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Teatro e acessibilidade 
cultural: conceituações
Emerson de Paula
Teatro + Educação 
+ Acessibilidade
Arte/Educação + Acessibilidade + Inclusão
Apoio: Realização: Realização
Apoio
Teatro + Educação + Acessibilidade
Presidente da República 
Jair Messias Bolsonaro
Ministro do Turismo 
Gilson Machado Neto
Secretaria Especial de Cultura (SECULT) 
Mario Luís Frias
Fundação Nacional de Artes | Funarte
Presidente 
Tamoio Athayde Marcondes
Diretor Executivo 
Marcelo Nery Costa
Diretor do Centro de Artes Visuais 
Bruno Rodrigues
Coordenação de Artes Visuais 
Andréa Luiza Paes
Procuradoria Jurídica 
Renata Renault
Coordenação de Comunicação 
Gianne Santos 
Universidade Federal do Rio de Janeiro | UFRJ
Reitora 
Denise Pires de Carvalho
Vice-reitor 
Carlos Frederico Leão Rocha 
Centro de Letras e Artes 
Decana 
Cristina Grafanassi Tranjan 
Vice-decano 
Osvaldo Luiz de Souza Silva
Escola de Música da UFRJ
Diretor 
Ronal Xavier Silveira
Vice-diretor | Diretor Adjunto do Setor Artístico 
 Marcelo Jardim
Diretor Adjunto de Ensino de Graduação 
David Alves
Diretora Adjunta dos Cursos de Extensão 
Maria José Di Cavalcanti 
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em 
Música 
João Vidal
Coordenador do Programa de Mestrado 
Profissional em Música 
Aloysio Fagerlande
Fundação José Bonifácio | FUJB
Presidente
Kleber Fossati Figueiredo
Secretário Geral
Helios Malebranche
Superintendente Técnico-Científica e Cultural
Helena Ibiapina
Gerente de Convênios e Análise
Ane Vicente Pereira
Todos os direitos reservados
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Letras e Artes | Escola de Música
Laboratório do Centro de Estudos Orquestrais 
Editora Escola de Música | Selo UFRJ Música
Rua do Passeio, 98 — Centro 
CEP 20.021-290 Rio de Janeiro RJ Brasil 
editora@musica.ufrj.br | www.umnovoolhar.art.br
Teatro e acessibilidade 
cultural: conceituações
Emerson de Paula
Teatro + Educação 
+ Acessibilidade
Arte/Educação + Acessibilidade + Inclusão
Apoio: Realização: Realização
Apoio
Teatro + Educação + Acessibilidade
UM NOVO OLHAR | UNO
 
Coordenação 
Marcelo Jardim
Coordenação de ações de acessibilidade
Patrícia Dorneles
Gerência de produção
Lanuzza de Lima
Assistência de produção em acessibilidade
Isadora Machado
Assessoria Curso “Arte/Educação+Acessibilidade+ 
Inclusão”
Thelma Alvares, Angélica Dias e José Antônio Borges
Coordenação de ensino a distância
Angélica Dias e Júlio Silveira
Consultoria DIRAC/UFRJ
Amélia Rosauro e Cláudia Martins 
Tradução para Libras
Gabriel Sampaio, Jéssica de Almeida Lima, 
e Raphael Costa
Supervisão da equipe de audiodescrição
Vera Lucia Santiago
Audiodescrição
Lindolfo Júnior, Naiana Moura e Stefanie dos Santos
Locução e edição de audiodescrição
Filipe Granja
Consultoria em audiodescrição
Paulo Henrique da Silva
Supervisão da equipe de legendagem
Patrícia Vieira
Legendagem
Eurijunior Sales e Joel Bezerra
Coordenação de ações de canto coral
Maria José Chevitarese
Assistência de coordenação das ações de canto coral
Danielly Souza e Anderson Azevedo
Editoração de partituras e edição de vídeos de canto 
coral
Cadu Barcelos
Vocal para vídeos de canto coral
Carolina Morel e Sarah Salotto
Piano para vídeos de canto coral
Hector Coutinho 
Editor chefe
Giulio Draghi
Editor associado 
João Vidal
Subcomissão produtos didáticos, 
bibliográficos, fonográficos e audiovisuais
Presidente 
Marcelo Jardim 
Coordenação editorial
André Cardoso 
Maria José Chevitarese 
Aloysio Fagerlande 
Eduardo Monteiro 
Leandro Soares
EDITORA
E S C O L A
de MÚSICA
PROJETOS UFRJ — FUNARTE
Coordenação geral
Marcelo Jardim
Coordenação de comunicação
Gustavo Mendicino
Coordenação do Núcleo de Mídias Digitais (NuMiDi)
Kátia Augusta Maciel 
Administrativo
Aliciandra Amaral e Tânia Oliveira
Direção de arte
Márcio Massieri
Publicidade e Relações Públicas
Fabiana Rosa
Assistente de Relações Públicas
Carolina Lais de Assis
Imprensa 
Henrique Koifman
Assistente de Imprensa 
Creuza Gravina
Marketing digital
Gustavo Kremser
Revisão de texto
Maurette Brandt
Diagramação e PDF acessível
Renata Arouca
NuMiDi
João Pedro Dutra, Rogério Leão e Ítala Barros (redes 
sociais); Alberto Moura, Eduardo Martino e Giuliano Gerbasi 
(audiovisual); André Flauzino e Isabelle Barreto (design 
gráfico); Renan Ferreira e Eduardo Mangeli (webdesign)
Fotografia
Raffaela Bompiani e Walda Marques
Sumário
Projeto Um Novo Olhar 4
Um novo olhar nas políticas públicas de acessibilidade 5
Apresentação da Semana 6
Metas do módulo 7
Objetivos educacionais 7
Aproximações 8
A especialização em acessibilidade cultural e seus pressupostos metodológicos 8
Teatro e acessibilidade cultural 11
Considerações finais 12
Referências bibliográficas 12
4
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
Teatro + Educação + Acessibilidade
Projeto Um Novo olhar
O PROJETO UM NOVO OLHAR é uma parceria entre a Fundação Nacional de Artes — Funarte e a 
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, por meio da Escola de Música da Universidade, que 
desenvolve e disponibiliza, gratuitamente, oficinas e apresentações artísticas, com especial atenção 
às artes visuais, além de capacitações em arte-educação e em regência coral. 
Com atuação online e nas cinco macrorregiões do país, a iniciativa faz parte do Programa Funarte 
de Toda Gente. Seu objetivo é promover o acesso de crianças, jovens e adultos com algum tipo de 
deficiência a atividades artísticas e de arte-educação, além de ampliar a percepção de toda a sociedade 
sobre as deficiências. 
Para isso, promove diversas atividades: i) a exibição online de performances de artistas; ii) vídeo 
podcasts (vodcasts) sobre arte e acessibilidade; iii) uma série de publicações; iv) grandes eventos online 
(Encontro Um Novo Olhar em Arte/Educação + Acessibilidade, Congresso Internacional de Música Coral 
Infanto-juvenil e Encontro Nacional de Acessibilidade); v) uma série de sete cursos em ambiente virtual, 
chamada Arte/Educação + Acessibilidade + Inclusão, destinada a professores do ensino fundamental 
— que traz palestras e mesas redondas nas quais especialistas tratam de temas relacionados à arte-
educação inclusiva; vi) ações voltadas ao canto coral, uma das atividades musicais consideradas de 
maior capacidade inclusiva, por meio de aulas e oficinas que resgatam ainda o acervo de partituras da 
Funarte para coros e o disponibilizam de forma acessível e gratuita; e vii) oficinas de arte para crianças 
com deficiência.
Suas atividades promovem a diversidade, incentivam o exercício da arte e da reflexão, trabalham as 
habilidades motoras e físicas — e promovem capacidades de percepção, comunicação, expressão, 
sensibilidade e formação, além da qualificação de indivíduos para geração de renda e inclusão no 
mercado de trabalho. 
Por sua atuação nas linhas de ensino, pesquisa e extensão, o projeto é de fundamental importância 
para o real fortalecimento dos vínculos sociais dos indivíduos participantes. Suas aulas, oficinas e 
cursos contam com professores e artistas com conhecimento comprovado e notoriedade na área, com 
o suporte de materiais didáticos de alta qualidade. 
Marcelo Jardim
Vice-diretor | diretor artístico
Coordenador geral projeto Um Novo Olhar 
Professor Adjunto | Escola de Música da UFRJ
Teatro + Educação + Acessibilidade
5
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
Um Novo olhar Nas Políticas Públicas de acessibilidade
O PROJETO UM NOVO OLHAR objetiva a inclusão das atividades artísticas na vida de crianças, jovens 
e adultos com algum tipo de deficiência, através da acessibilidade e da democratização do acesso. No 
que diz respeito à formação de professores, dedica-se a auxiliar, a partir de um conjunto de diferentes 
iniciativas, a qualificação do ensino das artes numa perspectiva inclusiva e de mediação, acessível para 
pessoas com deficiência.
É importante compreender que é através do ensino das artes, seja na educação formal ou não 
formal, que temos a ampla possibilidadede desenvolver o gosto pelas artes, a possibilidade de um 
desenvolvimento estético e artístico de forma individual e coletiva, a interpretação e a leitura do mundo 
através da manifestação artística — e o desejo do direito ao consumo artístico e cultural, dentre tantas 
outras potencialidades que o conhecimento em artes e a experiência estética de fruição e/ou criação 
nos proporcionam.
As diferentes iniciativas desenvolvidas pelo Projeto Um Novo Olhar compõem uma plataforma de 
conteúdos que nos permitirá compreender a complexidade do campo da acessibilidade cultural para 
pessoas com deficiência. Todos esses conteúdos vão nos ajudar a avançar na promoção da cidadania 
cultural da população brasileira. 
A série de cursos oferecidos pelo projeto tem como objetivo oferecer um suporte consistente para a 
construção de novos olhares sobre arte, pessoas com deficiência, artistas e novas formas de fazer arte-
educação. A grande diversidade de conteúdos, temas e metodologias aqui oferecidos abarcam desde 
a legislação que orienta os direitos das pessoas com deficiência até as diferentes áreas do campo das 
artes. Em diálogo com um fazer educativo e artístico acessível, descobriremos um universo composto 
de diferentes linguagens e tecnologias que facilitam não apenas a aplicabilidade de instrumentos de 
mediação, mas também o compartilhamento de todas a poéticas que a arte — e a vivência da arte — nos 
proporcionam.
Patrícia Dorneles
Coordenação Integrada de Ações de Acessibilidade | Projeto Um Novo Olhar
Professora Associada | Departamento Terapia Ocupacional | Faculdade de Medicina UFRJ
6
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
Teatro + Educação + Acessibilidade
aPreseNtação da semaNa
Olá!
Esta é a primeira semana do Curso Teatro + Educação + Acessibilidade.
Nesta semana, vamos abrir a discussão com conceituações sobre a Acessibilidade Cultural, para entender 
de que forma ela se relaciona com as linguagens artísticas, mais especificamente com o Teatro. 
Vamos ainda pensar não apenas a prática artística, mas também a prática pedagógica em Teatro. Estas 
relações serão desdobradas e aprofundadas ao longo das próximas semanas, nos demais módulos da 
formação. 
Apresentaremos embasamentos teóricos, mas também relatos de experiências, para que as reflexões 
não só sejam compreendidas, mas visualizadas e vivenciadas como práticas possíveis de realização.
Boa semana para você!
Emerson de Paula
Professor Adjunto do Curso de Teatro da UNIFAP / 
Especialista em Acessibilidade Cultural pela UFRJ / 
Professor do Curso Teatro + Educação + Acessibilidade
Teatro + Educação + Acessibilidade
7
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
METAS DO MÓDULO
• Apresentar conceitualmente a Acessibilidade Cultural enquanto área de estudo.
• Discutir, de forma simplificada, aspectos da Acessibilidade Cultural.
• Refletir sobre a Acessibilidade Cultural no Teatro.
OBJETIVOS EDUCACIONAIS
• Compreender os principais aspectos da Acessibilidade Cultural e seu estabelecimento no fazer 
 teatral.
• Fazer com que os participantes do curso se sintam preparados para atuar na área do Teatro 
 Acessível.
8
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
Teatro + Educação + Acessibilidade
Aproximações
Emerson de Paulo
O Teatro é uma das linguagens artísticas mais antigas - e que tem sua origem nos processos ritualísticos 
catalogados no Egito, na Grécia e em Roma. No Brasil, no que tange ao estudo mais amplo sobre as Artes 
da Cena, o espectro abrange as linguagens artísticas do Teatro, da Dança, do Circo e da Performance. 
Ao definir nosso foco no Teatro, podemos entender que seu processo de configuração, de criação e de 
estabelecimento se dá no, com e para o corpo. A importância do corpo, enquanto canal comunicador, 
na história do Teatro, vem evoluindo ao longo do tempo. Essa nova visão dá conta de que uma boa 
atuação é algo que está para além de um corpo que demonstre grande destreza física ou agilidade. As 
discussões de diversos movimentos sociais chegaram também às Artes Cênicas e vêm promovendo 
uma revolução na área em praticamente todos os sentidos – como, por exemplo, uma reflexão mais 
profunda sobre o papel e a presença de Pessoas Negras, Pessoas Trans e Pessoas com Deficiência 
(PcD) no Teatro, entre outras questões. 
Ao fazer um recorte sobre a presença de PcDs no Teatro, temos que pensar, forçosamente, na forma 
como essas pessoas estão sendo inseridas nas diversas áreas de trabalho que a linguagem oferece, 
seja dentro ou fora de cena, vivenciando ações de visibilidade, inclusão e autonomia, sem estarem 
envolvidas apenas em ações de caráter social e de caridade. 
Isto também nos leva a refletir sobre PcDs no Teatro enquanto espectadoras ou promotoras do fazer 
cênico, nos diversos cursos e currículos de formação técnica e superior em Teatro no país - e também 
sobre o entendimento desta discussão como uma abordagem da temática da Acessibilidade Cultural.
A inclusão e a presença de PcDs nas Artes em geral possui um percurso histórico que encontra, no 
estabelecimento da expressão Acessibilidade Cultural, sua organização enquanto conceito e política 
pública. Neste sentido, é importante destacarmos que, em nível de formação, temos uma ação pioneira 
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que foi a criação de um curso de Especialização em 
Acessibilidade Cultural. Ainda que não aborde apenas a linguagem artística do Teatro em seu processo 
formativo, esta iniciativa promove uma discussão organizada no país, no que diz respeito à formação 
das mais diversas pessoas em um fazer cultural de forma acessível. 
A especialização em acessibilidade cultural e seus pressupostos 
metodológicos
De acordo com o Projeto do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural, vinculado à Faculdade 
de Medicina da UFRJ, percebemos que este curso:
[...] nasce da parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro - através do Laboratório 
de Arte, Cultura, Acessibilidade e Saúde, do Curso de Terapia Ocupacional - e o Ministério da 
Cultura, através da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural. Esta parceira tem como 
proposta implementar a formação em acessibilidade cultural para gestores e trabalhadores 
Teatro + Educação + Acessibilidade
9
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
da área da cultura, com o objetivo de sensibilizar, estimular, capacitar e criar processos 
inclusivos de fruição estética, artística e cultural nas ações, gestões e políticas culturais 
voltadas para o público de pessoas com deficiência, como produtores ou como plateia. 
O curso apresenta, na sua proposta de formação, desde a gestão de políticas culturais, 
passando pelo campo das deficiências e suas especificidades no contexto da legislação, 
à formação nas diferentes linguagens e nas tecnologias de acessibilidade cultural, bem 
como a experiência e a aplicabilidade dos conteúdos apreendidos. Desta forma, o curso 
tem como proposta desenvolver parceria com espaços culturais, para proporcionar aos 
alunos o desenvolvimento de novas soluções para a garantia da acessibilidade, além de 
praticar as tecnologias de acessibilidade já conhecidas (Acessibilidade Cultural UFRJ).
O curso procura, portanto, abrir uma discussão sobre a Acessibilidade Cultural, ao apresentar o conceito 
e buscar soluções para tornar a cultura algo acessível, democrático, que promove a inclusão ao dialogar 
com a acessibilidade para além da questão física - e de trazer também, aos alunos, a possibilidade de 
se informar de forma sinestésica, de modo que o corpo, através de seus sentidos, promova fruição, 
contemplação, absorção, troca. 
Entendemos como Acessibilidade Cultural a promoção do artista que possui alguma deficiência no 
cenário, assim como a inclusão das pessoas com deficiência em espaços e eventos culturais, para que 
possam ter acesso ao evento e ao seu conteúdo, sua proposta e sua estética. Ainda sobre o conceito, 
podemos entender que a Acessibilidade Cultural se “encontrana fronteira da acessibilidade e da cultura”, 
estabelecendo “diálogo entre o universo das pessoas com deficiência e políticas públicas de cultura, 
unindo demandas do movimento social junto à legislação brasileira” (SILVA, MATTOSO, 2016, p. 223).
Nesta perspectiva de proporcionar a fruição estética de todas as linguagens artísticas presentes na 
proposta do curso, refletimos sobre a questão de tornar uma manifestação artística acessível por meio 
de recursos de tecnologia assistiva ou por meio de recursos da Arte-Educação.
A discussão sobre a Acessibilidade Cultural encontra parâmetros nos estudos da Terapia Ocupacional, 
o que pode ser percebido pelo seguinte viés metodológico:
Para a Organização Mundial de Saúde, a Terapia Ocupacional é a ciência que estuda a atividade humana 
e a utiliza, como recurso terapêutico, para prevenir e tratar dificuldades físicas e/ou psicossociais que 
interfiram no desenvolvimento e na independência do cliente em relação às atividades da vida diária, 
do trabalho e do lazer. A Terapia Ocupacional seria a arte e a ciência de orientar a participação do 
indivíduo em atividades selecionadas para restaurar, fortalecer e desenvolver sua capacidade, facilitar 
a aprendizagem daquelas habilidades e funções essenciais para sua adaptação e produtividade, 
diminuir ou corrigir patologias, além de promover e manter a saúde.
Entendemos que a Terapia Ocupacional se preocupa com os fazeres humanos e as possíveis 
alterações que tais fazeres podem sofrer, em consequência das transformações culturais 
e históricas, e também devido aos processos de adoecimento e de envelhecimento. As 
ocupações e as atividades humanas são importantes na constituição e na identificação 
cultural e social do homem. Isto significa dizer que o homem teria, deste modo, uma 
natureza ocupacional (Medicina UFRJ).
10
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
Teatro + Educação + Acessibilidade
A formação em Acessibilidade Cultural encontra amparo teórico e metodológico também na linha da 
Saúde, por entendermos a complexidade e a abrangência desta área. É preciso entender a Saúde numa 
visão ampla, não apenas como algo que envolve um diagnóstico ou uma doença, e sim como a promoção 
do bem-estar do ser humano. Esta visão ampliada encontra no corpo seu local de estabelecimento 
e de realização - e já foi institucionalizada pelo então Ministério da Cultura, através de projetos que 
discutiam a relação entre Saúde e Cultura. 
O caráter amplo da Acessibilidade Cultural vem promovendo espaços dialógicos e complementares, 
em que a discussão atenda inclusive os objetivos propostos pela Agenda 2030 (mais informações no 
endereço www.undp.org) da Organização das Nações Unidas (ONU), que é um plano de ação voltado 
para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal. O plano 
indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas para erradicar a pobreza e 
promover vida digna para todos que estão dentro dos limites do planeta.
A Cultura é também uma área de transformação social, uma vez que o fenômeno cultural se mostra 
como oportunidade de exercício da autonomia, do protagonismo e do empoderamento das diversas 
camadas da sociedade. A possibilidade de ter acesso ao fazer cultural pela fruição e pela prática 
possibilita o estímulo de aprendizagens diversas, que vão desde a valorização do patrimônio e da 
memória, que se reflete em ações educativas de cuidado com a realidade local e no impacto deste 
cuidado, numa esfera geral. É preciso erradicar a pobreza de informações. A Cultura é também uma 
manifestação capaz de reduzir as desigualdades, por produzir movimentos de inclusão, de equidade, 
de empoderamento, de crescimento econômico. Tais ações promovem o estabelecimento pleno 
do convívio com a diversidade, pois tornam possível o diálogo e podem erradicar o silenciamento 
de comunidades inteiras. Pensar na dimensão simbólica e material da Cultura junto à Agenda 2030 
torna-se um diferencial, pois é a possibilidade de uma ampliação do pensamento sobre o que vem 
a ser desenvolvimento social em cada território, uma vez que é preciso, cada vez mais, estabelecer 
um pensamento transversal no que tange à promoção da potencialidade humana, a partir de seus 
diferentes contextos e realidades. 
O Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura do Centro de Estudos de Comunicação 
e Sociedade – POLObs, da Universidade do Minho, Portugal (mais informações no site https://polobs.
pt/) –, é uma iniciativa que começou a desenvolver, em Portugal, o projeto “Cultura e Desenvolvimento: 
Projetos Culturais em Rede e a Agenda 2030”. O Observatório pretende sensibilizar e capacitar 
profissionais e organizações do setor cultural para a importância de desenvolver projetos culturais 
enquadrados na Agenda 2030. 
O projeto chegou ao Brasil em 2020, como fruto de uma rede de parcerias com entidades de sete 
estados brasileiros. Com isso, foi possível identificar 1.586 projetos culturais que, através de oficinas, 
produziram 99 ensaios individuais e geraram 30 ideias de projetos culturais em rede, a partir da Agenda 
2030. Levando em consideração o balanço positivo desta ação no Brasil, o Observatório dinamizou a 
iniciativa “Cultura e a Agenda 2030 no Brasil” para as cinco macrorregiões (Norte, Nordeste, Centro-
Oeste, Sul e Sudeste), no biênio 2021-2022.
Coordenada cientificamente pelo POLObs e produzida pela Córdula Responsabilidade Cultural, a 
iniciativa tem como parceiros locais, em cada macrorregião, uma instituição de ensino superior e uma 
Teatro + Educação + Acessibilidade
11
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
organização cultural, para permitir o conhecimento e a aproximação adequados ao tecido cultural 
dos diferentes territórios, mas também para tornar mais eficazes os processos de sensibilização e de 
seleção dos participantes. 
A Acessibilidade Cultural é uma das possibilidades de fazer com que a Cultura seja contemplada na 
referida proposta; afinal, se pensarmos, por exemplo, no Objetivo 1 desta Agenda, que visa à erradicação 
da pobreza em todas as suas formas, temos, em relação a esta questão junto às PcDs:
Os dados da qualidade de vida das pessoas com deficiência destacados na Agenda 2030 
informam que cerca de 80% desta população, no mundo, vive na pobreza. Desta forma, 
não se pode pensar um mundo sustentável sem erradicar a pobreza e dignificar o capital 
cultural da população mundial das pessoas com deficiência (DORNELES, 2021, p.35). 
Podemos entender que ampliar o acesso à Cultura, principalmente no que diz respeito às PcDs, é 
contemplar uma necessidade básica humana - que é também um direito fundamental, uma vez que 
envolve o acesso de grupos considerados mais vulneráveis a recursos e a serviços que promovem a 
cidadania. 
Teatro e acessibilidade cultural
Diante da inquietação em perceber a potencialidade da Arte-Educação, em específico, e do Teatro-
Educação, como elemento de inclusão, é que pretendemos refletir aqui sobre o Teatro, como metodologia 
capaz de proporcionar fruição estética, artística e cultural a partir do enfoque da deficiência. Não se 
trata de ignorar a contribuição dos recursos de tecnologia assistiva e sim de ampliar o olhar para uma 
área de conhecimento que tem, como premissa, discutir as potencialidades humanas em seus vários 
contextos.
O arcabouço teórico e conceitual para se pensar o Teatro e a Acessibilidade Cultural dialoga com os 
estudos sobre Acessibilidade e Arte. Passa, ainda, por discussões sobre estética e inclusão, tomando por 
tema as limitações e as restrições à participação de Pessoas com Deficiência em ambientes culturais. 
Vamos refletir sobre os aspectos que impedem ou dificultam a participação das Pessoas com algum 
tipo de Deficiência nos espaços culturais; vamos registrar os vários olhares e realidades existentes que 
são passíveis de modificação, por meio das propostas metodológicas do Teatro-Educação.
O Curso Teatro + Educação + Acessibilidadetem, por objetivo, refletir sobre a Acessibilidade Cultural na 
prática artística e pedagógica em Teatro. Para tanto, estudaremos sobre o Teatro com as Pessoas com 
Deficiência; sobre o Teatro para as Pessoas com Deficiência; e sobre a Deficiência como concepção 
estética em um espetáculo. Os temas abordados são o conceito de Acessibilidade Cultural e seu diálogo 
com as Artes da Cena. Vamos apresentar um breve histórico da área, passando por metodologias do Teatro-
Educação que podem promover um Teatro inclusivo e acessível, além de ampliar a discussão para a inserção 
da pauta da deficiência na formação técnico-artística. Por fim, o curso vai discutir também as tecnologias 
assistivas no fazer cênico - e ampliar essa discussão para criações, estéticas e mediação teatral.
É neste sentido que o curso Teatro+Educação+Acessibilidadde pretende transitar por alguns caminhos 
formativos, a saber:
12
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
Teatro + Educação + Acessibilidade
Módulo Ambientação – Teatro e Acessibilidade Cultural: Conceituações
Este módulo pretende abrir o diálogo sobre o conceito da Acessibilidade Cultural como um direito 
- e refletir sobre seu processo de estabelecimento junto ao fazer teatral.
Módulo 1 – Breve Histórico da Acessibilidade Cultural no Teatro
Este módulo busca aprofundar a discussão sobre a Acessibilidade Cultural no Teatro, ao registrar 
processos, progressos e iniciativas existentes no Brasil, na busca de um fazer teatral inclusivo, 
através de exemplos de grupos e de projetos atuantes no País. 
Módulo 2 – Teatro-Educação e Acessibilidade Cultural
Este módulo apresentará um histórico acerca da construção do termo Teatro-Educação – e 
revelar possibilidades de trabalhos voltados para/e/ou/com pessoas com deficiência.
Módulo 3 – A Deficiência e a Formação em Teatro
Este módulo reflete sobre o universo das Pessoas com Deficiência e sobre a forma como os 
tipos de Deficiência se apresentam nos cursos de formação de professores e professoras, mais 
especificamente nas Licenciaturas em Teatro. 
Módulo 4 – As Tecnologias Assistivas e Ajudas Técnicas Aplicadas na Cena
Este módulo destacará a importância dos mecanismos de acessibilidade, que podem ser 
determinantes na experiência de artistas e de espectadores, em um acontecimento teatral.
Módulo 5 – Acessibilidade e Teatro: Criações, Estéticas e Mediações
Este módulo abordará criações e reflexões de artistas com deficiência, sob a ótica do 
desenvolvimento de práticas educacionais e culturais mais acessíveis, no campo do Teatro.
Considerações finais
Pensar todo o espaço cultural e, mais especificamente, o espaço teatral e as possibilidades de inserção 
de novas perspectivas em seu processo, é pensar em estratégias de acessibilização que viabilizem o 
diálogo entre os recursos da tecnologia assistiva e as experiências sensoriais, tendo como foco final a 
promoção da fruição estética. 
A proposta de todo o percurso que vivenciaremos neste curso é entender o corpo enquanto local de 
memória; portanto, a partir daqui e nos encontros que se seguem, vamos pensar a Acessibilidade 
Cultural com as tecnologias assistivas e além delas, de modo a buscar processos de fruição estética 
para Pessoas com Deficiência em ambientes do fazer teatral.
Referências Bibliográficas
DORNELES, P. Cultura Acessível e Agenda 2030. Anais XVII ENECULT - Encontro de Estudos 
Multidisciplinares em Cultura, 27 a 30 de julho de 2021. Págs. 33-47. Disponível no endereço: 
http://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-568/132055.pdf
Teatro + Educação + Acessibilidade
13
Teatro e acessibilidade cultural: conceituações
SILVA, Emerson de Paula; MATTOSO, Verônica de Andrade. Arte/Educação e acessibilidade cultural: uma 
encruzilhada epistemológica. In: OLIVEIRA, Francisco Nilton Gomes de; HOLANDA, Gerda de Souza; 
DORNELES, Patrícia Silva; MELO, Juliana Valéria de (Orgs.). Acessibilidade Cultural no Brasil: narrativas 
e vivências em ambientes sociais. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016, págs. 213-247.
Sites Consultados: 
 Acesso em 02/11/2021
 Acesso em 02/11/2021
 Acesso em 02/11/2021
 Acesso em 02/11/2021
www.https://www.umnovoolhar.art.br/
www.https://www.umnovoolhar.art.br/
1 Teatro e Acessibilidade Cultural: 
 Conceituações 
2 Breve Histórico da Acessibilidade Cultural no Teatro
3 Teatro-Educação e Acessibilidade Cultural 
4 A Deficiência e a Formação em Teatro
5 As Tecnologias Assistivas e Ajudas Técnicas Aplicadas 
 na Cena 
6 Acessibilidade e Teatro: Criações, Estéticas e 
 Mediações 
CURSO TEATRO + EDUCAÇÃO + 
ACESSIBILIDADE
Apoio:
Realização:
Realização
Apoio
Realização
Apoio
Realização
Apoio
Realização
Apoio
	Projeto Um Novo Olhar
	Um novo olhar nas políticas públicas de acessibilidade
	Apresentação da Semana
	Metas do Módulo
	Objetivos Educacionais
	Aproximações
	A especialização em acessibilidade cultural e seus pressupostos 
	metodológicos
	Teatro e acessibilidade cultural
	Considerações finais
	Referências Bibliográficas

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