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HISTÓRICO DA PAVIMENTAÇÃO (A) Antigüidade (B) Pós-renascença (C) Era Moderna (D) Situação Atual no Brasil Antigüidade Os veículos com rodas de madeira necessitavam de superfícies revestidas. Os veículos com rodas de aço necessitavam de estruturas mais resistentes. Civilizações: Mesopotâmia -“região entre rios”, ou “terra entre rios”, isso porque se trata de uma região situada entre os rios Tigre e Eufrates. Egito - Civilizaçõesdo Vale do Nilo Babilônia - hebreus e gregos China Índia Incas, Maias e Astecas Exemplo: EGITO Uma das mais antigas estradas pavimentadas implantadas não se destinou a veículos com rodas, mas a pesados trenós destinados ao transporte de cargas elevadas. Para construção das pirâmides (2600-2400 aC), Pós-renascença Os ingleses, observando a forma como eram calçados os caminhos da França, conseguiram construir as vias mais cômodas, duráveis e velozes da Europa, o que foi importante para o progresso da indústria e comércio do país. Nomes importantes: Tresaguet(França); Telford(Escócia) e McAdam(Inglaterra) MacAdam(1756-1836) eTelford(1754-1834) –Importância da compactação –Estruturas mais leves –Bases bem drenadas (Drenagem) –Manutenção contínua (Manutenção) –Estabilização granulométrica –Revestimentos mais confortáveis -cascalhos,paralelepípedos Histórico Brasileiro 1560 – Caminho do Mar – ligação São Vicente –Piratininga recuperada em 1661 como Estrada do Mar em 1790 vira Calçada de Lorena. 1792–Estrada Santos-SãoPaulo: lajes de pedra 1726–Caminho do Ouro – Minas ao Rio –Resquícios em Parati e várias outras cidades. Também chamada Estrada Real (Estrada Velha de Parati e Nova que vai para o Rio de Janeiro) 1865–Estrada de rodagem União e Indústria (144km) ligando Petrópolis a Juiz de Fora – primeira estrada a usar macadame como base/revestimento no Brasil Era Moderna • Século XIX (1ª Metade): Ferrovias • Século XIX (2ª Metade): Goodyear (pneus), Dumlop (vulcanização), Daimler (motor) • 1890 Penhard / Lassar - automóvel de benzina • Século XX: (Evolução Tecnológica do automóvel) – 1905: Asfalto – 1909: Placas CCP – 1940: USACE – 1960: AASHTO Manuais 66/72/86/93/2000 • AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTATION OFFICIALS Histórico Brasileiro • 1906 – Calçamento asfáltico em grande escala na cidade do Rio de Janeiro • 1913 – Rodovia Santos - São Paulo • 1922 – Estrada Rio – Petrópolis – Pavimento de concreto Malha ferroviária brasileira: 3.000km • 1937 – Criação do DNER • 1942 – Contato com engenheiros norte - americanos que construíram pistas de aeroportos e estradas de acesso durante a 2ª Guerra Mundial (Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió e Salvador) - CBR Histórico Brasileiro • 1942 – 1.300km de rodovias pavimentadas, uma das menores extensões da América Latina • 1945 – Rodovia Rio – Bahia • 1950 – Pavimentação da Rio -São Paulo (Dutra): Sem estudo geotécnico, com espessuras constantes de 35cm (20cm de base de macadame hidráulico e 15cm de um revestimento de macadame betuminoso por penetração dosado pela regra “a quantidade de ligante é a que o agregado pede”. Histórico Brasileiro • 1986 – 95.000km de rodovias pavimentadas: 45.000km federais e 50.000km estaduais e municipais • 1988 –140.000km de rodovias pavimentadas (maior extensão da América Latina) Malha ferroviária: 30.000km • 1996 – Início do programa de concessões • 2002 –165.000 km de rodovias pavimentadas 55.000km federais • 1.600.000km de rodovias não pavimentadas (federais, estaduais e municipais) Malha ferroviária: 29.000km Histórico Brasileiro • 2005 190.000km de rodovias pavimentadas 55.000km federais 1.700.000km de rodovias não pavimentadas (federais, estaduais e municipais) • Produção de Asfalto: 1.300.000 t/ano SITUAÇÃO ATUAL (2017) • Condição precária em grande parte da malha federal, muitos acidentes geotécnicos, quedas de pontes, taludes, etc • Alguns estados tem ampliado sua malha e introduzido novas técnicas de pavimentação Histórico Brasileiro • Rede implantada no auge da construção (décadas de 60 e 70) está se deteriorando intensamente. • Condição atual de maior parte da rede é de regular a ruim com tendência a deterioração acelerada. • A reabilitação da rede exige recursos três a cinco vezes superior do que custaria a conservação no momento oportuno. Exame, edição nº1043,jun/2013 CRUZAMENTO DAS VIAS ANHANGUERA E BANDEIRANTES, EM SÃO PAULO. boas estradas são exceção no Brasil Boas estradas são exceção no Brasil. Ótimas rodovias: por que, afinal, no Brasil todo não é assim? CONCEITO GERAL DO NÍVEL DE SERVIÇO • Um estudo exclusivo mostra que o país precisa fazer no mínimo mais 21 mil quilômetros de estradas duplicadas para dar competitividade à economia. • O custo das obras: 250 bilhões de reais. O prazo de execução: oito anos a quinze anos • A presidente e a equipe ministerial anunciaram um plano de concessões de rodovias e ferrovias, cuja previsão é investir R$ 133 bilhões em 25 anos. Revista • Só para comparar: A China precisou de uma década para construir 2,5 milhões de quilômetros de estradas – com uma rede duplicada que equivale a oito vezes a nossa atual. Para driblar a ineficiência estatal. No Brasil os 21.000 quilômetros de estradas seriam executados pela iniciativa privada. Além de pequena, a malha brasileira é notória pelos buracos e pelos traçados com curvas perigosas, causadores de acidentes, lentidão e desgaste nos veículos. A empresa de transporte de passageiros Itapemirim comparou durante um ano os custos de trafegar com seus ônibus em rodovias com boas e más condições de asfalto. O resultado: estradas ruins aumentam os custos em quase 15%. Quase 70% da exportação brasileira de soja, que em 2013 pode chegar a 38 milhões de toneladas, sai por Santos e Paranaguá. O volume gera um tráfego de 700.000 caminhões. Produtores de Mato Grosso, o frete de Sorriso (MT) a Santos sai por 320 reais a tonelada. Estados Unidos, paga 40 reais para levar o produto a Nova Orleans, no oceano Atlântico, e 70 reais até Oregon, no Pacífico – a um “pulo” da China, maior comprador de soja do mundo. “Essa diferença é riqueza que o Brasil. Está na hora de melhorar as estradas – e parar de perder riqueza pelo caminho. • A palavra “asfalto” se originou do antigo acádico “asphaltu” que significa esparramar. Posteriormente, devido a sua utilização como material aglutinante, passou a significar firme, estável, seguro. • De um passado distante até o presente, o asfalto tem sido usado como um cimento para colar, revestir e impermeabilizar. • O asfalto é um dos mais antigos materiais da natureza, sendo usado desde os primórdios da civilização. O asfalto pode ser natural (Sigla AN) ou obtido da destilação do petróleo (sigla AP). • BETUME: Mistura de hidrocarbonetos de elevado peso molecular (90 a 95 %) e heteroátomos e solúvel em tricloroetileno. • ASFALTO: material cimentante, preto, sólido ou semi-sólido, que se liquefaz quando aquecido, composto de betume e alguns outros metais. Pode ser encontrado na natureza (CAN), mas em geral provém do refino do petróleo (CAP). • ALCATRÃO: liquido negro viscoso resultante da destilação destrutiva de carvão, madeira e açúcar, constituindo um subproduto da fabricação de gás e coque metalúrgico. Em desuso em pavimentação.