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TEOLOGIA ESPIRITUAL 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Heitor Alexandre Trevisani Lipinski 
 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
O objetivo desta aula é refletir a respeito da espiritualidade por meio de 
uma abordagem histórica. Essa compreensão é de grande relevância para 
desenvolver relações pois, com exemplos do passado, podemos nos situar 
melhor no presente, modificando o nosso ser e o nosso agir. 
Na perspectiva da espiritualidade cristã, observamos que foram muitos 
os que, ao longo do tempo, marcaram a história com seus exemplos de 
espiritualidade, de vida, de obras e de missão. 
Esses chamados “patrimônios” históricos e espirituais que a igreja 
possui servem de subsídio para a melhor vivência da espiritualidade pois, 
seguindo seus passos, podemos buscar cada vez mais, em nosso cotidiano, 
viver de maneira plena, em comunhão com Cristo e com Espírito Santo. 
TEMA 1 – ESPIRITUALIDADE CRISTÃ NOS PADRES APOSTÓLICOS 
Anteriormente, compreendemos que a espiritualidade se configura em 
diversas relações e que ela pode ser compreendida de várias maneiras. Um 
exemplo importante a ressaltar é a manifestação da espiritualidade dos padres 
apostólicos, primeiros grupos seguidores de Jesus, que sucederam os 
apóstolos e tinham sua fé marcada pelo anseio da novidade, pela vontade de 
anunciar um novo conhecimento de Deus, um Deus humano e ao mesmo 
tempo divino. 
Essa geração sucessora dos apóstolos se destaca por seu modelo de 
santidade, sabedoria e doutrina, mas também pelas cartas, obras e reflexões 
deixadas. Em seus escritos e ensinamentos, procuraram apresentar aos fiéis a 
notoriedade da salvação concedida por Cristo, enfatizando sempre a 
esperança do grande retorno, a obediência aos pastores das suas 
comunidades e o alerta ao perigo das heresias. Dentre eles podemos citar: 
Clemente Romano, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Pápias de 
Hierápolis, Barnabé e Hermas. 
Esses padres apresentavam características marcantes da espiritualidade 
cristã, com grande convicção, anunciando um Deus Ábba*1, um Deus 
 
1 “Ábba” ou “Ába” é uma expressão bíblica derivada do termo com origem no hebraico, que 
significa “o pai” ou “meu pai”. A expressão “Ába, Pai” foi utilizada por Jesus Cristo no momento 
de sua morte, quando suplicava a Deus, chamando-o de “Pai”, conforme descreve Marcos 
14,36 (adaptado de Rosa, 2016). 
 
 
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misericordioso. Assim, tiveram papel importante para renovar a sociedade e a 
Igreja. A Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata: sobre a vida 
consagrada e sua missão na Igreja e no mundo, do santo padre João Paulo II, 
confirma: 
Ao longo dos séculos, nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis 
ao chamamento do Pai e à moção do Espírito, escolheram este 
caminho de especial seguimento de Cristo, para se dedicarem a Ele 
de coração «indiviso» (cf. 1 Cor 7,34). Também eles deixaram tudo, 
como os Apóstolos, para estar com Cristo e colocar-se, como Ele, ao 
serviço de Deus e dos irmãos. Contribuíram assim para manifestar o 
mistério e a missão da Igreja, graças aos múltiplos carismas de vida 
espiritual e apostólica que o Espírito Santo lhes distribuía, e deste 
modo concorreram também para renovar a sociedade. (João Paulo II, 
1996, p. 5) 
Considerando a vivência de fé e a doutrina deixada por esses padres 
apostólicos, percebemos uma compaixão pelo anúncio da fé. Em suas 
reflexões, enfatizavam que Deus Pai é o centro, mas que chega a nós por meio 
de Jesus, tornando-se um Deus humano e divino. Somos chamados a segui-Lo 
nessa realidade, pois essa é a doutrina deixada pelos padres apostólicos. 
TEMA 2 – ESPIRITUALIDADE DO MARTÍRIO 
A história da Igreja Católica é marcada pelas constantes perseguições e 
mortes que cercam a afirmação do seguimento a Jesus. Vemos muitos 
exemplos de mártires que sofreram com essa realidade, os quais nunca 
negaram sua fé e, por isso, morreram pregando-a. 
O Concílio Vaticano II, por meio da Carta Dogmática Lumen Gentium, 
apresenta essa discussão quando cita: 
Como Jesus, Filho de Deus, manifestou o Seu amor dando a vida por 
nós, assim ninguém dá maior prova de amor do que aquele que 
oferece a própria vida por Ele e por seus irmãos. Desde os primeiros 
tempos, e sempre assim continuará a suceder, alguns cristãos foram 
chamados a dar este máximo testemunho de amor diante de todos, e 
especialmente perante os perseguidores. Por esta razão, o martírio, 
pelo qual o discípulo se torna semelhante ao Mestre, que livremente 
aceitou a morte para salvação do mundo, e a Ele se conforma no 
derramamento do sangue, é considerado pela Igreja como um dom 
insigne e prova suprema de amor. E embora seja concedido a 
poucos, todos, porém, devem estar dispostos a confessar a Cristo 
diante dos homens e a segui-Lo no caminho da cruz em meio das 
perseguições que nunca faltarão à Igreja. (1997) 
 
 
 
 
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De acordo com o texto, fica evidente que tais perseguições existiram 
com frequência em determinados períodos históricos e continuarão ao longo 
dos tempos. Vale ainda ressaltar que a espiritualidade do martírio sempre foi 
apresentada com convicção da fé. Jesus é o centro dessa espiritualidade e 
motivo de fascínio. 
Ao se entregar à morte para nos salvar, Jesus demonstra uma prova 
suprema de amor, e esse exemplo de amor puro, pleno e sem maldade é fato 
marcante e responsável pelo fascínio das primeiras gerações por Jesus. No 
Brasil, por exemplo, existiram grandes mártires no Rio Grande do Norte na 
época de 1630-1654, período em que os neerlandeses protestantes ocuparam 
alguns lugares no país, e houve a invasão de uma igreja no momento em que 
era realizada uma santa missa. Todas as pessoas presentes morreram como 
mártires, em defesa da sua fé católica. Mateus Moreira, que teve seu coração 
arrancado pelas costas, morreu proferindo “Louvado seja o Santíssimo 
Sacramento”. Ele e todos os outros foram canonizados como Santos Mártires 
de Cunhaú e Uruacu pelo Papa Francisco. 
A experiência de Jesus pelo amor profundo nos coloca a esse 
sentimento de fascínio, de retribuição. Da mesma maneira que Jesus deu a 
vida por nós, em retribuição devemos amá-Lo tanto a ponto de dar a vida, 
consumindo-se por Ele, pois “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a 
sua vida pelos seus amigos” (João 15,13). 
TEMA 3 – ESPIRITUALIDADE DE IRINEU DE LIÃO 
Santo Irineu de Lião foi um grande bispo e mártir. Em seu tempo 
(século II), foi o escritor cristão de maior destaque. Nasceu na Ásia menor e foi 
discípulo de São Policarpo que, por sua vez, teve uma relação direta com o 
apóstolo São João. 
Teve uma importante contribuição para a Igreja do Oriente. Quando em 
missão de paz, dialogou com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data 
da celebração da Páscoa. Ao voltar da missão, se deparou com a morte do 
bispo Potino, aquele que o havia enviado para a missão e, dessa maneira, foi 
escolhido sucessor do episcopado de Lião. “Erudito, simples, orante e zeloso 
bispo, foi Santo Irineu que escreveu contra os hereges, sobre a sucessão 
apostólica e muito dos dados que temos hoje sobre a história da Igreja do 
 
 
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século II. Morreu mártir na perseguição do imperador Severo.” (Canção Nova, 
2019) 
Santo Irineu ensina a compreensão da espiritualidade pela perspectiva 
antropológica de que a união do corpo e da alma em sua totalidade representa 
por completo a pessoa espiritual. Tal afirmação confronta os ensinamentos dos 
“gnósticos”, assim chamados por ele, que acreditavam numa compreensão da 
espiritualidade como separatista, enfatizando que o ser espiritual só é aquele 
que se desliga do corpo e da matéria. Assim, o Catecismo da Igreja Católica 
corrobora os ensinamentos de Santo Irineu, pois registra: 
§ 327 – A profissão de fé do IV Concílio de Latrão afirmaque Deus 
criou conjuntamente, do nada, desde o início do tempo, ambas as 
criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo 
terrestre; em seguida, a criatura humana, que tem algo de ambas, por 
compor-se de espírito e de corpo. (Catecismo, 2000, p. 96) 
E ainda: 
§ 365 – A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve 
considerar a alma como a “forma” do corpo; ou seja, é graças à alma 
espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e 
vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas 
unidas, mas a união deles forma uma única natureza. (Catecismo, 
2000, p. 105) 
Dessa maneira, podemos dizer que a pessoa espiritual é aquela que 
possui a comunhão da alma e da carne, do corpo e do espírito, pois esse foi o 
modo como fomos criados por Deus, e devemos, portanto, considerar a nossa 
essência seguindo o exemplo de santidade deixado por Jesus. 
TEMA 4 – ESPIRITUALIDADE DE SANTO AGOSTINHO 
Agostinho de Hipona, conhecido como Santo Agostinho, foi um dos mais 
importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo, 
produzindo obras muito importantes para desenvolver tanto o próprio 
cristianismo quanto a filosofia em geral. Ele foi bispo de Hipona, uma cidade na 
província romana da África. Viveu na era patrística, e seus escritos fizeram dele 
o mais importante dos padres da Igreja no Ocidente. 
 
 
 
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Figura 1 – Vitral na capela de Notre Dame des Flots (1857), em Sainte-
Adresse, Le Havre, França, representando Santo Agostinho 
 
Fonte: Jorisvo/Shutterstock. 
Santo Agostinho afirma que o ser humano possui um anseio natural por 
Deus, sendo uma necessidade de vida humana. Ou seja, o cristão tem fome e 
sede de Deus, necessita se deixar guiar pelo Espírito Santo, como nos relata a 
Bíblia Sagrada: “Então Jesus declarou: ‘Eu sou o pão da vida. Aquele que vem 
a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede’” (João 6,35). 
O desejo pelo encontro com Cristo caracteriza o princípio da 
espiritualidade do homem, e o propósito é a vivência da caridade. A caridade é 
o maior exemplo de amor que se pode existir. Como cristãos batizados, todos 
somos chamados a essa vivência, seja nos mais diversos aspectos e 
ambientes. Jesus disse: “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu 
irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele 
o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra e nem de boca, mas em 
ação e em verdade” (João 3,17-18). 
Por vários momentos da história, a santidade foi definida pelo 
rompimento com a vida mundana. Santo Agostinho, no entanto, nos apresenta 
com sentido oposto, mostrando que a pessoa espiritual vive sua santidade 
sustentada pela vivência da caridade e do amor, sob ação do Espírito Santo. O 
livro de 1 Coríntios, Capítulo 13, define com exatidão a importância da caridade 
na vida cristã: 
 
 
7 
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver 
caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. 
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os 
mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de 
transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda 
que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda 
que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver 
caridade, de nada valeria! (1-3) 
O exemplo de vida de Agostinho nos mostra que sempre é tempo para 
conversão, para retorno à casa do Pai. Pecador e boêmio, Agostinho teve a 
experiência da conversão e, em suas confissões, nos mostra que é possível 
para todos esse encontro com o divino. 
TEMA 5 – ORIGENS DO MONAQUISMO CRISTÃO 
A palavra “monaquismo” vem do grego “moncos” – “aquele que está só”. 
Designa uma forma de vida cristã totalmente consagrada a Deus no retiro, no 
silêncio, na oração, na penitência e no trabalho. 
A espiritualidade vivida pelo monaquismo cristão é fundamentada 
imediatamente no próprio Evangelho, em que o Senhor Jesus aconselha a 
deixar tudo e segui-Lo incondicionalmente: 
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: “Senhor, 
seguir-Te-ei para onde quer que fores”. E disse-lhe Jesus: “As 
raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem 
não tem onde reclinar a cabeça”. E disse a outro: “Segue-me”. Mas 
ele respondeu: “Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai”. 
Mas Jesus lhe observou: “Deixa aos mortos o enterrar os seus 
mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus”. Disse também 
outro: “Senhor, eu Te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos 
que estão em minha casa”. E Jesus lhe disse: “Ninguém que lança 
mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus”. (Lucas 
9,57-62) 
Parece contraditório enfatizarmos que a espiritualidade não deve ser 
entendida como separação da vida do mundo e o princípio do monaquismo ser 
justamente esse, não? Para essa compreensão, é necessário considerar o 
contexto histórico relacionado à origem desse tipo de vida. 
Houve períodos em que o cristianismo estava perdendo a essência: as 
pessoas eram batizadas, mas viviam sem o propósito da religião, tornando o 
ser e o não ser cristão idênticos em sentido. Por isso, com a tentativa de 
recuperar a identidade do cristianismo é que surgiram os primeiros padres 
monges. 
 
 
8 
No século III essa modalidade de vida ascética tomou a forma 
eremítica; os cristãos retiraram-se para o deserto, tendo como 
modelo S. Antão; este é considerado o “Patriarca do monaquismo”; 
filho de família rica, ouviu o apelo do Senhor proclamado na Igreja e 
resolveu deixar tudo, retirando-se para o deserto do Egito, após ter 
providenciado a subsistência de sua irmã mais jovem. (Aquino, 2019) 
Esse tipo de experiência de vida não era uma aventura, mas sim um 
compromisso, um processo de conversão. Motivados em recuperar a essência 
do Cristianismo, buscavam o mais alto nível de vivência cristã, o mesmo 
encontrado nos exemplos de vida dos primeiros seguidores de Jesus. 
NA PRÁTICA 
Compreendemos, portanto, diversas maneiras de viver a santidade por 
meio da espiritualidade. Temos o exemplo dos padres apostólicos, dos mártires 
e santos, dos monges etc. Nesse sentido, pesquise e identifique na 
Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, do Concílio Vaticano II, 
quais as características da vocação à santidade, direcionada a todos nós, e 
quais as instruções do documento para a vivência plena do chamado que 
Cristo nos faz: viver a santidade. 
FINALIZANDO 
Verificamos que a espiritualidade cristã assume diferentes configurações 
ao longo do tempo. De acordo com cada período histórico, as necessidades, 
anseios e realidade das pessoas mudam e, consequentemente, a vivência 
espiritual delas muda também. 
Apesar de se expressar de formas diferentes, a vida espiritual cristã, em 
sua gênese, possui um objetivo: a vida no espírito, o anúncio do evangelho. 
Todas essas expressões diferenciadas nos encantam, nos cativam e ao 
mesmo tempo servem de exemplo para uma compreensão adequada sobre o 
propósito do nosso chamado, de sermos seguidores de Jesus e de viver 
plenamente o seu evangelho. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
AQUINO, F. Você conhece os mártires do Brasil? Editora Cléofas, Lorena, 31 
outu. 2019. Disponível em: Acesso em 22 nov. 2019. 
BÍBLIA SAGRADA. Tradução dos originais grego, hebraico e aramaico 
mediante a versão dos monges beneditinos de Maredsous (Bélgica). Edição 
205. São Paulo: Ave Maria, 2014. 
CANÇÃO NOVA. Santo Irineu. 28 jun. 2019. Disponível em: 
. 
Acesso em: 22 nov. 2019. 
CATECISMO da Igreja Católica. Edição típica vaticana. São Paulo: Loyola, 
2000. 
CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a 
Igreja. Disponível em: 
ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html>. Acesso em: 24 nov. 2019. 
HISTÓRIA da igreja católica: os padres apostólicos. Bíblia Católica, [S.l.], 1 
fev. 2002. Disponível em: . Acesso em: 22 nov. 2019. 
JOÃO PAULO II. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata: sobre 
a vida consagrada e a sua missão na Igreja e no mundo. 6. ed. São Paulo: 
Paulinas, 1996. 
ROSA, L. Por que Jesus, na oração, chamou Deus de “abba, pai”? O que 
significa? A Bíblia.org, [S.l.], 5 mar. 2016. Disponível em: 
. Acesso em: 24 nov. 2019.

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