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Parte 1
TRABALHO DE CIÊNCIA POLÍTICA E DO ESTADO
Prof. Dr. Nivaldo Sebastião Vícola
Componentes do grupo:
Ana Beatriz Farias de Carvalho (RA:09026427)
Ana Crystina Moura da Silva (Não possui RA)
Clarisse Helena de Pontes Correia 
(RA:202425620)
Julia Pistori Costa Lima (RA: 09027488)
Nicolle Morihara (Não possui RA)
Parte 2: Resumo
No ano de 4300, um grupo de cinco exploradores se viu imerso em uma trágica situação. Durante uma expedição espeleológica, um desabamento acabou aprisionando a equipe dentro de uma caverna. Com escassas reservas de alimentos e a esperança de resgate cada vez mais tênue, os exploradores enfrentaram uma provação extrema. Após vinte dias presos, eles conseguem um meio de comunicação e estabelecem contato com o mundo exterior. As autoridades, já cientes da ocorrência e mobilizadas em uma operação de salvamento, informaram aos exploradores que a libertação da caverna demandaria um tempo considerável. A complexidade do terreno, agravada por novos desabamentos que resultaram na perda de dez trabalhadores, dificultava ainda mais o acesso ao local. 
Diante da precariedade da situação e da iminência da morte por inanição, os exploradores se viram diante de um dilema moral: o recurso ao canibalismo como única alternativa de sobrevivência. A gravidade da situação e a ausência de precedentes legais tornaram impossível obter orientação médica, jurídica ou filosófica que os amparasse nessa decisão extrema. Quando finalmente foram resgatados, a verdade sobre os acontecimentos no interior da caverna veio à tona, revelando a trágica perda de um dos membros do grupo. Cinco juízes, cada qual com uma perspectiva distinta sobre a lei e a moral, foram incumbidos de julgar o caso. 
O juiz Truepenny, embora reconhecendo a culpabilidade dos réus, questionou a pertinência da pena de morte, sugerindo uma redução da sentença. O juiz Foster, por sua vez, absolveu os réus, argumentando que a lei natural e o senso comum prevaleciam sobre as normas jurídicas formais em situações extremas. O juiz Tatting, diante da complexidade do caso e da ausência de precedentes legais, declarou-se impedido de proferir um julgamento imparcial. O juiz Keen, por outro lado, defendeu a culpabilidade dos réus, sustentando que mesmo em circunstâncias excepcionais, o crime não pode ser justificado. Já o juiz Handy, com uma visão mais humanitária, considerou a decisão dos exploradores compreensível e defendeu sua absolvição. 
Ao final, a Suprema Corte decidiu pela condenação à morte dos exploradores, provocando umgrande debate sobre os limites da lei, da moral e da responsabilidade individual em situações extremas.
Parte 3: Decisão
Nosso Grupo decide o caso do seguinte modo:
a) a juíza Ana Beatriz é favorável à absolvição pelas seguintes razões:
1.Os 10 funcionários que morreram no processo de resgate também merecem justiça, tal que não será concedida através de uma condenação.
2.Os 4 exploradores não representam tamanho perigo a sociedade ao ponto de se fazer necessária pena de morte.
3.Direito positivo não é aplicável porque os réus não se encontravam em um estado de sociedade civil e sim em um estado natural, no qual cabe um julgamento com base no direito natural.
4.Apenas foi seguido o acordo feito entre os 5 de que um deles serviria de alimento para que os outros pudessem sobreviver. A partir do momento em que todos aceitaram o acordo, deveriam estar cientes de que a própria vida poderia ser ceifada em prol do coletivo.
b) a juíza Ana Crystina é favorável à uma condenação a prisão pelas seguintes razões:
1.O fato de Whetmore ter desistido já é plausível o suficiente para condenação. Por mais que ele tenha sugerido tal ideia, na proposta não foi acordado sobre não poder voltar atrás ou desistir. 
2.As 10 vidas ceifadas no ato do resgate sabiam do risco que estavam correndo, uma vez que os exploradores ficaram presos por conta de deslizamentos. 
3. Visto que, as possibilidades de sobrevivências eram poucas e não nulas, poderiam ter aguardado mais.
4.O fato de estarem em estado natural não justifica totalmente a impulsividade do ato.
c) a juíza Nicolle é favorável à condenação a pena de morte pelas seguintes razões:
1.Ainda que seja explicado sobre como as condições eram escassas, de como havia toda uma pressão do ambiente e todas as incertezas que estavam envolvidas, eles se preocuparam sobre o quão errado seria o fato de cometer canibalismo, já que no VIGÉSIMO dia, mesmo dia em que uma comunicação foi estabelecida, houve um questionamento sobre a opinião dos médicos e juizes;
2.Por mais que a decisão dos profissionais envolvidos foi a abstenção, houve uma dúvida sobre certo ou errado, então acredito que possamos concluir que o “estado natural” não seja um argumento válido neste caso;
3.Apesar que de inicio os 5 foram a favor do possível assassinato, houve uma desistência, e como eles ainda tinham noção do certo e errado, houve um coluio contra Whetmore, com isso a lei deve ser seguida a risca.
d) A juíza Julia é favorável a condenação de prisão perpétua pelas seguintes razões:
1.Eles podem ate não demonstrar qualquer tipo de ameaça, mas podem " Influenciar" outras pessoas a cometer o mesmo crime alegando estar em "estado de natureza".
2. Com quais provas tem a certeza de que foi realmente o Whetmore que deu a ideia de matar alguém. 
3. Eles sabiam o risco que estavam correndo ao entrar na caverna, por já ter histórico de morte. 
4. Eles tinham um prazo para a saída e deveriam aguardar até o prazo para tomar decisões precipitadas.
e)A juíza Clarysse é favorável a condenação a prisão pelas seguintes razões:
1.A honra de um homem foi desvalorizada a partir do momento em que não respeitaram sua desistência .
2.Não se sabe ao certo como ocorreu o assassinato de Whetmore, já que ele tinha desistido do acordo possivelmente o assassinaram após uma briga.
3.Apesar de não saber como foi executada a morte da vítima, sabe se que os réus estavam passando por um estado delicado onde a alternativa mais viável naquele momento seria o sacrifício.
Computados os votos acima, o grupo, por 4 votos a 1 considera os réus condenados, porém por 2 votos, a somente prisão devido as seguintes razões:
1. A desistência do Whetmore não foi respeitada.
2. A alegação do estado natural no momento do crime não justifica a impulsividade do ato.
3. Os réus poderiam ter aguardado o prazo de resgate antes de tomar qualquer atitude precipitada.

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