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Aula 06 - Equipe
Legislação (Somente
em PDF)
PM-DF (Oficial - CFO) Legislação - 2025
(Pós-Edital)
Autor:
Equipe Direito Constitucional
Estratégia Concursos, Equipe
Legislação Específica Estratégia
Concursos
17 de Maio de 2025
06085216122 - Samuel Caio Cardoso de Oliveira
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Aula 06 - Equipe Legislação (Somente em PDF)
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal - Parte I 3
..............................................................................................................................................................................................2) Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal - Parte II 22
..............................................................................................................................................................................................3) Questões Comentadas - Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal - Part 56
..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal - Part 76
..............................................................................................................................................................................................5) Lista de Questões - Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal - Parte 96
..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal - Parte 105
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LEI N. 7.289/84 – PARTE I 
A partir de agora estudaremos o principal normativo relacionado ao dia a dia do policial militar: 
o Estatuto da sua futura carreira! 
Começaremos nessa aula uma boa e interessante viagem pelos aspectos mais importantes e 
“bons de prova” da Lei no 7.289/77, o famoso Estatuto dos Policiais Militares do DF. Já adianto a 
você que seguiremos uma sequência um pouco diferente da disposta na norma, para que você 
possa entender melhor a lei, ok? 
O Estatuto regula a situação, obrigações, deveres, direitos e prerrogativas dos Policiais-Militares 
da Polícia Militar do Distrito Federal e apesar de cheia de muitas regras e detalhes, seremos aqui 
bem objetivos trazendo o que de fato interessa para fins de concurso. Vamos então ao que 
interessa! 
 
O POLICIAL MILITAR 
Acabamos de ver no tópico anterior que a Polícia Militar do Distrito Federal é destinada à 
manutenção da ordem pública e segurança interna do Distrito Federal. 
Pois bem, os integrantes da Polícia Militar, em razão da destinação, natureza e organização de 
sua corporação, formam uma categoria especial de servidores públicos do Distrito Federal, 
denominados Policiais Militares. Os policiais militares encontram-se em uma das seguintes 
situações: na ativa ou na inatividade. 
 
 
➢ O cargo de Policial Militar é um conjunto de deveres e responsabilidades cometidos ao 
policial militar em serviço ativo. 
 
São equivalentes as expressões "na ativa", "da ativa", "em serviço ativo", "em serviço na ativa", 
"em serviço", "em atividade", e "em atividade policial-militar", conferidas aos policiais-militares 
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no desempenho de cargo, comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou exercício de 
função policial-militar ou consideradas de natureza policial-militar, nas Organizações Policiais-
Militares da Polícia Militar do Distrito Federal, bem como em outros órgãos do Governo do Distrito 
Federal ou da União, quando previstos em lei ou regulamento. 
Os cargos policiais-militares são providos com pessoal que satisfaça os requisitos de grau 
hierárquico e de qualificação exigidos para o seu desempenho. O policial-militar, ocupante de 
cargo provido em caráter efetivo ou interino faz jus aos direitos correspondentes ao cargo, 
conforme previsto em lei. 
 As atribuições e obrigações inerente ao cargo policial-militar devem ser compatíveis com o 
correspondente grau hierárquico e, no caso da policial-militar, com as restrições fisiológicas 
próprias, tudo definido em legislação ou regulamentação específica. 
Ok, professor, entendi. Mas, pergunto: em quais condições um Policial Militar pode ser 
considerado na ativa? Excelente pergunta! Os policiais-militares na ativa são os seguintes: 
a) os de carreira; 
b) os incluídos na Polícia Militar, voluntariamente, durante os prazos a que se 
obriguem a servir 
c) os componentes da reserva remunerada da Polícia Militar, convocados ou 
designados para o serviço ativo; e 
d) os alunos de órgãos de formação de policiais militares (você daqui a alguns dias 
já será considerado Policial Militar da ativa!); 
 
A carreira policial militar é caracterizada pela atividade continuada e inteiramente devotada às 
finalidades precípuas da Polícia Militar, denominada atividade policial-militar. Tal carreira é 
privativa do Policial Militar em atividade, inicia-se com o ingresso Polícia Militar e obedece à 
sequencia de graus hierárquicos. 
Os policiais-militares de carreira são os que, no desempenho voluntário e permanente do serviço 
policial-militar, têm vitaliciedade assegurada ou presumida. 
 
A carreira de Oficial da Polícia Militar é privativa de brasileiros natos. 
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O serviço policial militar consiste no exercício de atividade inerente à Polícia Militar e 
compreende todos os encargos previstos na legislação específica, relacionados com a 
manutenção da ordem pública e segurança interna. 
Vimos também que há os policiais militares da inatividade, não é mesmo? E quem são eles? 
Os policiais militares na inatividade são: 
a) os da reserva remunerada, percebendo remuneração da União e sujeitos à 
prestação de serviço na ativa, mediante convocação; e 
b) os reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores (na 
ativa ou reserva remuneradas), estiverem dispensados, definitivamente da 
prestação de serviço na ativa, continuando, entretanto, a perceber 
remuneração da União (lembrem-se que a situação do DF é diferente dos 
Estados, na parte de forças policiais, que são mantidas pela União). 
 
Além da convocação compulsória, prevista no quadro acima, os integrantes da reserva 
remunerada poderão, ainda, ser excepcionalmente designados para o serviço ativo, em caráter 
transitório e mediante aceitação voluntária. 
 
 
➢ O disposto no Estatuto dos Policiais Militares aplica-se, no que couber, aos policiais 
militares reformados e aos da reserva remunerada. 
 
Pois bem, estejam eles na ativa ou na inatividade, a condição jurídica dos policiais-militares do 
Distrito Federal é definida pelos dispositivos constitucionais que lhes forem aplicáveis, por este 
Estatuto, pelas leis ea motivaram; 
c) quando afastado, temporariamente, do serviço ativo por motivo de: 
✓ haver ultrapassado 6 meses contínuos em licença para tratar de interesse 
particular; 
✓ haver ultrapassado 6 meses contínuos em licença para tratar de saúde de 
pessoa da família; 
✓ se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da Justiça Comum; 
✓ ter passado à disposição de outro órgão do Distrito Federal, da União, dos 
Estados ou Territórios para exercer função de natureza civil; 
✓ ter sido nomeado para qualquer cargo Público civil temporário, não eletivo, 
inclusive da administração indireta. 
 
A reversão será efetuada mediante ato: 
a) do Governador do Distrito Federal, para Oficiais e; 
b) do Comandante-Geral, para Praças. 
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O Excedente 
A condição de excedente é bem simples: é quando o Policial Militar retorna ao 1uadro e este e 
não há vaga para ele assumir ou o 1uadro está com o efetivo completo, ele fica então como 
excedente! 
Pois bem, o Estatuto nos diz que excedente é a situação transitória à qual o Policial Militar passa 
automaticamente nas seguintes circunstâncias: 
a) tendo cessado o motivo que determinou sua agregação, reverte ao respectivo 
Quadro, estando este com o efetivo completo; 
b) aguarda a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após haver sido transferido 
do Quadro, estando o mesmo com seu efetivo completo; 
c) é promovido por bravura, sem haver vaga; 
d) é promovido indevidamente, mesmo havendo vaga; 
e) sendo o mais moderno da respectiva escala hierárquica, ultrapassa o efetivo de seu 
Quadro, em virtude de promoção de outro Policial Militar em ressarcimento de 
preterição; e 
f) tendo cessado o motivo que determinou sua reforma por incapacidade definitiva, 
retorne ao respectivo Quadro, estando este com seu efetivo completo. 
 
O Policial Militar cuja situação é a de excedente, salvo o indevidamente promovido, ocupa a 
mesma posição relativa, em antiguidade, que lhe cabe na escala hierárquica, com a abreviatura 
"EXCD", e receberá o número que lhe competir em consequência da primeira vaga que se 
verificar. 
O Policial Militar cuja situação é de excedente é considerado como em efetivo serviço, para 
todos os efeitos e concorre, respeitados os requisitos legais, em igualdade de condições e sem 
nenhuma restrição, a qualquer cargo policial militar, bem como à promoção. 
O Policial Militar promovido por bravura, sem haver vaga, ocupará a primeira vaga aberta, 
deslocando o critério da promoção a ser seguido para a vaga seguinte. 
Pronto! Finalizadas as situações de serviço, vamos agora ao estudo das regras sobre a contagem 
do tempo de serviço e sobre a exclusão do serviço ativo dos policiais-militares do DF. 
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CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO 
O tempo de serviço do policial na Polícia Militar a partir da data da inclusão, matricula em órgão 
de formação de policiais militares ou nomeação para posto ou graduação. 
Considera-se como data de inclusão a do ato de inclusão em uma Organização Policial Militar, a 
de matrícula em qualquer órgão de formação de Oficiais ou Praças ou a de apresentação para o 
serviço em caso de nomeação. 
Para o cálculo do tempo de serviço, a primeira informação importante é a seguinte: é necessário 
que saibamos diferenciar tempo de efetivo serviço e anos de serviço. 
Vamos ver as diferenças: 
Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia a dia entre a data de inclusão e a 
data limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento em consequência da 
exclusão do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado. 
Será computado como tempo de efetivo serviço: 
▪ o tempo de serviço prestado nas Forças Armadas ou em outras Policias 
Militares e; 
▪ o tempo passado dia-a-dia, nas Organizações Policiais-Militares, pelo Policial 
Militar da reserva da Corporação, convocados para o exercício de funções 
Policiais-Militares. 
 
Ao tempo de efetivo serviço, apurado e totalizado em dias, será aplicado o divisor de 365 para a 
correspondente obtenção dos anos de efetivo serviço. 
 Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, além das férias e afastamentos temporários, 
os períodos em que o Policial Militar estiver afastado do exercício de suas funções, em gozo de 
licença especial. 
 
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"Anos de Serviço" é a expressão que designa o tempo de efetivo serviço a que se o tópico 
anterior com os seguintes acréscimos: 
a) tempo de serviço público federal, estadual ou municipal, prestado pelo Policial 
Militar, anteriormente à sua inclusão, matrícula, nomeação ou reinclusão na 
Polícia Militar → o tempo acima só será computado no momento da passagem 
do Policial Militar à situação de inatividade e para esse fim. 
b) tempo de serviço de atividade privada na forma da Lei nº 6.226/75; 
c) 1 ano para cada 5 anos de tempo de efetivo serviço prestado pelo Oficial do 
Quadro de Saúde que possuir curso universitário, até que este acréscimo 
complete o total de anos de duração normal correspondente ao referido curso, 
sem superposição a qualquer tempo de serviço policial militar ou público, 
eventualmente prestado durante a realização deste mesmo curso; 
d) tempo relativo a cada licença especial não gozada, contado em dobro; e 
e) tempo relativo a férias não gozadas, contado em dobro → os acréscimos a que 
se referem esses últimos quatro itens serão computados somente no momento 
da passagem do Policial Militar à situação de inatividade e, nessa situação, para 
todos os efeitos legais, inclusive quanto à percepção definitiva da gratificação 
de tempo de serviço. 
 
Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada qualquer superposição do tempo 
de serviço público federal, estadual ou municipal e da administração indireta entre si, nem com 
os acréscimos de tempo para os possuidores de curso universitário, e nem com o tempo de 
serviço computável após a inclusão em Organização Policial Militar, matrícula em órgão de 
formação policial militar ou nomeação para posto ou graduação na Polícia Militar. 
Bom, mas se temos acima as situações para a contagem do tempo de serviço, temos também 
aquelas que não entram nessa contagem. Segundo o art. 122, § 4º, do Estatuto, não é 
computável, para efeito algum, o tempo: 
a) que ultrapassar de 1 ano, contínuo ou não, em licença para tratamento de saúde de 
pessoa da família; 
b) passado em licença para tratar de interesse particular; 
c) passado como desertor; 
d) decorrido em cumprimento de pena de suspensão do exercício do posto, graduação, 
cargo ou função por sentença transitada em julgado; e 
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e) decorrido em cumprimento de pena restritiva da liberdade, por sentença transitada em 
julgado, desde que não tenha sido concedida suspensão condicional da pena, 
quando, então, o tempo que exceder ao período da pena será computado para todos os 
efeitos, caso as condições estipuladasna sentença não o impeçam. 
 
 
➢ O tempo que o Policial Militar passou ou vier a passar afastado do exercício de suas 
funções, em consequência de ferimentos recebidos em acidentes quando em serviço na 
manutenção da ordem pública e em operações policiais militares ou de moléstia 
adquirida no exercício de qualquer função policial militar, SERÁ COMPUTADO como se 
ele o tivesse passado no exercício efetivo daquelas funções. 
 
O tempo de serviço em campanha para o Policial Militar é o período em que o mesmo estiver 
em operações de guerra. 
Quando, por motivo de força maior oficialmente reconhecido, decorrente de incêndio, 
inundação, sinistro aéreo e outras calamidades, faltarem dados para contagem de tempo de 
serviço caberá ao Comandante-Geral arbitrar o tempo a ser computado para cada caso 
particular, de acordo com os elementos disponíveis. 
E por fim, caro aluno, os motivos que ensejam a exclusão do Policial Militar do serviço ativo e 
suas principais regras. Digo principais, porque não vejo a necessidade de conhecê-las todas. O 
que será visto a seguir já será o bastante suficiente para a sua prova! É o que o histórico de 
provas para a PMDF nos tem mostrado! 
Vamos lá então? 
 
EXCLUSÃO DO SERVIÇO ATIVO 
A exclusão do serviço ativo da Polícia Militar e o consequente desligamento da Organização a 
que estiver vinculado o Policial Militar decorrem dos seguintes motivos (memorize-os!): 
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✓ transferência para a reserva remunerada; 
✓ reforma; 
✓ demissão; 
✓ perda do posto e patente; 
✓ licenciamento; 
✓ exclusão a bem da disciplina; 
✓ deserção; 
✓ falecimento; e 
✓ extravio. 
 
Seja qual for o motivo do desligamento do serviço, este será processado após a expedição do 
ato do Governador do Distrito Federal ou de autoridade a qual tenha sido delegado poderes 
para isso. 
O Policial Militar da ativa, enquadrado nas situações de transferência para a reserva renumerada, 
reforma e licenciamento, ou demissionário a pedido, será movimentado da Organização Policial 
Militar em que serve, passando à disposição do órgão encarregado de pessoal até ser desligado 
da Polícia Militar. 
Vamos conhecer as regras gerais para cada uma das situações acima. 
 
Transferência para a Reserva Remunerada 
A passagem do Policial Militar para a inatividade, mediante transferência para a reserva 
remunerada, poderá ser efetuada a pedido ou ex officio. 
 
→ Transferência A PEDIDO 
A transferência a pedido, para a reserva será concedida ao Policial Militar que a requerer, desde 
que conte no mínimo 30 anos de serviço. O Oficial da ativa pode pleitear transferência para a 
reserva remunerada mediante inclusão voluntária na quota compulsória. 
Para o Coronel PM, uma ressalva 
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É facultado ao Coronel PM exonerado ou demitido do cargo de Comandante-Geral requerer 
transferência para a reserva remunerada, quando não contar 30 anos de serviço. 
 
No caso do Policial Militar haver realizado qualquer curso ou estágio de duração superior a 6 
meses, por conta do Distrito Federal, no estrangeiro, sem haver decorrido 3 anos de seu 
término, a transferência para a reserva remunerada só será concedida mediante indenização de 
todas as despesas correspondentes à realização do referido estágio ou curso, inclusive as 
diferenças de vencimentos, cabendo aos órgãos competentes da Polícia Militar o cálculo da 
indenização. 
 
→ Transferência EX OFFICIO 
A transferência para a reserva remunerada, que o ex officio , verificar-se-á sempre que o Policial 
Militar incidir nos seguintes casos: 
a) ao atingir as idades-limites regulamentadas (conversaremos mais sobre elas logo 
adiante); 
b) atingir, o Coronel PM, 6 anos de permanência no posto, desde que conte mais 
de 30 anos de serviço; 
c) contar o Policial Militar 35 anos de serviço; 
d) atingir, o Oficial, 6 anos de permanência no posto, quando este for o último da 
hierarquia de seu Quadro, desde que conte mais de 30 anos de serviço; 
e) for o Oficial considerado não habilitado para o acesso em caráter definitivo, no 
momento em que vier a ser objeto de apreciação para o ingresso em Quadro de 
Acesso; 
f) ultrapassar 2 anos, contínuos ou não, em licença para tratar de interesse 
particular; 
g) ultrapassar 2 anos contínuos em licença para tratamento de saúde de pessoas de 
sua família; 
h) ser empossado em cargo público permanente estranho à sua carreira, cujas 
funções sejam de magistério → nesse caso, a transferência será efetivada no 
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posto ou graduação que tinha na ativa, podendo acumular os proventos a que 
fizer jus na inatividade com a remuneração do cargo ou emprego para o qual foi 
nomeado ou admitido. 
i) ultrapassar 2 anos de afastamento, contínuo ou não, agregado em virtude de ter 
passado a exercer cargo ou emprego público civil temporário, não eletivo, 
inclusive de administração indireta; 
j) ser diplomado em cargo eletivo; 
k) for o Oficial abrangido pela quota compulsória; e 
l) for a Praça abrangida pela quota compulsória, na forma regulada em decreto 
pelo Governador do Distrito Federal. 
 
 
 
A transferência do Policial Militar para a reserva remunerada pode ser suspensa na vigência do 
estado de guerra, estado de sítio ou de estado de emergência, em caso de mobilização e de 
interesse da segurança pública. A transferência para a reserva remunerada não isenta o Policial 
Militar da indenização dos prejuízos causados à Fazenda do Distrito Federal ou a terceiros, nem 
do pagamento das pensões decorrentes de sentença judicial. 
 
Reforma 
A passagem do Policial Militar à situação de inatividade, mediante reforma, será sempre ex 
officio e aplicada desde que: 
a) atinja as seguintes idades-limites de permanência na reserva remunerada: 
- para Oficiais - 65 anos; 
- para Praças - 63 anos; 
b) seja julgado incapaz, definitivamente, para o serviço da Policia Militar; 
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c) esteja agregado há mais de 02 anos, por ter sido julgado incapaz, 
temporariamente, mediante homologação da Junta Superior de Saúde, ainda 
mesmo que se trate de moléstia curável; 
d) seja, condenado à pena da reforma prevista no Código Penal Militar, por 
sentença transitada em julgado; 
e) sendo Oficial, a tiver determinada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, 
em julgamento por ele efetuado, em consequência de Conselho de Justificação 
a que foi submetido; e 
f) sendo Aspirante-a-Oficial PM ou Praça com estabilidade assegurada, for para tal 
indicado, ao Comandante-Geral, em julgamento do Conselho de Disciplina. 
 
O Policial Militar reformado nas duas últimas situações do quadro acima só poderá readquirir a 
situação de Policial Militar anterior, respectivamente, por outra sentença do Tribunal de Justiça 
do Distrito Federal e Territórios, e nas condições nela estabelecidas ou por decisão do 
Comandante-Geral. 
Quanto à incapacidade definitiva, essa circunstância pode ser causadapor vários fatores, 
também previstos no Estatuto: 
a) ferimento recebido em operações policiais militares ou na manutenção da 
ordem pública; 
b) enfermidade contraída em operações policiais militares ou na manutenção da 
ordem pública, ou enfermidade cuja causa eficiente decorra de uma dessas 
situações → o Policial Militar da ativa julgado incapaz, definitivamente por um 
dos motivos acima será reformado com remuneração calculada com base no 
soldo correspondente ao grau hierárquico imediato ao que possuir na ativa. 
c) acidente em serviço; 
d) doença, moléstia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com relação de 
causa e efeito a condições inerentes ao serviço; 
e) acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e efeito 
com o serviço → o Policial Militar da ativa julgado incapaz definitivamente por 
qualquer dos quatro motivos acima será reformado com qualquer tempo de 
serviço. 
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E não para por aí! A incapacidade definitiva pode sobrevir em consequência de uma série de 
doenças: tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia 
irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, mal de Parkinson, pênfigo, espondiloartrose, 
anquilosante, nefropatia grave, e outras moléstias que a lei indicar com base nas conclusões da 
medicina especializada. 
O Policial Militar da ativa que for julgado incapaz definitivamente por um desses motivos será 
reformado: 
• com remuneração proporcional ao tempo de serviço, se Oficial ou Praça com 
estabilidade assegurada e; 
• com remuneração integral do posto ou graduação desde que, com qualquer 
tempo de serviço, seja considerado inválido, isto é, impossibilitado total e 
permanentemente para qualquer trabalho. 
 
O Policial Militar reformado por alienação mental, enquanto não ocorrer a designação judicial do 
curador, terá remuneração paga aos seus beneficiários desde que estes o tenham sob sua 
guarda e responsabilidade e lhe dispensem tratamento humano e condigno. 
A interdição judicial do Policial Militar e seu internamento em instituição apropriada deverão ser 
providenciados pela Policia Militar, quando não houver beneficiários, parentes ou responsáveis e 
não forem satisfeitas as condições de tratamento exigidas neste artigo. 
 
 
➢ A reforma também não isenta o Policial Militar da indenização dos prejuízos causados à 
Fazenda do Distrito Federal ou a terceiros, nem do pagamento das pensões decorrentes 
de sentença judicial. 
 
O Policial Militar que, em inspeção de saúde, for julgado incapaz para o serviço policial militar e 
vier a falecer antes da efetivação de sua reforma, será considerado reformado, para todos os 
efeitos legais a contar da data do óbito. 
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Demissão 
Se tem uma regra que você não pode deixar de levar para a sua prova é que a demissão é 
aplicada exclusivamente aos Oficiais. Portanto, nem as Praças e nem as Praças Especiais têm o 
direito a essa forma de exclusão do serviço! 
Pois bem, memorizado esse detalhe, saiba que essa pode ser efetuada tanto a pedido como ex 
officio. 
 
→ Demissão A PEDIDO 
A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do interessado: 
a) sem indenização aos cofres públicos, quando contar mais de 5 anos de oficialato 
na Policia Militar; 
b) com indenização das despesas relativas à sua preparação e formação, quando 
contar menos de 5 anos de oficialato. 
 
Em relação ao primeiro caso (demissão sem indenização para os que têm mais de 5 anos de 
oficialato) o Estatuto prevê algumas ressalvas. A demissão a pedido só será concedida mediante 
indenização de todas as despesas correspondentes quando o Oficial tiver realizado qualquer 
curso ou estágio, no país ou no exterior, e não tenham decorrido os seguintes prazos: 
▪ 2 anos, para cursos ou estágios de duração igual ou superior a 2 meses e 
inferior a 6 meses; 
▪ 3 anos, para cursos ou estágios de duração igual ou superior a 06 meses e igual 
ou inferior a 18 meses; e 
▪ 5 anos, para cursos ou estágios de duração superior a 18 meses. 
 
 
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O Oficial demissionário, a pedido, não terá direito a qualquer remuneração, sendo a sua 
situação militar definida pela Lei do Serviço Militar. O direito à demissão a pedido pode ser 
suspenso na vigência do estado de guerra, calamidade pública, perturbação da ordem interna, 
estado de sítio, estado de emergência, em caso de mobilização, ou, ainda, quando a legislação 
específica determinar. 
 
→ Demissão EX OFFCIO 
Aqui temos só uma regra bem simples e fácil: 
O Oficial da ativa que passar a exercer cargo ou emprego público permanente estranho a sua 
carreira, cuja função não seja de magistério, será demitido ex officio, sem direito a qualquer 
remuneração ou indenização, sendo-a sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar. 
 
Perda do Posto e da Patente 
O Oficial PM perderá o posto e a patente se for declarado indigno do oficialato, ou com ele 
incompatível, por decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), em 
ocorrência de julgamento a que foi submetido. 
“Professor, e em quais situações um Oficial poderá ser declarado indigno do oficialato ou com 
ele incompatível?” Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato ou de 
incompatibilidade com o mesmo, o Oficial que: 
a) for condenado, por Tribunal Civil ou Militar, a pena restritiva de liberdade 
individual superior a 2 anos, em decorrência de sentença condenatória 
transitada em julgado; 
b) for condenado, por sentença transitada em julgado, por crimes para os quais 
o Código Penal Militar comina essas penas acessórias e por crimes previstos 
na legislação concernente a segurança do Estado. 
c) incidir nos casos previstos em leis específicas que motivam julgamento por 
Conselho de Justificação e neste for considerado culpado; e 
d) houver perdido a nacionalidade brasileira. 
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O Oficial PM declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível, condenado à perda de 
posto e patente, só poderá readquirir a situação policial militar anterior através de outra 
sentença do TJDFT e nas condições nela estabelecidas. 
O Oficial PM que houver perdido o posto e a patente será demitido ex officio, sem direito a 
qualquer remuneração ou indenização e terá sua situação militar definida pela Lei do Serviço 
Militar. 
 
Licenciamento 
Caro aluno, o licenciamento do serviço ativo é aplicado somente às Praças e assim como a 
transferência para reserva remunerada e a demissão, também poderá ser efetuado a pedido e ex 
officio. 
 
→ Licenciamento A PEDIDO 
O licenciamento a pedido poderá ser concedido às Praças de acordo com as normas baixadas 
pelo Comandante-Geral. 
O direito ao licenciamento a pedido poderá ser suspenso na vigência do estado de guerra, 
calamidade pública, perturbação da ordem interna, estado de sítio, estado de emergência, em 
caso de mobilizaçãoou, ainda, quando a legislação específica regular. 
 
→ Licenciamento EX OFFICIO 
O licenciamento ex officio será aplicado às Praças por conveniência do serviço, a bem da 
disciplina e por conclusão de tempo de serviço. 
O licenciado ex officio a bem da disciplina receberá o certificado de isenção do serviço militar, 
previsto na Lei do Serviço Militar. 
O Aspirante-a-Oficial e as demais Praças que passarem a exercer cargo ou emprego público 
permanente, estranho á sua carreira e cuja função não seja de magistério, serão imediatamente 
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licenciados ex officio, sem remuneração, e terão a sua situação definida pela Lei do Serviço 
Militar. 
O Policial Militar licenciado não tem direito a qualquer remuneração e terá a sua situação militar 
definida pela Lei do Serviço Militar. 
 
Exclusão das Praças a Bem da Disciplina 
A exclusão a bem da disciplina será aplicada ex officio ao Aspirante-a-Oficial ou às Praças com 
estabilidade assegurada: 
a) sobre os quais houver pronunciado tal sentença o Conselho Permanente de 
Justiça, por haverem sido condenados em sentença transitada em julgado por 
aquele Conselho ou Tribunal Civil, à pena restritiva da liberdade superior a 2 
anos ou nos crimes previstos na legislação concernente à segurança do Estado à 
pena de qualquer duração; 
b) sobre os quais houver pronunciado tal sentença o Conselho Permanente da 
Justiça, por haverem perdido a nacionalidade brasileira; e 
c) que incidirem nos casos que motivarem o julgamento pelo Conselho de 
Disciplina e neste forem considerados culpados. 
 
 
 
É da competência do Comando-Geral o ato de exclusão a bem da disciplina do Aspirante-a-
Oficial, bem como das Praças com estabilidade assegurada. A exclusão da Praça a bem da 
disciplina acarreta a perda do seu grau hierárquico e não a isenta da indenização dos prejuízos 
causados à Fazenda do Distrito Federal ou a terceiros, nem das pensões decorrentes de 
sentença judicial. A Praça excluída a bem da disciplina não terá direito a qualquer indenização 
ou remuneração e a sua situação militar será definida pela Lei do Serviço Militar. 
 
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Atenção! A exclusão do serviço ativo a bem da disciplina não é irreversível! O Aspirante-a-Oficial 
ou a Praça com estabilidade assegurada que houver sido excluído a bem da disciplina poderá 
sim readquirir a situação policial militar anterior, mas só nos seguintes casos: 
a) por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça e nas condições nela 
estabelecidas se a exclusão for consequência de sentença daquele Conselho; e 
b) por decisão do Comandante-Geral da Policia Militar, se a exclusão for 
consequência de ter sido julgado culpado em Conselho de Disciplina. 
 
Deserção 
Caro aluno, como você já bem deve saber, desertor é aquele que pratica o crime de deserção, 
tipificado no art. 187 do Código Penal Militar Brasileiro. Vamos revê-lo: 
Art. 187. Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em 
que deve permanecer, por mais de 08 dias: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos; se oficial, a pena é agravada. 
 
Pois bem, em seu art. 115, o Estatuto dos Policiais Militares traz regras para os desertores. Ele 
estabelece que a deserção do Policial Militar acarreta uma interrupção do serviço policial militar, 
com as seguintes consequências: 
a) demissão ex officio, para o Oficial 
b) exclusão do serviço ativo para o Aspirante-a-Oficial PM ou Praça. 
 
A Praça sem estabilidade assegurada será automaticamente excluída, após oficialmente 
declarada desertora. A demissão do Oficial ou a exclusão do Aspirante-a-Oficial ou da Praça 
com estabilidade assegurada processar-se-á após 1 ano de agregação, se não houver captura ou 
apresentação voluntária antes desse prazo. 
O Policial Militar desertor que foi capturado ou que se apresentar voluntariamente, depois de 
ter sido demitido (Oficial) ou excluído (Aspirante-a-Oficial ou Praça) será REINCLUÍDO no serviço 
ativo e a seguir agregado para se ver processar. 
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A reinclusão em definitivo, no entanto, dependerá de sentença do Conselho de Justiça. 
 
Extravio 
O extravio do Policial Militar na ativa acarreta interrupção do serviço policial militar, com o 
consequente afastamento temporário do serviço ativo, a partir da data em que o mesmo foi 
oficialmente considerado extraviado. 
Em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, calamidade pública ou outros acidentes 
oficialmente reconhecidos, o extravio ou o desaparecimento de Policial Militar da ativa será 
considerado como falecimento, para fins deste Estatuto, tão logo sejam esgotados os prazos 
máximos de possível sobrevivência ou quando se deem encerradas as providências de 
salvamento. 
 
 
➢ A exclusão do serviço ativo será feita 6 meses após a agregação por motivo de extravio. 
 
Reaparecimento 
O reaparecimento do Policial Militar extraviado ou desaparecido, já excluído do serviço ativo, 
resulta em sua reinclusão e nova agregação enquanto se apuram as causas que deram origem ao 
seu afastamento. 
O Policial Militar reaparecido será submetido a Conselho de Justificação (Oficial) ou a Conselho 
de Disciplina (Aspirante-a-Oficial e Praças estáveis), por decisão do Governador do Distrito 
Federal ou do Comandante-Geral, respectivamente, se assim for julgado necessário. 
 
Reaparecimento 
O falecimento do Policial Militar na ativa acarreta, automaticamente, a exclusão do serviço ativo 
e desligamento da Organização Policial Militar a que está vinculado, na data da ocorrência do 
óbito. 
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1. Um soldado PM deixou de comparecer por 48 horas consecutivas à Organização Policial 
Militar (OPM) onde servia, sem comunicar nenhum motivo de impedimento. Nessa situação, o 
soldado será considerado desertor. 
Comentários 
Vamos revisar: desertor é aquele que pratica o crime de deserção, tipificado no art. 187 do 
Código Penal Militar Brasileiro. A deserção do Policial Militar acarreta uma interrupção do 
serviço policial militar, com as seguintes consequências: 
a) demissão ex officio, para o Oficial 
b) exclusão do serviço ativo para o Aspirante-a-Oficial PM ou Praça. 
Logo, se o soldado PM citado no enunciado deixou de comparecer apenas por 48 horas 
consecutivas à Organização Policial Militar (OPM) onde servia, ele não será considerado 
desertor. A assertiva nos traz um caso de ausência e não de deserção. É o que estabelece o art. 
83, inciso I do Estatuto. Veja: 
Art. 83. Ausente é o policial militar que, por mais de 24 horas consecutivas: 
I - deixar de comparecer à sua Organização Policial Militar sem comunicar qualquer motivo de 
impedimento; e 
GABARITO: ERRADO 
 
2. Um policial militar na inatividade encontra-se em viagem com paradeiro ignorado por 
mais de oito dias. Nessa situação, ele será considerado desaparecido. 
Comentários 
Muito cuidado com essa pegadinha fantástica da assertiva: é considerado desaparecido,o 
Policial Militar da ativa que, no desempenho de qualquer serviço, em viagem, em operações 
policiais-militares ou em casos de calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 8 
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dias. O Policial Militar do enunciado está na inatividade e, portanto, não se enquadra nessa 
regra, que é a do art. 85 do Estatuto. 
E saiba diferenciar o desaparecido do extraviado: se o Policial Militar, nas condições acima 
citadas, permanecer desaparecido por mais de 30 dias, será oficialmente considerado extraviado 
(art. 88). 
GABARITO: ERRADO 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS - LEI N. 7.289/84 – PARTE I - 
INÉDITAS 
1. (Estratégia – Inédita) Segundo o que dispõe O Estatuto dos Policiais Militares do DF, 
marque a opção correta. 
a) A carreira policial-militar é caracterizada pela atividade continuada e inteiramente devotada às 
finalidades precípuas da Polícia Militar, denominada atividade policial-militar, e é privativa de 
brasileiros natos. 
b) Cargo policial-militar é um conjunto de deveres e responsabilidades cometidos ao policial-
militar em serviço ativo e o seu provimento se faz exclusivamente por ato de nomeação realizado 
pela autoridade competente. 
c) Ao policial-militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência 
de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista em sociedade 
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. 
d) Após ingressar na Polícia Militar, mediante inclusão, matrícula, ou nomeação, o policial-militar 
prestará compromisso de honra. Esse compromisso terá os seguintes dizeres: "Perante a 
Bandeira do Brasil e pela minha honra, prometo cumprir os deveres de Policial Militar do Distrito 
Federal e dedicar-me inteiramente ao seu serviço". 
e) A antiguidade em cada posto ou graduação é sempre contada a partir da data da assinatura 
do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão. 
Comentários 
Alternativa A – O item vem caminhando bem até escorregar na sua parte final. De fato, a carreira 
policial-militar é caracterizada pela atividade continuada e inteiramente devotada às finalidades 
precípuas da Polícia Militar, denominada atividade policial-militar, mas somente a carreira de 
Oficial da Polícia Militar que é privativa de brasileiros natos (art. 5º §§1º e 2º). 
Alternativa B – Outro que também erra em usa parte final. A primeira informação está correta: 
cargo policial-militar é um conjunto de deveres e responsabilidades cometidos ao policial-militar 
em serviço ativo (art. 21). Agora, o provimento de cargo policial-militar não se faz 
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exclusivamente por ato de nomeação. Por ser também por designação ou por determinação 
expressa da autoridade competente (art. 22 parágrafo único). 
Alternativa C – Exato! Esse é um dos preceitos da ética policial militar e está regido pelo caput 
do art. 30 da Lei nº 7.289/84. 
Alternativa D – Realmente, após ingressar na Polícia Militar, mediante inclusão, matrícula, ou 
nomeação, o policial-militar prestará compromisso de honra. Mas os dizeres trazidos pelo item 
são apenas para o compromisso dos Oficiais PM. Para os demais cargos o compromisso é o 
seguinte: 
"Ao ingressar na Polícia Militar do Distrito Federal, prometo regular minha conduta pelos 
preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado 
e dedicar-me inteiramente ao serviço policial-militar, à manutenção da ordem pública e à 
segurança da comunidade, mesmo com o risco da própria vida". 
O item, portanto, errou ao trocar as bolas! 
Alternativa E – Errada! Deixa eu corrigir: a antiguidade em cada posto ou graduação é contada a 
partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, 
salvo quando estiver taxativamente fixada outra data (art. 16, §1º). 
GABARITO: C 
 
2. (Estratégia – Inédita) Em conformidade com a Lei nº 7.289/84, que dispõe sobre o 
Estatuto dos Policiais Militares do Distrito Federal, são policiais militares na ativa os seguintes, 
exceto: 
a) os incluídos na Polícia Militar, voluntariamente, durante os prazos a que se obriguem a servir. 
b) os da reserva remunerada, percebendo remuneração do Distrito Federal e sujeitos à 
prestação de serviço na ativa, mediante convocação. 
c) os alunos de órgãos de formação de policiais-militares. 
d) os componentes da reserva remunerada da Polícia Militar, convocados ou designados para o 
serviço ativo. 
e) os de carreira. 
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Comentários 
Vamos responder revisando com o art. 3º, §1º. Os policiais-militares na ativa são os seguintes: 
a) os de carreira; 
b) os incluídos na Polícia Militar, voluntariamente, durante os prazos a que se 
obriguem a servir; 
c) os componentes da reserva remunerada da Polícia Militar, convocados ou 
designados para o serviço ativo; e 
d) os alunos de órgãos de formação de policiais-militares (você daqui a alguns dias 
já será considerado policial-militar da ativa!); 
 
Já os policiais militares na inatividade são: 
a) os da reserva remunerada, percebendo remuneração do Distrito Federal e 
sujeitos à prestação de serviço na ativa, mediante convocação; e 
b) os reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores (na 
ativa ou reserva remuneradas), estiverem dispensados, definitivamente da 
prestação de serviço na ativa, continuando, entretanto, a perceber remuneração 
do Distrito Federal. 
Assim, o único item que não traz uma característica de um policial-militar na ativa é o item “B”, 
pois ele refere-se a um policial-militar na inatividade. 
GABARITO: B 
 
3. (Estratégia – Inédita) Para os itens a seguir, marque V pra Verdadeiro e F para Falso, de 
acordo com o que estabelece o Estatuto dos Policiais Militares do DF. 
1. ( ) A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a 
autoridade e a responsabilidade com a elevação do grau hierárquico. 
2. ( ) Os policiais-militares na inatividade, cuja conduta possa ser considerada como ofensiva à 
dignidade da classe, poderão ser definitivamente proibidos de usar uniformes por decisão do 
Comandante-Geral da Polícia Militar. 
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3. ( ) O Aluno-Oficial PM, por conclusão do curso, será declarado Aspirante-a-Oficial PM por 
ato do Governador do Distrito Federal. 
4. ( ) Será suspenso do cargo, o policial-militar que, por sua atuação, se tornar incompatível 
com o cargo ou demonstrar incapacidade no exercício de funções policiais-militares a ele 
inerentes. 
5. ( ) Os Cabos e Soldados auxiliam ou complementam as atividades dos Oficiais, quer no 
adestramento e empregode meios, quer na instrução e administração. 
6. ( ) Uma das prerrogativas dos policiais militares é o cumprimento de pena de prisão ou 
detenção somente em Organização Policial Militar da Corporação cujo Comandante, Chefe ou 
Diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso. 
Assinale a sequencia correta: 
a) F – V- F – V – F - V 
b) V – V- F – F – F - V 
c) V – F- F – F – V - V 
d) F – F - V – V – V - F 
e) F – F- F – V – V - V 
Comentários 
1. Certíssimo! É o que regulamenta o art. 13 da Lei nº 7.289/84. (V) 
2. Também correto. A lei traz possibilidades para que um policial militar da inatividade use o 
uniforme policial. Entretanto, se sua conduta puder ser considerada como ofensiva à dignidade 
da classe, ele poderá ser definitivamente proibido de usar uniformes por decisão do 
Comandante-Geral da Polícia Militar (art. 74, §1º, inciso III c/c art. 74, §2º). (V) 
3. Cuidado com a pegadinha: o Aluno-Oficial PM, por conclusão do curso, será declarado 
Aspirante-a-Oficial PM por ato do Comandante-Geral, e não do Governador do Distrito Federal 
(art. 19). (F) 
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4. Será afastado do cargo e não suspenso), o policial-militar que, por sua atuação, se tornar 
incompatível com o cargo ou demonstrar incapacidade no exercício de funções policiais-militares 
a ele inerentes (art. 44). (F) 
5. Essa função não é dos Cabos e Soldados e, sim, dos Subtenentes e Sargentos. Os Cabos e 
Soldados são essencialmente elementos de execução. (arts. 38 e 29) (F) 
6. Certa! Essa é mesmo uma das prerrogativas dos policiais militares e vem regulamentada no 
art. 70, parágrafo único, inciso III da Lei 7.289/84. Vamos revisar essas importantes e “boas de 
prova” prerrogativas. São elas: 
a) o uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas da Polícia Militar, do Distrito 
Federal, correspondentes ao posto ou graduação; 
b) honras, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam asseguradas em leis e regulamentos; 
c) cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em Organização Policial Militar da 
Corporação cujo Comandante, Chefe ou Diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso; e 
d) julgamento, em foro especial, dos crimes militares. 
(V) 
Assim, a sequência correta é V – V- F – F – F – V. 
GABARITO: B 
 
4. (Estratégia – Inédita) A hierarquia policial militar e a disciplina foram regulamentadas pelo 
Estatuto dos Policiais Militares do DF. Sobre esses temas, julgue os itens a seguir. 
I. Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os policiais-militares da mesma 
categoria e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem, em ambiente de estima 
e confiança, sem prejuízo do respeito mútuo. 
II. Os Alunos do Curso de Formação de Sargentos têm precedência sobre os Cabos PM, que a 
eles são equiparados, respeitada a antiguidade relativa. 
III. A hierarquia é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o 
organismo policial-militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se 
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pelo, perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse 
organismo. 
IV. Assim como o Capitão PM, o Major PM é posto que compõe o círculo de oficiais 
intermediários. 
V. O Círculo de Oficiais Subalternos podem ser frequentados pelos Aspirantes-a-Oficial PM e 
eles são hierarquicamente superiores às demais Praças. 
VI. Em igualdade de Posto ou graduação, a precedência entre policiais-militares de carreira na 
ativa e os da reserva remunerada, quando estiverem convocados ou designados para o serviço 
ativo, é definida pela idade de ingresso no posto ou graduação. 
É incorreto o que se afirma em: 
a) I e III 
b) III, IV e V 
c) I, III, V e VI 
d) II, III, IV e VI 
e) II, III e IV 
Comentários 
Caro aluno, o Capítulo III, do Título I, do Estudo dos Policiais Militares do DF traz regras sobre 
hierarquia e disciplina e é o que mais tem sido cobrado em provas. Leia-o várias vezes, ok?! 
Item I – Isso mesmo! Esse é o conceito correto de círculos hierárquicos trazido pelo art. 14 do 
Estatuto. 
Item II – Opa! É exatamente o contrário. Os Cabos PM é quem têm precedência sobre os Alunos 
do Curso de Formação de Sargentos, que a eles são equiparados, respeitada a antiguidade 
relativa (art. 17, inciso III). 
Item III – Cuidado, pois o conceito do item é o de disciplina e não o de hierarquia. A hierarquia é 
a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar, por 
postos e graduações (art. 13, §§1º e 2º). 
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Item IV – Não, não! O Major PM é posto que compõe o círculo de oficiais superiores enquanto 
apenas o Capitão PM é posto do círculo de oficiais intermediários. 
Item V – Item Correto. É o que versa o art. 17, inciso I do Estatuto. Repetindo para não 
esquecer: os Aspirantes-a-Oficial PM são hierarquicamente superiores às demais Praças e eles 
frequentam o Círculo de Oficiais Subalternos. 
Item VI – Muita atenção: em igualdade de Posto ou graduação, a precedência entre policiais-
militares de carreira na ativa e os da reserva remunerada, quando estiverem convocados ou 
designados para o serviço ativo, é definida pelo tempo de serviço no posto ou graduação (art. 
16, § 4º). 
Logo, é incorreto o que se afirma em II, III, IV e VI. 
GABARITO: D 
 
5. (Estratégia – Inédita) Segundo a Lei nº 7.289/84, são manifestações essenciais do valor 
policial militar, exceto: 
a) A fé na missão elevada da Polícia Militar, o espírito de corpo e o orgulho pela Corporação. 
b) O aprimoramento técnico-profissional e a dedicação na defesa da sociedade. 
c) O amor à profissão e o entusiasmo com que a exerce. 
d) O patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-militar e pelo 
solene juramento de fidelidade à Pátria, até com o sacrifício da própria vida, o civismo e o culto 
das tradições históricas. 
e) A disciplina e o respeito à hierarquia e a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com 
urbanidade. 
Comentários 
Vamos revisar quais são as manifestações essenciais do valor policial militar art. 28): 
✓ o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-militar e 
pelo solene juramento de fidelidade à Pátria, até com o sacrifício da própria vida; 
✓ o civismo e o culto das tradições históricas; 
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✓ a fé na missão elevada da Polícia Militar; 
✓ o amor à profissão e o entusiasmo com que a exerce; 
✓ o aprimoramento técnico-profissional; 
✓ o espírito de corpo e o orgulho pela Corporação; e 
✓ a dedicação na defesa da sociedade. 
Vamos checar os itens agora: 
Alternativa A - A fé na missão elevada da Polícia Militar (Ok), o espírito de corpo e o orgulho 
pela Corporação (Ok) → certo. 
Alternativa B - O aprimoramento técnico-profissional (Ok) e a dedicação na defesa da sociedade 
(Ok) → certo. 
Alternativa C - O amor à profissão(Ok) e o entusiasmo com que a exerce (Ok). → certo. 
Alternativa D - O patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-
militar e pelo solene juramento de fidelidade à Pátria, até com o sacrifício da própria vida (Ok), o 
civismo e o culto das tradições históricas (Ok) → certo. 
Alternativa E - A disciplina e o respeito à hierarquia e a obrigação de tratar o subordinado 
dignamente e com urbanidade (Não) → essas condutas constam do rol de obrigações e deveres 
dos policiais-militares - art. 32, incisos IV e VI - e não dos preceitos da ética militar espalhados 
pelo art. 28 → errado. 
GABARITO: E 
 
6. (Estratégia – Inédita) O Estatuto dos Policiais Militares do Distrito Federal traz as diretrizes 
para o uso dos uniformes dos policiais militares. Assinale o item que traz de forma correta uma 
dessas diretrizes. 
a) Constitui contravenção penal o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas 
policiais militares, bem como, seu uso por parte de quem a eles não tiver direito. 
b) É vedado a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar 
distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Policia 
Militar. 
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c) É proibido ao policial-militar, desde que previamente autorizado pela autoridade competente, 
o uso dos uniformes em manifestação de caráter político-partidário. 
d) Os uniformes da Polícia Militar com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos 
policiais-militares na ativa e representam o símbolo da autoridade policial-militar, com as 
prerrogativas a ela inerentes. 
e) É proibido ao policial-militar o uso dos uniformes no estrangeiro, quando em atividade não 
relacionada com a missão do policial-militar. 
Comentários 
Alternativa A – Atenção, muita atenção! Constitui crime previsto e legislação específica e não 
contravenção penal) o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas policiais 
militares, bem como, seu uso por parte de quem a eles não tiver direito (art. 73, parágrafo 
único). 
Alternativa B – É mesmo e essa vedação é absoluta! É o que determina o art. 76 do nosso 
querido Estatuto. 
Alternativa C – Opa! Não há essa história de previa autorização da autoridade competente. É 
proibido ao policial-militar o uso dos uniformes em manifestação de caráter político-partidário, 
sem qualquer exceção (art. 74, §1º, inciso I). 
Alternativa D – Cuidado com a pegadinha maldosa da banca! Os uniformes da Polícia Militar 
com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos de qualquer policial-militar e não só os 
da ativa (art. 73). 
Alternativa E – Aqui cabe sim uma ressalva. É proibido ao policial-militar o uso dos uniformes no 
estrangeiro, quando em atividade não relacionada com a missão do policial-militar, salvo quando 
expressamente determinado ou autorizado (art. 74, §1º, inciso I). 
GABARITO: B 
 
7. (Estratégia – Inédita) Os preceitos da ética policial militar vêm disciplinados no Estatuto 
dos Policiais Militares do Distrito Federal. Aponte o item que traz erro em um desses preceitos. 
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a) Exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe couberem em 
decorrência do cargo. 
b) Ser discreto em suas atitudes e maneiras e em sua linguagem escrita e falada; amar a verdade 
e a responsabilidade, como fundamentos da dignidade pessoal. 
c) Comportar-se quando em serviço, de modo que não sejam prejudicados os princípios da 
disciplina, do respeito e do decoro policial-militar. 
d) Respeitar a dignidade da pessoa humana; ser justo e imparcial nos julgamentos dos atos e na 
apreciação do mérito dos subordinados. 
e) Acatar as autoridades civis e cumprir seus deveres de cidadão. 
Comentários 
Os preceitos da ética policial-militar estão elencados no art. 29 do Estatuto. Eles são importantes 
para a sua prova! Leia-os algumas vezes. Aos itens: 
Alternativa A – Certinho! (art. 29, inciso II) 
Alternativa B – Certo. É o que diz o art. 29, incisos I e IX. 
Alternativa C – Aqui tem erro! Corrigindo: comportar-se mesmo fora de serviço ou na inatividade 
e não apenas quando em serviço), de modo que não sejam prejudicados os princípios da 
disciplina, do respeito e do decoro policial militar (art. 29, inciso XV). 
Alternativa D – Correto também (art. 29, incisos III e V). 
Alternativa E - Certo. Esse são os princípios elencados no art. 29, incisos XI e XII. 
GABARITO: C 
 
8. (Estratégia – Inédita) Em conformidade com o Estatuto dos Policiais Militares do DF, 
assinale o item incorreto. 
a) Os limites mínimos de altura para a posse como policial militar são, com os pés nus e a cabeça 
descoberta, de um metro e sessenta e cinco centímetros para homens e um metro e sessenta 
centímetros para mulheres. 
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b) Os policiais-militares de carreira são os que, no desempenho voluntário e permanente do 
serviço policial-militar, têm vitaliciedade assegurada ou presumida. 
c) Os integrantes da reserva remunerada poderão ser designados para o serviço ativo, em 
caráter transitório e mediante aceitação voluntária, desde que excepcionalmente. 
d) O Aluno-oficial PM e o Aspirante-a-Oficial PM são denominados Praças Especiais. 
e) As atribuições e obrigações inerente ao cargo policial-militar devem ser compatíveis com o 
correspondente grau hierárquico e, no caso da policial militar, com as restrições fisiológicas 
próprias. 
Comentários 
Alternativa A – O Alternativa Estava quase todo certinho não fosse por afirmar equivocadamente 
que as exigências neles contidas são para a posse, quando, na verdade, elas são exigidas para a 
matrícula no curso de formação (art. 11, § 2º). 
Alternativa B – Certíssimo! Essa é uma importante regra trazida pelo art. caput do art. 5º do 
Estatuto dos Policiais Militares do DF. 
Alternativa C – Também correto. Essa convocação deve ser de fato excepcional, não esqueça! 
(art. 9º, caput) 
Alternativa D – Perfeito! É o que estabelece o art. 15, §3º, do Estatuto. Vamos rever a parte da 
tabela de postos e graduações da PMDF que ser refere às Praças Especiais: 
 
 
 
 
Alternativa E – Certinho, em conformidade com a art. 21, §23º do Estatuto. 
GABARITO: A 
 
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9. (Estratégia – Inédita) Julgue os itens a seguir, de acordo com o que estabelece a Lei nº 
7.289/84. 
I. Somente o Governador do Distrito Federal é competente para determinar o imediato 
afastamento do cargo de policial militar. 
II. Em relação às transgressões disciplinares dos policiais militares, a pena disciplinar de detenção 
ou prisão não pode ultrapassar de sessenta dias. 
III. Será submetido a Conselho de Disciplina o Oficial, presumivelmente incapaz de permanecer 
como policial-militar da ativa. 
IV. Os policiais-militares são dispensados do serviço na instituição do júri e do serviço na Justiça 
Eleitoral. 
V. Não há precedência entre os policiais militares ematividade e os da inatividade. 
Está incorreto o que se afirma em: 
a) I, II e IV 
b) I e III 
c) II, somente 
d) III, IV e V 
e) I, II, III, IV e V 
Comentários 
Item I – Não é bem verdade isso! São competentes para determinar o imediato afastamento do 
cargo ou o impedimento do exercício da função art. 44, §1º): 
 o Governador do Distrito Federal; 
 o Comandante-Geral; e 
 os Comandantes, os Chefes e os Diretores de Organização Policial-Militar, na 
conformidade da legislação ou regulamentação específica ou peculiar sobre a 
matéria. 
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Item II – Muito cuidado com o prazo da pena de detenção por transgressão disciplinar. O 
Estatuto, em seu art. 47, §1º, estabelece que a pena disciplinar de detenção ou prisão não pode 
ultrapassar de 30 dias. (Errado) 
Item III – Errado! Será submetido a Conselho de Justificação o Oficial, presumivelmente incapaz 
de permanecer como policial-militar da ativa. Vamos revisar a diferença entre os dois Conselhos: 
O Oficial, presumivelmente incapaz de permanecer como policial-militar da ativa será, na forma 
da legislação específica, submetido a Conselho de Justificação. O Aspirante-a-Oficial PM, bem 
como as Praças com estabilidade assegurada, presumivelmente incapazes de permanecer como 
policiais-militares da ativa, serão submetidos a Conselho de Disciplina e afastados das atividades 
que estiverem exercendo, na forma da legislação específica arts. 48 e 49). 
Item IV – Atenção: essa regra é para os policiais-militares da ativa. Eles é que são dispensados 
do serviço na instituição do júri e do serviço na Justiça Eleitoral art. 72). errado) 
Item V – É claro que há, não é verdade? Em igualdade de posto ou graduação, os policiais 
militares em atividade têm precedência sobre os da inatividade art. 16, §3º). errado) 
GABARITO: E 
 
Acerca da PMDF e da atividade policial-militar, inclusive de seu regime disciplinar, julgue os itens 
a seguir. 
10. PMDF - Cabo – Seleção Interna –2003. A PMDF é uma força auxiliar reserva do Exército. 
Comentários 
Exatamente! Essa informação deve estar no seu sangue: a Polícia Militar do Distrito Federal, 
organizada com base na hierarquia e disciplina, considerada força auxiliar reserva do Exército, é 
destinada à manutenção da ordem pública e segurança interna do Distrito Federal (art. 2º). 
GABARITO: CERTO 
 
11. Os alunos de órgãos de formação de policiais-militares são considerados policiais-
militares em serviço ativo. 
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Comentários 
Certíssimo. E você será logo em breve um deles! Vamos rever mais uma vez quem são 
considerados policiais-militares na ativa art. 3º, § 1º, inciso I): 
a) os de carreira; 
b) os incluídos na Polícia Militar, voluntariamente, durante os prazos a que se obriguem a 
servir 
c) os componentes da reserva remunerada da Polícia Militar, convocados ou designados 
para o serviço ativo; e 
d) os alunos de órgãos de formação de policiais-militares; 
Vale ressaltar que são equivalentes as expressões "na ativa", "da ativa", "em serviço ativo", "em 
serviço na ativa", "em serviço", "em atividade", e "em atividade policial-militar", conferidas aos 
policiais-militares no desempenho de cargo, comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço 
ou exercício de função policial-militar ou consideradas de natureza policial-militar, nas 
Organizações Policiais-Militares da Polícia Militar do Distrito Federal, bem como em outros 
órgãos do Governo do Distrito Federal ou da União, quando previstos em lei ou regulamento 
art. 6º). 
GABARITO: CERTO 
 
12. Uma vez reformado, um policial-militar não pode ser convocado compulsoriamente para o 
exercício de atividade policial-militar. 
Comentários 
Verdade. Dos que estão na inatividade, só quem está sujeito à convocação compulsória para o 
exercício de atividade policial-militar é aquele que está em reserva remunerada. Cabe destacar 
que eles poderão, ainda, ser excepcionalmente designados para o serviço ativo, em caráter 
transitório e mediante aceitação voluntária (art. 3º, inciso II, “a” c/c art. 9º). 
GABARITO: CERTO 
 
13. Considerando que o acesso à carreira de oficial da Polícia Militar é privativo de brasileiro 
nato, é correto afirmar que um brasileiro naturalizado não pode ser cabo da PMDF. 
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Comentários 
Um brasileiro naturalizado pode sim ser Cabo PM, pois a obrigação de ser brasileiro nato 
somente é aplicável para Oficiais PM (art. 5º, §2º). 
GABARITO: ERRADO 
14. Dentro de uma mesma graduação, considera-se hierarquicamente superior o policial 
militar mais antigo na graduação. 
Comentários 
Em igualdade de posto ou graduação, a precedência entre policiais-militares de carreira na ativa 
e os da reserva remunerada, quando estiverem convocados ou designados para o serviço ativo, 
é definida pelo tempo de serviço no posto ou graduação art. 16, § 4º). A alternativa se equivoca 
ao falar em policial militar mais antigo. 
GABARITO: ERRADO 
 
15. Chama-se posto o grau hierárquico dos oficiais, e chama-se graduação o grau hierárquico 
das praças. 
Comentários 
Perfeito! Dois conceitos importantíssimos que você não deve levar para a sua prova art. 15, §§ 1º 
e 2º): 
➢ POSTO é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Distrito 
Federal e confirmado em Carta Patente. 
➢ GRADUAÇÃO é o grau hierárquico da Praça, conferido pelo Comandante-Geral da 
Corporação. 
GABARITO: CERTO 
 
Acerca do Estatuto dos Policiais-Militares da PMDF, julgue os itens a seguir. 
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16. PMDF – Sargento – Curso de Formação – 2003 – Cespe. Um major que se utiliza de seu 
posto para obter facilidades pessoais de qualquer natureza viola um dos princípios da ética 
policial-militar. 
Comentários 
Certo o item! Ao utilizar de seu posto para obter facilidades pessoais de qualquer natureza o 
major viola o disposto no art. 29, inciso XVII do Estatuto dos Policiais Militares do DF. Confira: 
Art 29 - O sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe impõem, a cada 
um dos integrantes da Polícia Militar, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com 
observância dos seguintes preceitos da ética policial-militar: 
[...] 
XVII - abster-se de fazer uso do posto ou graduação para obter facilidades pessoais de qualquer 
natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros; 
GABARITO: CERTO 
 
17. Compete aos sargentos e aos subtenentes da PMDF auxiliar e complementar as 
atividades dos oficiais. 
Comentários 
Também correto. Revisando o que estabelece o art. 38 do Estatuto: 
Art. 38. Os Subtenentes e Sargento auxiliam ou complementam as atividades dos Oficiais, quer 
no adestramento e emprego de meios, quer na instrução e administração. 
GABARITO: CERTO 
 
18. Considera-se a violação dos preceitos da ética policial-militar tão mais grave quanto mais 
elevado for o grau hierárquico de quem a cometer. 
Comentários 
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Essa é uma regra basilar do Estatuto dos Policias Militares do DF: a violação dos preceitos da 
ética policial-militar é tão mais grave quanto mais elevado for o grau hierárquico de quem a 
cometer art. 42, §1º). 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
Quanto a círculos e escalas hierárquicas na polícia militar, julgue os itens subsequentes. 
19. PMDF – Cabos – Curso de Formação – 2005 – Cespe. Em situações excepcionais, como 
reuniões sociais, os aspirantes-a-oficial PM têm acesso ao círculo de oficiais. 
Comentários 
Cuidado, pois essa regra vem expressamente direcionada ao Aluno-Oficial PM e não aos 
Aspirantes-a-Oficial PM. Essa informação consta na tabela da página 23. Confira: 
 
 
 
 
GABARITO: ERRADO 
 
20. Posto é o grau hierárquico do oficial, conferido pelo comandante-geral da corporação. 
Comentários 
Quase certa, mas escorregou no seu final! Vamos insistir na repetição, pois suspeito que esses 
conceitos lhe serão cobrados em sua prova: 
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➢ Posto é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Distrito 
Federal e confirmado em Carta Patente. 
➢ Graduação é o grau hierárquico da Praça, conferido pelo Comandante-Geral da 
Corporação. 
GABARITO: ERRADO 
 
21. O círculo de oficiais subalternos é composto apenas pelo posto de primeiro e segundo-
tenente. 
Comentários 
Item correto de acordo com a tabela de postos e graduações constante da página 23 dessa aula. 
Confira: 
 
 
 
GABARITO: CERTO 
 
Em conformidade com o Estatuto dos Policiais Militares do DF, julgue o item seguinte. 
22. PMDF – Soldado 2ª Classe – 2009 – Cespe. Graduação exprime o grau hierárquico da 
praça, conferido pelo comandante geral da corporação, enquanto posto é o grau hierárquico do 
oficial, conferido por ato do governador do DF e confirmado em carta patente. 
Comentários 
Viu só como esses conceitos são cobrados! E o Alternativa Está certinho. Caro aluno, saber sobre 
a hierarquia e a disciplina da PMDF é fundamental para quem concorre a cargos policiais 
militares. De novo: 
➢ POSTO é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Distrito 
Federal e confirmado em Carta Patente. 
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➢ GRADUAÇÃO é o grau hierárquico da Praça, conferido pelo Comandante-Geral da 
Corporação. 
GABARITO: CERTO 
 
No que se refere ao Estatuto dos Policiais Militares da PMDF, julgue os itens que se seguem. 
23. PMDF – Oficial – Seleção Interna – 2010 – Cespe. Os PMs de carreira têm vitaliciedade 
assegurada ou presumida. 
Comentários 
Está correto o item. É o que nos informa art. 3º, §2º do Estatuto: os policiais-militares de carreira 
são os que, no desempenho voluntário e permanente do serviço policial-militar, têm 
vitaliciedade assegurada ou presumida. 
GABARITO: CERTO 
 
24. O aspirante a oficial PM e o subtenente são considerados praças especiais. 
Comentários 
Errado! O Aspirante-a-Oficial PM é sim considerado Praça Especial, mas o subtenente é 
considerado apenas Praça. Veja trechos da tabela de hierarquia regulamentada pelo Estatuto: 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO: ERRADO 
 
25. A praça na reserva remunerada pode ser submetida a conselho de disciplina. 
Comentários 
Para não esquecer: O Oficial, presumivelmente incapaz de permanecer como policial-militar da 
ativa será, na forma da legislação específica, submetido a Conselho de Justificação. 
O Aspirante-a-Oficial PM, bem como as Praças com estabilidade assegurada, presumivelmente 
incapazes de permanecer como policiais-militares da ativa, serão submetidos a Conselho de 
Disciplina e afastados das atividades que estiverem exercendo, na forma da legislação 
específica. 
Assim, podemos concluir que de fato a Praça na reserva remunerada pode ser submetida a 
Conselho de Disciplina. 
GABARITO: CERTO 
 
26. É permitido o acesso de brasileiro naturalizado à carreira de oficial da Polícia Militar do 
Distrito Federal (PMDF). 
Comentários 
Tenho certeza que você resolveu essa questão num piscar de olhos! Não é permitido o acesso 
de brasileiro naturalizado à carreira de oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Você 
já está cansado de saber que a carreira de Oficial da Polícia Militar é privativa de brasileiro nato. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS - LEI Nº 7.289/1984 - PARTE II -
MULTIBANCAS
PMDF – Soldado de 2ª Classe – 2001 – Cespe.
Em cada um dos itens abaixo, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a
ser julgada.
1. Um cabo PM encontra-se afastado temporariamente do serviço ativo por ter
permanecido, por mais de nove meses contínuos, em licença para tratar de interesse
particular. Nessa situação, o cabo deverá ser agregado.
Comentários
A agregação é a situação na qual o Policial Militar da ativa deixa de ocupar a vaga na escala
hierárquica do seu quadro, nela permanecendo sem número. Várias são as situações trazidas pelo
Estatuto que, caso ocorram, provocam a agregação do Policial Militar e uma delas vem elencada
no art. 77, §1º, alínea “d” e é a seguinte:
§ 1º - O policial militar deve ser agregado quando:
[...]
d) haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratar de interesse particular;
Ora, se um cabo PM encontra-se afastado temporariamente do serviço ativo por ter
permanecido, por mais de nove meses contínuos, em licença para tratar de interesse particular,
então, pela regra acima, ele deverá sim ser agregado. E detalhe: como se trata de uma praça, o
seu ato de agregação será efetuado por ato do Comandante-Geral (art. 79).
GABARITO: CERTO
2. Um soldado PM deixou de comparecer por 48 horas consecutivas à Organização Policial
Militar (OPM) onde servia, sem comunicar nenhum motivo de impedimento. Nessa
situação, o soldado será considerado desertor.
Comentários
Vamos revisar: desertor é aquele que pratica o crime de deserção, tipificado no art. 187 do
Código Penal Militar Brasileiro. A deserção do Policial Militar acarreta uma interrupção do serviço
policial militar, com as seguintes consequências:
a) demissão ex officio, para o Oficial
b) exclusão do serviço ativo para o Aspirante-a-Oficial PM ou Praça.
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Logo, se o soldado PM citado no enunciado deixou de comparecer apenas por 48 horas
consecutivas à Organização Policial Militar (OPM) onde servia, ele não será considerado
desertor. A assertiva nos traz um caso deausência e não de deserção. É o que estabelece o
art. 83, inciso I do Estatuto. Veja:
Art. 83. Ausente é o policial militar que, por mais de 24 horas consecutivas:
I - deixar de comparecer à sua Organização Policial Militar sem comunicar qualquer motivo de
impedimento; e
GABARITO: ERRADO
3. Um policial militar na inatividade encontra-se em viagem com paradeiro ignorado por
mais de oito dias. Nessa situação, ele será considerado desaparecido.
Comentários
Muito cuidado com essa pegadinha fantástica da assertiva: é considerado desaparecido, o
Policial Militar da ativa que, no desempenho de qualquer serviço, em viagem, em operações
policiais-militares ou em casos de calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 8
dias. O Policial Militar do enunciado está na inatividade e, portanto, não se enquadra nessa regra,
que é a do art. 85 do Estatuto.
E saiba diferenciar o desaparecido do extraviado: se o Policial Militar, nas condições acima
citadas, permanecer desaparecido por mais de 30 dias, será oficialmente considerado extraviado
(art. 88).
GABARITO: ERRADO
4. Um cabo PM da ativa desapareceu durante uma operação policial militar, permanecendo
com o paradeiro ignorado há mais de trinta e nove dias. Nessa situação, ele será
oficialmente considerado extraviado.
Comentários
Foi o que acabamos de destacar no comentário da questão anterior! Se o Policial Militar, no
desempenho de qualquer serviço, em viagem, em operações policiais-militares ou em casos de
calamidade pública permanecer desaparecido por mais de 30 dias, será oficialmente considerado
extraviado (art. 88).
O cabo PM do enunciado é da ativa e desapareceu durante uma operação policial militar,
permanecendo com o paradeiro ignorado há mais de trinta e nove dias. Logo, ele será de fato
considerado extraviado.
GABARITO: CERTO
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==15d5ac==
5. Um cabo PM encontra-se afastado temporariamente do serviço ativo por haver sido
considerado oficialmente extraviado. Nessa situação, o cabo deverá ser agregado.
Comentários
Vamos lá! A agregação é a situação na qual o Policial Militar da ativa deixa de ocupar a vaga na
escala hierárquica do seu quadro, nela permanecendo sem número. Várias são as situações
trazidas pelo Estatuto que, caso ocorram, provocam a agregação do Policial Militar e uma delas
vem elencada no art. 77, §1º, alínea “f” e é a seguinte:
§ 1º - O policial militar deve ser agregado quando:
[...]
f) ter sido considerado oficialmente extraviado;
GABARITO: CERTO
6. Considere a seguinte situação hipotética. Um primeiro-tenente PM foi agregado por ter
passado à disposição de outro órgão do Distrito Federal (DF) para exercer função de
natureza civil, afastando-se temporariamente do serviço ativo. Nessa situação, exonerado
da função de natureza civil, o oficial retornará ao respectivo quadro por meio da reversão.
Comentários
O enunciado nos traz mais uma das situações ensejadoras de agregação (art. 77, §1º, inciso III,
alínea “l”):
§ 1º - O policial militar deve ser agregado quando:
[...]
III - for afastado, temporariamente, do serviço ativo por motivo de:
[...]
l) ter passado à disposição de outro órgão do Distrito Federal, da União, dos Estados ou
Territórios para exercer função de natureza civil;
Pois bem, a reversão é o ato pelo qual o Policial Militar agregado retorna ao respectivo Quadro,
tão logo cesse o motivo que  determinou a sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe
competir no respectivo Almanaque ou Escala Numérica, na primeira vaga que ocorrer. Muita
atenção: em qualquer tempo, poderá ser determinada a reversão do Polical Militar agregado,
exceto quando a agregação tiver sido motivada pelos seguintes casos:
quando for nomeado para cargo considerado no exercício de função de natureza policial
militar ou de interesse policial militar estabelecido em Lei ou Decreto-lei, ou Decreto, não
previsto nos Quadros de Organização da Polícia Militar;
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quando aguardar transferência para a reserva remunerada, por ter sido enquadrado
em quaisquer dos requisitos que a motivaram;
quando afastado, temporariamente, do serviço ativo por motivo de:
✔ haver ultrapassado 06 meses contínuos em licença para tratar de interesse
particular;
✔ haver ultrapassado 06 meses contínuos em licença para tratar de saúde de
pessoa da família;
✔ se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da Justiça Comum;
✔ ter passado à disposição de outro órgão do Distrito Federal, da União, dos
Estados ou Territórios para exercer função de natureza civil;
✔ ter sido nomeado para qualquer cargo Público civil temporário, não eletivo,
inclusive da administração indireta.
Logo, podemos concluir que a questão erra ao afirmar que o Primeiro-Tenente PM, exonerado da
função de natureza civil, poderá retornará ao respectivo quadro por meio da reversão. Nesse
caso não!
GABARITO: ERRADO
7. Considere a seguinte situação hipotética. Roberto foi promovido, por bravura, a capitão
PM. Verificou-se posteriormente que não havia vaga, ficando Roberto na situação de
excedente. Nessa situação, a primeira vaga de capitão aberta será ocupada por Roberto,
deslocando o critério da promoção a ser seguido para a vaga seguinte.
Comentários
Perfeito o item! Ele nos traz direitinho uma das regras aqui estudadas sobre os excedentes e é a
que vem estabelecida no art. 82, §2º, do Estatuto: o Policial Militar promovido por bravura, sem
haver vaga, ocupará a primeira vaga aberta, deslocando o critério da promoção a ser seguido
para a vaga seguinte.
GABARITO: CERTO
PMDF – Cabos – 2003 – Cespe.
Acerca da PMDF e da atividade policial militar, inclusive de seu regime disciplinar, julgue os itens
a seguir.
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8. Considere a seguinte situação hipotética. Rejane é solteira, tem 27 anos de idade e é filha
de um cabo da PMDF. Nessa situação, Rejane deve ser considerada dependente de seu
pai, mesmo se ela exercer atividade profissional remunerada.
Comentários
Em nosso estudo, dividimos os dependentes em dependentes natos, dependente, desde que
não receba remuneração e dependentes, desde que vivam sob a sua dependência econômica,
sob o mesmo teto. Se o policial está vivo, seus dependentes natos são os seguintes (art. 50, §2º,
inciso III):
a) a esposa;
b) o filho legítimo, o filho adotivo, o enteado ou o tutelado que seja menor de 21 anos
ou inválido ou interdito;
c) a filha legítima, a filha adotiva, a enteada ou a tutelada que seja solteira, desde que
não perceba remuneração;
d) o filho legítimo, o filho adotivo, o enteado ou o tutelado que seja estudante e menor
de 24 anos;
e) a mãe viúva, desde que não perceba remuneração;
Pois bem, na situação hipotética da questão, Rejane é solteira, tem 27 anos de idade e é filha de
um cabo da PMDF. Até aí, ela seria considerada dependente, mas o problema é que o enunciado
diz também que ela exerce atividade profissional remunerada. Nesse caso, segundo o que
destacamos acima, ela perde a condição de dependente do seu pai, cabo da PM.
GABARITO: ERRADO
9. O Policial Militar extraviado por mais de trinta dias é considerado ausente.
Comentários
Nada disso! A banca trocou as bolas aqui. A regra é a seguinte: É considerado desaparecido, o
Policial Militar dapelos regulamentos que lhes outorgam direitos e prerrogativas e lhes 
impõem deveres e obrigações. 
E para finalizar esse tópico, é preciso saber diferenciar cargo de função policial militar. O cargo, 
acabamos de, mas a função ainda não! 
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As atribuições que, pela generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza, não são 
catalogadas como posições tituladas em Quadros de Organização ou dispositivo legal, são 
cumpridas como encargos, comissão, incumbência, serviço ou exercício de função policial-militar 
ou como tal considerada. 
Conhecidos os fundamentos da carreira de policial-militar, vamos agora ver como se dá o acesso 
a essa carreira. 
 
O INGRESSO NA CARREIRA POLICIAL MILITAR DO DF 
Esse tópico é de grande interesse para você, não é verdade? E aposto que você já sabe tudo 
decoradinho! 
Bom, mas se ainda não sabe, vamos lá: 
O ingresso na Polícia Militar do Distrito Federal se dá mediante concurso público de provas ou 
de provas e títulos, observadas as condições prescritas neste Estatuto, em leis e em 
regulamentos da Corporação. 
Para matrícula nos cursos de formação dos estabelecimentos de ensino da Polícia Militar, além 
das condições relativas à nacionalidade, idade, aptidão intelectual e psicológica, altura, sexo, 
capacidade física, saúde, idoneidade moral, obrigações eleitorais, aprovação em testes 
toxicológicos e suas obrigações para com o serviço militar, exige-se ainda a apresentação, 
conforme o edital do concurso, de diploma de conclusão de ensino superior, reconhecido pelos 
sistemas de ensino federal, estadual ou do Distrito Federal. 
 
 
A idade mínima para a matrícula para o curso de formação é de 18 ANOS, sendo a máxima de 
35 ANOS, para o ingresso nos Quadros que exijam formação superior com titulação específica, e 
de 30 ANOS nos demais Quadros, não se aplicando os limites máximos aos policiais militares da 
ativa da Corporação. 
Os limites mínimos de altura para a matrícula no curso de formação são, com os pés nus e a 
cabeça descoberta, de: 
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- 1,65m para homens 
- 1,60m para mulheres 
 
Perceba, caro aluno, que as exigências de idade e altura serão cobradas do candidato no ato da 
matrícula do curso de formação e não no ato da inscrição do concurso ou da posse definitiva no 
cargo! 
O provimento de cargo policial-militar se faz por ato de nomeação, de designação ou 
determinação expressa de autoridade competente. 
Após ingressar na Polícia Militar, mediante inclusão, matrícula, ou nomeação, o policial-militar 
prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e 
dos deveres policiais-militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los. 
O compromisso de honra terá caráter solene e será prestado na presença de tropa, tão logo o 
policial-militar tenha adquirido o grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de 
seus deveres como integrante da Polícia Militar, conforme os seguintes dizeres: 
"Ao ingressar na Polícia Militar do Distrito Federal, prometo regular minha conduta pelos 
preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado 
e dedicar-me inteiramente ao serviço policial-militar, à manutenção da ordem pública e à 
segurança da comunidade, mesmo com o risco da própria vida". 
 
O compromisso do Aspirante-a-Oficial PM é prestado na solenidade de declaração de 
Aspirante-a-Oficial, de acordo com o cerimonial previsto no regulamento do estabelecimento de 
ensino. 
Já o compromisso do Oficial PM terá os seguintes dizeres: 
"Perante a Bandeira do Brasil e pela minha honra, prometo cumprir os deveres de Oficial da 
Polícia Militar do Distrito Federal e dedicar-me inteiramente ao seu serviço". 
 
Não confunda os pronunciamentos, ok? 
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Bom, uma vez ingresso na Policia Militar do DF, é preciso que você conheça como funciona a 
hierarquia e a disciplina e como são distribuídos os postos e as graduações na sua futura 
corporação. Antes disso, vamos ver o que o Estatuto fala sobre vacância no cargo de policial-
militar. 
 
VACÂNCIA NO CARGO DE POLICIAL MILITAR 
O cargo policial-militar é considerado vago a partir de sua criação ou desde o momento em que 
o policial-militar exonerado, o deixe e até que outro policial-militar tome posse. 
Consideram-se também vagos os cargos policiais-militares cujos ocupantes tenham falecido ou 
hajam sido considerados desertores ou extraviados. 
Dentro de uma mesma Organização Policial-Militar, a sequencia de substituição para assumir 
cargo ou responder por funções, bem como as normas, atribuições e responsabilidades relativas, 
são estabelecias na legislação específica, respeitadas a precedência e a qualificação exigida para 
o cargo ou para o exercício da função. 
 
A HIERARQUIA POLICIAL MILITAR E A DISCIPLINA 
A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a autoridade e a 
responsabilidade com a elevação do grau hierárquico. 
“Professor, e qual é mesmo a diferença entre a hierarquia e a disciplina?” Para entendê-la, é 
preciso antes conhecer dois conceitos importantes trazidos pelo Estatuto: os conceitos de posto 
e graduação. 
➢ POSTO é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Distrito 
Federal e confirmado em Carta Patente. 
➢ GRADUAÇÃO é o grau hierárquico da Praça, conferido pelo Comandante-Geral da 
Corporação. 
Pois bem, a hierarquia é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura da 
Polícia Militar, por postos e graduações. Dentro de um mesmo posto ou graduação, a ordenação 
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faz-se pela antiguidade nestes, sendo o respeito à hierarquia consubstanciado no espírito de 
acatamento da autoridade. 
Já a disciplina é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o 
organismo policial-militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se 
pelo, perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse 
organismo. 
 
 
A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias pelos 
policiais-militares em atividade ou na inatividade. 
 
Vamos agora conhecer os postos e graduações da Polícia Militar do Distrito Federal. Eles estão 
dispostos em círculos hierárquicos, que nada mais são do que âmbitos de convivência entre os 
policiais militares da mesma categoria, com a finalidade de desenvolver o espírito de 
camaradagem, em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo do respeito mútuo. 
Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica na Polícia Militar são os fixados nos parágrafos e 
quadros seguintes. 
 
CÍRCULO E ESCALA HIERÁRQUICA NA POLÍCIA MILITAR 
HIERARQUIZAÇÃO 
POSTOS E 
GRADUAÇÕES 
Círculo de Oficiais Superiores 
Coronel PM 
Tenente-Coronel PM 
Major PM 
Círculo de Oficiais Intermediários Capitão PM 
Círculo de Oficiais Subalternosativa que, no desempenho de qualquer serviço, em viagem, em operações
policiais militares ou em casos de calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 08
dias. A situação de desaparecimento só será considerada quando não houver indício de
deserção.
Se o Policial Militar, nas condições acima citadas, permanecer desaparecido por mais de 30 dias,
será oficialmente considerado extraviado (arts. 85 e 86).
Ausente é o Policial Militar que, por mais de 24 horas consecutivas:
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a) deixar de comparecer à sua Organização Policial Militar sem comunicar
qualquer motivo de impedimento; e
b) ausentar-se, sem licença, da Organização Policial Militar onde serve ou local
onde deve permanecer.
GABARITO: ERRADO
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10.Um primeiro-tenente que pede demissão durante o terceiro ano de oficialato não precisa
indenizar o Estado pelas despesas relativas à sua preparação e formação.
Comentários
É claro que precisa sim! A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do
interessado:
a) sem indenização aos cofres públicos, quando contar mais de 05 anos de
oficialato na Policia Militar;
b) com indenização das despesas relativas à sua preparação e formação, quando
contar menos de 05 anos de oficialato.
Ora, se o primeiro-tenente do enunciado pede sua demissão durante o terceiro ano de oficialato,
precisará sim, pela regra destacada acima, indenizar o Estado pelas despesas relativas à sua
preparação e formação.
GABARITO: ERRADO
PMDF – Sargento – Curso de Formação – 2003 – Cespe.
Acerca do Estatuto dos Policiais-Militares da PMDF (EPM), julgue os itens a seguir.
11. É vedado aos sargentos o alistamento eleitoral.
Comentários
De jeito nenhum! Vimos que os policiais-militares são alistáveis como eleitores, desde que:
a) Oficiais;
b) Aspirantes-a-Oficial;
c) Subtenentes;
d) Sargentos ou;
e) Alunos de curso de nível superior para a Formação de Oficiais.
GABARITO: ERRADO
12. Um sargento da PMDF que se casa tem direito a afastar-se do serviço pelo período de
oito dias.
Comentários
Vamos aproveitar a questão para revisarmos o art. 64 do Estatuto que nos traz os períodos de
afastamento total do serviço. Os policiais-militares têm direito aos seguintes períodos de
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afastamento total do serviço, obedecidas as disposições legais e regulamentares, por motivo
de:       
a) núpcias: 08 dias;
b) luto: 08 dias;
c) instalação: 48 horas; e
d) trânsito: até 30 dias, quando designado para cursos ou outras missões fora do Distrito
Federal.
A questão acerta, portanto, ao afirmar que um sargento da PMDF que se casa tem direito a
afastar-se do serviço pelo período de oito dias.
GABARITO: CERTO
13.Um sargento da PMDF pode receber condecorações, mas não dispensas de serviço, como
recompensa decorrente do reconhecimento de bons serviços prestados.
Comentários
Por que não? É claro que o sargento pode sim receber dispensas de serviço como recompensa!
As recompensas constituem reconhecimentos dos bons serviços prestados pelos
policiais-militares e serão as seguintes (art. 132, §1º):
a) prêmios de Honra ao Mérito;
b) condecorações;
c) elogios; e
d) dispensa do serviço.
Não se esqueça de que as dispensas de serviço serão concedidas com a remuneração integral e
computadas como tempo de efetivo serviço (art. 134, parágrafo único).
GABARITO: ERRADO
PMDF – Oficial Capelão – 2007 – Cespe.
Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca do estatuto dos
policiais-militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), seguida de uma assertiva a ser
julgada.
14. Luiz prestou serviço como tenente à Força Aérea Brasileira por 6 anos. Aprovado no
concurso público de admissão, ingressou no quadro de oficiais policiais-militares da PMDF
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em setembro de 2006. Nessa situação, Luiz poderá computar como tempo efetivo de
serviço aquele prestado à Força Aérea Brasileira.
Comentários
Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia-a-dia entre a data de inclusão e a
data-limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento em consequência da
exclusão do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado.
Será computado como tempo de efetivo serviço:
▪ o tempo de serviço prestado nas Forças Armadas ou em outras Policias
Militares e;
▪ o tempo passado dia-a-dia, nas Organizações Policiais-Militares, pelo Policial
Militar da reserva da Corporação, convocados para o exercício de funções
Policiais-Militares.
Diante do exposto, a assertiva acerta ao afirmar que Luiz poderá computar como tempo efetivo
de serviço aquele prestado à Força Aérea Brasileira.
GABARITO: CERTO
15.Vítor é policial militar da ativa do DF há 12 anos. Em fevereiro de 2006, conheceu Júlia,
cidadã norte-americana, com quem pretende se casar. Nessa situação, Vítor não poderá
se casar com Júlia, pois o estatuto da PMDF veda o casamento de PMs com estrangeiros.
Comentários
Não é bem isso que nos ensina o art. 13, §2º. Segundo ele, o casamento de policiais-militares
com estrangeiros não é vedado, mas somente poderá ser realizado após autorização do
Comando-Geral.
GABARITO: ERRADO
16.Cinco PMs do DF realizaram uma operação especial em conjunto com a Polícia Civil do DF
para cumprirem determinação judicial de crime de roubo de cargas e tráfico de drogas.
Dois PMs cometeram sérias transgressões disciplinares na operação, recebendo pena
disciplinar de prisão por 16 dias. Nessa situação, não é permitida a interposição de
recurso administrativo contra as penas disciplinares.
Comentários
Não é isso que estabelece o art. 52, caput! O Policial Militar, que se julgar prejudicado ou
ofendido por qualquer ato administrativo ou disciplinar de superior hierárquico, poderá recorrer
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ou interpor pedido de reconsideração, queixa ou representação, segundo o regulamento
específico ou peculiar.
Importante ressaltar que o Policial Militar só poderá recorrer ao judiciário após esgotados todos
os recursos administrativos e deverá participar esta providência, antecipadamente, à autoridade a
qual estiver subordinado (art. 51, §3º).
GABARITO: ERRADO
17.César é segundo-sargento da PMDF e está na inatividade há mais de 2 anos. Destacou-se
no quadro da corporação como instrutor de tiro na academia de polícia por 12 anos.
Nessa situação, César, embora instrutor de tiro, ao entrar na inatividade, perdeu
automaticamente o porte de arma.
Comentários
O porte de arma é um dos diretos assegurados aos policiais-militares. O porte de arma é
garantido da seguinte forma:
a) ao oficial em serviço ativo ou na inatividade, salvo aqueles na inatividade por
alienação mental ou condenação por crimescontra a segurança do Estado ou por
atividade que desaconselhe aquele porte;
b) pelas Praças, com as restrições reguladas pelo Comandante-Geral.
Então não podemos afirmar que, ao entrar na atividade, o segundo-sargento de nosso caso
hipotético perderá automaticamente o seu porte de arma. Isso vai depender de como o
comandante-geral da PM/DF vai regulamentar esse porte.
GABARITO: ERRADO
18.Maria é mãe de Pedro, adolescente de 15 anos de idade, e casou com Carlos em maio de
2004. Carlos ingressou no quadro de oficiais da PMDF em 2005. Nessa situação, Pedro,
enteado de Carlos, pode ser considerado como seu dependente pela PMDF.
Comentários
Verdade! Vamos relembrar aqueles que chamamos de dependentes natos? Se o policial está vivo,
seus dependentes natos são os seguintes (art. 50, §2º, inciso III):
a) a esposa;
b) o filho legítimo, o filho adotivo, o enteado ou o tutelado que seja menor de 21
anos ou inválido ou interdito;
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c) a filha legítima, a filha adotiva, a enteada ou a tutelada que seja solteira, desde
que não perceba remuneração;
d) o filho legítimo, o filho adotivo, o enteado ou o tutelado que seja estudante e
menor de 24 anos;
e) a mãe viúva, desde que não perceba remuneração;
GABARITO: CERTO
19.Joana casou-se com Júnior, policial da ativa da PMDF, em maio de 2003. O casal se
separou 2 anos após o casamento. A sentença da 5ª Vara de Família de Brasília – DF que
homologou a separação judicial transitou em julgado em outubro de 2006, estabelecendo
pensão alimentícia para Joana no valor de 15% do salário de Júnior. Nessa situação, Joana
perderá o direito à pensão alimentícia se contrair novo matrimônio, mas continuará como
dependente de Júnior.
Comentários
Não, não! Em seu art. 50, §2º, inciso VIII, o Estatuto determina que para policiais militares que
tenham ex-esposa ou ex-esposo com direito a pensão alimentícia estabelecida por sentença
transitada em julgado, estes também serão considerados seus dependentes, enquanto não
contrair novo matrimônio.
Bom, se Joana contrair novo matrimônio, perderá o direito à pensão alimentícia e não mais
continuará como dependente de Júnior.
GABARITO: ERRADO
20.Comandante-geral da PMDF editou portaria, designando dois PMs para fazerem curso de
aperfeiçoamento de prevenção de seqüestro relâmpago em São Paulo. A duração prevista
para o curso é de 5 meses. Um dos policiais sentiu-se prejudicado com a designação por
cursar pós-graduação em Brasília, pois perderia muitas aulas e não concluiria a
especialização já iniciada. Assim, contratou um advogado e ingressou com uma ação
judicial no TJDFT. Nessa situação, o soldado que se sentiu prejudicado violou o estatuto
da PMDF, que prevê, antes do ingresso no Poder Judiciário, o esgotamento dos recursos
na esfera administrativa.
Comentários
Certíssimo! A regra é clara. Vamos relembrá-la: o Policial Militar só poderá recorrer ao judiciário
após esgotados todos os recursos administrativos e deverá participar esta providência,
antecipadamente, à autoridade a qual estiver subordinado (art. 51, §3º).
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Assim, o soldado citado na questão, ao contratar um advogado e ingressar direto com uma ação
judicial no TJDFT violou, de fato, o estatuto da PMDF.
GABARITO: CERTO
21.PMDF – Soldado 2ª Classe – 2009 – Cespe. O soldado, aos 51 anos de idade, deve ser
transferido para reserva remunerada, de ofício, enquanto o coronel da PMDF pode
permanecer no posto até os 59 anos de idade.
Comentários
Confesso, caro aluno, que essa foi de matar qualquer candidato, pois a banca resolveu cobrar os
limites de idade para a transferência remunerada! Mas fique tranquilo que essa foi a única
questão já elaborada sobre o Estatuto em que a banca fez tal maldade.
Sinceramente, não acredito que chegaremos a esse ponto, mas não daremos chance ao acaso e
seremos prudentes. Para não dizer que não falei de flores, segue abaixo (segundo o regrado pelo
art. 92, inciso I, do Estatuto), os limites de idade ensejadores de transferência de ofício para a
reserva renumerada:
PARA OS QUADROS DE OFICIAIS POLICIAIS MILITARES
POSTOS IDADES
Coronel 62 anos
Tenente-Coronel 59 anos
Major e Capitão 55 anos
Oficiais Subalternos 48 anos
PARA OS QUADROS DE OFICIAIS POLICIAIS MILITARES DE SAÚDE:
POSTOS IDADES
Coronel 63 anos
Tenente-Coronel 59 anos
Major 57 anos
Capitão e Oficiais Subalternos 48 anos
PARA OS QUADROS DE OFICIAIS POLICIAIS-MILITARES CAPELÃES
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POSTOS IDADES
Tenente-Coronel 63 anos
Major 59 anos
Capitão 57 anos
Oficiais Subalternos 48 anos
       
PARA OS QUADROS DE POLICIAIS MILITARES DE ADMINISTRAÇÃO E DE OFICIAIS
POLICIAIS-MILITARES ESPECIALISTAS:
POSTOS IDADES
Major 61 anos
Capitão 59 anos
Primeiro-Tenente 57 anos
Segundo-Tenente 55 anos
       
PARA AS PRAÇAS POLICIAIS MILITARES
POSTOS IDADES
Subtenente 59 anos
Primeiro-Sargento 58 anos
Segundo-Sargento 57 anos
Terceiro-Sargento 56 anos
Cabos e Soldados 54 anos
       
“Professor, tenho mesmo que memorizar cada uma dessas idades?” Não faça isso, pois será
muito desgastante! Você tem muita coisa a se preocupar, e a probabilidade é pequena disso ser
cobrado em prova. Mas, como eu já disse, não poderíamos passar batido!
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Voltando à questão, é só checar os destaques que fiz em vermelho nas tabelas. O soldado, aos
54 anos de idade, deve ser transferido para reserva remunerada, de ofício, enquanto o coronel
pode permanecer no posto até os 63 anos de idade, se dos Quadros da Saúde, e 62 anos se dos
demais Quadros de Oficiais.
GABARITO: ERRADO
PMDF – Oficial – Seleção Interna – 2010 – Cespe.
No que se refere ao Estatuto dos Policiais Militares da PMDF, julgue os itens que se seguem.
22.O oficial que perder o posto e a patente deve ser demitido de ofício, com direito à
remuneração equivalente aos anos de serviços prestados.
Comentários
Essa tá bem simples e trata de uma regra que você não pode esquecer: O Oficial PM perderá o
posto e a patente se for declarado indigno do oficialato, ou com ele incompatível, por decisão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), em ocorrência de julgamento a que foi
submetido.
O Oficial PM declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível, condenado à perda de
posto e patente, só poderá readquirir a situação policial militar anterior através de outra sentença
do TJDFT e nas condições nela estabelecidas.
O Oficial PM que houver perdido o posto e a patente será demitido ex officio (de ofício), sem
direito a qualquer remuneração ou indenização e terá sua situação militar definida pela Lei do
Serviço Militar (arts. 106 e 107).
GABARITO: ERRADO
23.Se determinado PM se candidatar a cargo eletivo quando tiver 7 anos de efetivo serviço,
ele deve ser excluído do serviço ativo, mediante licenciamento de ofício.
Comentários
Oportunidade boa para revisarmos importantes sobre elegibilidade dos policiais-militares do DF!
Segundo o art. 53, parágrafo único, do Estatuto,os policiais-militares alistáveis são elegíveis,
atendidas as seguintes condições: 
o Policial Militar, que tiver menos de 05 anos de efetivo serviço, será ao se candidatar a
cargo eletivo, excluído do serviço ativo, mediante demissão ou licenciamento ex officio ; e
o Policial Militar em atividade, com 5 anos ou mais de efetivo serviço, duas situações:
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1. ao se candidatar a cargo eletivo, será afastado, temporariamente do serviço ativo,
agregado e considerado em licença para tratar de interesse particular;
2. se eleito, será no ato da diplomação, transferido para a reserva remunerada,
percebendo a remuneração a que fizer jus em função de seu tempo de serviço.
O PM da nossa questão tem 7 anos de serviço. Nesse caso então, ao se candidatar a cargo
eletivo, será afastado, temporariamente do serviço ativo (e não excluído, como afirma a
assertiva!), agregado e considerado em licença para tratar de interesse particular.
GABARITO: ERRADO
24. (Estratégia - Inédita). Em relação ao que estabelece a Lei nº 7.289/84, o Estatuto dos
Policiais Militares do Distrito Federal, aponte a alternativa correta.
a) Licenciamentos são afastamentos totais do serviço, anual e obrigatoriamente concedidos aos
policiais-militares para descanso, a partir do último mês do ano a que se referem, e durante todo
o ano seguinte.
b) Se o Policial Militar tiver gozado anteriormente licença para tratamento de saúde ou licença
especial, a concessão e o gozo de suas férias poderão ser prejudicados.
c) As dispensas de serviço podem ser concedidas aos policiais-militares como recompensa e em
decorrência de prescrição médica, mas não para desconto em férias.
d) Certo soldado PM da ativa, acometido por uma doença grave, entrou em óbito depois de
vários dias internado em hospital. O falecimento desse Policial Militar acarretou,
automaticamente, a sua exclusão do serviço ativo e o desligamento da Organização Policial
Militar a que estava vinculado, na data da ocorrência do óbito.
e) A demissão da Polícia Militar é uma das modalidades de exclusão do serviço, aplicada a todos
os policiais-militares e poderá ser efetuada a pedido e ex officio.
Comentários
A alternativa A está errada! O item fez uma pegadinha básica, mas que para muitos de seus
concorrentes pode ser uma pedra no sapato! Não vamos confundir férias com licenciamentos
temporários para afastamento de serviço, beleza? Férias são afastamentos totais do serviço, anual
e obrigatoriamente concedidos aos policiais-militares para descanso, a partir do último mês do
ano a que se referem, e durante todo o ano seguinte (art. 63). Quanto aos licenciamentos, já
vimos (art. 64): os policiais militares têm direito aos seguintes períodos de afastamento total do
serviço, obedecidas as disposições legais e regulamentares, por motivo de:       
a) núpcias: 08 dias;
b) luto: 08 dias;
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c) instalação: 48 horas; e
d) trânsito: até 30 dias, quando designado para cursos ou outras missões fora do Distrito
Federal.
Quanto à alternativa B, uma regra importante e que você não pode dela se esquecer: A
concessão e o gozo de férias não são prejudicados pelo gozo anterior de licença para tratamento
de saúde, licença especial, nem pelo cumprimento de sanção disciplinar, pelo estado de guerra
ou para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não é anulável o direito a essa licença
(art. 63, §2º).
A alternativa C também está errada! Segundo o que estabelece o art. 132, §1º, do Estatuto: As
recompensas constituem reconhecimentos dos bons serviços prestados pelos policiais-militares e
serão as seguintes:
a) prêmios de Honra ao Mérito;
b) condecorações;
c) elogios; e
d) dispensa do serviço.
As dispensas do serviço são autorizações concedidas aos policiais-militares para afastamento
total do serviço, em caráter temporário. Além de servirem como recompensa, as dispensas de
serviço também podem ser concedidas aos policiais-militares para desconto em férias e em
decorrência de prescrição médica. Eis o erro do item!
A alternativa D é a nossa resposta! Essa é a informação que estudamos em aula e que é
regulamentada pelo art. 116 do Estatuto: o falecimento do Policial Militar acarreta,
automaticamente, a sua exclusão do serviço ativo e o desligamento da Organização Policial
Militar a que está vinculado, na data da ocorrência do óbito.
A alternativa também está errada! A demissão da Polícia Militar é de fato uma das modalidades
de exclusão do serviço, e poderá sim ser efetuada a pedido e ex officio, mas ela só é aplicada
aos Oficiais e não a todos os policiais-militares, com afirma o item.
GABARITO: D
25. (Estratégia - Inédita). Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação
hipotética acerca do estatuto dos policiais-militares da Polícia Militar do Distrito Federal
(PMDF). Julgue-os.
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I. A licença para interesse particular é a autorização para afastamento total do serviço, relativa a
cada decênio de tempo de efetivo serviço prestado, concedida ao Policial Militar que a requerer,
sem que implique em qualquer restrição para a sua carreira.
II. A reversão dos policiais-militares do DF será efetuada mediante ato do Governador do Distrito
Federal.
III. Será feita a distinção entre tempo de efetivo serviço e anos de serviço na apuração de tempo
de serviço do Policial Militar. Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia-a-dia
entre a data de inclusão e a data-limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento
em consequência da exclusão do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado.
IV. Um coronel PM que tenha mais de 30 anos de serviço poderá, a qualquer tempo, pedir sua
transferência para a reserva remunerada.
V. Paulo, Major PM da reserva remunerada completou 65 anos de idade. É correto afirmar que
Paulo atingiu a idade limite para passar à situação de inatividade mediante reforma e que esse
ato será ex officio.
E incorreto o que se afirma em:
a) I e II
b) II, IV e V
c) I e III, apenas
d) II e V
e) I, II, III e IV
Comentários
Item I – Infelizmente, caro aluno, esse não é o conceito de licença para interesse particular e, sim,
o de licença especial. A licença para tratar de interesse particular é a autorização para
afastamento total do serviço, concedida ao Policial Militar que contar mais de 10 anos de efetivo
serviço e que requerer com aquela finalidade (arts. 67 e 68).
Item II – A reversão é o ato pelo qual o Policial Militar agregado retorna ao respectivo Quadro,
tão logo cesse o motivo que     determinou a sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe
competir no respectivo Almanaque ou Escala Numérica, na primeira vaga que ocorrer (art. 80).
Atenção: a reversão será efetuada mediante do Governador do Distrito Federal, para Oficiais e
pelo Comandante-Geral, para Praças (art. 81). O item erra, portanto, que a reversão dos
policiais-militares do DF (generalização) será efetuada mediante ato do Governador do Distrito
Federal.
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Item III – Certíssimo o item e traz de forma literal o que vimos em aula que é o estabelecido
pelos arts. 120 e 121 do Estatuto.
Item IV – O item está correto e é a previsão do art. 91.
Item V – Corretíssimo! A passagem do Policial Militar à situação de inatividade, mediante
reforma, será sempre ex officio e aplicada ao mesmo, desde que, entre outras situações, atinja as
seguintes idades-limites de permanência na reserva remunerada:
a) para Oficiais - 65 anos;
b) para Praças - 63 anos; 
Logo, é incorreto o que se afirma em I, II e IV.
GABARITO: A
PMDF – Soldado de 2ª Classe – 2001 – Cespe.
Julgue os seguintes itens, relativos ao Estatuto dos Policiais- Militares da PMDF.
26. O policial militar em atividade pode exercer diretamente a gestão de seus bens,
participando de uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada na qualidade de
sócio-gerente.
Comentários
Questãozinha que revisa assunto estudado em nossa Aula 12, página 33. Vamos revisar: ao
Policial Militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de
sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista em sociedade
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Os policiais-militares, em atividade, até
podem exercer diretamente a gestão de seus bens, mas não na qualidade sócio-gerente (art. 30,
caput e §2º).
GABARITO: E
27. Considere a seguinte situação hipotética. Um soldado PM da ativa, no desempenho de
uma operação policial militar, praticou um ato configurador de crime militar de
transgressão disciplinar. Nessa situação, independentemente da reprimenda relativa ao
crime, o soldado receberá a pena disciplinar.
Comentários
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Revisão do quadro destaque constante na aula anterior: no concurso de crime militar de
transgressão disciplinar, será aplicada somente a pena relativa ao crime (art. 43, §2º).
GABARITO: ERRADO
28.Será submetido a conselho de disciplina, na forma da legislação específica, o capitão PM
presumivelmente incapaz de permanecer como policial militar da ativa.
Comentários
Caro aluno, a banca também pode tentar fazer essa confusão, mas tenho certeza de que nessa
você não cai mais! Mesmo assim vamos revisar o que nos diz os arts. 48 e 49 do Estatuto:
O Oficial, presumivelmente incapaz de permanecer como Policial Militar da ativa será, na forma
da legislação específica, submetido a Conselho de Justificação. Já o Aspirante-a-Oficial, bem
como as Praças com estabilidade assegurada, presumivelmente incapazes de permanecer como
policiais-militares da ativa, serão submetidos a Conselho de Disciplina e afastados das atividades
que estiverem exercendo, na forma da legislação específica.
A banca trocou as bolas usando o Conselho de Disciplina ao invés do Conselho de Justificação.
GABARITO: ERRADO
PMDF – Cabos – 2003 – Cespe.
Acerca da PMDF e da atividade policial militar, inclusive de seu regime disciplinar, julgue os itens
a seguir.
29. Um cabo da PMDF não pode ser condenado a pena disciplinar de detenção superior a
trinta dias.
Comentários
Certíssimo! Outra questão boba para você, meu aluno do Estratégia! Você não pode se esquecer:
a pena disciplinar de detenção ou prisão não pode ultrapassar de 30 dias (art. 47, §2º).
GABARITO: CERTO
PMDF – Oficial Capelão – 2007 – Cespe.
Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca do estatuto dos
policiais-militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), seguida de uma assertiva a ser
julgada.
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30. Fábio é oficial do quadro de saúde da PMDF. Desenvolve suas atividades na corporação
como veterinário no período vespertino, por determinação do comando-geral. Nas
manhãs livres, presta serviços e consultoria a uma clínica de animais, registrada como
sociedade por quotas de responsabilidade limitada. Fábio é sócio da empresa, com 30%
de seu capital. Nessa situação, não existe ilegalidade na situação de Fábio, uma vez que
ele pode ser sócio de empresa e seus serviços na clínica não prejudicam as atividades de
oficial do quadro de saúde, visto que não há superposição de horários das suas atividades.
Comentários
Muito cuidado com as informações da assertiva acima! Vimos na aula passada que ao Policial
Militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de sociedade
ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista em sociedade anônima ou por
quotas de responsabilidade limitada.
Entretanto, no intuito de desenvolver a prática profissional, é permitido aos Oficiais titulados no
Quadro de Saúde o exercício de atividade técnico-profissional, no meio civil. Só que o Estatuto é
bem claro: tal prática não pode prejudicar o serviço e não infrinja as condutas éticas acima
citadas (art. 30, caput, §3º).
Na situação hipotética acima, mesmo que Fábio exerça suas atividades na veterinária em um
período que não prejudica seu serviço na corporação, a questão diz que ele é sócio da empresa,
com 30% de seu capital. Aí não pode, não é mesmo??
GABARITO: ERRADO
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LISTA DE QUESTÕES - LEI N. 7.289/84 – PARTE I - INÉDITAS 
1. (Estratégia – Inédita) Segundo o que dispõe O Estatuto dos Policiais Militares do DF, 
marque a opção correta. 
a) A carreira policial-militar é caracterizada pela atividade continuada e inteiramente devotada às 
finalidades precípuas da Polícia Militar, denominada atividade policial-militar, e é privativa de 
brasileiros natos. 
b) Cargo policial-militar é um conjunto de deveres e responsabilidades cometidos ao policial-
militar em serviço ativo e o seu provimento se faz exclusivamente por ato de nomeação realizado 
pela autoridade competente. 
c) Ao policial-militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de 
sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista em sociedade 
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. 
d) Após ingressar na Polícia Militar, mediante inclusão, matrícula, ou nomeação, o policial-militar 
prestará compromisso de honra. Esse compromisso terá os seguintes dizeres: "Perante a Bandeira 
do Brasil e pela minha honra, prometo cumprir os deveres de Policial Militar do Distrito Federal e 
dedicar-me inteiramente ao seu serviço". 
e) A antiguidade em cada posto ou graduação é sempre contada a partir da data da assinatura do 
ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão. 
 
2. (Estratégia – Inédita) Em conformidade com a Lei nº 7.289/84, que dispõe sobre o Estatuto 
dos Policiais Militares do Distrito Federal, são policiais militares na ativa os seguintes, exceto: 
a) os incluídos na Polícia Militar, voluntariamente, durante os prazos a que se obriguem a servir. 
b) os da reserva remunerada, percebendo remuneração do Distrito Federal e sujeitos à prestação 
de serviço na ativa, mediante convocação. 
c) os alunos de órgãos de formação de policiais-militares. 
d) os componentes da reserva remunerada da Polícia Militar, convocados ou designados para o 
serviço ativo. 
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e) os de carreira. 
 
3. (Estratégia – Inédita) Para os itens a seguir, marque V pra Verdadeiro e F para Falso, de 
acordo com o que estabelece o Estatuto dos Policiais Militares do DF. 
1. ( ) A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar, crescendo a autoridade 
e a responsabilidade com a elevação do grau hierárquico. 
2. ( ) Os policiais-militares na inatividade, cuja conduta possa ser considerada como ofensiva à 
dignidade da classe, poderão ser definitivamente proibidos de usar uniformes por decisão do 
Comandante-Geral da Polícia Militar. 
3. ( ) O Aluno-Oficial PM, por conclusão do curso, será declarado Aspirante-a-Oficial PM por ato 
do Governador do Distrito Federal. 
4. ( ) Será suspenso do cargo, o policial-militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com 
o cargo ou demonstrar incapacidade no exercício de funções policiais-militares a ele inerentes. 
5. ( ) Os Cabos e Soldados auxiliam ou complementam as atividades dos Oficiais, quer no 
adestramento e emprego de meios, quer na instrução e administração. 
6. ( ) Uma das prerrogativas dos policiais militares é o cumprimento de pena de prisão ou 
detenção somente em Organização Policial Militar da Corporação cujo Comandante, Chefe ou 
Diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso. 
Assinale a sequencia correta: 
a) F – V- F – V – F - V 
b) V – V- F – F – F - V 
c) V – F- F – F – V - V 
d) F – F - V – V – V - F 
e) F – F- F – V – V - V 
 
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4. (Estratégia – Inédita) A hierarquia policial militar e a disciplina foram regulamentadas pelo 
Estatuto dos Policiais Militares do DF. Sobre esses temas, julgue os itens a seguir. 
I. Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os policiais-militares da mesma categoria 
e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem, em ambiente de estima e confiança, 
sem prejuízo do respeito mútuo. 
II. Os Alunos do Curso de Formação de Sargentos têm precedência sobre os Cabos PM, que a 
eles são equiparados, respeitada a antiguidade relativa. 
III. A hierarquia é a rigorosa observância e acatamento integral da legislação que fundamenta o 
organismo policial-militar e coordena seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo, 
perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse 
organismo. 
IV. Assim como o Capitão PM, o Major PM é posto que compõe o círculo de oficiais intermediários. 
V. O Círculo de Oficiais Subalternos podem ser frequentados pelos Aspirantes-a-Oficial PM e eles 
são hierarquicamente superiores às demais Praças. 
VI. Em igualdade de Posto ou graduação, a precedência entre policiais-militares de carreira na 
ativa e os da reserva remunerada, quando estiverem convocados ou designados para o serviço 
ativo, é definida pela idade de ingresso no posto ou graduação. 
É incorreto o que se afirma em: 
a) I e III 
b) III, IV e V 
c) I, III, V e VI 
d) II, III, IV e VI 
e) II, III e IV 
 
 
 
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5. (Estratégia – Inédita) Segundo a Lei nº 7.289/84, são manifestações essenciais do valor 
policial militar, exceto: 
a) A fé na missão elevada da Polícia Militar, o espírito de corpo e o orgulho pela Corporação. 
b) O aprimoramento técnico-profissional e a dedicação na defesa da sociedade. 
c) O amor à profissão e o entusiasmo com que a exerce. 
d) O patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-militar e pelo 
solene juramento de fidelidade à Pátria, até com o sacrifício da própria vida, o civismo e o culto 
das tradições históricas. 
e) A disciplina e o respeito à hierarquia e a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com 
urbanidade. 
 
6. (Estratégia – Inédita) O Estatuto dos Policiais Militares do Distrito Federal traz as diretrizes 
para o uso dos uniformes dos policiais militares. Assinale o item que traz de forma correta uma 
dessas diretrizes. 
a) Constitui contravenção penal o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas 
policiais militares, bem como, seu uso por parte de quem a eles não tiver direito. 
b) É vedado a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar distintivos, 
insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Policia Militar. 
c) É proibido ao policial-militar, desde que previamente autorizado pela autoridade competente, 
o uso dos uniformes em manifestação de caráter político-partidário. 
d) Os uniformes da Polícia Militar com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos 
policiais-militares na ativa e representam o símbolo da autoridade policial-militar, com as 
prerrogativas a ela inerentes. 
e) É proibido ao policial-militar o uso dos uniformes no estrangeiro, quando em atividade não 
relacionada com a missão do policial-militar. 
 
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==15d5ac==
 
 
 
 
7. (Estratégia – Inédita) Os preceitos da ética policial militar vêm disciplinados no Estatuto dos 
Policiais Militares do Distrito Federal. Aponte o item que traz erro em um desses preceitos. 
a) Exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe couberem em decorrência 
do cargo. 
b) Ser discreto em suas atitudes e maneiras e em sua linguagem escrita e falada; amar a verdade 
e a responsabilidade, como fundamentos da dignidade pessoal. 
c) Comportar-se quando em serviço, de modo que não sejam prejudicados os princípios da 
disciplina, do respeito e do decoro policial-militar. 
d) Respeitar a dignidade da pessoa humana; ser justo e imparcial nos julgamentos dos atos e na 
apreciação do mérito dos subordinados. 
e) Acatar as autoridades civis e cumprir seus deveres de cidadão. 
 
8. (Estratégia – Inédita) Em conformidade com o Estatuto dos Policiais Militares do DF, 
assinale o item incorreto. 
a) Os limites mínimos de altura para a posse como policial militar são, com os pés nus e a cabeça 
descoberta, de um metro e sessenta e cinco centímetros para homens e um metro e sessenta 
centímetros para mulheres. 
b) Os policiais-militares de carreira são os que, no desempenho voluntário e permanente do 
serviço policial-militar, têm vitaliciedade assegurada ou presumida. 
c) Os integrantes da reserva remunerada poderão ser designados para o serviço ativo, em caráter 
transitório e mediante aceitação voluntária, desde que excepcionalmente. 
d) O Aluno-oficial PM e o Aspirante-a-Oficial PM são denominados Praças Especiais. 
e) As atribuições e obrigações inerente ao cargo policial-militar devem ser compatíveis com o 
correspondente grau hierárquico e, no caso da policial militar, com as restrições fisiológicas 
próprias. 
 
 
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9. (Estratégia – Inédita) Julgue os itens a seguir, de acordo como que estabelece a Lei nº 
7.289/84. 
I. Somente o Governador do Distrito Federal é competente para determinar o imediato 
afastamento do cargo de policial militar. 
II. Em relação às transgressões disciplinares dos policiais militares, a pena disciplinar de detenção 
ou prisão não pode ultrapassar de sessenta dias. 
III. Será submetido a Conselho de Disciplina o Oficial, presumivelmente incapaz de permanecer 
como policial-militar da ativa. 
IV. Os policiais-militares são dispensados do serviço na instituição do júri e do serviço na Justiça 
Eleitoral. 
V. Não há precedência entre os policiais militares em atividade e os da inatividade. 
Está incorreto o que se afirma em: 
a) I, II e IV 
b) I e III 
c) II, somente 
d) III, IV e V 
e) I, II, III, IV e V 
 
Acerca da PMDF e da atividade policial-militar, inclusive de seu regime disciplinar, julgue os itens 
a seguir. 
10. PMDF - Cabo – Seleção Interna –2003. A PMDF é uma força auxiliar reserva do Exército. 
 
 
11. Os alunos de órgãos de formação de policiais-militares são considerados policiais-militares 
em serviço ativo. 
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12. Uma vez reformado, um policial-militar não pode ser convocado compulsoriamente para o 
exercício de atividade policial-militar. 
 
 
13. Considerando que o acesso à carreira de oficial da Polícia Militar é privativo de brasileiro 
nato, é correto afirmar que um brasileiro naturalizado não pode ser cabo da PMDF. 
 
 
14. Dentro de uma mesma graduação, considera-se hierarquicamente superior o policial militar 
mais antigo na graduação. 
 
 
15. Chama-se posto o grau hierárquico dos oficiais, e chama-se graduação o grau hierárquico 
das praças. 
 
Acerca do Estatuto dos Policiais-Militares da PMDF, julgue os itens a seguir. 
16. PMDF – Sargento – Curso de Formação – 2003 – Cespe. Um major que se utiliza de seu 
posto para obter facilidades pessoais de qualquer natureza viola um dos princípios da ética 
policial-militar. 
 
 
17. Compete aos sargentos e aos subtenentes da PMDF auxiliar e complementar as atividades 
dos oficiais. 
 
 
18. Considera-se a violação dos preceitos da ética policial-militar tão mais grave quanto mais 
elevado for o grau hierárquico de quem a cometer. 
 
Quanto a círculos e escalas hierárquicas na polícia militar, julgue os itens subsequentes. 
19. PMDF – Cabos – Curso de Formação – 2005 – Cespe. Em situações excepcionais, como 
reuniões sociais, os aspirantes-a-oficial PM têm acesso ao círculo de oficiais. 
 
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20. Posto é o grau hierárquico do oficial, conferido pelo comandante-geral da corporação. 
 
 
21. O círculo de oficiais subalternos é composto apenas pelo posto de primeiro e segundo-
tenente. 
 
Em conformidade com o Estatuto dos Policiais Militares do DF, julgue o item seguinte. 
22. PMDF – Soldado 2ª Classe – 2009 – Cespe. Graduação exprime o grau hierárquico da 
praça, conferido pelo comandante geral da corporação, enquanto posto é o grau hierárquico do 
oficial, conferido por ato do governador do DF e confirmado em carta patente. 
 
No que se refere ao Estatuto dos Policiais Militares da PMDF, julgue os itens que se seguem. 
23. PMDF – Oficial – Seleção Interna – 2010 – Cespe. Os PMs de carreira têm vitaliciedade 
assegurada ou presumida. 
 
 
24. O aspirante a oficial PM e o subtenente são considerados praças especiais. 
 
 
25. A praça na reserva remunerada pode ser submetida a conselho de disciplina. 
 
 
26. É permitido o acesso de brasileiro naturalizado à carreira de oficial da Polícia Militar do 
Distrito Federal (PMDF). 
 
 
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GABARITO 
 
 
 
1. C 
2. B 
3. B 
4. D 
5. E 
6. B 
7. C 
8. A 
9. E 
10. CERTO 
11. CERTO 
12. CERTO 
13. ERRADO 
14. ERRADO 
15. CERTO 
16. CERTO 
17. CERTO 
18. CERTO 
19. ERRADO 
20. ERRADO 
21. CERTO 
22. CERTO 
23. CERTO 
24. ERRADO 
25. CERTO 
26. ERRADO 
 
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LISTA DE QUESTÕES - LEI Nº 7.289/1984 - PARTE II -
MULTIBANCAS
PMDF – Soldado de 2ª Classe – 2001 – Cespe.
Em cada um dos itens abaixo, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a
ser julgada.
1. Um cabo PM encontra-se afastado temporariamente do serviço ativo por ter
permanecido, por mais de nove meses contínuos, em licença para tratar de interesse particular.
Nessa situação, o cabo deverá ser agregado.
2. Um soldado PM deixou de comparecer por 48 horas consecutivas à Organização Policial
Militar (OPM) onde servia, sem comunicar nenhum motivo de impedimento. Nessa situação, o
soldado será considerado desertor.
3. Um policial militar na inatividade encontra-se em viagem com paradeiro ignorado por
mais de oito dias. Nessa situação, ele será considerado desaparecido.
4. Um cabo PM da ativa desapareceu durante uma operação policial militar, permanecendo
com o paradeiro ignorado há mais de trinta e nove dias. Nessa situação, ele será oficialmente
considerado extraviado.
5. Um cabo PM encontra-se afastado temporariamente do serviço ativo por haver sido
considerado oficialmente extraviado. Nessa situação, o cabo deverá ser agregado.
6. Considere a seguinte situação hipotética. Um primeiro-tenente PM foi agregado por ter
passado à disposição de outro órgão do Distrito Federal (DF) para exercer função de natureza
civil, afastando-se temporariamente do serviço ativo. Nessa situação, exonerado da função de
natureza civil, o oficial retornará ao respectivo quadro por meio da reversão.
7. Considere a seguinte situação hipotética. Roberto foi promovido, por bravura, a capitão
PM. Verificou-se posteriormente que não havia vaga, ficando Roberto na situação de excedente.
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Nessa situação, a primeira vaga de capitão aberta será ocupada por Roberto, deslocando o
critério da promoção a ser seguido para a vaga seguinte.
PMDF – Cabos – 2003 – Cespe.
Acerca da PMDF e da atividade policial militar, inclusive de seu regime disciplinar, julgue os itens
a seguir.
8. Considere a seguinte situação hipotética. Rejane é solteira, tem 27 anos de idade e é filha
de um cabo da PMDF. Nessa situação, Rejane deve ser considerada dependente de seu pai,
mesmo se ela exercer atividade profissional remunerada.
9. O Policial Militar extraviado por mais de trinta dias é considerado ausente.
10. Um primeiro-tenente que pede demissão durante o terceiro ano de oficialato não precisa
indenizar o Estado pelas despesas relativas à sua preparação e formação.
PMDF – Sargento – Curso de Formação – 2003 – Cespe.
Acerca do Estatuto dos Policiais-Militares da PMDF (EPM), julgue os itens a seguir.
11. É vedado aos sargentos o alistamento eleitoral.
12. Um sargento da PMDF que se casa tem direitoa afastar-se do serviço pelo período de
oito dias.
13. Um sargento da PMDF pode receber condecorações, mas não dispensas de serviço, como
recompensa decorrente do reconhecimento de bons serviços prestados.
PMDF – Oficial Capelão – 2007 – Cespe.
Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca do estatuto dos
policiais-militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), seguida de uma assertiva a ser
julgada.
14. Luiz prestou serviço como tenente à Força Aérea Brasileira por 6 anos. Aprovado no
concurso público de admissão, ingressou no quadro de oficiais policiais-militares da PMDF em
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setembro de 2006. Nessa situação, Luiz poderá computar como tempo efetivo de serviço aquele
prestado à Força Aérea Brasileira.
15. Vítor é policial militar da ativa do DF há 12 anos. Em fevereiro de 2006, conheceu Júlia,
cidadã norte-americana, com quem pretende se casar. Nessa situação, Vítor não poderá se casar
com Júlia, pois o estatuto da PMDF veda o casamento de PMs com estrangeiros.
16. Cinco PMs do DF realizaram uma operação especial em conjunto com a Polícia Civil do DF
para cumprirem determinação judicial de crime de roubo de cargas e tráfico de drogas. Dois
PMs cometeram sérias transgressões disciplinares na operação, recebendo pena disciplinar de
prisão por 16 dias. Nessa situação, não é permitida a interposição de recurso administrativo
contra as penas disciplinares.
17. César é segundo-sargento da PMDF e está na inatividade há mais de 2 anos. Destacou-se
no quadro da corporação como instrutor de tiro na academia de polícia por 12 anos. Nessa
situação, César, embora instrutor de tiro, ao entrar na inatividade, perdeu automaticamente o
porte de arma.
18. Maria é mãe de Pedro, adolescente de 15 anos de idade, e casou com Carlos em maio de
2004. Carlos ingressou no quadro de oficiais da PMDF em 2005. Nessa situação, Pedro, enteado
de Carlos, pode ser considerado como seu dependente pela PMDF.
19. Joana casou-se com Júnior, policial da ativa da PMDF, em maio de 2003. O casal se
separou 2 anos após o casamento. A sentença da 5ª Vara de Família de Brasília – DF que
homologou a separação judicial transitou em julgado em outubro de 2006, estabelecendo
pensão alimentícia para Joana no valor de 15% do salário de Júnior. Nessa situação, Joana
perderá o direito à pensão alimentícia se contrair novo matrimônio, mas continuará como
dependente de Júnior.
20. Comandante-geral da PMDF editou portaria, designando dois PMs para fazerem curso de
aperfeiçoamento de prevenção de seqüestro relâmpago em São Paulo. A duração prevista para
o curso é de 5 meses. Um dos policiais sentiu-se prejudicado com a designação por cursar
pós-graduação em Brasília, pois perderia muitas aulas e não concluiria a especialização já
iniciada. Assim, contratou um advogado e ingressou com uma ação judicial no TJDFT. Nessa
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situação, o soldado que se sentiu prejudicado violou o estatuto da PMDF, que prevê, antes do
ingresso no Poder Judiciário, o esgotamento dos recursos na esfera administrativa.
21. PMDF – Soldado 2ª Classe – 2009 – Cespe. O soldado, aos 51 anos de idade, deve ser
transferido para reserva remunerada, de ofício, enquanto o coronel da PMDF pode permanecer
no posto até os 59 anos de idade.
PMDF – Oficial – Seleção Interna – 2010 – Cespe.
No que se refere ao Estatuto dos Policiais Militares da PMDF, julgue os itens que se seguem.
22. O oficial que perder o posto e a patente deve ser demitido de ofício, com direito à
remuneração equivalente aos anos de serviços prestados.
23. Se determinado PM se candidatar a cargo eletivo quando tiver 7 anos de efetivo serviço,
ele deve ser excluído do serviço ativo, mediante licenciamento de ofício.
24. (Estratégia - Inédita). Em relação ao que estabelece a Lei nº 7.289/84, o Estatuto dos
Policiais Militares do Distrito Federal, aponte a alternativa correta.
a) Licenciamentos são afastamentos totais do serviço, anual e obrigatoriamente concedidos aos
policiais-militares para descanso, a partir do último mês do ano a que se referem, e durante todo
o ano seguinte.
b) Se o Policial Militar tiver gozado anteriormente licença para tratamento de saúde ou licença
especial, a concessão e o gozo de suas férias poderão ser prejudicados.
c) As dispensas de serviço podem ser concedidas aos policiais-militares como recompensa e em
decorrência de prescrição médica, mas não para desconto em férias.
d) Certo soldado PM da ativa, acometido por uma doença grave, entrou em óbito depois de
vários dias internado em hospital. O falecimento desse Policial Militar acarretou,
automaticamente, a sua exclusão do serviço ativo e o desligamento da Organização Policial
Militar a que estava vinculado, na data da ocorrência do óbito.
e) A demissão da Polícia Militar é uma das modalidades de exclusão do serviço, aplicada a todos
os policiais-militares e poderá ser efetuada a pedido e ex officio.
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25. (Estratégia - Inédita). Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação
hipotética acerca do estatuto dos policiais-militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Julgue-os.
I. A licença para interesse particular é a autorização para afastamento total do serviço, relativa a
cada decênio de tempo de efetivo serviço prestado, concedida ao Policial Militar que a requerer,
sem que implique em qualquer restrição para a sua carreira.
II. A reversão dos policiais-militares do DF será efetuada mediante ato do Governador do Distrito
Federal.
III. Será feita a distinção entre tempo de efetivo serviço e anos de serviço na apuração de tempo
de serviço do Policial Militar. Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia-a-dia
entre a data de inclusão e a data-limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento
em consequência da exclusão do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado.
IV. Um coronel PM que tenha mais de 30 anos de serviço poderá, a qualquer tempo, pedir sua
transferência para a reserva remunerada.
V. Paulo, Major PM da reserva remunerada completou 65 anos de idade. É correto afirmar que
Paulo atingiu a idade limite para passar à situação de inatividade mediante reforma e que esse
ato será ex officio.
E incorreto o que se afirma em:
a) I e II
b) II, IV e V
c) I e III, apenas
d) II e V
e) I, II, III e IV
PMDF – Soldado de 2ª Classe – 2001 – Cespe.
Julgue os seguintes itens, relativos ao Estatuto dos Policiais- Militares da PMDF.
26. O policial militar em atividade pode exercer diretamente a gestão de seus bens,
participando de uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada na qualidade de
sócio-gerente.
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27. Considere a seguinte situação hipotética. Um soldado PM da ativa, no desempenho de
uma operação policial militar, praticou um ato configurador de crime militar de transgressão
disciplinar. Nessa situação, independentemente da reprimenda relativa aocrime, o soldado
receberá a pena disciplinar.
28. Será submetido a conselho de disciplina, na forma da legislação específica, o capitão PM
presumivelmente incapaz de permanecer como policial militar da ativa.
PMDF – Cabos – 2003 – Cespe.
Acerca da PMDF e da atividade policial militar, inclusive de seu regime disciplinar, julgue os itens
a seguir.
29. Um cabo da PMDF não pode ser condenado a pena disciplinar de detenção superior a
trinta dias.
PMDF – Oficial Capelão – 2007 – Cespe.
Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca do estatuto dos
policiais-militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), seguida de uma assertiva a ser
julgada.
30. Fábio é oficial do quadro de saúde da PMDF. Desenvolve suas atividades na corporação
como veterinário no período vespertino, por determinação do comando-geral. Nas manhãs
livres, presta serviços e consultoria a uma clínica de animais, registrada como sociedade por
quotas de responsabilidade limitada. Fábio é sócio da empresa, com 30% de seu capital. Nessa
situação, não existe ilegalidade na situação de Fábio, uma vez que ele pode ser sócio de
empresa e seus serviços na clínica não prejudicam as atividades de oficial do quadro de saúde,
visto que não há superposição de horários das suas atividades.
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==15d5ac==
GABARITO
1. CERTO
2. ERRADO
3. ERRADO
4. CERTO
5. CERTO
6. ERRADO
7. CERTO
8. ERRADO
9. ERRADO
10. ERRADO
11. ERRADO
12. CERTO
13. ERRADO
14. CERTO
15. ERRADO
16. ERRADO
17. ERRADO
18. CERTO
19. ERRADO
20. CERTO
21. ERRADO
22. ERRADO
23. ERRADO
24. D
25. A
26. ERRADO
27. ERRADO
28. ERRADO
29. CERTO
30. ERRADO
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112Primeiro-Tenente PM 
Segundo-Tenente PM 
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112
Praças 
Especiais 
Frequentam o Círculo de Oficiais Subalternos Aspirante-a-Oficial PM 
Excepcionalmente ou em reuniões sociais, têm 
acesso ao Círculo de Oficiais. 
Aluno-Oficial PM 
CÍRCULO DE PRAÇAS GRADUAÇÕES 
Círculo de Subtenentes e Sargentos 
Subtenente PM 
Primeiro-Sargento PM 
Segundo-Sargento PM 
Terceiro-Sargento PM 
Círculo de Cabos e Soldados 
Cabo PM 
Soldado PM 1ª. Classe 
Soldado PM de 2a 
Classe 
 
Sobre o quadro acima, algumas explicações importantes trazidas pelo próprio Estatuto: 
✓ Os Cabos e Soldados são essencialmente elementos de execução. 
✓ Os Subtenentes e Sargento auxiliam ou complementam as atividades dos 
Oficiais, quer no adestramento e emprego de meios, quer na instrução e 
administração. 
 
No exercício dessas atividades mencionadas neste artigo e no comando de elementos 
subordinados, os Subtenentes e Sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo exemplo e pela 
capacidade técnico-profissional, incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e 
ininterrupta das ordens, das regras do serviço e das normas operativas pelas Praças que lhes 
estiverem diretamente subordinadas e a manutenção da sua coesão e do seu moral, em todas as 
circunstâncias. 
 Às Praças Especiais cabe a rigorosa observância das prescrições dos regulamentos do 
Estabelecimento de Ensino policial-militar, onde estiverem matriculados, exigindo-se deles 
inteira dedicação ao estudo e ao aprendizado técnico-profissional. 
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112
 O oficial é preparado, ao longo da carreira, para o exercício do Comando, da Chefia e da 
Direção das Organizações Policiais-Militares. 
Para o provimento do cargo de Comandante de Organização Policial-Militar Independente, cujo 
comando seja privativo de Oficial do Posto de Capitão PM, somente poderá ser designado 
Oficial possuidor de Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. 
O Comando, como soma de autoridade, deveres e responsabilidades de que o policial-militar é 
investido, legalmente, quando conduz homens ou dirige uma Organização Policial-Militar, 
vincula-se ao grau hierárquico e constitui uma prerrogativa impessoal, em cujo exercício o 
policial-militar se define e se caracteriza como chefe. 
Cabe ressaltar que a subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do policial-
militar e decorre, exclusivamente, dessa estrutura hierarquizada da Polícia Militar. 
 
 
➢ Ao Policial Militar cabe a responsabilidade integral pelas decisões que tomar, pelas 
ordens que emitir e pelos atos que praticar. 
 
Dentro da hierarquia da PMDF, há regras de precedência e antiguidade. Apesar de chatinhas, é 
importante estudarmos tais regras, pois podem ser cobradas em sua prova. Vamos lá! 
A precedência nada mais é do que a ordem de preferência entre pessoas e, no caso da PMDF, 
ela é assegurada, entre os policiais-militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, pela 
antiguidade no posto ou na graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida 
em lei ou regulamento. 
 
 
A antiguidade em cada posto ou graduação à contada a partir da data da assinatura do ato da 
respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando estiver taxativamente 
fixada outra data. 
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112
==15d5ac==
No caso de ser igual a antiguidade, é ela estabelecida: 
a) entre os policiais-militares do mesmo Quadro, pela posição nas respectivas 
escalas numéricas ou registros existentes na Corporação; 
b) nos demais casos, pela antiguidade no posto ou graduação anterior; se, ainda 
assim, subsistir igualdade de antiguidade, recorrer-se-á, sucessivamente, aos 
graus hierárquicos anteriores, à data de Praça e à data de nascimento para 
definir a precedência e, neste último caso, o de mais idade será considerado o 
mais antigo; 
c) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de policiais-militares, de 
acordo com o regulamento do respectivo órgão, se não estiverem 
especificamente enquadrados nos itens “a” e “b” acima; e 
d) na existência de mais de uma data de Praça, prevalece a antiguidade do 
policial-militar da última Praça na Corporação se não estiver, especificamente, 
enquadrado nos tens “a”, “b” e “c”. 
 
 
➢ Em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares em atividade têm precedência 
sobre os da inatividade. 
➢ Em igualdade de Posto ou graduação, a precedência entre policiais militares de carreira 
na ativa e os da reserva remunerada, quando estiverem convocados ou designados para o 
serviço ativo, é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou graduação. 
➢ Nos casos de nomeação coletiva a hierarquia será definida em consequência dos 
resultados do concurso a que forem submetidos os candidatos à Polícia Militar. 
 
O Aluno-Oficial PM, por conclusão do curso, será declarado Aspirante-a-Oficial PM por ato do 
Comandante-Geral. O ingresso dele na carreira de Oficial será por promoção do Aspirante-a-
Oficial PM para o Quadro de Oficiais Policiais-Militares e, mediante concurso entre diplomados 
por faculdades civis reconhecidas pelo Governo Federal, para o Quadro de Oficiais Policiais 
Militares de Saúde. 
Você já viu no quadro dos Círculos Hierárquicos que tanto o Aspirante-a-Oficial PM como o 
Aluno da Escola de Formação de Oficiais Policiais Militares são denominados Praças Especiais. 
Pois bem, a precedência entre as Praças Especiais o as demais Praças assim regulada: 
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a) os Aspirantes-a-Oficial PM são hierarquicamente superiores às demais Praças e 
frequentam o Círculo de Oficiais Subalternos; 
b) os Alunos de Escola de Formação de Oficiais são hierarquicamente superiores 
aos Subtenentes PM; e 
c) os Cabos PM têm precedência sobre os Alunos do Curso de Formação de 
Sargentos, que a eles são equiparados, respeitada a antiguidade relativa. 
 
DAS PRERROGATIVAS DOS POLICIAIS MILITARES DO DF 
As prerrogativas dos policiais-militares são constituídas pelas honras, dignidade e distinções 
devidas aos graus hierárquicos e cargos. São as seguintes as prerrogativas dos policiais-militares: 
a) o uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas da Polícia Militar, 
do Distrito Federal, correspondentes ao posto ou graduação; 
b) honras, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam asseguradas em leis e 
regulamentos; 
c) cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em Organização Policial 
Militar da Corporação cujo Comandante, Chefe ou Diretor tenha precedência 
hierárquica sobre o preso; e 
d) julgamento, em foro especial, dos crimes militares. 
 
 
➢ O Policial Militar somente poderá ser preso por autoridade policial em casos de flagrante 
delito, ficando esta obrigada a entregá-lo, imediatamente, à autoridade policial militar 
mais próxima, só podendo retê-lo, na Delegacia ou Posto Policial, durante o tempo 
necessário à lavratura do flagrante. 
 
Cabe ao Comandante-Geral da Corporação a iniciativa deresponsabilizar a autoridade policial 
que não cumprir essa regra e que maltratar ou consentir que seja maltratado qualquer Policial 
Militar preso, ou não lhe der o tratamento devido ao seu posto ou graduação. 
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Se, durante o processo e julgamento no foro civil houver perigo de vida para qualquer Policial 
Militar preso, o Comandante-Geral providenciará os entendimentos com o Juiz do feito, para 
que as instalações do Poder Judiciário sejam guardadas por Força Policial Militar. 
Além disso, é importante também que você saiba que os policiais militares da ativa, no exercício 
de funções, são dispensados do serviço na instituição do júri, bem como do serviço na Justiça 
Eleitoral. 
E já que uma das prerrogativas dos policiais militares é o uso do uniforme, no próximo tópico 
estudaremos as regras trazidas pelo Estatuto a respeito do assunto. 
 
DO USO DOS UNIFORMES DA POLÍCIA MILITAR 
 
 
 
 
 
Os uniformes da Polícia Militar com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos 
policiais-militares e representam o símbolo da autoridade policial militar, com as prerrogativas a 
ela inerentes. 
É proibido ao Policial Militar o uso do uniforme nas seguintes situações: 
a) em manifestação de caráter político-partidário; 
b) no estrangeiro, quando em atividade não relacionada com a missão do policial-
militar, salvo quando expressamente determinado ou autorizado; 
c) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades policiais militares, 
cerimônias cívico-comemorativas das grandes datas nacionais ou a atos sociais 
solenes, quando devidamente autorizado. 
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Os policiais militares na inatividade cuja conduta possa ser considerada como ofensiva à 
dignidade da classe, poderão ser definitivamente proibidos de usar uniformes por decisão do 
Comandante-Geral da Polícia Militar. 
É também proibido a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar 
distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Policia 
Militar. 
Além dos indivíduos que a tenham cometido, são considerados responsáveis por essa infração os 
Diretores ou Chefes de repartições, organizações de qualquer natureza, firma ou empregadores, 
empresas, institutos ou departamentos que tenham adotado ou consentido sejam usados 
uniformes ou ostentado distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os 
adotados na Polícia Militar. 
 
 
➢ Constituem crimes, previstos no Código Penal Militar, o desrespeito aos uniformes, 
distintivos, insígnias e emblemas policiais militares, bem como, seu uso por parte de quem 
a eles não tiver direito. 
 
Agora que você conhece um pouco mais sobre a vida funcional na PMDF, é hora de estudar 
sobre os valores, a ética e a conceituação policial militar trazidos pelo Estatuto. 
E por que conhecê-los? Porque eles fazem parte das obrigações e dos deveres dos Policiais 
Militares do Distrito Federal e será exatamente por eles que você deverá pautar toda a sua 
conduta como policial e, por serem de extrema importância para a sua futura vida profissional (e 
o examinador sabe disso!), aposto que serão alvos de questões em sua prova. 
 
O VALOR POLICIAL MILITAR 
O que é o valor policial militar a que você se pautará logo em breve e quais são suas 
manifestações? A resposta está no art. 28 do Estatuto, que estabelece as manifestações 
essenciais do valor policial militar: 
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a) o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-
militar e pelo solene juramento de fidelidade à Pátria, até com o sacrifício da 
própria vida; 
b) o civismo e o culto das tradições históricas; 
c) a fé na missão elevada da Polícia Militar; 
d) o amor à profissão e o entusiasmo com que a exerce; 
e) o aprimoramento técnico-profissional; 
f) o espírito de corpo e o orgulho pela Corporação; e 
g) a dedicação na defesa da sociedade. 
 
A CONCEITUAÇÃO POLICIAL MILITAR 
A conceituação policial militar tem estrita ligação com a relação do policial militar com a 
comunidade. 
Os deveres policiais militares emanam de vínculos racionais e morais que ligam o policial-militar 
à comunidade do Distrito Federal e à sua segurança, compreendendo, essencialmente: 
a) a dedicação integral ao serviço policial-militar e a fidelidade à instituição a que pertence, 
mesmo com o sacrifício da própria vida; 
b) o culto aos Símbolos Nacionais; 
c) a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias; 
d) a disciplina e o respeito à hierarquia; 
e) o rigoroso cumprimento das obrigações e ordens; 
f) a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade; 
g) o trato urbano, cordial e educado para com os cidadãos; 
h) a manutenção da ordem pública; e 
i) a segurança da comunidade. 
 
A ÉTICA POLICIAL MILITAR 
Agora veremos como você deverá agir para ser considerado um Policial Militar ético. As 
condutas éticas que aqui citaremos são consideradas obrigações policiais militares e devo 
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confessar que não são poucas. Mas, apesar de numerosas, são fáceis de memorizar e minha dica 
é que você as estude como se estivesse acabado de entrar na corporação e estivesse recebendo 
uma aula de boa conduta. Tenho certeza que assim ficará mais fácil! 
Pois bem, o sentimento do dever, o pudor policial-militar e o decoro da classe impõem, a cada 
um dos integrantes da Polícia Militar, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com 
observância dos seguintes preceitos da ética policial-militar: 
➢ amar a verdade e a responsabilidade, como fundamentos da dignidade pessoal; 
➢ exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe couberem em 
decorrência do cargo; 
➢ respeitar a dignidade da pessoa humana; 
➢ cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e as ordens das 
autoridades competentes; 
➢ ser justo e imparcial nos julgamentos dos atos e na apreciação do mérito dos 
subordinados; 
➢ zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual e físico e, também, pelo dos 
subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum; 
➢ praticar a camaradagem e desenvolver, permanentemente, o espírito de cooperação; 
➢ empregar todas as suas energias em benefício do serviço; 
➢ ser discreto em suas atitudes e maneiras e em sua linguagem escrita e falada; 
➢ abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa de qualquer 
natureza; 
➢ acatar as autoridades civis; 
➢ cumprir seus deveres de cidadão; 
➢ proceder de maneira ilibada na vida pública, e particular; 
➢ garantir a assistência moral e material ao seu lar e conduzir-se como chefe de família 
modelar; 
➢ comportar-se mesmo fora do serviço ou na inatividade, de modo que não sejam 
prejudicados os princípios da disciplina, do respeito e do decoro policial-militar; 
➢ observar as normas de boa educação; 
➢ abster-se de fazer uso do posto ou graduação para obter facilidades pessoais dequalquer natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de terceiros; 
➢ abster-se, na inatividade, do uso das designações hierárquicas: 
▪ quando em atividades político-partidárias, comerciais e industriais; 
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▪ para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos políticos 
ou policiais-militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, se 
devidamente autorizado; e 
▪ no exercício de cargo ou função de natureza civil, mesmo que seja da 
administração pública. 
➢ zelar pelo bom nome da Polícia Militar e de cada um de seus integrantes, obedecendo 
e fazendo obedecer aos preceitos da ética policial-militar. 
 
 
 
➢ Ao Policial Militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou 
gerência de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista 
em sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. 
➢ Os integrantes da reserva remunerada, quando convocados ou designados para o serviço 
ativo, ficam proibidos de tratar nas Organizações Policiais Militares e nas repartições civis, 
de interesse de organizações ou empresas privadas de qualquer natureza. 
➢ São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto 
as de caráter reivindicatório ou político. 
 
No intuito de desenvolver a prática profissional, é permitido aos Oficiais titulados no Quadro de 
Saúde o exercício de atividade técnico-profissional, no meio civil, desde que tal prática não 
prejudique o serviço e não infrinja as condutas éticas acima citadas. 
O Comandante-Geral poderá determinar aos policiais-militares da ativa que, no interesse da 
salvaguarda da dignidade dos mesmos, informem sobre a origem e natureza dos seus bens, 
quando haja razões que recomendem tal medida. 
 
“Professor, conheci e entendi bem sobre os valores, a conceituação e a ética policial militar. A 
pergunta agora é: e o que acontece quando um Policial Militar descumpre essas obrigações e 
deveres?” A resposta, no próximo tópico! 
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A VIOLAÇÃO AOS DEVERES E OBRIGAÇÕES 
A violação das obrigações ou dos deveres policiais militares constituirá crime, contravenção ou 
transgressão disciplinar, conforme dispuser a legislação ou regulamentação específica ou 
peculiar. Na verdade uma mesma conduta pode constituir ilícito nas três áreas ao mesmo tempo, 
então tome cuidado para não fazer confusão aqui! 
A violação dos preceitos da ética policial militar é tão mais grave quanto mais elevado for o grau 
hierárquico de quem a cometer. 
A inobservância ou falta de exação no cumprimento dos deveres especificados nas Leis e 
regulamentos acarreta, para o policial-militar, responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar 
ou penal, consoante a legislação especifica ou peculiar em vigor. 
A apuração de cada uma dessas responsabilidades poderá concluir pela incompatibilidade do 
Policial Militar com o cargo ou pela incapacidade do exercício das funções policiais militares a 
ele inerentes. 
 
 
➢ O Policial Militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com o cargo ou demonstrar 
incapacidade no exercício de funções policiais-militares a ele inerentes, será afastado do 
cargo. 
 
O Policial Militar afastado do cargo, nas condições mencionadas acima, ficará privado do 
exercício de qualquer função policial militar, até a solução do processo ou das providências 
legais que couberem no caso. 
E quem tem autoridade para afastar um policial-militar do seu cargo? São competentes para 
determinar o imediato afastamento do cargo ou o impedimento do exercício da função: 
a) O Governador do Distrito Federal; 
b) O Comandante-Geral; e 
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c) O Comandantes, os Chefes e os Diretores de Organização Policial-Militar, na 
conformidade da legislação ou regulamentação específica ou peculiar sobre a 
matéria. 
 
Quanto aos crimes militares, aplicam-se, no que couber, aos policiais-militares, as disposições 
estabelecidas na Legislação Penal Militar, composta principalmente pelo Código Penal Militar. 
O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar especificará e classificará as transgressões e 
estabelecerá as normas relativas à amplitude e aplicação das penas disciplinares, a classificação 
do comportamento do policial-militar e a interposição de recursos contra as penas disciplinares. 
 
 
➢ A pena disciplinar de detenção ou prisão não pode passar de 30 dias. Quando um mesmo 
ato constituir crime militar e transgressão disciplinar, será aplicada somente a pena 
relativa ao crime. 
 
À Praça Especial aplicam-se, também, as disposições disciplinares previstas no regulamento do 
estabelecimento do ensino onde estiver matriculada. 
O Policial Militar incapaz de permanecer como Policial Militar da ativa poderá ser submetido ao 
Conselho de Justificação ou ao Conselho de Disciplina. 
“Professor, e qual a diferença entre esses dois Conselhos?” Caro aluno, a diferença entre esses 
Conselhos está no posto ou graduação do Policial Militar transgressor! Se for Oficial, será 
submetido ao Conselho de Justificação; se for Aspirante-a-Oficial PM ou Praça, ao Conselho de 
Disciplina. 
 
 
➢ Compete ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) julgar os processos oriundos 
dos Conselhos de Justificação, na forma estabelecida em lei especifica. 
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O Aspirante-a-Oficial PM, bem como as Praças com estabilidade assegurada, presumivelmente 
incapazes de permanecer como policiais-militares da ativa, serão submetidos a Conselho de 
Disciplina e afastados das atividades que estiverem exercendo, na forma da legislação 
específica. 
Ao Conselho de Disciplina poderá, também, ser submetida a Praça na reserva remunerada ou 
reformada, presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se 
encontra. 
 
 
➢ Cabe ao Governador do Distrito Federal, em última instância, julgar os recursos que 
forem interpostos nos processos oriundos de Conselhos de Disciplina. 
 
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LEI Nº 7.289/1984 - PARTE II 
DIREITOS DOS POLICIAIS MILITARES 
O rol de direitos dos policiais militares, elencados no art. 50 do Estatuto são bastante simples e 
um tanto quanto óbvios. Vou listá-los todos, fazendo algumas observações quando isso for 
necessário. Os destaques sobre o que tem maiores chances de aparecer na prova virão em 
negrito. 
Minha sugestão é que você leia esse rol de direitos algumas vezes, e isso deverá ser suficiente 
para a sua prova, garanto! Pois bem, são direitos dos policiais-militares: 
a) a garantia da patente quando Oficial em toda a sua plenitude, com as 
vantagens, prerrogativa e deveres a elainerentes; 
b) a estabilidade, quando Praça com 10 ou mais anos de tempo de efetivo 
serviço; 
c) o uso das designações hierárquicas; 
d) a ocupação de cargo correspondente ao posto ou à graduação; 
e) a percepção de remuneração; 
f) a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim entendida 
como o conjunto de atividades relacionadas com a prevenção, conservação ou 
recuperação da saúde, abrangendo serviços profissionais médicos, farmacêuticos e 
odontológicos, bem como fornecimento, aplicação de meios e os cuidados e 
demais atos médicos e paramédicos necessários; 
g) o funeral para si e seus dependentes, constituindo-se no conjunto de 
medidas tomadas pelo Distrito Federal, quando solicitado, desde o óbito até o 
sepultamento condigno; 
h) a alimentação, assim entendida como as refeições fornecidas aos policiais-
militares em atividade; 
i) o fardamento, constituindo-se no conjunto de uniformes, roupa branca e 
roupa de cama, fornecido ao Policial Militar na ativa de graduação inferior a 
terceiro-sargento e, em casos especiais, a outros policiais-militares; 
j) o transporte, assim entendido como os meios fornecidos ao Policial Militar, 
para seu deslocamento por interesse do serviço; quando o deslocamento implicar 
em mudança de sede ou de moradia, compreende também as passagens para seus 
dependentes e a translação das respectivas bagagens, de residência a residência; 
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k) a constituição de Pensão Policial Militar; 
l) a promoção; 
m) as férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças; 
n) a demissão e o licenciamento voluntários; 
o) o porte de arma, quando oficial em serviço ativo ou na inatividade, salvo 
aqueles na inatividade por alienação mental ou condenação por crimes contra a 
segurança do Estado ou por atividade que desaconselhe aquele porte; 
p) o porte de arma, pelas Praças, com as restrições reguladas pelo 
Comandante-Geral; 
q) a transferência a pedido para a inatividade; 
r) a moradia para a Policial Militar em atividade, compreendendo alojamento 
em organização policial militar e habitação para si e seus dependentes em imóvel 
sob a responsabilidade da Corporação, de acorda com as disponibilidades 
existentes. 
 
Há também direitos específicos relacionados à remuneração por ocasião da transferência do 
Policial Militar para a inatividade. São duas as regras para esses direitos: 
➢ O Policial Militar tem direito à percepção de remuneração correspondente ao grau 
hierárquico superior ou melhoria dela quando, ao ser transferido para a inatividade, 
contar mais de 30 anos de serviço. 
→ O cálculo dessa remuneração pode ser realizado de três formas, a depender do posto 
ou graduação do Policial Militar: 
a) o Oficial que contasse com mais de 30 anos de serviço teria seus proventos 
calculados sobre o soldo correspondente ao posto imediato. Acontece que o 
Superior Tribunal de Justiça já entendeu (REsp 1.060.668-DF) que a Lei no 
10.286/2002 revogou tacitamente este dispositivo, e por isso essa regra hoje não 
valeria mais. Muita atenção na hora da prova, ok!? 
b) os Subtenentes, quando transferidos para a inatividade, terão seus proventos 
calculados sobre o soldo correspondente ao de Segundo-Tenente, desde que 
contem mais de 30 anos de serviço; 
c) as demais Praças que tenham mais de 30 anos de serviço terão seus proventos 
calculados sobre o soldo correspondente à graduação imediatamente superior. 
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➢ O Policial Militar tem direto à remuneração calculada com base no soldo integral do 
posto ou graduação, quando tiver completado 30 anos de serviço antes de sua 
transferência para a reserva remunerada, ex officio, por ter atingido a idade limite de 
permanência em atividade no posto ou graduação ou ter sido abrangido pela quota 
compulsória. 
 
Mais adiante explicarei a você o que é a tal quota compulsória, ok!? Nos próximos tópicos 
detalharemos um pouco mais os direitos à promoção, férias e licenciamentos. 
 
Promoções 
O acesso na hierarquia policial militar é seletivo, gradual e sucessivo e é feito mediante 
promoção, de conformidade com o disposto na legislação e regulamentação de promoções de 
Oficiais e de Praças, de modo a obter-se um fluxo regular e equilibrado de carreira para os 
policiais militares. 
A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica a seleção dos policiais 
militares para o exercício de funções pertinentes ao grau hierárquico superior. 
O planejamento da carreira dos Oficiais e das Praças, obedecidas as disposições da legislação e 
regulamentação a que se refere este artigo, é atribuição do Comando da Polícia Militar. 
 
 
➢ As promoções serão efetuadas pelos seguintes critérios: 
a) Antiguidade; 
b) Merecimento; 
c) Bravura; e 
d) post mortem. 
 
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Em casos extraordinários, poderá haver promoção em ressarcimento de preterição, 
independente de vagas. 
“Professor, e o que é esse tal de ressarcimento de preterição?” 
É muito simples, caro aluno. O ressarcimento de preterição ocorre quando uma pessoa é 
preterida em uma promoção, e posteriormente essa preterição é reconhecida como injusta. O 
Policial Militar é então ressarcido deste prejuízo, ou seja, é promovido posteriormente, por 
"ressarcimento de preterição", com todos os direitos garantidos desde a data na qual deveria 
ter sido promovida. 
A promoção de Policial Militar feita em ressarcimento de preterição será efetuada segundo os 
critérios de antiguidade e merecimento, recebendo ele o número que lhe competir na escala 
hierárquica como se houvesse sido promovido, na época devida, pelo critério em que ora é feita 
sua promoção. 
A fim de manter a renovação, o equilíbrio e regularidade de acesso aos diferentes quadros, 
haverá obrigatoriamente um número fixado de vagas à promoção, nas proporções indicadas 
pelos incisos I a III do art. 62 do Estatuto. 
“Mas professor, já vi esses incisos e eles trazem regras muito detalhadas para o cálculo desse 
número de vagas. Preciso saber todas essas regras?” 
Sinceramente, acredito que não! Essas regras nunca foram cobradas, nem em concursos internos 
da PMDF e provavelmente não será no seu concurso que elas serão cobradas. São regras 
bastante específicas e de cunho essencialmente administrativo e por isso você não deve 
preocupar-se com elas. 
O número de vagas para promoção obrigatória em cada ano (ano ou anos-base) para 
determinado posto ou graduação será fixado até o dia 15 de janeiro do ano seguinte ao ano-
base considerado (ano anterior), por ato do Comandante-Geral. 
Para determinação do número de policiais militares de um 1uadro, devem ser considerados os 
policiais que estejam em efetivo serviço, os agregados e excedentes. 
Ok, mas e a tal quota compulsória? O que vem a ser isso? 
Para assegurar o número fixado de vagas à promoção obrigatória segundo os cálculos 
regulamentares, quando este número não tenha sido alcançado com as vagas ocorridas durante 
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o ano considerado ano-base, deverá ser aplicada uma quota, integrada de tantos policiais 
militares quantos forem necessários, que compulsoriamente serão transferidos para a 
inatividade, de maneira a possibilitar as promoções determinadas. 
Isso quer dizer que quando, num determinado ano, não sobrarem vagas para a promoção pelos 
cálculos estabelecidos pelo Estatuto, será aberto um número “X” de vagas, para que alguns 
policiais militares sejam compulsoriamente transferidos para a inatividade e suas vagas fiquem 
reservadas para a promoção de outros. 
As quotas compulsórias só serão aplicadas quando houver, no posto imediatamente abaixo, 
Oficiais que satisfaçam as condições de acesso. 
 
 
➢ Não haverá promoção de Policial Militar por ocasião de sua transferência para a reserva 
remunerada ou reforma. 
 
A respeito da reserva remunerada e da reforma, apenas tenha mais um pouco de paciência. No 
momento oportuno estudaremos essas figuras em detalhes! 
 
Férias 
Férias são afastamentos totais do serviço, concedidos anual e obrigatoriamente aos policiais 
militares para descanso, a partir do último mês do ano a que se referem, e durante todo o ano 
seguinte. 
A concessão e o gozo de férias não são prejudicados pelo gozo anterior de licença para 
tratamento de saúde, licença especial, nem pelo cumprimento de sanção disciplinar, pelo estado 
de guerra ou para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não é anulável o direito a 
essa licença. 
No entanto, o Estatuto prevê, em seu art. 63, um rol taxativo de situações em que as férias 
poderão ser interrompidas ou não gozadas na época prevista. E essas situações você deve levar 
direitinho para a sua prova! As hipóteses são as seguintes: 
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==15d5ac==
a) interesse da Segurança Nacional; 
b) manutenção da ordem; 
c) extrema necessidade do serviço; 
d) transferência para a inatividade, para cumprimento de punição decorrente de 
transgressão disciplinar de natureza grave e; 
e) em caso de baixa a hospital. 
Nos casos acima, os policiais-militares poderão interromper ou deixar de gozar, na época 
prevista, o período de férias a que tiverem direito, registrando-se, então, o fato em seus 
assentamentos. 
Na impossibilidade de gozo de férias por esses motivos, ressalvados os casos de transgressão 
disciplinar de natureza grave, o período de férias não gozado será computado dia a dia pelo 
dobro, no momento da passagem do Policial Militar para a inatividade. 
As férias são concebidas com a remuneração prevista na legislação específica ou peculiar 
(estudaremos na próxima aula!) e computadas como tempo de efetivo serviço para todos os 
efeitos legais. 
 
Afastamentos Temporários do Serviço 
Os policiais militares têm direito aos seguintes períodos de afastamento total do serviço, 
obedecidas as disposições legais e regulamentares, por motivo de: 
a) núpcias: 08 dias; 
b) luto: 08 dias; 
c) instalação: 48 horas; e 
d) trânsito: até 30 dias, quando designado para cursos ou outras missões fora do 
Distrito Federal. 
 
Importante saber também que a policial militar feminina, quando gestante, tem direito a um 
período de 4 meses de afastamento total do serviço, equivalente à licença para tratamento de 
saúde, o qual será concedido, mediante inspeção médica, a partir do 8º mês de gestação. 
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Assim como as férias, esses afastamentos também são concedidos com remuneração, e 
computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos legais. 
 
Licença 
Licença é a autorização para afastamento total do serviço, em caráter temporário, concedida ao 
Policial Militar, obedecidas as disposições legais e regulamentares. 
O Estatuto prevê as seguintes licenças: 
a) especial; 
b) para tratar de interesse particular; 
c) para tratamento de saúde de pessoa da família; e 
d) para tratamento de saúde própria. 
 
A remuneração do Policial Militar em qualquer das situações acima será regulada em legislação 
específica ou peculiar. Essa legislação específica é a Lei nº 10.486/2002. 
 
 
➢ A concessão de licença é regulada pelo Comandante-Geral. 
 
A licença especial é a autorização para afastamento total do serviço, relativa a cada decênio (10 
anos) de tempo de efetivo serviço prestado, concedida ao Policial Militar que a requerer, sem 
que implique em qualquer restrição para a sua carreira. 
A licença especial tem a duração de 6 meses, e em regra deve ser gozada de uma só vez. O 
Estatuto, porém, abre uma exceção, permitindo que a licença especial seja parcelada em 2 ou 3 
meses por ano civil, quando solicitado pelo interessado e julgado conveniente pela autoridade 
competente. 
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A licença especial não é prejudicada pelo gozo anterior de qualquer licença para tratamento de 
saúde e para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como, não anula o direito àquelas 
licenças. 
 
 
➢ A licença especial não interrompe a contagem de tempo de efetivo serviço. Uma vez 
concedida a licença especial, o Policial Militar será exonerado do cargo (se detentor 
de cargo e comissão) ou dispensado do exercício das funções que exerce (caso ocupe 
função especial militar) e ficará à disposição do Órgão de Pessoal da Polícia Militar. 
 
Os períodos de licença especial não gozados pelo Policial Militar são computados em dobro 
para fins exclusivos de contagem de tempo para a passagem para a inatividade. 
A licença para tratar de interesse particular é a autorização para afastamento total do serviço, 
concedida ao Policial Militar que contar mais de 10 anos de efetivo serviço e que requerer com 
aquela finalidade. 
As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas seguintes condições: 
a) em caso de mobilização e estado de guerra; 
b) em casos de decretação de estado de emergência ou de sítio; 
c) para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade 
individual; 
d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme o regulado pelo 
Comandante-Geral da Policia Militar; e 
e) em caso de denúncia, pronúncia em processo criminal ou indiciação em 
inquérito policial militar, a juízo da autoridade que efetivou a denúncia, a 
pronúncia ou a indiciação. 
 
A interrupção de licença para tratar de interesse particular será definitiva quando o Policial 
Militar for reformado ou transferido ex officio para a reserva remunerada. 
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A licença para tratar de interesse particular será sempre concedida COM PREJUÍZO da 
remuneração e da contagem de tempo de efetivo serviço. 
A interrupção de licença para tratamento de saúde de pessoa da família, para cumprimento de 
pena disciplinar que importe em restrição da liberdade individual, será regulada na legislação 
específica ou peculiar. 
 
Representação na Esfera Administrativa 
O Policial Militar que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer ato administrativo ou 
disciplinar de superior hierárquico poderárecorrer ou interpor pedido de reconsideração, queixa 
ou representação. 
O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá: 
a) em 15 dias corridos, a contar do recebimento da comunicação oficial, quanto a 
ato que decorra de inclusão em quota compulsória ou de composição de 
Quadro de Acesso; 
b) nas questões disciplinares, como dispuser o regulamento específico ou 
peculiar; e 
c) em 120 dias corridos, nos demais casos. 
 
O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem ser feitos coletivamente. O 
Policial Militar só poderá recorrer ao judiciário após esgotados todos os recursos administrativos 
e deverá participar esta providência, antecipadamente, à autoridade a qual estiver subordinado. 
 
Elegibilidade do Policial Militar 
Os policiais militares são alistáveis como eleitores, desde que: 
a) Oficiais; 
b) Aspirantes-a-Oficial; 
c) Subtenentes; 
d) Sargentos ou; 
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e) Alunos de curso de nível superior para a Formação de Oficiais. 
 
Os policiais militares alistáveis também são elegíveis, atendidas as seguintes condições: 
➢ O Policial Militar que tiver menos de 5 anos de efetivo serviço, será excluído do serviço 
ativo ao se candidatar a cargo eletivo, mediante demissão ou licenciamento ex officio; e 
➢ Para o Policial Militar em atividade que tenha 5 anos ou mais de efetivo serviço há duas 
situações: 
1. ao se candidatar a cargo eletivo, será afastado, temporariamente do serviço ativo, 
agregado e considerado em licença para tratar de interesse particular; 
2. se eleito, será no ato da diplomação, transferido para a reserva remunerada, 
percebendo a remuneração a que fizer jus em função de seu tempo de serviço. 
 
OS DEPENDENTES DO POLICIAL MILITAR 
O art. 50, § 2º, do Estatuto traz uma lista de pessoas que serão consideradas dependentes do 
Policial Militar. Memorizar essa lista não é das tarefas mais fáceis, e já te adianto que não há 
receita mágica e nem bola de cristal. O negócio é memorizar mesmo! 
Para deixar sua tarefa menos árdua, dividi o estudo em três categorias de dependentes: 
1. dependentes natos; 
2. dependente, desde que não receba remuneração; 
3. dependentes, desde que vivam sob a sua dependência econômica, sob o 
mesmo teto. 
 
Dependentes Natos 
Se o policial está vivo, seus dependentes natos são os seguintes: 
a) a esposa; 
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b) o filho legítimo, o filho adotivo, o enteado ou o tutelado que seja menor de 21 
anos ou inválido ou interdito; 
c) a filha legítima, a filha adotiva, a enteada ou a tutelada que seja solteira, 
desde que não perceba remuneração; 
d) o filho legítimo, o filho adotivo, o enteado ou o tutelado que seja estudante e 
menor de 24 anos; 
e) a mãe viúva, desde que não perceba remuneração; 
 
Para policiais militares que tenham ex-esposa ou ex-esposo com direito a pensão alimentícia 
estabelecida por sentença transitada em julgado, estes também serão considerados seus 
dependentes, enquanto não contraírem novo matrimônio. 
No caso de policiais militares falecidos, a viúva ou viúvo será seu dependente, enquanto 
permanecer neste estado, assim como os demais dependentes mencionados, desde que vivam 
sob a responsabilidade da viúva ou do viúvo. 
 
Dependentes desde que não receba remuneração 
Bom, aqui estamos falando de uma pessoa em particular: o marido da policial militar. 
A primeira condição para que este marido seja considerado dependente é o fato de ele não 
receber qualquer numeração, certo!? Mas não é só isso! Ele também precisa se encaixar em uma 
das seguintes situações: 
a) ser considerado inválido, isto é, impossibilitado total e permanentemente para 
qualquer trabalho, não podendo prover os meios de subsistência, mediante 
julgamento proferido por Junta Médica da Corporação; 
b) ser judicialmente declarado interdito, desde que a policial militar seja sua 
curadora; 
c) se estiver em cárcere por mais de 2 anos; 
 
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E mais: não recebendo qualquer remuneração e não se encaixando em nenhuma das situações 
acima, ainda assim será considerado dependente, mas apenas para fins de fornecimento de seu 
funeral por parte do Governo do Distrito Federal. 
 
Dependentes desde que vivam sob a sua dependência econômica, sob 
o mesmo teto 
São também considerados dependentes do Policial Militar, desde que vivam sob a sua 
dependência econômica, sob o mesmo teto, e quando expressamente declarados na 
Organização Policial Militar competente: 
a) a filha, a enteada, a tutelada, nas condições de viúvas, separadas judicialmente 
ou divorciadas, desde que não recebam remuneração; 
b) a mãe solteira, a madrasta viúva, a sogra viúva ou solteira, bem como separadas 
judicialmente ou divorciadas, desde que em qualquer dessas situações não 
recebam remuneração; 
c) os avós e os pais, quando inválidos ou interditos e respectivos cônjuges, estes, 
desde que não recebam remuneração; 
d) o pai maior de 60 anos e seu respectivo cônjuge, desde que ambos não 
recebam remuneração; 
e) o irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores ou inválidos ou interditos, 
sem outro arrimo; 
f) a irmã, a cunhada e a sobrinha, solteiras, viúvas, separadas judicialmente ou 
divorciadas, desde que não recebam remuneração; 
g) o neto, órfão, menor ou inválido ou interdito; 
h) a pessoa que viva, no mínimo há 5 anos, sob a sua exclusiva dependência 
econômica, comprovada mediante justificação judicial; 
i) a companheira, desde que viva em sua companhia há mais de 5 anos, 
comprovada por justificação judicial; e 
j) o menor que esteja sob sua guarda, sustento e responsabilidade, mediante 
autorização judicial. 
 
Para os fins do nosso estudo, não serão considerados como remuneração os rendimentos não 
provenientes de trabalho assalariado, ainda que recebidos dos cofres públicos, ou a 
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remuneração que, mesmo resultante de relação de trabalho, não enseje ao dependente do 
Policial Militar qualquer direito à assistência previdenciária oficial. 
 
O CASAMENTO DOS POLICIAIS MILITARES 
É VEDADO o casamento às Praças Especiais, com qualquer idade, enquanto estiverem sujeitas 
aos regulamentos dos Órgãos de Formação de Oficiais. A praça que contrariar essa regra será 
excluída sem direito a qualquer remuneração ou indenização. O casamento de policiais militares 
com estrangeiros somente poderá ser realizado após autorização do Comando-Geral. 
Com exceção das situações previstas acima, todo Policial Militar deve informar com 
antecedência ao Comandante de sua Organização Policial Militar sua intenção de casar-se. 
 
RECOMPENSAS E DISPENSA DO SERVIÇO 
As recompensas constituem reconhecimentos dos bons serviços prestados pelos policiais 
militares. As espécies de recompensas previstas no Estatuto são as seguintes: 
a) prêmios de Honra ao Mérito; 
b) condecorações; 
c) elogios; e 
d) dispensa do serviço. 
As dispensas do serviço são autorizações concedidas aos policiaismilitares para afastamento 
total do serviço, em caráter temporário. Além de servirem como recompensa, as dispensas de 
serviço também podem ser concedidas aos policiais militares para desconto em férias e em 
decorrência de prescrição médica. 
 
 
➢ As dispensas do serviço serão concedidas com a remuneração integral e computadas 
como tempo de efetivo serviço. 
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SITUAÇÕES ESPECIAIS 
Estudaremos agora as situações especiais previstas no Estatuto que podem ocorrer durante a 
vida laboral dos policiais militares do DF. 
Vamos tratar das regras sobre a ausência e a deserção, o desaparecimento e o extravio, a 
agregação, a reversão e o excedente. São muitas as regras, mas sugiro que você concentre seus 
esforços em saber bem os conceitos de cada uma dessas situações especiais. 
 
A Ausência e a Deserção 
É considerado ausente o Policial Militar que, por mais de 24 horas consecutivas, encontrar-se 
numa das seguintes situações: 
a) deixar de comparecer à sua Organização Policial Militar sem comunicar qualquer 
motivo de impedimento; e 
b) ausentar-se, sem licença, da Organização Policial Militar onde serve ou local onde 
deve permanecer. 
O Policial Militar é considerado desertor nos casos previstos na legislação penal militar. Pronto, 
simples assim! Sobre a deserção o Estatuto não aprofunda tanto, mas falaremos ainda um 
pouquinho mais sobre a deserção ainda nessa aula. 
 
O Desaparecimento e o Extravio 
É considerado desaparecido o Policial Militar da ativa que, no desempenho de qualquer serviço, 
em viagem, em operações policiais militares ou em casos de calamidade pública, tiver paradeiro 
ignorado por mais de 8 dias. A situação de desaparecimento só será considerada quando não 
houver indício de deserção. 
Se o Policial Militar, nas condições acima citadas, permanecer desaparecido por mais de 30 dias, 
será oficialmente considerado extraviado. 
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A Agregação 
A agregação é a situação na qual o Policial Militar da ativa deixa de ocupar a vaga na escala 
hierárquica do seu quadro, nela permanecendo sem número. 
Vamos conhecer a duas primeiras situações justificam a situação de agregado do Policial Militar: 
a) quando for nomeado para cargo considerado no exercício de função de 
natureza policial militar ou de interesse policial militar estabelecido em Lei ou 
Decreto-lei, ou Decreto, não previsto nos Quadros de Organização da Polícia 
Militar; 
Obs: nessa situação, a agregação é contada a partir da data de posse do novo 
cargo até o regresso à Corporação ou transferência ex officio para a reserva 
remunerada. Caracteriza a posse no novo cargo a entrada em exercício no 
cargo ou respectiva função. 
b) quando aguardar transferência para a reserva remunerada, por ter sido 
enquadrado em quaisquer dos requisitos que a motivaram; 
 
Nos casos do quadro acima, e somente neles, o Policial Militar agregado continua a ser 
considerado, para todos os efeitos, como em serviço ativo. 
Mas as situações de agregação não param por aí! O Policial Militar deverá ser agregado 
quando: 
➢ for afastado, temporariamente, do serviço ativo por motivo de: 
✓ ter sido julgado incapaz, temporariamente, após 01 ano contínuo de tratamento de 
saúde própria (contada a agregação a partir do primeiro dia desse prazo e 
enquanto durar o evento); 
✓ ter sido julgado incapaz, definitivamente, enquanto tramita o processo de reforma; 
✓ haver ultrapassado 01 ano contínuo de licença para tratamento de saúde própria 
(contada a agregação a partir do primeiro dia desse prazo e enquanto durar o 
evento); 
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✓ haver ultrapassado 06 meses contínuos em licença para tratar de interesse 
particular; 
✓ haver ultrapassado 06 meses contínuos em licença para tratar de saúde de pessoa 
da família (contada a agregação a partir do primeiro dia desse prazo e enquanto 
durar o evento); 
✓ ter sido considerado oficialmente extraviado (contada a agregação partir da data 
indicada no ato que torna público o extravio); 
✓ haver sido esgotado o prazo que caracteriza o crime de deserção previsto no 
Código Penal Militar, se Oficial ou Praça com estabilidade assegurada (contada a 
agregação partir da data indicada no ato que torna público esse evento) ; 
✓ como desertor, ter-se apresentado voluntariamente ou ter sido capturado e 
reincluído a fim de se ver processar (contada a agregação partir da data indicada 
no ato que torna público esse evento); 
✓ se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da Justiça Comum 
(contada a agregação partir da data indicada no ato que torna público esse 
evento); 
✓ ter sido condenado à pena restritiva de liberdade superior a 06 meses, em sentença 
passada em julgado, enquanto durar a execução, excluído o período de sua 
suspensão condicional se concedida esta ou até ser declarado indigno de pertencer 
à Polícia Militar ou com ela incompatível (contada a agregação partir da data 
indicada no ato que torna público esse evento); 
✓ ter passado à disposição de outro órgão do Distrito Federal, da União, dos Estados 
ou Territórios para exercer função de natureza civil; 
✓ ter sido nomeado para qualquer cargo Público civil temporário, não eletivo, 
inclusive da administração indireta; 
✓ ter se candidatado a cargo eletivo, desde que conte 05 anos ou mais de efetivo 
serviço (contada a agregação partir do registro como candidato, até sua 
diplomação ou seu regresso à Corporação se não houver sido eleito); e 
✓ ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do posto, graduação ou 
cargo ou função, prevista no Código Penal Militar (contada a agregação partir da 
data indicada no ato que torna público esse evento). 
O Policial Militar agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às suas relações 
com outros policiais militares e autoridades civis e militares, salvo quando ocupar cargo que lhe 
dê precedência funcional sobre os outros policiais militares mais graduados ou mais antigos. 
A agregação se faz por ato: 
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a) do Governador do Distrito Federal, para Oficiais e; 
b) pelo Comandante-Geral, para Praças. 
 
A Reversão 
A reversão é o ato pelo qual o Policial Militar agregado retorna ao respectivo quadro, tão logo 
cesse o motivo que determinou a sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe competir no 
respectivo Almanaque ou Escala Numérica, na primeira vaga que ocorrer. 
Em qualquer tempo, poderá ser determinada a reversão do Policial Militar agregado, EXCETO 
quando a agregação tiver sido motivada pelas seguintes circunstâncias: 
a) quando for nomeado para cargo considerado no exercício de função de 
natureza policial militar ou de interesse policial militar estabelecido em Lei ou 
Decreto-lei, ou Decreto, não previsto nos Quadros de Organização da Polícia 
Militar; 
b) quando aguardar transferência para a reserva remunerada, por ter sido 
enquadrado em quaisquer dos requisitos que

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