Ed
anteontem
Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas: a. ...a função pública desempenhada pelos partidos políticos e sua natureza jurídica híbrida impõem limites à sua autonomia, tornando os atos disciplinares sujeitos ao controle da Justiça Eleitoral quanto à observância não apenas das normas estatutárias e legais, mas também dos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, aplicáveis subsidiariamente às relações internas partidárias. Verdadeiro. A função pública dos partidos políticos implica que eles devem respeitar princípios constitucionais, mesmo em suas relações internas. b. ...a ausência de detalhamento procedimental no estatuto partidário sobre o processo disciplinar autoriza a aplicação supletiva das regras do Código Civil, por força da natureza privada do partido, sendo desnecessária a observância de garantias como a ampla defesa, que são próprias do direito público e não se compatibilizam com a dinâmica interna partidária. Falso. A ausência de detalhamento não justifica a não observância das garantias constitucionais, que devem ser respeitadas. c. ...a natureza de pessoa jurídica de direito privado dos partidos políticos afasta a incidência direta dos direitos fundamentais nas suas relações internas, cabendo ao estatuto definir livremente os procedimentos disciplinares, que não podem ser revistos pela Justiça Eleitoral, cuja competência se limita à fiscalização financeira e eleitoral estrita. Falso. Mesmo sendo pessoas jurídicas de direito privado, os partidos devem respeitar os direitos fundamentais. d. ...a fidelidade partidária, como dever fundamental do filiado previsto em lei, justifica a adoção de procedimentos disciplinares sumários que visem a rápida exclusão de membros dissidentes, prevalecendo a necessidade de coesão ideológica sobre as garantias individuais de defesa, mesmo que o estatuto seja omisso quanto aos procedimentos formais. Falso. A coesão ideológica não pode justificar a violação de direitos fundamentais, como o direito à ampla defesa. e. ...a autonomia partidária, garantida pela Constituição, confere aos partidos o poder discricionário de definir quaisquer regras disciplinares internas, sem vinculação aos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, pois estes se aplicam unicamente às relações entre o Estado e o indivíduo, e não entre um partido e seus filiados. Falso. A autonomia partidária não é absoluta e deve respeitar os princípios constitucionais. Com base na análise, a alternativa correta é: a.
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