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PCDT
DOENÇA DE 
ALZHEIMER
Prof. Lígia Carvalheiro
DOENÇA DE ALZHEIMER
Art. 1º Fica aprovado o Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas – Doença de Alzheimer. 
Art. 2º É obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu 
responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais 
relacionados ao uso de procedimento ou medicamento 
preconizados para o tratamento da doença de Alzheimer. 
DOENÇA DE ALZHEIMER
Art. 3º Os gestores estaduais, distrital e municipais do 
SUS, conforme a sua competência e pactuações, deverão 
estruturar a rede assistencial, definir os serviços 
referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento 
dos indivíduos com a doença em todas as etapas descritas 
no Anexo desta Portaria. 
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua 
publicação. 
DEFINIÇÃO E FISIOPATOLOGIA
Transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se 
manifesta por:
deterioração 
cognitiva e da 
memória
comprometimento 
progressivo das 
atividades de vida 
diária
e uma variedade de 
sintomas 
neuropsiquiátricos e 
de alterações 
comportamentais
FISIOPATOLOGIA
A. Mudanças Estruturais 
● Enovelados neurofibrilares: 
● Placas neuríticas (ou senis): 
● Perdas sinápticas e morte neuronal: 
FISIOPATOLOGIA
B. Alterações nos Neurotransmissores 
● A perda de neurotransmissores não é uniforme em 
todo o cérebro; afeta certos "sistemas" em algumas 
áreas, mas não em outras. 
FISIOPATOLOGIA
B. Alterações nos Neurotransmissores 
● Sistema Colinérgico (Acetilcolina): 
● Sistema Noradrenérgico: 
● Sistema Glutaminérgico (Glutamato): 
FISIOPATOLOGIA
Os fatores de risco bem estabelecidos para DA são 
idade e história familiar da doença. 
Já a etiologia de DA permanece indefinida, embora 
progresso considerável tenha sido alcançado na 
compreensão de seus mecanismos bioquímicos e 
genéticos.
DIAGNÓSTICO
Devem ser observados os critérios de inclusão e 
exclusão de doentes neste Protocolo, a duração e a 
monitorização do tratamento, bem como a verificação 
periódica das doses prescritas e dispensadas e a 
adequação de uso dos medicamentos. 
DIAGNÓSTICO
Demência é diagnosticada quando há sintomas 
cognitivos ou comportamentais (neuropsiquiátricos) que:
(a) interferem com a habilidade no trabalho ou em 
atividades usuais; 
(b) representam declínio em relação a níveis prévios de 
funcionamento e desempenho; 
(c) não são explicáveis por delirium (estado confusional 
agudo) ou doença psiquiátrica maior.
DIAGNÓSTICO
O processo COMPLETO de investigação diagnóstica para 
preencher os critérios inclui:
● história completa (com paciente e familiar ou cuidador), 
● avaliação clínica;
● exames laboratoriais;
● imagem cerebral.
DIAGNÓSTICO
Os comprometimentos cognitivos ou comportamentais devem 
afetar no mínimo dois dos seguintes campos:
- memória, - funções executivas, 
- habilidades vísuo-espaciais, - linguagem 
- personalidade ou comportamento, 
DIAGNÓSTICO
Critérios do National Institute on Aging and Alzheimer's 
Association Disease and Related Disorders Association 
(NIA/AA):
A. início insidioso (meses a anos); 
B. clara história de perda cognitiva referida pelo 
informante; 
C. o déficit cognitivo mais proeminente e inicial é evidente 
na história e exame em uma das seguintes categorias: 
DIAGNÓSTICO
D. Esse diagnóstico ❌ não se aplica quando 
existe evidência de: 
- DCV concomitante substancial, definida por (a) história 
de AVC temporalmente relacionada ao início da perda 
cognitiva ou 
(b) presença de múltiplos e extensos infartos, 
(c) extensa hiperintensidade de substância branca; 
Diagnóstico diferencial
Observar quadro de possível:
● depressão, 
● deficiência de B12,
● hipotireoidismo
Um exame de imagem cerebral - tomografia computadorizada 
(TC) ou ressonância magnética (RM) – útil para excluir lesões 
estruturais que podem contribuir para a demência, como infarto 
cerebral, neoplasia e coleções de líquido extracerebral. 
Critérios de inclusão
➔ PARA INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE 
(DONEPEZILA, GALANTAMINA, RIVASTIGMINA): 
Serão incluídos os pacientes que preencherem todos os critérios 
abaixo: 
● Diagnóstico de DA provável, segundo os critérios do NIA-AA e 
ABN; 
. 
Critérios de inclusão
➔ PARA INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE 
(DONEPEZILA, GALANTAMINA, RIVASTIGMINA): 
● MEEM com escore entre 12 e 24 para pacientes com mais de 4 
anos de escolaridade ou entre 8 e 21 para pacientes com até 4 
anos de escolaridade; 
Critérios de inclusão
➔ PARA INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE 
(DONEPEZILA, GALANTAMINA, RIVASTIGMINA): 
● Escala CDR >Clinical Dementia Rating = 1 ou 2 (demência leve 
ou moderada); 
Critérios de inclusão
➔ PARA INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE 
(DONEPEZILA, GALANTAMINA, RIVASTIGMINA): 
● TC ou RM do encéfalo e exames laboratoriais que afastem 
outras doenças frequentes nos idosos que possam provocar 
disfunção cognitiva: hemograma completo(anemia, 
sangramento por plaquetopenia), avaliação bioquímica 
(dosagem alterada de sódio, potássio, cálcio, glicose, ALT/AST, 
creatinina), avaliação de disfunção tiroidiana (dosagem de TSH), 
sorologia para lues (VDRL)e HIV (em pacientes com menos de 
60 anos) e nível sérico de vitamina B12 e ácido fólico.
Exame Objetivo (Doença a ser Excluída)
TC (Tomografia 
Computadorizada) 
ou RM (Ressonância 
Magnética) do 
Encéfalo
Estrutural: Afastar causas tratáveis ou reversíveis de 
demência e lesões focais, como: tumores cerebrais, 
hematomas subdurais, hidrocefalia de pressão normal 
e acidente vascular cerebral (AVC/isquemia). Em casos 
de DA, a imagem pode mostrar atrofia (encolhimento) 
do hipocampo e outras regiões corticais.
Hemograma 
Completo
Anemia (pode causar fadiga e confusão), sangramento 
por plaquetopenia (pode causar sangramento 
cerebral).
Exame Objetivo (Doença a ser Excluída)
Avaliação 
Bioquímica (Sódio, 
Potássio, Cálcio, 
Glicose, ALT/AST, 
Creatinina)
Excluir disfunções orgânicas que afetam o cérebro: 
Distúrbios eletrolíticos (hipo/hipernatremia), 
insuficiência renal (creatinina) ou hepática (ALT/AST), e 
diabetes (glicose).
Avaliação de 
Disfunção 
Tireoidiana (TSH)
Excluir o Hipotireoidismo, uma causa comum e 
reversível de declínio cognitivo e lentidão.
Exame Objetivo (Doença a ser Excluída)
Sorologia para Lues 
(VDRL) e HIV
Excluir infecções crônicas que podem causar demência 
(ex: neurosífilis ou encefalopatia associada ao HIV). O 
HIV é geralmente testado em pacientes mais jovens 
(abaixo de 60 anos).
Nível Sérico de 
Vitamina B12 e 
Ácido Fólico
Excluir a deficiência de Vitamina B12 , outra causa 
comum e reversível de disfunção cognitiva e sintomas 
neuropsiquiátricos.
Critérios de inclusão
➔ PARA MEMANTINA
A Memantina é usada para tratar a Doença de Alzheimer 
moderada a grave, e seu mecanismo de ação visa um 
neurotransmissor diferente: o Glutamato.
PARA MEMANTINA
Memantina combinada aos inibidores da acetilcolinesterase: 
Serão incluídos os pacientes que preencherem todos os critérios abaixo: 
Diagnóstico de DA provável, segundo os critérios do NIA-AA, ABN; 
TC ou RM do encéfalo e exames laboratoriais que afastem outras doenças 
frequentes nos idosos que possam provocar disfunção cognitiva: hemograma 
completo (anemia, sangramento por plaquetopenia), avaliação bioquímica 
(dosagem alterada de sódio, potássio, cálcio, glicose, creatinina e transferases 
hepáticas - ALT/TGP e AST/TGO), avaliação de disfunção tiroidiana (dosagem 
de TSH), sorologia para lues (VDRL) e HIV (em pacientes com menos de 60 
anos) e nível sérico de vitamina B12 e ácido fólico. 
PARA MEMANTINA
Memantina combinada aos inibidores da acetilcolinesterase: 
Escore na escala CDR= 2 (demência moderada); 
Escores no MEEM entre 12 e 19, se escolaridade maior que 4 
anos, ou entre 8 e 15, se escolaridade menor ou igual a 4 anos. 
➔ PARA MEMANTINA
Memantina em monoterapia
Serão incluídos os pacientes que preencherem todos os critérios abaixo:
 Diagnóstico de DA provável, segundo os critérios do NIA-AA, ABN;
 TC ou RMdo encéfalo e exames laboratoriais que afastem outras doenças frequentes 
nos
idosos que possam provocar disfunção cognitiva: hemograma completo (anemia, 
sangramento por plaquetopenia), avaliação bioquímica (dosagem alterada de sódio, 
potássio, cálcio, glicose, creatinina
e transferases hepáticas - ALT/TGP e AST/TGO), avaliação de disfunção tiroidiana 
(dosagem de TSH), sorologia para lues (VDRL)e HIV (em pacientes com menos de 60 
anos) e nível sérico de vitamina B12 e ácido fólico.
Critérios de inclusão
➔ PARA MEMANTINA
Escore na escala CDR = 3 (demência grave);
MEEM com escore entre 5 e 11, para escolaridade maior que 
4 anos, ou entre 3 e 7, quando escolaridade menor ou igual a 
4 anos.
Critérios de EXCLUSÃO
➔ PARA INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE (DONEPEZILA, 
GALANTAMINA, RIVASTIGMINA): 
● Identificação de incapacidade de adesão ao tratamento; 
● Evidência de lesão cerebral orgânica ou metabólica simultânea não 
compensada (conforme exames do item Critérios de Inclusão); 
● Insuficiência ou arritmia cardíaca graves; 
● Hipersensibilidade ou intolerância aos medicamentos; 
● Demência de Alzheimer grave (CDR = 3); 
● Escores no MEEM 4 anos de 
estudo. 
Critérios de EXCLUSÃO
PARA MEMANTINA 
● Serão excluídos os pacientes que apresentarem pelo menos uma das 
condições abaixo: 
● Demência de Alzheimer de gravidade leve (CDR = 1); 
● Escores no MEEM 4 anos de 
estudo; 
● Incapacidade de adesão ao tratamento; ou 
● Hipersensibilidade ao fármaco ou a componente da fórmula.
TRATAMENTO
● O tratamento da DA deve ser multidisciplinar, 
contemplando os diversos sinais e sintomas da doença e 
suas peculiaridades de condutas. 
● O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a 
estabilização do comprometimento cognitivo, do 
comportamento e da realização das atividades da vida 
diária (ou modificar as manifestações da doença), com um 
mínimo de efeitos adversos. 
TRATAMENTO
● Os inibidores da acetilcolinesterase, donepezila, 
galantamina e rivastigmina, são recomendados para o 
tratamento da DA leve a moderada. O fundamento para o 
uso de fármacos colinérgicos recai no aumento da 
secreção ou no prolongamento da meia-vida da 
acetilcolina na fenda sináptica em áreas relevantes do 
cérebro. 
TRATAMENTO
● Uma das limitações do uso desses medicamentos é sua 
tolerância, particularmente relacionada ao trato digestório, 
dado que náusea e vômitos são muitas vezes intoleráveis. 
● A DA está também associada ao aumento da perda dos 
neurônios glutaminérgicos, com distúrbios nos receptores 
N-metil-D-aspartato (NMDA – receptor glutaminérgico) e 
na expressão do receptor do ácido 
α-amino-3-hidroxi-5-metil-4- isoxazolepropionico no córtex 
cerebral e hipocampo. 
TRATAMENTO
● Em relação a intervenções não farmacológicas, o 
exercício físico de qualquer modalidade demonstrou 
efeito benéfico sobre a cognição de pacientes com 
demência devido a DA, embora o número de estudos 
incluídos na meta-análise tenha sido pequeno e a 
heterogeneidade tenha sido muito grande entre eles, 
impedindo recomendações sobre qual tipo de exercício 
deveria ser feito.
Medicamento
Forma de 
Apresentação
Como Começar 
(Fase de 
Adaptação)
Dose de 
Manutenção 
(Dose Ideal)
Dicas 
Importantes
Donepezila Comprimidos 
(5 mg e 10 mg)
Iniciar com 5 mg 
por dia. 
Aumentar para 
10 mg/dia 
somente após 4 
a 6 semanas 
(mais de um 
mês).
10 mg por dia 
(dose máxima).
Tomar ao deitar (à 
noite). Isso ajuda 
a reduzir efeitos 
colaterais como 
náuseas. Pode ser 
tomado com ou 
sem alimentos.
Medicamento
Forma de 
Apresentação
Como Começar 
(Fase de 
Adaptação)
Dose de 
Manutenção 
(Dose Ideal)
Dicas 
Importantes
Galantamina
Cápsulas de 
Liberação 
Prolongada (8, 
16, 24 mg)
Iniciar com 8 mg 
por dia, 
mantendo essa 
dose por 4 
semanas (um 
mês).
16 mg por dia 
(dose de 
manutenção 
mínima). A dose 
máxima é de 24 
mg por dia.
Tomar pela 
manhã, com 
alimentos. Por ser 
de liberação 
prolongada, 
toma-se apenas 
uma vez ao dia.
Medicamento
Forma de 
Apresentação
Como Começar 
(Fase de 
Adaptação)
Dose de 
Manutenção 
(Dose Ideal)
Dicas 
Importantes
Rivastigmina 
(Oral)
Cápsulas (1,5 a 
6 mg) e 
Solução Oral
Iniciar com 3 mg 
por dia. 
Aumentar a dose 
em 3 mg a cada 
2 semanas (ex: 3 
mg → 6 mg → 9 
mg...).
12 mg por dia 
(dose máxima).
Aumentar a dose 
lentamente é 
crucial para evitar 
enjoo. Deve ser 
tomada com 
alimentos.
Medicamento
Forma de 
Apresentação
Como Começar 
(Fase de 
Adaptação)
Dose de 
Manutenção 
(Dose Ideal)
Dicas 
Importantes
Rivastigmina 
(Adesivo)
Adesivos 
Transdérmicos 
(4,6 mg/dia e 
9,5 mg/dia)
Iniciar com o 
adesivo menor 
(4,6 mg/24h), 
por no mínimo 4 
semanas (um 
mês).
Adesivo maior 
(9,5 mg/24h).
Aplicar 1 adesivo 
a cada 24 horas. 
Mudar o local da 
aplicação a cada 
dia (braço, peito, 
costas) para evitar 
irritação na pele.
Medicamento
Forma de 
Apresentação
Como Começar 
(Fase de 
Adaptação)
Dose de 
Manutenção 
(Dose Ideal)
Dicas Importantes
Memantina
Comprimidos 
Revestidos (10 
mg)
A dose é 
aumentada 
gradualmente a 
cada semana: 
Semana 1: 5 
mg/dia (21 
comprimido). 
Semana 2: 10 
mg/dia (1 
comprimido). 
Semana 3: 15 
mg/dia (21 
comprimido e 1 
inteiro).
20 mg por dia 
(geralmente 10 
mg duas vezes ao 
dia) a partir da 
quarta semana.
O aumento gradual 
(titulação) é 
essencial para o 
organismo se 
acostumar e reduzir 
tonturas. Pode ser 
tomado com ou 
sem alimentos.
Medicamento Efeitos Adversos Mais Comuns
Donepezila, 
Galantamina, 
Rivastigmina 
(Inibidores da AChE)
Gastrointestinais: Náusea, Vômito, Diarreia, 
Anorexia (perda de apetite), Dor Abdominal, 
Dispepsia (indigestão).
Neurológicos/Outros: Tontura, Cefaleia (dor de 
cabeça), Insônia, Sonolência, Cãibras Musculares 
e Fadiga.
Memantina 
(Antagonista NMDA)
Cefaleia (dor de cabeça), Cansaço/Fadiga e 
Tontura.
TRATAMENTO
MONITORIZAÇÃO
Etapa Período Objetivo Ferramentas
Reavaliação 
Inicial
Após 3 a 4 meses do 
início do tratamento.
Estimar o benefício 
imediato e decidir 
sobre a continuidade 
do fármaco.
Avaliação Clínica, MEEM 
(Mini Exame do Estado 
Mental), CDR (Clinical 
Dementia Rating).
Reavaliação 
Contínua
A cada 6 meses 
após a reavaliação 
inicial.
Monitorar a eficácia a 
longo prazo, a 
necessidade de 
manter o tratamento e 
detectar deterioração.
Avaliação Clínica, 
MEEM, CDR.
PCDT
DOENÇA DE 
PARKINSON
Prof. Lígia Carvalheiro
DOENÇA DE PARKINSON
Art. 1º Ficam aprovados o Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas – Doença de Parkinson. 
Art. 2º É obrigatória a cientificação do paciente ou de seu 
responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais 
relacionados ao uso de procedimento ou medicamento 
preconizados para o tratamento da doença de Parkinson. 
DOENÇA DE PARKINSON
Art. 3º Os gestores estaduais, distrital e municipais do SUS, 
conforme a sua competência e pactuações, deverão 
estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e 
estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com 
a doença em todas as etapas descritas no Anexo desta 
Portaria. 
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua 
publicação. 
INTRODUÇÃO E SINTOMAS
A doença de Parkinson (DP), descrita por James Parkinson em 
1817, é uma das doenças neurológicas mais comuns e 
intrigantes dos dias de hoje. Tem distribuição universal e atinge 
todos os grupos étnicos e classes sócio-econômicas. 
Do ponto de vista patológico, a DP é uma doença degenerativa 
cujas alterações motoras decorrem principalmente da morte de 
neurônios dopaminérgicos da substância nigra que apresentam 
inclusões intracitoplasmáticas conhecidas como corpúsculos de 
Lewy. 
MANIFESTAÇÕES MOTORAS
Sintoma Motor Descrição Simples
Tremor de Repouso Tremor que ocorre quando o membro está relaxadoe que tende a 
diminuir ou desaparecer durante o movimento. É um dos sinais mais 
característicos.
Bradicinesia Lentidão e pobreza de movimentos. Isso afeta a execução de tarefas 
simples, tornando-as lentas e trabalhosas (ex: dificuldade para abotoar 
uma camisa, marcha arrastada).
Rigidez com Roda 
Denteada
Aumento da resistência ao movimento passivo de uma articulação (como 
o cotovelo), que ocorre de forma intermitente, dando a sensação de 
pequenos "engasgos" ou "catracas" (roda denteada) ao longo do 
movimento.
Anormalidades 
Posturais
Problemas com o equilíbrio e a postura, resultando em flexão do tronco 
e dificuldade para manter-se ereto, o que aumenta o risco de quedas.
PROCESSO DEGENERATIVO
Sintoma Não Motor Exemplos Citados Causa Provável
Sensorial/Autonômico Alterações do olfato 
(anosmia), Constipação, 
Hipotensão postural 
(queda da pressão ao 
levantar).
Degeneração em núcleos do 
tronco cerebral (vago) e 
neurônios periféricos (plexo 
mioentérico).
Psiquiátrico/Emocional Depressão, Ansiedade, 
Mudanças emocionais, 
Sintomas psicóticos.
Envolvimento de núcleos no 
tronco cerebral e áreas do 
córtex.
Cognitivo Prejuízos cognitivos e 
Demência.
Envolvimento do córtex cerebral 
por Corpúsculos de Lewy 
(processo de Lewy Body 
Dementia, se for a causa 
primária da demência).
DOENÇA DE PARKINSON
A introdução da levodopa representou o maior avanço 
terapêutico da DP, produzindo benefícios clínicos para 
praticamente todos os pacientes e reduzindo a mortalidade pela 
doença. 
No entanto, logo após a introdução do medicamento, tornou-se 
evidente que o tratamento por um longo prazo era complicado 
pelo desenvolvimento de efeitos adversos, como flutuações 
motoras, discinesias e complicações neuropsiquiátricas. 
DOENÇA DE PARKINSON
Complicação O que é Impacto no Paciente
Flutuações 
Motoras
Variações na resposta ao medicamento ao 
longo do dia. O paciente passa a ter 
períodos de "ON" (boa resposta, com 
movimentos controlados) e "OFF" (o 
medicamento para de fazer efeito, 
voltando a rigidez e a lentidão).
Imprevisibilidade da capacidade 
de movimento, limitando as 
atividades diárias.
Discinesias Movimentos involuntários e anormais, 
geralmente coreiformes (dançantes) ou 
distônicos (contorções musculares).
Estes são movimentos em 
excesso, paradoxalmente 
causados pelo excesso de 
dopamina disponível de forma 
flutuante no cérebro.
Complicações 
Neuropsiquiátricas
Podem incluir alucinações, delírios, 
confusão mental, e outros distúrbios de 
humor e comportamento.
Podem ser mais angustiantes e 
difíceis de controlar do que os 
próprios sintomas motores.
DOENÇA DE PARKINSON
Com a progressão da doença, os pacientes passam a apresentar 
manifestações que não respondem adequadamente à terapia 
com levodopa, tais como episódios de congelamento, 
instabilidade postural, disfunções autonômicas e demência.
DOENÇA DE PARKINSON
Manifestação Descrição e Por Que a Levodopa Falha
Episódios de 
Congelamento (Freezing 
of Gait)
Momentos súbitos e breves em que o paciente sente 
os pés "colados" no chão, impedindo-o de andar. É 
comum ao iniciar a marcha, virar ou passar por portas.
Instabilidade Postural Dificuldade crescente em manter o equilíbrio, levando 
a tropeços e quedas frequentes (especialmente ao ser 
empurrado ou virar-se).
Disfunções Autonômicas Problemas no sistema nervoso autônomo, que 
controla funções involuntárias. Exemplos incluem 
Hipotensão Postural (pressão que cai ao levantar, 
causando tontura) e Constipação.
Demência Declínio cognitivo significativo e progressivo.
DOENÇA DE PARKINSON
Existem atualmente vários modos de intervenção medicamentosa para o 
controle dos sintomas: 
- levodopa standard ou com formulações de liberação controlada, em 
associação com inibidor da levodopa descarboxilase; 
- agonistas dopaminérgicos; (Ex: Pramipexol, Ropinirol, Rotigotina)
- inibidores da monoamino-oxidase B (MAO-B); (Ex: Selegilina, Rasagilina)
- inibidores da catecol-O-metiltransferase (COMT); (Ex: Entacapona, 
Tolcapona)
- anticolinérgicos; e (Ex: Triexifenidil)
- antiglutamatérgicos (Ex: Amantadina) 
DIAGNÓSTICO
A evolução, a gravidade e a progressão dos sintomas da DP 
variam enormemente de um paciente para outro. Até o 
momento não se dispõe de exame ou teste diagnóstico para 
essa doença.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
a) Critérios necessários para diagnóstico de DP: 
- bradicinesia e pelo menos um dos seguintes sintomas: 
- rigidez muscular; 
- tremor de repouso (4-6 Hz) avaliado clinicamente; 
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
b) Critérios negativos para DP 
- história de acidente vascular cerebral (AVC) de repetição;
- história de trauma craniano grave; 
- história definida de encefalite; 
- crises oculogíricas; 
- tratamento prévio com neurolépticos; 4 
- remissão espontânea dos sintomas; 
- quadro clínico estritamente unilateral após 3 anos; 
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
b) Critérios negativos para DP 
- paralisia supranuclear do olhar; 
- sinais cerebelares; 
- sinais autonômicos precoces; 
- demência precoce; 
- liberação piramidal com sinal de Babinski; 
- presença de tumor cerebral ou hidrocefalia comunicante; 
- resposta negativa a altas doses de levodopa; 
- exposição ao metilfeniltetrapiridínio (MPTP). 
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
c) Critérios de suporte positivo para o diagnóstico de DP (três 
ou mais são necessários para o diagnóstico): 
- início unilateral; 
- presença do tremor de repouso; 
- doença progressiva; 
- persistência da assimetria dos sintomas; 
- boa resposta a levodopa; 
- presença de discinesias induzidas por levodopa; 
- resposta a levodopa por 5 anos ou mais; 
- evolução clínica de 10 anos ou mais.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Cirurgia de implante:
Requisito Detalhamento
1. Diagnóstico e 
Resposta à L-Dopa
Diagnóstico estabelecido da DP (confirmado). 
Sintomas responsivos à Levodopa (melhora com o 
medicamento).
Exceção de Tremor Pacientes cujo sintoma principal é o tremor podem 
ser candidatos à cirurgia, mesmo que o tremor não 
tenha respondido bem à Levodopa.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Cirurgia de implante:
Requisito Detalhamento
2. Falha Terapêutica Controle insatisfatório de sintomas motores após otimização 
máxima do tratamento medicamentoso. 
Candidatos são aqueles que apresentam flutuações motoras, 
discinesias ou tremor não controlados com medicamentos OU 
que têm intolerância ao tratamento medicamentoso.
3. Estabilidade da 
Doença
Evolução de cinco anos de doença. Este critério visa garantir 
que não se trate de um parkinsonismo atípico, cuja evolução 
clínica é diferente e que não se beneficia da cirurgia.
4. Benefício Esperado Expectativa de melhora de sintomas motores que respondem à 
L-Dopa, como tremor, bradicinesia e rigidez.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Categoria de 
Exclusão
Situação Específica Justificativa Principal
Comorbidades de 
Alto Risco
Doenças 
cardiovasculares. 
Doenças 
cerebrovasculares. 
Infecções ativas. 
Doenças oncológicas 
de mau prognóstico 
(câncer avançado).
Aumentam o risco cirúrgico, 
anestésico e de recuperação 
pós-operatória.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Categoria de 
Exclusão
Situação Específica Justificativa Principal
Diagnóstico 
Inadequado
Parkinsonismo-plus 
(Parkinsonismos 
Atípicos).
A cirurgia não demonstrou 
eficácia nessas condições.
Estágio Inicial da 
Doença
Tempo de início dos 
sintomas menor que 
cinco anos.
Reduz a chance de tratar 
parkinsonismo atípico (que 
evolui mais rapidamente) e 
garante que o paciente 
tenha complicações motoras 
estabelecidas.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Categoria de 
Exclusão
Situação Específica Justificativa Principal
Integridade Cerebral Significativa atrofia 
cerebral 
(encolhimento). 
Doença 
microangiopática 
significativa (danos nos 
pequenos vasos 
sanguíneos do 
cérebro). 
Essas condições 
comprometem a precisão do 
implante dos eletrodos, 
aumentam o risco de 
sangramento/complicações 
cirúrgicas e podem limitar a 
eficácia do estimulador.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Categoria de 
Exclusão
SituaçãoEspecífica Justificativa Principal
Função Cognitiva e 
Mental
Déficits cognitivos 
relevantes ou 
Demência. 
Depressão maior. 
Doença psiquiátrica 
grave não controlada. 
A cirurgia não melhora o 
declínio cognitivo e pode, 
em alguns casos, piorar 
sintomas psiquiátricos 
preexistentes. O paciente 
deve estar mentalmente apto 
para lidar com o 
procedimento e as 
complexidades dos ajustes 
do estimulador.
TRATAMENTO
➔ PREVENÇÃO DA PROGRESSÃO DA DOENÇA 
O desenvolvimento de medicamentos com finalidade de 
neuroproteção ou modificação do curso clínico na DP é uma 
meta ainda não atingida até o momento, e nenhum 
medicamento possui recomendação na prática clínica para 
esses propósitos.
TRATAMENTO
➔Sintomas iniciais leves sem prejuízo funcional 
A decisão de utilizar ou não algum medicamento nessa situação 
depende mais do próprio paciente. 
O tratamento inicial com esse fármaco visa a obter benefícios 
sintomáticos em pacientes com sintomas leves (sem prejuízo 
para atividades de vida diária). 
Da mesma forma, a amantadina tem efeito sintomático modesto 
e é bem tolerada, podendo ser utilizada nessa situação. 
TRATAMENTO
➔Sintomas iniciais com prejuízo funcional 
Se os sintomas produzirem graus de incapacidade e o tratamento 
dopaminérgico for necessário, tanto a levodopa quanto os 
agonistas dopaminérgicos podem ser utilizados. A levodopa é o 
medicamento mais efetivo no controle dos sintomas da DP, 
especialmente a rigidez e a bradicinesia. 
TRATAMENTO
➔ Sintomas avançados
A levodopa é o medicamento mais eficaz nas fases avançadas 
da doença. 
➔Tratamento das complicações motoras 
Alguns anos após o tratamento com levodopa, as complicações 
motoras tornam-se frequentes e acarretam pioras funcionais aos 
pacientes. Elas compreendem as flutuações motoras, 
conhecidas como fenômenos de wearing-off e on-off, e as 
discinesias ou movimentos involuntários. 
TRATAMENTO
➔ Cirurgia
Cirurgia na DP Para um grupo selecionado de pacientes cujo 
tratamento medicamentoso não trouxe controle adequado 
dos sintomas, a cirurgia de implante de estimulador cerebral 
profundo (deep brain stimulation – DBS) no núcleo 
subtalâmico (STN) ou no globo pálido interno (GPi) deve ser 
considerado. 
TRATAMENTO
➔ Tratamento dos sintomas psicóticos 
Medicamentos como anticolinérgicos, inibidores da MAO, 
amantadina, agonistas dopaminérgicos e inibidores da 
COMT devem ser retirados ou reduzidos, nessa sequência, na 
tentativa de melhorar o estado mental. 
Quando os sintomas forem persistentes ou graves, 
medicamentos antipsicóticos devem ser utilizados. 
Fármacos e administração
● Levodopa/carbidopa: comprimidos de 200/50 mg e 250/25 mg: a 
dose inicial recomendada é de 250/25 mg por dia, dividida em pelo 
menos duas administrações. 
A dose máxima recomendada de levodopa é de 2.000 mg/dia.
● Levodopa/benserazida: comprimidos ou cápsulas de 100/25 mg 
ou comprimido de 200/50 mg: a dose recomendada é de 200/50 mg 
por dia, dividida em pelo menos duas administrações. 
A dose média eficaz para a maioria dos pacientes é de 600-750 
mg/dia de levodopa. 
Fármacos e administração
● Bromocriptina: comprimidos de 2,5 mg: a dose recomendada é de 
7,5 mg/dia a 70 mg/dia e deve ser aumentada conforme resposta 
clínica e tolerabilidade. 
● Pramipexol: comprimidos de 0,125, 0,25 e 1 mg: a dose 
recomendada é 2 mg/dia a 4,5 mg/dia, dividida em três 
administrações diárias. Recomenda-se o aumento gradual da dose.
● Amantadina: comprimidos de 100 mg: a dose inicial recomendada 
é de 100 mg, duas vezes/dia; aumentar, se necessário, até 400 
mg/dia. Não suspender abruptamente.
● Biperideno: comprimidos de 2 mg e comprimidos de liberação 
controlada de 4 mg: a dose terapêutica situa-se entre 2 mg/dia e 8 
mg/dia, iniciando com 1 mg, duas vezes/dia. 
Fármacos e administração
● Triexifenidil: comprimidos de 5 mg: a dose inicial recomendada é 
de 0,5 mg a 1 mg, 2 vezes/dia, com incrementos a cada 3-5 dias até 
atingir 2 mg, três vezes/dia
● Selegilina: comprimidos de 5 mg:: a dose recomendada é de 5 mg. 
● Entacapona: comprimidos de 200 mg: a dose recomendada é de 
200 mg, quatro a dez vezes/dia.
● Clozapina: comprimidos de 25 mg e 100 mg: dose inicial é de 12,5 
mg/dia e pode ser aumentada em 12,5 mg por vez, devendo ocorrer 
no máximo dois aumentos em uma semana, sem ultrapassar a dose de 
50 mg/dia.
● Rasagilina: comprimidos de 1mg: a dose recomendada é de 1 mg, 
uma vez/dia.
●
Monitorização
A monitorização dos efeitos adversos deve ser feita por meio de 
anamnese. Em caso de aparecimento de efeitos adversos 
significativos que comprometam a qualidade de vida dos 
pacientes, deve ser feito ajuste de dose, interrupção de 
tratamento ou troca de medicamento. 
Classe de 
Medicamento Medicamento(s)
Efeitos Adversos 
Mais Comuns 
(Curto Prazo)
Efeitos Adversos 
Graves / 
Preocupantes 
(Longo Prazo)
Precauções e 
Monitoramento
Precursor 
Dopaminérgico
Levodopa
Náusea, Vômito, 
Anorexia, 
Sonolência, 
Hipotensão Postural, 
Insônia, Agitação.
Flutuações Motoras 
(wearing-off, on-off) e 
Discinesias 
(movimentos 
involuntários).
O manejo a longo 
prazo é focado em 
controlar Flutuações 
e Discinesias.
Agonista 
Dopaminérgico
Pramipexol
Náusea, Vômito, 
Anorexia, 
Hipotensão Postural, 
Edema, Tontura, 
Alucinações, 
Sonolência excessiva 
diurna.
Transtornos do 
Impulso (Jogo 
Patológico, 
Hipersexualidade, 
Compulsão), 
Alucinações, Delírios.
Reduzir a dose ou 
retirar o 
medicamento em 
casos graves de 
alucinações, 
sonolência e 
transtornos do 
impulso.
Classe de 
Medicamento Medicamento(s)
Efeitos Adversos 
Mais Comuns 
(Curto Prazo)
Efeitos Adversos 
Graves / 
Preocupantes 
(Longo Prazo)
Precauções e 
Monitoramento
Agonista 
Dopaminérgico 
Ergolínico
Bromocriptina
Cefaleia, Tontura, 
Náusea, Vômito, 
Hipotensão 
Ortostática, Fadiga, 
Congestão Nasal.
Fibrose de Válvulas 
Cardíacas, Fibrose 
pleuropulmonar e 
peritoneal, Psicoses, 
Alucinações, 
Sonolência diurna 
incontrolável.
Monitoramento 
cardíaco 
obrigatório, com 
Ecocardiograma 
anual (devido ao 
risco de fibrose 
valvar).
Antiglutamatérgico Amantadina
Alucinações Visuais, 
Confusão Mental, 
Insônia, Pesadelos, 
Livedo Reticular 
(manchas na pele), 
Edema dos 
Membros Inferiores.
Alterações do sono, 
Risco de toxicidade.
Cautela em 
pacientes com 
função renal 
alterada (a excreção 
é 90% pela urina).
Classe de 
Medicamento Medicamento(s)
Efeitos Adversos 
Mais Comuns 
(Curto Prazo)
Efeitos Adversos 
Graves / 
Preocupantes 
(Longo Prazo)
Precauções e 
Monitoramento
Anticolinérgicos
Biperideno, 
Triexifenidil
Perifeˊricos: Secura 
da Boca, Turvação 
Visual, Retenção 
Urinária. Centrais: 
Alteração de 
Memória, Confusão 
Mental, Alucinações.
Confusão mental e 
Alucinações.
Uso evitado em 
pacientes idosos 
(pelo risco de 
confusão e 
alterações de 
memória).
Classe de 
Medicamento Medicamento(s)
Efeitos Adversos 
Mais Comuns 
(Curto Prazo)
Efeitos Adversos 
Graves / 
Preocupantes 
(Longo Prazo)
Precauções e 
Monitoramento
Inibidor da MAO-B Selegilina
Fraqueza, Náusea, 
Dor Abdominal, 
Boca Seca, 
Hipotensão 
Ortostática, Insônia.
Hipertensão, 
Palpitações, 
Arritmias, 
Alucinações, 
Confusão, Síndrome 
Serotoninérgica 
(raro).
Evitar associação 
com Inibidores 
Seletivos de 
Recaptação de 
Serotonina (ISRS) e 
Antidepressivos 
Tricíclicos (risco de 
Síndrome 
Serotoninérgica).
Classe de 
Medicamento Medicamento(s)
Efeitos Adversos 
Mais Comuns 
(Curto Prazo)
Efeitos Adversos 
Graves / 
Preocupantes 
(Longo Prazo)
Precauções e 
Monitoramento
Inibidor da MAO-B Rasagilina
Dor de Cabeça, 
Sintomas Gripais, 
Mal Estar, Dor 
Cervical, Dispepsia, 
Boca Seca, 
Discinesias 
exacerbadas.
Hipotensão Postural, 
Erupção Cutânea, 
Síndrome 
Serotoninérgica 
(raro).
Contraindicação de 
bula com Fluoxetina 
e Fluvoxamina. 
Monitorar a 
associação com 
outros ISRS.
Classe de 
Medicamento Medicamento(s)
Efeitos Adversos 
Mais Comuns 
(Curto Prazo)
Efeitos Adversos 
Graves / 
Preocupantes(Longo Prazo)
Precauções e 
Monitoramento
Antipsicótico 
Atípico
Clozapina
Taquicardia, 
Hipotensão Postural, 
Constipação, 
Hipertermia, 
Sonolência, 
Sialorreia (salivação 
excessiva), Aumento 
de Peso.
Leucopenia (redução 
de glóbulos brancos), 
Agranulocitose, 
Alterações no ECG, 
Convulsões.
Contraindicada em 
casos de 
Leucopenia (≤3.500 
ceˊlulas/mm3). 
Requer controle 
periódico de 
Hemograma 
(semanal nas 
primeiras 18 
semanas e mensal 
depois).

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