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SUB HEMATOLOGIA Área que estuda o sangue, seus elementos e as doenças que alteram esses componentes e como diagnosticá-las. Hemocitopoiese / hematopoiese: processo de formação das células do sangue na medula óssea. As células do sangue vêm de células-tronco hematopoiética pluripotente, com capacidade de autorrenovação e diferenciação independente do tecido em que estiverem. MO é o órgão hematopoiético primário onde estão as células-tronco hematopoiética que originam glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Daí originam a linhagem linfoide – linfócitos B, T e NK – e mieloide – hemácias, plaquetas, granulócitos e monócitos. Plasma: parte líquida do sangue, contém fatores de coagulação. 91% de água e 7% de proteínas. Soro: corresponde ao plasma no qual foram removidos os fatores de coagulação. Coleta de sangue: identificação e triagem do paciente é etapa crítica na hora da coleta, pedir para paciente repetir o nome completo, conferir documento com foto, pulseira de identificação para hospitalizados, explicar sobre o procedimento que será realizado. Adultos – coleta na fossa ante cubital. Usado anticoagulante EDTA. Colher o sangue e homogeneizar por inversão 10x (se for misturador 1 minuto). Esfregaço: pode ser realizado com ou sem anticoagulante. Lâminas limpas e desengorduradas. 1 gota de sangue na extremidade da lâmina. Com o polegar segurar a lâmina espalhadora e puxar para traz em contato com o sangue. Empurrar com velocidade moderada. Corar, secar e analisar a morfologia das células no microscópio (escrever nome a lápis). Cabeça da lâmina – onde estava a gota sanguínea, aumento de linfócitos principalmente. Corpo da lâmina – região entre a cabeça e cauda, onde os elementos então distribuídos. Área de escolha para análise. Cauda da lâmina – há esferócitos, monócitos e granulócitos, apresenta maior distorção. Coloração: azul de metileno, corante básico azul que reage com os componentes ácidos das células e permite visualizá-las. Eosina, corante vermelho que quando usada junto com corantes básicos (azul de metileno), cora o citoplasma e fibras. Técnicas: May-Grunwald-Giensa: mais utilizada, eosina + azul de metileno. Leishman e Wrigtht: eosina amarelada e produtos de oxidação do azul de metileno. Panótico: possui fixador, eosina e azul de metileno. Na leitura, hemácias são rosa/avermelhada, leucócitos são azulados, plaquetas azuis, eosinófilos tem núcleo azul, citoplasma rosa pálido e grânulos volumosos alaranjado. Hemograma: exame laboratorial de rotina para avaliação quali e quantitativa dos elementos do sangue. Exame indispensável – check-up. Pode diagnosticar doenças e alterações. Necessita de jejum de 4 horas. Medo, alimentação e exercício físico pode aumentar ou diminuir o número de leucócitos. Contagem de leucócitos em zigue zague, conta-se 100 leucócitos, calculado em aparelho. SÉRIE VERMELHA Eritrogênese: originam os eritrócitos. Pronormoblasto Normoblasto basófilo Normoblasto policromático Reticulócitos Eritrócitos. Pró-eritroblasto / Pró-normoblasto: célula grande, núcleo central, citoplasma basófilo e ausência de hemoglobina. Eritroblasto basófilo / Normoblasto basófilo: célula menor, núcleo igual, cromatina com grânulos grosseiros. Eritroblasto policromático / Normoblasto policromático: célula menor, cromatina roxa, núcleo menor e mais corado, intensa síntese de hemoglobina. Reticulócitos: sem núcleo, contém restos de RNAr, 1% encontrado no sangue. Azul-de-cresil-brilhante cora o ribossomo dos reticulócitos e é possível vê-los (pontilhado basófilo). Eritrócitos: disco bicôncavo, vida média 120 dias, transporta oxigênio para os tecidos. Possui eritropoetina que é um hormônio que estimula a produção de hemácias na medula óssea. Hemoglobina possui 4 subunidades cada uma contendo um grupo heme (contém ferro) ligado a um polipeptídeo. Duas cadeias alfa e duas beta. Hb A1: tipo mais comum, 95% em adultos. Hb A2: sintetizadas no último trimestre após o parto, 2,5% em adultos. Hb F: 2,5% em adultos. Micro hematócrito: centrifugação do sangue total (com anticoagulante), em tudo de capilar e fornece o volume de glóbulos e plasma. Eritrograma: análise da série vermelha, contagem de hemácias, dosagem de Hb, dosagem de Ht em %. Índices hematimétricos: VCM (volume das hemácias), HCM (concentração da Hb das hemácias) e CHCM (concentração da Hb de cada hemácias). VCM baixo: microcitose – deficiência de ferro, talassemia VCM normal: normocitose – anemia por perda aguda de sangue VCM alto: macrocitose – deficiência de B12, ácido fólico HCM baixo: hipocrômica – anemia ferropriva, talassemia HCM normal: normocrômica – perda aguda de sangue HCM alto: verificar eritrócitos CHCM baixo: anemia grave CHCM alto: hemácia com muita Hb Poiquilocitose: formato anormal dos eritrócitos Anisopoiquilocitose: alteração de tamanho e forma Eliptocitose: anomalia que altera o citoesqueleto dos eritrócitos – deficiência de ferro, megaloblástica, anemia discreta. Esferócitos: defeito de membrana, microcítica, anemia hemolítica, queimaduras. Dacriócitos: forma de gota de lágrima, raquete. Mais comum em mielofibrose, fibrose da medula óssea. Drepanócito: forma de foice, lua minguante. Presença de Hb S – ANEMIA FALCIFORME. Esquizócito: forma mordida, triangular – processos hemolíticos, anemia falciforme, queimados. Equinócitos: coberto de espículas, alteração na membrana – uremia, doença hepática. Acantócito: espiculas na membrana, não uniforme (diferente da anterior). Deficiência na síntese de apolipoproteínas, doenças neurológicas. Estomatócito: forma de boca - anemia hemolítica autoimune, excesso de álcool. Hemácia em alvo: forma de chapéu mexicano – talassemia, doença da Hb C. A questão da Hb também influencia nas hemácia. Corpúsculos de Howell-Jolly: restos de DNA dentro das hemácias – indica que o baço não está funcionando corretamente, encontrado geralmente em quem removeu o baço, pois o baço que remove esses restos de DNA das hemácias. Ou em quem tem anemia. Vem da expulsão incompleta do núcleo ou cromossomo. Anéis de cabot: inclusões em forma circular ou como um oito, restos nucleares – anemia severas. Corpúsculo de pappenheimer: grânulos anormais de ferro que aparecem dentro das hemácias – anemia sideroblástica. Eritroblastos circulantes: grávidas, pacientes hospitalizados – intoxicação por metais pesados. Rouleaux: aglomerados de eritrócitos (empilhados) pelo aumento de proteínas plasmáticas em excesso. EXERCÍCIOS: 1- Anemia normocítica e normocrômica. 2- He, Hb e Ht baixos. Hematócrito é o percentual de hemácias no sangue. R: anemia normocítica e normocrômica. 3- Anemia microcítica e normocrômica discreta, leve. VCM levemente baixo e CHCM levemente alto. LEUCÓCITOS E PLAQUETAS: Leucócitos: polimorfonucleares, células de defesa – granulócitos são neutrófilo, eosinófilo e basófilo. VR 6.000 – 10.000/mm3. Leucocitose é o aumento. Leucopenia é a diminuição. Granulopoiese: maturação dos granulócitos. Mieloblasto (citoplasma basófilo com grânulos azurófilos, núcleo grande) Prómielócito (célula menor, citoplasma mais basófilo e grânulos azurófilos) Mielócito (núcleo esférico, forma de rim, sem basofilia no citoplasma e aumento dos grânulos) Metamielócito (chanfradura profunda) Bastonete (núcleo em forma de bastão recurvado) Neutrófilo segmentado. Neutrófilo segmentado: mais numerosos no sangue, núcleo formado por 2 a 5 lóbulos, ligados a finas pontes de cromatina, importantes contra infecções bacterianas e inflamações. Eosinófilos: bilobulado, grânulos citoplasmáticos laranjas. Defesa contra parasitas, reações alérgicas. Fazem fagocitose. Basófilos: núcleo volumoso em forma de S. Citoplasma recoberto por grânulos grandes que cobrem o núcleo. Fazem fagocitose, reações alérgicas. ANOMALIAS: Pelger-Huet: anomalia presente nos neutrófilos que é a hiposegmentação, por mais que está maduro não consegue segmentar, vida médias normal. Do neutrófilo para trás é desvio a esquerda. Granulação tóxica: aumento da granulação nos neutrófilos e grânulos maiores, quando o pacienteestá com infecção, ele começa a produzir mais grânulos para tentar combater a infecção. Desvio a esquerda: neutrófilo imaturo no sangue, aumento bastões. Desvio a direita: hipersegmentação dos neutrófilos, 5-6 lóbulos. Anemia megaloblástica, ferropênica. May-Hegglin: hereditária, rara, trombocitopenia (número reduzidos de plaquetas) e plaquetas gigantes, causa hemorragia. Chediak-Higashi: grânulos gigantes no citoplasma. LINFÓCITOS: Linfoblasto (maior célula, núcleo grande e citoplasma sem granulações) Prolinfócito (menor que a anterior, citoplasma basófilo podendo ter grânulos) Linfócito. Linfócito atípico: ele é grande com citoplasma basofílico, ele “abraça” as hemácias. Linfócitos: existem 3 tipos – B, T e NK. Linfocitose é aumento. Linfocitopenia é diminuição. Reconhecem antígenos específicos e desenvolvem memória imunológica. MONÓCITOS: Monoblasto Prómonócito Monócito (ficam no sangue por 8h depois migram para os tecidos e se tornam macrófagos). FORMAÇÃO PLAQUETAS: Megacarioblastos: núcleo grande e citoplasma muito basofílico Megacariócito: forma as plaquetas que serão carregadas para sangue Plaquetas: discos arredondados, muito pequenos, contém grânulos azurófilos no citoplasma, participam de processos de coagulação para interromper a perda sanguínea. Vida média curta (9 dias). Plaquetopenia diminuição -Plaquetocitose aumento. VR 150 a 450.000/mm3. ANEMIAS Anemias: queda do conteúdo de hemoglobina, junto com o número de hemácias ou não Anemia macrocíticas: deficiência ácido fólico e/ou B12 Anemia microcítica/hipocrômica: deficiência ferro, talassemia Anemia normocíticas/normocrômicas: menos glóbulos vermelhos que o normal, mas o tamanho normal. Origem anemias: Alimentação, gestação, menstruação. Perda sanguínea mas rapidamente estancada (normocíticas). Perda sanguínea crônica: microcítica e hipocrômica pela deficiência de ferro. Úlcera no aparelho digestivo. Anemia ferropriva: defeito na síntese do grupo heme. Causada pela falta de ferro. Hemácias pequenas (microcítica) e com pouca hemoglobina (hipocrômica). Perda de sangue, baixa ingestão e má absorção de ferro, aumento da demanda (gravidez e crescimento). Anemia hemolítica: destruição acelerada das hemácias antes do seu tempo normal de vida. Pode ser hereditária ou adquirida. A medula óssea aumenta os reticulócitos, mas o excesso de destruição causa icterícia, esplenomegalia etc. DEFEITO ESTRUTURA ERITRÓCITO: Hemoglobinúria: ocorre a noite, quando há aumento na concentração de CO2, causa perda de ferro pela urina. Defeito nas vias metabólicas: hemácia não tem mitocôndria, sua energia vem da glicose anaeróbica, é convertida em lactato e produz apenas 2 ATPs (mas suficiente para manter a membrana intacta). Se faltar ATP a hemácia perde estabilidade e ocorre lise. Deficiência de G6PD: essa enzima é essencial para proteger a hemácia do estresse oxidativo. Sem ela, aumenta a fragilidade, causando hemólise. Talassemia: doença hereditária da hemoglobina, está na redução da síntese de uma das suas cadeias, alfa ou beta. Beta talassemia: doença genética, defeito na produção das cadeias beta da hemoglobina. Beta talassemia menor: apenas 1 gene defeituoso, anemia leve, assintomática. M.O consegue compensar. Pode ter hemácia em alvo. Beta talassemia maior: anemia grave, necessidade de transfusões e causa deformidades faciais. Não tem cadeia beta, defeito nos 2 genes. Hb muito baixa, não produz. Hemácia em alvo, dacriócito, eliptócitos e esquizócitos. VCH, HCM e CHM muito baixos. Pappenheimer, Howell-Jolly. Alfa talassemia: defeito na produção das cadeias alfa. Quanto mais genes deletados, mais grave a doença. Doença da hemoglobina H, as células vermelhas que contém essa hemoglobina terão menor duração no organismo, o que resulta em uma anemia severa. Fragilidade osmótica: exame, anemias na membrana da hemácia, torna-se frágil. Pega as hemácias e coloca em soluções/concentrações diferentes para ver quanto a hemácia aguenta. Hemácias em alvo tendem a aguentar mais. Qualquer alteração na forma das hemácias pode mudar sua capacidade de resistir a pressão osmótica no meio onde estão suspensas. Usado para diagnosticar talassemia e esferocitose hereditária. Eletroforese de hemoglobina: exame para hemoglobinopatias. Mede e identifica diferentes tipos de hemoglobinas. Diferencia as talassemias, diagnóstico de falciforme. Anemia falciforme: alteração no formato da hemácia, como foice, devido a mutação de uma das cadeias da Hb. Diagnóstico é dado pela detecção da Hb S (drepanócito). image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image1.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png