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Resumo sobre a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) é uma entidade essencial dentro do sistema de saúde brasileiro, composta por uma equipe multiprofissional. Sua principal função é organizar rotinas e protocolos que facilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes. A criação da CIHDOTT foi estabelecida pela portaria nº 905/GM/MS de 16 de agosto de 2000, que exigiu a formação dessa comissão em todos os hospitais, sejam eles públicos, privados ou filantrópicos. Em 2005, a portaria nº 1.752/GM reforçou essa exigência, determinando que todos os hospitais com mais de 80 leitos deveriam ter uma CIHDOTT. Posteriormente, a portaria nº 2.600/GM/MS de 21 de outubro de 2009, que aprovou o regulamento técnico do Sistema Nacional de Transplantes, trouxe novas diretrizes sobre a organização e atribuições das comissões. As CIHDOTTs devem ser formalmente instituídas pela direção de cada hospital e estão diretamente ligadas à diretoria médica da instituição. A composição mínima da comissão é de três membros do corpo funcional, incluindo um Coordenador Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante. Este coordenador deve ter completado um curso de formação específico, com certificação emitida pelo Sistema Nacional de Transplantes ou pela respectiva Comissão Nacional de Doação de Órgãos (CNCDO). As responsabilidades das comissões incluem a identificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos, a viabilização do diagnóstico de morte encefálica conforme as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a criação de rotinas para oferecer aos familiares a possibilidade de doação de córneas e outros tecidos, e a articulação com a Central de Transplante do estado para organizar o processo de doação e captação. A classificação das CIHDOTTs é baseada no perfil dos hospitais, que se divide em três categorias: CIHDOTT I : hospitais com até 200 óbitos por ano, que possuem leitos para assistência ventilatória e profissionais de medicina interna, pediatria, intensivismo, neurologia, neurocirurgia ou neuropediatria. CIHDOTT II : hospitais de referência para trauma, neurologia ou neurocirurgia, com menos de 1000 óbitos por ano, ou hospitais não-oncológicos com entre 200 e 1000 óbitos anuais. CIHDOTT III : hospitais não-oncológicos com mais de 1000 óbitos por ano ou que possuam pelo menos um programa de transplante de órgão. Para hospitais que não se enquadram nessas categorias, a criação da CIHDOTT é opcional, e a classificação deve ser realizada pela CNCDO, que abrange as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, tanto em nível estadual quanto regional. A implementação dessas comissões é crucial para a melhoria do sistema de doação de órgãos e tecidos, contribuindo para o aumento da disponibilidade de transplantes e, consequentemente, para a salvação de vidas. Destaques A CIHDOTT é uma comissão multiprofissional que organiza o processo de doação de órgãos e tecidos em hospitais. Sua criação é obrigatória em hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos, conforme regulamentações específicas. As comissões são responsáveis por identificar doadores, diagnosticar morte encefálica e articular com Centrais de Transplante. Existem três categorias de CIHDOTTs, classificadas com base no número de óbitos anuais e na especialização do hospital. A criação da CIHDOTT é opcional para hospitais que não se enquadram nas categorias estabelecidas.