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INQUÉRITO POLICIALINQUÉRITO POLICIAL
Prof. Esp. Matheus NascimentoProf. Esp. Matheus Nascimento
Servidor Público Federal e AdvogadoServidor Público Federal e Advogado
Pós Graduado em Direito Penal e Processo PenalPós Graduado em Direito Penal e Processo Penal
Ex-assessor de Procurador da República - MPF/RSEx-assessor de Procurador da República - MPF/RS
 
Introdução
Conceito de Renato Brasileiro:
“O inquérito policial consiste em um conjunto de diligências realizadas pela polícia 
investigativa objetivando a identificação das fontes de prova e a colheita de elementos de 
informação quanto à autoria e materialidade da infração penal, a fim de possibilitar que 
o titular da ação penal possa ingressar em juízo”.
•Procedimento preparatório
•Procedimento administrativo 
3 
 
INQUÉRITO POLICIAL
● Presidência do inquérito polícia judiciária: função 
repressiva, após a prática do crime. 
Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas 
autoridades policiais no território de suas 
respectivas circunscrições e terá por fim a 
apuração das infrações penais e da sua autoria. 
● MP pode presidir inquérito?
 
Características: 
1. Procedimento escrito
2. Dispensabilidade art. 39, § 5º, CPP : § 5º O órgão do Ministério Público 
dispensará o inquérito, se com a representação forem oferecidos elementos que 
o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no 
prazo de quinze dias.
3. Inquisitorial
4. Sigiloso 
art. 20, CPP – A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à 
elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. 
•Súmula vinculante nº 14, STF: 
“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório 
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao 
exercício do direito de defesa”.
 
5. Discricionário –– rol não taxativo arts. 6º e 7º do CPP. 
• Reconstituição do crime (art. 7º) – Art. 7º Para verificar a 
possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado 
modo, a autoridade policial poderá proceder à reprodução 
simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou 
a ordem pública.
7. Oficioso
8. Indisponível
9. Oficial.
10. Incomunicabilidade? Art. 21, CPP.
 
 
FORMAS DE INSTAURAÇÃO 
Art. 5º,I, II e § 3º, CPP 
1) De ofício pela autoridade policial (inciso I) ação penal pública incondicionada
2) Por requerimento do ofendido ou seu representante (inciso II) cabe recurso administrativo ao chefe de polícia 
( § 2º) 
Os crimes que dependem de requisição do Ministro da Justiça são: 
● crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil; 
● crimes contra a honra cometidos contra chefes de governo estrangeiro e contra o Presidente da República; 
● crimes contra a honra cometidos contra chefes de governo estrangeiro ou seus representantes diplomáticos por 
meio da imprensa; 
● crimes contra a honra cometidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado, presidente 
da República, presidente do Senado e da Câmara dos Deputados por meio da imprensa.
3) Delatio criminis § 3º) denúncia anônima (art. 5º, IV, CF x info 580 STF) Entendimento da Corte no sentido de que 
a denúncia anônima, por si só, não serviria para fundamentar a instauração de inquérito policial, mas que, a partir 
dela, poderia a polícia realizar diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas 
anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito. HC 95244/PE, rel. Min. Dias 
Toffoli, 23.3.2010. (HC-95244)
4) Requisição da autoridade competente (inciso II) Juiz e MP
5) Auto de prisão em flagrante
 
Art. 5º Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: 
I - de ofício; 
II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem 
tiver qualidade para representá-lo. 
§ 1º O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível: 
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; 
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o 
autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; 
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência. 
§ 2º Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. 
§ 3º Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública 
poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das 
informações, mandará instaurar inquérito. 
§ 4º O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado. 
§ 5º Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem 
tenha qualidade para intentá-la.
 
● Prazos de conclusão art. 10 CPP 
● Solto: 30 dias, prorrogáveis 
● Preso: 10 dias, na JE). 
● Leis especiais: JF, tóxicos, economia popular, IPM etc.
● § 2º Se o investigado estiver preso, o juiz das garantias 
poderá, mediante representação da autoridade policial e 
ouvido o Ministério Público, prorrogar, uma única vez, 
a duração do inquérito por até 15 (quinze) dias, após o 
que, se ainda assim a investigação não for concluída, a 
prisão será imediatamente relaxada. (Incluído pela Lei 
nº 13.964, de 2019).
 
+ 15 (SUCESSIVAS)
Contagem do prazo:
● Se estiver solto (art. 798 CPP).
§ 1o Não se computará no prazo o 
dia do começo, incluindo-se, porém, 
o do vencimento.
● Se estiver preso (art. 10 do CP).
Art. 10 - O dia do começo inclui-se 
no cômputo do prazo. Contam-se os 
dias, os meses e os anos pelo 
calendário comum.
 
INQUÉRITO POLICIAL 
● Trâmite direito entre polícia e MP res. 63/2009 CJF, 
STJ Info. 574 
● Pedido do MP de novas diligências 
● CPP, art. 16: O Ministério Público não poderá 
requerer a devolução do inquérito à autoridade 
policial, senão para novas diligências, 
imprescindíveis ao oferecimento da denúncia.
 
ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL
COMO ERA!!!
• Arquivamento direto
–Quem pode requerer?
–Momento adequado?
–Discordância do juiz –art. 28 CPP
Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, 
requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de 
informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, 
fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e 
este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para 
oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o 
juiz obrigado a atender.
–Não cabe recurso
 
COMO FICOU COM O PACOTE ANTICRIME
Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer 
elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público 
comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os 
autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma 
da lei. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 1º Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do 
inquérito policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da 
comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão 
ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019) 
§ 2º Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados 
e Municípios, a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada 
pela chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial. (Incluído pela Lei 
nº 13.964, de 2019)
 
COMO O STF DEFINIU (Valendo atualmente).
Arquivamento 
O STF, ao julgar as ADI'S 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305, retornou para a sistemática 
anterior, mantendo o controledo arquivamento com a autoridade judicial. Mas não só, 
como também incluiu-a entre os habilitados de submeter a matéria à revisão do órgão interno 
competente do parquet, cujo fulcro de tal decisão é o princípio da inafastabilidade da 
jurisdição (art. 5º, XXXV, da CR/88), a obrigatoriedade de comunicação ao juiz das garantias 
sobre qualquer instauração de investigação criminal (art. 3º-B, IV) e a jurisprudência da 
própria Corte sobre o tema.
Portanto, ao se manifestar pelo arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos 
informativos da mesma natureza, o Ministério Público submeterá sua manifestação ao juiz 
competente e comunicará o fato à vítima, ao investigado e à autoridade policial, podendo 
encaminhar os autos para o procurador-geral ou para a instância de revisão ministerial, 
quando houver, para fins de homologação. 
Revisão 
Além da vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também 
poderá submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso 
verifique patente ilegalidade ou anormalidade no arquivamento.
 
DESARQUIVAMENTO
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base 
para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver 
notícia.
Súmula 524-STF: Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do Promotor de 
Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.
Arquivamento do IPL faz coisa julgada? Atualmente, é possível identificar a existência de 
divergência entre o STJ e o STF:
STJ: SIM. Para o STJ, o arquivamento do inquérito policial com base na existência de causa 
excludente da ilicitude faz coisa julgada material e impede a rediscussão do caso penal. O 
mencionado art. 18 do CPP e a Súmula 524 do STF realmente permitem o desarquivamento do inquérito 
caso surjam provas novas. No entanto, essa possibilidade só existe na hipótese em que o arquivamento 
ocorreu por falta de provas, ou seja, por falta de suporte probatório mínimo (inexistência de indícios de 
autoria e certeza de materialidade). STJ. 6ª Turma. REsp 791.471/RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado 
em 25/11/2014 (Info 554).
STF: NÃO. Para o STF, o arquivamento de inquérito policial em razão do reconhecimento de 
excludente de ilicitude não faz coisa julgada material. Logo, surgindo novas provas, seria possível 
reabrir o inquérito policial, com base no art. 18 do CPP e na Súmula 524 do STF. STF. 1ª Turma. HC 
95211, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/03/2009. STF. 2ª Turma. HC 125101/SP, rel. Orig. Min. 
Teori Zavascki, red. P/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgado em 25/8/2015 (Info 796).
 
Referência bibliográfica
Lima, Renato Brasileiro de Manual de processo penal: volume único / Renato Brasileiro 
de Lima – 8. ed. rev., ampl. e atual. – Salvador: Ed. JusPodivm, 2020.
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