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ALUNA: RENATA BOMFIM DOS SANTOS 
MATÉRIA: MECANISMO DE DEFESA E AGRESSÃO 
MEDICINA VETERINARIA 
Mecanismo imune inato e sua contribuição para a resposta imune adaptativa 
A resposta imune contra microrganismos inicia-se com a atuação do sistema imune inato, responsável 
pela detecção inicial de patógenos que invadem o organismo. Células fagocíticas, como macrófagos e 
células dendríticas, reconhecem padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) por meio de 
receptores de reconhecimento padrão e realizam a fagocitose desses agentes. 
 Após a internalização, ocorre o processamento do antígeno no interior dessas células, gerando pequenos 
fragmentos antigênicos denominados epítopos. Esses fragmentos são associados às moléculas do 
Complexo Principal de Histocompatibilidade classe II (MHC-II) e transportados para a superfície da 
célula apresentadora de antígeno. 
 As células apresentadoras de antígeno, principalmente as células dendríticas, migram para os órgãos 
linfoides secundários, como os linfonodos, onde ocorre o encontro com linfócitos T CD4⁺ virgens. O 
reconhecimento antigênico ocorre quando o receptor de célula T (TCR) reconhece especificamente o 
complexo formado por MHC-II e epítopo apresentado pela APC, acompanhado por sinais 
coestimulatórios e liberação de citocinas. 
 Após a ativação, os linfócitos T CD4⁺ sofrem expansão clonal, originando numerosas células T 
auxiliares específicas para aquele antígeno. Essas células secretam citocinas que coordenam a resposta 
imune adaptativa e auxiliam na ativação de outras células do sistema imune. 
Paralelamente, linfócitos B presentes nos folículos linfáticos reconhecem o mesmo antígeno por meio de 
seus receptores de membrana (BCR). Após esse reconhecimento, o antígeno é internalizado, 
processado e apresentado associado às moléculas de MHC-II, permitindo a interação com linfócitos T 
CD4⁺ ativados. 
Essa cooperação celular envolve interações moleculares importantes, como CD40 presente na célula B e 
CD40L presente na célula T CD4⁺, além da ação de citocinas produzidas pelas células T auxiliares. 
Como resultado, ocorre a expansão clonal dos linfócitos B e sua diferenciação em plasmócitos. 
Os plasmócitos são células especializadas na produção de anticorpos específicos, que atuam na 
neutralização de patógenos, opsonização e ativação do sistema complemento. Assim, a resposta imune 
adaptativa humoral resulta da interação coordenada entre células apresentadoras de antígeno, linfócitos T 
CD4⁺ e linfócitos B, culminando na produção de anticorpos e na eliminação do microrganismo. 
 Referências ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. MURPHY, K.; 
WEAVER, C. Janeway – Imunobiologia.

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