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Capsulite Adesiva Aluno: Sara Pereira Santos Definição: É uma síndrome dolorosa também conhecida como “ombro congelado “ caracterizada por uma redução progressiva e importante da amplitude de movimento do ombro, geralmente apresentando recuperação espontânea completa ou quase completa após um período variado de tempo. Pode ser caracterizada em primária e secundária. O termo “ombro congelado” foi descrito por Codman, em 1934. Epidemiologia e Etiologia: Placzek JD, define que a CA é uma doença relativamente frequente na população (3-5% da população geral) SBOT: Traz que a doença é mais comum em mulheres (2:1) na faixa etária de 40 a 60 anos. A etiologia ainda é incerta, porém existem algumas teorias que incluem a associação a doenças metabólicas e doenças da tireóide como causa extrínseca ( Duplay ES, 1872; Zuckerman et al, 1994). FATORES DE RISCO: - Sexo feminino - >40 anos de idade -Trauma anterior -Positivo para HLA-B27 -imobilização prolongada Fases da CA É dividida em 3 fases: aguda ou inflamatória, fase de rigidez ou congelamento e fase de descongelamento. Fase aguda: aparecimento gradual de dor difusa no ombro que pode durar até 6 meses, ficando forte e limitante Fase de congelamento: ocorre a perda progressiva do movimento do ombro que pode durar mais de 12 meses, com muita das vezes a dor apresentando menor intensidade. Fase de descongelamento: possui duração variável, é quando os sintomas começam a aliviar diminuindo a dor e consequentemente melhorando a amplitude de movimento. Diagnóstico: O diagnóstico é clínico e feito através de anamnese e exame físico, durante a investigação deve ser feita a exclusão de outras causas de dor no ombro. Os exames de imagem podem ajudar na investigação. Radiografias são boas pois podem revelar osteopenia em pacientes com CA prolongada ao desuso. A RM pode revelar espessamento dos tecidos capsulares e pericapsulares, como o espaço articular glenoumeral contraído. Avaliação Fisioterapêutica: Avaliação fisioterapêutica tem como objetivo traçar um plano de tratamento adequado e suficiente, pois através destas teremos conhecimento da situação do mesmo, tendo como propósito compreender os problemas do paciente. Procurando compreender os problemas do paciente, com isso saberemos os motivos que levou ele a procurar ajuda. Inicia se com 2 fases: - Inspeção - Palpação Qual teste ortopédico aplicar ? - Neer - Apley Tratamento: O objetivo da fisioterapia é eliminar o desconforto e de restaurar a mobilidade e a função do ombro. As aplicações de calor como ultra-som são auxiliares no alívio de dor e para a excitabilidade neuromuscular local. A mobilização passiva ou ativa é a medida mais eficaz (Neto, 1993). Cinesioterapia: - fase 1: alívio da dor - fase 2: exercícios Exercícios passivos: Os pacientes são instruídos a realizar movimentos autopassivos com movimentos angulares, a orientação deve ser dada para que o paciente realize os movimentos com pouca intensidade por curtos períodos de tempo e várias vezes ao dia. McClure, P.W. & Flower, K.R.: Treatment of limited shoulder motion using an elevation split. Physiother 72: 58-62, 1992. Exercícios de Codman Recuperação da Mobilidade: Com gradual recuperação da mobilidade articular, pode se iniciar exercícios ativos com o objetivo de retornar novamente os movimentos e função do membro. Deve começar com carga baixa, respeitando os limites de fadiga do paciente. A carga pode variar de 0,5 a 2,5kg. Os exercícios vão aumentar a atividade do manguito rotador e as três porções do deltóide, com os exercícios de abdução, rotação externa e extensão do ombro. MARK DUTTON, 2010 MARK DUTTON, 2010. Referências Bibliográficas: Revista brasileira de Ortopedia e traumatologia acesso em 04 de junho de 2020; Portal PEBMED acesso em 04 de junho de 2020; Placzek JD, Roubal PJ, Freeman DC, Kulig K, Nasser S, Pagett BT. Longterm effectiveness of translational manipulation for adhesive capsulitis. Clin Orthop Relat Res. 1998;(356):181-91. Duplay ES. De la périarthrite scapulohumerale et des raideurs de l’èpaule qui en son la consequence. Arch Gen Med. 1872;20:513-42. Checchia L. Ségio, Fregoneze. Marcelo, Miyazaki N. Alberto, Santos D. Pedro, Silva A. Luciana, Ossada. Andréia, Rosenthal. Andréia, Avakian. Roger; Tratamento da capsulite adesiva com bloqueios do nervo supra escapular; Rev. Bras. Ortop, 2006; 41 (7); 245-52. Matos F. Tayla, Mejia M. P. Dayana; Tratamento fisioterapêutico na capsulite adesiva do ombro. Lech, Osvandré; Sudbrack, Guilherme; Neto V. Cesar; Capsulite adesiva (“ombro congelado”) abordagem multidisciplinar. Rev. Bras. Ortop - Vol.28, Nº9- setembro, 1993 http://rbo.org.br/detalhes/31/pt-BR https://pebmed.com.br/dor-no-ombro-como-identificar-a-capsulite-adesiva/#:~:text=A%20capsulite%20adesiva%2C%20tamb%C3%A9m%20conhecida,um%20per%C3%ADodo%20variado%20de%20tempo. https://pebmed.com.br/dor-no-ombro-como-identificar-a-capsulite-adesiva/#:~:text=A%20capsulite%20adesiva%2C%20tamb%C3%A9m%20conhecida,um%20per%C3%ADodo%20variado%20de%20tempo. Referências Bibliográficas: McClure, P.W. & Flower, K.R.: Treatment of limited shoulder motion using an elevation split. Physiother 72: 58-62, 1992. Rizk, T., Christopher, R.P. & Pinnals, R.S.: Adhesive capsulitis (frozm shoulder)- A new approach to its management. Arch Phys Med Rehabil 64: 29-33, 1983. Mark Dutton, Fisioterapia Ortopédica; 2 ed; 2010