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A Geografia Política contribui para a compreensão do turismo ao analisar como as relações de 
poder e as decisões políticas moldam o espaço, transitando de uma visão tradicional que 
justificava o imperialismo para uma abordagem contemporânea focada na cidadania. No 
contexto turístico, essa ciência identifica processos de segregação socioespacial, onde o 
"direito à cidade" do residente é frequentemente ignorado em favor de investimentos estéticos 
voltados apenas para o visitante, criando "fronteiras invisíveis" que excluem as populações 
locais. Assim, ela propõe o exercício da cidadania plena por meio da gestão participativa do 
território, garantindo que o desenvolvimento turístico respeite a identidade nativa e promova a 
inclusão social em vez de apenas o consumo e a apropriação do espaço pelo capital. 
Palavras-chave: Relações de poder, cidadania, segregação socioespacial, território, direito à 
cidade e participação social. 
O conceito de desenvolvimento geográfico desigual e combinado ajuda a compreender o 
turismo ao revelar que a desigualdade no espaço não é um erro, mas uma necessidade do 
sistema capitalista para sua reprodução. No fenômeno turístico, isso se manifesta na 
coexistência de destinos de luxo (com infraestruturas modernas e serviços caros) e destinos 
populares ou áreas de apoio precárias, mantendo uma relação de dependência e exploração 
entre centros emissores ricos e receptores periféricos. Essa dinâmica acaba por gerar 
segregação socioespacial e reforçar estigmas de "inferioridade" ou "exotismo" sobre as 
populações locais, cujas culturas e paisagens são transformadas em meras mercadorias para o 
usufruto de classes mais abastadas. 
Palavras-chave: Capitalismo, contradição centro-periferia, segregação socioespacial, 
desigualdade estrutural, mercantilização da natureza e hegemonia global.

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