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Psicologia Social: curso e percurso. Dra. Lucília Augusta Reboredo Universidade Metodista de Piracicaba 1 A psicologia social traçou vários percursos ao longo de sua história. Sob o ponto de vista teórico e ideológico pode-se dizer que percorreu caminhos e descaminhos na busca de uma definição epistemológica, da sua relação com a Psicologia e com a sociedade. Um olhar atento para os paradigmas da psicologia social americana, européia e latino-americana, evidencia o ânimo pela investigação e a preocupação com a intervenção. O estudo desses paradigmas possibilita conhecer os fatores que dificultam a definição epistemológica da psicologia social e, consequentemente, a sua consistência teórica e metodológica. Outro aspecto importante nos paradigmas citados é o posicionamento político/ideológico de seus respectivos autores. Nesse sentido é oportuno lembrar que a psicologia social sempre foi polêmica dado o seu caráter repressivo ou subversivo. O paradigma americano é identificado pelo compromisso com os mecanismos de gestão dos sistemas dominantes. A tendência libertária origina-se na ação de autores europeus e assume novos matizes na América Latina dada as conjunturas ditatoriais nesse continente a partir da década de 60. Diante da trajetória histórica da psicologia social e frente ao que se projeta para o futuro, deve-se refletir sobre a indagação: A psicologia social não será um epifenômeno que tende a desaparecer com a maturidade da Psicologia e das demais ciências sociais e humanas? • A autora é doutora em Psicologia Social pela PUC-SP, professora e supervisora de estágio em Psicologia Social e Assessora de extensão da vice-reitoria acadêmica. Apresentação na mesa redonda: "Psicologia Social: Um lugar possível no mosaico dos saberes psicológicos". A Psicologia Social tem uma trajetória marcada por vários caminhos em busca de sua definição epistemológica. Estes caminhos – que muitos consideram descaminhos – possuem um valor histórico, pois, de várias formas contribuíram para a afirmação de sua legitimidade epistemológica como área de investigação e intervenção. Um olhar atento sobre o desenvolvimento da Psicologia Social, a partir do século 19, identifica um primeiro percurso que partindo da Física Social e suas variantes (Comte.1828) chegaria a Psicofísica Social (Lilienfeld: 1896). Um outro percurso, mais ou menos paralelo e bastante significativo, partiria da Lingüística (Lazarus: 1882) e chegaria até a Psicologia dos Povos (Le Bon: 1894). O atual percurso denominado Psicologia Social (Ross: 1908), originou-se de uma convergência polêmica entre o conceito de representações sociais de Durkheim (1898) e a Interpsicologia (Tarde: 1890). Neste último percurso autores como Kantor (1922), Mead (1934) e outros, tentaram conceber uma psicologia social científica tendo como tema central a relação entre indivíduo e sociedade. A Psicologia Social durante o século 19 assimilou a posição hegemônica da época de que as teorias simples e soberanas tinham competência para alcançar um princípio unitário de explicação que seria comum para várias áreas de conhecimento: psicologia, sociologia, antropologia, economia, entre outras. Entretanto, este é também o momento em que os saberes se separam e os métodos de cada área se especializam com tendências a privilegiar o estatuto da ciência positivista. Estes fragmentos acerca da trajetória da Psicologia Social são indispensáveis para compreender as bases em que se sustenta o paradigma da Psicologia Social Norte Americana. Nesse há a assimilação do estatuto da ciência positivista com uma forte orientação funcionalista (W.James: 1890) e pragmática (Dewey: Psicologia Social: curso e percurso. Dra. Lucília Augusta Reboredo Universidade Metodista de Piracicaba 2 1886). A marca principal desse paradigma foi minimizar a elaboração de teorias privilegiando o método e a aplicabilidade da Psicologia Social. A excessiva preocupação com a aplicabilidade dos conhecimentos da área nos campos da educação, da indústria, da opinião pública e das organizações deve considerar a origem e a posição política e ideológica de seus autores mais importantes, a exemplo de Kurt Lewin. Os autores que migraram de seus países de origem fugindo de regimes totalitários tinham a intencionalidade de colocar suas práticas profissionais em defesa da democracia americana que percebiam estar sendo ameaçada pela expansão do comunismo. Os conceitos centrais da Psicologia Social, norte-americana, tais como atitudes, conflitos, conformismo, preconceito, imitação, liderança, por exemplo, são antes de tudo, modelos de ações, embora postulem processos formativos diversos. A forma como os autores americanos lidaram com o conceito de atitudes serve de modelo para constatar as suas preocupações com o diagnóstico e a sua aplicabilidade na realidade social. O conceito de atitude transformou-se no construto principal da Psicologia Social Norte Americana, porque agregou em um só conceito, a percepção e a crença sobre uma realidade social - componente cognitivo – a sua atratividade ou repulsa – componente afetivo – e a sua propensão para agir sobre a realidade de uma maneira específica e com certo empenho - o componente volitivo. Sumariando esses elementos com relação a este paradigma, verifica-se que a Psicologia Social Norte Americana foi tratada como uma subdisciplina da Psicologia, que de forma específica e articulada deveria ser a resposta para a resolução de problemas sociais. Entretanto, pouco contribuiu para explicar e intervir nas crises sociais expressas por movimentos sociais de trabalhadores, estudantes e feministas, daquele tempo. Além disso, pertence à memória histórica que os procedimentos manipulatórios dos sujeitos experimentais foram veementemente criticados numa época em que era crescente a preocupação com as questões éticas. Semelhanças?, encontros ?, coincidências com o nosso tempo? Deixando esta indagação em suspenso, vou me remeter à Psicologia Social Européia. A denominação Psicologia Social Européia ainda suscita controvérsias no campo epistemológico, no entanto, esta categoria faz justiça a um movimento liderado por autores, como Moscovici e Tajfel que definem uma identidade para a Psicologia Social Européia transformando-a não apenas em uma psicologia social diferente, mas alternativa ao modelo norte-americano. As especificidades que marcaram a Psicologia Social Européia poderiam ser percebidas em vários autores franceses, britânicos, alemães. Entretanto, considero que as idéias do francês Serge Moscovici evidenciaram os pilares que passariam a ser o sustentáculo deste paradigma. A explicativa sobre o surgimento de uma Psicologia Social Européia é respondida por Moscovici, nos anos 70, quando afirmava: “Nós como psicólogos sociais europeus vivemos um dilema; para a maioria de nós nossa ciência apenas começou, mas ao mesmo tempo pertencemos a sociedades e culturas que têm um longo passado histórico”. Este é o motivo pelo qual um diário íntimo da Psicologia Social Européia tende a ser escrito como uma autobiografia de uma civilização antiga, enquanto nossos colegas americanos adotam uma associação de eventos que é o reverso da nossa realidade [...] Não é segredo que a aceitação das posições dos autores americanos está cada vez mais difícil, [...] os princípios que os guiam são estranhos para nós, a nossa experiência não combina com a deles, as nossas visões de indivíduo, realidade e história são diferentes “(Moscovici: 1970, pg.1)”. As idéias expostas nesse fragmento além de apontarem a dificuldade dos autores europeus em se identificarem com o paradigma da Psicologia Social Norte Americana introduz a significativa crítica de que é Psicologia Social: curso e percurso. Dra. Lucília Augusta ReboredoUniversidade Metodista de Piracicaba 3 preciso dar a devida atenção à teoria buscando superar práticas que somente levam, segundo Moscovici, à conceitualizações proto-científicas, à ausência de comunicação, à dispersão e anomia. A ênfase na formulação de teorias na Psicologia Social é colocada como fundamental para afirmá-la como área não submissa à Psicologia, ou seja, com autonomia teórica. Vejamos como Moscovici trata dessa questão: “É fundamental retornar às teorias que são explanatórias ou que oferecem a sistematização de um conjunto de proposições. Deveriam estas teorias partir dos fatos e dos experimentos? A resposta poderia ser sim e não ao mesmo tempo. Teria que ser negativa se fossem teorias de um tipo “baconiano” consistindo de uma revisão crítica, uma síntese ou clarificação e definição de conceitos. Isto se dá por duas razões: primeiro não existe coerência suficiente no que consideramos ser conhecimento estabelecido em Psicologia Social; e segundo é utópico esperar que uma teoria surja de uma simples integração de partes que não suportam elas mesmas, a marca de uma teoria [...] Seria melhor ter a nossa disposição alguma coisa ainda que fosse como “teoria flogística”. A teoria flogística foi útil na química porque ela definia o processo central do empreendimento científico, serviu como um guia para a pesquisa; forçou os cientistas ao confronto de uns com os outros e proveu-os de uma linguagem comum”. (Moscovici:1970, pg.13) O outro pilar que sustentou a Psicologia Social Européia foi a noção de social que implicou no repensar a relação indivíduo e sociedade. No tocante a esta particularidade diz Moscovici: “A questão central que tem preocupado os psicólogos sociais é ‘quem socializa o indivíduo’? Eles têm negligenciado um segundo aspecto do problema contido na questão: ‘ quem socializa a sociedade’? Um novo enfoque da relação entre indivíduo e sociedade terá de reconhecer dois fenômenos básicos: o primeiro é que o indivíduo não é um dado biológico, mas sim social; e o segundo que a sociedade não é um meio ambiente gerado para treinar indivíduos e reduzir suas incertezas, mas um sistema de relações entre indivíduos coletivos”. (Moscovici:1970, pg.10) Nesta crítica Moscovici é ainda mais implacável com as posições dos psicólogos norte americanos e aponta a visão reducionista de indivíduo e de sociedade com a qual operam.. Não é demais relembrar o que Moscovici considera sobre este aspecto: “Em vez de localizar o ‘social’ no comportamento, devemos localizar o comportamento no ‘social’ [...] O comportamento social, usualmente, tem sido considerado como qualquer outro, com a diferença de que nele é suposta a inclusão de características sociais superpostas [...] Entendo que o comportamento social deva ser considerado na sua característica essencial que é a de ser simbólico. Aquilo que desencadeia o comportamento social e as ações engendradas são laços numa cadeia de símbolos, e por isso, esse comportamento expressa um código e um sistema de valores, que são, na verdade, uma forma de linguagem”. (Moscovici: 1970, pg.11) Assim, no campo político e ideológico, a Psicologia Social Européia, através do discernimento de Moscovici, realiza um juízo crítico censurando nos autores americanos o seu compromisso com os grupos políticos e industriais e enfatizando que esse compromisso interditava a formulação de “verdades perigosas” e de respondê-las e todas as ciências bem sucedidas, segundo Moscovici, guiaram-se para produzir verdades perigosas pelas quais lutaram e assumiram as conseqüências. Do velho continente passo agora a abordar os rumos da Psicologia Social na sofrida América Latina. Quando se fala em Psicologia Latino Americana é possível atribuir-lhe o status de um paradigma? Penso que sim, entretanto, como em quase tudo em ciência, esta, também, é uma questão polêmica e precisa ser pensado na sua especificidade e em toda sua diversidade, o que não é possível neste momento. No campo Psicologia Social: curso e percurso. Dra. Lucília Augusta Reboredo Universidade Metodista de Piracicaba 4 do possível, é importante evidenciar que a Psicologia Social Latino Americana teve, e têm, uma trajetória, que aos poucos, a diferenciou das Psicologias Sociais Norte Americana e Européia. O empenho para se construir uma Psicologia Social que pudesse “formular perguntas e dar respostas perigosas” frente às conjunturas ditatoriais da América Latina, levaram autores brasileiros, argentinos, bolivianos, venezuelanos, peruanos, a criarem, na década de 70, entidades como a ALAPSO, AVEPSO, ABRAPSO. A criação destas entidades refletiu uma reação organizada para repensar a Psicologia Social no contexto do continente sul-americano. Esse movimento culminou com um encontro, em Lima, Peru, nos anos 70, com a participação de países da América Central. Naquela ocasião decidiu-se pela construção de uma Psicologia Social com bases no materialismo histórico e voltada para práticas comunitárias. O acesso e leitura de autores europeus, principalmente Moscovici, e autores soviéticos como Leontiev, Vigotski, Luria, diminuiu a influência dos autores (e das pesquisas) norte americana, assim como incentivou autores latino americanos, dentre os quais quero relevar os brasileiros, a definirem novas categorias para análise dos fenômenos psicossociais. A ênfase no estudo de categorias como: consciência, alienação, linguagem, pensamento, identidade, processos grupais, representações sociais, entre outras, assim como a identificação com os pressupostos do materialismo histórico e com o método dialético, criaram as bases para um novo percurso da Psicologia Social neste continente. Ao expor algumas especificidades da Psicologia Social Européia me referenciei nas idéias de Moscovici, devido ao seu valor histórico para afirmar uma identidade da Psicologia Social no velho mundo, procederei da mesma forma ao abordar a Psicologia Social Latino-americana. É, portanto, através das idéias de Silvia Lane, 1984, profissional incansável na afirmação de uma Psicologia Social voltada à realidade latino-americana, que destacarei pilares que sustentam, ouso dizer, o paradigma da Psicologia Social Latino-americana. O ponto de partida comum que mobilizou os autores latino-americanos para uma crítica à Psicologia Social Norte Americana, foi a visão de indivíduo. Essa questão é devidamente trabalhada por Silvia Lane ao afirmar: “[...] o homem fala, pensa, aprende e ensina, transforma a natureza; o homem é cultura, é histórico. Este homem biológico não sobrevive por si e nem é uma espécie que se reproduz tal e qual, com variações decorrentes de clima, alimentação, etc. O seu organismo é uma infra- estrutura que permite o desenvolvimento de uma superestrutura, que é social e, portanto histórica. Essa desconsideração da psicologia em geral, do ser humano como produto histórico social, é que a torna, se não inócua, uma ciência que reproduziu a ideologia dominante de uma sociedade, quando descreve comportamento e, baseada em freqüências, tira conclusões sobre relações causais pela descrição pura e simples do comportamento ocorrendo em situações dadas [...] O ser humano traz consigo uma dimensão que não pode ser descartada, que é a sua condição social e histórica, sob o risco de termos uma visão distorcida (ideológica) de seu comportamento” (Lane, 1984, p.12). A visão crítica de homem na Psicologia e na Psicologia Social leva à definição do que deveria ser o objeto de estudo da Psicologia Social na América Latina. Segundo Silvia Lane: “Caberia à Psicologia Social recuperar o indivíduo na intersecção de sua história com a história de sua sociedade” (1984, pg.13). Essa incumbência dada para a Psicologia Social permite compreender o indivíduo como produto e produtor da História. Nesta perspectiva é revigoradaa discussão acerca da relação indivíduo e sociedade, que tinha estado presente nos percursos da Psicologia Social, agora sob o enfoque do materialismo histórico. O abandono dos conceitos da Psicologia Social Norte Americana pelos psicólogos sociais brasileiros e de outros países da América Latina, coloca em tela a definição de rumos metodológicos referenciados na dialética. Vejamos como Lane trata desta questão: Psicologia Social: curso e percurso. Dra. Lucília Augusta Reboredo Universidade Metodista de Piracicaba 5 “Se nossa meta é atingir o indivíduo concreto, manifestação de uma totalidade histórico-social temos que partir do empírico (que o positivismo tão bem nos ensinou a descrever) e, através de análises sucessivas nos aprofundarmos, além do aparente, em direção a esse concreto, e para tanto necessitamos de categorias que a partir do empírico (imobilizado pela descrição) nos levem ao processo subjacente e a real compreensão do indivíduo estudado” (1984, pg.16). É nessa perspectiva que devem ser compreendidas as categorias citadas anteriormente, que se tornaram categorias de análise psicossocial para compreender e explicar o movimento de constituição de um sujeito, multideterminado pelo seu tempo histórico. Essa multideterminação surge sob a forma de diversos matizes em cenários arquitetados, pelas diferentes conjunturas de cada país. A neutralidade científica, combatida por muitos autores, trouxe, não sem razão, o surgimento de práticas de psicólogos sociais cunhadas como Psicologia Política e Psicologia Comunitária. Essas práticas consolidam a Psicologia Social como uma área de investigação e intervenção. Evidentemente que a preocupação com a intervenção, por parte dos psicólogos sociais da América Latina não tem o significado pragmático das ações dos psicólogos americanos. Isto fica patente quando Silvia Lane discute a relação entre pesquisador e os sujeitos da pesquisa: “Pesquisador e pesquisado se definem por relações sociais que tanto podem ser reprodutoras como transformadoras das condições sociais onde ambos se inserem. Desta forma, conscientes ou não, sempre a pesquisa implica intervenção, ação de uns sobre outros. A pesquisa em si é uma prática social onde o pesquisador e o pesquisado se apresenta enquanto subjetividades que se materializam nas relações desenvolvidas, e onde os papéis se confundem, se alternam; ambos os objetos de análise e portanto descritos empiricamente. Esta relação – objeto de análise – é captada em seu movimento, o que implica necessariamente, pesquisa-ação”. (1984. pg.18) A concepção de que as práticas dos psicólogos sociais deveriam elevar-se à condição de práxis, anuncia que os mesmos, independentemente de seus temas de pesquisa e de seus espaços de atuação, precisam estar conscientes das intencionalidades subjacentes a toda atividade humana. A afirmação de que a prática científico-profissional deveria instituir-se como práxis colocou para os psicólogos sociais o desafio de disporem sua ação com a intencionalidade dirigida à transformação da sociedade. Para finalizar é oportuno destacar duas questões que me parecem fundamentais na afirmação de um paradigma da Psicologia Social Latino-americana. A primeira diz respeito ao “olhar” que a Psicologia Social, neste percurso, tem direcionado à Psicologia. Este olhar propiciou a formulação de críticas que, acredito, vêm contribuindo para repensar a ciência psicológica ou pelo menos para reorientar a prática dos psicólogos. Nesse sentido pode-se dizer que a Psicologia Social tem sido uma atenta crítica à Psicologia. A segunda questão refere-se à importância da Teoria da Identidade, sob a ótica do materialismo histórico e da lógica dialética, elaborada por Antonio da Costa Ciampa (1987), que na minha forma de pensar assumiu o valor de uma “teoria flogística”. Talvez, ela possa na atual conjuntura facilitar diálogo (pela negação ou afirmação) entre os psicólogos sociais e alavanca o papel de crítica da Psicologia, que a Psicologia Social tem procurado manter, principalmente numa realidade onde os psicólogos têm dado mais atenção à profissão do que à ciência psicológica. Termino aqui essa exposição renovando um registro de que não existem fatos fora da história e da geografia, ou seja, sem que se considere, nos fatos e para os fatos, o tempo e o espaço. A exposição, sucinta, dos percursos da Psicologia Social, são referências imprescindíveis para pensar a Psicologia Social; preservar a autocrítica da própria Psicologia, ao chamar atenção sobre seus impasses teórico-normativos, e reafirmar, nesta realidade conturbada de fins de século e virada de milênio, a idéia do indivíduo como categoria ética. Psicologia Social: curso e percurso. Dra. Lucília Augusta Reboredo Universidade Metodista de Piracicaba 6 Referências Bibliográficas CIAMPA, A. da C. A estória do Severino e a história da Severina. SP: Brasiliense, 1986 DEWEY, J. The reflex are concept in Psychology. Psychological Review, 3, 357-367, 1896 DURKHEIM, E. Représentations Individuelles et représentations collectives. Revue de Metaphysique et Morale, 1898. JAMES, W. The Principles of Psychology. N.Y: Henri Holt, 1890 KANTOR, J.R. How is a science of psychology possible? Journal of Abnormal Society Psychology, 62-72 LANE, S.T. Psicologia Social: O Homem em Movimento. SP: Brasiliense, 1984 LAZARUS, M. Das Leben der seele. Berlim: Dummler, 1882 LE BON, G. Lois psychologiques de l’evolution des peuple, Paris: F. Alcan, 1894. LEONTIEV, A N Actividade, Conciencia y Personalidad. Cuba: Editorial Pueblo y Educación, 1981 LEWIN, K. Resolving Social Conflicts. N.Y: Harper and Row, 1948 ------------- Field Theory in Social Science. N.Y: Harper and Row, 1951 LILIENFELD, P. 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