Logo Passei Direto
Buscar

MECANISMO (1)

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Mecanismo imune inato e sua contribuição para a resposta imune 
adaptativa 
A resposta imune contra microrganismos inicia-se com a atuação do sistema 
imune inato, responsável pela detecção inicial de patógenos que invadem o 
organismo. Células fagocíticas, como macrófagos e células dendríticas, 
reconhecem padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) por 
meio de receptores de reconhecimento padrão e realizam a fagocitose desses 
agentes. 
Após a internalização, ocorre o processamento do antígeno no interior dessas 
células, gerando pequenos fragmentos antigênicos denominados epítopos. 
Esses fragmentos são associados às moléculas do Complexo Principal de 
Histocompatibilidade classe II (MHC-II) e transportados para a superfície da 
célula apresentadora de antígeno. 
As células apresentadoras de antígeno, principalmente as células dendríticas, 
migram para os órgãos linfoides secundários, como os linfonodos, onde 
ocorre o encontro com linfócitos T CD4⁺ virgens. O reconhecimento 
antigênico ocorre quando o receptor de célula T (TCR) reconhece 
especificamente o complexo formado por MHC-II e epítopo apresentado pela 
APC, acompanhado por sinais coestimulatórios e liberação de citocinas. 
Após a ativação, os linfócitos T CD4⁺ sofrem expansão clonal, originando 
numerosas células T auxiliares específicas para aquele antígeno. Essas células 
secretam citocinas que coordenam a resposta imune adaptativa e auxiliam na 
ativação de outras células do sistema imune. 
Paralelamente, linfócitos B presentes nos folículos linfáticos reconhecem o 
mesmo antígeno por meio de seus receptores de membrana (BCR). Após 
esse reconhecimento, o antígeno é internalizado, processado e apresentado 
associado às moléculas de MHC-II, permitindo a interação com linfócitos T 
CD4⁺ ativados. 
Essa cooperação celular envolve interações moleculares importantes, como 
CD40 presente na célula B e CD40L presente na célula T CD4⁺, além da 
ação de citocinas produzidas pelas células T auxiliares. Como resultado, ocorre 
a expansão clonal dos linfócitos B e sua diferenciação em plasmócitos. 
Os plasmócitos são células especializadas na produção de anticorpos 
específicos, que atuam na neutralização de patógenos, opsonização e 
ativação do sistema complemento. Assim, a resposta imune adaptativa humoral 
resulta da interação coordenada entre células apresentadoras de antígeno, 
linfócitos T CD4⁺ e linfócitos B, culminando na produção de anticorpos e na 
eliminação do microrganismo. 
ReferênciasABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e 
Molecular. 
MURPHY, K.; WEAVER, C. Janeway – Imunobiologia. 
Aluna: Bianca de Freitas Raposo Martins 
Matéria: Mecanismo de Defesa e Agressâo 
MEDICINA VETERINARIA

Mais conteúdos dessa disciplina