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Teologia

UNIDERP - ANHANGUERA
Um partido político recém-criado, com forte apelo popular, estruturado inicialmente em torno de uma rede de movimentos sociais, enfrenta seu primeiro grande desafio interno: a aplicação de seu estatuto em um processo disciplinar contra um de seus fundadores, figura carismática, mas que se manifestou publicamente contra a linha ideológica majoritária adotada pela executiva nacional. O estatuto partidário prevê a expulsão sumária de filiados que "desrespeitem gravemente o programa ou a fidelidade partidária", mas não detalha os procedimentos para defesa. O membro em questão argumenta que a decisão de expulsão, tomada por votação simples na executiva nacional sem prévia notificação formal, sem oportunidade de apresentar defesa e sem recurso a um órgão interno revisor, viola princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, que, embora tipicamente aplicados a processos estatais, deveriam incidir também sobre as decisões internas de um partido político dada sua natureza e função pública. A executiva nacional, por sua vez, defende a autodeterminação partidária, alegando que a celeridade e a forma sumária do processo disciplinar estão alinhadas com a necessidade de preservar a coesão ideológica e a imagem pública do partido, e que as normas internas são suficientes para reger a conduta dos filiados. A questão escala e chega à Justiça Eleitoral, levantando um debate profundo sobre os limites da autonomia partidária e a aplicabilidade de direitos fundamentais nas relações internas das agremiações. Considerando o contexto apresentado, à luz da Constituição e da Lei nº 9.096/1995, é correto afirmar que... Escolha uma: a. ...a função pública desempenhada pelos partidos políticos e sua natureza jurídica híbrida impõem limites à sua autonomia, tornando os atos disciplinares sujeitos ao controle da Justiça Eleitoral quanto à observância não apenas das normas estatutárias e legais, mas também dos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, aplicáveis subsidiariamente às relações internas partidárias. b. ...a ausência de detalhamento procedimental no estatuto partidário sobre o processo disciplinar autoriza a aplicação supletiva das regras do Código Civil, por força da natureza privada do partido, sendo desnecessária a observância de garantias como a ampla defesa, que são próprias do direito público e não se compatibilizam com a dinâmica interna partidária. c. ...a natureza de pessoa jurídica de direito privado dos partidos políticos afasta a incidência direta dos direitos fundamentais nas suas relações internas, cabendo ao estatuto definir livremente os procedimentos disciplinares, que não podem ser revistos pela Justiça Eleitoral, cuja competência se limita à fiscalização financeira e eleitoral estrita. d. ...a fidelidade partidária, como dever fundamental do filiado previsto em lei, justifica a adoção de procedimentos disciplinares sumários que visem a rápida exclusão de membros dissidentes, prevalecendo a necessidade de coesão ideológica sobre as garantias individuais de defesa, mesmo que o estatuto seja omisso quanto aos procedimentos formais. e. ...a autonomia partidária, garantida pela Constituição, confere aos partidos o poder discricionário de definir quaisquer regras disciplinares internas, sem vinculação aos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, pois estes se aplicam unicamente às relações entre o Estado e o indivíduo, e não entre um partido e seus filiados. Fim conteúdo principal Minhas Mensagens Meus Pontos Avaliação de aula Contatos do curso Prova digital Foto do aluno: JACQUELINE PRISCILA DE OLIVEIRA JACQUELINE PRISCILA DE OLIVEIRA b1efb06f2a82024f9193 Sair Acessibilidade Recursos de acessibilidade Direito Político e Eleitoral Participantes Emblemas Notas Página inicial Painel Calendário Meus cursos Aula Magna Nacional Ciências Biológicas Competências para a Vida Direito Civil - Contratos Direito Penal - Teoria das Penas e Execução Penal Direito Político e Eleitoral Educação Alimentar Educação Ambiental Educação Cívica Matemática Modelo Multiportas e Meios Integradores de Resolução de Conflitos Português Processo Seletivo Projeto de Extensão - Direito II © 2018. Todos os direitos reservados.
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jacqueline priscila de oliveira

anteontem

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anteontem

Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas: a. ...a função pública desempenhada pelos partidos políticos e sua natureza jurídica híbrida impõem limites à sua autonomia, tornando os atos disciplinares sujeitos ao controle da Justiça Eleitoral quanto à observância não apenas das normas estatutárias e legais, mas também dos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, aplicáveis subsidiariamente às relações internas partidárias. Verdadeiro. A função pública dos partidos políticos implica que eles devem respeitar princípios constitucionais, mesmo em suas relações internas. b. ...a ausência de detalhamento procedimental no estatuto partidário sobre o processo disciplinar autoriza a aplicação supletiva das regras do Código Civil, por força da natureza privada do partido, sendo desnecessária a observância de garantias como a ampla defesa, que são próprias do direito público e não se compatibilizam com a dinâmica interna partidária. Falso. A ausência de detalhamento não justifica a não observância das garantias constitucionais, que devem ser respeitadas. c. ...a natureza de pessoa jurídica de direito privado dos partidos políticos afasta a incidência direta dos direitos fundamentais nas suas relações internas, cabendo ao estatuto definir livremente os procedimentos disciplinares, que não podem ser revistos pela Justiça Eleitoral, cuja competência se limita à fiscalização financeira e eleitoral estrita. Falso. Mesmo sendo pessoas jurídicas de direito privado, os partidos devem respeitar os direitos fundamentais. d. ...a fidelidade partidária, como dever fundamental do filiado previsto em lei, justifica a adoção de procedimentos disciplinares sumários que visem a rápida exclusão de membros dissidentes, prevalecendo a necessidade de coesão ideológica sobre as garantias individuais de defesa, mesmo que o estatuto seja omisso quanto aos procedimentos formais. Falso. A coesão ideológica não pode justificar a violação de direitos fundamentais, como o direito à ampla defesa. e. ...a autonomia partidária, garantida pela Constituição, confere aos partidos o poder discricionário de definir quaisquer regras disciplinares internas, sem vinculação aos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa, pois estes se aplicam unicamente às relações entre o Estado e o indivíduo, e não entre um partido e seus filiados. Falso. A autonomia partidária não é absoluta e deve respeitar os princípios constitucionais. Com base na análise, a alternativa correta é: a.

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