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POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 2 O inteiro teor desta revisão está sujeito à proteção de direitos autorais. Copyright © 2026 Loja do Concurseiro. Todos os direitos reservados. O conteúdo desta revisão não pode ser copiado de forma diferente da referência individual comercial com todos os direitos autorais ou outras notas de propriedade retidas, e depois, não pode ser reproduzido ou de outra forma distribuído. Exceto quando expressamente autorizado, você não deve de outra forma copiar, mostrar, baixar, distribuir, modificar, reproduzir, republicar ou retransmitir qualquer informação, texto e/ou documentos contidos nesta apostila ou qualquer parte desta em qualquer meio eletrônico ou em disco rígido, ou criar qualquer trabalho derivado com base nessas imagens, texto ou documentos, sem o consentimento expresso por escrito da Loja do Concurseiro. Nenhum conteúdo aqui mencionado deve ser interpretado como a concessão de licença ou direito de qualquer patente, direito autoral ou marca comercial da Loja do Concurseiro. REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 3 POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA Decreto Federal 4.564/2003. [Define o órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e o funcionamento do seu Conselho Consultivo e de Acompanhamento, dispõe sobre doações de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, e dá outras providências.] 01. O Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza foi instituído com o objetivo de viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência. Conforme seu regime constitucional, o Fundo. a) vigorou até o ano de 2010. b) vigorou até o ano de 2015. c) vigorou até o ano de 2020. d) vigora por tempo indeterminado. 02. De acordo com o Decreto nº 4.564, de 1º de janeiro de 2003, que trata do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, o órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza é a) o Ministério da Educação. b) o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. c) o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. d) o Ministério da Saúde. 03. De acordo com o Decreto nº 4.564, de 1º de janeiro de 2003, compete ao órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, EXCETO: a) coordenar a formulação das políticas e diretrizes gerais que orientarão as aplicações do Fundo. b) selecionar programas e ações a serem financiados com recursos do Fundo. c)Apoio a projetos de gestão da água e valorização de resíduos. d) dar publicidade aos critérios de alocação e de uso dos recursos do Fundo. 04. De acordo com o Decreto nº 4.564, de 1º de janeiro de 2003, que trata do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, os recursos do Fundo serão direcionados a ações que tenham como alvo: I- famílias cuja renda per capita seja inferior à linha de pobreza e indivíduos em igual situação de renda. II- as populações de municípios e localidades urbanas ou rurais, isoladas ou integrantes de regiões metropolitanas, que apresentem condições de vida desfavoráveis. a) somente o item I está correto. b) somente o item II está correto. c) todos os itens estão corretos. d) nenhum dos itens está correto. 05. De acordo com o Decreto nº 4.564, de 1º de janeiro de 2003, que trata do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, as doações ao Fundo poderão ser feitas a) por pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, instaladas no País ou no exterior. b) somente por pessoas jurídicas. c) por pessoas físicas ou jurídicas, desde que nacionais. d) por pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, desde que instaladas no País. Lei 14.945, de 31 de julho de 2024. [Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), a fim de definir diretrizes para o ensino médio...] 06. Para garantir que os estudantes tenham uma quantidade mínima de tempo em sala de aula e em atividades educativas para assegurar uma educação de qualidade e o cumprimento dos conteúdos programáticos previstos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), com a redação atualizada pela Lei nº 14.945 de 2024, estabelece para o ensino médio a seguinte carga horária mínima anual de: a) 800 (oitocentas) horas. b) 1.000 (mil) horas. c) 1.200 (mil e duzentas) horas. d) 1.400 (mil e quatrocentas) horas. REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 4 07. De acordo com a Lei nº 14.945 de 2024, a carga horária mínima anual para o ensino fundamental e ensino médio, deverá ser ampliada de forma progressiva para a) 1.100 horas. b) 1.300 horas. c) 1.400 horas. d) 1.6700 horas. 08. De acordo com a Lei nº 14.945 de 2024, no ensino médio, a formação geral básica terá carga horária mínima total de a) 2.000 horas. b) 2.100 horas. c) 2.400 horas. d) 2.700 horas. 09. De acordo com a LDB, alterada pela Lei nº 14.945 de 2024, considerando a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, as áreas do conhecimento, serão ofertadas: a) Matemática e suas tecnologias, integrada por matemática e física. b) Ciências da natureza e suas tecnologias, integrada por matemática, física e química. c) Ciências humanas e sociais aplicadas, integrada por filosofia, geografia, história e sociologia. d) Linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, artes e filosofia. Resolução nº 03 de 8 de abril de 2025. [Resolução CNE/CEB nº 3, de 8 de abril de 2025 - Institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos – EJA.] 10. Nos termos da Resolução CNE/CEB nº 3/25, a oferta da EJA deverá ocorrer: a) apenas no turno noturno. b) prioritariamente no turno noturno. c) exclusivamente nos turnos vespertino e noturno. d) em diferentes turnos (matutino, vespertino e noturno) para atender às necessidades do público. 11. De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 3/25, julgue os itens: I- Os estudantes jovens, adultos e idosos que são pessoas com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação terão assegurados o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem na EJA. II- Pessoas privadas de liberdade devem ter asseguradas condições de acesso, permanência e qualidade social na oferta da EJA, de modo a promover sua formação para a autonomia, o exercício da cidadania e a reintegração. a) somente o item I está correto. b) somente o item II está correto. c) todos os itens estão corretos. d) nenhum dos itens está correto. 12. De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 3/25, a oferta da modalidade da EJA poderá ser realizada virtualmente, por meio da modalidade Educação a Distância – EaD, exclusivamente na etapa do Ensino Médio, garantindo a oferta de, pelo menos, a) 30% da carga horária na modalidade presencial. b) 40% da carga horária na modalidade presencial. c) 50% da carga horária na modalidade presencial. d) 70% da carga horária na modalidade presencial. 13. Segundo a Resolução CNE/CEB Nº 3, de 8 de abril de 2025, a oferta da modalidade da EJA poderá ser realizada via exames supletivos no nível de conclusão do Ensino Fundamental, para os _____________________, e Ensino Médio para os ______________________. a) maiores de 14 anos; maiores de 17 anos. b) maiores de 15 anos; maiores de 18 anos. c) maiores de 14 anos; maiores de 18 anos. d) maiores de 15 anos; maiores de 17 anos. REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAISE DE COMBATE À POBREZA 5 14. A Resolução CNE/CEB Nº 3, de 8 de abril de 2025, que institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância, indica, em seu Art. 5º, a duração dos cursos de EJA. Assim, a duração dos cursos de EJA para os anos iniciais do Ensino Fundamental deve: a) ter a duração mínima de 600 (seiscentas) horas. b) ter a duração máxima de 1.000 (mil) horas. c) ter a duração mínima de 1.200 (mil e duzentas) horas. d) ficar em torno de 1.500 (mil e quinhentas) horas. 15. De acordo com a Resolução CNE/CEB Nº 3, de 8 de abril de 2025, a EJA articulada à Educação Profissional poderá ser ofertada das seguintes formas: I- concomitante. II- concomitante na forma e integrada no conteúdo. III- integrada. a) somente o item I está correto. b) somente os itens I e II estão corretos. c) somente os itens I e III estão corretos. d) todos os itens estão corretos. 16. De acordo com a Resolução CNE/CEB Nº 3, de 8 de abril de 2025, julgue os itens a seguir. I- Para a realização de exames supletivos no nível de conclusão do Ensino Fundamental (1º e 2º segmento), a idade mínima é de quinze anos completos. II- Para a realização de exames supletivos no nível de conclusão do Ensino Médio (3º segmento), a idade mínima é de dezoito anos completos. III- O direito dos menores emancipados para os atos da vida civil se aplica para o da prestação de exames de certificação. a) Apenas os itens I e II estão corretos. b) Apenas os itens I e III estão corretos. c) Apenas os itens II e III estão corretos. d) Todos os itens estão corretos. Resolução CNE/CP nº 1/2021: Define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica. 17. Considerando a Resolução CNE/CP nº 1/2021, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica, julgue os itens: I- Diretriz é o conjunto articulado de princípios e critérios a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas instituições e redes de ensino públicas e privadas, na organização, no planejamento, no desenvolvimento e na avaliação da Educação Profissional e Tecnológica, presencial e à distância. II- A Educação Profissional e Tecnológica é modalidade educacional que perpassa todos os níveis da educação nacional, integrada às demais modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia, organizada por eixos tecnológicos, em consonância com a estrutura sócio-ocupacional do trabalho e as exigências da formação profissional nos diferentes níveis de desenvolvimento, observadas as leis e normas vigentes. Estão corretos: a) somente o item I. b) somento o item II. c) todos os itens. d) nenhum dos itens. 18. De acordo com o Art. 3º, da Resolução CNE/CP nº 1/2021, são princípios da Educação Profissional e Tecnológica, EXCETO: a) articulação com o setor produtivo para a construção coerente de itinerários formativos, com vista ao preparo para o exercício das profissões operacionais, técnicas e tecnológicas, na perspectiva da inserção laboral dos estudantes; b) respeito ao princípio constitucional do singularismo de ideias e de concepções pedagógicas; c) respeito aos valores estéticos, políticos e éticos da educação nacional, na perspectiva do pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho; d) a tecnologia, enquanto expressão das distintas formas de aplicação das bases científicas, como fio condutor dos saberes essenciais para o desempenho de diferentes funções no setor produtivo; REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 6 19. De acordo com o Art. 3º, da Resolução CNE/CP nº 1/2021, são princípios da Educação Profissional e Tecnológica, EXCETO: a) interdisciplinaridade assegurada no planejamento curricular e na prática pedagógica, visando à fragmentação de conhecimentos e a segmentação e descontextualização curricular. b) articulação com o desenvolvimento socioeconômico e os arranjos produtivos locais. c) reconhecimento das identidades de gênero e étnico- raciais, assim como dos povos indígenas, quilombolas, populações do campo, imigrantes e itinerantes. d) reconhecimento das diferentes formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a elas subjacentes, requerendo formas de ação diferenciadas. 20. De acordo com a Resolução CNE/CP Nº 1, de 5 de janeiro de 2021, a Educação Profissional e Tecnológica é desenvolvida por meio de cursos e programas de: I- qualificação profissional, inclusive a formação inicial e a formação continuada de trabalhadores. II- Educação Profissional Técnica de Nível Médio, incluindo saídas intermediárias de qualificação profissional técnica e cursos de especialização profissional técnica. III- Educação Profissional Tecnológica, de graduação e de pós-graduação, incluindo saídas intermediárias de qualificação profissional tecnológica, cursos de especialização profissional tecnológica e programas de Mestrado e Doutorado profissional. É correto afirmar que: a) somente o item I está correto. b) somente os itens II e III estão corretos. c) somente os itens I e II estão corretos. d) somente os itens I e III estão corretos. e) todos os itens estão corretos. 21. De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica, estabelecidas na Resolução CNE/CP nº 1/2021, estão estabelecidos sete critérios para a organização e planejamento da Educação Profissional e Tecnológica. Assinale a alternativa que NÃO indica um desses critérios. a) Aproximação entre empresas e instituições de Educação Profissional e Tecnológica. b) Conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade da instituição. c) Proibição de uso de recursos tecnológicos e recursos educacionais digitais abertos. d) Possibilidade de organização curricular segundo itinerários formativos profissionais. 22. O Art. 15, da Resolução CNE/CP nº 1/2021, dispõe que a Educação Profissional Técnica de Nível Médio abrange: I- habilitação profissional técnica, relacionada ao curso técnico. II- qualificação profissional técnica, como etapa com terminalidade de curso técnico. III- especialização profissional técnica, na perspectiva da formação continuada. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 7 23. (FUNDATEC - 2023 - IF-SC - Pedagogo) Sobre as possíveis formas de desenvolvimento da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, conforme disposto na Resolução CNE/CP nº 1/2021, relacione a Coluna 1 à Coluna 2. Coluna 1 1. Integrada. 2. Concomitante. 3. Concomitante Intercomplementar. 4. Subsequente. Coluna 2 (__) Ofertada a quem ingressa no Ensino Médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, aproveitando oportunidades educacionais disponíveis, seja em unidades de ensino da mesma instituição ou em distintas instituições de ensino. (__) Ofertada somente a quem já tenha concluído o Ensino Fundamental, com matrícula única na mesma instituição, de modo a conduzir o estudante à habilitação profissional técnica de nível médio ao mesmo tempo em que conclui a última etapa da Educação Básica. (__) É desenvolvida simultaneamente em distintas instituições educacionais, com a ação de convênio ou acordo de intercomplementaridade, para a execução de projeto pedagógico unificado. (__) Desenvolvida em cursos destinados exclusivamente a quem já tenha concluído oEnsino Médio. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) 1 – 2 – 3 – 4. b) 2 – 1 – 3 – 4. c) 3 – 4 – 1 – 2. d) 4 – 3 – 2 – 1. e) 1 – 2 – 4 – 3. 24. De acordo com a Resolução CNE/CP nº 1/2021, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica, a avaliação, a educação tecnológica de graduação e pós-graduação abrange, EXCETO: a) qualificação profissional tecnológica como etapa de terminalidade intermediária de curso superior de tecnologia. b) curso superior de graduação em tecnologia. c) especialização profissional tecnológica. d) doutorado acadêmico. GABARITO 01. D 06. B 11. C 16. A 21. C 02. B 07. C 12. C 17. C 22. E 03. C 08. C 13. B 18. B 23. B 04. C 09. C 14. A 19. A 24. D 05. A 10. D 15. D 20. E No caso de discordância entre o gabarito do vídeo e do PDF prevalece o do vídeo www.lojadoconcurseiro.com.br REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 8 ESQUEMAS, RESUMOS E DICAS Decreto Federal 4.564/2003. [Define o órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e o funcionamento do seu Conselho Consultivo e de Acompanhamento, dispõe sobre doações de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, e dá outras providências.] ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Art. 79. É instituído, para vigorar até o ano de 2010, no âmbito do Poder Executivo Federal, o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, a ser regulado por lei complementar com o objetivo de viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência, [...]. (Incluído pela EC nº 31, de 2000) Parágrafo único. O Fundo previsto neste artigo terá Conselho Consultivo e de Acompanhamento que conte com a participação de representantes da sociedade civil, nos termos da lei. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 67, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2010 Art. 1º Prorrogam-se, por tempo indeterminado, o prazo de vigência do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza a que se refere o caput do art. 79 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias [...] Art. 1º Fica o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome designado como órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Art. 1º Parágrafo único. Compete ao órgão gestor do Fundo: I- coordenar a formulação das políticas e diretrizes gerais que orientarão as aplicações do Fundo; II- selecionar programas e ações a serem financiados com recursos do Fundo; III- coordenar, em articulação com os órgãos responsáveis pela execução dos programas e das ações financiadas pelo Fundo, a elaboração de propostas orçamentárias a serem encaminhadas ao órgão central do Sistema de Planejamento Federal e de Orçamento, para inclusão no projeto de lei orçamentária anual, bem como em suas alterações; IV- acompanhar os resultados da execução dos programas e das ações financiadas com recursos do Fundo; V- prestar apoio técnico-administrativo para o funcionamento do Conselho Consultivo de que trata o art. 2º deste Decreto; e VI- dar publicidade aos critérios de alocação e de uso dos recursos do Fundo. Art. 4º Os recursos do Fundo serão direcionados a ações que tenham como alvo: I- famílias cuja renda per capita seja inferior à linha de pobreza e indivíduos em igual situação de renda; e II- as populações de municípios e localidades urbanas ou rurais, isoladas ou integrantes de regiões metropolitanas, que apresentem condições de vida desfavoráveis. Art. 5º As doações ao Fundo poderão ser feitas por pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, instaladas no País ou no exterior. Lei 14.945, de 31 de julho de 2024. [Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), a fim de definir diretrizes para o ensino médio...] Art. 1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 24 ............................................................................ I-a carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas para o ensino fundamental e de 1.000 (mil) horas para o ensino médio, distribuídas por, no mínimo, 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; Art. 1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 24 ...................................................................... §1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deste artigo será ampliada de forma progressiva para 1.400 (mil e quatrocentas) horas, considerados os prazos e as metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação. REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 9 Art. 1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 35-C. A formação geral básica, com carga horária mínima total de 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, ocorrerá mediante articulação da Base Nacional Comum Curricular e da parte diversificada de que trata o caput do art. 26 desta Lei. Parágrafo único. No caso da formação técnica e profissional prevista no inciso V do caput do art. 36 desta Lei, a carga horária mínima da formação geral básica será de 2.100 (duas mil e cem) horas, admitindo-se que até 300 (trezentas) horas da carga horária da formação geral básica sejam destinadas ao aprofundamento de estudos de conteúdos da Base Nacional Comum Curricular diretamente relacionados à formação técnica profissional oferecida.” Art. 1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 35-D. A Base Nacional Comum Curricular do ensino médio estabelecerá direitos e objetivos de aprendizagem, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento: I-linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; II-matemática e suas tecnologias; III-ciências da natureza e suas tecnologias, integrada por biologia, física e química; IV-ciências humanas e sociais aplicadas, integrada por filosofia, geografia, história e sociologia. Resolução nº 03 de 8 de abril de 2025. [Resolução CNE/CEB nº 3, de 8 de abril de 2025 - Institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos – EJA.] Art. 1º Ficam instituídas as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos – EJA, para garantir o direito à educação de JOVENS, ADULTOS e IDOSOS. Art. 2º A EJA é uma modalidade de ensino que visa ao cumprimento do direito de toda pessoa à Educação Básica, garantindo o acesso ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio e oportunizar a ampliação da escolarização de seu público. §2º A oferta da EJA deverá ocorrer em diferentes turnos (matutino, vespertino e noturno), a fim de atender às necessidades de seu público. §3º Os estudantes jovens, adultos e idosos que são pessoas com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação terão assegurados o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem na EJA. §7º As pessoas privadas de liberdade devem ter asseguradas condições de acesso, permanência e qualidade social na oferta da EJA, de modo a promover sua formação para a autonomia, o exercício da cidadania e a reintegração. Art. 3º Com o objetivo de possibilitar o acesso, a permanência e a continuidade dos estudos de todas as pessoas que não iniciaram ou interromperam o seu processo educativo escolar, a oferta da modalidade da EJA poderá ser realizada: III-virtualmente, por meio da modalidade Educação a Distância – EaD, exclusivamente na etapa do Ensino Médio, garantindoa oferta de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) da carga horária na modalidade presencial; e IV-via exames supletivos no nível de conclusão do Ensino Fundamental, para os maiores de 15 (quinze) anos, e Ensino Médio para os maiores de 18 (dezoito) anos. Art. 5º A EJA pode ser organizada em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar, e para cada segmento ou etapa define-se uma carga horária mínima específica, considerando: REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 10 Art. 7º A EJA articulada à Educação Profissional poderá ser ofertada das seguintes formas: I-concomitante, na qual a formação profissional é desenvolvida paralelamente à formação geral (áreas do conhecimento), podendo ocorrer ou não na mesma unidade escolar; II-concomitante na forma, uma vez que é desenvolvida simultaneamente em distintas instituições educacionais, e integrada no conteúdo, mediante a ação de convênio ou acordo de intercomplementaridade para a execução de Projeto Político-Pedagógico – PPP unificado; e III-integrada, a qual resulta de um currículo que organiza os componentes curriculares da formação geral com os da formação profissional em uma proposta pedagógica única, com vistas à qualificação de diferentes perfis profissionais, atendendo às possibilidades dos sistemas e às singularidades dos estudantes. Art. 16. Obedecidos o disposto no art. 4º, incisos I e VII, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a regra da prioridade para atendimento da escolarização obrigatória, será considerada a idade mínima de quinze anos completos para o ingresso nos cursos da EJA do Ensino Fundamental e de dezoito anos completos para o ingresso no Ensino Médio. §3º O direito dos menores emancipados para os atos da vida civil não se aplica para o da prestação de exames de certificação. Resolução CNE/CP nº 1/2021: Define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica. Art. 1º A presente Resolução define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional e Tecnológica. Parágrafo único. Para os fins desta Resolução, entende- se por Diretriz o conjunto articulado de princípios e critérios a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas instituições e redes de ensino públicas e privadas, na organização, no planejamento, no desenvolvimento e na avaliação da Educação Profissional e Tecnológica, presencial e a distância. Art. 2º A Educação Profissional e Tecnológica é MODALIDADE EDUCACIONAL que perpassa todos os níveis da educação nacional, integrada às demais modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia, organizada por eixos tecnológicos, em consonância com a estrutura sócio-ocupacional do trabalho e as exigências da formação profissional nos diferentes níveis de desenvolvimento, observadas as leis e normas vigentes. Art. 3º São PRINCÍPIOS da Educação Profissional e Tecnológica: I- articulação com o setor produtivo para a construção coerente de itinerários formativos, com vista ao preparo para o exercício das profissões operacionais, técnicas e tecnológicas, na perspectiva da inserção laboral dos estudantes; II- respeito ao princípio constitucional do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; III- respeito aos valores estéticos, políticos e éticos da educação nacional, na perspectiva do pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho; VI- a tecnologia, enquanto expressão das distintas formas de aplicação das bases científicas, como fio condutor dos saberes essenciais para o desempenho de diferentes funções no setor produtivo; VIII- interdisciplinaridade assegurada no planejamento curricular e na prática pedagógica, visando à superação da fragmentação de conhecimentos e da segmentação e descontextualização curricular; X- articulação com o desenvolvimento socioeconômico e os arranjos produtivos locais; XIII- reconhecimento das identidades de gênero e étnico- raciais, assim como dos povos indígenas, quilombolas, populações do campo, imigrantes e itinerantes; XIV- reconhecimento das diferentes formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a elas subjacentes, requerendo formas de ação diferenciadas; Art. 4º A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA, com base no §2º do art. 39 da LDB e no Decreto nº 5.154/2004, é desenvolvida por meio de CURSOS E PROGRAMAS DE: I-qualificação profissional, inclusive a formação inicial e a formação continuada de trabalhadores; II-Educação Profissional Técnica de Nível Médio, incluindo saídas intermediárias de qualificação profissional técnica e cursos de especialização profissional técnica; e III-Educação Profissional Tecnológica, de graduação e de pós-graduação, incluindo saídas intermediárias de qualificação profissional tecnológica, cursos de especialização profissional tecnológica e programas de Mestrado e Doutorado profissional. REVISÃO FINAL POLÍTICAS EDUCACIONAIS E DE COMBATE À POBREZA 11 Art. 8º São critérios para o planejamento e a organização de cursos de Educação Profissional e Tecnológica: I- atendimento às demandas socioeconômico ambientais dos cidadãos e do mundo do trabalho; II- conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade da instituição ou rede de ensino, considerando as reais condições de viabilização da proposta pedagógica; III- possibilidade de organização curricular segundo itinerários formativos profissionais, em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica consonantes com políticas públicas indutoras e arranjos socioprodutivos e culturais locais; IV- identificação de perfil profissional de conclusão próprio para cada curso, que objetive garantir o pleno desenvolvimento das competências profissionais e pessoais requeridas pela natureza do trabalho, em condições de responder, com originalidade e criatividade, aos constantes e novos desafios da vida cidadã e profissional; V- incentivo ao uso de recursos tecnológicos e recursos educacionais digitais abertos no planejamento dos cursos como mediação do processo de ensino e de aprendizagem centrados no estudante; VI- aproximação entre empresas e instituições de Educação Profissional e Tecnológica, com vista a viabilizar estratégias de aprendizagem que insiram os estudantes na realidade do mundo do trabalho; e VII- observação da integralidade de ocupações reconhecidas pelo setor produtivo, tendo como referência a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e o acervo de cursos apresentados nos Catálogos Nacionais de Cursos Técnicos e de Cursos Superiores de Tecnologia. Art. 15. A Educação Profissional Técnica de Nível Médio abrange: I- habilitação profissional técnica, relacionada ao curso técnico; II- qualificação profissional técnica, como etapa com terminalidade de curso técnico; e III- especialização profissional técnica, na perspectiva da formação continuada. Art. 16. Os cursos técnicos serão desenvolvidos nas formas integrada, concomitante ou subsequente ao Ensino Médio, assim caracterizadas: I- integrada, ofertada somente a quem já tenha concluído o Ensino Fundamental, com matrícula única na mesma instituição, de modo a conduzir o estudante à habilitação profissional técnica ao mesmo tempo em que conclui a última etapa da Educação Básica; II- concomitante, ofertada a quem ingressa no Ensino Médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, aproveitando oportunidades educacionais disponíveis, seja em unidades de ensino da mesma instituição ou em distintas instituições e redes de ensino; III- concomitanteintercomplementar, desenvolvida simultaneamente em distintas instituições ou redes de ensino, mas integrada no conteúdo, mediante a ação de convênio ou acordo de intercomplementaridade, para a execução de projeto pedagógico unificado; e IV- subsequente, desenvolvida em cursos destinados exclusivamente a quem já tenha concluído o Ensino Médio. CAPÍTULO VII DA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GRADUAÇÃO E PÓS- GRADUAÇÃO Art. 27. A Educação Tecnológica de Graduação e Pós- Graduação abrange: I- qualificação profissional tecnológica como etapa de terminalidade intermediária de curso superior de tecnologia; II- curso superior de graduação em tecnologia; III- aperfeiçoamento tecnológico; IV- especialização profissional tecnológica; V- mestrado profissional; e VI- doutorado profissional.