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PROJETO CAVEIRA RETA FINAL EM QUESTÕES – PC-SC- PÓS-EDITAL 1 DIREITO PENAL 1. Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços, conforme se aduz do art. 16 do Código Penal. Tal conceito corresponde única e exclusivamente ao instituto da/do: A) Desistência Voluntária. B) Crime na Forma Tentada. C) Arrependimento Posterior. D) Arrependimento Eficaz. E) Crime Impossível. 2. Considerando a carta penal brasileira, a imputabilidade penal está topograficamente ligada aos conceitos de CULPABILIDADE. Dessa forma, assinale a alternativa correta. A) Considera-se em estado de necessidade exculpante quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. B) Não excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão, a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos, entre outros. C) A pena pode ser reduzida de um terço à metade, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. D) Apenas os menores de 16 anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. E) A pena pode ser reduzida de um terço à metade, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 3. Quanto às regras gerais do crime, o Código Penal nos apresenta as chamadas excludentes de ilicitude, que precisam ser verificadas em todos os casos, na forma da lei. Sobre o assunto, assinale a opção correta. A) Pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. B) Considera-se em estado de necessidade quem usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. C) Considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão à vítima mantida refém durante a prática de crimes. D) Entende-se em legítima defesa quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. 4. Carlos, tomado por um ciúme doentio, motivador de constantes brigas com Débora, sua esposa, decidiu que a mataria. Certo dia, ao chegar em casa, viu que uma pessoa dormia no sofá e, julgando tratar-se de Débora, contra ela disparou, causando-lhe a morte. Ao aproximar- se do corpo, constatou que matara a própria filha, a quem muito amava. Nesse caso, à luz das disposições trazidas pelo Código Penal, é correto afirmar que: A) Carlos deverá ser responsabilizado por homicídio culposo. B) Carlos praticou o crime de homicídio culposo, mas o juiz poderá deixar de lhe aplicar a pena. C) Carlos responderá por feminicídio, como se tivesse, em situação de violência doméstica, matado a própria mulher. D) Carlos é isento de pena, incidindo, na hipótese, uma excludente de ilicitude. 5. À luz das disposições trazidas pelo Código Penal a respeito do poder punitivo, é correto afirmar que: A) Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Trata-se de hipótese de crime impossível. B) Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta ou relativa do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Na hipótese, teremos crime impossível previsível. C) Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta ou relativa impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Nessa hipótese, teremos crime tentado. D) Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Cuida-se de hipótese de crime tentado. 6. Sobre a tentativa, a desistência voluntária e o arrependimento eficaz, é correto afirmar que: A) O Código Penal veda que se comine ao crime tentado a mesma pena cominada ao crime consumado. B) Na desistência voluntária, o autor impede que o resultado se produza, respondendo pelo crime com pena diminuída típica. C) No arrependimento eficaz, o autor desiste de prosseguir na execução, respondendo pelo crime tentado. D) Na hipótese de crime que não se consumou por razão alheia à vontade do agente, será aplicada a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. 7. Acerca da causalidade, à luz do Código Penal, é correto afirmar que: A) Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado atípico teria ocorrido. B) Foi adotada, como regra, a teoria da causalidade adequada sintética. 471639.20/03/2026 857.081.860-20.142219 Peculato culposo: antes da sentença transit julg: extinção punib se depois: reduz metade exclui tipicidade No eficaz: tentou matar mas se arrependeu, ponte de ouro No CP só serve justificante 1/3 a 2/3 Teoria da equivalencia dos antecedentes causais adequada é exceção PROJETO CAVEIRA RETA FINAL EM QUESTÕES – PC-SC- PÓS-EDITAL 2 C) A causa relativamente independente superveniente não exclui a imputação quando, por si só, deu origem ao resultado temperado. D) O resultado de que depende da existência do crime somente é imputável a quem lhe der causa. 8. Acerca do dolo e da culpa no âmbito penal, analise os itens abaixo: I. O crime preterdoloso é aquele em que o agente age com o chamado dolo culposo. II. Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. III. A depender do nexo de causalidade, se o agente der causa ao resultado por imperícia, é possível que o crime seja doloso ou culposo. Está(ão) correto(s) o(s) item(ns): A) apenas I. B) apenas II. C) apenas III. D) apenas I e II. E) I, II e III. 9. Joana, com dolo de matar, injeta substância mortífera em Plínio ao observar que ele estava deitado e por julgar que sua pretensa vítima estava em sono profundo. Não sabia Joana, contudo, que Plínio, naquele momento, já se encontrava morto, o que foi devidamente constatado por laudo pericial. Nessa hipótese, de acordo com a legislação, é correto afirmar que Joana: A) responderá por crime doloso contra a vida praticado com dolo eventual. B) não será punida porque, nessa hipótese, não se pune a tentativa. C) responderá por crime contra a vida, mas na modalidade culposa. D) poderá beneficiar-se com a causa de diminuição de pena da tentativa. 10. Objetivando lesionar gravemente Sérgio, Ivan desfere contra a vítima uma paulada. Todavia, com sua conduta, Ivan atinge Gustavo, irmão gêmeo idêntico de Sérgio, pois o confundira com a vítima pretendida. A essa hipótese, a legislação classifica como: A) resultado diverso do pretendido. B) erro provocado por terceiro. C) erro de tipo essencial. D) erro sobre a pessoa. E) erro na execução. 11. Aquele que pratica conduta descrita no tipo penal do delito de tráfico de drogas, mas em erro sobre elemento constitutivo do tipo, ou seja, em hipótese de erro de tipo essencial poderá: A) alegar atipicidade da conduta. B) responder pela modalidade culposa do delito.C) ser isento de pena. D) ter a pena diminuída com base em causa especial de diminuição de pena. E) alegar excludente de ilicitude da conduta. 12. João possui desenvolvimento mental incompleto e é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito de condutas penalmente relevantes e determinar-se de acordo com tal entendimento. Nesse sentido e de acordo com a legislação, caso João pratique fato descrito como típico na lei, poderá alegar em sua defesa a: A) ausência de imputabilidade penal e, consequentemente, inexistência de culpabilidade em sua conduta. B) ausência de antijuridicidade e, consequentemente, atipicidade do fato. C) inexigibilidade de conduta diversa e, consequentemente, exclusão de conduta penalmente relevante. D) atipicidade da conduta com base na imputabilidade penal e, consequentemente, imposição de medida de segurança. E) existência de causa excludente de ilicitude e, consequentemente, ausência de crime, sendo possível, entretanto, imposição de medida de segurança. 13. Sobre os crimes contra a honra, é correto afirmar que: A) Não se pune a calúnia contra os mortos. B) Aquele que sabe falsa a imputação, propala ou divulga a calúnia também incorre na pena. C) A injúria e a difamação admitem a exceção da verdade. D) A exceção da verdade na difamação somente se admite se o ofendido for funcionário público, mesmo que a ofensa não seja relativa ao exercício de suas funções. E) A difamação consiste em imputar falsamente fato definido como crime. 14. Diferente do homicídio qualificado, que aumenta a pena, o homicídio privilegiado pode resultar em uma pena menor para o réu. O homicídio privilegiado é definido como um homicídio cometido sob a influência de um motivo de relevante valor social ou moral, ou sob violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima. Pode ainda haver homicídio qualificado privilegiado, mas é indispensável que as qualificadoras sejam de natureza OBJETIVA, que se referem aos meios e modos pelos quais o homicídio foi praticado. Vale lembrar que as privilegiadoras são todas subjetivas, já que se relacionam com o motivo do crime ou com o estado anímico do agente. Sendo assim, assinale a alternativa que reúna corretamente exemplos de qualificadoras objetivas. A) Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. B) Contra a mulher por razões da condição de sexo feminino; à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade. C) Em condição de sexo feminino, caracterizada por violência doméstica e familiar; menosprezo ou discriminação à condição de mulher; se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, 471639.20/03/2026 857.081.860-20.142219 PROJETO CAVEIRA RETA FINAL EM QUESTÕES – PC-SC- PÓS-EDITAL 3 companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela; se o crime for praticado em instituição de educação básica pública ou privada. D) À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. E) Contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; contra mulher por razões da condição de sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121; mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas ou com o emprego de arma. 15. No caso de diminuição de pena no crime de homicídio, podemos afirmar que: A) Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor moral, ou sob o domínio de emoção, logo em seguida a provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. B) Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. C) Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de forte emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a dois terços. D) Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social, ou sob a influência de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto à metade. 16. O Código Penal conta com dispositivo cuja finalidade é coibir a violência doméstica, entendida esta como a prática do delito de lesão corporal contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, nos termos do art. 129, § 9º, do Código Penal. Sobre essa norma, é correto afirmar que: A) a lesão imposta é de natureza unicamente leve, dando margem a um tipo qualificado, mas não pelo resultado. B) a qualificadora da violência doméstica pode ser aplicada aos casos de lesão corporal culposa. C) a qualificadora da violência doméstica pode ser aplicada aos casos de vias de fato. D) a qualificadora da violência doméstica não pode ser aplicada aos casos de parentalidade socioafetiva. E) a qualificadora da violência doméstica pode ser aplicada a todas as relações de convivência cotidiana. 17. José, com dolo de matar, resolve torturar Carlos até sua morte. Para tanto, se inspirando em filmes de guerra hollywoodianos, faz com que Carlos sofra, física e mentalmente, de forma inimaginável, vindo a acarretar sua morte. Nessa hipótese, José deverá responder por: A) homicídio qualificado pela tortura. B) lesão corporal seguida de morte. C) tortura qualificada pela morte. D) homicídio. E) tortura. 18. O Código Penal, nos crimes descritos nos artigos 124, 125 e 126, tipificou a prática do delito de aborto. A doutrina conceitua o delito de aborto como a interrupção do processo da gravidez, desde a implementação do óvulo no útero até o início do parto. Acerca do delito de aborto, assinale a afirmativa incorreta. A) Não há previsão na legislação penal da prática de aborto na forma culposa. B) Não se pune o aborto praticado por médico se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal. C) Não há previsão nas legislações penal e processual penal sobre a formalização judicial nas denominadas hipóteses de aborto legal. D) As penas cominadas nos artigos mencionados no enunciado são aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. E) O crime de aborto pode ser praticado da forma omissiva, omissão imprópria. 19. Segundo o Senado Federal (Agência Senado), no ano passado (2021), o país registrou 41 mil mortes violentas, cifra 7% mais baixa que a de 2020 e 30% inferior à de 2017. Ainda assim, o número de homicídios praticados no Brasil é muito alto. Tal como não poderia deixar de ser, é um dos crimes mais estudados pela doutrina e jurisprudência. Acerca do delito de homicídio, é incorreto afirmar que: A) Se considera praticado o crime no momento daação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. B) Motivo torpe é o motivo insignificante, que faz com que o comportamento do agente seja desproporcional (ex.: matar o devedor de uma dívida de R$ 1,00). C) A morte encefálica caracteriza o momento da morte para o Direito Penal. D) Para efeitos da prescrição, deve-se levar em conta o dia em que o crime se consumou e, no caso de tentativa, do dia que cessou a atividade criminosa. E) Relevante valor social é o motivo que atende aos interesses da coletividade, isto é, não interessa apenas ao agente, mas sim ao corpo social. 20. Assinale a alternativa que define corretamente o tipo penal do INFANTICÍDIO, conduta penalmente prevista no art. 123 do Código Penal. A) Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça. B) Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque. C) Matar alguém menor de 14 (quatorze) anos. 471639.20/03/2026 857.081.860-20.142219 aborto só doloso Errado, esse é fútil. Torpe é nojento PROJETO CAVEIRA RETA FINAL EM QUESTÕES – PC-SC- PÓS-EDITAL 4 D) Expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra própria. E) Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após. 21. Paulo auxiliou Maria a praticar o aborto no final da gestação, sendo que, por circunstâncias alheias à vontade deles, a gravidez resultou em nascimento com vida. Maria, então, sob influência do estado puerperal, acabou matando a própria filha, logo após o parto. Nesse caso, é possível afirmar que: A) Paulo não responderá pelo crime de infanticídio. B) Paulo cometeu crime de feminicídio, na condição de partícipe. C) Maria e Paulo são coautores do crime de aborto, estando sujeitos à mesma pena, bem como Maria responderá ainda pelo crime de infanticídio. D) Maria e Paulo agiram em concurso de pessoas no crime de infanticídio. E) Paulo não responderá penalmente, já que a tentativa de aborto foi absorvida pelo crime de infanticídio. 22. Ana, ex-mulher de Marcos, passou a residir na companhia de Pedro, seu novo companheiro. Enlouquecido de ciúmes, Marcos espalhou pela vizinhança que o atual parceiro de Ana estuprara seu filho, apresentando fotografias em que a criança apresentava vermelhidão nas coxas e nádegas, embora soubesse que se tratava de reação alérgica e, portanto, da falsidade das graves acusações que fazia. A conduta de Marcos caracteriza: A) Difamação B) Calúnia C) Constrangimento ilegal D) Importunação ofensiva ao pudor 23. Paulo, sem violência à pessoa ou grave ameaça, praticou crime de dano, isto é, destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, contra o patrimônio de autarquia pública municipal. Como se trata de dano qualificado, conclui-se corretamente: A) Paulo está sujeito à pena de detenção, de seis meses a três anos, e multa. B) Paulo está sujeito à pena de detenção, de um a três anos, ou multa. C) Paulo está sujeito à pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa. D) Paulo está sujeito à pena de reclusão, de seis meses a três anos, ou multa. E) Paulo está sujeito à pena de detenção, de um a quatro anos, e multa. 24. Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência define o crime de roubo, que acaba por se traduzir numa das formas mais hediondas de lesão ao patrimônio alheio. Considerando as causas de modificação de pena, que parte de reclusão de quatro a dez anos, e multa, legalmente previstas, assinale a alternativa correta. A) A pena será dobrada se houver destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. B) Se da violência resultar lesão corporal grave, a pena é de reclusão de seis a vinte anos, e multa. C) Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. D) A pena poderá ser reduzida pela metade se a violência ou grave ameaça for exercida com emprego de arma branca. E) A pena aumenta-se da metade a dois terços se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. 25. O crime de ALTERAÇÃO DE LIMITES se traduz em “suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia”, consistindo em conduta penalmente inserida no Capítulo III dos Crimes contra o Patrimônio relacionados no Código Penal Brasileiro. Tal ação possui formas equiparadas, cuja pena se mantém a mesma do crime original. Elas são, corretamente: A) Esbulho Possessório e Usurpação de Águas. B) Usurpação de Terreno e Apropriação Indébita de Águas. C) Esbulho Lindeiro e Tomada de Águas. D) Uso Indevido de Limites e Usurpação de Águas. 26. Caso Mévio, com emprego de chave falsa, subtraia coisa alheia móvel para entregá-la a Tício, pode-se afirmar que: A) Mévio responderá por crime de roubo qualificado. B) Mévio e Tício responderão por crime de furto e de receptação. C) Tício responderá por crime de apropriação indébita. D) Mévio responderá por crime de roubo simples. E) Mévio responderá por furto qualificado. 27. Baseando-se no que preveem os crimes contra o patrimônio do Código Penal, assinale a alternativa correta. A) O “sequestro-relâmpago” consiste no crime de roubo cometido mediante a restrição da liberdade da vítima, sendo essa a condição necessária para a obtenção da vantagem econômica. B) O “abigeato” consiste no crime de roubo com a finalidade de produção ou de comercialização de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes. C) O “gato-net” instalado em residência não configura crime contra o patrimônio. D) O “roubo impróprio” consiste no crime de roubo onde, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. 471639.20/03/2026 857.081.860-20.142219 Errado. Ela aumenta de 2/3 Errado 1/3 a metade PROJETO CAVEIRA RETA FINAL EM QUESTÕES – PC-SC- PÓS-EDITAL 5 28. Observe o texto abaixo: No golpe da falsa central, criminosos entram em contato com correntistas de diferentes instituições financeiras fingindo ser da central de atendimento e ou de segurança dos bancos. A fraude tem algumas variações no seu modo de operação, mas sempre visa ao roubo de dados e ao prejuízo financeiro do cliente. Em uma das possibilidades mais comuns, os criminosos afirmam que houve uma movimentação atípica na conta e que, por isso, é necessário confirmar algumas informações, como número do cartão e a senha. Considerando o caso acima, se os criminosos têm êxito em obter fraudulentamente o dinheiro das vítimas, haverá prática do crime de: A) Estelionato. B) Apropriação indébita. C) Roubo. D) Extorsão. 29. Sobre o crime conhecido como latrocínio, pode-se afirmar que é: A) Crime dentre as espécies de furto qualificado. B) Crime contra a Administração Pública. C) Crime praticado apenas por funcionário público. D) Crime contra o patrimônio. 30. Ao perceber que a vizinha Maria esquecera a porta de sua casa aberta, Joana adentrou o imóvel e de lá subtraiu inúmeros objetos de valor. Sobre a tipificação a ser dada à conduta de Joana, podemos afirmar que se trata de: A) Furto. B) Roubo próprio. C) Apropriação indébita. D) Violação de domicílio. 31. Com baseno Código Penal, é correto afirmar que: A) Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica culposamente. B) É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Contudo, nessas circunstâncias, se o erro derivar de culpa e existir previsão legal, o agente poderá ser responsabilizado por crime culposo. C) Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos dolosamente. D) Ao reparar o dano provocado à vítima de crime de roubo após a consumação do crime, o agente poderá ter sua pena reduzida de um a dois terços. 32. Luciana, com o objetivo de obter para si vantagem ilícita, induzindo alguém em erro, utiliza-se de documento particular por ela falsificado para aquela determinada ocasião específica e, como intentado, pratica delito de estelionato. Nessa hipótese, considerando-se apenas os dados narrados, é correto afirmar que: A) Luciana deve responder pelos delitos de estelionato e falsificação de documento particular em concurso material de delitos, devendo haver a incidência da maior fração de aumento. B) Há continuidade delitiva entre os delitos de falsificação de documento particular e estelionato, devendo Luciana responder pelo delito que tiver a pena mais grave. C) Como há dois núcleos do tipo, quais sejam: falsificar e enganar, deve ser aplicado apenas o tipo penal mais específico, com base no princípio da alternatividade. D) Luciana agiu em concurso formal de delitos, e as penas devem ser somadas, pois foram duas condutas com desígnios autônomos. E) Luciana deve responder apenas pelo delito de estelionato, estando o delito de falsificação absorvido. 33. O roubo simples, a extorsão simples e a omissão de socorro são classificados, respectivamente, como crime: A) Material, formal, formal. B) Material, material, formal. C) Material, formal, de mera conduta. D) Formal, material, de mera conduta. E) Material, de mera conduta, de mera conduta. 34. Em 2014, a Terceira Seção do STJ editou a Súmula 511, que possui a seguinte redação: “É possível o reconhecimento do privilégio previsto no 8 2º do art. 155 do CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva.” Das qualificadoras listadas abaixo, assinale a que não é de ordem objetiva. A) com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa B) mediante concurso de duas ou mais pessoas C) praticado através da escalada ou destreza D) com emprego de chave falsa E) com abuso de confiança Espaço Livre: 471639.20/03/2026 857.081.860-20.142219 é hediondo Para ser consumado basta resultado morte Furto majorado repouso noturno somente no furto simples É possível privilégio no furto qualiicado