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Antonio do Passo Cabral e Victória Franco Pasqualotto PROCESSO E CONSTITUIÇÃO: SISTEMA FUNDAMENTAL CONSTITUCIONAL Roberto Zeller Branchi Independente de metas e da forma de constituição, sempre vão haver interesses divergentes. 2 c-Conheça o livro da disciplina CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3 Conheça os professores da disciplina. EMENTA DA DISCIPLINA 4 Veja a descrição da ementa da disciplina. BIBLIOGRAFIA DA DISCIPLINA 5 Veja as referências principais de leitura da disciplina. O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6 Confira como funciona o mapa da aula. MAPA DA AULA 7 Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. RESUMO DA DISCIPLINA 38 Relembre os principais conceitos da disciplina. AVALIAÇÃO 39 Veja as informações sobre o teste da disciplina. 3 Graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2019). Láurea Acadêmica (UFRGS, 2019). Tem trabalhos jurídicos publicados na área do direito (como autora e tradutora). VICTÓRIA FRANCO PASQUALOTTO Professora PUCRS Professor Titular de Direito Processual Civil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Procurador da República no Rio de Janeiro e ex-Juiz Federal. Livre-Docente pela Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Direito Processual pela UERJ, em cooperação com a Universidade de Munique, Alemanha. Mestre em Direito Público pela UERJ. Pós-doutorado na Universidade de Paris I (Sorbonne). Professor Visitante nas Universidades de Passau (2015) e Kiel (2016, 2017), Alemanha, na Universidade Ritsumeikan, Japão (2018) e na Universidade de Pequim, China (2019 e 2021). ANTONIO DO PASSO CABRAL Professor Convidado c-Conheça seus professores 4 Ementa da Disciplina Existência ou não de uma teoria processual ligada à matriz constitucional. Aprofundamento sobre processo e constituição. 5 Bibliografia da Disciplina As publicações destacadas têm acesso gratuito. Bibliografia básica SARLET, Ingo; MARINONI, Luiz Guilherme; MITIDIERO, Daniel. Curso de Direito Constitucional. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. ZANETI JÚNIOR, Hermes. A contitucionalização do processo: o modelo constitucional da justiça brasileira e as relações entre Processo e Constituição. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2014. NUNES, Dierle José Coleho. Processo jurisdicional democrático: uma análise crítica das reformas processuais. Curitiba: Juruá, 2008. Bibliografia complementar CAPPELLETTI, Mauro e GARTH, Brian. Acesso à Justiça. trad. Ellen Gracie Northfleet. Porto Alegre: Sérgio Fabbris, 1988. JOBIM, Marco Félix. Medidas estruturantes: da Suprema Corte estadunidense ao Supremo Tribunal Federal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2013. NERY JUNIOR, Nelson. Princípios do processo na Constituição Federal: processo civil, penal e administrativo. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009. PORTO, Sérgio Gilberto e USTARROZ, Daniel. Lições sobre Direitos Fundamentais no Processo Civil (O conteúdo Processual da Constituição Federal). Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora. 2009. SARLET, Ingo Wolgang. Eficácia dos direitos fundamentais. 12. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2014. https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/19q7g4d/TN_cdi_crossref_primary_10_22456_2317_8558_51179 https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/19q7g4d/TN_cdi_crossref_primary_10_22456_2317_8558_51179 https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/19q7g4d/TN_cdi_crossref_primary_10_22456_2317_8558_51179 6 O que compõe o Mapa da Aula? so MAPA DA AULA São os capítulos da aula, demarcam momentos importantes da disciplina, servindo como o norte para o seu aprendizado. Frases dos professores que resumem sua visão sobre um assunto ou situação. DESTAQUES Conteúdos essenciais sem os quais você pode ter dificuldade em compreender a matéria. Especialmente importante para alunos de outras áreas, ou que precisam relembrar assuntos e conceitos. Se você estiver por dentro dos conceitos básicos dessa disciplina, pode tranquilamente pular os fundamentos. FUNDAMENTOS Questões objetivas que buscam reforçar pontos centrais da disciplina, aproximando você do conteúdo de forma prática e exercitando a reflexão sobre os temas discutidos. Na versão online, você pode clicar nas alternativas. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Fatos e informações que dizem respeito a conteúdos da disciplina. CURIOSIDADES Conceituação de termos técnicos, expressões, siglas e palavras específicas do campo da disciplina citados durante a videoaula. PALAVRAS-CHAVE Assista novamente aos conteúdos expostos pelos professores em vídeo. Aqui você também poderá encontrar vídeos mencionados em sala de aula. VÍDEOS Inserções de conteúdos para tornar a sua experiência mais agradável e significar o conhecimento da aula. ENTRETENIMENTO Apresentação de figuras públicas e profissionais de referência mencionados pelo(a) professor(a). PERSONALIDADES Neste item, você relembra o case analisado em aula pelo professor. CASE A jornada de aprendizagem não termina ao fim de uma disciplina. Ela segue até onde a sua curiosidade alcança. Aqui você encontra uma lista de indicações de leitura. São artigos e livros sobre temas abordados em aula. LEITURAS INDICADAS Aqui você encontra a descrição detalhada da dinâmica realizada pelo professor. MOMENTO DINÂMICA 7 Mapa da Aula Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas. AULA 1 • PARTE 1 Constituição e processo I O Direito Constitucional no ordenamento jurídico nacional ganha mais força e expressão à partir da década de 1990, justamente, após a promulgação da Constituição. Quando aproximamos o processo e a Constituição temos dois fenômenos que são inerentes a essa união: a constitucionalização do processo e a processualização do Direito. Ao considerarmos o primeiro, temos uma série de institutos que o representam, como as garantias fundamentais com status constitucional; as ações constitucionais que vão além do controle de constitucionalidade, como ações mandamentais e o Código de Processo Civil, de 2015. Já, na processualização do Direito, temos a compreensão do fenômeno jurídico como algo que possa seguir uma determinada sistematização, por meio da instituição do processo. Ou seja, o processo se torna o instituto onde existe uma interação entre os atores envolvidos nele, assim como as ferramentas dispostas para que eles possam operar e chegar a efeitos práticos dentro dessa lógica. 01:58 PERSONALIDADE Doutor em ciência do Direito, Comunicação e Semiótica, Filosofia e Psicologia Social, atua como professor no do Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. É também autor, com mais de cem obras publicadas, com destaque a temas como princípios constitucionais e filosofia e teoria do Direito. Willis Santiago Guerra Filho 04:31 06:12 A própria constituição abre vias para o judiciário. Ela regula essas vias. 10:10A melhor lei de processo que tínhamos, até 2015, é a Lei de Processo Administrativo Federal, a Lei 9.784. 8 13:18 Toda a vez que as normas incidem e produzem efeitos jurídicos, isso só pode ser reconhecido através de um processo.14:06 PERSONALIDADE Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi coordenador do curso de Pós-Graduação da instituição. Especializado em direto material e processual também atuou na atividade docente nas Universidades de Paris, Florença e Bogotá. Atuou no Anteprojeto do Novo Código Civil Brasileiro, como responsável pelo tema do Direito da Família. Clóvis do Couto e Silva 16:11 Se a norma é o resultado não há interpretação que não seja um processo também. Constituição e processo II A partir da processualização do Direito, temos uma nova forma de interpretar o que está disposto, também, no texto constitucional. Ele passa a ser interpretado como um organismoem desenvolvimento e não mais algo imutável. Em última análise, o que acontece aqui é uma processualização da constituição. O texto constitucional passa a ser compreendido como se estivesse em constante desenvolvimento, atualizando suas concepções para acompanhar a evolução social e legislativa em constante curso. Antônio destaca a importância da Filosofia do Direito na percepção da processualização do Direito, criando paradigmas procedimentais de teorias da justiça. Por mais que tenhamos diferentes formas de perceber o que é justo quando estamos tratando de diferentes culturas, costumes e comportamentos sociais, ainda assim, é possível desenvolvermos procedimentos específicos para que possamos deliberar e concordar sobre o conceito de justiça. Em um Estado Democrático de Direito essa processualização assume um caráter onde os indivíduos da sociedade se tornam agentes ativos na construção e discussão das normas e procedimentos jurídicos. 16:45 A distinção entre a lei formal e a lei material está na presença ou não do seguinte elemento: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 2 . 24:58Os indivíduos, hoje, no Estado de Direito, têm direito fundamental à essa processualização. 9 AULA 1 • PARTE 2 O processo Antes da propagação do conceito de constitucionalização do processo, ele era visto como um instrumento capaz de impedir a arbitrariedade do Estado, isto é, como um mecanismo reativo, onde o cidadão poderia se proteger das decisões tomadas pelo poder legislativo em relação a sua vida e existência. Atualmente, por meio do instrumento do devido processo legal, também passamos a interpretar o processo como sendo um instrumento garantidor da concretização dos direitos dos indivíduos perante o Estado. Antônio faz um breve apanhado de como esse instituto se desenvolveu no ordenamento jurídico nacional, demonstrando que ele não é algo proveniente da promulgação da Constituição de 1988. Agora, sob a égide do texto constitucional, o devido processo legal passa a ter duas vertentes sob as quais ele é caracterizado: 1) Procedimental - é onde temos a distinção das formalidades processuais que antecedem os fatos. Ou seja, diz respeito a formalização de normas que farão parte do processo ao longo de sua realização e; 2) Substantivo - trata do controle sobre a razoabilidade das leis em si, sito é, na análise do conteúdo das normas e como elas devem ser aplicadas de forma razoável e equânime, o que impede ações arbitrárias por parte do legislador. 00:25 02:10 Já temos uma tradição, muito longa, de buscar a procedimentalização como uma métrica das nossas legislações processuais. 02:10 A ideia de devido processo legal nos é antiga. Ela não é nova. Não é um produto da Constituição de 1988. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O processo legislativo compreende a elaboração de Emendas à Constituição, Leis Complementares, R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 4 . 07:56Se você aumenta o acesso à justiça ao ponto de reduzir a zero os custos judiciários, você vai pressionar o judiciário em termos de eficiência. 10 Pilares constitucionais I Um dos pilares do constitucionalismo moderno é o Estado de Direito. É por meio dele que conseguimos organizar a aplicação do Direito por parte dos legisladores, limitando suas decisões baseadas em um conjunto de leis. Existem diversos modelos de Estado de Direito que se consagraram ao longo de nossa história. Entre eles, o modelo dos países que promovem a ‘Common Law’, onde o Direito se constrói a partir das decisões judiciais e a ênfase da produção normativa é judiciária. O Estado Legal, também conhecido como modelo francês, tem a lei como fonte de sua normatividade. Aqui, a ênfase está no legislativo, o que acabava desprestigiando o poder judiciário. O Estado de Direito Contemporâneo, ou modelo alemão, é desenvolvido a partir da doutrina. Ou seja, não temos uma centralidade estatal na criação e organização das normas jurídicas. Essa normatividade vai ser encontrada no sistema, mas não exatamente em uma lei específica. Atualmente, no Brasil, temos uma combinação entre o modelo alemão e algumas características do modelo advindo dos países que adotam a ‘Common Law’. Essa hibridização faz com que o sistema jurídico consegue operar em sua complexidade de forma muito eficiente. 11:30 12:28 PERSONALIDADE Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul é professor adjunto de Direito Processual Civil dos Cursos de Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado na mesma instituição. Autor e advogado, também é sócio na Marinoni Advocacia. Daniel Mitidiero 14:35Historicamente, no constitucionalismo, o poder legislativo sempre era o mais importante. 16:49 PERSONALIDADE Desembargador, jurista, professor universitário e autor é o criador da tese do Formalismo-Valorativo, no processo civil. Foi membro da International Association of Procedural Law, do Instituto Iberoamericano de Direito Processual e do Instituto Brasileiro de Direito Processual. Carlos Alberto Alvaro de Oliveira 11 Pilares constitucionais II É preciso que exista uma harmonia dentro do ordenamento jurídico, impedindo que um determinado poder seja superior a todos os demais. Ou seja, é fundamental estabelecer um sistema de pesos e contrabalanço para que haja uma separação de poderes sem privilegiá-los ou preteri-los. A ideia desse equilíbrio é proteger minorias e seus direitos de eventuais maiorias episódicas, garantir a aplicação das leis sem que haja distorções hierárquicas, impedir o legislativo de ser exercido contra a Constituição e objetivar uma eficácia horizontal em termos de direitos fundamentais. Antônio acredita que esse desenho levou a adoção de um modelo de supremacia judicial, no qual o Poder Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal, tem a prerrogativa de dar a última palavra sobre a atribuição de sentido às normas constitucionais. Essa supremacia pode levar a outras questões que o professor pontua como problemas, incluindo a ubiquidade constitucional, quando as constituições sejam federais ou estaduais tratam de matérias que, em teoria, não competem; o desgaste da força normativa constitucional e o ativismo judicial. 19:03 22:45Se permitíssemos que todas as normas fossem alteradas, de uma legislatura para a outra, poderíamos ver um massacre de certas minorias. 26:09 Judicial Review: Anglicismo que define o controle judicial das leis no Estados Unidos. É originário da decisão proferida por John Marshall, no caso Marbury x Madison, julgada pela Corte norte-americana em 1803. A ideia do conceito é estabelecer um diálogo entre os poderes, não onerando ou excluindo a participação de todos no processo. PALAVRA-CHAVE 30:16 PERSONALIDADE Professor Titular de Direito Constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro é sócio do escritório DS&AB Advogados, autor e atuou ativamente em casos de relevante impacto social no STF, como o das uniões homo afetivas e do financiamento de campanhas eleitorais por empresas. Daniel Sarmento 41:18 Accountability: Anglicismo comumente traduzido no sentido de prestação de contas. Englobando os significados de transparência, ética e responsabilidade de empresas, órgãos administrativos, pessoas físicas ou outras instâncias e instituições. PALAVRA-CHAVE 35:54 Há uma tentativa, sempre, de jogar os atos políticos para o judiciário. Tirar da arena parlamentar ou executiva e trazer para uma arena burocrata. 12 AULA 1 • PARTE 3 Separação de poderes Uma das questões do constitucionalismo contemporâneo é como ele interpreta a separação de poderes nas esferas legislativas, executivas, judiciárias e administrativas. Estamos acostumados com um modelo de Estado onde as funções são altamente segregadas e, em grande medida não delegáveis. Antônio acredita que umEstado moderno não pode atingir seu máximo, em termos de eficiência, quando opera sob esse modelo. Ainda que, em determinados casos e efeitos, a Constituição expresse claramente que determinada ação ou ato seja realizado por agentes específicos, quando ela não o faz, tal ação ou ato pode ser delegada ou compartilhada por outros agentes que tenham competência, meios, ferramentas e subsídios para tanto. Quando a delegação é feita de forma consciente e justificada, temos um melhor aproveitamento da máquina pública, criando um sistema mais eficaz em termos de atuação e menos suscetível a problemas políticos, no sentido de capturar ou cooptar determinados serviços e servidores a desfavor da administração. Em seguida, o professor apresenta o conceito de decisão administrativa coordenada, que pode combinar as ações de órgãos e instituições nas esferas municipais, estaduais e federais, objetivando assertividade na tomada de decisão. 00:25 01:42 A regra é que se a Constituição não for clara, acerca da exclusividade de uma função, que ela não precise ser exclusiva. 04:54 O judiciário não é o poder que tem exclusividade de julgar. Mas, é aquele para qual a função de julgar é mais afeta. 06:45 Haver órgãos que tenham competências concorrentes, concomitantes não é ruim, no sistema. Cumpre uma função. 12:10 Pensar as capacidades institucionais, em um cenário onde temos múltiplos órgãos decisórios com competências secantes, tangentes, fricções de competência, é pensar em instituições da vida real. 18:12Será que o judiciário é aquele que tem que ter sempre a última palavra, no mundo contemporâneo? 13 Antônio comenta que nem sempre o judiciário vai ser o poder que tomará uma decisão definitiva e irrevogável sobre um tema. Inclusive, a Constituição brasileira não determina que uma decisão tomada pela Suprema Corte não possa ser alterada por uma manobra constitucional. Automaticamente, isso cria um ambiente de diálogo entre instituições e poderes tirando, em boa medida, a supremacia da decisão ao poder judiciário. O poder judiciário acaba sendo afetado justamente pelo legislativo, dentro dos limites legais de seus poderes e atribuições, criando ou alterando leis que desfaçam ou desvirtuem as decisões tomadas por aquela instância. Ademais, nem sempre os juízes terão a capacidade necessária para tomar a decisão mais acertada, quando os temas perpassam os dilemas das estruturas jurídicas. Nesse sentido, é possível que o judiciário crie espaços de não-decisão, se eximindo de intervir em decisões muito recentes ou incertas. 18:47 20:32Se a constituição é um processo em desenvolvimento, em permanente inacabamento, sempre se pode retomar o debate sobre uma determinada questão. Supremacia judiciária A sistematização das leis mais complexas deve obedecer a uma hierarquia de subdivisões. Nesse sentido, assinale a alternativa que representa o esquema básico de composição de uma lei, na sequência correta: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 24:13 A ideia de maturação, amadurecimento da discussão no judiciário, como um pressuposto para as decisões de mérito, parece um caminho muito interessante. 28:47Faz sentido fixar uma tese em um quadro de incerteza? 14 AULA 1 • PARTE 4 Assim como abordamos em outras questões, quando pensamos na segurança jurídica é também preciso manter tal conceito em constante evolução. Na contemporaneidade, em muitos casos, o Estado não consegue dar as melhores respostas nas demandas de seus cidadãos e o judiciário tampouco consegue fornecer um sistema ágil capaz de normatizar novas e constantes transformações sociais. Sendo assim, é preciso repensar o conceito de segurança jurídica na busca de alinhá- lo com uma realidade mais volátil e em constante evolução, objetivando atender as necessidades de uma sociedade onde expectativa de direito e direito adquirido regulavam essa relação. O professor apresenta conceito de segurança como continuidade jurídica, que apesar de preferir a permanência dos efeitos e das normas, considera sua possibilidade de alteração, porém, cria regras de transição para permitir tal mudança, aliada a uma boa argumentação sobre a mesma, equilibrando os diretos aos beneficiários de direitos adquiridos com a mudança proposta. Antônio explora alguns itens para ilustrar a importância do regime transicional , incluindo seu prazo, regras e capacidade de reavaliação de sua execução e efeitos. 00:25 Segurança jurídica 01:10Tudo o que aconteceu no passado você não mexe mais e o que está para o futuro, está sempre em aberto. Essa era a lógica da segurança jurídica tradicional. 03:34A mudança é constante e ela acontece em um ritmo acelerado. Em um ritmo em que a produção normativa legislativa não consegue acompanhar. 06:45A alterabilidade do conteúdo de atos jurídicos passa a ser normal ao sistema e não excepcional. 08:18O aplicador da norma, ao operar a segurança- continuidade, será responsável por estabelecer regras de transição. 11:03 Em tese, a coisa julgada deveria proteger os indivíduos contra alterações supervenientes no direito objetivo, inclusive, na lei. 15 18:05A regra de transição é necessariamente temporária. Ela não vai existir para viger para sempre, não vai ter um tempo de eficácia perene. 23:11 O que a LINDB nos mostra é que modulação de efeitos é apenas uma das várias modalidades de regra de transição.Função jurisdicional I Antônio traz o conceito de escopos da jurisdição desenvolvido pelo professor Cândido Rangel Dinamarco para pontuar quais seriam algumas das principais funções do poder judiciário, em uma sociedade moderna. Entre eles, podemos listar a pacificação de conflitos entre cidadãos, instituições e o Estado; a função pedagógica social que a legislação desempenha, no sentido de instruir determinados padrões de comportamento e atitudes resultando na convivência harmoniosa entre os indivíduos; a afirmação do próprio poder estatal, por meio das legislações que ele cria e aplica. O professor também destaca a relevância do processo como um instrumento estatal e como, por meio dele, conseguimos atingir os objetivos propostos respeitando cerimônias e regras que se dão de forma equânime para as partes envolvidas em litígios. Em seguida, o professor discorre sobre outros paradigmas metodológicos que contrapõem o instrumentalismo proposto por Dinamarco, como o processualismo democrático; o modelo constitucional de processo; o neoprocessualismo e o processo como garantia contra jurisdicional. Em cada tópico, Antônio destaca as principais características dessas metodologias frente ao constitucionalismo, a formatação de operar o direito e garantir uma forma mais atual de executá-lo. 24:22 PERSONALIDADE Professor titular aposentado da Universidade de São Paulo, autor e advogado é uma das referências na temática processualista nacional. Ex-procurador de Justiça, ex- juiz do Primeiro Tribunal de Alçada Civil e Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é um dos sócios do escritório Dinamarco, Rossi, Beraldo & Bedaque. Cândido Rangel Dinamarco 25:25 29:41 O processo é um instrumento. Um instrumento do Estado. Ele não pertence as partes. As partes não podem fazer o que quiserem. 16 34:43Se você não consegue dizer qual é o sentido da norma senão diante dos fatos, se a norma é produto da interpretação e não objeto dela, tudo joga para o lado do concreto e não do abstrato. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O direito adquirido, a coisa julgada e o ato jurídico perfeito constituem princípios constitucionais de segurança e estabilidade das relações jurídicas, podendo ser, contudo, algum deles modificado: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 4 . 40:07Se essas interações estão acontecendo fora do judiciário, como pensar o processo apenascomo algo contra jurisdicional. 17 AULA 2 • PARTE 1 Função jurisdicional II Ainda tratando do tema dos paradigmas metodológicos que contrapõem a ideia do professor Dinamarco que vê o processo como um instrumento estatal, Antônio apresenta os conceitos de tutela dos direitos e técnica processual. A ideia de seus criadores é pontuar que a tutela dos direitos está em um plano diferente do da jurisdição. Isso traz a possibilidade de que o judiciário tenha uma abordagem mais humanizada e se distancie do instrumentalismo que transformava o processo em uma ferramenta estatal, demonstrando que nem toda a proteção que se dá aos direitos é jurisdicional. Antônio também traz uma tese sua, a qual ele denomina materialização do processo. Aqui, a o objetivo é reaproximar o processo do direito material, fazendo com que a norma processual se torne, também, um instrumento de regulação de comportamentos sociais. Outro fenômeno presente nesse contexto é o ressurgimento da autotutela e o avanço das técnicas processuais moldando o procedimento. 02:48 03:45 Pensar que nem toda a tutela dos direitos é jurisdicional é um passo muito importante para mudar o foco. 07:08 Hoje, norma processual regula comportamento. Norma processual é norma primária e regula comportamento. Incentiva e estimula comportamento. 09:31 Smart Enforcement: Refere-se ao desenvolvimento e aplicação de regulamentos considerando uma série de estratégias para regulamentação eficaz e uma combinação de medidas de execução. Considera as motivações e restrições de todas as partes interessadas, identificando formas de tornar mais fácil seu cumprimento, em vez de necessariamente aplicar medidas punitivas estritas como primeira respostas, quando não há seu cumprimento. PALAVRA-CHAVE 14:20Entender o raciocínio em torno dos fatos que estão sendo discutidos é atribuir racionalidade à aplicação das normas. 18 Sistema multiportas Ainda pensando em um judiciário mais contemporâneo e adaptado a sua realidade, uma das questões que precisamos trabalhar é a do acesso à justiça e a eficiência na resolução de problemas. Atualmente, tem se tornado cada vez mais comum o uso de ferramentas que pretendem atingir tal fim que não necessariamente dependerão das estruturas e formalidades de um processo tradicional. Essas ferramentas consistem em métodos alternativos para solução de conflitos. A ideia não é apenas desafogar o sistema jurídico de sua carga, mas encontrar métodos e soluções adequadas que garantam acesso democrático à justiça, buscando uma solução adequada, célere dentro das possibilidades e com todas as garantias constitucionais do processo, ainda que executadas via extrajudicial. O professor navega por uma série de tendências em se tratando de métodos alternativos para solução de conflitos e destaca como a tecnologia e a conectividade podem ser grandes aliados no processo e como esses métodos alternativos podem ser soluções interessantes de acordo com a dimensão e complexidade de cada conflito. 18:26 18:52 PERSONALIDADE Professor emérito da Harvard Law School é considerado o pioneiro no campo das metodologias alternativas para solução de conflitos, no Direito norte-americano. Tornou-se uma das principais referências em arbitragem trabalhista, atuando por mais de quarenta e cinco anos na área. Frank Sander 23:01 Baseball: Conhecida, no Brasil, como arbitragem de oferta final acontece quando cada parte submete uma proposta ao árbitro e esse deve optar por uma delas. Essa modalidade reduz o campo de atuação do árbitro e faz com que as partes busquem meios termos em suas expectativas de solução. PALAVRA-CHAVE 24:38 Pensar em acesso à justiça é pensar em formas équas à solução de conflitos e essas formas podem ser judiciárias ou não. 19 26:53 CEJUSC: Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania são unidades judiciárias que apoiam o desenvolvimento de práticas que estimulam a pacificação social, responsáveis pela tomada de decisão de conciliação em demandas processuais e pré-processuais para aplicação das metodologias autocompositivas mais apropriadas. PALAVRA-CHAVE 31:50 A ideia de instrumentos alternativos ao judiciário partia de uma pressuposição de que a forma padrão, ideal de solução de disputas era o processo judiciário. O processo legislativo guarda relação com o processo judicial, em especial, no que se refere a princípios aplicáveis a ambos, do qual é exemplo: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 2 . 36:41 Será que o poder judiciário promover essa autocomposição ou estimular as partes a isso é uma função jurisdicional? 41:29 Como é que se pode dizer que a arbitragem é inconstitucional? 44:25O TST era muito refratário à arbitragem em matéria trabalhista, mesmo que o trabalhador não fosse vulnerável. 20 AULA 2 • PARTE 2 Função jurisdicional III Outra questão que o professor levanta relativa às funções jurisdicionais está atrelada a sua capacidade ou não de produtor de normas. Para Antônio, não faz sentido que o poder judiciário não possa criar e editar suas normas. Da mesma forma, a atividade de interpretação das normas é fundamental para que tenhamos formas de adequar e guiar a melhor tomada de decisão, objetivando um olhar mais atual e não tão enraizado ao texto normativo em si. Toda a vez que o legislador ou o juiz interpretam uma norma, indiretamente, eles estão realizando um processo criativo sobre ela, sem alterá-la expressamente, mas, adequando sua aplicação. Para ilustrar essa função o professor traz o tema dos precedentes e como eles podem servir como base para normas jurídicas podendo ser aplicados em novos casos. 00:25 01:09A atividade de interpretação atribui sentido a norma e não descreve um sentido que existe antes dela. 02:56Existe uma margem maior ou menor, a depender do tipo de norma que só se consegue perceber ou revelar com a atividade do juiz. 06:07O precedente é formado a partir de um caso, a luz de determinadas hipóteses e dali se extraem fundamentos que podem ser universalizáveis. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Assinale a opção correta a respeito das ações constitucionais: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 2 . 09:41O juiz, em um estado de direito, tem que aplicar as normas. E tem que aplicar as normas tal como interpretadas nos precedentes porque há uma necessidade de segurança jurídica, coerência. 21 13:05 Na lógica do sistema, se teve um julgamento em embargo de divergência, deveria acabar a divergência.Função jurisdicional IV Antônio acredita que uma ferramenta de grande utilidade no sistema jurídico contemporâneo é a consulta jurisdicional. Por meio dela, é possível garantir um acesso mais amplo à justiça sem a necessidade de movimentar toda a máquina, criando ainda um maior volume processual e, consequentemente, mais onerosidade. Além disso, quando o Estado fornece esse tipo de ferramenta, a resposta à consulta não se caracteriza como sendo uma decisão. Ela serve como um guia para os interessados naquele tema, sobre qual pode ser a posição do sistema judiciário sobre ela, de um ponto de vista não enviesado. Logo, o Estado assume uma postura que vai além de sanções ou imposição de força. De certa forma, essa também é uma maneira de fazer com que os cidadãos adotem determinados comportamentos que possam ser, de alguma forma, recompensados por parte do Estado, por meio de benefícios ou isenções, por exemplo. O professor apresenta alguns dos mecanismos que podem representar formas de atuação não impositiva do poder judiciário. 16:37 19:57 Isso pode acontecer quando as pessoas têm dúvida sobre quais as normas específicas vão incidir na sua esfera de direitos e qual a interpretação que o judiciário daria para aquelas normas diante da sua situação. 23:05 A resposta à consulta nãoé impositiva. Ela não é uma decisão. Não é executável. PERSONALIDADE Advogado e professor na Escola de Direito da Universidade Georgetown, atuou como Advogado-Geral dos Estados Unidos na administração Obama, entre 2010 e 2011. Ainda que visto como um dos principais advogados dos Estados Unidos foi criticado no meio por suas posturas contrárias a direitos humanos e trabalhistas em sua atuação. Neal Katyal 24:11 22 Função jurisdicional V Outra função jurisdicional que tem grande impacto no sistema em termos de desoneração está ligada a prevenção de conflitos. Em um sistema moderno precisamos pensar em não sobrecarregar ainda mais, algo que já trabalha com um enorme déficit e uma morosidade considerável. Antônio destaca a importância da tecnologia nesse quesito. Ao trabalharmos com bancos de dados e algoritmos capazes de realizar funções preditivas conseguimos diminuir substancialmente a assimetria informacional que existe entre as partes. Essa assimetria faz com que conflitos e disputas que poderiam ser resolvidos de forma muito mais efetiva, se prolonguem dentro do sistema, levando muito tempo para atingir o mesmo fim. Esses algoritmos ainda precisam ser desenvolvidos de forma que sejam mais funcionais e não tenham consigo vieses capazes de prejudicar os resultados. 29:39 33:21 A aplicação da tecnologia na moldagem de comportamento vai estimulando você a reduzir sua conflituosidade ou a tentar resolver aquilo fora do judiciário. 36:48 A partir do momento que a tecnologia for muito acelerada, uma certa parte da advocacia vai se tornar prescindível. 42:03 Marketplace: São plataformas mediadas por empresas que conectam a oferta e a demanda de produtos e serviços, reunindo diversos vendedores ou prestadores em um mesmo ambiente virtual. PALAVRA-CHAVE 23 AULA 2 • PARTE 3 Função jurisdicional VI Ainda no que tange a questão da prevenção de conflitos, Antônio apresenta mais algumas ferramentas que podem ser utilizadas para potencializar e normalizar esse instituto no dia a dia do poder judiciário. Entre elas, o uso da ação declaratória de fato com delimitação de seus efeitos pretendidos. Atualmente, já existe uma ampliação do cabimento da tutela declaratória, incluindo o modo de ser de uma declaração jurídica. O objeto da ação declaratória é sempre uma relação jurídica, sendo que a lei exclui do seu escopo os fatos, puramente fatos, ainda que juridicamente relevantes. Ainda assim, quando tais fatos servem de base para a formação dessa, havendo divergência sobre a existência e a validade destes, caberá ação declaratória, para dirimir as dúvidas sobre a relação jurídica, em relação ao seu modo de ser. Em seguida, o professor comenta a importância do instituto da produção de prova antes do processo. No ordenamento atual, o direito à prova é autônomo em relação a outros direitos. Essa prática também tem entre seus propósitos evitar conflitos, uma vez que a constatação das provas pode determinar se, de fato, é vantajoso ingressar com um processo para decidir tal conflito. 00:34 01:11 Vivemos um dogma de pensar que só pode ser objeto da ação declaratória a relação jurídica e não um fato. PERSONALIDADE Pós-Doutor pela Università degli Studi di Firenze. Doutor e Mestre em Direito, é professor adjunto de Direito Processual Civil nos cursos de graduação, mestrado e doutorado da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Atuou como Juiz Federal e atualmente é Procurador Regional da República na 4.ª Região. Sérgio Cruz Arenhart 04:13 09:07O que é função jurisdicional? Garantia e expectativa de aplicabilidade e incidência de normas e assegurar constatabilidade fática. 13:20 A constatação do fato e a produção da prova antes do ajuizamento da pretensão cognitiva se tornou uma estratégia muito útil na prática do Direito. 24 18:18Já passou do tempo de pensarmos o sistema de justiça a partir da perspectiva do jurisdicionado. Garantias fundamentais I Alguns mecanismos inerentes ao processo são dados como garantias constitucionais. Entre eles, temos o instituto do contraditório. Antônio traça um paralelo entre o que era o conceito de contraditório, visto como uma contraposição de teses e o que ele descreve como o modelo mais contemporâneo, onde ele é visto como o direito de ser ouvido, para ambas as partes. Esse modelo cria uma forma mais interativa entre o legislador e o usuário do sistema de justiça, tornando esse em um agente coprodutor da norma. Uma vez atuando como coprodutores da norma temos o surgimento da influência que esses agentes exercem no processo. Isto é, os envolvidos em um processo, por meio de sua atuação, são capazes de determinar comportamentos do judiciário, baseados na interpretação que seus argumentos recebem e como eles são julgados pelo legislador. 19:47 É assegurado a todos os cidadãos o direito de petição aos Poderes Públicos. Esse direito consiste no (a): EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 . 24:06O raciocínio judicial e as interações entre os sujeitos são muito mais complexas do que tese, antítese e síntese. 27:01 A ideia de um direito ser ouvido, por ser mais ampla do que o contraditório tradicional, ampliou as possibilidades de participação no processo.32:37As consequências processuais do exercício das prerrogativas do contraditório são diferentes, a depender da máscara que alguém vai vestir para participar desse debate. 38:00 Tem que haver alguma forma de assegurar que aquela manifestação seja considerada pelo órgão julgador. E que a decisão final seja produto daquela influência que foi, concretamente, exercida naquele caso. 25 AULA 2 • PARTE 4 Garantias constitucionais II Outra garantia fundamental do processo é a boa-fé, prevista no artigo 5º do Código de Processo Civil. Aqui, o conceito de boa-fé é interpretado de forma objetiva, determinando um dever de conduta, que se espera de todas as partes envolvidas em uma relação jurídica. Isto é, torna-se fundamental que ao longo do processo sejam respeitados princípios como a lealdade, a dignidade humana e a igualdade. A boa-fé processual objetiva a limitação do exercício de direitos assim como cria deveres para os atores envolvidos no processo. Ou seja, ela tanto impulsiona a garantia do devido processo legal, como busca equilibrar os direitos, deveres e ônus processuais das partes litigantes. A boa-fé objetiva também tem uma função interpretativa no que tange tanto aos atos das partes e da sentença, na qual o juiz deve se basear na moral e na ética coletiva, considerando os fins sociais a qual cada norma se destina. 00:25 02:54 A repressão às condutas de má-fé é apenas um aspecto da boa-fé, mas ela não é o único. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Constitui remédio constitucional previsto na Constituição da República: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 4 . 08:37 Esses deveres anexos ou laterais são percebidos como decorrências da boa- fé e podem ser exigidos como comportamentos devidos. 05:49Compreender a boa fé e a cooperação a partir do contraditório é importante porque você remete a uma norma constitucional. 26 Garantias constitucionais III Como estamos tratando de litígio, em boa medida, temos um ambiente belicoso atrelado ao processo. Isso se dá, porque ambas as partes envolvidas estão objetivando a vitória em sua contestação. Ainda assim, nesse ambiente mais moderno onde o poder judiciário está se reconstruindo, a cooperação entre as partes no processo pode ser um caminho interessante a ser trilhado. Por mais que as partes tenham objetivos distintos em um processo, elas podem concordar em determinados aspectos. É justamente aqui que surgem os espaços de diálogo entre as partes e os legisladores. Existem alguns modelos de cooperação em vigência no ordenamento nacional e uma das característicasque mais se destaca neles é a posição na qual o legislador se coloca. Não temos mais a figura de um ente que está acima das partes envolvidas no processo. O juiz se torna uma figura mais acessível e linear no processo, assumindo alguns deveres que facilitam a compreensão e o desenvolvimento do mesmo, incluindo: esclarecer as partes de forma livre e informal; prevenir que os processos sejam desconsiderados por falhas técnicas; consultar os objetivos reais dos litigantes na disputa e auxiliá-los na questão procedimental. 10:22 12:03 O processo era sempre pensado na lógica da guerra. Tanto que ao estudar igualdade se fala em paridade de armas. 14:07 Pensar em cooperação significa que, embora divirjam, as partes podem ter espaços de consenso no processo. 18:14 Esse diálogo cooperativo é algo que muda um pouco nossa forma de enxergar certas prerrogativas que estão previstas no código, mas que têm que ser interpretadas, hoje, a luz desses princípios que mudaram a interação dos sujeitos. 24:31Em um sistema que pressiona para o diálogo, melhor que interpretar é dialogar. Melhor que interpretar é cooperar. 27 AULA 3 • PARTE 1 02:00 A processualização do direito seria compreender todo o fenômeno jurídico como um processo.03:46 PERSONALIDADE Jurista alemão atuou como juiz do Tribunal Constitucional Federal e foi uma das grandes influências para o Direito Constitucional brasileiro. Sua principal obra, “A Força Normativa da Constituição”, desponta entre uma das principais referências na jurisprudência do STF e STJ. Konrad Hesse PERSONALIDADE Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná, é professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná e desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Também atuou no Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça e na Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos. Eduardo Augusto Salomão Cambi 07:14 13:20 Obra da jurista e professora portuguesa Paula Costa e Silva, publicada em sua primeira edição em português brasileiro, em 2019, explora atos postulatórios tratando-os com ênfase especial na questão da boa-fé e como eles se dão a partir do Código de Processo Civil de 2015. Livro: Acto e Processo LEITURA INDICADA PERSONALIDADE Advogado, autor e professor universitário é uma das principais referências modernas do Direto Processual Civil, tendo atuado como autor, coautor e organizador de mais de trinta obras que versam sobre o tema. Foi um dos processualistas revisores do Código Civil, de 2015. Fredie Souza Didier Júnior 15:09 28 15:56Sobre quem recai o ônus do tempo do processo? Geralmente, quem tem razão sofre com o decurso do tempo do processo. 17:48 Escrito pelo professor Daniel Mitidiero e publicado pela editora Revista dos Tribunais, em 2022, aborda a evolução do controle de constitucionalidade, a história da disciplina e como ela se dá no ordenamento nacional para o processo constitucional. Livro: Processo Constitucional LEITURA INDICADA O processo constitucional Victória inicia sua apresentação fazendo uma distinção entre os conceitos de constitucionalização do processo e processo constitucional. Esse discernimento é bastante referenciado tanto na doutrina quanto na prática jurídica dos tribunais, atualmente. O direito constitucional processual se concentra nos meios típicos da ordem constitucional e como normas e princípios embasam sua aplicabilidade no sistema jurídico nacional. O direito processual constitucional está atrelado à própria jurisdição constitucional e seus instrumentos jurídicos voltados à tutela dos direitos fundamentais presentes na própria constituição. Em seguida, a professora faz uma trajetória da relação entre controle de constitucionalidade e o processo, descrevendo a atuação de juristas como Hans Kelsen, Niceto Alcalá-Zamora y Castillo e Eduardo Couture e a sua participação nesse processo. 19:38 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Sobre os processos formais de alteração do texto constitucional, é correto afirmar: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 20:50As relações entre processo e constituição são as mais variadas possíveis. 29 23:23 A definição de processo constitucional passa do controle de constitucionalidade até a ideia de processo constitucional.27:11 PERSONALIDADE Doutor pela Universidade de Navarra, na Espanha é especialista em Direitos Humanos. Juiz na Corte Interamericana de Direitos Humanos desde 2013, onde atuou como vice-presidente, entre 2016 e 2017 e como presidente entre 2018 e 2019. É, também, membro do Instituto de Investigações Jurídicas da Universidade Autônoma do México. Eduardo Ferrer Mac-Gregor 35:46 Uma característica muito forte dos estudos do processo civil, da segunda metade do século XX até hoje, é a aproximação entre os sistemas de ‘Civil Law’ e ‘Common Law’. AULA 3 • PARTE 2 O processo constitucional II Victória apresenta outros autores como Piero Calamandrei, Mauro Cappelletti e Héctor Fix-Zamudio, apresentando suas contribuições na construção do conceito de processo constitucional, estabelecendo uma relação entre direito e constituição. A professora demonstra como os juristas envolvidos nas discussões que surgem nos pós Segunda Guerra Mundial, utilizam- se de uma perspectiva mais focada nos usuários dos sistemas jurídicos e não apenas nas formalidades neles consagradas. Outro aspecto que passa a emergir nesse período diz respeito ao acesso à justiça e como precisamos pensar de forma mais sistematizada ações objetivas para solucionar eventuais conflitos que envolvam questões abarcadas pela constituição. 00:25 03:09 O processo serve a determinados fins e tem que ter atenção ao cidadão, ao jurisdicionado, seus direitos e suas garantias. 30 06:12 Publicado em português brasileiro pela primeira vez, em 1984, pela editora Sergio Antonio Fabris (SAFE) foi traduzido por Aroldo Plínio Gonçalves. Livro: Controle Judicial de Constitucionalidade das Leis no Direito Comparado LEITURA INDICADA PERSONALIDADE Advogado e professor universitário na Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, atuou como Procurador de prefeituras no interior paulista. Em seguida, foi juiz substituto e titular, sendo promovido ao posto de Desembargador, também pelo Estado de São Paulo. José Frederico Marques 07:54 O controle judicial I O modelo de ‘Judicial Review’ cria uma competência atribuída ao poder judiciário que permite com que ele possa rever os atos dos demais poderes, permitindo que ele possa revisitar as ações de outros poderes e até mesmo invalidá-los. A ideia não é tornar o poder judiciário mais forte do que os demais, sendo assim, para que haja uma interação equilibrada entre todos os poderes, em paralelo, se desenvolve um sistema de freios e contrapesos. Victória demonstra como esse conceito vem se desenvolvendo ao longo da história, trazendo casos que ficaram marcados como os precursores do tema. Para além do caso consagrado como ponto de partida do ‘Judicial Review’, Marbury v. Madison, no direito norte- americano, no século XVII, a professora utiliza como exemplo, decisões anteriores, como o caso do Dr. Bonham, no direito inglês, do século XV. O que está posto aqui é como podemos ter formas de controle difuso do poder, ainda que os magistrados detenham a posição final em cada caso. 12:54 18:55 Ninguém pode ser juiz em causa própria. 25:07 Não é possível que um direito não seja passível de tutela por meio do judiciário. 31 29:57Dependendo da conformação de maiorias conservadoras ou progressistas acabamos tendo orientações que desenvolvem os direitos mais a partir da constituição e orientações mais originalistas. O controle judicial II Finalizando este trecho de sua apresentação, Victória apresenta um outro paradigma relativo ao constitucionalismo. Aqui, temos uma posiçãode controle concentrado, baseado na constituição. A professora destaca a importância do Tribunal Constitucional instituído pela Áustria, em 1920 e como ele detinha a competência concentrada no domínio da constitucionalidade e na fiscalização da mesma. A Constituição austríaca reflete as ideias de Hans Kelsen e as coloca em prática em um modelo, onde a Corte Suprema se torna responsável pelo controle da inconstitucionalidade. Além da iniciativa austríaca, outras jurisdições também utilizaram-se de iniciativas semelhantes, inclusive, antes da Áustria, como na Venezuela, Suíça e Alemanha. 31:51 Um indivíduo pretende proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, diante de ato praticado por abuso de poder de autoridade pública. Assinale a alternativa que indica o instrumento correto, constitucionalmente previsto no Art. 5º da Constituição Federal de 1988, apropriado para tutelar sua pretensão: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 34:42 O movimento do constitucionalismo, das constituições escritas é um movimento muito próprio da tradição romano- germânica, da Europa continental. 32 AULA 3 • PARTE 3 01:38 Pirâmide de Kelsen: É uma forma de representar graficamente um sistema de hierarquia de um Estado. A proposta de Kelsen divide o sistema jurídico em três níveis distintos: as leis constitucionais, no topo da pirâmide; as leis ordinárias, complementares, mediadas provisórias, no centro, estabelecidas pelo poder legislativo e os costumes, no sopé, formados pela reprodução dos comportamentos propostos. PALAVRA-CHAVE 05:21 Uma Constituição, também, só vai ser verdadeiramente uma garantia quando a anulação dos atos inconstitucionais for possível. O modelo brasileiro I Segundo Victória, o modelo de constitucionalismo nacional é uma mistura entre as duas vertentes previamente apresentadas. Nosso controle de constitucionalidade recebe influências tanto do modelo do ‘Judicial Review’, quanto do Tribunal Constitucional Austríaco. Os princípios que compõem o constitucionalismo brasileiro são baseados nas seguintes características do ‘Judicial Review’: caráter repressivo, concreto, difuso, incidental, interpartes, declaratório e com efeitos retroativos. A professora faz um apanhado histórico relacionando as diversas constituições propostas no país, após 1891 e o advento da República, demonstrando como ferramentas e institutos foram inseridos e adequados a seu contexto temporal, no sentido de criar mecanismos de proteção a regras constitucionais. 06:14 08:13 PERSONALIDADE Advogado, jornalista, político, diplomata e escritor foi um dos idealizadores e coautor da Primeira República, atuando na defesa do federalismo, do abolicionismo e da promoção de direitos e garantias individuais. Atuou como Senador pelo estado da Bahia, Ministro da Fazenda e foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras. Rui Barbosa 11:15 Full Bench: Conhecida, no Brasil, como cláusula de reserva de plenário, determina que para uma lei ou ato normativo do Poder Público ser considerado inconstitucional, precisa receber o voto da maioria dos membros do tribunal. A regra pode ser encontrada no artigo 97 da Constituição. PALAVRA-CHAVE 33 15:10No direito brasileiro temos métodos muito sofisticados e variados para o controle de constitucionalidade. O modelo brasileiro II Em se tratando de inconstitucionalidade temos os seguintes tipos caracterizados: 1) Formal X Material - a inconstitucionalidade material se dá quando temos uma violação direta e clara ao conteúdo da Constituição. Já a formal se caracteriza quando um requisito procedimental da elaboração normativa é desrespeitado; 2) Total X Parcial - A inconstitucionalidade total acontece quando a integralidade da norma é atingida e a parcial, quando um trecho artigo ou mesmo expressão é mal utilizada gerando vícios; 3) Ação X Omissão - quando uma conduta positiva do Poder Público é configurada, temos a inconstitucionalidade por ação, já, no caso da omissão ela é caracterizada quando o Poder Público deveria agir, mas não o faz; 4) Inicial X Superveniente - aqui é preciso considerar a norma constitucional e a infraconstitucional. Na inicial, temos a inconstitucionalidade quando a norma é criada de forma inconstitucional ao parâmetro vigente. A superveniente, quando uma nova ordem constitucional se destaca, tornando a infraconstitucional anterior em uma norma inconstitucional. 18:34 21:14Na declaração parcial de nulidade o Supremo vai declarar qual é o significado que não está abrangido pela constituição. Existem diversas formas de controle de constitucionalidade e elas podem ser classificadas por critérios distintos. Entre eles, Victória relaciona os tipos que ela considera mais relevantes dentro do ordenamento nacional, sendo eles: 1) Preventivo ou Repressivo - quando exercido antes do ato ou edição de uma lei considerada inconstitucional e no caso repressivo, após sua edição e ou vigência; 2) Concreto ou Abstrato - quando tem origem em casos reais ou quando está atrelado diretamente a norma jurídica e sua redação; 3) Incidental ou Principal - quando questiona um processo em curso ou quando se dá por meio de um processo autônomo; 4) Difuso ou Concentrado - quando pode ser exercido por todo e qualquer magistrado ou concentrado quando um órgão específico tem a competência para declarar a inconstitucionalidade; 5) Político ou Judicial - quando exercida por órgãos que não fazem parte do Poder Judiciário ou quando exercida por órgãos que fazem parte dele. A eficácia das sentenças no controle de constitucionalidade pode ser declaratórias ou constitutivas produzindo efeitos retroativos ou não. 24:56O modelo brasileiro III 29:23 Na prática, a fundamentação das ações de controle abstrato prescinde de uma controvérsia concreta. 34 Segundo a doutrina, norma constitucional superveniente editada pelo poder constituinte originário sem qualquer ressalva tem eficácia: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 . O modelo brasileiro IV Victória explora o tema das diferenças entre a modulação de efeitos e a superação para frente dos precedentes no ordenamento jurídico nacional. No sistema brasileiro, temos como principal fonte a materialização do direito pela aplicação da lei, assistida pela jurisprudência. Ao mesmo tempo, também se utiliza de uma forma de interpretação que não considera a norma abstrata, portanto, se baseia em casos anteriores para definir os direitos aplicáveis. Logo, temos decisões diferentes em situações jurídicas semelhantes, evidenciando insegurança jurídica. É nesse sentido que precisamos modular os efeitos dos precedentes, uma vez que eles não são imutáveis e sua tendência é a de evoluir de acordo com as mudanças sociais e suas relações. A ideia da modulação é resguardar a segurança jurídica, uma vez que a alteração posterior do precedente não trará consigo um imprevisto injusto, tampouco tratamento distinto para jurisdicionados em situações similares. 32:42 38:58A decisão sobre a modulação de efeitos é uma decisão muito importante que está vinculada a outras razões para além da tese, que são as razões de segurança jurídica. 42:20 Dissenting Opinion: Anglicismo que, em livre tradução pode ser interpretado como voto contrário ou voto vencido. PALAVRA-CHAVE 35 AULA 3 • PARTE 4 Processo civil comparado I A professora faz uma introdução sobre o tema do processo civil comparado. A professora destaca a evolução do tema ao longo do tempo e a importância de se estabelecer critérios e métricas que vão além da simples equivalência de normas entre sistemas. A abordagem se dá, justamente, sobre as funções que cada sistema dispõe e as semelhanças que existem sobre sua aplicação em termosde efeitos práticos. Para tanto, é importante consultar não só a lei daquele ordenamento específico, mas, também as decisões e como as cortes se posicionam sobre um determinado conflito ou disputa. Victória destaca como o sistema, no Brasil assume um caráter híbrido e como é relevante pensar a comparação entre outros sistemas a partir de um olhar que perpasse as tradições romano-germânicas, pensando na modernização do processo. Em seguida, a professora apresenta os principais objetivos, metodologias e iniciativas para uniformização e harmonização da pesquisa e desenvolvimento do direito civil comparado. 00:25 02:16Essa ideia de comparação, em um primeiro momento, também estava muito ligada a comparar dispositivos. 05:22 CURIOSIDADE A International Association of Procedural Law iniciou suas atividades na década de 1950. Atualmente, conta com mais de 350 associados espalhados pelo mundo. Oferece programas de ensino e qualificação, programas de associação, além de organizar painéis, congressos e eventos. A edição de 2023 será realizada em Lima, no Peru. IAPL 08:55 Não podemos compreender e reduzir toda a complexidade do nosso fenômeno jurídico a uma origem remota na tradição romano-germânica. 36 11:01 PERSONALIDADE Professor da Università degli Studi di Pavia, Cornell, Pensilvânia e Califórnia, o processualista italiano é uma das principais referências do Direito Comparado e Direito Processual Civil moderno. Autor de “Um Simples Verdade: O Juiz e a Construção dos Fatos”, deixa grande contribuição científica dos temas. Michele Taruffo 13:29 O método sempre se dá em função do objetivo. Antes de fazer uma comparação é muito importante ter presente qual é o seu objetivo. Processo civil comparado II Os institutos de Civil e Common Law continuam tendo sua presença em destaque quando tratamos de comparar o processo civil sistemas jurídicos distintos. Victória pontua como ainda persistem percepções equivocadas na comparação desses modelos reduzindo o Common Law ao sistema adversarial e a Civil Law ao sistema inquisitorial. A professora comenta quais são os principais temas que costumam ser postos a prova quando se realiza a comparação entre os dois modelos, incluindo: os poderes do juiz e das partes envolvidas no litígio, precedentes, as fontes de direito, os deveres probatórios, além dos métodos alternativos de resolução de disputa e arbitragem. Victória salienta como os sistemas mistos, como temos no Brasil, se tornam fontes ricas para estudiosos e suas teorias de processo civil comparado atuais. A professora também aponta algumas das características que os sistemas jurídicos da América Latina compartilham e como elas são reflexos de uma história que prima pela garantia dos direitos fundamentais após uma série de episódios que os colocaram em xeque, como a colonização e o advento de ditaduras militares em períodos distintos. 17:27 19:53 ADR: Acrônimo para o anglicismo Alternative Dispute Resolution, conhecidos no Brasil como meios alternativos de resolução de conflitos ou controvérsias” ou ainda MESCs, que seriam os meios extrajudiciais de resolução de controvérsias. PALAVRA-CHAVE 23:42 PERSONALIDADE Professor universitário e diretor do programa de Mestrado em Direito Processual na Universidade de La Plata, atuou como presidente do Instituto Americano de Direito Processual e como membro do suplemento comissão de arbitragem na Corte Suprema de Justiça da Nação da Argentina. Eduardo Oteíza 37 PERSONALIDADE Processualista, juiz e professor de Direito Processual Civil, foi professor titular na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Uma de suas obras mais populares é “Despacho Saneador”, de 1953. Lacerda foi distinguido pela Universidade de Coimbra, em Portugal, com a láurea Doutor Honoris Causa. Galeno Lacerda 27:32 A alteração do significado e sentido das normas constitucionais, sem necessidade de alteração de seu texto, caracteriza o fenômeno da: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 38 Resumo da disciplina Veja, nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. AULA 1 AULA 2 AULA 3 Na prática, a fundamentação das ações de controle abstrato prescinde de uma controvérsia concreta. Pensar que nem toda a tutela dos direitos é jurisdicional é um passo muito importante para mudar o foco. A definição de processo constitucional passa do controle de constitucionalidade até a ideia de processo constitucional. O movimento do constitucionalismo, das constituições escritas é um movimento muito próprio da tradição romano-germânica, da Europa continental. Se você aumenta o acesso à justiça ao ponto de reduzir a zero os custos judiciários, você vai pressionar o judiciário em termos de eficiência. Se permitíssemos que todas as normas fossem alteradas, de uma legislatura para a outra, poderíamos ver um massacre de certas minorias. Toda a vez que as normas incidem e produzem efeitos jurídicos, isso só pode ser reconhecido através de um processo. A atividade de interpretação atribui sentido a norma e não descreve um sentido que existe antes dela. Vivemos um dogma de pensar que só pode ser objeto da ação declaratória a relação jurídica e não um fato. 39 Veja as instruções para realizar a avaliação da disciplina. Já está disponível o teste online da disciplina. O prazo para realização é de dois meses a partir da data de lançamento das aulas. Lembre-se que cada disciplina possui uma avaliação online. A nota mínima para aprovação é 6. Fique tranquilo! Caso você perca o prazo do teste online, ficará aberto o teste de recuperação, que pode ser realizado até o final do seu curso. A única diferença é que a nota máxima atribuída na recuperação é 8. Avaliaçãoca-- Conheça seus professores Conheça os professores da disciplina. Ementa da Disciplina Veja a descrição da ementa da disciplina. Bibliografia da Disciplina Veja as referências principais de leitura da disciplina. O que compõe o Mapa da Aula? Confira como funciona o mapa da aula. Mapa da Aula Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. Resumo da disciplina Relembre os principais conceitos da disciplina. Avaliação Veja as informações sobre o teste da disciplina. Botão 252: Botão 253: Botão 254: Botão 255: Botão 303: Botão 304: Botão 305: Botão 306: Botão 257: Botão 258: Botão 259: Botão 260: Botão 308: Botão 309: Botão 3010: Botão 3011: Botão 262: Botão 263: Botão 264: Botão 265: Botão 267: Botão 268: Botão 269: Botão 270: Botão 272: Botão 273: Botão 274: Botão 275: Botão 276: Botão 277: Botão 278: Botão 279: Botão 280: Botão 282: Botão 283: Botão 284: Botão 285: Botão 287: Botão 288: Botão 289: Botão 290: Botão 292: Botão 293: Botão 294: Botão 295: Botão 297: Botão 298: Botão 299: Botão 300: