, e células de 
sustentação. 
As células ciliadas na mácula possuem estereocílios, 
microvilosidades de altura graduada em sua 
superfície, e um cinocílio, um cílio convencional 
que se estende além do estereocílio mais longo. 
♡ Juntos, os estereocílios e o cinocílio formam o 
feixe piloso (fundamental para a transdução do 
estímulo mecânico em sinal elétrico). 
A mácula possui cristais denominados otocônias, 
que estão dentro de uma substância gelatinosa, 
denominada membrana dos estatocônios 
(otolítica). 
♡ Enquanto a mácula do utrículo está na 
posição horizontal (tornando-o particularmente 
sensível a movimentos no plano horizontal e à 
inclinações da cabeça), a mácula do sáculo está 
em uma posição vertical (tornando-o sensível à 
aceleração vertical). 
 
6 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/epubcfi/6/54[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter17]!/4/534/5:9[%C3%ADbr%2Cio
 
Canais Semicirculares 
Os canais semicirculares são de 3 tipos: 
♡ Lateral ou horizontal. 
♡ Superior ou anterior. 
♡ Posterior ou frontal. 
↪ Percebem o movimento de rotação. 
 
Cada canal semicircular possui uma região dilatada 
chamada AMPOLA. 
↪ Na ampola encontramos as células ciliadas que 
captam os movimentos angulares. 
Existe um “estojo” ósseo que faz a proteção do 
vestíbulo. Dentro do estojo ósseo existe uma 
estrutura membranosa que abriga um líquido rico em 
potássio e pobre em sódio e cálcio, a ENDOLINFA. 
 
O vestíbulo (sáculo e utrículo) são formados pela 
MÁCULA e contém “pedrinhas” ou cristais a qual 
denominamos de OTOCÔNIAS dentro de uma 
substância gelatinosa. Também são células com 
cílios. 
 
 
 
 
 
 
 
Fisiologia 
Quando um indivíduo anda, a estrutura gelatinosa se 
movimenta, os cílios defletem (os pequenos – 
estereocílios - caem sobre os cílios grandes – 
cinocílios), os canais de potássio são abertos para 
que ele entre nas células, gerando um potencial de 
ação que despolarizará a célula, formando um 
impulso nervoso. A informação vai para o SNC que 
fará a interpretação do movimento. 
 
 
 
♡ Se o indivíduo girar a cabeça para a direita, a 
endolinfa se movimentará para o lado contrário, a 
esquerda, e o labirinto do lado direito que sofrerá a 
despolarização enquanto o do lado esquerdo estará 
em hipofunção e vice-versa. O funcionamento 
adequado dos 2 labirintos é importante para o 
equilíbrio pois eles atuam em conjunto. 
7 
Cinetose: É quando a pessoa tem problema nos 
utrículos e canais semicirculares, gerando enjoo em 
viagens principalmente de carro e barco. 
OBS: O potencial de membrana da célula ciliada 
depende da inclinação destes cílios, da seguinte 
maneira: a inclinaçãodos cílios na direção do 
cinocílio leva a uma despolarização de membrana e 
na direção contrária à hiperpolarização. 
OBS: A endolinfa, devido à inércia, se desloca na 
direção oposta, e este deslocamento provoca a 
deflexão da cúpula com consequente inclinação 
dos cílios. 
 
No trajeto ao SNC, a informação chegará ao núcleo 
vestibular no tronco encefálico, depois ao núcleo do 
nervo abducente e, por último, ao núcleo do nervo 
oculomotor que desencadeará o estímulo aos 
músculos da visão denominado REFLEXO 
VESTÍBULO-OCULAR. 
Esse reflexo tem o objetivo de manter a fixação dos 
olhos para evitar o desequilíbrio e a possível queda. 
Os olhos acompanham o lado do movimento 
cefálico. 
 
Para manter a imagem estável durante movimentos 
rápidos, o VOR desencadeia movimentos oculares 
na mesma velocidade e na direção oposta aos 
movimentos da cabeça, ou seja, o VOR desencadeia 
movimentos dos olhos que contrabalançam os 
movimentos da cabeça. Por se tratar de um arco 
reflexo de 3 neurônios – gânglio vestibular, núcleo 
vestibular e núcleos motores oculares – apresenta 
características que tornam sua atuação possível com 
movimentos bastante rápidos. 
 
As informações do labirinto são transmitidas pelos 
neurônios do nervo vestibular até o complexo 
nuclear vestibular – núcleo vestibular medial, 
lateral, superior e inferior – localizados na região 
dorso-lateral da transição bulbo-pontina, no 
assoalho do IV ventrículo. 
 
Do núcleo vestibular saem fibras que através do 
fascículo longitudinal medial, brachium 
conjuntivum e via tegmental ventral alcançam os 
núcleos dos nervos motores oculares: oculomotor, 
troclear e abducente. 
 
 
Também existe o REFLEXO 
VESTÍBULO-ESPINAL que visa tonificar os 
músculos para evitar a perda do equilíbrio. 
 
Uma das funções do sistema vestibular é a 
orientação estática e a percepção de movimento. 
Como estes são aspectos conscientes, é de se esperar 
que a informação vestibular alcance o córtex 
cerebral. Atualmente, sabe-se que dos núcleos 
vestibulares partem aferências para o tálamo e 
córtex, que são responsáveis pela orientação estática 
e percepção de movimento. 
 
No entanto, ao contrário de áreas corticais 
relacionadas à visão, audição, olfato e sensibilidade, 
não se acredita que exista uma região cortical 
vestibular primária. Para percepção da cor de um 
objeto, por exemplo, a visão é a única aferência 
necessária, mas para percepção estática e de 
movimento participam, além do sistema vestibular, 
os sistemas visual e proprioceptivo, o que torna essa 
função a princípio multissensorial. 
 
Revisão 
 
Embora possa parecer complexo, o sistema 
vestibular pode ser didaticamente descrito como os 
outros sistemas sensoriais. 
Esta complexidade se deve a dois fatos: 
(1) O sistema vestibular tem três funções: 
estabilização da imagem na retina, controle postural 
e orientação estática e de movimento. 
(2) Em cada uma destas funções, o sistema 
vestibular é auxiliado por outros sistemas, ou seja, 
nenhuma destas funções é exclusivamente vestibular. 
 
Estrutura dos receptores: O labirinto é composto 
por 3 canais semicirculares e dois órgãos otolíticos 
(utrículo e sáculo) e está localizado no osso 
temporal. Enquanto os canais semicirculares 
percebem movimentos de rotação, os órgãos 
otolíticos percebem movimentos de aceleração linear 
e mudança na posição da cabeça. 
8 
Na cúpula dos canais semicirculares e na mácula dos 
órgãos otolíticos existem células ciliadas 
responsáveis pela percepção de movimento e de 
posição da cabeça no espaço. 
 
Transformação do estímulo mecânico em impulso 
elétrico: As células ciliadas são capazes de 
transformar o estímulo de posição e de movimento 
da cabeça em impulso elétrico. O movimento e a 
mudança na posição da cabeça levam a inclinação 
dos cílios destas células. A inclinação dos cílios, por 
sua vez, pode levar a uma despolarização ou 
hiperpolarização das células, e esta informação é 
transmitida para o nervo vestibular. 
 
Vias vestibulares: Para cada uma das funções do 
sistema vestibular há uma via correspondente, de tal 
forma que para estabilizar a imagem na retina há o 
reflexo vestíbulo-ocular, para o controle postural 
existem as vias vestíbulo-espinhais e 
retículo-espinhais e para a percepção de movimento 
e de posição da cabeça no espaço a informação 
vestibular chega a áreas específicas do córtex 
cerebral. 
 
 
 
 
 
 
 
3. Explique a integração entre audição e 
equilíbrio. 
O ouvido interno possui um receptor de equilíbrio: o 
órgão vestibular está localizado dentro do osso 
temporal, próximo ao aparelho auditivo (cóclea). É 
responsável por manter o equilíbrio e a orientação no 
espaço, consiste em um labirinto membranoso 
dentro do labirinto ósseo. O labirinto membranoso é 
formado por três canais semicirculares 
perpendiculares (horizontal, superior e posterior) e 
dois órgãos otólitos (utrículo e sáculo), preenchidos 
por endolinfa e circundados por perilinfa, muito 
semelhante ao órgão auditivo. 
 
As informações sensoriais provenientes do ouvido 
interno e dos receptores somatossensoriais 
encontrados nas articulações e nos músculos 
transmitem ao cérebro a localização das diferentes 
partes do corpo, umas em relação às outras e em 
relação ao ambiente externo. 
 
Equilíbrio estático: manutenção da posição do 
corpo (principalmente da cabeça) em relação à força 
da gravidade. Os movimentos corporais que 
estimulam os receptores do equilíbrio estático 
incluem rotação da cabeça e aceleração e 
desaceleração linear. 
Equilíbrio dinâmico: manutenção da posição 
corporal (principalmente da cabeça) em resposta a 
movimentos súbitos como a aceleração ou a 
desaceleração rotacionais. 
 
♡ Ex: Quando o corpo é movido dentro de um 
elevador ou em um carro que acelera ou desacelera. 
 
4. Sobre as alterações auditivas, 
entenda: 
a. Causas b. Diagnóstico c. Tratamento 
 
Vias condutoras de som para a orelha interna 
Existem 2 vias de condução: 
♡ Condução óssea (envolve a vibração do crânio 
que estimula diretamente a orelha interna e desvia 
das orelhas média e externa). 
9 
♡ Condução aérea (envolve os sons que seguem 
pelo ar das orelhas externa e média até a orelha 
interna). 
↪ Na orelha normal, a condução aérea é maior do 
que a condução óssea. 
 
Perda Auditiva 
A perda auditiva é definida a partir de um limiar pré 
estabelecido de 25 decibéis (dB) de nível de pressão 
sonora, em adultos. 
Quanto ao grau, ela pode ser classificada em: 
♡ Leve: limiares auditivos entre 25 e 40 dB. 
♡ Moderada: limiares auditivos entre 41 e 70 dB. 
♡ Severa: limiares auditivos entre 71 e 90 dB. 
♡ Profunda: limiares auditivos > 90 dB. 
Sintomas da perda auditiva 
Pedir aos outros para que repita o que falaram, a 
pessoa deixa a TV em volume mais alto do que os 
outros, dificuldades para entender conversas em 
lugares com muito barulho, dificuldade em 
acompanhar conversas em grupo e dificuldade em 
identificar de onde os sons estão vindo. 
 
Tipos de perda auditiva 
 
Perda auditiva/hipoacusia: diminuição da 
percepção sonora pelo indivíduo. A causa desta 
perda pode ser condutiva, neurossensorial ou mista, 
podendo ser de etiologia usual, como: perfuração 
timpânica, otite média, otosclerose, impactação de 
cerúmen que é comum em pacientes idosos. 
Perda da Audição Condutiva: há lesão 
envolvendo a orelha média. Um dano à orelha 
externa produziria o mesmo resultado. 
Comprometimento das estruturas físicas do ouvido 
que conduzem o som para a cóclea. 
 
Causas: 
− Otite média aguda (OMA). 
− Otite média com efusão (OME). 
− Otite média crônica (OMC). 
− Otosclerose. 
− Disjunção de cadeia ossicular. 
− Estenose de MEA (meato acústico externo). 
− Tampão de cerume (no meato acústico externo, 
que abafa o som). 
 
Otite média: a inflamação acontece no ouvido 
médio, onde a estrutura da membrana timpânica é 
acometida. É muito comum acontecer na infância. 
Osteosclerose: formação de um osso esponjoso ao 
redor da janela oval, que imobiliza o estribo. 
 
Perda da AudiçãoNeurossensorial: a patologia 
que causa a perda envolve a orelha interna-cóclea 
(responsável pela transdução da onda sonora em 
estímulos elétricos para SNC) ou o nervo coclear. 
 
Causas 
− Genética. 
− Induzida por ruído (exposição continuada a níveis 
de pressão sonora elevados). 
− Ototoxicidade. 
− Presbiacusia. 
− Autoimunes. 
− Infecciosas (pré ou pós-natais): caxumba, 
sarampo, meningite, rubéola, CMV 
(citomegalovírus), toxoplasmose, sífilis. 
− Metabólicas e vasculares: HAS, DM, 
hipercolesterolemia, disfunção tireoideana. 
− Doença de Ménière. 
− Schwanoma vestibular. 
−Doenças neurológicas. 
– Traumatismo. 
– Anóxia. 
 
Sintomas: 
 
Perda auditiva das frequências maiores por condução 
aérea e por condução óssea, recrutamento 
(intensificação anômala da percepção da sonoridade, 
à medida que a intensidade do som aumenta) e 
ocasionalmente zumbido. 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Principais efeitos do envelhecimento sobre o 
mecanismo auditivo: 
A atrofia e desaparecimento das células da orelha 
interna, calcificação das membranas na orelha 
interna, degeneração e perda das células 
ganglionares e suas fibras no oitavo nervo craniano, 
oclusão do canal do oitavo nervo craniano, com 
destruição de fibras nervosas, redução de células em 
áreas auditivas corticais. 
Presbiacusia: causa mais comum, perda da 
capacidade de perceber ou discriminar sons que 
ocorre com o avanço da idade. 
 
Surdez súbita: 
Perda auditiva neurossensorial idiopática, igual ou 
maior que 30 dB, acometendo pelo menos três 
frequências consecutivas, de instalação súbita 
ocorrendo em até três dias. Pode estar relacionada a 
uma infecção viral, bacteriana, imunológica, 
neoplásica, neurológica. 
 
Diagnóstico 
 
Dois testes de diapasão podem ser usados para 
determinar os tipos de surdez. 
♡ Teste de Weber: a haste de um diapasão 
(vibrando) é colocada na linha média da cabeça, e o 
paciente indica em qual ouvido o tom é mais alto. 
Na perda auditiva condutiva unilateral, o tom é 
mais alto na orelha com perda auditiva. Na perda 
auditiva neurossensorial unilateral, o tom é mais 
alto na orelha normal, porque o diapasão estimula 
ambas as orelhas internas igualmente e o paciente 
percebe o estímulo com a orelha sadia. 
♡ Teste de Rinne: compara-se a audição por 
condução óssea com a audição por condução de ar. 
 
A haste de um diapasão é mantida contra a 
mastóide (por condução óssea); logo que o som não 
é mais percebido, a haste é removida da mastóide e 
o diapasão, ainda vibrando, é mantido perto do 
pavilhão auricular (por condução aérea). 
Normalmente, o som do diapasão ainda pode ser 
ouvido, indicando que a via respiratória é melhor do 
que a condução óssea. 
Com a perda auditiva condutiva acima de 25 dB, a 
relação é invertida; condução óssea é mais alta do 
que por via respiratória. Com a perda auditiva 
neurossensorial, ambos os tempos são reduzidos, 
mas a audição por via respiratória permanece 
melhor. 
 
Audiometria: 
Exame que avalia a capacidade do paciente para 
ouvir sons. Geralmente esse exame é pedido quando, 
numa consulta médica, o paciente ou seus familiares 
alegam que ele está “ouvindo pouco”, mas pode 
servir também para complementar outros 
diagnósticos (traumas, infecções, condições 
hereditárias, entre outras). 
 
Existem 2 principais tipos de audiometria: 
 
♡ Audiometria Tonal: avalia as respostas do 
paciente à tons puros, emitidos em diversas 
frequências, detectando assim o grau e o tipo de 
perda auditiva. 
 
♡ Audiometria Vocal: avalia o limiar de recepção 
de fala (SRT) e o índice de reconhecimento de 
palavras faladas. O SRT é a medida da intensidade 
na qual a fala é reconhecida. 
 
Tratamento 
 
♡ Aparelhos auditivos/prótese auditiva acústica: 
é um pequeno dispositivo que deve ser colocado 
diretamente no ouvido para ajudar a ampliar o 
volume dos sons, qualquer idade, sendo muito 
comum em idosos que perdem a capacidade auditiva 
por causa do envelhecimento. Tem vários tipos, de 
uso interno ou externo à orelha, compostos por 
microfone, amplificador de som e auto-falante, o que 
aumenta o som para chegar ao ouvido. Possibilidade 
de usar em um ouvido ou nos dois. É necessário ir ao 
otorrinolaringologista e fazer exames de audição, 
como o audiograma, para saber qual o grau de 
surdez, que pode ser leve ou profunda, e escolher o 
dispositivo mais adequado. 
 
11 
♡ Implantes: é utilizado em casos graves de surdez 
sensorioneural, eletrodos estimulatórios 
implantados no córtex auditivo, nos núcleos 
cocleares, no nervo coclear ou mais comumente na 
cóclea, onde estimulam as fibras do nervo coclear. 
Funcionamento: um microfone externo capta os 
sons ambientais que são baseados em frequências e 
transmitidos a um receptor implantado no tecido 
subcutâneo e conectado a um dispositivo 
estimulador multieletrodos miniaturizado 
implantado na cóclea. Sons de frequências distintas 
levam à ativação elétrica diferencial dos eletrodos 
estimuladores do implante coclear, resultando na 
ativação seletiva dos axônios do nervo coclear. Os 
axônios ativados no nervo coclear transmitem sinais 
de potencial de ação para dentro do encéfalo, onde 
são reconhecidos como som. 
 
A “audição” por meio de um implante coclear 
difere da audição normal e requer que os pacientes 
implantados reaprendam a traduzir os sons novos 
em conversa. 
 
Referência: 
Instituto Brasileiro do Sono - Otorrinolaringologia; 
Tipos de Perda Auditiva – 2020 UNA SUS UFMA ; 
UFGRS Avaliação Audiológica Básica; Manual 
MSD. 
 
5. Sobre as alterações do equilíbrio, 
entenda: 
a. Causas b. Diagnóstico c. Tratamento 
 
Labirintite: 
É uma infecção do labirinto, que está localizado na 
parte mais interna do ouvido e serve para controlar 
a audição e o equilíbrio. Quando o labirinto está 
inflamado, a informação que ele manda ao cérebro 
fica alterada, provocando tonturas ou dando a 
impressão de que a pessoa está em movimento 
quando no real está parada. Complicação de otite 
média aguda ou crônica e pode ser serosa ou 
purulenta. 
↪ A principal via de disseminação da infecção da 
orelha média e mastoide para a orelha interna se faz 
pela membrana da janela redonda. 
 
■ Labirintite serosa: acontece pela disseminação de 
toxinas inflamatórias para a orelha interna. Não há 
presença de secreção purulenta ou bactéria, trata-se 
de uma inflamação estéril. Clinicamente se apresenta 
com vertigem, perda auditiva e zumbido. 
Geralmente, o paciente se recupera sem nenhuma ou 
com pouca sequela, porém pode haver perda auditiva 
neurossensorial residual. 
 
■ Labirintite supurativa: na labirintite supurativa 
ocorre disseminação da infecção à orelha interna, 
com presença de bactérias, levando a lesões 
vestibulares e cocleares importantes e irreversíveis. 
O quadro clínico costuma ser bem mais grave do que 
o anteriormente descrito, sendo considerada uma das 
complicações mais incapacitantes, com vertigem 
intensa, náuseas e vômitos associados a perda 
auditiva profunda e zumbido. Observa-se nistagmo 
horizontal espontâneo para o lado da orelha afetada, 
geralmente presente na fase aguda inicial. Nas fases 
mais avançadas, pode ocorrer a inversão do 
nistagmo. 
 
Sinais e sintomas (+grave) 
• Início súbito de perda auditiva leve a moderada e 
ocasionalmente vertigem. 
• Perda auditiva neurossensorial profunda, otalgia, 
náuseas, febre, êmese e vertigem ou falta de 
coordenação em crianças (“desajeitadas”). 
• Coexiste com a OMA, otite média supurativa 
crônica, colesteatoma ou meningite. 
• Nistagmo na direção da orelha acometida ou para 
fora dela quando há hipofunção vestibular. 
• Pode progredir para paralisia facial, meningite e 
outras complicações intracranianas. 
 
Podem ocorrer três estágios evolutivos: 
♡ Estágio agudo com secreção purulenta no 
espaço perilinfático e posteriormente endolinfático. 
♡ Estágio fibroso caracterizado por proliferação 
fibroblástica. 
12 
♡ Estágio de ossificação, ocorrendo formação 
osteoblástica “osso osteóide” e posteriormente 
mineralização. 
 
No contexto deinfecções da orelha média, 
infecções bacterianas podem invadir através da 
janela redonda, causando labirintite supurativa 
aguda. Do labirinto, as bactérias ganham acesso 
ao aqueduto coclear, formando um conduto entre 
a perilinfa e o LCS, resultando em infiltração 
meníngea. É importante diagnosticar e tratar a 
labirintite precocemente, a fim de prevenir o 
desenvolvimento subsequente de meningite. 
 
Patógenos comuns: 
S. pneumoniae, H. influenza e Moraxella 
 
Labirintite viral: caracteriza-se por uma variedade 
de doenças com diferentes manifestações clínicas. 
Embora o labirinto membranoso seja uma estrutura 
contínua, as infecções virais não afetam todo o 
epitélio neurossensorial de forma universal. Graças à 
inacessibilidade das estruturas da cápsula ótica, a 
cultura e patologia definitivas só podem ser feitas à 
necropsia. 
A sorologia nas fases aguda e de convalescença têm 
sido usadas para sugerir o diagnóstico. Algumas 
doenças parecem acometer a orelha interna sem 
outros efeitos sistêmicos. 
 
Diagnóstico 
Audiograma e TC apenas ante a suspeita de outras 
complicações intratemporais ou intracranianas. 
Cultura de líquido da orelha média com otorreia; 
uma miringotomia ou timpanocentese também são 
essenciais. 
A maior gravidade da labirintite supurativa torna 
obrigatória a realização de audiograma, cultura da 
fonte otogênica ou meningogênica bem como TC 
dos ossos temporais e do cérebro para excluir outras 
complicações. 
 
 
 
Tratamento 
 
Durante a crise, é difícil distinguir os dois tipos de 
labirintite, o que só é possível retrospectivamente, 
após a resolução do quadro. Por isso é prudente 
considerar potencialmente grave qualquer caso de 
vertigem associada à otite média. Antibioticoterapia 
endovenosa é iniciada o mais breve possível, com 
drogas que atravessem a barreira hematoencefálica, 
associada a antieméticos e antivertiginosos. 
Corticosteróides também têm sido utilizados visando 
à redução do dano à orelha interna. O tratamento 
cirúrgico pode ser indicado de imediato para 
resolução do processo infeccioso da orelha média 
(miringotomia ou timpanomastoidectomia) e para 
coleta de material para cultura. A reabilitação 
vestibular pode ser de grande valor, às vezes ainda 
durante a internação hospitalar. 
 
1.Prevenir a progressão da doença para a labirintite 
supurativa. 2.Resolução da doença infecciosa 
subjacente. 
•Tratamento da OMA subjacente, da otite média 
supurativa crônica ou do colesteatoma com 
antibióticos apropriados 
de acordo com a cultura. 
•Se não houver secreção na orelha média, será 
aconselhável miringotomia com colocação de um 
tubo de ventilação. 
 
Referência 
Otorrinolaringologia, Associação Brasileira D. 
Tratado de Otorrinolaringologia. (3rd edição). 
Lalwani, Anil K. CURRENT Otorrinolaringologia - 
cirurgia de cabeça e pescoço. (3rd edição). ; Lee, K. 
J. Princípios de otorrinolaringologia. (9th edição). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
6. Compreenda sobre o uso de EPI para 
audição e sua portaria. 
 
Perfil de morte e adoecimento relacionado ao 
trabalho 
A saúde dos trabalhadores é condicionada por 
fatores sociais, econômicos, tecnológicos e 
organizacionais relacionados ao perfil de produção 
e consumo, além de fatores de risco de natureza 
físicos, químicos, biológicos, mecânicos e 
ergonômicos presentes nos processos de trabalho 
particulares. Essa complexidade exigiu a criação de 
uma Política Nacional de Segurança e Saúde do 
Trabalhador (PNSST), visando buscar a 
integralidade e articulação das ações desenvolvidas, 
estabelecer diretrizes, responsabilidades 
institucionais, financiamento, gestão, 
acompanhamento e controle social nesse campo. 
De modo esquemático, pode-se dizer que o perfil de 
morbimortalidade dos trabalhadores no Brasil, na 
atualidade, caracteriza-se pela coexistência de : 
- agravos que têm relação com condições de 
trabalho específicas, como os acidentes de trabalho 
típicos e as “doenças profissionais”; 
- doenças que têm sua freqüência, surgimento ou 
gravidade modificados pelo trabalho, denominadas 
“doenças relacionados ao trabalho” e; 
- doenças comuns ao conjunto da população, que 
não guardam relação de causa com o trabalho, mas 
condicionam a saúde dos trabalhadores. 
 
A perda auditiva devido à exposição ao ruído é um 
dos riscos ocupacionais mais comuns. A perda 
auditiva ocorre lentamente e geralmente não leva à 
surdez completa, mas a perda auditiva é prejudicada 
de forma significativa e irreversível. As máquinas 
são a fonte mais comum de ruído no ambiente de 
trabalho. 
 
Prevenção: utilizar proteção auditiva, como 
equipamentos de proteção individual (EPI). A 
norma regulamentadora nº 07 (NR-07) estipula que 
todos os trabalhadores expostos a ruídos acima de 
85 decibéis (dB) deverão realizar teste auditivo no 
momento da admissão. 
O teste deve ser repetido seis meses após o início do 
trabalho e, a partir de então, todos os anos. 
A lei do uso de Equipamentos de Proteção 
Individual (EPIs) faz parte da Consolidação das Leis 
do Trabalho (CLT) e é um importante instrumento de 
proteção da segurança do trabalhador. O 
descumprimento desta lei pode acarretar multas 
onerosas para o empregador. 
O Certificado de Aprovação (CA) dos EPI, instituído 
na Lei n.º 6.514/77 da CLT, encontra-se 
regulamentado pela Norma Regulamentadora n° 6 
(NR-6 - Equipamentos de Proteção Individual). 
 
EPI: Todo dispositivo ou produto, de uso individual 
utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de 
riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde 
no trabalho. 
 
Cabe ao empregador quanto ao EPI : 
 
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; 
b) exigir seu uso; 
c) fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI 
adequado ao risco, em perfeito estado de 
conservação e funcionamento, nas situações 
previstas no subitem 1.5.5.1.2 da Norma 
Regulamentadora nº 01 (NR-01) – Disposições 
Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, 
observada a hierarquia das medidas de prevenção; 
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso 
adequado, guarda e conservação; 
e) substituir imediatamente, quando danificado ou 
extraviado; 
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção 
periódica; e, 
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade 
observada. 
 
Cabe ao empregado quanto ao EPI: 
 
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que 
se destina; 
b) responsabilizar-se pela guarda, limpeza e 
conservação; 
14 
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que 
o torne impróprio para uso; e, 
d) cumprir as determinações do empregador sobre o 
uso adequado. 
 
Referência: 
 
planalto.gov.br; Normas Legais – Legislação; 
BVSMS - GOV 
15

Mais conteúdos dessa disciplina