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Decreto Nº 4.104/2000: Código de Ética e Conselho da SEFA/PA Resumo Executivo O Decreto Estadual Nº 4.104, de 14 de junho de 2000, estabelece um marco regulatório para a conduta profissional no âmbito da Secretaria Executiva de Estado da Fazenda (SEFA) do Pará. O documento possui dois pilares centrais: a instituição do Código de Ética Profissional e a criação do Conselho de Ética. O Código de Ética Profissional, detalhado no anexo do decreto, estabelece os princípios deontológicos, deveres e proibições que devem nortear a atuação dos servidores fazendários. Os princípios fundamentais incluem moralidade, decoro, zelo, eficácia e cortesia, com ênfase na proteção do patrimônio público e no respeito ao elemento ético da conduta, em linha com a Constituição Federal. A normativa elenca dezenove deveres específicos, que vão desde a aplicação imparcial da legislação até a obrigação de denunciar irregularidades, e vinte e uma proibições expressas, que coíbem condutas como o uso de recursos públicos para fins privados, o recebimento de vantagens indevidas e o patrocínio de interesses privados. Paralelamente, o decreto cria o Conselho de Ética, um órgão colegiado vinculado diretamente ao Secretário Executivo de Estado da Fazenda. Suas principais competências são apreciar revisões de processos disciplinares e normatizar a conduta ética dos servidores. A composição do Conselho é multissetorial, incluindo representantes da própria Secretaria, da Corregedoria Fazendária, dos servidores, da Procuradoria Geral do Estado e do Ministério Público Estadual, garantindo uma supervisão ampla. A violação das normas estabelecidas sujeita o servidor a apuração administrativa, nos termos da Lei nº 5.810/1994, sem prejuízo das responsabilidades civil e penal. -------------------------------------------------------------------------------- Estrutura e Operação do Conselho de Ética O Decreto Nº 4.104/2000 detalha a criação, as competências e a estrutura de funcionamento do Conselho de Ética, estabelecendo-o como o órgão central para a supervisão da conduta profissional na Secretaria da Fazenda. Criação e Competências Conforme o Art. 2º, o Conselho de Ética é criado e vinculado diretamente ao Secretário Executivo de Estado da Fazenda. Suas competências são duplas e estratégicas: 1. Apreciação de Processos Disciplinares: Analisar a pertinência de reexame ou revisão de decisões proferidas em processos disciplinares, atendendo a servidores que se sintam prejudicados. 2. Normatização Ética: Baixar normas sobre ética profissional para orientar os servidores fazendários no tratamento com pessoas e com o patrimônio público. Composição e Mandato A estrutura do Conselho foi desenhada para ser representativa e equilibrada, conforme os artigos 3º, 4º e 5º: Membros do Conselho Observações 12/01/2026, 23:35 Administração Pública e Ética Prof issional - NotebookLM https://notebooklm.google.com/notebook/e8e3e087-0a8a-44a1-a39b-f8c52c5d28e4 1/4 Representante do Secretário Executivo de Estado da Fazenda Indicado pelo titular da pasta. Titular da Corregedoria Fazendária Membro nato, com participação permanente. Representante dos servidores da SEFA Indicado para representar o corpo funcional. Representante da Procuradoria Geral do Estado Representação do órgão jurídico do Estado. Representante do Ministério Público Estadual Representação do órgão fiscalizador da lei. Regras de Funcionamento: • Designação: Os membros são designados pelo Chefe do Poder Executivo (Governador) após indicação dos titulares de cada entidade representada. • Presidência: O Presidente do Conselho é indicado pelo Secretário Executivo de Estado da Fazenda, escolhido entre os membros do colegiado. • Remuneração: A participação no Conselho não é remunerada, caracterizando-se como um serviço público relevante. • Mandato: O mandato dos membros é de um ano, sendo permitida uma única recondução. A exceção é o titular da Corregedoria Fazendária, que é membro nato. Deliberações e Regulamentação • Quórum e Voto: As decisões são tomadas por maioria de votos dos membros. O presidente do Conselho possui apenas o voto de desempate (Art. 6º). • Regimento Interno: O Presidente do Conselho tem o prazo de 90 dias para elaborar e submeter ao Secretário Executivo o regimento interno do órgão, documento essencial para detalhar os procedimentos e o cumprimento das atribuições do decreto (Art. 7º). Análise do Código de Ética Profissional O Anexo ao decreto estabelece o Código de Ética Profissional, que se divide em regras deontológicas, deveres e proibições. Capítulo I: Regras Deontológicas O Art. 1º define os princípios basilares que devem guiar a conduta do servidor fazendário: • Cânones Fundamentais: A moralidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios ético- morais são os pilares da atuação profissional. • Conduta Ética: O servidor não pode ignorar o elemento ético de sua conduta, em conformidade com o Art. 37, § 4º da Constituição Federal. • Disciplina e Patrimônio: A cortesia, a boa-vontade e o cuidado no serviço público são manifestações de disciplina. O dano ao patrimônio público é considerado uma ofensa não apenas aos bens, mas ao próprio 12/01/2026, 23:35 Administração Pública e Ética Prof issional - NotebookLM https://notebooklm.google.com/notebook/e8e3e087-0a8a-44a1-a39b-f8c52c5d28e4 2/4 servidor como usuário dos serviços. Capítulo II: Principais Deveres do Servidor O Art. 2º lista um conjunto abrangente de deveres funcionais, entre os quais se destacam: • Execução da Função: Exercer as atividades com zelo, diligência e honestidade. • Imparcialidade: Aplicar a legislação sem se deixar intimidar por tráfico de influência. • Discrição: Evitar críticas à legislação ou a procedimentos fiscais na presença de contribuintes. • Transparência e Conflito de Interesses: Julgar-se impedido de atuar em tarefas que envolvam entidades de parentes (consanguíneos ou afins), amigos íntimos ou inimigos. • Zelo com o Patrimônio: Cuidar dos bens públicos e denunciar qualquer dano causado por terceiros ou outros servidores. • Obrigação de Denúncia: ◦ Informar à Corregedoria Fazendária a ocorrência de ingerência externa, tráfico de influência ou tentativa criminosa. ◦ Comunicar à Corregedoria a prática de atos ilícitos por parte de outros servidores. ◦ Denunciar ao Ministério Público a ocorrência de crimes contra a ordem tributária. ◦ Representar contra atos que promovam a evasão fiscal. • Identificação: Exibir a cédula de identificação funcional sempre que estiver no exercício da função. Capítulo III: Proibições O Art. 3º estabelece uma lista detalhada de condutas vedadas ao servidor da Fazenda, incluindo: • Conduta Pessoal: Comportar-se de forma incompatível com o cargo, como embriaguez ou uso de tóxicos na repartição. • Uso Indevido de Recursos: Utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em atividades particulares. • Conflito de Interesses: ◦ Indicar ou insinuar nomes de advogados ou contadores a contribuintes fiscalizados. ◦ Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária. • Abuso de Autoridade: ◦ Reter abusivamente livros, documentos ou processos. ◦ Utilizar a condição de agente do fisco para alterar indevidamente o curso da ação fiscal. • Vantagens Indevidas: ◦ Auferir qualquer tipo de benefício diverso da remuneração legal em razão do cargo. ◦ Exigir ou aceitar vantagem indevida para deixar de lançar ou cobrar tributos, ou para fazê-lo parcialmente. 12/01/2026, 23:35 Administração Pública e Ética Prof issional - NotebookLM https://notebooklm.google.com/notebook/e8e3e087-0a8a-44a1-a39b-f8c52c5d28e4 3/4 • Integridade Documental: ◦ Retirar documentos ou objetos da repartição sem autorização. ◦ Extraviar, sonegar ou inutilizar livros oficiais, processos ou documentos sob sua guarda. ◦ Apor visto dolosamente em livros ou documentos fiscais. A não observância dessas proibiçõesresulta em apuração administrativa, conforme a Lei nº 5.810, de 24 de janeiro de 1994. Disposições Finais e Responsabilidades Os artigos finais do anexo reforçam a seriedade das normas estabelecidas: • Tripla Responsabilidade (Art. 4º): O servidor responde penal, civil e administrativamente pelo exercício irregular da função pública. • Legislação Aplicável (Art. 5º): As disposições do Regime Jurídico dos Servidores também se aplicam aos funcionários da SEFA. • Controle Social (Art. 6º): É garantido a qualquer cidadão o direito de denunciar ao órgão competente o descumprimento dos deveres ou a violação das proibições contidas no Código de Ética. 12/01/2026, 23:35 Administração Pública e Ética Prof issional - NotebookLM https://notebooklm.google.com/notebook/e8e3e087-0a8a-44a1-a39b-f8c52c5d28e4 4/4