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Bioquímica clínica
Dr. Wêndeo Costa
wendeocosta@gmail.com
mailto:wendeocosta@gmail.com
Laboratório de Análises clínicas
• Os laboratórios de análises clínicas são divididos em setores
específicos, de acordo com o tipo de exame clínico que realizam. São
eles:
Laboratório de Análises clínicas
• A realização de um exame clínico é potencialmente sujeita a muitos
erros ao longo do processo, e é de suma importância que se consiga
identificar e compreender os pontos mais passíveis de erro(s), a fim
de que possamos minimizar os efeitos.
Pré-analítica - Antes da análise ser realizada. 
Analítica - Durante a realização do exame. 
Pós-analítica - Fase que contempla o processamento dos dados e sua 
interpretação.
Fase Pré-analítica
Identificação do material
• A identificação deverá ocorrer
diante do paciente, ou os dados
podem ser conferidos com o
paciente antes da coleta.
• Caso o material seja coletado e
chegue ao setor de recepção de
amostra em um tubo sem
identificação, ele deverá ser
desprezado imediatamente.
Em 29 % das coletas pacientes
são identificados de forma
inadequada
Local de punção
• Caso o paciente esteja internado com
sonda parenteral, o acesso para coleta
de material deverá ocorrer no lado
oposto.
• Além disso, precisa ser relatado se o
sangue teve origem capilar, venosa ou
arterial, pois alguns parâmetros
podem ter valores de referência
diferentes.
Tempo de garroteamento
• O tempo ideal para manter o
garroteamento no paciente é de
aproximadamente 1 minuto.
• Não pode, em hipótese alguma, garrotear o
paciente antes de separar e identificar o
material a ser utilizado, pois o
garroteamento prolongado pode trazer
alterações aos resultados, como
interferência na dosagem de colesterol e
triglicerídeos (pois são compostos grandes
que ficam retidos no espaço intravascular).
Uso adequado do material
• A escolha dos tubos adequados, assim como a sequência de coleta, é
de suma importância, pois os aditivos presentes nos tubos anteriores
podem contaminar os tubos seguintes.
VOCÊ SABIA
• Dependendo da conduta pré-analítica do profissional, a amostra
poderá ser invalidada e desprezada.
A amostra estiver hemolisada ou coagulada. 
O armazenamento e o transporte forem inadequados. 
A amostra recebida estiver fora do prazo máximo para processamento. 
A amostra estiver mal identificada. 
A coleta for realizada no tubo errado.
Exames 
bioquímicos
• Para os exames bioquímicos,
podemos utilizar as amostras
de sangue, urina, fezes, saliva,
escarro, LCR (líquido
cefalorraquidiano), líquido
pleural, líquido ascítico, líquido
sinovial (das articulações),
entre outros
Fase analítica
• A fase analítica contempla basicamente
a fase instrumental/experimental no
laboratório, em que devemos ter
atenção com o uso de equipamentos
e/ou kits e controle de qualidade de
reagentes e procedimentos.
Diferentemente da fase pré-analítica,
na fase analítica o foco é totalmente
voltado para o exame.
Variações de resultados
• As variações podem ser classificadas em dois grupos: variações
biológicas e variações analíticas.
As variações biológicas estão relacionadas com o histórico do paciente (como 
abordado no tópico “Fase pré-analítica”) e serão minimizadas pela adequação 
dos valores de referência, seja de gênero, idade ou ciclo hormonal.
As variações analíticas precisam ser minimamente controladas e avaliadas, 
pois dependendo do grau de variação, a performance do exame pode ser 
comprometida, invalidando seu resultado.
Variações de resultados
• A performance do exame é avaliada quanto à precisão e exatidão; e 
com base na sensibilidade e na especificidade
Precisão – Avalia o quão próxima uma medição está da 
outra, independentemente do valor de referência. 
Exatidão – Avalia o quão próxima uma medida está em 
relação ao referencial, independentemente se está 
próxima ou não de outra medição
Variações de resultados
• É a capacidade que o teste tem de identificar como positiva a 
amostra que de fato é positiva, ou seja, os resultados positivos 
verdadeiros. 
Sensibilidade
• É a capacidade que o teste tem de identificar como negativa a 
amostra que de fato é negativa, ou seja, os resultados negativos 
verdadeiros.
Especificidade
Controles
Controle interno
• O controle interno é o que chamamos de controle intralaboratorial. A 
realização dos testes das amostras controle deve ser diária. A sua 
realização é bem simples, uma vez que seus valores de referência sejam 
conhecidos.
Controle externo
• O controle externo é o que chamamos de controle interlaboratorial, 
comparando os resultados obtidos com a média dos laboratórios 
participantes do mesmo controle.
Fase pós-analítica
• A fase pós-analítica compreende os
procedimentos realizados após a
análise técnica da amostra,
incluindo cálculos, digitação dos
dados, armazenamento da amostra
sobressalente, arquivamento dos
resultados, revisão e liberação dos
laudos, disponibilização dos laudos
e avaliação médica.
Acreditação laboratorial
• Este é um método de reconhecer
e atestar a qualidade dos serviços
oferecidos pelos laboratórios, que,
após a acreditação laboratorial,
recebem um certificado de que
atingiram as conformidades
exigidas para seu funcionamento
ser controlado.
Procedimentos em laboratório clínicos
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Exemplos de erros em testes laboratoriais
Erros pré-analíticos Erros analíticos Erros pós-analíticos
Erros na identificação do paciente Erro técnico Erros na introdução dos resultados 
no computador
Preparação inadequada do paciente Erro na calibração do instrumento Erros na interpretação dos 
resultados
Solicitação inadequada de testes Deterioração de reagente Relatórios ilegíveis
Recipiente/Aditivos incorretos Erros de pipetagem Informações incorretas sobre o 
paciente
Coleta ou manuseio inadequado do 
espécime
Falha ou incorreção do equipamento Erros na transcrição
Momento de coleta inadequado Não acompanhamento do protocolo 
de teste
Relatórios atrasados
Espécime hemolisado ou 
contaminado
Erros de cronometragem durante a 
realização do teste
Métodos analíticos de Bioquímica clínica
Métodos fotométricos
• Diversas técnicas utilizadas em
métodos quantitativos possuem
como princípio base a fotometria,
que consiste na medição de
parâmetros da luz correlacionados
à emissão, dispersão, absorção,
transmissão e reflexão.
Situação problema
• Vamos imaginar duas situações: na primeira, há uma luz passando 
por uma cubeta com uma solução incolor; e na segunda há a mesma 
luz, de igual intensidade, passando por uma cubeta igual, porém com 
uma solução azul. 
• Será que a intensidade de luz transmitida detectada será igual à 
intensidade de luz incidente? 
• Ou será que a intensidade de luz transmitida que foi detectada no 
caso da solução incolor será a mesma intensidade de luz transmitida 
detectada com a solução azul?
A tramitância, também chamada de transmitância, é uma medida que indica a fração da luz
que passa através de uma amostra. É uma expressão da quantidade de luz que consegue
atravessar um material ou substância. A tramitância é geralmente expressa como um
percentual, onde 100% significa que toda a luz incidente passa através da amostra
(nenhuma absorção), e 0% significa que nenhuma luz passa (absorção total).
A absorbância é uma medida da quantidade de luz que uma substância
absorve. Quando a luz passa por uma amostra, parte dela é absorvida pela
substância, e a absorbância quantifica essa absorção. Valores mais altos de
absorbância indicam maior absorção de luz, enquanto valores mais baixos
indicam menos absorção.
• A diferença encontrada entre as intensidades de luz que incide e a
intensidade de luz que é detectada após a cubeta se deve a três
principais fatores:
1. Absortividade constante que depende do comprimento de onda;
2. Espessura da solução atravessada pela luz (cubeta);
3. Concentração da solução.
Lei de Lambert
Lei de Beer
Prática laboratorial
• Para isso, teríamos que partir de soluções com concentrações
conhecidas,para que pudéssemos montar uma curva padrão.
CURVA PADRÃO É o conjunto de valores utilizados 
como referência para o teste a ser realizado.
Para começar, precisamos fazer uma diluição seriada da substância “F” 
padrão que temos em nosso laboratório. No nosso caso, diluímos em 11 
amostras padrão. Após a diluição, precisamos incubar as amostras padrão 
diluídas com o reagente, que irá gerar uma mudança de cor ao reagir com a 
substância “F”.
Precisamos também fazer uma cubeta com o reagente e 
sem nenhuma amostra, esse será o nosso branco, que 
serve para setar o aparelho
• Após o tempo necessário de incubação para a reação do teste, vamos
realizar a leitura das amostras padrão em um aparelho que emite
uma intensidade de luz, que cruza a cubeta e detecta a intensidade
de luz que não foi absorvida nem dispersada.
Conc (µg/mL) Abs (595 nm) 
1 0,01
2 0,02
5 0,05
10 0,1
20 0,2
50 0,5
70 0,7
80 0,8
100 1,1
120 1,1
130 1,1
y = 0,0093x + 0,0201
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
1,4
0 20 40 60 80 100 120 140
Prática laboratorial
• Vamos incubar as amostras dos pacientes e realizar a leitura
conforme fizemos com as amostras padrão.
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6
E.L.S 0,35
A.M.O 0,72
• Vamos incubar as amostras dos pacientes e realizar a leitura
conforme fizemos com as amostras padrão.
Com a equação da reta, calculamos as concentrações das amostras dos pacientes:
y = 0, 0093x + 0, 0201
y = Absorbância; x = concentração da substância “F”
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6
E.L.S 0,35
A.M.O 0,72
• Vamos incubar as amostras dos pacientes e realizar a leitura
conforme fizemos com as amostras padrão.
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6
E.L.S 0,35
A.M.O 0,72
Com a equação da reta, calculamos as
concentrações das amostras dos pacientes:
y = 0, 0093x + 0, 0201
y = Absorbância; x = concentração da substância “F”
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6
E.L.S 0,35
A.M.O 0,72
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6 62,35
E.L.S 0,35
A.M.O 0,72
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6 62,35
E.L.S 0,35 35,47
A.M.O 0,72
Paciente Abs (595 nm) Conc (µg/mL)
M.B.C. 0,6 62,35
E.L.S 0,35 35,47
A.M.O 0,72 75,26
Espectrofotometria
• A espectrofotometria (Espectrometria ou Espectroscopia) é uma das 
técnicas que utilizam a fotometria como princípio.
Espectrofotometria
• Como mostrado no esquema a seguir, o espectrofotômetro apresenta
uma fonte de luz, que será de tungstênio para luz visível ou de
deutério para luz ultravioleta. Essa luz emitida passa por um
monocromador, “transformando” essa luz em monocromática
Espectrofotometria
• Ao passar pelo monocromador, o feixe passa
por uma fenda (slit) que determina qual
intervalo de comprimento de onda será
permitido na avaliação.
• Depois do local para inserir a cubeta com a
amostra, tem um detector do tipo
fotomultiplicador, que transforma a luz
transmitida pela amostra em impulso
elétrico, que é amplificado e reconhecido
eletronicamente. De acordo com o software
do equipamento, esse resultado será
fornecido em absorbância, transmitância
e/ou concentração.
Para termos uma amostra viável para ser utilizada na espectrofotometria, precisamos 
realizar reações bioquímicas colorimétricas, nas quais utilizamos reagentes que em 
contato com as substâncias de interesse geram alterações na cor da solução, seja por 
consumo de substrato ou por formação de novos produtos.
Essa cor gerada será proporcional à concentração da substância corada na solução e, 
por conseguinte, obtemos a concentração da substância de interesse, de acordo com 
a reação bioquímica
A cor da solução resultante das reações bioquímicas será avaliada de acordo com o 
comprimento de onda de luz que absorve; ou seja, se uma solução apresenta cor 
azul, significa que ela transmite luz azul e absorve a cor complementar, que é a luz 
amarela.
• A leitura deverá ser realizada com feixe no comprimento de onda de 
580nm a 595nm, referente à luz amarela.
Turbidimetria e Nefelometria
• A turbidimetria avalia e quantifica a luz que não foi dispersada, ou
seja, a luz que foi transmitida até os detectores / fotomultiplicadores.
• Já a nefelometria quantifica a luz dispersada pelos detectores
alocados em ângulos entre 45° a 90°, sendo um método bem mais
sensível do que a turbidimetria
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Wêndeo Costa
wendeocosta@gmail.com
Obrigado!
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	Slide 2: Bioquímica clínica
	Slide 3: Laboratório de Análises clínicas
	Slide 4: Laboratório de Análises clínicas
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	Slide 7: Identificação do material
	Slide 8: Local de punção
	Slide 9: Tempo de garroteamento
	Slide 10: Uso adequado do material
	Slide 11: VOCÊ SABIA
	Slide 12: Exames bioquímicos
	Slide 13: Fase analítica
	Slide 14: Variações de resultados
	Slide 15: Variações de resultados
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	Slide 17: Variações de resultados
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	Slide 19: Controles
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	Slide 21: Fase pós-analítica
	Slide 22: Acreditação laboratorial
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	Slide 24: Procedimentos em laboratório clínicos
	Slide 25: Métodos analíticos de Bioquímica clínica
	Slide 26: Métodos fotométricos
	Slide 27: Situação problema
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
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	Slide 32: Lei de Lambert
	Slide 33: Lei de Beer
	Slide 34: Prática laboratorial
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	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42: Espectrofotometria
	Slide 43: Espectrofotometria
	Slide 44: Espectrofotometria
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47: Turbidimetria e Nefelometria
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